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Guerra do Vietnã

Guerra do Vietnã

A Guerra do Vietnã tem uma importância política sociocultural gigantesca! Porém, não é dado o seu verdadeiro valor...
Não podemos ver essa Guerra como um acontecimento isolado entre EUA e Vietnã, pois seu cunho ultrapassa os limites regionais e qualquer tipo de barreira étnica.

Esse conflito nos demonstra claramente a incrível capacidade do ser humano de sentir e expressar seus sentimentos, bem como a constante luta pela liberdade, seja ela política, cultural, religiosa, ou de outro caráter aplicável.

Há uma idéia errônea sobre os verdadeiros "vilões" da Guerra do Vietnã.

Atribui-se aos Norte-Vietnamitas o rótulo de "bandidos", porcos sem vergonha, comunistas comedores de criancinha, batem em velhinhas, passam a mão em mocinhas, estupradores, maníacos pervertidos e outras baixarias mais... contudo essa visão está completamente errada!

Os Norte-Vietnamitas, bem como todos os vietnamitas envolvidos, são vítimas da política de bipolarização global, pela qual o mundo passou após o desfecho da Segunda Guerra Mundial.

Os verdadeiros assassinos são os norte-americanos.

Possuidores de regalias e riquezas. Invadiram um país absolutamente miserável e o tornaram mais pobre ainda... Não obstante acabar com milhares de vidas humanas (dois milhões de vietnamitas foram mortos, sem contar os três milhões de feridos e inválidos, as centenas de milhares de órfãos e os doze milhões de indochineses refugiados pelo mundo) o meio ambiente riquíssimo em vida exuberante foi severamente atacado e aniquilado. As baixas vietnamitas perduram até os tempos atuais, sem nenhuma expectativa de mudança significativa.

A verdade é que adolescentes norte-americanos foram enviados para uma missão de matança. Todavia eles estavam assassinando camponeses, mulheres, crianças, trabalhadores e outros jovens como eles, pessoas as quais possuíam uma vida bastante árdua, transformada em pesadelo e morte.

Não é aceitável que "Huey Hogs" (helicópteros do tipo 1 H-C, topo de linha nos anos 60. Poder de transporte de tropas, procura e destruição incrivelmente desenvolvido e eficaz) armados de metralhadoras M-60 (mais de 250 tiros por minuto, capaz de penetrar blindagens e explodir um homem em muitos pedaços), metralhadoras Chain Gun (ainda mais potentes que as M-60. Tecnologia rotatória de disparos), foguetes, granadas, hydras (tipo letal de foguetes) e muita, muita munição sejam incumbidos de exterminar agricultores, vilas inteiras, pessoas sem a mínima noção de treinamento militar e manuseio de armas (armas muito inferiores).

Contudo, o ser humano é espetacular. Mesmo havendo diferenças enormes em prol dos norte-americanos, os vietnamitas conseguiram vencer a batalha pela liberdade e nos deixam a lição de que devemos sempre lutar pelo que acreditamos, mesmo que tudo pareça estar perdido, sempre haverá a magnitude humana, perseverando sobre as pedras do caminho.

Guerra do Vietnã

História da Guerra

(1945-1954) Foi a seqüência do conflito (1946-1954) entre a França, a qual dominava a Indochina após a Segunda Guerra Mundial, e a Liga para a Independência do Vietnã, comandada pelo líder revolucionário Ho Chi Minh.

Tendo emergido como o grupo nacionalista mais forte que lutou na ocupação japonesa da Indochina francesa durante a Segunda Guerra Mundial, a liga estava determinada a resistir ao domínio colonialista francês e implantar mudanças sociais e políticas.

Seguindo a rendição japonesa para os Aliados em Agosto de 1945, as guerrilhas Vietminh tomaram a capital Hanói e forçaram a abdicação do Emperador Bao Daí.

A 2 de setembro eles declararam a independência do Vietnã e anunciaram a criação da República Democrática do Vietnã, chamado de Vietnã do Norte, tendo Ho Chi Minh como presidente.

A França reconheceu oficialmente o novo Estado, porém a seqüência de desentendimentos políticos e econômicos levaram a um conflito armado entre o Vietnã do Norte e a França no começo de dezembro me 1946.

Com o apoio francês, Bao Daí organizou o Estado do Vietnã, chamado de Vietnã do Sul, no dia primeiro de julho de 1949, estabelecendo sua capital na cidade de Saigon (a atual cidade de Ho Chi Minh).

Durante os próximos anos, os EUA reconheceram oficialmente o governo de Saigon, bem como ajudaram-no.

O presidente Harry S. Truman mandou um grupo de assistência militar para treinar os Sul-Vietnamitas no manuseio das armas americanas. Enquanto isso, França e o Vietminh estavam construindo suas forças.

A batalha decisiva aconteceu na primavera de 1954, o Vietminh atacou o forte francês de Dien Bien Phu no norte do Vietnã. Graças a uma estratégia militar brilhante liderada por Ho Chi Minh, dia oitode maio de 1954 após 55 dias de cerco os franceses se renderam.

No mesmo dia, delegações do Vietnã do Sul e do Norte encontraram-se com delegações da França, Inglaterra, UniãoSoviética, EUA, China Comunista e os outros dois Estadosindochineses: Laos e Cambodia na cidade de Gênova para discutir o futuro da Indochina.

Foi feito um acordo o qual dividia o Vietnã temporariamente em dois Estados. Acima do paralelo 17, o norte, seria governado pelos comunistas e ao sul do paralelo seria comandado pelos capitalistas. O acordo estipulava eleições para a reunificação do país, as quais se dariam em 1956.

Em 24 de outubro de 1954, o presidente americano Dwight D. Eisenhower ofereceu apoio econômico direto ao Vietnã do Sul. Foram mandados destacamentos de treinamento militar para as tropas do Sul em fevereiro de 1955.

O suporte americano para o governo vietnamita sulino continuou mesmo após Bao Daí Ter sido deposto em 23 de outubro de 1955, sendo criada uma república no Sul, com Ngo Dinh Diem como presidente. Um dos primeiros atos de Diem foi anunciar que o seu governo recusaria as eleições bem como o direito dos Norte-Vietnamitas de expressarem seus direitos, alegando que haveria fraude por parte dos nortistas (embora Diem e outros oficiais sulinos foram acusados de práticas eleitorais fraudulentas).

Guerra do Vietnã

No começo de 1960, os Vietcongs infiltraram-se no Sul pela "Trilha de Ho Chi Minh", a qual abastecia as tropas nortistas espalhadas pelo país com suprimentos vindos da China e da URSS. A Guerra se iniciou com o ataque de torpedos Norte-Vietnamitas contra dois destroiers americanos no Golfo de Tonkin.

Em 7 de agosto, o senado americano autorizou um envolvimento militar maior e o presidente Lyndon B. Johnson ordenou que jatos fossem mandados para o Vietnã do Sul e fortes bombardeios no Vietnã do Norte foram iniciados.

De 1964 à 1968 o General William C. Westmoreland foi o comandante das forças americanas no Vietnã do Sul; ele foi substituído em 1968 pelo General Creigton Abrams.

Em fevereiro de 1965, aviões americanos começaram bombardeios regulares com alvos no Vietnã do Norte. Foram cancelados em maio, na esperança de iniciarem um acordo de paz, todavia o Vietnã do Norte recusou todas as negociações. Os bombardeios recomeçaram.

Em 6 de março de 1965, uma brigada de "Marines" (Fuzileiros Navais) chegou em Da Nang, sul da zona desmilitarizada (ZDM). As forças americanas atingiam o número de 27.000 soldados. Até o fim do ano, seriam 200.000.

De fevereiro de 1965 até o fim do envolvimento americano em 1973, as tropas do Vietnã do Sul lutaram principalmente contra a Guerrilha Vietcong, enquanto os EUA e as tropas aliadas enfrentaram os Norte-Vietnamitas em uma Guerra violenta feita em lugares como: o Vale de Dang, Dak To, Loc Ninh e Khe Sanh - todas vitórias dos capitalistas.

Durante a campanha de 1967-1968, o estrategista Norte-Vietnamita Vo Nguyen Giap lançou a famosa Ofensiva Tet (devido ao ano novo lunar vietnamita, em meados de fevereiro): uma séria de ataques maciços em mais de 100 alvos urbanos.

Mesmo tendo um efeito psicológico devastador, a campanha a qual Giap esperava ser decisiva, falhou, forçando o recuo de muitas posições que os Norte-Vietnamitas haviam ganhado. Foram mortos 85.000 Vietcongs.

Apesar da vitória aparente dos norte-americanos, a opinião pública dentro dos EUA era de que estavam lutando por uma Guerra a qual os americanos nunca ganhariam. Em 31 de março de 1968, o Presidente Johnson anunciou um corte nos bombardeios no Vietnã do Norte, com o objetivo de uma nova gestura pacífica.

Houve uma resposta positiva de Hanói, e em maio, tratados de paz entre o Vietnã do Norte e os EUA começaram a tomar forma em Paris. Com o passar do tempo, os tratados se expandiam para incluir o Vietnã do Sul e a FLN Vietcong. Porém, nenhum tratado resultou em paz, todavia os bombardeios ao norte do Vietnã foram completamente suspensos em novembro

Em 1969, o Presidente Richard M. Nixon, anunciou a retirada de 25.000 tropas americanas do Vietnã até agosto de 1969. Outro corte de 65.000 tropas foi ordenado no final do ano. O programa chamado de "vietnamização da guerra", foi efetivo. Com isso, o Presidente Nixon enfatizava uma responsabilidade maior dos Sul-Vietnamitas.

Contudo nem a redução de tropas americanas ou a morte do brilhante Presidente Ho Chi Minh, em 3 de setembro de 1969, foi capaz de por um ponto final na guerra. Os Vietcongs queriam a completa retirada das tropas americanas do sul, como condição de paz.

Em abril de 1970, tropas de combate americanas entraram no Cambodia, ficando lá somente 3 meses, porém os ataques aéreos no Vietnã do Norte, recomeçaram com força dobrada. Em 1971, as forças Sul-Vietnamitas tinham um importante papel na Guerra, pois lutavam em vários "Fronts": Cambodia, Laos e no Vietnã do Sul.

Com o passar dos meses de 1971, a retirada dos americanos continuou. Ela coincidiu com uma nova estruturação do exército Norte-Vietnamita, pois estavam planejando uma intensificação nos movimentos da Trilha de Ho Chi Minh no Laos e no Cambodia.

Ataques aéreos americanos no setor da Indochina foram maciçamente reforçados. Na terra, as forças vietnamitas comunistas lançaram ataques efetivos contra as forças do governo no Vietnã do Sul, no Cambodia e no Laos.

Em 1971, as baixas americanas diminuíram significativamente para 1.380 soldados, comparado com os 4.221 mortos em 1970. Por outro lado, as tropas de Saigon sofreram 21.500 baixas: muitos no Cambodia e no Laos, contudo a grande maioria sucumbiu no Vietnã do Sul. Os sulinos tiveram 97.000 mortos em 1971.

Movimentos de paz cresciam dentro dos EUA. Houve muita controvérsia sobre o envolvimento americano na Guerra, levantando manifestações e paciatas em prol da paz.

Esses movimentos foram acelerados com a publicação de algumas atrocidades cometidas pelos americanos na Guerra. A qual teve maior repercussão foi a do Massacre de My Lai, em 1968.

A companhia C, Primeiro Batalhão, Vigésima Infantaria, Décima Primeira Brigada, divisão americana, fuzilou 347 civis desarmados, os quais figuram na grande maioria crianças, mulheres e idosos, na vila de My Lai.

Cinco soldados foram a corte marcial. O tenente William L. Calley foi responsabilizado pelo ocorrido, sendo julgado culpado por um júri militar em setembro de 1971.

O extermínio de My Lai só foi divulgado 20 meses após sua ocorrência. Muitas outras atrocidades foram cometidas, pouquíssimas publicadas...

Em 30 de março de 1972, os Vietcongs lançaram um ataque fulminante na ZDM da província de Quang Tri.

Em 8 de maio de 1972, o Presidente Nixon ordenou que minassem os portos do Vietnã do Norte, principalmente o porto de Haiphong, com a finalidade de destruir a rota dos suprimentos, enviados pelos aliados comunistas.

O sistema de transporte nortista também foi atacado, especialmente os trilhos de trem, causando sérios problemas econômicos. A cidade de Quang Tri foi ocupada pelos capitalistas dia 15 de setembro, após 4 meses de ocupação comunista.

Nixon ordenou ataques mais violentos e o uso dos bombardeiros B-52 foi intensificado, sendo realizados ataques 24 horas por dia. Na noite de 23 de janeiro de 1973, o Presidente Nixon anunciou em cadeia nacional a viabilidade de todos os termos formais para um cessar fogo.

Em 27 de janeiro, em Paris, delegações representando o Vietnã do Sul e do Norte, os EUA e o e o Governo Comunista Provisório do Vietnã do Sul assinaram um acordo acabando com a Guerra e restaurando a paz no Vietnã.

O cessar fogo oficialmente teve efeito dia 28 de janeiro.

No final de maio de 1973, todas as tropas americanas foram retiradas. Embora o Presidente Nixon tenha aparentemente assegurado ao governo de Thieu que forças americanas manteriam apoio em um eventual rompimento do acordo de paz. Futuras assistências ao Sul ficaram politicamente impossíveis. Uma das razões para isso foi o escândalo de "Watergate" .

Dia 30 de abril de 1975, a capital Saigon foi capturada e a República do Vietnã rendeu-se incondicionalmente para o Governo Provisório Revolucionário.

O uso intensivo de Napalm (bomba incendiária) matou milhares de civis. O emprego de desfoliantes, como o agente laranja, além de acabar com a vida humana, destruiu o meio ambiente de um país essencialmente agrícola. Vietnã foi vastamente destruído.

Resultados da Guerra: 2 milhões de vietnamitas foram mortos, 3 milhões de feridos e inválidos, e centenas de milhares de crianças órfãos. Além dos 12 milhões de refugiados.

Baixas americanas: 57.685 KIAs (mortos), 153.303 feridos e inválidos, 587 POWs (prisioneiros de guerra) e 2.500 MIAs - soldados perdidos em ação.

A Guerra do Vietnã foi a primeira guerra televisionada em toda sua brutalidade. Os americanos sentiam o cheiro de sangue dentro de suas casas, viam seus filhos morrerem inutilmente...

Esse é um dos fatores contribuintes para a horrenda "fama" da Guerra do Vietnã.

Como pudemos ver, os Vietcongs apenas defenderam seus direitos naturais de vida.

Não fechemos os olhos para uma parte tão presente da nossa história, pois a Guerra do Vietnã envolve não somente americanos e vietnamitas, mas todos os seres humanos.

A luta pela liberdade de expressão, pelo direito de vida livre, foi e sempre será uma das características mais bela e humana do homem.

Fonte: www.geocities.yahoo.com.br

Guerra do Vietnã

Período

1963 - 1975

Área do conflito

Sudeste da Ásia

Protagonistas

Estados Unidos, Vietnã do Sul, Vietnã do Norte e guerrilheiros Vietcongues (Frente de Libertação Nacional). Em menor escala, tropas da Austrália, Nova Zelândia, Filipinas e Coréia do Sul. União Soviética e China como fornecedores de armas para o ENV e para os vietcongues.

Histórico

Terminada a guerra da Indochina em 1954, haviam dois Vietnãs. O do Norte, comunista e o do Sul, cujo governo representava, do ponto de vista americano em plena Guerra Fria, a única esperança de fazer frente ao poder dos comunistas na região. Para tanto o presidente Kennedy autorizara o envio dos primeiros assessores militares, que em 1963 já eram 12.000, e helicópteros armados para o Vietnã do Sul.

O envolvimento dos EUA no conflito teve como pretexto o ataque norte-vietnamita ao seus navios USS Maddox e USS C.Turney Joy enquanto patrulhavam o golfo de Tonquim, em julho de 1964. A intervenção americana se estendeu aos países vizinhos, como a Tailândia onde mantinha a maior base aérea do sudeste asiático (U Tapao) e 50.000 soldados, e Laos fornecendo armas e equipamentos às Forças Reais e a membros da tribo dos meos.

O norte do Laos foi alvo de incessantes bombardeios aéreos por fazer parte da rota de suprimentos dos guerrilheiros vietcongues, a famosa "trilha Ho Chi Minh" (entre 1965 e 71 foi jogado mais peso em bombas sobre seu percurso do que em toda a Segunda Guerra Mundial).

A vigilância do ar foi a principal fonte de informações dos americanos na guerra e seus aviões com sofisticados sensores eletrônicos, radares e câmeras foram primordiais no controle das atividades do inimigo. A partir de 1965 um número crescente de soldados dos EUA entrou no país: de 45.000 em maio para 125.000 em julho, chegando a 265.000 um ano depois e a 500.000 homens em 1967. Com seu extraordinário poderio bélico, os americanos e seus aliados obtiveram considerável sucesso na região rural, avançando até o Planalto Central, e construíram uma série de bases, a "Linha McNamara", para impedir a infiltração dos norte-vietnamitas, que no entanto a contornavam através do território do Camboja e do Laos e pela trilha Ho Chi Minh. Porém no início de 1967 os vietcongues haviam sido derrotados na área de Saigon, nas operações Cedar Falls e Junction City, e fracassaram nos ataques às bases da Linha McNamara em Khe Sanh, Gio Linh e Con Thien. De 1965 a 1968, os EUA empreenderam uma série regular de bombardeamento aéreo do Vietnã do Norte, de cunho estratégico, denominada Operação Rolling Thunder, tendo sido realizados 300.000 vôos e lançadas cerca de 860.000 toneladas de bombas.

Os danos causados foram grandes: 77% dos depósitos de munição, 65% das instalações de combustível, 59% das usinas elétricas e 55% das principais pontes. Em princípios de 1968, adotando uma nova estratégia, os norte-vietnamitas reverteram o quadro por meio da grande ofensiva do Tet (Ano Novo Lunar), combinando um cerco a Khe Sanh com ataques a cidades do Vietnã do Sul. Daí em diante o Exército americano, que alcançara razoável sucesso moral e militar de 1966 a 1968, entrou numa fase de recuos, desilusões e desintegração.

Nas operações terrestres as forças americanas utilizavam técnicas de "busca e destruição" para atacar regimentos e divisões do inimigo, para conter sua iniciativa, desarticular suas bases e responder às provocações e fustigamentos. Na região do delta do Rio Mekong, na selva ou nas montanhas, a tática era a "guerra nas aldeias". Ao se embrenhar na mata para combater os vietcongues, tornavam-se alvos de armadilhas, minas (causadoras de 11% das baixas no campo) e emboscadas, vigiados de perto por um inimigo que conhecia cada palmo da região e possuía uma intrincada rede de abrigos subterrâneos e túneis. Os helicópteros, indispensáveis na campanha dos aliados, e a artilharia pouco podiam fazer, e na maioria das vezes os soldados americanos ficavam extremamente vulneráveis neste território pouco conhecido.

A ofensiva do Tet iniciou-se na noite de 30 de janeiro de 1968, após intenso bombardeio com morteiros e foguetes, quando as forças do Exército norte-vietnamita (ENV) e do Vietcongue, com cerca de 84.000 homens, atacaram simultaneamente cinco grandes cidades, 36 capitais de província, 64 capitais de distrito e cinqüenta aldeias. Os dois principais alvos foram a capital Saigon e a cidade imperial de Huê.

Os americanos e o Exército sul-vietnamita (ESV) reagiram rápido, recuperando a capital e as cidades importantes em uma semana. O Norte perdeu 30.000 homens e o Sul 11.000 soldados. O período de 1968 a 72 marca uma fase de poucos combates, a retirada da maior parte das tropas americanas, ordenada pelo presidente Nixon (pressionado pela opinião pública em seu país) e a transição para uma guerra convencional entre os exércitos regulares do Vietnã do Norte e do Vietnã do Sul.

Em março de 1972, o ENV iniciou uma grande invasão rumo ao sul, organizada pelo general Vô Nguyen Giap, veterano da guerra contra os franceses de 1945 a 54, aproveitando-se da fragilidade das tropas do ESV e da diminuição do apoio dos EUA e de seu poderio aéreo na área. Mas o general Giap não conseguiu a vitória fácil que imaginou, pois substimara as forças dos aliados. Os dois lados tentaram manter as posições conquistadas, criando um impasse.

Em 23 de janeiro de 1973, todos os envolvidos no conflito assinam um acordo de cessar-fogo. Em fins de março todos os soldados americanos já haviam abandonado o Vietnã. Nos dois anos seguintes, os comunistas avançaram por todo o Sul e sem o apoio das forças americanas, o ESV não tinha como reagir. Em abril de 1975, o governo de Saigon estava prestes a cair. Na cidade o pânico era generalizado e muitas pessoas, como funcionários públicos e policiais, foram mortos pelos vietcongues, que os consideravam traidores.

Os Estados Unidos ainda conseguiram evacuar o pessoal de sua embaixada e cerca de 7.000 pessoas para evitar um massacre ainda maior. Eram quase 8 horas do dia 30 de abril quando os últimos marines partiram. Às 11 horas um tanque do ENV derrubou os portões do palácio presidencial. Era o fim da Guerra do Vietnã.

Principais forças envolvidas

Estados Unidos: 2.300.000 homens serviram no Vietnã de 1961 a 1974, com 46.370 mortos e 300.000 feridos.

Vietnã do Sul: 1.048.000 homens (Exército regular e Forças Populares), com 184.000 mortos.

Vietnã do Norte e Vietcongues: cerca de 2.000.000 homens, com 900.000 mortos no total.

Principais batalhas

A ofensiva do Tet, a batalha pela cidade imperial de Huê, as operações fluviais no delta do Rio Mekong, bombardeio aéreo do Vietnã do Norte (Operação Rolling Thunder), combates na região conhecida como Triângulo de Ferro (Operações Cedar Falls e Junction City), batalha de Khe Sanh, patrulhas da US Navy em águas costeiras (Operação Sea Dragon) e a queda da capital Saigon.

Resultado final

Unificação do país, com a criação da República Socialista do Vietnã, que sem crédito no exterior e isolada no plano diplomático, possuía graves problemas econômicos; reafirmou sua aliança com a União Soviética e rompeu com a China; reaproximou-se da França. Para os Estados Unidos restaram o trauma de uma guerra que não contou com apoio de seu povo em momento algum e ainda arranhou o seu orgulho de potência militar

Fonte: www.militarypower.com.br

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