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Duque de Caxias

PARA UM GRANDE EXÉRCITO UM GRANDE PATRONO

"Luís Alves de Lima e Silva - o Duque de Caxias é o insigne Patrono do Exército Brasileiro, que o reverencia na data de seu nascimento - 25 de agosto - "Dia do Soldado"

Caxias pacificou o Maranhão, São Paulo, Minas Gerais e o Rio Grande do Sul, províncias assoladas, no século passado, por graves rebeliões internas, pelo que recebeu o epíteto de "O Pacificador".

Comandou Exércitos em três campanhas externas: na mais difícil delas, quando em Lomas Valentinas, no ano de 1868, tomado de justo orgulho, bradou aos seus soldados: "O Deus dos Exércitos está conosco.

Eia! Marchemos ao combate, que a vitória é certa, porque o General e amigo que vos guia, ainda, até hoje, não foi vencido!".

Caxias organizou o Exército Brasileiro, fez-se político, governou províncias e o próprio Brasil, pois foi Presidente do Conselho de Ministros por três vezes.

Não apenas por tudo isso, "O Pacificador" foi o vulto mais exponencial de seu tempo, chamando-lhe os apologistas, de "O Condestável do Império".

O saudoso e venerando jornalista Barbosa Lima Sobrinho o cognomina de "O Patrono da Anistia" e o povo brasileiro, em espontânea consagração, popularizou o vocábulo "caxias", com o qual são apelidados os que cumprem, irrestritamente, os seus deveres.

Marechal do Exército, Conselheiro de Estado e da Guerra, Generalíssimo dos Exércitos da Tríplice Aliança, Barão, Conde, Marquês, Duque, Presidente de Províncias, Senador, três vezes Ministro da Guerra, três vezes Presidente do Conselho de Ministros, o "Artífice da Unidade Nacional", eis Caxias, Patrono do glorioso e invicto Exército Brasileiro!

O inesquecível sociólogo Gilberto Freyre, no reconhecimento das excelsas virtudes do Duque de Caxias, assim se expressou:
"Caxiismo não é conjunto de virtudes apenas militares, mas de virtudes cívicas, comuns a militares e civis. Os "caxias" devem ser tanto paisanos como militares.

O caxiismo deveria ser aprendido tanto nas escolas civis quanto nas militares.

É o Brasil inteiro que precisa dele"...

Duque de Caxias
Duque de Caxias

“Sigam-me os que forem brasileiros” é a célebre frase do Soldado Brasileiro,
Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, na guerra do Paraguai.

VELHO BORZEGA

Meu borzega esfolado,
dos tempos da mocidade,
de sola gasta em paradas,
nas alvoradas sem fim.

Biqueira empinada, bonita,
como cavalo de chefe,
talão comido de um lado,
de tanto se apresentar.

Quando te vejo acabado,
envelhecido de usar,
não sei porque me entristeço,
e quase me ponho a chorar.

O salto que era tão forte,
a cor preta traquejada,
não tem mais aquele garbo
do praça rijo que fui.

Te recordo meu borzega!
Como se fosse meu corpo,
batendo no chão com cadência
pros outra entusiasmar.

Velho borzega estropiado
de tanto serviço e instrução,
refletes o viver do soldado
com toda recordação.

Hoje ao te ver empoeirado,
no canto do meu porão,
não posso impedir, baixo os olhos
e me ponho a recordar.

Quando te recebi na reserva,
duro como instrutor,
eras como a nossa mocidade,
que parece não se acabar.

E agora velho borzega?
Que volto a te contemplar,
percebo, não és bem de couro
como era o meu pensar.

É que de repente me vejo
em ti, que agora não brilhas
com muito mais nitidez,
do que nos tempos de outrora.

Então entendo, borzega velho,
desmontado pelo usar
porque durante esses anos
eu evitava de te olhar.

É que me recordando o passado
dos tempos de militar,
representas um espelho,
onde envelheço ao meu olhar.

Autor: Pedro Américo Leal
Enviado por: Manoel Rubens

Fonte: www.velhosamigos.com.br

Duque de Caxias

Luís Alves de Lima e Silva

Luís Alves de Lima e Silva, o duque de Caxias, (Porto da Estrela, 25 de agosto de 1803 — Desengano, 7 de maio de 1880), foi um dos mais importantes militares e estadistas da história do Brasil, responsável por importantes ações militares pacificadoras em movimentos revoltosos internos. Reprimiu os movimentos contra a escravidão.

Filho do brigadeiro e regente do Império, Francisco de Lima e Silva, e de Mariana Cândida de Oliveira Belo, Luís Alves de Lima - como assinou seu nome por muitos anos - foi descrito por alguns dos seus biógrafos como um predestinado à carreira das armas que aos cinco anos de idade assentou praça no Exército (1808). O que os biógrafos não explicitam é que essa trajetória "apoteótica" é devida às especificidades da carreira militar nessa época. Ter sido cadete aos cinco anos não era um sinal de seu caráter especial: a honraria era concedida aos filhos de nobres ou militares e muitos alcançaram o mesmo privilégio, até mesmo com menor idade.[2]

Caxias foi um militar do século XIX. Pertencia a uma tradicional família de militares. De um lado, a família paterna, constituída de oficiais do exército. Do lado materno, a família era de oficiais de milícia. Foi com o pai e com os tios que Luís Alves de Lima e Silva aprendeu a ser militar.

Biografia

Luís Alves de Lima e Silva desde cedo ingressou na vida militar. Teve intensa carreira profissional no Exército, ascendendo ao posto de marechal-de-campo aos trinta e nove anos de idade.

Cadete desde os cinco anos de idade, ingressou na Academia Militar aos 15 anos e, em 1822, organizou a Guarda Imperial de D. Pedro I. O batismo de fogo teve lugar no ano seguinte, ao entrar em campanha para combater na Bahia, quando das lutas da Independência. Participou do esforço pela manutenção da ordem pública na capital do Império após a abdicação de Pedro I, em 1831. Depois disso, tomou parte nas ações militares da Balaiada, no Maranhão, em 1839. O papel que desempenhou, na resolução do conflito, valeu-lhe o título de Barão de Caxias. Foi nomeado para Presidente (governador) da Província do Maranhão e Comandante das Forças Militares.

Dominou os movimentos revoltosos dos liberais em Minas Gerais e São Paulo (1842). Em 1845, quando decorria a Guerra dos Farrapos, recebeu o título de Marechal de Campo. Passou a ocupar o cargo de Presidente (governador) do Rio Grande do Sul. A sua ação militar e diplomática levou à assinatura da Paz de Ponche Verde em 1845, que pôs fim ao conflito. Sua atuação aliou ação militar com habilidade política, respeitando os vencidos. Contribuiu, assim, para a consolidação da unidade nacional brasileira e para o fortalecimento do poder central. Foi feito Conde de Caxias.

No plano externo, participou de todas as campanhas platinas do Brasil independente, como a campanha da Cisplatina (1825-1828), contra as Províncias Unidas do Rio da Prata. Comandante-chefe do Exército do Sul (1851), dirigiu as campanhas vitoriosas contra Oribe, no Uruguai, e Juan Manuel de Rosas, na Argentina (1851 - 1852). Comandante-geral das forças brasileiras (1866) e, pouco depois, comandante-geral dos exércitos da Tríplice Aliança (1867), na Guerra do Paraguai (1864-1870). O conflito com o Paraguai, no qual teve importante atuação estratégica, comandando uma fase de vitórias, como nas batalhas do Avaí e Lomas Valentinas, em dezembro de 1868, conduzindo à ocupação da cidade de Assunção, valeu-lhe o título de duque, o único atribuído durante a época imperial.

Luís Alves de Lima e Silva
Luís Alves de Lima e Silva

Na vida política do Império seu papel foi, também, significativo, como um dos líderes do Partido Conservador. Tornando-se senador vitalício desde 1845, foi presidente (governador) das províncias do Maranhão e Rio Grande do Sul, por ocasião dos movimentos revolucionários que venceu, e vice-presidente da província de São Paulo. Ministro da Guerra e presidente do Conselho por três vezes na segunda metade do século XIX (1855-1857, 1861-1862 e 1875-1878), procurou modernizar os regulamentos militares, substituindo as normas de origem colonial.

Na terceira vez em que ocupou a presidência do Conselho apaziguou os conservadores, divididos no que dizia respeito à questão da escravatura, encerrou o conflito entre o Estado e os bispos ("questão religiosa") e iniciou o aperfeiçoamento do sistema eleitoral. Em reconhecimento aos seus serviços, o Imperador Pedro II agraciou-o, sucessivamente, com os títulos de Barão, Conde, Marquês e Duque de Caxias.

Faleceu em 7 de maio de 1880, na Fazenda Santa Mônica, Desengano (hoje Juparanã, Rio de Janeiro). Foi enterrado no jazigo de sua esposa, no Cemitério do Catumbi, onde repousou até 1949, quando seus restos foram exumados e trasladados para o Panteão Duque de Caxias.

Para culto de sua memória, o governo federal proclamou-o, em 1962, "patrono do Exército brasileiro". O dia do seu nascimento, 25 de agosto, é considerado o Dia do Soldado. Seu nome está inscrito no "Livro dos Heróis da Pátria".

Os cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras prestam o seguinte juramento durante a cerimônia de graduação:

"Recebo o sabre de Caxias como o próprio símbolo da Honra Militar!"

O homem e o mito

A semana de 19 a 25 de agosto de 1949 era de festa nacional em todo o território brasileiro. No então Distrito Federal as comemorações se sucediam com grande pompa e o presidente da República, general Eurico Gaspar Dutra, emprestava mais importância ao cortejo que conduzia as urnas funerárias do homenageado e da duquesa de Caxias para o seu destino final - o panteão à frente do ministério da Guerra, palco central das festividades. A semana se encerra e fixa na população a imagem de um general extremamente disciplinado, rigoroso e "avesso à política". O segundo sepultamento de Caxias contraria a vontade do "duque-homem" [4] mas ergue o herói sem sombras, que sempre se distinguiu pelo mérito e que nunca teve dúvidas ou conflitos: "o duque-monumento".

Luís Alves de Lima e Silva morreu em 1880 e só em 1923 passou a ser cultuado oficialmente.[5] Nesse intervalo, Caxias ficou praticamente esquecido pelo Exército, lembrado apenas de maneira episódica, como no centenário do seu nascimento. Somente em 1923, portanto, o ministro da Guerra introduz oficialmente o "culto a Caxias" e, em 1925, o Exército oficializa a data do nascimento do Duque de Caxias como "Dia do Soldado".

O culto do Exército brasileiro a Caxias era parte de um processo que levaria à opção por esse personagem como tipo ideal do soldado brasileiro. A imagem de Caxias funcionaria como um antídoto à indisciplina e à politização militar. Nos anos 1920, o Exército vivia momentos de ameaças por revoltas internas e divergências políticas: "Caxias era um símbolo mais conservador que o liberal Osório, e estava claramente ligado a valores como legalidade e disciplina.".[2]

Gabinete de 3 de setembro de 1856

Foi Presidente do Conselho de Ministro e simultaneamente ministro da Guerra.

Ministro da Fazenda: João Maurício Wanderley

Ministro do Império: Luís Pedreira do Couto Ferraz

Ministro da Justiça: José Tomás Nabuco de Araújo Filho

Ministro dos Estrangeiros: José Maria da Silva Paranhos

Ministro da Marinha: José Maria da Silva Paranhos

Gabinete de 2 de março de 1861

Foi Presidente do Conselho de Ministro e simultaneamente ministro da Guerra

Ministro da Fazenda: José Maria da Silva Paranhos

Ministro do Império: Francisco de Paula Negreiros de Saião Lobato, José Antônio Saraiva, José Ildefonso de Sousa Ramos

Ministro da Justiça: Francisco de Paula Negreiros de Saião Lobato

Ministro dos Estrangeiros: José Maria da Silva Paranhos, Antônio Coelho de Sá e Albuquerque, Benevenuto Augusto Magalhães Taques

Ministro da Marinha: Joaquim José Inácio de Barros

Gabinete de 25 de junho de 1875

Foi Presidente do Conselho de Ministro e simultaneamente ministro da Guerra

Ministro da Fazenda: João Maurício Wanderley

Ministro do Império: José Bento da Cunha Figueiredo

Ministro da Justiça: Diogo Velho Cavalcanti de Albuquerque

Ministro dos Estrangeiros: João Maurício Wanderley

Ministro da Marinha: Luís Antônio Pereira Franco

Ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas: Tomás José Coelho de Almeida

Representações na arte e espetáculos

O Duque de Caxias já foi retratado como personagem na televisão, interpretado por Sérgio Britto na minissérie Chiquinha Gonzaga (1999) e Nelson Diniz na minissérie A Casa das Sete Mulheres (2003).

Também teve sua efígie impressa nas notas de Cr$ 2 (dois cruzeiros) e nas de Cr$ 100,00 (cem cruzeiros) de 1981.

Homenagens

Há no Centro da cidade de Niterói a rua Marquês de Caxias em sua homenagem.

Em sua homenagem o Palácio Duque de Caxias na Cidade do Rio de Janeiro, antiga sede do Ministério do Exército, atual sede do Comando Militar do Leste.

Em frente ao Palácio Duque de Caxias há o Panteão Duque de Caxias, com uma estátua eqüestre do patrono do Exército, monumento onde estão sepultados seus restos mortais e de sua esposa.

Em 14 de março de 1931, a antiga Porto da Estrela, onde nasceu, foi nomeada Distrito de Caxias. Em 31 de dezembro de 1943, através do Decreto-Lei 1.055, elevou-se à categoria de município, recebendo o nome de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

Em sua homenagem, foi dado o nome de 25 de agosto, data de seu nascimento, a um dos principais bairros do município de Duque de Caxias.

Títulos e condecorações

Títulos nobiliárquicos

Barão por decreto de 18 de julho de 1841;

Visconde por decreto de 15 de agosto de 1843;[6]

Conde por decreto de 25 de março de 1845;

Marquês por decreto de 20 de junho de 1852;

Duque por decreto de 23 de março de 1869.

Títulos agremiativos

Membro honorário do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro;

Presidente de Honra do Institut D'Afrique;

Sócio honorário do Instituto Politécnico do Brasileiro;

Sócio efetivo da Sociedade dos veteranos da Independência da Bahia;

Sócio honorário do Instituto Literário Luisense.

Condecorações

Cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro;

Medalha de Ouro da Independência;

Comendador da Ordem de São Bento de Avis;

Cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa;

Grã-cruz da Ordem Militar de Avis;

Medalha de Ouro da Campanha do Uruguai;

Grã-cruz efetivo da Imperial Ordem da Rosa;

Medalha de Ouro Comemorativa da Rendição de Uruguaiana;

Grã-cruz da Imperial Ordem do Cruzeiro;

Grã-cruz da Imperial Ordem de D. Pedro I;

Medalha do Mérito Militar;

Medalha Comemorativa do término da Guerra do Paraguai.

Campanhas pacificadoras

Primeiro reinado

Guerra da Cisplatina - 1825

Período regencial

Balaiada (Maranhão/Piauí) - 1841

Revolução Liberal em São Paulo - 1842

Revolução Liberal em Minas Gerais - 1842

Segundo Reinado

Revolução Farroupilha - 1835 a 1845

Construção de cidades

Luís Alves de Lima e Silva, junto com Domingos José de Almeida, foi responsável pela reformulação do povoado de Santana do Uruguai, e a posterior demarcação das divisas e dos traçados belos e uniformes que após tornou-se a cidade de Uruguaiana.

Fonte: www.vidauniversitaria.com.br

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