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Guindaste



O guindaste é dito como uma invenção romana, conforme registros anteriores ao século I a.C.Grande parte da História dos guindastes é originado dos escritos do arquiteto romano Vitrúvio (século I a.C.) e de Héron de Alexandria (século I d.C.).

O primeiro dos guindastes e o mais simples conhecido era formado apenas de um único poste fincado no chão, erguido e sustentado por duas cordas amarradas em seu topo.

Neste local, prendia-se uma roldana onde corria a corda utilizada para suspender.

A corda era normalmente enrolada em um molinete fixo a base da estaca.Os guindastes romanos apresentavam sérias limitações.

Apesar de a carga poder ser levantada verticalmente, o ângulo de giro, era muito curto. E só poderia ser erguida até a altura das estacas, sem contar com a imobilidade do equipamento. O que forçava o uso de inúmeros guindastes ou o monta e desmonta continuo.

Guindaste

Guindastes maiores foram desenvolvidos posteriormente usando engrenagens movidas por tração animal, permitindo a elevação de cargas mais pesadas.

Na Alta Idade Média, guindastes portuários foram introduzidos para carregamentos, descarregamentos e construções de embarcações – alguns eram construídos sobre torres de pedra para estabilidade e capacidade extras.

Os primeiros guindastes eram feitos de madeira, mas com a Revolução Industrial, passaram a ser produzidos com ferro fundido e aço.

Atualmente o guindaste é constituído normalmente por uma torre equipada com cabos e roldanas que é usada para levantar e baixar materiais.

Fonte: www.rigger.com.br

Guindaste

A grua certa: fixa, móvel ou ascensional

Viabilidade desse tipo de transporte vertical deve ser analisada por critérios logísticos e de produtividade.

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Pelo aumento de velocidade e produtividade no transporte de materiais, o uso da grua pode ser uma medida economicamente correta. Mas o emprego de peças pré-moldadas de grande porte torna guindastes ou gruas tecnicamente obrigatórios.

Uma frase, muito comum no pensamento de alguns construtores, resume bem como a grua é vista por boa parte do setor: "Não uso porque não tenho verba para isso". Equipamento símbolo de obras grandiosas com orçamentos generosos, as gruas acabaram não se disseminando mais justamente pela imagem que possuem. Dissociaram-se de obras pequenas e médias, em que, supostamente, não há recursos financeiros para esse tipo de "extravagância".

Excluir sumariamente as gruas, porém, pode ser uma medida antieconômica. E, para se saber exatamente quais os ganhos e perdas decorrentes do uso de gruas, é necessário realizar um correto cálculo do uso do equipamento. "Já vi engenheiro de construtora grande dizer que comparou a grua com o custo de uma bomba que levasse concreto ao último pavimento", conta Paulo Melo Alves de Carvalho, diretor de gruas da Alec (Associação dos Locadores de Equipamentos à Construção Civil). "Independente do resultado que ele obteve, o cálculo foi equivocado por não considerar que a grua serve para transportar outras coisas além do concreto."

A melhor forma de saber se a grua é ou não viável em uma determinada obra é elaborando, antes da construção começar, um projeto de canteiro que inclua logística, transportes internos, pontos de recebimento de materiais e acessos à obra. Com isso em mãos, o construtor tem condições de saber o que a grua movimentaria e fazer um comparativo de produtividade, perda de materiais e velocidade de execução.

Também é importante analisar cada canteiro como algo único, evitando generalizações, como uma muito corrente no setor que considera que uma grua substitui 12 trabalhadores enquanto estiver operando. "Índices como esse não devem ser aplicados sem que se baseiem nas condições reais do canteiro", explica Ubiraci Espinelli Lemes de Souza, professor da Poli-USP. "Dependendo do caso, esse número pode ser muito maior ou muito menor."

Além das questões financeiras e gerenciais, há aspectos técnicos que podem ser determinantes na escolha do meio de transporte vertical da obra. Por exemplo: se o projeto prevê a adoção de componentes pesados como painéis, estruturas pré-moldadas ou banheiro pronto, as gruas são obrigatórias. No sentido oposto, a indisponibilidade desses equipamentos na região pode levar à escolha de outros sistemas.

No canteiro

A fase de planejamento não termina aí. Caso a construtora defina o uso da grua, deve informar o calculista. Essa necessidade se deve às cargas que esses equipamentos transmitem ao corpo da estrutura. Uma grua ascensional pesa, em média, 25 t. No caso de gruas com torres fixas, prendê-las às lajes resulta em um aumento de cargas horizontais. Não são raros os casos de necessidade de reforço – mesmo que temporário – da estrutura.

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O consumo de energia também deve ser analisado. Cada grua consome, em média, 35 kVA/h. Por isso, o uso de duas gruas na mesma obra pode aproximar a demanda de energia do limite máximo de entrada instalada pela concessionária. Nesses casos, a construtora deve avisar previamente a concessionária e fazer uma outra entrada, do tipo estaleiro.

A última questão gerencial a se considerar é a contratação da mão-de-obra. Alguns empreiteiros fazem o preço pela metragem do empreendimento, desconsiderando que uma grua reduz a quantidade de trabalhadores no canteiro. "Os benefícios financeiros obtidos com a redução da mão-de-obra vão direto à empresa subcontratada", alerta Fábio Martins Garcia, diretor técnico da construtora paulista Conceito. "É contraditório buscar um sistema pela economia com mão-de-obra e repassar os ganhos."

Com o projeto de canteiro definido, já há subsídios para a especificação adequada do equipamento. Em geral, é analisada a capacidade de carga e o comprimento da lança. No Brasil, as gruas mais usadas em obras de edificação têm momento máximo de 360 t.m e lanças que variam entre 20 e 60 m.

As duas características estão interligadas. Um dos fatores que compõe o cálculo da capacidade de carga é o momento, resultado da multiplicação da capacidade de carga pela distância da ponta da lança ao eixo central (a torre). Por isso, uma grua pode erguer materiais mais pesados nas partes mais próximas da torre. No entanto, a capacidade de carga também pode ser condicionada pela resistência do conjunto polia-cabo. Os locadores e fabricantes devem fornecer manuais técnicos que mostram a capacidade do equipamento em cada situação.

Tipos de grua

Guindaste

Ascensional

Características

Instalada no interior do prédio, passa por janelas abertas nas lajes ou pelo poço do elevador. No primeiro caso, pode ser necessário executar elementos que transfiram essa carga extra para os pilares. Normalmente, a grua tem torre de 6 a 12 m e fica presa em cerca de dois pavimentos abaixo do último pronto. Para desmontar, é recomendável que se "deite" a lança sobre uma laje sem obstáculos após a retirada da torre. Caso a lança fique suspensa sobre, por exemplo, uma caixa d'água, será necessário o uso de guindastes para a retirada das peças.

Vantagens

Como necessita de menos peças que uma grua de torre fixa, o custo médio torna-se menor. O posicionamento central na edificação permite um raio de ação global, principalmente em empreendimentos com apenas uma torre. Além disso, serve-se da própria fundação do edifício.

Desvantagens

Se o canteiro não for bem planejado, o elevador pode ser entregue sem que a grua tenha sido desmontada. Outra questão é o tamanho da lança. Uma grua ascensional com lança longa sobrecarrega a estrutura que a sustenta pelo aumento do peso próprio do equipamento. Esse tipo de grua também exige maior cuidado de impermeabilização. Muitas vezes, a janela em que é implantada atravessa o local onde será executada a caixa d'água. Nesse ponto, haverá concreto com idades diferentes e cuidados de compatibilização e impermeabilização são importantes para evitar vazamentos.

Torre fixa com lança também fixa

Guindaste

Características

Posicionada no lado externo da edificação, deve ser estaiada ou presa ao corpo do edifício. Para desmontar, deve haver espaço no canteiro para que toda a lança fique no chão após a retirada das peças da estrutura.

Vantagens

Se comparada às ascensionais, pode ter maior capacidade de carga e tamanho de lança, além de não interferir no andamento da obra nas lajes. Também pode ser colocada entre duas torres para atender a ambas em empreendimentos com mais de uma edificação.

Desvantagens

Por causa da relação entre peso e altura, necessita de fundação própria. Dependendo do tamanho da lança, há mais risco de interferir nos imóveis vizinhos. A carga horizontal provocada pelo estaiamento ou fixação da torre no prédio não pode ser desconsiderada pelo calculista. Por fim, tem custo médio mais alto que as ascensionais, já que possui mais peças.

Torre fixa com lança móvel

Guindaste

Características

A torre desloca-se sobre rodas apoiadas em trilhos. A pequena "ferrovia" deve ser convenientemente ancorada no solo.

Vantagens

Pode atender a diversos edifícios em condomínios com várias torres, como em conjuntos habitacionais.

Desvantagens

Como não possui estaiamento, nem é presa no corpo dos edifícios, tem altura limitada.

Fonte: www.fernandoavilasantos.kit.net

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