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Guerra do Vietnã

Conflito entre o Vietnã do Sul, apoiado pelos Estados Unidos, e o Vietnã do Norte.

Tem início em 1959, quando a guerrilha comunista do sul (Vietcongue) e as tropas do norte tentam derrubar o regime pró-Ocidente no Vietnã do Sul e reunificar o país.

Em 1961, os EUA começam a se envolver no conflito, auxiliando o regime anticomunista do sul.

O apoio se amplia até a completa intervenção militar, a partir de 1965.

Dez anos depois a guerra chega ao fim, após a retirada norte-americana e a tomada de Saigon (capital do Vietnã do Sul) pelos comunistas.

A participação dos EUA é parte da disputa entre o capitalismo norte-americano e o socialismo soviético pela hegemonia mundial.

Em 1976, o Vietnã é reunificado, e os norte-americanos sofrem a maior derrota de sua história.

Divisão do Vietnã

Em 1946, a Liga pela Independência (Vietminh), criada na luta contra o domínio francês na Indochina, forma um Estado no norte do Vietnã sob a liderança do dirigente comunista Ho Chi Minh.

Começa então a guerra entre a França e o Vietminh.

Em 1949, os franceses estabelecem o Estado do Vietnã no Sul, instalam como rei Bao Daï e, no ano seguinte, legitimam a independência.

O Vietminh não reconhece a decisão e reivindica o controle sobre todo o país.

Esse conflito acaba em maio de 1954 com a derrota francesa na Batalha de Diem Bien Phu.

O acerto feito na Conferência de Paz de Genebra, no mesmo ano, impõe a retirada das tropas da França e divide o Vietnã em dois: o do Norte, sob o regime comunista de Ho Chi Minh, e o do Sul, que se torna Monarquia independente, liderado por Bao Daï.

Golpes militares

Por exigência dos EUA, o acordo marca para julho de 1956 um plebiscito em que o povo vietnamita decidiria acerca da reunificação.

Mas, no sul, o primeiro-ministro Ngo Dinh Diem dá um golpe de Estado em 1955, instalando uma ditadura militar contrária à reunificação.

As Forças Armadas sulistas passam a receber dinheiro e treinamento militar dos EUA.

Em 1959 começa a guerrilha: os vietcongues sabotam bases norte-americanas e ameaçam o governo de Diem.

Apoiada por Ho Chi Minh, a resistência comunista do sul cria, em 1960, a Frente de Libertação Nacional (FLN), tendo como braço armado o Exército vietcongue.

O presidente norte-americano John Kennedy reage e envia para o Vietnã do Sul 15 mil conselheiros militares.

Em 1963, Diem é assassinado no primeiro de uma série de golpes militares que estabelecem o caos político e levam os EUA a intervir definitivamente na guerra.

Escalada norte-americana

A efetiva intervenção militar norte-americana é decidida em 1964.

O pretexto é o suposto ataque norte-vietnamita a navios norte-americanos no golfo de Tonkin.

O Vietnã do Sul recebe reforço de tropas dos EUA, que dão início a sistemáticos ataques aéreos ao norte.

O Exército vietcongue resiste com táticas de guerrilha aos sofisticados armamentos ocidentais.

Em janeiro de 1968, guerrilheiros e soldados norte-vietnamitas invadem a Embaixada dos EUA em Saigon, atacam quase todas as bases norte-americanas e marcham sobre as principais cidades do sul.

As forças norte-americanas e sul-vietnamitas respondem com ferocidade, provocando a morte de 165 mil vietnamitas.

Nos EUA, o governo norte-americano enfrenta crescentes protestos pacifistas.

Cessar-fogo

Os bombardeios sobre Hanói em 1972 e o bloqueio de portos norte-vietnamitas não dão resultado.

Em 1973, os EUA aceitam o Acordo de Paris, que estabelece o cessar-fogo.

São convocadas eleições gerais no Vietnã do Sul e libertados os prisioneiros de guerra.

Os EUA perdem 45.

941 soldados, têm 800.

635 feridos e 1.

811 desaparecidos em ação.

Não há dados seguros sobre as baixas vietnamitas, mas sabe-se que ultrapassam 180 mil.

Com a retirada dos norte-americanos, em 1975, o confronto transforma-se em guerra civil entre vietcongues e forças sulistas.

Fonte: www.geocities. yahoo.com.br

Guerra do Vietnã

A Guerra do Vietnã foi o mais longo conflito militar que ocorreu depois da II Guerra Mundial.

Estendeu-se essa guerra em dois períodos distintos.

No primeiro deles, as forças nacionalistas vietnamitas, sob orientação do Viet-minh (a liga vietnamita), lutaram contra os colonialistas franceses, entre 1946 a 1954.

No segundo, uma frente de nacionalistas e comunistas - o Vietcong - enfrentaram as tropas de intervenção norte-americanas, entre 1964 e 1975.

Com um pequeno intervalo entre os finais dos anos 50 e início dos 60, a guerra durou quase 20 anos.

Na verdade, devido a sua irradiação, seria melhor dizer Guerra da Indochina, do qual o Vietnã é uma das partes.

A Indochina, região assim chamada por ser uma zona intermediária entre a Índia e a China, ocupa uma península do sudoeste asiático e está dividida entre o Vietnã (subdividido em Tonquim e Conchinchina), o Laos e o reino do Camboja.

Toda essa região caiu sob domínio do colonialismo francês entre 1883-5 e assim ficou até a ocupação japonesa, entre 1941-45.

Com a queda da França em 1940, formou-se o governo colaboracionista de Vichy, aliado dos nazistas.

Em vista disso os japoneses permitiram uma certa autonomia administrativa feita por franceses.

Mas em 1945, com a derrota do Japão, os franceses tentaram recolonizar toda a Indochina.

Ho Chi Minh

Ho Chi Minh ("aquele que ilumina"), nasceu em 1890 numa pequena aldeia vietnamita, filho de um professor rural.

Tornou-se um dos mais importantes e lendários líderes nacionalistas e revolucionários do mundo do após-guerra.

Viajou muito jovem como marinheiro e tornou-se socialista quando viveu em Paris, entre 1917 e 1923.

Quando ocorreu as Conferências de Versalhes, em 1919, para fixar um novo mapa mundial, o jovem Ho Chi Minh (então chamado de Nguyen Ai quoc, o "patriota"), solicitou aos negociadores europeus que fosse dado ao Vietnã um estatuto autônomo.

Ninguém lhe deu resposta, mas Ho Chi Minh tornou-se um herói para o seu povo.

Em 1930 ele fundou o Partido Comunista Indochinês e seu sucessor, o Viet-mihn (Liga da Independência do Vietnã), em 1941, para resistir à ocupação japonesa.

Foi preso na China por atividade subversiva e escreveu na prisão os "Diários da Prisão", em chinês clássico, uma série de poemas curtos, onde enalteceu a luta pela independência.

om seus companheiros mais próximos, Pahm Van Dong e Vo Nguyen Giap, lançou-se numa guerra de guerrilhas contra os japoneses, obedecendo à estratégia de Mao Tse Tung de uma "guerra de longa duração".

Finalmente, em 2 de setembro de 1945, eles ocupam Hanói (a capital do norte) e Ho Chi Minh proclamou a independência do Vietnã.

Mas os franceses não aceitaram.

O Gen.

Leclerc, a mando do Gen.

De Gaulle, recebeu ordesn de reconquistar todo o norte do país, nas mãos dos comunistas de Ho Chi Minh.

Isso irá jogar a França na sua primeira guerra colonial depois de 1945, levando-a a derrota na batalha de Diem Biem Phu, em 1954, quando as forças do Viet-minh, comandadas por Giap, cercam e levam os franceses à rendição.

Depois de 8 anos, encerrou-se assim a primeira Guerra da Indochina.

A Conferência de Genebra

Em Genebra, na Suíça, os franceses acertaram com os vietnamitas um acordo que previa:

  1. o Vietnã seria momentaneamente dividido em duas partes, a partir do paralelo 17, no Norte, sob o controle de Ho Chi Minh e no Sul sob o domínio do imperador Bao Dai, um títere dos franceses;
  2. haveria entre eles uma Zona Desmilitarizada (ZDM);
  3. seriam realizadas em 1956, sob supervisão internacional, eleições livres para unificar o país.

    Os Estados Unidos presentes no encontro não assinaram o acordo.

A ditadura de Diem

Entrementes no Sul, assumia a administração em nome do imperador, Ngo Dinh Diem, um líder católico, que em pouco tempo tornou-se o ditador do Vietnã do Sul.

Ao invés de realizar as eleições em 1956, como previa o acordo de Genebra, Diem proclamou a independência do Sul e cancelou a votação.

Os americanos apoiaram Diem porque sabiam que as eleições seriam vencidas pelos nacionalistas e pelos comunistas de Ho Chi Minh.

Em 1954, o Gen.

Eisenhower, presidente dos Estados Unidos, explicou a posição americana na região pela defesa da Teoria de Dominó: "Se vocês porem uma série de peças de dominó em fila e empurrarem a primeira, logo acabará caindo até a última.se permitirmos que os comunistas conquistem o Vietnã corre-se o risco de se provocar uma reação em cadeia e todo os estados da Ásia Oriental tornar-se-ão comunistas um após o outro."

A partir de então Diem conquistou a colaboração aberta dos EUA, primeiro em armas e dinheiro e depois em instrutores militares.

Diem reprimiu as seitas sul-vietnamitas, indispôs-se com os budistas e perseguiu violentamente os nacionalistas e comunistas, além de conviver, como bom déspota oriental, com uma administração extremamente nepótica e corrupta.

Em 1956, para solidificar ainda mais o projeto de contenção ao comunismo, especialmente contra a China, o secretário John Foster Dulles criou, em Manilla, a OTASE (Organização do Tratado do Sudeste Asiático), para servir de suporte ao Vietnã do Sul.

A Guerra do Vietnã

A segunda guerra da Indochina

A Guerra Civil e a intervenção americana

Com as perseguições desencadeadas pela ditadura Diem, comunistas e nacionalista formaram, em 1960, uma Frente de Libertação Nacional (FLN), mais conhecida como Vietcong, e lançaram-se numa guerra de guerrilhas contra o governo sul-vietnamita.

Em pouco tempo o ditador Diem mostrou-se incapaz de por si só vencer seus adversários.

O presidente Kennedy envia então os primeiros "conselheiros militares" que, depois de sua morte em 1963, serão substituídos por combatentes.

Seu sucessor, o presidente L.

Johnson aumenta a escalada de guerra, depois do incidente do Golfo de Tonquim, em setembro de 1964.

Esse incidente provou-se posteriormente ter sido forjado pelo Pentágono para justificar a intervenção.

Um navio americano teria sido atacado por lanchas vietnamitas em águas internacionais (na verdade era o mar territorial norte-vietnamita), quando patrulhava no Golfo de Tonquim.

Assim os norte-americanos consideraram esse episódio como um ato de guerra contra eles, fazendo com que o Congresso aprovasse a Resolução do Golfo de Tonquim, que autorizou o presidente a ampliar o envolvimento americano na região.

A Guerra do Vietnã

Aumento da escalada americana no Vietnã (em soldados)

1960 900
1962 11.000
1963 50.000
1965 180.000
1967 389.000
1969 540.000

Em represália a um ataque norte-vietnamita e vietcong a base de Pleiku e Qui Nhon o presidente Johnson ordena o bombardeios intenso do Vietnã do Norte.

Mas as tentativas de separar o Vietcong das suas bases rurais fracasssa, mesmo com a adoção das chamadas "aldeias estratégicas" que na verdade eram pequenas prisões onde os camponeses deveriam ficar confinados.

A reação contra a guerra e a contra-cultura

A participação crescente dos EUA na Guerra e a brutalidade e inutilidade dos bombardeios aéreos - inclusive com bombas napalm - fez com que surgisse na américa um forte movimento contra a guerra.

Começou num bairro de São Francisco, na Califórnia, o Haight - Aschbury, com "as crianças das flores" (flower children), quando gente jovem lançou o movimento "paz e amor" (peace and love), rejeitando o projeto da Grande Sociedade do pres.

Johnson.

A partir de então tomou forma a movimento da contra-cultura - chamado de movimento hippy - que teve enorme influência nos costumes da geração dos anos 60, irradiando-se pelo mundo todo.

Se a sociedade americana era capaz de cometer um crime daquele vulto, atacando uma pobre sociedade camponesa no sudeste asiático, ela deveria ser rejeitada.

Se o americano médio cortava o cabelo rente como um militar, a contracultura estimulou o cabelo despenteado, cumprido, e de cara com barba.

Se o americano médio tomava banho, opunham-se a ele andando sujos.

Se aqueles andavam de terno e gravata, aboliram-na pelo brim e pela sandália.

Repudiaram também a sociedade urbana e industrial, propondo o comunitarismo rural e a atividade artesanal, vivendo da fabricação de pequenas peças, de anéis e colares.

Se o tabaco e o álcool era a marca registrada da sociedade tradicional, aderiram à maconha e aos ácidos e as anfetaminas.

Foram os grandes responsáveis pela prática do amor livre e pela abolição do casamento convencional e pela cultura do rock.

Seu apogeu deu-se com o festival de Woodstock realizado no Estado de N.

York, em 1969.

A revolta instalou-se nos Campi Universitários, particularmente em Berkeley e em Kent onde vários jovens morrem num conflito com a Guarda Nacional.

Praticamente toda a grande imprensa também se opôs ao envolvimento.

Surgiu entre os negros os Panteras Negras (The Black Panthers) um expressivo grupo revolucionário que pregava a guerra contra o mundo branco americano da mesma forma que os vietcongs.

Passeatas e manifestações ocorriam em toda a América.

Milhares de jovens negaram-se, pela primeira vez na história do país, a servir no exército, desertando ou fugindo para o exterior.

Esse clima espalhou-se para outros continentes e, em 1968, em março, eclodiu a grande rebelião estudantil no Brasil contra o regime militar, implantado em 1964, e em maio, na França, a revolta universitária contra o governo do Gen.

de Gaulle.

Outras ainda ocorreram no México e na Alemanha e Itália.

O filósofo marxista Herbert Marcuse afirmou que a revolução seria feita doravante pelos estudantes e outros grupos não assimilados pela sociedade de consumo conservadora.

A ofensiva do Ano Tet e o desengajamento

Em 30 de janeiro de 1968, os vietcongs fizeram uma surpreendente ofensiva - a ofensiva do Ano Tet (o ano lunar chinês) - sobre 36 cidades sul-vietnamitas, ocupando inclusive a embaixada americana em Saigon.

Morreram 33 mil vietcongs nessa operação arriscada, pois expôs quase todos os quadros revolucionários, mas foi uma tremenda vitória política.

O gen.

Wetsmoreland, que havia dito que "já podia ver a luz no fim do túnel", predizendo uma vitória americana para breve, foi destituído, e o presidente Johnson foi obrigado a aceitar negociações, a serem realizadas em Paris, além de anunciar sua desistência de tentar a reeleição.

Para a opinião pública americana tratava-se agora de sair daquela guerra de qualquer maneira.

O novo presidente eleito, Richard Nixon, assumiu o compromisso de "trazer nossos rapazes de volta", fazendo com que lentamente as tropas americanas se desengajassem do conflito.

O problema passou a ser de que maneira os Estados Unidos poderiam obter uma "retirada honrosa" e manter ainda o seu aliado, o governo sul-vietnamita.

Desde 1963, quando os militares sul-vietnamitas, apoiados pelos americanos, derrubaram e mataram o ditador Diem (aquela altura extremamente impopular), os sul-vietnamitas não conseguiram mais preencher o vácuo de sua liderança.

Uma série de outros militares assumiram a chefia do governo transitoriamente enquanto os combates mais e mais eram tarefa dos americanos.

Nixon passou a reverter isso, fazendo com que os sul-vietnamitas voltassem a ser encarregados das operações.

Chamou-se isso de "vietnamização" da guerra.

Imaginou que abastecendo-os o suficiente de dinheiro e armas eles poderiam lutar sozinhos contra o vietcong.

Transformou o presidente Van Thieu num simples títere desse projeto.

Enquanto isso as negociações em Paris marcavam passo.

Em 1970, Nixon ordenou o ataque a célebre trilha Ho Chi Minh que passava pelo Laos e Camboja e que servia como estrada de abastecimento do vietcong.

Estimulou também um golpe militar contra o neutralista príncipe N.

Sianouk do Camboja, o que provocou uma guerra civil naquele país entre os militares direitistas e os guerrilheiros do Khmer Vermelho (Khmer Rouge) liderados por Pol Pot.

A derrota e a unificação

Depois de imobilizarem militarmente as forças americanas em várias situações, levando-as a serem retiradas do conflito, os norte-vietnamitas de Giap, juntamente com os vietcongs, prepararam-se para a ofensiva final.

Deixaram de lado a guerra de guerrilhas e passaram a concentrar suas forças para um ataque em massa.

Desmoralizado, o exército sul-vietnamita começou a dissolver-se.

Haviam chegado a 600 mil soldados, mas reduziu-se apenas a um punhado de combatentes.

Em dezembro de 1974, os nortistas ocupam Phuoc Binh, a 100 quilômetros de Saigon.

Em janeiro de 1975 começou o ataque final.

O pânico alcança os sul-vietnamitas que fogem para as cercanias da capital.

O presidente Thieu embarca para o exílio e os americanos retiram o resto do seu pessoal e grupos de colaboradores nativos.

Finalmente, no dia 30 de abril, as tropas nortistas ocupam Saigon e a rebatizam como Ho Chi Minh, em homenagem ao líder falecido em 1969.

A unificação nacional foi formalizada em 2 de julho de 1976 com o nome de República Socialista do Vietnã, 31 anos depois de ter sido anunciada.

Mais de um milhão de vietnamitas perecem enquanto que 47 mil mortos e 313 mil feridos ocorreram pelo lado americano, a um custo de US$ 200 bilhões.

Consequências da guerra

O Vietnã foi o país mais vitimado por bombardeios aéreos no século XX.

Caíram sobre suas cidades, terras e florestas, mais toneladas de bombas do que as que foram lançadas na II Guerra Mundial.

Para tentar desalojar os guerrilheiros das matas foram utilizados violentos herbicidas - o agente laranja - que dizimou milhões de árvores e envenenou os rios e lagos do país.

Milhares de pessoas ficaram mutiladas pelas queimaduras provocadas pelas bombas de napalm e suas terras ficaram imprestáveis para a lavoura.

Por outro lado, aqueles que não aceitaram viver no regime comunista fugiram em precárias condições, tornaram-se boat people, navegando pelo Mar da China em busca de um abrigo ou vivendo em campos de refugiados em países vizinhos.

O Vietnã regrediu economicamente a um nível de antes da II Guerra Mundial.

Os Estados Unidos por sua vez saíram moralmente dilacerados, tendo que amargar a primeira derrota militar da sua história.

Suas instituições - a CIA e o Pentágono - foram duramente criticadas e um de seus presidentes, Richard Nixon, foi obrigado a renunciar em 1974, depois do escândalo de Watergate.

Nunca mais o establishment americano voltou a ganhar a integral confiança dos cidadãos.

Fonte: www.terra.com.br

Guerra do Vietnã

Os comunistas liderados por Ho Chi Minh foram os únicos vietnamitas a resistirem a invasão japonesa durante a Segunda Guerra Mundial.

Ao final da guerra, Ho Chi Minh (líder da Liga pela Independência, Vietminh) proclamou a independência do Vietnã.

Os franceses, os colonizadores da Indochina (Laos, Camboja e Vietnã), influenciaram no processo emancipacionista, apoiando outro grupo que dividiu o Vietnã em dois e o mergulhou em uma guerra que se arrastou por mais de trinta anos.

Exércitos franceses combateram os soldados vietminhs até 1954.

Ao final, os franceses foram derrotados, na batalha de Dien Bien Phu.

Um acordo assinado em Genebra permitiu a formação dos dois Vietnãs.

Neste acordo os Estados Unidos exigiu um plebiscito no ano seguinte para decidir pela reunificação ou não.

O plebiscito foi majoritário pela reunificação.

A vitória de Ho Chi Minh era prevista nas eleições a serem realizadas para eleger o novo governo.

Antes, entretanto, Ngo Dinh Diem, anticomunista e pró-norte-americano, deram um golpe de Estado na parte sul do Vietnã, e instalou uma ditadura militar contrária a reunificação.

As forças armadas dos EUA iniciaram o treinamento dos soldados do governo sulista.

Em 1960, o Norte criou o Vietcongue (Frente de Libertação Nacional) para combater o governo e os soldados do Sul.

No ano seguinte, de assessores militares, os soldados norte-americanos entraram de fato na guerra.

O presidente Kennedy mandou 15 mil "conselheiros militares" para o Vietnã de uma só vez.

No Vietnã do Sul, monges budistas queimavam-se vivos em praças públicas para denunciar mundialmente a ditadura e os "compromissos" políticos de Diem.

Em 1963, ele foi assassinado.

Uma série de golpes de Estado sucederam-se, facilitando a intervenção norte-americana.

Em 1965, o presidente Lyndon Johnson dos EUA aumentou o número de tropas e armamentos na guerra.

Ataques aéreos, de caças e bombardeiros, com bombas de fragmentação, napalm e desfolhantes químicos sobre os vietcongues e populações civis aumentaram o horror da guerra.

Do outro lado, a guerra e a guerrilha penetravam as fronteiras da parte sul.

No dia 31 de janeiro de 1968, vietcongues invadiram Saigon e a embaixada dos EUA.

As tropas dos EUA e dos sul-vietnamistas reagiram.

Resultado: 165 mil vietnamitas mortos e 2 milhões de refugiados.

Nos EUA, protestos populares não impediram a permanência das tropas norte-americanas e do horror na guerra.

O EUA bombardeou extensas áreas do norte-vietnamita, bloqueou portos, mas o resultado não foi à derrota do inimigo.

A intervenção norte-americana no Vietnã foi estendida ao Camboja em 1970.

No Camboja, a Khmer Vermelho (Partido Comunista local) apoiava Hanói e os vietcongues com alimentos e rotas de suprimentos militares.

No Camboja, a diplomacia e a CIA norte-americana intervieram pela deposição e ou sustentação de governantes.

Apesar do sofisticado armamento, os vietcongues e a guerrilha favorável aos norte-vietnamitas foi mais bem sucedida.

Em 1973, o EUA retirou-se do Camboja e do Vietnã.

Os vietcongues esmagaram os soldados sul-vietnamistas e reunificaram o país.

No Camboja, o Khmer Vermelho instalou uma das mais sanguinárias ditaduras registradas na História, sob o comando de Pol Pot.

No Camboja, mais da metade da população morreu de fome nos anos subseqüentes.

No Vietnã, o governo e o desenvolvimento da sociedade socialista alcançou resultados diferentes e opostos.

O Vietnã invadiu o Camboja em 1978 e 1979 depondo o governo genocida de Pol Pot.

Mas os desdobramentos da intervenção vietnamitas ainda colocaram o Camboja em situação de guerra até 1988.

O Laos, o mais frágil dos três países da antiga colônia francesa da Indochina, sempre apresentou conflitos externos ou sob influência do Camboja, do Vietnã, da China e do intervencionismo norte-americano na área.

Na ex-Indochina, a guerra perdurou, em alguns pontos, por mais de quatro décadas.

Ao menos duas gerações cresceram, viveram ou morreram sem conhecer a paz.

Próximo dali, outro país emancipado no contexto de Guerra Fria e com guerra civil de longa duração foi o arquipélago que forma a Filipinas.

O intervencionismo norte-americano nas Filipinas foi mais ostensivo e permanente, até porque passou para o controle dos EUA depois da Guerra Hispano-Americana (1898).

Bases militares dos EUA sustentaram e apoiaram os conflitos na Indochina.

Até água filipina era transportada por aviões e navios para ser utilizada pelas tropas norte-americanas no Vietnã e Camboja.

Nas Filipinas, o EUA apoiou a ditadura corrupta de Ferdinad Marcos de 1965 até 1987.

Contra Marcos e o intervencionismo norte-americano, criaram-se grupos guerrilheiros, em geral sob influência do islâmico ou do marxismo.

Fonte: br.geocities.com

Guerra do Vietnã

A Guerra do Vietnã foi o mais longo conflito militar que ocorreu depois da II Guerra Mundial. Estendeu-se essa guerra em dois períodos distintos. No primeiro deles, as forças nacionalistas vietnamitas, sob orientação do Viet-minh (a liga vietnamita), lutaram contra os colonialistas franceses, entre 1946 a 1954. No segundo, uma frente de nacionalistas e comunistas - o Vietcong - enfrentaram as tropas de intervenção norte-americanas, entre 1964 e 1975. Com um pequeno intervalo entre os finais dos anos 50 e início dos 60, a guerra durou quase 20 anos.

Na verdade, devido a sua irradiação, seria melhor dizer Guerra da Indochina, do qual o Vietnã é uma das partes. A Indochina, região assim chamada por ser uma zona intermediária entre a Índia e a China, ocupa uma península do sudoeste asiático e está dividida entre o Vietnã (subdividido em Tonquim e Conchinchina), o Laos e o reino do Camboja. Toda essa região caiu sob domínio do colonialismo francês entre 1883-5 e assim ficou até a ocupação japonesa, entre 1941-45. Com a queda da França em 1940, formou-se o governo colaboracionista de Vichy, aliado dos nazistas. Em vista disso os japoneses permitiram uma certa autonomia administrativa feita por franceses. Mas em 1945, com a derrota do Japão, os franceses tentaram recolonizar toda a Indochina.

Ho Chi Minh

Ho Chi Minh ("aquele que ilumina"), nasceu em 1890 numa pequena aldeia vietnamita, filho de um professor rural. Tornou-se um dos mais importantes e lendários líderes nacionalistas e revolucionários do mundo do após-guerra. Viajou muito jovem como marinheiro e tornou-se socialista quando viveu em Paris, entre 1917 e 1923. Quando ocorreu as Conferências de Versalhes, em 1919, para fixar um novo mapa mundial, o jovem Ho Chi Minh (então chamado de Nguyen Ai quoc, o "patriota"), solicitou aos negociadores europeus que fosse dado ao Vietnã um estatuto autônomo. Ninguém lhe deu resposta, mas Ho Chi Minh tornou-se um herói para o seu povo.

Em 1930 ele fundou o Partido Comunista Indochinês e seu sucessor, o Viet-mihn (Liga da Independência do Vietnã), em 1941, para resistir à ocupação japonesa. Foi preso na China por atividade subversiva e escreveu na prisão os "Diários da Prisão", em chinês clássico, uma série de poemas curtos, onde enalteceu a luta pela independência.

Com seus companheiros mais próximos, Pahm Van Dong e Vo Nguyen Giap, lançou-se numa guerra de guerrilhas contra os japoneses, obedecendo à estratégia de Mao Tse Tung de uma "guerra de longa duração". Finalmente, em 2 de setembro de 1945, eles ocupam Hanói (a capital do norte) e Ho Chi Minh proclamou a independência do Vietnã. Mas os franceses não aceitaram. O Gen. Leclerc, a mando do Gen. De Gaulle, recebeu ordens de reconquistar todo o norte do país, nas mãos dos comunistas de Ho Chi Minh. Isso irá jogar a França na sua primeira guerra colonial depois de 1945, levando-a a derrota na batalha de Diem Biem Phu, em 1954, quando as forças do Viet-minh, comandadas por Giap, cercam e levam os franceses à rendição. Depois de 8 anos, encerrou-se assim a primeira Guerra da Indochina.

A Conferência de Genebra

Em Genebra, na Suíça, os franceses acertaram com os vietnamitas um acordo que previa:

1. o Vietnã seria momentaneamente dividido em duas partes, a partir do paralelo 17, no Norte, sob o controle de Ho Chi Minh e no Sul sob o domínio do imperador Bao Dai, um títere dos franceses;

2. haveria entre eles uma Zona Desmilitarizada (ZDM);

3. seriam realizadas em 1956, sob supervisão internacional, eleições livres para unificar o país. Os Estados Unidos presentes no encontro não assinaram o acordo.

A ditadura de Diem

Entrementes no Sul, assumia a administração em nome do imperador, Ngo Dinh Diem, um líder católico, que em pouco tempo tornou-se o ditador do Vietnã do Sul. Ao invés de realizar as eleições em 1956, como previa o acordo de Genebra, Diem proclamou a independência do Sul e cancelou a votação. Os americanos apoiaram Diem porque sabiam que as eleições seriam vencidas pelos nacionalistas e pelos comunistas de Ho Chi Minh. Em 1954, o Gen. Eisenhower, presidente dos Estados Unidos, explicou a posição americana na região pela defesa da Teoria de Dominó: "Se vocês porem uma série de peças de dominó em fila e empurrarem a primeira, logo acabará caindo até a última... se permitirmos que os comunistas conquistem o Vietnã corre-se o risco de se provocar uma reação em cadeia e todo os estados da Ásia Oriental tornar-se-ão comunistas um após o outro."

A partir de então Diem conquistou a colaboração aberta dos EUA, primeiro em armas e dinheiro e depois em instrutores militares. Diem reprimiu as seitas sul-vietnamitas, indispôs-se com os budistas e perseguiu violentamente os nacionalistas e comunistas, além de conviver, como bom déspota oriental, com uma administração extremamente nepótica e corrupta. Em 1956, para solidificar ainda mais o projeto de contenção ao comunismo, especialmente contra a China, o secretário John Foster Dulles criou, em Manilla, a OTASE (Organização do Tratado do Sudeste Asiático), para servir de suporte ao Vietnã do Sul.

A segunda guerra da Indochina

A Guerra Civil e a intervenção americana

Com as perseguições desencadeadas pela ditadura Diem, comunistas e nacionalista formaram, em 1960, uma Frente de Libertação Nacional (FLN), mais conhecida como Vietcong, e lançaram-se numa guerra de guerrilhas contra o governo sul-vietnamita. Em pouco tempo o ditador Diem mostrou-se incapaz de por si só vencer seus adversários. O presidente Kennedy envia então os primeiros "conselheiros militares" que, depois de sua morte em 1963, serão substituídos por combatentes. Seu sucessor, o presidente L.Johnson aumenta a escalada de guerra, depois do incidente do Golfo de Tonquim, em setembro de 1964. Esse incidente provou-se posteriormente ter sido forjado pelo Pentágono para justificar a intervenção. Um navio americano teria sido atacado por lanchas vietnamitas em águas internacionais (na verdade era o mar territorial norte-vietnamita), quando patrulhava no Golfo de Tonquim. Assim os norte-americanos consideraram esse episódio como um ato de guerra contra eles, fazendo com que o Congresso aprovasse a Resolução do Golfo de Tonquim, que autorizou o presidente a ampliar o envolvimento americano na região.

1960
900
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1963
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1965
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540.000

Em represália a um ataque norte-vietnamita e vietcong a base de Pleiku e Qui Nhon o presidente Johnson ordena o bombardeios intenso do Vietnã do Norte. Mas as tentativas de separar o Vietcong das suas bases rurais fracasssa, mesmo com a adoção das chamadas "aldeias estratégicas" que na verdade eram pequenas prisões onde os camponeses deveriam ficar confinados.

A reação contra a guerra e a contra-cultura

A participação crescente dos EUA na Guerra e a brutalidade e inutilidade dos bombardeios aéreos - inclusive com bombas napalm - fez com que surgisse na América um forte movimento contra a guerra. Começou num bairro de São Francisco, na Califórnia, o Haight - Aschbury, com "as crianças das flores" (flower children), quando gente jovem lançou o movimento "paz e amor" (peace and love), rejeitando o projeto da Grande Sociedade do pres. Johnson.

A partir de então tomou forma a movimento da contra-cultura - chamado de movimento hippy - que teve enorme influência nos costumes da geração dos anos 60, irradiando-se pelo mundo todo. Se a sociedade americana era capaz de cometer um crime daquele vulto, atacando uma pobre sociedade camponesa no sudeste asiático, ela deveria ser rejeitada. Se o americano médio cortava o cabelo rente como um militar, a contracultura estimulou o cabelo despenteado, cumprido, e de cara com barba. Se o americano médio tomava banho, opunham-se a ele andando sujos. Se aqueles andavam de terno e gravata, aboliram-na pelo brim e pela sandália. Repudiaram também a sociedade urbana e industrial, propondo o comunitarismo rural e a atividade artesanal, vivendo da fabricação de pequenas peças, de anéis e colares. Se o tabaco e o álcool era a marca registrada da sociedade tradicional, aderiram à maconha e aos ácidos e as anfetaminas. Foram os grandes responsáveis pela prática do amor livre e pela abolição do casamento convencional e pela cultura do rock. Seu apogeu deu-se com o festival de Woodstock realizado no Estado de N.York, em 1969.

A revolta instalou-se nos Campi Universitários, particularmente em Berkeley e em Kent onde vários jovens morrem num conflito com a Guarda Nacional. Praticamente toda a grande imprensa também se opôs ao envolvimento. Surgiu entre os negros os Panteras Negras (The Black Panthers) um expressivo grupo revolucionário que pregava a guerra contra o mundo branco americano da mesma forma que os vietcongs. Passeatas e manifestações ocorriam em toda a América. Milhares de jovens negaram-se, pela primeira vez na história do país, a servir no exército, desertando ou fugindo para o exterior.

Esse clima espalhou-se para outros continentes e, em 1968, em março, eclodiu a grande rebelião estudantil no Brasil contra o regime militar, implantado em 1964, e em maio, na França, a revolta universitária contra o governo do Gen. de Gaulle. Outras ainda ocorreram no México e na Alemanha e Itália. O filósofo marxista Herbert Marcuse afirmou que a revolução seria feita doravante pelos estudantes e outros grupos não assimilados pela sociedade de consumo conservadora.
A ofensiva do Ano Tet e o desengajamento

Em 30 de janeiro de 1968, os vietcongs fizeram uma surpreendente ofensiva - a ofensiva do Ano Tet (o ano lunar chinês) - sobre 36 cidades sul-vietnamitas, ocupando inclusive a embaixada americana em Saigon. Morreram 33 mil vietcongs nessa operação arriscada, pois expôs quase todos os quadros revolucionários, mas foi uma tremenda vitória política. O gen. Wetsmoreland, que havia dito que "já podia ver a luz no fim do túnel", predizendo uma vitória americana para breve, foi destituído, e o presidente Johnson foi obrigado a aceitar negociações, a serem realizadas em Paris, além de anunciar sua desistência de tentar a reeleição. Para a opinião pública americana tratava-se agora de sair daquela guerra de qualquer maneira. O novo presidente eleito, Richard Nixon, assumiu o compromisso de "trazer nossos rapazes de volta", fazendo com que lentamente as tropas americanas se desengajassem do conflito. O problema passou a ser de que maneira os Estados Unidos poderiam obter uma "retirada honrosa" e manter ainda o seu aliado, o governo sul-vietnamita.

Desde 1963, quando os militares sul-vietnamitas, apoiados pelos americanos, derrubaram e mataram o ditador Diem (aquela altura extremamente impopular), os sul-vietnamitas não conseguiram mais preencher o vácuo de sua liderança. Uma série de outros militares assumiram a chefia do governo transitoriamente enquanto os combates mais e mais eram tarefa dos americanos. Nixon passou a reverter isso, fazendo com que os sul-vietnamitas voltassem a ser encarregados das operações. Chamou-se isso de "vietnamização" da guerra. Imaginou que abastecendo-os o suficiente de dinheiro e armas eles poderiam lutar sozinhos contra o vietcong. Transformou o presidente Van Thieu num simples títere desse projeto. Enquanto isso as negociações em Paris marcavam passo. Em 1970, Nixon ordenou o ataque a célebre trilha Ho Chi Minh que passava pelo Laos e Camboja e que servia como estrada de abastecimento do vietcong. Estimulou também um golpe militar contra o neutralista príncipe N.Sianouk do Camboja, o que provocou uma guerra civil naquele país entre os militares direitistas e os guerrilheiros do Khmer Vermelho (Khmer Rouge) liderados por Pol Pot.

A derrota e a unificação

Depois de imobilizarem militarmente as forças americanas em várias situações, levando-as a serem retiradas do conflito, os norte-vietnamitas de Giap, juntamente com os vietcongs, prepararam-se para a ofensiva final. Deixaram de lado a guerra de guerrilhas e passaram a concentrar suas forças para um ataque em massa. Desmoralizado, o exército sul-vietnamita começou a dissolver-se. Haviam chegado a 600 mil soldados, mas reduziu-se apenas a um punhado de combatentes. Em dezembro de 1974, os nortistas ocupam Phuoc Binh, a 100 quilômetros de Saigon. Em janeiro de 1975 começou o ataque final. O pânico alcança os sul-vietnamitas que fogem para as cercanias da capital. O presidente Thieu embarca para o exílio e os americanos retiram o resto do seu pessoal e grupos de colaboradores nativos. Finalmente, no dia 30 de abril, as tropas nortistas ocupam Saigon e a rebatizam como Ho Chi Minh, em homenagem ao líder falecido em 1969. A unificação nacional foi formalizada em 2 de julho de 1976 com o nome de República Socialista do Vietnã, 31 anos depois de ter sido anunciada. Mais de um milhão de vietnamitas perecem enquanto que 47 mil mortos e 313 mil feridos ocorreram pelo lado americano, a um custo de US$ 200 bilhões.

Consequências da guerra

O Vietnã foi o país mais vitimado por bombardeios aéreos no século XX. Caíram sobre suas cidades, terras e florestas, mais toneladas de bombas do que as que foram lançadas na II Guerra Mundial. Para tentar desalojar os guerrilheiros das matas foram utilizados violentos herbicidas - o agente laranja - que dizimou milhões de árvores e envenenou os rios e lagos do país. Milhares de pessoas ficaram mutiladas pelas queimaduras provocadas pelas bombas de napalm e suas terras ficaram imprestáveis para a lavoura. Por outro lado, aqueles que não aceitaram viver no regime comunista fugiram em precárias condições, tornaram-se boat people, navegando pelo Mar da China em busca de um abrigo ou vivendo em campos de refugiados em países vizinhos. O Vietnã regrediu economicamente a um nível de antes da II Guerra Mundial. Os Estados Unidos por sua vez saíram moralmente dilacerados, tendo que amargar a primeira derrota militar da sua história. Suas instituições - a CIA e o Pentágono - foram duramente criticadas e um de seus presidentes, Richard Nixon, foi obrigado a renunciar em 1974, depois do escândalo de Watergate. Nunca mais o establishment americano voltou a ganhar a integral confiança dos cidadãos.

Fonte: www.algosobre.com.br

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