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Guerra do Paraguai

Desde o início do século XIX, os membros da colônia participaram de forma ativa do movimento de independência que começara a se irradiar pela América do Sul e que alcançou seu apogeu após o destronamento do rei espanhol Fernando VII em 1808. Instaurou-se então um governo provisório que depôs o vice-rei e lançou uma campanha para ampliar a revolução. Em 1813, a parte libertada do vice-reinado dividiu-se em 14 províncias. José de San Martín e Carlos de Alvear assumiram o comando do exército rebelde.

Houve uma influência em toda a América da Doutrina Monroe. Monroe, James (1758-1831), quinto presidente dos Estados Unidos (1817-1825) e um dos fundadores do Partido Republicano, mais tarde chamado de Partido Democrata Republicano. Monroe foi embaixador na França e na Grã-Bretanha e secretário de Estado (ministro das Relações Exteriores) do presidente James Madison. Foi um dos negociadores da compra de Louisiana e formulou a chamada Doutrina Monroe, que marcou durante anos a linha da política externa norte-americana.

Guerra do Paraguai ou da Tríplice Aliança, guerra que opôs, entre 1864 e 1870, de um lado o Brasil, a Argentina e o Uruguai, formando a Tríplice Aliança e de outro o Paraguai.

O equilíbrio na região platina sempre foi buscado pelos países que a compunham, de forma a evitar que um deles detivesse poder excessivo na região.

O conflito teve início quando as relações entre o Brasil e o Uruguai chegaram a um ponto crítico, devido a constantes choques fronteiriços entre estancieiros uruguaios e rio-grandenses.

Apoiado pelo presidente paraguaio Francisco Solano López, o presidente uruguaio Atanasio Aguirre recusou as exigências brasileiras de reparação formuladas pelo enviado especial José Antônio Saraiva.

Quando os brasileiros sitiaram Montevidéu, terminando por derrubar Aguirre, Lopez invadiu a província de Mato Grosso, tomando Nova Coimbra e Dourados e logo depois a província argentina de Corrientes, visando chegar a seus aliados uruguaios.

Em conseqüência, foi assinado em 1º de maio de 1865 o Tratado da Tríplice Aliança contra o Paraguai.
Os aliados conseguiram, em 1865, a vitória naval da batalha do Riachuelo e a rendição dos paraguaios que haviam chegado a Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.

Tomando a ofensiva, sob o comando de Bartolomeu Mitre, presidente argentino, os aliados venceram as batalhas de Passo da Pátria e Tuiuti (1866). Quando o então marquês de Caxias, Luís Alves de Lima e Silva, assumiu o comando, a fortaleza de Humaitá foi conquistada. (1867).

Lopez retirou-se para mais próximo de Assunção, onde acabou derrotado nas batalhas da "dezembrada"(1868): Avaí, Itororó e Lomas Valentinas.


Assunção caiu e a última fase da guerra foi comandada pelo conde d’Eu, encerrando-se com a morte de Lopez em Cerro Corá (1870).

A guerra acarretou dificuldades para os contendores, particularmente o Paraguai, que teve grandes perdas em vidas e recursos.

Fonte: www.vestibular1.com.br

Guerra do Paraguai

1865-1870

Conflito ocorrido a partir de 1865 até 1870 entre o Paraguai e os países da então formada Tríplice Aliança (Argentina, Uruguai e Brasil). Foi o maior conflito armado na história da América Latina, tendo sido responsável pela aniquilação de mais de dois terços da população paraguaia e ainda levado o Paraguai a uma grave condição de atraso e pobreza.

Anteriormente ao conflito, o Paraguai encontrava-se em uma fase de amplo desenvolvimento: ainda que sob um regime ditatorial, no período de governo do patriarca da independência paraguaia (Dr. José Gaspar Rodrigues Francia, de 1811 a 1840), o país possuía o mais bem treinado e equipado exército nacional em solo sul-americano, além da produtividade agrícola se desenvolver grandemente com as chamadas "fazendas da pátria", terras de grande produtividade em que agricultores trabalhavam para o estado.

O analfabetismo e a escravidão no país haviam sido praticamente erradicados, o que demonstrava um alto grau de modernidade em relação aos demais países da América Latina. Tais características tiveram prosseguimento com o período do governo sucessor de Carlos Antonio López. No entanto, o país permanecia na política de isolamento com relação aos demais países da América e ainda em relação aos países europeus que expandiam seus domínios em terras americanas.

Tendo em vista a necessidade de expansão da produtividade paraguaia para o comércio exterior, era imprescindível a ruptura da política paraguaia de isolamento em relação aos demais estados e ainda a utilização do Rio da Prata como meio de escoamento dos produtos excedentes. Possuindo um forte exército e demonstrando estar se tornando a principal potência econômica da América do Sul, o Paraguai passa a reivindicar voz de comando nos assuntos políticos locais.

Estas reivindicações se fizeram presentes através do oferecimento de Francisco Solano López (sucessor de Carlos Antonio López no governo) como mediador das questões entre o Brasil e o Uruguai. As relações entre estes países econtrava-se entre os limites entre a cordialidade e a agressão: o Paraguai passava a questionar os limites territoriais entre os dois países, vendo-se prejudicado na grande perda de terras e ainda na dependência da tolerância dos países que dominavam os transportes fluviais no Rio da Prata.

Assim, a intermediação de Solano López é recusada pela diplomacia brasileira. O Uruguai por sua vez, não aceitando as condições impostas pelo Império no Brasil, é invadido e tem seu governante blanco Atanásio Aguirre deposto. Apoiando oficialmente Aguirre, Solano López passa da postura diplomática à agressão, ordenando a captura de uma embarcação brasileira que trafegava no Rio Paraguai, o navio "Marquês de Olinda", que ia a caminho do Mato Grosso.

Posteriormente, Solano López declara guerra ao Brasil, invadindo os territórios do Mato Grosso e do Rio Grande do Sul. O Paraguai, tendo um exército preparado e contando com o fator da surpresa, acaba por vencer as primeiras batalhas. Porém, contou ilusoriamente com a neutralidade argentina e, tendo invadido os territórios argentinos e uruguaios, Argentina e Uruguai acabam por aliar-se ao Brasil na formação da Tríplice Aliança em primeiro de maio de 1865, na cidade de Buenos Aires.

Mas a maior participação da Aliança no conflito foi brasileira: a sorte paraguaia começa a tomar rumo contrário a partir do momento em que o Brasil passa a importar armas e admitir voluntários para o grupo dos "voluntários da Pátria", provenientes das camadas sociais mais baixas e ainda negros sob o jugo escravista, que se alistaram conforme a promessa de alforria que, em muitos casos, foi postergada após o fim da guerra.

Ao todo, a soma de homens à disposição da Aliança era de vinte e sete mil, entre os quais dezoito mil eram brasileiros.

A primeira grande virada da Aliança sobre o Paraguai se deu na famosa Batalha do Riachuelo, em 1865, quando a esquadra paraguaia foi completamente dizimada pelas forças navais brasileiras sob os comandos do Almirante Tamandaré e de Francisco Manuel Barroso da Silva, estas aliadas às forças argentinas sob o comando do general Paunero.

As forças paraguaias, tendo em vista suas intenções agora frustradas, passam da tática ofensiva à tática defensiva, implantando forças nos fortes localizados em regiões estratégicas do território paraguaio. Porém, seus exércitos já haviam passado por uma série de desfalques, dando ainda maior ânimo às forças da Tríplice Aliança.

O território paraguaio portanto não tardou a ser invadido por tropas argentinas, sob o comando do general Mitre. Também as forças brasileiras passam a contar com os comandos de Luís Alves de Lima e Silva, então Marquês de Caxias, futuro Duque de Caxias, e ainda do Marechal Manuel Luís Osório.

As vitórias brasileiras em território paraguaio sucederam-se inúmeras até o cercamento do próprio Solano López, morto em primeiro de março de 1870, colocando fim à guerra.

O evento da Guerra do Paraguai gerou novas realidades no Brasil: o aumento do prestígio do Exército brasileiro que, a partir daí, passou a tomar parte decisiva nos assuntos políticos brasileiros, além do surgimento de abolicionistas entre os comandantes dos exército que participaram da guerra, pois a participação dos negros na guerra foi contada por muitos comandantes como decisiva e estes passaram a apoiar os negros que retornaram ao país ainda na condição de escravos reclamados pelos senhores de terras.

A luta abolicionista caminhou paralelamente à ação republicana que então se insurgia no Brasil e que, posteriormente, acarretou na Proclamação da República no Brasil.

Fonte: urs.bira.nom.br

Guerra do Paraguai

O maior conflito ocorrido nessa área foi, A Guerra do Paraguai, que envolveu os quatro países da região ( Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) e se estendeu de 1865 a 1870. O Paraguai havia surgido como país independente em 1811, quando conseguiu libertar-se do domínio espanhol. Ao contrário de todas de todas as outras nações da América Latina, o Paraguai, desde o governo do primeiro presidente, Rodríguez Francia, organizou-se de forma verdadeira independente.

Isso era fundamental para o país, que ficava encravado entre o Brasil, a Argentina e o Uruguai, sem saída para o mar. Todo o comércio paraguaio com o exterior dependia do rio Prata, controlado pela Argentina.

Rancho do comandante do Batalhão Argentino
Rancho do comandante do Batalhão Argentino

A passagem de navios de outros países pelo estuário só podia ser feita mediante a pagamento de impostos à Argentina.

Após a morte de Francia, seu sucessor continuou promovendo o desenvolvimento do Paraguai. A indústria paraguaia se desenvolveu tanto, que o país não precisava comprar mercadorias estrangeiras para o seu consumo interno. E todos esses empreendimentos se faziam sem a presença dos empréstimos ingleses, como ocorria nos outros países da América Latina.

Igreja de Humaitá durante a guerra
Igreja de Humaitá durante a guerra

O terceiro presidente do paraguaio, general Francisco Solano Lopes, transformou o exército de seu país mais disciplinada força militar da América do Sul. Ele sabia que o desenvolvimento do Paraguai incomodava os países vizinhos e contrariava os interesses da Inglaterra. Por isso, preparava-se para um confronto armado e estava disposto a lutar para conseguir uma saída para o Atlântico. Com isso, o Paraguai ameaçou os interesses dos vizinhos: Brasil, Argentina e Paraguai.

Em maio de 1865, esses três países formaram uma aliança (a Tríplice Aliança) contra o Paraguai. A Inglaterra, logicamente, estava apoiando essa aliança, pois também tinha interesse na destruição do Paraguai. Desejava controlar os rios navegáveis que atravessavam aquele país e, além disso, cobiçavam suas terras férteis e excelentes para o cultivo do algodão.

Logo no início da guerra, ficou demostrado que o exército paraguaio estava muito mais preparado do que os seus inimigos. Venceu as primeiras batalhas sem dificuldades.

No entanto, apesar do preparo das tropas paraguaias, as forças navais brasileiras estavam mais bem aparelhadas, o que acabou resultando na superioridade do Brasil na guerra. Assim mesmo, o Paraguai resistiu por cinco anos, até o limite de suas forças.

MORTE E DESTRUIÇÃO

O país foi praticamente destruído. Quando a guerra começou, o Paraguai possuia 800 mil habitantes; ao final do conflito restavam apenas 194 mil (14 mil homens e 180 mil mulheres).

As propriedades dos pequenos agricultores foram vendidas a holandeses, ingleses e americanos. As fábricas foram destruídas, a estrada de ferro que ligava as várias região foi vendida aos ingleses.

Interior da Igreja Humaitá toda destruida em consequência da guerra
Interior da Igreja Humaitá toda destruida em consequência da guerra

Fonte: br500.tripod.com

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