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Guerra dos Trinta Anos

Conflito religioso entre católicos e protestantes que se estende de 1618 a 1648 e provoca o esfacelamento do Sacro Império Romano-Germânico.

É a primeira grande guerra européia. Tem início na Boêmia (atual República Tcheca), domínio dos Habsburgo. Nobres locais, revoltados com a atitude negativa dos imperadores católicos em relação aos protestantes da região, organizam-se em torno da Liga Evangélica.

Os príncipes católicos reagem, unindo-se na Liga Sagrada. Entre os grupos começam os embates. Em 1618, nobres protestantes invadem o castelo da capital e jogam representantes do Império pela janela - episódio conhecido como a Defenestração de Praga. Mas o grande conflito é deflagrado com a recusa da Liga Evangélica em aceitar a eleição do imperador católico radical Ferdinando II (1578-1637): em represália, faz de Frederico V (1596-1632), um protestante, rei da Boêmia.

Os Exércitos imperiais invadem, de imediato, o território boêmio e derrotam as tropas protestantes. Ferdinando II aproveita a vitória para adotar medidas severas: além de condenar os revoltosos à morte e de confiscar os domínios de Frederico V, retirando-lhe o direito de ser príncipe eleitor, declara abolidos os privilégios políticos e a liberdade de culto.

Todos os demais principados protestantes do Sacro Império Romano-Germânico sentem-se agora ameaçados.

A crise alastra-se pela Alemanha e adquire proporção internacional. Estimuladas pela França, que pressente o perigo do domínio crescente dos Habsburgo, Dinamarca e Suécia entram na guerra. Mas, vencido duas vezes pelas forças imperiais austríacas, o rei dinamarquês Cristiano IV assina a Paz de Lübeck, em 1629.

A França, ao lado das potências protestantes, intervém diretamente no conflito a partir de 1634. É o suficiente para que a Coroa espanhola faça uma aliança com seus parentes Habsburgo e declare guerra aos franceses.

Os suecos cercam Praga. Depois de inúmeras vitórias em solo alemão, o Exército francês chega a assediar Viena. Revoltas em Portugal, na Catalunha e em Nápoles enfraquecem o poder espanhol.

Os Habsburgo são forçados a pedir a paz. O acordo de Westfália, em 1648, marca o fim do poder imperial na Alemanha e o desaparecimento da hegemonia dos Habsburgo. O país sai arrasado da guerra, com a população reduzida de 16 milhões para 8 milhões. No Império constituído de 300 territórios soberanos não há nenhum sentimento nacional comum.

A França é a grande nação vitoriosa: anexa a Alsácia e consolida o caminho para sua expansão. Por sua vez, a Espanha prossegue em luta contra os franceses até que, derrotada pela aliança franco-inglesa, aceita a Paz dos Pirineus, em 1659, o que confirma o declínio de sua supremacia.

Fonte: www.geocities.yahoo.com.br

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