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Guerra do Vietnã

 

Guerra do Vietnã

Os comunistas liderados por Ho Chi Minh foram os únicos vietnamitas a resistirem a invasão japonesa durante a Segunda Guerra Mundial.

Ao final da guerra, Ho Chi Minh (líder da Liga pela Independência, Vietminh) proclamou a independência do Vietnã.

Os franceses, os colonizadores da Indochina (Laos, Camboja e Vietnã), influenciaram no processo emancipacionista, apoiando outro grupo que dividiu o Vietnã em dois e o mergulhou em uma guerra que se arrastou por mais de trinta anos.

Exércitos franceses combateram os soldados vietminhs até 1954.

Ao final, os franceses foram derrotados, na batalha de Dien Bien Phu.

Um acordo assinado em Genebra permitiu a formação dos dois Vietnãs.

Neste acordo os Estados Unidos exigiu um plebiscito no ano seguinte para decidir pela reunificação ou não.

O plebiscito foi majoritário pela reunificação.

A vitória de Ho Chi Minh era prevista nas eleições a serem realizadas para eleger o novo governo.

Antes, entretanto, Ngo Dinh Diem, anticomunista e pró-norte-americano, deram um golpe de Estado na parte sul do Vietnã, e instalou uma ditadura militar contrária a reunificação.

As forças armadas dos EUA iniciaram o treinamento dos soldados do governo sulista.

Em 1960, o Norte criou o Vietcongue (Frente de Libertação Nacional) para combater o governo e os soldados do Sul.

No ano seguinte, de assessores militares, os soldados norte-americanos entraram de fato na guerra.

O presidente Kennedy mandou 15 mil "conselheiros militares" para o Vietnã de uma só vez.

No Vietnã do Sul, monges budistas queimavam-se vivos em praças públicas para denunciar mundialmente a ditadura e os "compromissos" políticos de Diem.

Em 1963, ele foi assassinado.

Uma série de golpes de Estado sucederam-se, facilitando a intervenção norte-americana.

Em 1965, o presidente Lyndon Johnson dos EUA aumentou o número de tropas e armamentos na guerra.

Ataques aéreos, de caças e bombardeiros, com bombas de fragmentação, napalm e desfolhantes químicos sobre os vietcongues e populações civis aumentaram o horror da guerra.

Do outro lado, a guerra e a guerrilha penetravam as fronteiras da parte sul.

No dia 31 de janeiro de 1968, vietcongues invadiram Saigon e a embaixada dos EUA.

As tropas dos EUA e dos sul-vietnamistas reagiram.

Resultado: 165 mil vietnamitas mortos e 2 milhões de refugiados.

Nos EUA, protestos populares não impediram a permanência das tropas norte-americanas e do horror na guerra.

O EUA bombardeou extensas áreas do norte-vietnamita, bloqueou portos, mas o resultado não foi à derrota do inimigo.

A intervenção norte-americana no Vietnã foi estendida ao Camboja em 1970.

No Camboja, a Khmer Vermelho (Partido Comunista local) apoiava Hanói e os vietcongues com alimentos e rotas de suprimentos militares.

No Camboja, a diplomacia e a CIA norte-americana intervieram pela deposição e ou sustentação de governantes.

Apesar do sofisticado armamento, os vietcongues e a guerrilha favorável aos norte-vietnamitas foi mais bem sucedida.

Em 1973, o EUA retirou-se do Camboja e do Vietnã.

Os vietcongues esmagaram os soldados sul-vietnamistas e reunificaram o país.

No Camboja, o Khmer Vermelho instalou uma das mais sanguinárias ditaduras registradas na História, sob o comando de Pol Pot.

No Camboja, mais da metade da população morreu de fome nos anos subseqüentes.

No Vietnã, o governo e o desenvolvimento da sociedade socialista alcançou resultados diferentes e opostos.

O Vietnã invadiu o Camboja em 1978 e 1979 depondo o governo genocida de Pol Pot.

Mas os desdobramentos da intervenção vietnamitas ainda colocaram o Camboja em situação de guerra até 1988.

O Laos, o mais frágil dos três países da antiga colônia francesa da Indochina, sempre apresentou conflitos externos ou sob influência do Camboja, do Vietnã, da China e do intervencionismo norte-americano na área.

Na ex-Indochina, a guerra perdurou, em alguns pontos, por mais de quatro décadas.

Ao menos duas gerações cresceram, viveram ou morreram sem conhecer a paz.

Próximo dali, outro país emancipado no contexto de Guerra Fria e com guerra civil de longa duração foi o arquipélago que forma a Filipinas.

O intervencionismo norte-americano nas Filipinas foi mais ostensivo e permanente, até porque passou para o controle dos EUA depois da Guerra Hispano-Americana (1898).

Bases militares dos EUA sustentaram e apoiaram os conflitos na Indochina.

Até água filipina era transportada por aviões e navios para ser utilizada pelas tropas norte-americanas no Vietnã e Camboja.

Nas Filipinas, o EUA apoiou a ditadura corrupta de Ferdinad Marcos de 1965 até 1987.

Contra Marcos e o intervencionismo norte-americano, criaram-se grupos guerrilheiros, em geral sob influência do islâmico ou do marxismo.

A Guerra do Vietnã

Conflito entre o Vietnã do Sul, apoiado pelos Estados Unidos, e o Vietnã do Norte.

Tem início em 1959, quando a guerrilha comunista do sul (Vietcongue) e as tropas do norte tentam derrubar o regime pró-Ocidente no Vietnã do Sul e reunificar o país.

Em 1961, os EUA começam a se envolver no conflito, auxiliando o regime anticomunista do sul.

O apoio se amplia até a completa intervenção militar, a partir de 1965.

Dez anos depois a guerra chega ao fim, após a retirada norte-americana e a tomada de Saigon (capital do Vietnã do Sul) pelos comunistas.

A participação dos EUA é parte da disputa entre o capitalismo norte-americano e o socialismo soviético pela hegemonia mundial.

Em 1976, o Vietnã é reunificado, e os norte-americanos sofrem a maior derrota de sua história.

Divisão do Vietnã

Em 1946, a Liga pela Independência (Vietminh), criada na luta contra o domínio francês na Indochina, forma um Estado no norte do Vietnã sob a liderança do dirigente comunista Ho Chi Minh.

Começa então a guerra entre a França e o Vietminh.

Em 1949, os franceses estabelecem o Estado do Vietnã no Sul, instalam como rei Bao Daï e, no ano seguinte, legitimam a independência.

O Vietminh não reconhece a decisão e reivindica o controle sobre todo o país.

Esse conflito acaba em maio de 1954 com a derrota francesa na Batalha de Diem Bien Phu.

O acerto feito na Conferência de Paz de Genebra, no mesmo ano, impõe a retirada das tropas da França e divide o Vietnã em dois: o do Norte, sob o regime comunista de Ho Chi Minh, e o do Sul, que se torna Monarquia independente, liderado por Bao Daï.

Golpes militares

Por exigência dos EUA, o acordo marca para julho de 1956 um plebiscito em que o povo vietnamita decidiria acerca da reunificação.

Mas, no sul, o primeiro-ministro Ngo Dinh Diem dá um golpe de Estado em 1955, instalando uma ditadura militar contrária à reunificação.

As Forças Armadas sulistas passam a receber dinheiro e treinamento militar dos EUA.

Em 1959 começa a guerrilha: os vietcongues sabotam bases norte-americanas e ameaçam o governo de Diem.

Apoiada por Ho Chi Minh, a resistência comunista do sul cria, em 1960, a Frente de Libertação Nacional (FLN), tendo como braço armado o Exército vietcongue.

O presidente norte-americano John Kennedy reage e envia para o Vietnã do Sul 15 mil conselheiros militares.

Em 1963, Diem é assassinado no primeiro de uma série de golpes militares que estabelecem o caos político e levam os EUA a intervir definitivamente na guerra.

Escalada norte-americana

A efetiva intervenção militar norte-americana é decidida em 1964.

O pretexto é o suposto ataque norte-vietnamita a navios norte-americanos no golfo de Tonkin.

O Vietnã do Sul recebe reforço de tropas dos EUA, que dão início a sistemáticos ataques aéreos ao norte.

O Exército vietcongue resiste com táticas de guerrilha aos sofisticados armamentos ocidentais.

Em janeiro de 1968, guerrilheiros e soldados norte-vietnamitas invadem a Embaixada dos EUA em Saigon, atacam quase todas as bases norte-americanas e marcham sobre as principais cidades do sul.

As forças norte-americanas e sul-vietnamitas respondem com ferocidade, provocando a morte de 165 mil vietnamitas.

Nos EUA, o governo norte-americano enfrenta crescentes protestos pacifistas.

Cessar-fogo

Os bombardeios sobre Hanói em 1972 e o bloqueio de portos norte-vietnamitas não dão resultado.

Em 1973, os EUA aceitam o Acordo de Paris, que estabelece o cessar-fogo.

São convocadas eleições gerais no Vietnã do Sul e libertados os prisioneiros de guerra.O fim do conflito porém só aconteceu em 30 de abril de 1975, quando as forças revolucionárias ocuparam Saigon sem combate. São convocadas eleições gerais no Vietnã do Sul e libertados os prisioneiros de guerra.

Os EUA perdem 45.941 soldados, têm 800.635 feridos e 1.811 desaparecidos em ação.

Não há dados seguros sobre as baixas vietnamitas, mas sabe-se que ultrapassam 180 mil. Com a retirada dos norte-americanos, em 1975, o confronto transforma-se em guerra civil entre vietcongues e forças sulistas. A guerra do Vietnã foi essencialmente uma "guerra do povo", posto que os membros do Vietcong não eram fácilmente distinguíveis da população civil, além do mais a maior parte da população foi mobilizada para algum tipo de participação ativa.

O amplo uso de bombas Napalm pelos Estados Unidos mutilou e matou milhares de civís, o emprego do desfolhante "agente laranja", utilizado para eliminar a cobertura vegetal, devastou o meio ambiente de um país essêncialmente agrícola.

Entre abril de 1975 e julho de 1982 aproximadamente 1.218.000 refugiados foram reassentados em 16 países.

Fonte: br.geocities.com

Guerra do Vietnã

A primeira vez que o Vietcongue atacou o exército do sul foi dia 8 de julho de 1959, em Bien Hoa, próximo a Saigon.

A 20 de dezembro de 1960, a Frente Nacional de Libertação (FNL) foi formada no Vietnã do Norte para organizar a conquista do sul. O exército do sul foi derrotado pelos vietcongues na batalha de Ap Dac, no dia 2 de janeiro de 1963, e ficou claro que o Vietnã do Sul necessitaria de ajuda para manter-se independente.

A interferência dos EUA na guerra pelo presidente Johnson aconteceu por fases, entre agosto de 1964 e junho de 1965. A primeira unidade de combate americana, com 3.500 fuzileiros navais, desembarcou em Da Nang, no dia 8 de março de 1965.

Os americanos empreenderam operações maciças de busca e destruição, com helicópteros, artilharia e veículos blindados. A Operação Cedar Falls, ao norte de Saigon, em janeiro de 1967, e a Operação Junction City, em fevereiro, foram bem-sucedidas. Ao final de 1967, mais de 500 mil americanos estavam no Vietnã, e os caças bombardeiros americanos voavam em 200 missões ao dia sobre o Vietnã do Norte.

Em 30 de janeiro de 1968, durante a trégua que marcou as festividades Tet do ano novo budista, o Vietcongue iniciou uma grande ofensiva contra cidades do norte, de províncias costeiras e planaltos centrais. Em 31 de janeiro, 5 mil vietcongues, que se haviam infiltrado em Saigon, atacaram alvos selecionados, incluindo o Palácio Presidencial e a Embaixada Americana. Os americanos e as forças do exército vietnamita do sul responderam rapidamente. As perdas comunistas na Ofensiva Tet excederam aquelas dos americanos durante toda a guerra.

No final de 1968, o poderio militar americano no Vietnã do Sul atingiu a cifra dos 549 mil homens. O general Creighton Abrams, substituindo Westmoreland como comandante-em-chefe, usou tropas móveis em helicópteros para atingir concentrações de vietcongues.

O Vietcongue lançou ofensivas em fevereiro, maio e agosto de 1969. Paulatinamente, tropas americanas foram sendo retiradas das áreas de combate e, no dia 1º de setembro de 1969, os vietnamitas do Sul ficaram sós no combate, em toda a região do delta do Mekong. O número de americanos no Vietnã também foi reduzido gradativamente, até chegar a 171 mil em 1971. Essa redução foi imposta pela forte influência da opinião pública americana, que era contra a guerra.

Em resposta a uma série de ofensivas inimigas, os Estados Unidos retaliaram, aumentando muito o bombardeio aéreo ao norte. Em 11 de agosto de 1972, a última unidade de combate americana foi retirada do Vietnã do Sul, embora 43 mil homens da força aérea tenham permanecido. Para os Estados Unidos, o final do conflito veio no dia 2 de janeiro, quando um tratado de paz foi assinado. Entre o dia 1º de janeiro de 1961 e 27 de janeiro de 1972, as baixas americanas foram de 45.941 mortos e 300.635 feridos. A participação australiana no Vietnã começou em 1962 e, dois anos depois, três batalhões com tropas de auxílio estavam de serviço na província de Phuoc Tuy. Cerca de 47 mil soldados serviram durante a guerra, com um reforço de 8 mil no auge do conflito. A batalha mais importante para os australianos foi a de Long Tan, em agosto de 1966, quando 108 homens avançaram em direção a uma armadilha vietcongue de 2.500 homens.

Durante 1973 e 1974, a atividade comunista intensificou-se, e ocorreram muitas violações ao cessar-fogo. Durante os meses de março e abril de 1975, os ataques comunistas destruíram as forças do exército vietnamita do sul, forçando o governo a render-se aos comunistas em 30 de abril. Nos 16 anos de guerra, mais de 150 mil vietnamitas do Sul morreram e 400 mil foram feridos. As baixas não-oficiais para o Vietnã do Norte e para as tropas vietcongues chegaram a 100 mil mortos e 300 mil feridos.

Comenta-se muitas vezes que a guerra começou em 1961. Claramente, as hostilidades surgiram em 1959, embora a ajuda militar americana direta ao Vietnã do Sul tenha se iniciado em dezembro de 1961.

A Guerra do Vietnã

A Guerra do Vietnã foi o mais longo conflito militar que ocorreu depois da II Guerra Mundial. Estendeu-se essa guerra em dois períodos distintos. No primeiro deles, as forças nacionalistas vietnamitas, sob orientação do Viet-minh (a liga vietnamita), lutaram contra os colonialistas franceses, entre 1946 a 1954. No segundo, uma frente de nacionalistas e comunistas - o Vietcong - enfrentaram as tropas de intervenção norte-americanas, entre 1964 e 1975. Com um pequeno intervalo entre os finais dos anos 50 e início dos 60, a guerra durou quase 20 anos.

A unificação nacional foi formalizada em 2 de julho de 1976 com o nome de República Socialista do Vietnã, 31 anos depois de ter sido anunciada. Mais de um milhão de vietnamitas perecem enquanto que 47 mil mortos e 313 mil feridos ocorreram pelo lado americano, a um custo de US$ 200 bilhões.

A região do atual Vietnã foi parte da Indochina, colônia francesa desde o final do século XVIII. O processo de descolonização processou-se após a Segunda Guerra Mundial, a partir de violenta luta envolvendo as tropas francesas e os guerrilheiros do Viet Minh (Liga para a Independência do Vietnã) ligada ao Partido Comunista, que por sua vez havia sido fundado em 1930 por Ho Chi Minh.

O movimento guerrilheiro travou suas primeiras lutas em 1941, durante a II Guerra, contra o domínio japonês, e manteve a luta contra a França quando essa, após o final da Grande Guerra, tentou recuperar seu domínio a partir dos bombardeios promovidos sobre a região norte do Vietnã. De 1946 a 1954 desenvolveu-se a Guerra da Indochina, onde os norte-vietnamitas, liderados pelo Viet Minh e com o apoio da China, derrotaram os Franceses, obrigando Paris a aceitar a independência.

A Conferência de Genebra (1954) reconheceu a independência do Laos, Camboja, e do Vietnã, dividido em dois pelo paralelo 17: ao norte formou-se a República Democrática do Vietnã, pró soviética - sob o controle de Ho Chi Minh -, e ao sul formou-se a república do Vietnã, pró ocidental - sob o domínio do imperador Bao Dai, um títere dos franceses. Foi determinado ainda que em 1956 realizar-se-ia um plebiscito para promover a unificação do país, e haveria entre os Vietnãs do Norte e do Sul uma Zona Desmilitarizada (ZDM). Os Estados Unidos presentes no encontro não assinaram o acordo.

Em 1955 o primeiro ministro Ngo Dinh Diem liderou um golpe militar que depôs a monarquia e organizou uma república ditatorial, que recebeu apoio norte americano, executando principalmente uma política repressiva - desdobramento da doutrina Truman, que preocupava-se em conter a expansão socialista. A violenta política repressiva, associada aos gastos militares e a estagnação da economia, fez com que surgissem os movimentos de oposição, destacando-se a Frente de Liberação Nacional e seu braço armado, o exército vietcong.

O presidente Kennedy envia, então, os primeiros "conselheiros militares" que, depois de sua morte em 1963, serão substituídos por combatentes. Seu sucessor, o presidente Lyndon Johnson, aumenta a escalada de guerra, depois do incidente do Golfo de Tonquim, em agosto de 1964. Esse incidente provou-se posteriormente ter sido forjado pelo Pentágono para justificar a intervenção. Um navio americano teria sido atacado por lanchas vietnamitas em águas internacionais (na verdade era o mar territorial norte-vietnamita), quando patrulhava no Golfo de Tonquim. Assim os norte-americanos consideraram esse episódio como um ato de guerra contra eles, fazendo com que o Congresso aprovasse a Resolução do Golfo de Tonquim, que autorizou o presidente a ampliar o envolvimento americano na região.

Um dos principais momentos da guerra ocorreu em 1968, quando tropas do norte e dos vietcongs desfecharam a Ofensiva do Tet, comandada pelo General Giap, alcançando Saigon (capital do sul) e outras cidades importantes, impondo importantes derrotas aos norte-americanos.

Este fato fez com que o descontentamento nos EUA aumentasse, ocorrendo várias manifestações contra a participação na guerra. No entanto, o presidente Nixon, em 1972, ampliou ainda mais o conflito ao bombardear região do Laos e Camboja, tentando destruir a Trilha de Ho Chi Minh, responsável pelo abastecimento dos vietcongs, além de retomar os intensos bombardeios sobre as cidades do norte - utilizando-se de armas químicas - e bloquear os portos. Tanto o norte como os guerrilheiros mantiveram-se em luta, desgastando o exército norte americano, forçando o governo a aceitar o Acordo de Paris.

Durante oito anos, os americanos jogaram cerca de 8 milhões de toneladas de bombas no norte. A crescente oposição nos Estados Unidos à guerra, somada à determinação dos vietcongues e vietnamitas, forçaram o governo americano a admitir a derrota. Deu-se o cessar fogo. Em 1973, os acordos de paz puseram fim ao engajamento militar americano. Mas não à guerra civil, que ainda assolou o país. A Guerra do Vietnã só terminaria mesmo em 29 de abril de 1975, quando o governo de Saigon renderia-se.

Ho Chi Minh

Guerra do Vietnã
Ho Chi Minh

Ho Chi Minh ("aquele que ilumina"), nasceu em 1890 numa pequena aldeia vietnamita, filho de um professor rural. Tornou-se um dos mais importantes e lendários líderes nacionalistas e revolucionários do mundo do após-guerra. Viajou muito jovem como marinheiro e tornou-se socialista quando viveu em Paris, entre 1917 e 1923. Quando ocorreu as Conferências de Versalhes, em 1919, para fixar um novo mapa mundial, o jovem Ho Chi Minh (então chamado de Nguyen Ai quoc, o "patriota"), solicitou aos negociadores europeus que fosse dado ao Vietnã um estatuto autônomo. Ninguém lhe deu resposta, mas Ho Chi Minh tornou-se um herói para o seu povo.

Em 1930 ele fundou o Partido Comunista Indochinês e seu sucessor, o Viet-mihn (Liga da Independência do Vietnã), em 1941, para resistir à ocupação japonesa. Foi preso na China por atividade subversiva e escreveu na prisão os "Diários da Prisão", em chinês clássico, uma série de poemas curtos, onde enalteceu a luta pela independência.

Com seus companheiros mais próximos, Pahm Van Dong e Vo Nguyen Giap, lançou-se numa guerra de guerrilhas contra os japoneses, obedecendo à estratégia de Mao Tse Tung de uma "guerra de longa duração". Finalmente, em 2 de setembro de 1945, eles ocupam Hanói (a capital do norte) e Ho Chi Minh proclamou a independência do Vietnã. Mas os franceses não aceitaram. O Gen. Leclerc, a mando do Gen. De Gaulle, recebeu ordesn de reconquistar todo o norte do país, nas mãos dos comunistas de Ho Chi Minh. Isso irá jogar a França na sua primeira guerra colonial depois de 1945, levando-a a derrota na batalha de Diem Biem Phu, em 1954, quando as forças do Viet-minh, comandadas por Giap, cercam e levam os franceses à rendição. Depois de 8 anos, encerrou-se assim a primeira Guerra da Indochina.

Em Genebra, na Suíça, os franceses acertaram com os vietnamitas um acordo que previa:

1. o Vietnã seria momentaneamente dividido em duas partes, a partir do paralelo 17, no Norte, sob o controle de Ho Chi Minh e no Sul sob o domínio do imperador Bao Dai, um títere dos franceses;
2.
haveria entre eles uma Zona Desmilitarizada (ZDM);
3.
seriam realizadas em 1956, sob supervisão internacional, eleições livres para unificar o país.

Os Estados Unidos presentes no encontro não assinaram o acordo.

A ditadura de Diem

Entrementes no Sul, assumia a administração em nome do imperador, Ngo Dinh Diem, um líder católico, que em pouco tempo tornou-se o ditador do Vietnã do Sul. Ao invés de realizar as eleições em 1956, como previa o acordo de Genebra, Diem proclamou a independência do Sul e cancelou a votação.

Os americanos apoiaram Diem porque sabiam que as eleições seriam vencidas pelos nacionalistas e pelos comunistas de Ho Chi Minh.

Em 1954, o Gen. Eisenhower, presidente dos Estados Unidos, explicou a posição americana na região pela defesa da Teoria de Dominó: "Se vocês porem uma série de peças de dominó em fila e empurrarem a primeira, logo acabará caindo até a última... se permitirmos que os comunistas conquistem o Vietnã corre-se o risco de se provocar uma reação em cadeia e todo os estados da Ásia Oriental tornar-se-ão comunistas um após o outro."

A partir de então Diem conquistou a colaboração aberta dos EUA, primeiro em armas e dinheiro e depois em instrutores militares. Diem reprimiu as seitas sul-vietnamitas, indispôs-se com os budistas e perseguiu violentamente os nacionalistas e comunistas, além de conviver, como bom déspota oriental, com uma administração extremamente nepótica e corrupta.

Em 1956, para solidificar ainda mais o projeto de contenção ao comunismo, especialmente contra a China, o secretário John Foster Dulles criou, em Manilla, a OTASE (Organização do Tratado do Sudeste Asiático), para servir de suporte ao Vietnã do Sul.

A Guerra do Vietnã

A segunda guerra da Indochina

A Guerra Civil e a intervenção americana

Com as perseguições desencadeadas pela ditadura Diem, comunistas e nacionalista formaram, em 1960, uma Frente de Libertação Nacional (FLN), mais conhecida como Vietcong, e lançaram-se numa guerra de guerrilhas contra o governo sul-vietnamita.

Em pouco tempo o ditador Diem mostrou-se incapaz de por si só vencer seus adversários.

O presidente Kennedy envia então os primeiros "conselheiros militares" que, depois de sua morte em 1963, serão substituídos por combatentes.

Seu sucessor, o presidente L.

Johnson aumenta a escalada de guerra, depois do incidente do Golfo de Tonquim, em setembro de 1964.

Esse incidente provou-se posteriormente ter sido forjado pelo Pentágono para justificar a intervenção.

Um navio americano teria sido atacado por lanchas vietnamitas em águas internacionais (na verdade era o mar territorial norte-vietnamita), quando patrulhava no Golfo de Tonquim.

Assim os norte-americanos consideraram esse episódio como um ato de guerra contra eles, fazendo com que o Congresso aprovasse a Resolução do Golfo de Tonquim, que autorizou o presidente a ampliar o envolvimento americano na região.

A Guerra do Vietnã

Aumento da escalada americana no Vietnã (em soldados):

1960: 900
1962:
11.000
1963:
50.000
1965:
180.000
1967:
389.000
1969:
540.000

Em represália a um ataque norte-vietnamita e vietcong a base de Pleiku e Qui Nhon o presidente Johnson ordena o bombardeios intenso do Vietnã do Norte.

Mas as tentativas de separar o Vietcong das suas bases rurais fracasssa, mesmo com a adoção das chamadas "aldeias estratégicas" que na verdade eram pequenas prisões onde os camponeses deveriam ficar confinados.

A reação contra a guerra e a contra-cultura

A participação crescente dos EUA na Guerra e a brutalidade e inutilidade dos bombardeios aéreos - inclusive com bombas napalm - fez com que surgisse na américa um forte movimento contra a guerra. Começou num bairro de São Francisco, na Califórnia, o Haight - Aschbury, com "as crianças das flores" (flower children), quando gente jovem lançou o movimento "paz e amor" (peace and love), rejeitando o projeto da Grande Sociedade do pres. Johnson.

A partir de então tomou forma a movimento da contra-cultura - chamado de movimento hippy - que teve enorme influência nos costumes da geração dos anos 60, irradiando-se pelo mundo todo. Se a sociedade americana era capaz de cometer um crime daquele vulto, atacando uma pobre sociedade camponesa no sudeste asiático, ela deveria ser rejeitada. Se o americano médio cortava o cabelo rente como um militar,

A contracultura estimulou o cabelo despenteado, cumprido, e de cara com barba. Se o americano médio tomava banho, opunham-se a ele andando sujos. Se aqueles andavam de terno e gravata, aboliram-na pelo brim e pela sandália. Repudiaram também a sociedade urbana e industrial, propondo o comunitarismo rural e a atividade artesanal, vivendo da fabricação de pequenas peças, de anéis e colares. Se o tabaco e o álcool era a marca registrada da sociedade tradicional, aderiram à maconha e aos ácidos e as anfetaminas. Foram os grandes responsáveis pela prática do amor livre e pela abolição do casamento convencional e pela cultura do rock. Seu apogeu deu-se com o festival de Woodstock realizado no Estado de N.York, em 1969.

A revolta instalou-se nos Campi Universitários, particularmente em Berkeley e em Kent onde vários jovens morrem num conflito com a Guarda Nacional. Praticamente toda a grande imprensa também se opôs ao envolvimento. Surgiu entre os negros os Panteras Negras (The Black Panthers) um expressivo grupo revolucionário que pregava a guerra contra o mundo branco americano da mesma forma que os vietcongs. Passeatas e manifestações ocorriam em toda a América. Milhares de jovens negaram-se, pela primeira vez na história do país, a servir no exército, desertando ou fugindo para o exterior.

Esse clima espalhou-se para outros continentes e, em 1968, em março, eclodiu a grande rebelião estudantil no Brasil contra o regime militar, implantado em 1964, e em maio, na França, a revolta universitária contra o governo do Gen. de Gaulle. Outras ainda ocorreram no México e na Alemanha e Itália. O filósofo marxista Herbert Marcuse afirmou que a revolução seria feita doravante pelos estudantes e outros grupos não assimilados pela sociedade de consumo conservadora.

A ofensiva do Ano Tet e o desengajamento

Em 30 de janeiro de 1968, os vietcongs fizeram uma surpreendente ofensiva - a ofensiva do Ano Tet (o ano lunar chinês) - sobre 36 cidades sul-vietnamitas, ocupando inclusive a embaixada americana em Saigon. Morreram 33 mil vietcongs nessa operação arriscada, pois expôs quase todos os quadros revolucionários, mas foi uma tremenda vitória política. O gen. Wetsmoreland, que havia dito que "já podia ver a luz no fim do túnel", predizendo uma vitória americana para breve, foi destituído, e o presidente Johnson foi obrigado a aceitar negociações, a serem realizadas em Paris, além de anunciar sua desistência de tentar a reeleição. Para a opinião pública americana tratava-se agora de sair daquela guerra de qualquer maneira. O novo presidente eleito, Richard Nixon, assumiu o compromisso de "trazer nossos rapazes de volta", fazendo com que lentamente as tropas americanas se desengajassem do conflito. O problema passou a ser de que maneira os Estados Unidos poderiam obter uma "retirada honrosa" e manter ainda o seu aliado, o governo sul-vietnamita.

Desde 1963, quando os militares sul-vietnamitas, apoiados pelos americanos, derrubaram e mataram o ditador Diem (aquela altura extremamente impopular), os sul-vietnamitas não conseguiram mais preencher o vácuo de sua liderança. Uma série de outros militares assumiram a chefia do governo transitoriamente enquanto os combates mais e mais eram tarefa dos americanos. Nixon passou a reverter isso, fazendo com que os sul-vietnamitas voltassem a ser encarregados das operações. Chamou-se isso de "vietnamização" da guerra. Imaginou que abastecendo-os o suficiente de dinheiro e armas eles poderiam lutar sozinhos contra o vietcong. Transformou o presidente Van Thieu num simples títere desse projeto. Enquanto isso as negociações em Paris marcavam passo. Em 1970, Nixon ordenou o ataque a célebre trilha Ho Chi Minh que passava pelo Laos e Camboja e que servia como estrada de abastecimento do vietcong. Estimulou também um golpe militar contra o neutralista príncipe N.Sianouk do Camboja, o que provocou uma guerra civil naquele país entre os militares direitistas e os guerrilheiros do Khmer Vermelho (Khmer Rouge) liderados por Pol Pot.

A derrota e a unificação

Depois de imobilizarem militarmente as forças americanas em várias situações, levando-as a serem retiradas do conflito, os norte-vietnamitas de Giap, juntamente com os vietcongs, prepararam-se para a ofensiva final. Deixaram de lado a guerra de guerrilhas e passaram a concentrar suas forças para um ataque em massa.

Desmoralizado, o exército sul-vietnamita começou a dissolver-se. Haviam chegado a 600 mil soldados, mas reduziu-se apenas a um punhado de combatentes.

Em dezembro de 1974, os nortistas ocupam Phuoc Binh, a 100 quilômetros de Saigon. Em janeiro de 1975 começou o ataque final. O pânico alcança os sul-vietnamitas que fogem para as cercanias da capital. O presidente Thieu embarca para o exílio e os americanos retiram o resto do seu pessoal e grupos de colaboradores nativos. Finalmente, no dia 30 de abril, as tropas nortistas ocupam Saigon e a rebatizam como Ho Chi Minh, em homenagem ao líder falecido em 1969. A unificação nacional foi formalizada em 2 de julho de 1976 com o nome de República Socialista do Vietnã, 31 anos depois de ter sido anunciada. Mais de um milhão de vietnamitas perecem enquanto que 47 mil mortos e 313 mil feridos ocorreram pelo lado americano, a um custo de US$ 200 bilhões.

Consequências da guerra

O Vietnã foi o país mais vitimado por bombardeios aéreos no século XX.

Caíram sobre suas cidades, terras e florestas, mais toneladas de bombas do que as que foram lançadas na II Guerra Mundial.

Para tentar desalojar os guerrilheiros das matas foram utilizados violentos herbicidas - o agente laranja - que dizimou milhões de árvores e envenenou os rios e lagos do país.

Milhares de pessoas ficaram mutiladas pelas queimaduras provocadas pelas bombas de napalm e suas terras ficaram imprestáveis para a lavoura.

Por outro lado, aqueles que não aceitaram viver no regime comunista fugiram em precárias condições, tornaram-se boat people, navegando pelo Mar da China em busca de um abrigo ou vivendo em campos de refugiados em países vizinhos.

O Vietnã regrediu economicamente a um nível de antes da II Guerra Mundial.

Os Estados Unidos por sua vez saíram moralmente dilacerados, tendo que amargar a primeira derrota militar da sua história.

Suas instituições - a CIA e o Pentágono - foram duramente criticadas e um de seus presidentes, Richard Nixon, foi obrigado a renunciar em 1974, depois do escândalo de Watergate.

Nunca mais o establishment americano voltou a ganhar a integral confiança dos cidadãos.

25 anos depois...

No dia 30 de abril de 1975, uma coluna de tanques norte-vietnamitas, integrantes das chamadas Divisões de Aço do Vietnã do Norte, as forças de elite do General Nguyen Giap, puseram abaixo os portões do Palácio Presidencial do governo sul-vietnamita na cidade de Saigon. Umas poucas horas antes, centenas de helicópteros norte-americanos retiravam da capital sul-vietnamita os últimos remanescentes civis e militares que colaboraram com os EUA durante a longa intervenção militar americana. O arriar a bandeira dos EUA de Saigon, representou o fim da Segunda Guerra da Indochina, trazendo a esperança de paz para a região que estivera envolvida em vários tipos de conflitos e guerras desde 1941, quando o Japão imperial ocupou a Indochina nos começos da 2ª Guerra Mundial.

Fonte: www.angelfire.com

Guerra do Vietnã

Durante várias gerações do povo vietnamita, a vida foi sinônimo de guerra, fogo e sangue. Ao longo de 30 anos, eles lutaram contra o governo colonial por uma libertação nacional.

Em 29 de abril de 1975, um dos mais longos conflitos do século XX finalmente termina, depois de 30 anos de derramamento de sangue. Primeiro os japoneses, depois os franceses e por fim os americanos renderam-se diante da determinação do povo vietnamita, que recuperou seu país ao preço de milhões de vidas.

Em 1945, os líderes nacionais da Indochina proclamam uma república, pouco depois do final da ocupação japonesa na Segunda Guerra Mundial. O Vietnã tinha sido colônia francesa durante 100 anos. Mas, os franceses tentam retomar o país a força. A guerra dura oito anos e a França é finalmente derrotada em Dien Bien Phu, em 1954.

O líder nacionalista Ho Chi Minh ganha o primeiro round. Os franceses saem com um saldo de 20 mil soldados mortos.

Com a saída da França, o Vietnã divide-se em duas áreas: o norte comunista e o sul capitalista, apoiado pelos americanos.

Diz o presidente Lyndon Johnson - "Responderemos a qualquer ataque armado contra nossas forças".

Olho por olho, dente por dente. É esse o aviso dado pelo presidente Johnson aos comunistas, caso ataquem os soldados americanos envolvidos no conflito entre o norte e o sul do Vietnã. Durante oito anos, os americanos jogam cerca de 8 milhões de toneladas de bombas no norte. A crescente oposição nos Estados Unidos à guerra, somada à determinação dos vietcongues e vietnamitas, forçam o governo americano a admitir a derrota. Dá-se o cessar fogo.

Em 1973, os acordos de paz põem fim ao engajamento militar americano, mas não à guerra civil que ainda assola o país.

2 de maio de 1975. Dois anos depois, as tropas comunistas entram em Saigon, a capital do Vietnã do Sul, e trocam o nome da cidade para Ho Chi Minh, que morrera em 1968. Milhares de famílias sul-vietnamitas tentam fugir com os últimos americanos, mas poucos conseguem.

Começa então outra saga na história do país: a fuga dos que entram em pânico com a chegada dos comunistas. Milhares fogem por qualquer meio disponível, inclusive barcos - são os chamados "barqueiros", que viajam no mar durante semanas. Centenas deles morrem em busca de abrigo em qualquer lugar que os pudesse acolher.

Durante os 15 anos de engajamento militar no Vietnã, 56 mil soldados americanos morrem e mais de 300 mil voltam para casa mutilados ou com deficiência permanente. Os vietnamitas perdem dois milhões de vidas na luta pela independência do seu país. É uma das páginas mais negras da história americana.

Fonte: www.tvcultura.com.br

Guerra do Vietnã

Período: 1963 - 1975

Área do conflito: Sudeste da Ásia

Protagonistas: Estados Unidos, Vietnã do Sul, Vietnã do Norte e guerrilheiros Vietcongues (Frente de Libertação Nacional). Em menor escala, tropas da Austrália, Nova Zelândia, Filipinas e Coréia do Sul. União Soviética e China como fornecedores de armas para o ENV e para os vietcongues.

História

Terminada a guerra da Indochina em 1954, haviam dois Vietnãs. O do Norte, comunista e o do Sul, cujo governo representava, do ponto de vista americano em plena Guerra Fria, a única esperança de fazer frente ao poder dos comunistas na região. Para tanto o presidente Kennedy autorizara o envio dos primeiros assessores militares, que em 1963 já eram 12.000, e helicópteros armados para o Vietnã do Sul. O envolvimento dos EUA no conflito teve como pretexto o ataque norte-vietnamita ao seus navios USS Maddox e USS C.

Turney Joy enquanto patrulhavam o golfo de Tonquim, em julho de 1964. A intervenção americana se estendeu aos países vizinhos, como a Tailândia onde mantinha a maior base aérea do sudeste asiático (U Tapao) e 50.000 soldados, e Laos fornecendo armas e equipamentos às Forças Reais e a membros da tribo dos meos.

O norte do Laos foi alvo de incessantes bombardeios aéreos por fazer parte da rota de suprimentos dos guerrilheiros vietcongues, a famosa "trilha Ho Chi Minh" (entre 1965 e 71 foi jogado mais peso em bombas sobre seu percurso do que em toda a Segunda Guerra Mundial).

A vigilância do ar foi a principal fonte de informações dos americanos na guerra e seus aviões com sofisticados sensores eletrônicos, radares e câmeras foram primordiais no controle das atividades do inimigo.

A partir de 1965 um número crescente de soldados dos EUA entrou no país: de 45.000 em maio para 125.000 em julho, chegando a 265.000 um ano depois e a 500.000 homens em 1967. Com seu extraordinário poderio bélico, os americanos e seus aliados obtiveram considerável sucesso na região rural, avançando até o Planalto Central, e construíram uma série de bases, a "Linha McNamara", para impedir a infiltração dos norte-vietnamitas, que no entanto a contornavam através do território do Camboja e do Laos e pela trilha Ho Chi Minh.

Porém no início de 1967 os vietcongues haviam sido derrotados na área de Saigon, nas operações Cedar Falls e Junction City, e fracassaram nos ataques às bases da Linha McNamara em Khe Sanh, Gio Linh e Con Thien. De 1965 a 1968, os EUA empreenderam uma série regular de bombardeamento aéreo do Vietnã do Norte, de cunho estratégico, denominada Operação Rolling Thunder, tendo sido realizados 300.000 vôos e lançadas cerca de 860.000 toneladas de bombas.

Os danos causados foram grandes: 77% dos depósitos de munição, 65% das instalações de combustível, 59% das usinas elétricas e 55% das principais pontes.

Em princípios de 1968, adotando uma nova estratégia, os norte-vietnamitas reverteram o quadro por meio da grande ofensiva do Tet (Ano Novo Lunar), combinando um cerco a Khe Sanh com ataques a cidades do Vietnã do Sul. Daí em diante o Exército americano, que alcançara razoável sucesso moral e militar de 1966 a 1968, entrou numa fase de recuos, desilusões e desintegração. Nas operações terrestres as forças americanas utilizavam técnicas de "busca e destruição" para atacar regimentos e divisões do inimigo, para conter sua iniciativa, desarticular suas bases e responder às provocações e fustigamentos. Na região do delta do Rio Mekong, na selva ou nas montanhas, a tática era a "guerra nas aldeias".

Ao se embrenhar na mata para combater os vietcongues, tornavam-se alvos de armadilhas, minas (causadoras de 11% das baixas no campo) e emboscadas, vigiados de perto por um inimigo que conhecia cada palmo da região e possuía uma intrincada rede de abrigos subterrâneos e túneis. Os helicópteros, indispensáveis na campanha dos aliados, e a artilharia pouco podiam fazer, e na maioria das vezes os soldados americanos ficavam extremamente vulneráveis neste território pouco conhecido.

A ofensiva do Tet iniciou-se na noite de 30 de janeiro de 1968, após intenso bombardeio com morteiros e foguetes, quando as forças do Exército norte-vietnamita (ENV) e do Vietcongue, com cerca de 84.000 homens, atacaram simultaneamente cinco grandes cidades, 36 capitais de província, 64 capitais de distrito e cinqüenta aldeias. Os dois principais alvos foram a capital Saigon e a cidade imperial de Huê. Os americanos e o Exército sul-vietnamita (ESV) reagiram rápido, recuperando a capital e as cidades importantes em uma semana.

O Norte perdeu 30.000 homens e o Sul 11.000 soldados. O período de 1968 a 72 marca uma fase de poucos combates, a retirada da maior parte das tropas americanas, ordenada pelo presidente Nixon (pressionado pela opinião pública em seu país) e a transição para uma guerra convencional entre os exércitos regulares do Vietnã do Norte e do Vietnã do Sul. Em março de 1972, o ENV iniciou uma grande invasão rumo ao sul, organizada pelo general Vô Nguyen Giap, veterano da guerra contra os franceses de 1945 a 54, aproveitando-se da fragilidade das tropas do ESV e da diminuição do apoio dos EUA e de seu poderio aéreo na área.

Mas o general Giap não conseguiu a vitória fácil que imaginou, pois substimara as forças dos aliados. Os dois lados tentaram manter as posições conquistadas, criando um impasse. Em 23 de janeiro de 1973, todos os envolvidos no conflito assinam um acordo de cessar-fogo. Em fins de março todos os soldados americanos já haviam abandonado o Vietnã. Nos dois anos seguintes, os comunistas avançaram por todo o Sul e sem o apoio das forças americanas, o ESV não tinha como reagir. Em abril de 1975, o governo de Saigon estava prestes a cair. Na cidade o pânico era generalizado e muitas pessoas, como funcionários públicos e policiais, foram mortos pelos vietcongues, que os consideravam traidores. Os Estados Unidos ainda conseguiram evacuar o pessoal de sua embaixada e cerca de 7.000 pessoas para evitar um massacre ainda maior. Eram quase 8 horas do dia 30 de abril quando os últimos marines partiram. Às 11 horas um tanque do ENV derrubou os portões do palácio presidencial. Era o fim da Guerra do Vietnã.

Principais forças envolvidas

Estados Unidos: 2.300.000 homens serviram no Vietnã de 1961 a 1974, com 46.370 mortos e 300.000 feridos.
Vietnã do Sul:
1.048.000 homens (Exército regular e Forças Populares), com 184.000 mortos.
Vietnã do Norte e Vietcongues:
cerca de 2.000.000 homens, com 900.000 mortos no total.

Principais batalhas

A ofensiva do Tet, a batalha pela cidade imperial de Huê, as operações fluviais no delta do Rio Mekong, bombardeio aéreo do Vietnã do Norte (Operação Rolling Thunder), combates na região conhecida como Triângulo de Ferro (Operações Cedar Falls e Junction City), batalha de Khe Sanh, patrulhas da US Navy em águas costeiras (Operação Sea Dragon) e a queda da capital Saigon.

Resultado final

Unificação do país, com a criação da República Socialista do Vietnã, que sem crédito no exterior e isolada no plano diplomático, possuía graves problemas econômicos; reafirmou sua aliança com a União Soviética e rompeu com a China; reaproximou-se da França. Para os Estados Unidos restaram o trauma de uma guerra que não contou com apoio de seu povo em momento algum e ainda arranhou o seu orgulho de potência militar.

Custo total estimado: US$ 720 bilhões

Fonte: www.militarypower.com.br

Guerra do Vietnã

O atual Vietnã, juntamente com o Laos e o Camboja, fazia parte do território conhecido como Indochina, que desde o final do século XIX era uma possessão da França.

No decorrer da Segunda Guerra Mundial, o Japão avançou sobre o Sudeste Asiático, desalojou os franceses e anexou a região aos seus domínios.

Organizadas na Liga Revolucionária para a Independência do Vietnã, liderados por Ho Chi Minh, os vietnamistas reagiram aos japoneses e no final da Segunda Guerra proclamaram, na parte norte do país, a República Democrática do Vietnã. Logo a seguir, os vietnamistas entraram em guerra contra os franceses, que teimavam em reconquistar a região, e os venceram de modo espetacular na Batalha de Dien Bien Phu, em 1954.

Nesse mesmo ano, na Conferência de Genebra, convocada para celebrar a paz, decidiu-se que até as eleições gerais, que se realizaria em 1956, o Vietnã independente ficaria dividido em:

Vietnã do Norte (socialista), com capital em Hanói, governado por Ho Chin Minh;
Vietnã do Sul (pró-capitalista), com capital em Saigon, liderado por Bao Dai.

Nos anos seguintes, ao mesmo tempo em que a Guerra Fria se acentuava, a rivalidade entre os dois Vietnãs cresceu e as eleições com vistas à reunificação do país não se realizaram. Opondo-se à divisão do Vietnã e ao ditador que os governava, os sul-vietnamistas fundaram, em 1960, a Frente Nacional de Libertação.

Essa organização era formada por grupos de guerrilheiros socialistas conhecidos como vietcongues. A Frente recebeu o imediato apoio do Vietnã do Norte.

Decididos a conter a expansão do socialismo na região, os Estados Unidos começaram a enviar ajuda militar ao governo do Sul e com isso precipitaram o início de uma nova guerra.

Durante os doze anos em que estiveram envolvidos nesse conflito, os EUA despejaram sobre o Vietnã milhões de toneladas de napalm e chegaram a manter na região 550 mil soldados.

Apesar do poderoso arsenal bélico, os norte-americanos foram derrotados pelas forças norte-vietnamistas e vietcongues, retirando-se da região em 1973. A guerra, no entanto, prosseguiu até 1975, ano em que o governo de Saigon rendeu-se aos seus adversários.

No ano seguinte, os vencedores promoveram a unificação do país, transformando o Vietnã num Estado socialista.

Fonte: www.consciencia.org

Guerra do Vietnã

De natureza ideológica, a guerra do Vietnã foi o mais polêmico e violento conflito armado da segunda metade do século XX e o primeiro a ter imagens transmitidas pela televisão diretamente das frentes de batalha, fator que produziu profundo impacto na sociedade americana e despertou movimentos maciços de repúdio às decisões da liderança política nas questões internacionais relacionadas à guerra fria. Guerra do Vietnã é o nome dado à série de conflitos ocorridos de 1961 a 1975 entre as forças armadas dos Estados Unidos e do Vietnã do Sul, de um lado, e o Exército do Vietnã do Norte e a Frente de Libertação Nacional sul-vietnamita do outro.

Nasceu da luta do povo vietnamita pela libertação do jugo colonial francês e se tornou, no período de maior intensidade da participação americana, elemento essencial da guerra fria, confronto ideológico entre os blocos capitalista e comunista. Antecedentes. A luta vietnamita contra o domínio colonial francês organizou-se em diversos movimentos dentre os quais se destacou a Liga de Independência do Vietnã, ou Viet Minh, partido nacionalista criado em 1941 e que tinha forte base de apoio popular na região norte.

Em 2 de setembro de 1945, menos de um mês depois da rendição japonesa na segunda guerra mundial, Ho Chi Minh, líder do Viet Minh, proclamou a independência da República Democrática do Vietnam, mas a França, que pretendia reafirmar o controle sobre a Indochina, reconheceu o norte apenas como um estado livre dentro da União Francesa. As profundas discordâncias entre o Viet Minh e os franceses resultaram em luta a partir de 1946, que terminou com a derrota francesa em 1954, em Dien Bien Phu.

Em maio de 1954, acordos firmados em Genebra estabeleceram a separação do Vietnam em duas partes, ao norte e ao sul do paralelo 17°N, e a futura reunificação do país por eleições gerais em 1956. Ho Chi Minh ficou com o controle do norte, à frente de uma república comunista com capital em Hanói. No sul, manteve-se a monarquia, com a capital em Saigon e Ngo Dinh Diem como primeiro-ministro. Em 1955, porém, Diem derrubou a monarquia, assumiu poderes ditatoriais e recusou-se a realizar as eleições. Os norte-vietnamitas decidiram então abandonar os meios políticos e reunificar o Vietnam pela força.

Envolvimento americano

A intensificação da guerra fria levou os Estados Unidos, que tinham apoiado a França na Indochina, a acreditar que a queda do Vietnã do Sul acarretaria a de outros países do Sudeste Asiático -- a "teoria dos dominós". Aos poucos, firmou-se no país a influência americana, contestada por diferentes setores sociais que se unificaram na Frente de Libertação Nacional, fundada em 1960. Apoiada por camponeses, partidos políticos e intelectuais sul-vietnamitas e pelo governo do Vietnã do Norte, a Frente formou um exército de libertação visando à reunificação. Guerra aberta.

A infiltração comunista através do paralelo 17 fortalecia os guerrilheiros e o Viet Cong. Crescia também a oposição em outros setores sociais, como o budista, e se repetiram suicídios de monges pelo fogo. O presidente americano John Kennedy aumentou o envio de material bélico, ajuda financeira e conselheiros militares para treinar as tropas sul-vietnamitas. A oposição interna ao governo chegou até as tropas sul-vietnamitas, e em novembro de 1963 Diem foi assassinado num golpe de estado.

Em 1964, comandantes de dois destróieres declararam-se atacados por lanchas norte-vietnamitas em águas internacionais do golfo de Tonquim. Em represália, Lyndon Johnson, sucessor de Kennedy, ordenou o bombardeio de bases navais do Vietnã do Norte e começou a preparar a intervenção. Em março de 1965 o primeiro contingente de fuzileiros navais desembarcou no Vietnã do Sul e tiveram início os bombardeios sistemáticos acima do paralelo 17.

Sob o comando do sul-vietnamita Nguyen Van Thieu, no poder desde 1965 e eleito presidente da república em 1967, e do general americano William Westmoreland, sucederam-se as ações militares nos anos seguintes: combates diretos com os guerrilheiros, bombardeio de Hanói e de outras cidades do norte e ataques aéreos a aldeias e áreas florestais, sobre as quais foram lançados desfolhantes e napalm, para queimar as árvores usadas como proteção pelos guerrilheiros. Tiveram importância fundamental nessas operações os helicópteros, o mais eficaz meio de transporte durante a guerra, e os bombardeiros B-52. Do ponto de vista militar, o conflito chegara a um impasse no começo de 1968.

Os comunistas, liderados por Vo Nguyen Giap, não eram capazes de forçar a retirada americana; os Estados Unidos não conseguiam vencer a guerra, embora chefes militares anunciassem com freqüência a iminência da vitória.

Em 30 de janeiro de 1968, os comunistas lançaram ataques coordenados contra as cidades importantes do Vietnã do Sul, na chamada ofensiva do Tet, que coincidiu com o primeiro dia do ano lunar: tomaram a cidade de Hue e ocuparam bairros periféricos de Saigon. Após um mês de combates, as forças do norte foram vencidas, mas o episódio teve forte impacto psicológico nos Estados Unidos.

Ganharam as ruas protestos de estudantes, intelectuais e artistas, e aumentou o número de jovens que fugiam à convocação militar. Pressionado pelos movimentos populares e pelo Congresso, cada vez mais hostil à participação americana na guerra, o presidente Richard Nixon deu início ao processo de "vietnamização" do conflito, pelo qual os sul-vietnamitas assumiram gradualmente todas as responsabilidades militares por sua defesa, embora apoiados pelos Estados Unidos com armas, equipamentos, suporte aéreo e ajuda econômica. Começou a retirada lenta das tropas americanas da região.

Westmoreland foi substituído pelo general Creighton Williams Abrams, que trocou os métodos de destruição maciça do antecessor por pequenas incursões seguidas de ataques aéreos. Em 1969, as forças americanas no Vietnã somavam 540.000 homens; no final de 1971, esse número caíra para 160.000. As tropas saíam desmoralizadas por ações que receberam condenação mundial, como a matança indiscriminada de civis na aldeia de My Lai, e por avanços do inimigo, apoiado por forças de países vizinhos.

Em março de 1972, os norte-vietnamitas lançaram uma grande ofensiva em diversas frentes e ocuparam a província de Quang Tri. Os Estados Unidos responderam com o lançamento de minas em todas as baías e portos do Vietnã do Norte e intenso bombardeio do país. Conversações de paz.

Em outubro de 1968 começaram em Paris as negociações formais para um armistício.

Com patrocínio do governo francês, reuniram-se nos meses seguintes os representantes dos Estados Unidos, Vietnã do Sul, Vietnã do Norte e Frente de Libertação Nacional. Em pouco tempo ficou clara a impossibilidade de um acordo. Em janeiro de 1972 as conversações de Paris foram retomadas pelo secretário de Estado americano Henry Kissinger e pelo enviado norte-vietnamita Le Duc Tho.

Diversas tentativas fracassaram, mas visitas do presidente Nixon a Pequim e Moscou no primeiro semestre de 1972 tiveram resultado positivo e um acordo foi assinado em 27 de janeiro de 1973. Terminava a participação americana na guerra.

O fim do conflito, porém, só aconteceu em 30 de abril de 1975, quando as forças revolucionárias ocuparam Saigon sem combate.

Fonte: pesquisasonline.tripod.com

Guerra do Vietnã

Uma das principais guerras do século XX, a Guerra do Vietnã foi um conflito armado entre 1964 e 1975. Durante uma década, a guerra dominou as manchetes de jornais americanos e de todo o mundo pela brutalidade e pelo fracasso dos Estados Unidos

De um lado uma coalizão de forças incluindo os Estados Unidos, a República do Vietnã (Vietnã do Sul), a Austrália e a Coréia do Sul; do outro estavam a República Democrática do Vietnã, a Frente de Liberação Nacional (FLN) e a guerrilha comunista sul-vietnamita, com ajuda material da União Soviética e da China.

Vários presidentes americanos resumiram a ação militar no Vietnã como um ato contra a propagação do comunismo na região. Armas, soldados e dinheiro foram enviados ao país. Os Estados Unidos chegaram a manter cerca de 550 mil soldados na região. Em 1973, após uma derrota vexatória, retiraram suas tropas do Vietnã e deixaram apenas militares que apoiariam as tropas locais. O final da guerra aconteceu em 1975, quando o governo de Saigon (capital do Vietnã do Sul) se rendeu aos vietcongs.

A ORIGEM DO CONFLITO

Vietnã, Laos e Camboja faziam parte do território conhecido como Indochina que, desde o final do século XIX, eram colônias francesas. Durante a Segunda Guerra Mundial, o Japão avançou sobre o Sudeste Asiático e anexou a região sob seu domínio. Liderados por Ho Chi Minh, os vietnamitas se organizaram na Liga Revolucionária para a Independência do Vietnã com o objetivo de reagir contra os japoneses. Logo após o final da 2ª Guerra, os vietnamitas proclamaram, na parte norte do país, a República Democrática do Vietnã.

Em 1946, a tentativa francesa de restabelecer o colonialismo no Sudeste Asiático provocou a Guerra da Indochina, em que o imperialismo francês enfrentou grupos de guerrilhas no Vietnã e no Laos, culminando com a derrota francesa na Batalha de Dien Bien-phu em 1954.

A Conferência de Genebra, de 1954, convocada para negociar a paz, reconheceu a independência do Camboja, Laos e Vietnã.

Outra medida da conferência foi que, até as eleições gerais de 1956, o Vietnã independente ficaria divido em:

Vietnã do Norte: socialista, governado por Ho Chin Minh e com capital em Hanói
Vietnã do Sul: pró-capitalista, liderado por Ngo Dinh-diem e cuja capital era Saigon

Outras determinações da Conferência de Genebra:

Haveria entre os dois países uma Zona Desmilitarizada (ZDM)

Em 1956, seriam realizadas, sob supervisão internacional, eleições livres para unificar o país. Os Estados Unidos presentes no encontro não assinaram o acordo

INÍCIO DA INFLUÊNCIA AMERICANA

Com o aquecimento da Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética, a rivalidade entre Vietnã do Norte e do Sul aumentou. Desde fevereiro de 1955, os Estados Unidos, aliados de Ngo Dinh Diem, católico e favorável à contenção do comunismo na Ásia, começaram a treinar sul-vietnamitas para lutar contra o Vietminh (Liga da Independência do Vietnã, sucessora do Partido Comunista Indochinês).

O cancelamento das eleições populares pelo governo do Vietnã do Sul desencadeou a Guerra do Vietnã, em 1960. No mesmo ano, como forma de oposição à divisão do país, os sul-vietnamitas organizaram a Frente Nacional de Libertação (FNL). Formada por guerrilheiros socialistas conhecidos como vietcongs, a FNL recebeu o apoio do Vietnã do Norte.

No intuito de barrar a expansão do socialismo na região, os Estados Unidos se aproximaram do governo do Sul e enviaram ajuda militar para combater os insurgentes. O então presidente americano, John Kennedy, aumentou para 15 mil o número de conselheiros militares na região. Era o início de uma nova guerra no país.

UM MASSACRE AMERICANO

Com a ajuda dos americanos, e um poderoso arsenal bélico, os sul-vietnamitas atacaram durante uma década os insurgentes do norte. Em 1964, o presidente Lyndon Johnson decidiu intervir militarmente no país, alegando que navios americanos tinham sido atacados por lanchas do Vietnã do Norte. O número de soldados americanos no país aumentou. Com a ajuda de helicópteros - usados pela primeira vez em uma guerra - as tropas se deslocavam rapidamente para qualquer lugar do país, propiciando aos soldados participarem de mais combates do que na 2ª Guerra.

Uma nova escalada de guerra começou em 1965, quando o governo dos Estados Unidos iniciou um bombardeio sistemático sobre o Vietnã do Norte. Em janeiro de 1968, o Vietnã do Norte e os vietcongs desencadearam a 'ofensiva do Tet' (o ano-novo vietnamita), ocupando Hué. A ofensiva teve como resultado a suspensão dos bombardeiros por parte do presidente americano Johnson e a ocupação de importantes cidades do sul pelos norte-vietnamitas.

Nesse mesmo ano, tem início, em Paris, as conversações entre Hanói e Washington para o fim da guerra. Em seguida, o debate se estendeu para os representantes de Saigon e da FNL. As tratativas não tiveram resultados, porque os Estados Unidos se recusaram a retirar suas tropas do país.

O DESCONTENTAMENTO DA OPINIÃO PÚBLICA

Além de despejarem sobre o Vietnã milhões de toneladas de bombas químicas de alto poder destrutivo, como as de 'napalm', condenadas pelas Nações Unidas, os Estados Unidos investiram mais de 250 bilhões de dólares no conflito. No auge da guerra, mantiveram na região 550 mil soldados americanos.

 

Guerra do Vietnã
Retrato da guerra

Kim Phuc (à direita) foge de incêndio

Guerra do Vietnã
Foto da menina Kim Phuc, umas das mais famosas fotos da Guerra do Vietnã

A opinião pública foi altamente influenciada pelas imagens marcantes que eram divulgadas da guerra. Pela primeira vez, transmissões puderam ser vistas em todo o mundo, provocando o descontentamento com a ofensiva americana. Um exemplo foi o confronto de 8 de junho de 1972, quando um avião do Vietnã do Sul lançou, acidentalmente, sua carga de 'napalm' no vilarejo de Trang Bang. Com a roupa em chamas, a pequena Kim Phuc eternizaria a imagem cruel da disparidade da guerra. Phuc fugiu do vilarejo com a família, para ser hospitalizada. A menina sobreviveu e, atualmente, mora nos Estados Unidos.

Mesmo com o poderoso arsenal bélico, os norte-americanos foram derrotados. Os norte-vietnamitas usaram melhor as estratégias de guerrilha, aproveitando-se das vantagens geográficas (selva fechada e calor de 40 graus). O exército americano se retirou da região em 1973, encerrando a mais longa guerra em sua história. Cerca de 60 mil soldados americanos morreram no Vietnã e mais de 300 mil ficaram feridos. Do lado vietnamita, a baixa foi muito mais alta. Estimativas indicam que mais de 500 mil tenham morrido e milhões ficaram feridos.

Alguns militares ficaram mais dois anos no Vietnã do Sul, enquanto o país ainda lutava contra o Norte. O final da guerra, no entanto, só foi declarado em 30 de abril de 1975. Tanques norte-vietnamitas invadiram o palácio presidencial em Saigon, encerrando a guerra. Os últimos militares americanos no país buscaram segurança no telhado de sua embaixada. No ano seguinte, o Vietnã se reunificou e se transformou em um Estado socialista, com a denominação de República Socialista do Vietnã.

Fonte: revistaepoca.globo.com

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