Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Guiné-Bissau  Voltar

Guiné-Bissau

 

Guiné-Bissau

Capital: Bissau
Idioma Oficial: Português
Moeda: Franco CFA


Política: Esta ex-colônia Português sofreu uma guerra civil e golpes diversos, a última em abril de 2012


Economia: instabilidade política e má gestão minaram a economia. País é dependente de culturas primárias - principalmente castanha de caju - e da agricultura de subsistência. Governo muitas vezes luta para pagar salários.


Internacional: País tornou-se ponto de transbordo de drogas da América Latina; exército entraram em confronto com separatistas de Casamança do Senegal em 2006.

História

A terra agora conhecida como Guiné-Bissau foi o reino de Gabu, que era parte do império Mali maior. Depois de 1546 Gabú tornou-se mais autônoma, e pelo menos partes do reino existiu até 1867.

O primeiro europeu a encontrar Guiné-Bissau foi o explorador Português Nuno Tristão em 1446; colonos em ilhas de Cabo Verde obteve os direitos comerciais no território, e tornou-se um centro de comércio de escravos Português. Em 1879, a propósito das ilhas foi quebrado.

O Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (outra colônia Português) foi fundada em 1956, ea guerra de guerrilha dos nacionalistas cresceu cada vez mais eficaz.

Em 1974 os rebeldes controlavam a maior parte do campo, onde formaram um governo que foi logo reconhecida por dezenas de países.

O golpe militar em Portugal em Abril de 1974 animou as perspectivas de liberdade e, em agosto, o governo de Lisboa, assinado um acordo concedendo independência à província.

A nova república tomou o nome de Guiné-Bissau.

Geografia

Um vizinho do Senegal e da Guiné, na África Ocidental, na costa do Atlântico, Guiné-Bissau é de cerca de metade do tamanho da Carolina do Sul.

O país é uma região de baixa altitude costeira de pântanos, florestas tropicais e mangues cobertos de zonas húmidas, com cerca de 25 ilhas ao largo da costa. O arquipélago dos Bijagós estende 30 milhas (48 km) para o mar.

Governo

República.

Guiné-Bissau

Guiné-Bissau foi ocupado e colonizado por Portugal em 1446 para 1974 . Desde a independência até 1994, é governado por um partido único , e João Bernardo Vieira instala o sistema multipartidário.

História Pré-colonial

O século XI ao século XVI , a região da Guiné-Bissau é agora parcialmente sob o controle de um vasto Estado, o Império do Mali , com a qual o poder deve, então, contar com Marrocos e Egito . A partir do século XIII , o reino mandinga de Gabou uma forte influência sobre a região.

Dominação Portuguesa

O primeiro contato europeu com a costa do que viria a ser a Guiné-Bissau criado em 1446 pelo navegador Português Nuno Tristão , matou posição lá. A Portugal estabeleceu alguns assentamentos na costa, chamados por marinheiros Rios da Guiné de Cabo Verde.

Em 1630 , um general da Capitania de Português da Guiné foi criada para administrar o território. Com a cooperação das tribos locais, Portugal participa no comércio triangular e exporta muitos escravos para as Américas, através de Cabo Verde.

Cacheu tornou-se um importante centro de comércio de escravos. Declínios tráfico de do século XIX , e Bissau , construído em 1765 para ser um forte militar e um centro de escravo torna-se um lugar de comércio.

Séculos XIX e XX

Portugal faz pouco interessado no interior até a segunda metade do século XIX . Ele perdeu parte da Guiné em favor da França , incluindo o Casamance , que já foi o centro dos interesses portugueses comerciais na região. Conflito com a Grã-Bretanha sobre as Ilhas de Bolama foi arbitrada em favor de Portugal, com a participação do presidente dos Estados Unidos Ulysses S. Grant.

Antes da Primeira Guerra Mundial , as forças portuguesas subjugou as tribos animistas, com o apoio de uma parte da população muçulmana, e fixou as fronteiras do país.

O interior do Português Guiné foi controlado depois de 30 anos de luta que terminou com a rendição de Bijagós em 1936 . A capital administrativa passou Bolama Bissau em 1941 . Em 1952 , uma emenda constitucional alterou o status da colônia de Português da Guiné, que se tornou uma província ultramarina de Portugal.

Luta pela Independência

Em 1956, Amílcar Cabral e Rafael Barbosa fundou o clandestino Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC). O PAIGC mudou sua sede para Conakry na Guiné Francesa em 1960 e começou uma rebelião armada contra Portugal no próximo ano.

Ele rapidamente ganhou vitória e controlava grande parte do país em 1968 . Ele estabeleceu um poder civil e as eleições organizadas nas áreas passado sob seu controle, enquanto as forças portuguesas e civis foram confinados em suas guarnições e cidades.

Amílcar Cabral foi assassinado em Conacri em 1973 ea liderança veio a Aristides Pereira , que mais tarde tornou-se o primeiro Presidente de Cabo Verde. O PAIGC Assembleia Nacional reuniu-se em Boe e declarou a independência da Guiné-Bissau em 24 de setembro 1973 .

A ONU reconheceu a independência em novembro do mesmo ano pelo voto 93-7 da Assembleia Geral . Um inédito voto denunciou a agressão e ocupação ilegal por Portugal e interveio antes da retirada e do reconhecimento da independência por este último.

Independência

Portugal oficialmente concedida a independência à Guiné-Bissau em 10 de setembro 1974 , após a Revolução dos Cravos e da queda da ditadura de Antonio Salazar , em abril do mesmo ano. Luís Cabral , meio-irmão de Amílcar Cabral tornou-se presidente da Guiné-Bissau. Ele será derrubado em 1980 por um golpe militar liderado pelo primeiro-ministro e ex-comandante das forças armadas, João Bernardo Vieira .

Presidência Vieira

O Conselho Revolucionário liderado por Vieira estava no poder como um governo provisório em novembro de 1980 a março de 1984 , quando o Conselho foi dissolvida e reconstituída Popular da Assembleia Nacional.

A montagem, partido , aprovou a nova Constituição, eleito Presidente Vieira para um mandato de cinco anos e elegeu o Estado poder executivo do Conselho. Presidente acumulado acusações Chefe de Estado, Chefe de Governo e comandante-em-chefe das forças armadas.

O governo Vieira foi vítima de tentativa de golpe de Estado em 1983 , 1985 e 1993 . Em 1986 , o primeiro vice-presidente Paulo Correia foi executado com cinco outras pessoas por traição após um longo julgamento.

Fonte: www.colegiosaofrancisco.com.br/www.fr.wikipedia.org

Guiné-Bissau

Nome completo: A República da Guiné-Bissau
População: 1,5 milhões (ONU, 2011)
Capital: Bissau
Área: 36.125 km ² (13.948 milhas quadradas)
Principais idiomas: Português, Crioulo, línguas africanas
Principais religiões: crenças indígenas, islamismo, cristianismo
Expectativa de vida: 47 anos (homens), 50 anos (mulheres) (ONU)
Unidade monetária: 1 CFA (Communauté Financière Africaine) = 100 cêntimos
Principais exportações: castanha de caju, camarão, amendoim, sementes de palma, madeira serrada
RNB per capita: EUA $ 600 (Banco Mundial, 2011)
Domínio da Internet:. Gw
Código de discagem internacional: 245

GUINÉ-BISSAU, REMANSO DE PAZ

Guiné-Bissau tem estado fechada ao turismo por muitos anos e só recentemente tem-se aberto ao visitante.

E é uma sorte, porque, apesar de ser um dos países mais pobres do continente, é ainda um remanso de paz, com povoações tranquilas, gente amistosa e praias inexploradas.

ALFÂNDEGA E DOCUMENTAÇÃO

Passaporte em vigor, visto obrigatório e passagem de saída.

CLIMA

Clima tropical. As chuvas chegam de abril a novembro.

EQUIPAMENTOS DE VIAGEM

Recomenda-se levar roupa de algodão e calçado cômodo, capa de chuva, óculos de sol, chapéu, protetor solar e repelente contra os insetos.

IDIOMA

O idioma oficial é o português. Também fala-se o português crioulo.

ELETRICIDADE

A corrente elétrica é de 220 volts/Hz.

MOEDA E CÂMBIO

A moeda oficial é o Peso (GWP). Um GWP equivale a 100 centavos. Está proibida a importação ou exportação de moeda do país, mais não é necessária uma declaração de moeda à entrada do país. Pode-se realizar as trocas nos hotéis e nos bancos.

EMERGÊNCIA, SAÚDE E POLICIAMENTO

É imprescindível a vacina contra a febre amarela e a profilaxia anti-malária. Recomendável a vacina contra o tifo e têtano. Não pode-se beber água da torneira e nem comer alimentos sem cozinhar.

É aconselhável levar farmácia bem preparada com analgésicos, antiestamínicos, antidiarréicos, antibióticos, antisépticos, repelentes para insetos, loções calmantes contra mordidas ou alergias, vendas, tesouras, pinças, termômetro e, se necessitar seringas hipodêrmicas levá-las do país de origem.

É recomendável viajar com um seguro médico e de assistência. Para emergências médicas ou policiais se deve solicitar ajuda nas recepções dos hotéis ou no consulado ou embaixada mais próximos.

CORREIOS E TELEFONIA

Tanto em serviço de correios internacional como o telefônico são bastante bons para a região. As chamadas ao estrangeiro do interior do país se fazem através de operadora. Para chamar a Guiné-Bissau da Espanha deve marcar 00-245 mais o número do assinante.

FOTOGRAFIA

É melhor levar material que vai usar, pois embora na capital pode-se encontrar filme facilmente, não é raro que esteja estragados pelo calor ou simplesmente fora de prazos. Por respeito, e para evitar problemas, peça sempre permissão antes de fotografar as pessoas.

HORÁRIO COMERCIAL

Normalmente os comércios abrem das 9 às 10 horas, fazem uma pausa de duas horas para o almôço ao meio dia e continuam até 20 ou 21 horas.

GORJETAS

Se está satisfeito com o serviço, e este não está incluido na conta, o normal é deixar entre 10% e 15% da importância, em conceito de gorjeta.

TAXAS E IMPOSTOS

Existe uma taxa de saída do aeroporto.

Como no resto da região, o mais habitual é preencher um formulário de alfândega enumerando o dinheiro e posses pessoais, incluindo câmaras, eletrônica e joalheria. Ao sair se deixa este formulário e se preenche outro de saída.

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

Guiné-Bissau tem uma extensão de 36.125 quilometros quadrados, e limita-se ao norte com Senegal, ao leste com Guiné, e ao sul e ao oeste com o oceano Atlântico. Todo o território é baixo, exceto no nordeste, onde algumas extensões da planície de Fout Djallon chegam a uma altitude de 100 à 200 metros.

Ao longo da costa abundam os estuários barrentos e os braços de rios. Fazem parte do país o arquipélago das Bissagos e outras ilhas frente à costa. No interior o terreno eleva-se gradualmente entre o rio Geba e a fronteira senegalesa.

Os principais rios (Cacheu, Mansoa, Geba, Corubal, Río Grande de Buba e Cacine) são navegáveis por embarcações menores.

FLORA E FAUNA

Guiné-Bissau contém em seu território vários ecossistemas e, consequentemente, uma grande variedade de espécies vegetais e animais. Especialmente interessante é a fauna própria das zonas pantanosas que se criam nos estuários dos rios.

HISTÓRIA

Guiné-Bissau fez parte do império de Mali quando os portugueses tiveram o primeiro contato com as costas deste país em 1440. Estes não ficariam com o controle do interior do país até 1915.

Os portugueses não se resignaram a deixar o poder, e os guineos tiveram que lutar a guerra de libertação mais prolongada da África.

Embora os rebeldes do Partido Africano para a Libertação de Guiné e Cabo Verde declararam unilateralmente a independência em 1973, não foi até a morte do ditador Salazar em 1974 que Portugal se resignou a abandonar o país.

Amilcar Cabral, líder dos independentistas, foi assassinado seis meses antes de lograr a independência e substituido pelo seu meio irmão Luis Cabral, que convirteu-se no primeiro presidente do novo país.

Após falidos intentos de lograr a união de Cabo Verde e Guiné-Bissau, Cabral foi destituido pelo primeiro ministro, Bernardo Vieira, que pegou o mando do país com determinação e independência.

Em 1991, após muitos anos de governo uni-partidista, Vieira autorizou a criação de partidos de oposição, e em 1994 realizaram-se eleições presidenciais, que foram ganhas por Vieira.

ARTE E CULTURA

Para desfrutar das expressões artísticas e culturais do país, além de algumas construções coloniais, aconselha-se ir, na capital, ao Museu Nacional e ao Centro Artístico Juvenil, onde se preparam os jovens artistas do país. Neste último pode-se obter boas peças a preços razoáveis.

GASTRONOMIA

Guiné-Bissau possui uma rica gastronomia, mistura de portuguesa e africana, na que destacam os produtos do mar. Como curiosidade, o visitante tem a oportunidade de experimentar a carne de macaco. Entre os pratos mais típicos há que mencionar o cachupa, carne de porco com milho e feijão e o arroz com peixe, frango ou vitela.

BEBIDAS

Quanto às bebidas, encontrará algumas marcas renconhecidas de licores e cervejas. Água deve ser engarrafada.

COMPRAS

Os artigos mais apreciados pelos turistas são os artesanatos em madeira, os taburetes com incrustações e as peles. Deve-se evitar comprar peles de espécies protegidas.

POPULAÇÃO E COSTUMES

Guiné-Bissau tem uma população de 1.179.000 habitantes repartidos em numerosos grupos. Os principais são os balante, fulani, majanco e mandinga, fora de alguns mestiços mistura de indígenas e colonizadores europeus.

Ao redor de 65% professa religiões tribais, 30% são muçulmanos e o resto cristãos. Todos os comerciantes libaneses e portugueses abandonaram o país, após a independência, embora alguns tenham voltado nos últimos anos.

ENTRETENIMENTO

Para entreter o espírito e corpo, Guiné-Bissau oferece excelentes e tranquilas praias onde pode-se descansar. Em algumas é possível praticar alguns esportes aquáticos.

Para quem procurar movida noturna, esta é muito reduzida. Na capital e em alguns centros pode-se encontrar bares e lanchonetes.

FESTIVIDADES

As festas oficiais são: 1 de janeiro, 20 de janeiro (morte de Amilcar Cabral), 8 de março (Dia Internacional da Mulher), 1 de maio, 3 de agosto, 24 de setembro (Dia da Independência), 14 de novembro, 25 de dezembro e algumas festas muçulmanas que variam dependendo do calendário lunar.

TRANSPORTES

Avião: As linhas aéreas que cobrem Bissau são TAP (Linhas Aéreas de Portugal), Aeroflot e outras linhas européias. Na África ocidental, Air Senegal e Air Bissau voam a Dakkar

Barco: Pode-se viajar a Gâmbia em umas embarcações muito precárias. Não é recomendável.

Por terra: O transporte público em Bissau consiste em mini-ônibus e táxis coletivos nas rotas principais e umas combes chamadas kandongas nas rotas rurais. São relativamente seguros e muito econômico.

Uma vez saudado como um modelo potencial para o desenvolvimento Africano, Guiné-Bissau é hoje um dos países mais pobres do mundo.

Ele tem uma enorme dívida externa e uma economia que depende fortemente de ajuda externa.

Compondo este, o país experimentou uma guerra civil na década de 1990, em que milhares foram mortos, feridos ou deslocados.

Anteriormente Português Guiné, Guiné-Bissau conquistou a independência de Portugal em 1974, depois de uma longa luta liderada pelo partido de esquerda Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC). Para os próximos seis anos pós-independência líder Luís Cabral presidiu uma economia de comando.

Em 1980, ele foi deposto por seu chefe do Exército, João Vieira, que o acusou de corrupção e má gestão. Vieira levou o país para uma economia de mercado e um sistema multi-partidário, mas foi acusado de compadrio capitalismo, a corrupção ea autocracia. Em 1994, ele foi escolhido como presidente em primeiro da Guiné-Bissau eleições livres.

Quatro anos mais tarde, ele foi deposto depois que ele demitiu seu chefe do Exército, desencadeando uma guerra incapacitante civil. Isto eventualmente terminou após a mediação estrangeira levou a uma trégua, policiado por tropas de paz do Oeste Africano, e eleições livres em janeiro de 2000.

O vencedor da enquete, Kumba Yala, foi deposto por um golpe militar em setembro de 2003. O chefe militar que liderou o golpe de Estado disse que o movimento foi, em parte, uma resposta ao agravamento da situação econômica e política.

Vieira venceu as eleições de 2005, mas seu governo foi um final sangrento em março de 2009, quando soldados renegados entrou em seu palácio eo mataram, supostamente para vingar matando as horas anteriores do chefe do exército, um rival do presidente.

Cultura do país porca vital caju fornece uma vida modesta para a maioria dos agricultores da Guiné-Bissau e é a principal fonte de divisas.

Guiné-Bissau é também um importante pólo para a cocaína contrabandeada da América Latina para a Europa. Vários altos responsáveis militares são acusados de estar envolvidos no tráfico de entorpecentes, provocando temores de que o comércio de drogas possam desestabilizar ainda mais um país já volátil.

Guiné-Bissau
Parlamento da Guiné-Bissau na capital Bissau

Uma cronologia dos principais eventos:

Pré-século 15 - A área do que é hoje Guiné-Bissau está sob a influência do Império do Mali e torna-se um reino tributário conhecido como Gabu.

1446-47 - Português primeiro chegar, posteriormente administrado como parte de Cabo Verde Português, a área torna-se importante a Guiné no comércio de escravos.

1879 - Guiné-Bissau torna-se uma colônia separada. Controle português do interior é lento e às vezes violento, e não efetivamente alcançadas até 1915.

Guerra de independência

1951 - Guiné-Bissau declarou uma província de Portugal.

1956 - Amílcar Cabral estabelece o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

1963-1974 - PAIGC lança uma guerra de independência.

1973 - Amílcar Cabral assassinado. PAIGC declara unilateralmente Guiné-Bissau independente de Portugal e dá-lhe o seu nome atual.

1974 - Portugal concede a independência Guiné-Bissau com Luís Cabral, irmão de Amilcar Cabral, como presidente.

A intervenção militar

1980 - Luís Cabral deposto em golpe militar liderado por João Bernardo Vieira; planos para a unificação com Cabo Verde caiu.

1990 - O Parlamento revoga estado do PAIGC como o único partido legítimo.

1994 - Vieira escolhido como presidente na primeira eleição da Guiné-Bissau livre.

1998 - motins do Exército após sacos Vieira seu comandante do exército, Ansumane Mane Geral, a quem acusou de permitir que armas sejam contrabandeadas para os rebeldes no Senegal.

1999 Maio - Soldados liderados por Ansumane Mane Geral derrubar Vieira.

Junta Militar instala Malam Bacai Sanha, o ex-presidente do parlamento, como presidente interino.

Tensões internas

Janeiro de 2000 - Kumba Yala eleito presidente.

De novembro de 2000 - Mane Geral morto, alegadamente depois de tentar golpe palco.

2001 Janeiro - Guiné-Bissau Resistência (RGB), partido desiste de coalizão, dizendo que não foi consultado sobre uma remodelação do gabinete.

2001 Maio - FMI, Banco Mundial suspender a ajuda ao longo de milhões que faltam fundos de desenvolvimento. Rumo a final do ano uma equipa do FMI elogia melhorias nos controles financeiros.

Novembro de 2001 - Ministro das Relações Exteriores Antonieta Rosa Gomes demitido depois de criticar o Presidente Yala. Crescente preocupação com o comportamento errático do presidente.

Yala deposto

Dezembro de 2001 - Governo diz ter frustrado uma tentativa de golpe por oficiais do exército. Oposição lança dúvidas sobre as alegações. O primeiro-ministro Faustino Imbali está demitido "por não atender às expectativas".

Novembro de 2002 - Presidente Yala diz que pretende dissolver o Parlamento e convocar eleições antecipadas. O movimento acontece em meio a uma linha de longa duração com o seu primeiro-ministro.

2003 14 de setembro - golpe militar derrube Presidente Yala.

2003 28 de setembro - administração civil liderada pelo presidente interino, Henrique Rosa, eo primeiro-ministro interino Antonio Artur Rosa é empossado após militares, partidos políticos concordam em realizar eleições parlamentares e presidenciais.

Março de 2004 - O ex-partido no poder, o PAIGC, ganha a eleição geral.

Outubro de 2004 - Soldados amotinados matar o chefe das forças armadas em busca de demandas, que incluem o pagamento de salários em atraso.

Retornos Vieira

Abril de 2005 - João Bernardo Vieira, ex-presidente derrubado em 1999 rebelião, retorna do exílio em Portugal.

Maio de 2005 - O ex-presidente Kumba Yala, que foi deposto em 2003, declara que ele ainda é o chefe de Estado legítimo. Ele encena uma breve ocupação do prédio presidência.

Julho de 2005 - O ex-líder militar, João Bernardo Vieira ganha uma votação de segundo turno nas eleições presidenciais.

Outubro de 2005 - Depois de algumas semanas no cargo, sacos Presidente Nino Vieira o governo do primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior.

Março-Abril de 2006 - Guiné-Bissau soldados rebeldes senegaleses de batalha ao longo da fronteira sul.

Junho de 2006 - Sindicatos convocar uma greve de três dias sobre o atraso salarial do funcionalismo. As regionais da CEDEAO agrupamento econômico promete cobrir os salários dos professores.

Outubro de 2006 - Guiné-Bissau apela para internacional ajuda para parar de traficantes de pessoas usando seu litoral remoto para contrabandear os migrantes, incluindo asiáticos, para a Europa.

Março-Abril de 2007 - O primeiro-ministro Aristides Gomes renuncia após seu governo perde um voto de não-confiança. Martinho Ndafa Kabi é nomeado como ministro consenso primordial.

Alerta ONU

Junho de 2007 - Os doadores têm uma última oportunidade para salvar Guiné-Bissau do caos e para combater os cartéis de drogas da América Latina, a ONU eo Fundo Monetário Internacional alertaram.

De dezembro de 2007 - O Parlamento passa a anistia lei que garante para qualquer tipo de violência cometidos durante os anos de agitação política entre 1980 e 2004.

De julho de 2008 - Um dos três principais partidos encerra a coalizão de unidade nacional, provocando uma crise política.

De julho de 2008 a agosto - O ministro da Justiça e procurador-geral tanto dizem ter recebido ameaças de morte por prisão de três venezuelanos, o chefe do controle de tráfego aéreo e de seu vice, por suspeita de tráfico de drogas.

De agosto de 2008 - O presidente Vieira dissolve parlamento, o que automaticamente traz a queda do governo de Martinho Ndafa Kabi.

Vieira nomeia ex-primeiro-ministro Carlos Correia para chefiar o governo nos preparativos para as eleições parlamentares de novembro de 2008.

De novembro de 2008 - O presidente Vieira sobrevive a um ataque de arma em sua casa por soldados amotinados, no que parece ser um golpe.
Vieira assassinado

2009 Março - Presidente João Bernardo Vieira é morto a tiros por soldados renegados, horas depois de um ataque a bomba que matou o chefe do exército de funcionários, o general Tagme Na Waie.

Junho de 2009 - Primeira rodada de eleições presidenciais. Dias antes, a polícia militar mata um dos candidatos na tentativa de frustrar um "golpe".

De julho de 2009 - Malam Bacai Sanha, ganha a eleição presidencial em um segundo turno.

Abril de 2010 - Soldados amotinados brevemente deter o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior e substituí-chefe das forças armadas.

EUA nomeia dois altos oficiais militares como traficantes internacionais de drogas e congela ativos dos EUA.

Junho de 2010 - Líder de motim abril, o general Antonio Indjai, é feito chefe do exército.

2010 Agosto - UE anuncia que está terminando a missão para a reforma das forças de segurança da Guiné-Bissau, dizendo falta de respeito pelo Estado de Direito está fazendo esta uma tarefa impossível.

2010 Outubro - EUA expressa preocupação sobre a decisão de Guiné-Bissau governo para restabelecer alegada drogas chefão José Américo Bubo Na Tchuto como chefe da Marinha. Sr. Na Tchuto é um aliado próximo do chefe do Exército, general Antonio Indjai.

Dezembro de 2010 - O ex-chefe do Exército, José Zamora Induta, que foi preso durante motim de abril, é liberado da prisão, mas dias depois colocado sob prisão domiciliar.

2011 Fevereiro - UE suspende parte de sua ajuda à Guiné-Bissau por causa de preocupações sobre a governação e do Estado de direito.

Agitação

2011 Julho-Agosto - Milhares vão às ruas para exigir a renúncia do primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior para a sua incapacidade de conter os preços dos alimentos.

2011 Dezembro - Primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior diz que uma tentativa de golpe contra o presidente Malam Bacai Sanha, montado enquanto o presidente estava a receber tratamento médico no estrangeiro, foi frustrada. Marinha chefe José Américo Bubo Na Tchuto é acusado de planejar o golpe e preso.

2012 Janeiro - O presidente Malam Bacai Sanha morre em hospital de Paris. Nacional cabeça Assembleia Raimundo Pereira torna-se presidente interino.

Abril-Maio de 2012 - Soldados derrubar o governo. O presidente interino Pereira está detido, como é a favorita em uma pesquisa em andamento presidencial, o ex-primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior. Um governo de transição, liderado por Manuel Serifo Nhamadjo, é formado. Políticos e militares concordam em realizar novas eleições dentro de um ano, mas não etapas específicas são tomadas. O Conselho de Segurança impõe proibições de viagens sobre os golpistas e seus apoiadores-chave.

2012 Jul - O Conselho de Segurança da ONU expressa preocupação de que o tráfico de drogas tem aumentado desde o golpe de Estado, e exige um regresso à ordem constitucional.

2012 Outubro - Sete mortos em ataque a um quartel do Exército, que o governo de transição descreve como uma fracassada tentativa de golpe.

Fonte: www.rumbo.com.br/ news.bbc.co.uk

Guiné-Bissau

História

Guiné-Bissau foi em tempos o reino de Gabú (Kansalá), parte do Império do Mali. Certas partes do reino viriam a sobreviver até ao século XVIII. Mas o primeiro império a invadir o território foi o do Gana, por volta do século V. Apesar de animistas, os invasores estabeleceram relações amistosas com os árabes do Magreb e foram tolerantes com o islamismo.

Alguns foram convertidos à religião muçulmana e apelidados de almorávidas. Estes, no século XI, empreenderam uma "guerra santa" a partir do Senegal, tendo-se expandido até à Península Ibérica.

Acabaram por destruir o império do Gana e libertaram muitos povos que estavam dominados, como os Mandingas, os quais iriam invadir o atual território da Guiné no século XIII.

Nesse mesmo século XIII, chegam a esta região da costa ocidental de África os povos Naulu e Landurna, na sequência do declínio do império do Gana. É já no século XIV que esta zona passa a integrar o vasto império do Mali.

Os portugueses chegaram à atual Guiné em 1446 na sua exploração da Costa Africana. O conceito de Guiné do século XV era muito amplo uma vez que abrangia grande parte da África Ocidental a Sul do Cabo do Bojador, que tinha sido dobrado em 1434 por Gil Eanes.

Em 1466, a Coroa portuguesa concedeu a administração da Guiné, desde o Rio Senegal até à Serra Leoa, com excepção das ilhas de Arguim aos capitães de Cabo Verde. Os espanhóis tentaram, em vão, conquistar esta região até se assinar o Tratado de Alcáçovas em 1480.

No segundo quartel do século XVI há uma grande intervenção da pirataria e traficantes franceses, a que se seguiram os ingleses. Durante a dinastia filipina em Portugal (1580-1640) aparecem também os holandeses.

A primeira povoação a ser criada foi Cacheu, em 1588, que se tornou mais tarde na sede das primeiras autoridades coloniais de nomeação régia - os capitães-mor. Cacheu, depois da Cidade Velha na ilha de Santiago em Cabo-Verde, tem uma das mais antigas igrejas católicas do Continente africano.

Em 1630 foi criada a Capitania-Geral da Guiné Portuguesa para a administração do território. A vila de Bissau foi fundada em 1697, como fortificação militar e entreposto de tráfico negreiro.

Em meados do século XVII, a ocupação portuguesa estende-se pelos rios Casamansa, Cacheu, Geba e Buba. Sucede-se até ao século XIX um período de conflitos entre Portugal, a Inglaterra e a França pela posse destes e de outros territórios da Costa Ocidental de África.

Pela Convenção de 1836, Portugal cede à França territórios que virão a constituir a África Ocidental Francesa. O fim da escravatura, o principal negócio da região, levou a que fosse desenvolvida a agricultura e silvicultura, onde operaram grandes companhias que exploravam o amendoim, óleo de palma, algodão e a borracha.

Em 1800 a Inglaterra começa a fazer sentir a sua influência na Guiné, iniciando a sua reivindicação pela tutela da ilha de Bolama, arquipélago dos Bijagós, Buba e todo o litoral em frente.

Em 1870, por arbitragem do presidente dos EUA, Ulysses Grant, a Inglaterra desiste das suas pretensões sobre Bolama e zonas adjacentes.

Em 1879 a Guiné passa a ter um governo próprio. Até aí estava sob jurisdição de Cabo-Verde (Os Rios Grandes da Guiné de Cabo-Verde). Embora os rios e as costas desta área estivessem entre os primeiros locais colonizados pelos portugueses que aí iniciaram o tráfico de escravos com a instalação de feitorias no século XVII, o interior não foi explorado pelos colonizadores até ao século XIX.

Bolama fica localizada na ilha homônima, sucedendo ao antigo concelho criado em 1871 pelos portugueses. Bolama foi elevada à categoria de cidade em 1913 e foi a capital da antiga Guiné Portuguesa até 1941. Em 1942 a capital muda de Bolama para Bissau, que já então era, de fato, a "capital econômica" da Guiné.

A luta pela independência

Nos anos 1950, no quadro da longa história de resistência à ocupação colonial, as ideias independentistas começam a ganhar apoios nalgumas camadas urbanas, traduzidos, em 1956, na criação do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), fundado por Amílcar Cabral.

De entre os movimentos reivindicativos da década de 50, a greve dos marinheiros e estivadores do porto de Bissau, foi violentamente reprimida a 3 de Agosto de 1959, no que ficou para história como o "massacre de Pindjiguiti" e ao qual o PAIGC atribuiu o papel de detonador da reviravolta estratégica que passou a tomar a luta armada como único meio possível para obter a independência da Guiné e Cabo Verde.

A guerra de libertação inicia-se em 1963, tendo a guerrilha do PAIGC rapidamente alargado as frentes de combate e ocupado e administrado, em 1968, cerca de 2/3 do território.

Política e militarmente bem organizado, o PAIGC conquistou um capital de simpatia importante nos fóruns internacionais e em países como a Suécia, URSS, China, Marrocos e Guiné-Conakry, nos meios intelectuais e junto de diversas forças sociais e políticas e da juventude dos países da Europa Ocidental e dos Estados Unidos, o que permitiu obter apoios materiais e logísticos decisivos e importantes vitórias diplomáticas como as intervenções de Amílcar Cabral na Comissão de Descolonização da ONU e a audiência conjunta concedida pelo Papa Paulo VI, no Vaticano, aos líderes da FRELIMO, do MPLA e do PAIGC.

A 20 de Janeiro de 1973 é assassinado, em Conakry, Amílcar Cabral. Três meses após o seu assassínio, é desencadeada a "Operação Amílcar Cabral", cujo objetivo era o de ocupar o quartel de Guiledje, o mais bem fortificado da frente Sul, na certeza de que a sua queda iria acelerar o fim da presença colonial na Guiné.

A 22 de Maio de 1973 o quartel é conquistado. Quatro meses depois, a 24 de Setembro de 1973, reunia-se em Madina do Boé a primeira Assembleia Nacional Popular que declarava a existência de um Estado Soberano, a República da Guiné-Bissau, rapidamente reconhecida por 63 países da comunidade internacional.

A independência chegou com a Revolução dos Cravos portuguesa de 1974. A 10 de Setembro de 1974, Guiné-Bissau foi a primeira colônia portuguesa de África a ter reconhecida a sua independência. Luís Cabral é então eleito primeiro Presidente da República.

Governo de partido único do PAIGC

O irmão de Amílcar Cabral, Luís de Almeida Cabral, foi empossado como o primeiro presidente da República da Guiné-Bissau. Instituiu-se um governo de partido único de orientação marxista controlado pelo PAIGC e favorável à fusão com Cabo Verde.

O governo de Luís Cabral enfrentou sérias dificuldades que chegaram a provocar a escassez de alimentos no país. Luís Cabral foi deposto em 1980 por um golpe militar liderado pelo general João Bernardo Vieira, quadro superior do PAIGC.

Com o golpe, a ala cabo-verdiana do PAIGC separa-se da ala guineense do partido, o que faz malograr o plano de fusão política entre Guiné-Bissau e Cabo Verde. Ambos os países romperam relações, que somente seriam reatadas em 1982.

O país foi controlado por um conselho revolucionário até 1984, ano em que a Guiné-Bissau aprovou a sua atual Constituição. A transição democrática iniciou-se em 1990. Em Maio de 1991, o PAIGC deixou de ser o partido único com a adopção do pluripartidarismo.

As primeiras eleições multipartidárias tiveram lugar em 1994 tendo o PAIGC obtido a maioria na Assembleia Nacional Popular sendo João Bernardo Vieira eleito Presidente da República.

Nesse ano o país faria a transição para um sistema de economia de mercado através do Ministro Manuel dos Santos

Guerra civil e instabilidade política

Uma insurreição militar, em Junho de 1998, liderada pelo general Ansumane Mané, levou à deposição do presidente Vieira e a uma sangrenta guerra civil. Mais de 3 mil pessoas fogem do país.

O conflito somente se encerrou em Maio de 1999, quando Ansumane Mané entregou a presidência provisória do país ao líder do PAICG, Malam Bacai Sanhá, que convocou eleições gerais.

Clima

Guiné-Bissau é atravessada pela zona inter-tropical de convergência e sofre por conseguinte a influência da monção (ar quente e húmido do Oceano Atlântico) durante a estação húmida e do harmattan (ar quente e seco que provém do Sara) durante a estação seca.

Podem distinguir-se três zonas de precipitação: a zona do Sul (Tombali, Quinara e Bolama-Bijagós) caracterizada por uma média anual superior a 2.000 mm; a zona Noroeste (Bissau, Biombo, Cacheu e Oio) caracterizada por uma média anual entre 1.400 e 1.800 mm; a zona Leste (Bafatá e Gabú) onde a precipitação anual média é inferior a 1.400 mm.

O máximo das precipitações é atingido em Agosto, sendo a média mensal superior a 400 mm. O mínimo, próximo de 0, ocorre durante os meses de Dezembro a Abril.

As temperaturas oscilam entre 22°C e 38°C (média mensal: 30°C) em Abril e Maio, imediatamente antes do período das chuvas, entre 22°C e 30°C (média mensal: 26°C) em Agosto e Setembro e entre 16°C e 32°C (média mensal: 24ºC) em Dezembro.

O clima da Guiné-Bissau é húmido no litoral centro e sul do território (humidade relativa compreendida entre 75 e 90%) e mais seco no resto do território (humidade relativa compreendida entre 55 e 75%).

Estado do ar e alterações climáticas

Segundo a Comunicação Nacional Inicial da Guiné-Bissau sobre as Alterações Climáticas (2004), as emissões de CO2 constituíram em 1994 (ano de referência) 91% das emissões do país. Cada cidadão emitiu cerca de 2762,51 kg E-CO2 (equivalente dióxido de carbono).

As emissões provinham essencialmente do setor da energia, nomeadamente do consumo dos combustíveis derivados do petróleo e da biomassa florestal (madeiras e carvão).

Com base nos dados apresentados nesse documento oficial, observa-se que o balanço emissão/sequestro de CO2 é muito positivo para a Guiné-Bissau. Com efeito, em 1994, as emissões de CO2 representavam cerca de 1.360 Gg e as quantidades de sequestro de CO2 totalizavam aproximadamente 11.288,4 Gg.

Os setores da agricultura e da pecuária são responsáveis pela maior parte das emissões conjuntas de Ch2 (93%), N2O (100%), CO (98%) e NOx (79%).

No entanto, as emissões são baixas: 31,84 Gg de Ch2, 106,32 Gg de CO e valores negligenciáveis (< 5 Gg) de N2O e NOx. A maior parte do CO provém da prática ancestral de queimadas dos resíduos agrícolas e da savana. Os valores de emissões do setor da indústria e outros setores são negligenciáveis. O problema da poluição atmosférica em meio urbano não parece importante devido à baixa densidade do tráfego.

Com base nos dados recolhidos em 1994 e tendo em conta as tendências atuais no que diz respeito ao ambiente na Guiné-Bissau e ao crescimento dos gases de efeito de estufa na atmosfera à escala global, o serviço de meteorologia projetou para 2100 uma diminuição de 11,7% da pluviosidade, um aumento de 2% da temperatura e um aumento de 50 cm do nível médio do mar.

Deve notar-se que uma diminuição dos recursos florestais pode agravar este cenário, na sequência de uma redução do sequestro de CO2, uma diminuição mais importante da pluviosidade e uma redução das barreiras naturais (os mangais) contra o progresso da água salgada. Dada a proporção de terras baixas no território e a população que as povoa, as ameaças mais fortes poderão vir a ser a subida do nível do mar e a intrusão salina nos lençóis freáticos.

No âmbito do Protocolo de Quioto, a Guiné-Bissau instaurou uma Comissão Nacional para as Alterações Climáticas (presidida pelo Ministro dos Recursos Naturais) e finalizou o seu Plano de Ação Nacional de Adaptação. O país está a proceder igualmente à quantificação da biomassa de algumas das suas florestas comunitárias. A Guiné-Bissau está por conseguinte praticamente pronta a realizar projetos de adaptação no âmbito dos "Mecanismos de Desenvolvimento Limpo".

Geografia e População

República da Guiné-Bissau está situada no hemisfério norte, entre a República do Senegal ao norte, a República da Guiné ao leste e ao sul e o Oceano Atlântico ao oeste. O seu território está compreendido entre os paralelos 10° 59' e 12° 20' de latitude norte e entre os meridianos 13° 40' e 16° 43' de longitude ocidental, numa zona de transição biogeográfica guineense-congolesa e sudanesa.

A Guiné-Bissau cobre uma superfície de 36.125 km² (com uma placa continental de 53.000 km²) e está dividida em quatro zonas bem distintas:

Uma costa Atlântica de cerca de 180 km constituída por estuários largos e profundos, de mangais, de pântanos e florestas que se estiram da baixa Casamança (Sul do Senegal) ao norte até à fronteira com a República da Guiné ao sul.

O arquipélago dos Bijagós, com uma superfície de 10.000 km² composta por 1.000 km² de ilhas sedimentares e 9.000 km² de mar. As cerca de 40 ilhas, das quais apenas 20 são habitáveis, têm pouca elevação, uma vegetação luxuriante e bonitas praias. Em 1996, o arquipélago foi declarado "Reserva da Biosfera" pela UNESCO e dois grupos de ilhas são parques nacionais - Orango e João Vieira/Poilão.

Vastas planícies, situadas ligeiramente acima do nível do mar, cobertas por savanas arbustivas ao norte e uma floresta sub-húmida, quase virgem, ao sul. Tais planícies são atravessadas por grandes rios, dos quais os mais importantes são o Corubal, o Cacheu, o Mansoa, o Geba e o Rio Grande de Buba.

Ao leste, colinas e planaltos ascendem pouco a pouco para os contrafortes das montanhas do Fouta Djalon, sem ultrapassar os 300 metros de altitude.

As subdivisões administrativas são nove: oito regiões (Cacheu, Oio, Gabu, Bafatá, Quínara, Tombali, Bolama-Bijagós e Biombo) e o setor autônomo de Bissau. Cada região é dividida em setores e estes por sua vez são divididos em seções que agrupam várias tabancas (aldeias). Segundo dados de 1991 (data do último recenseamento da população) do Instituto Nacional de Estatística e Censo, a Guiné-Bissau tem 38 setores, 103 seções e cerca de 5.000 tabancas.

A população guineense passou de 505.000 pessoas em 1950 para 1.300.000 hoje em dia, das quais 67% vivem nas zonas rurais. A densidade média é de 28 habitantes por km².

A taxa de crescimento anual da população é de 3% a nível nacional e de 5% nas zonas urbanas. A população de Bissau está estimada atualmente em mais de 250.000 pessoas. Cerca de 26% da população total vive nas duas cidades principais - Bissau, a capital, e Gabu.

Quanto à população das ilhas, das cerca de 27.000 pessoas a maioria vive nas cidades de Bubaque e Bolama.

Os povos da Guiné-Bissau são muito diversos e heterogéneos sobretudo tendo em conta a dimensão reduzida do País e o número de habitantes pouco elevado.

A população reparte-se em cerca de vinte etnias diferentes das quais a mais numerosa é constituída pelos Balantas (27% da população), que seguem uma organização social primeva estruturada em classes de idade, sem outros critérios hierárquicos, e habitam as regiões litorais onde cultivam o arroz.

As outras etnias importantes são os Fulas, sobretudo criadores de gado (cerca de 22%), os Mandingas, sobretudo comerciantes (12%), os Manjacos (11%), caracterizados pelo poder econômico adquirido principalmente pelos seus emigrantes, e, finalmente, os Papéis (10%), concentrados em redor da cidade de Bissau.

Os Bijagós são os habitantes das ilhas e constituem povoamentos de animistas, praticando ritos e cerimônias maioritariamente secretos, ritos esses que variam de uma ilha a outra.

Ambiente

A República da Guiné-Bissau está situada no hemisfério norte, entre a República do Senegal ao norte, a República da Guiné ao leste e ao sul e o Oceano Atlântico ao oeste. Está compreendida entre os paralelos 10° 59' e 12° 20' de latitude norte e entre os meridianos 13° 40' e 16° 43' de longitude ocidental, e situada numa zona de transição bio-geográfica guineense-congolesa e sudanesa.

A Guiné-Bissau cobre uma superfície de 36.125 km², com uma placa continental de 53.000 km² sobre a qual se encontra também o arquipélago dos Bijagós (englobando 40 ilhas das quais apenas 20 são habitáveis). Este arquipélago cobre uma superfície de 10.000 km² (1000 km² de ilhas sedimentares e 9000 km² de mar). A costa do território continental tem um comprimento de 180 km.

O País partilha com o Senegal uma zona comum da Zona Econômica Exclusiva situada entre os azimutes 268° e 220°, traçados a partir do Cabo Roxo na fronteira terrestre entre os dois Estados. A zona é administrada por um organismo paritário, a Agência de Gestão e de Cooperação, para a exploração comum do conjunto dos recursos.

Os valores naturais da Guiné-Bissau estão entre os mais importantes da África ocidental. Esta região é caracterizada por uma vasta inter-penetração dos meios terrestres e marinhos e pela presença de numerosos e vastos estuários, um enorme arquipélago que emerge de águas marinhas pouco profundas, vastas extensões de mangais que servem de locais de reprodução e crescimento de várias espécies aquáticas, bancos de areia, bem como florestas sub-húmidas.

Estes habitats são essenciais para a sobrevivência tanto das espécies de interesse econômico como das espécies classificadas a nível mundial como raras ou ameaçadas.

Destas últimas, podem observar-se na zona costeira da Guiné-Bissau quatro espécies de tartarugas marinhas (em especial na ilha de Poilão, o maior local de nidificação da tartaruga verde Chelonia mydas da África ocidental), o manatim africano (Trichechus senegalensis), o chimpanzé (Pano troglodytes) e o hipopótamo (Hippopotamus amphibius).

Esta região é igualmente reconhecida como uma das mais ricas de África em termos de aves migratórias provenientes do norte da Europa e da Ásia, entre as quais cerca de 1 milhão de patos limícoles que passam o inverno nos estuários do litoral e no arquipélago dos Bijagós.

A Guiné-Bissau possui atualmente seis áreas protegidas, das quais dois parques naturais (Tarrafes de Cacheu, Lagoa de Cufada), dois parques nacionais (Ilhas de Orango, Ilhas João Vieira e Poilão), uma reserva florestal (Floresta de Cantanhez, futuro parque) e uma área de gestão comunitária (Ilhas de Formosa, Nago e Chedia - Urok). Além disso, o Arquipélago Bolama-Bijagós foi classificado pela UNESCO, em 1996, como Reserva de Biosfera. A superfície destas áreas protegidas corresponde a 15% do território, mas não inclui todos os biótopos presentes no país.

Uma parte da população está instalada nestas áreas protegidas e depende quase exclusivamente da exploração dos recursos naturais. Consequentemente, a filosofia de gestão destas áreas é proteger o ambiente ajudando a população a resolver os seus problemas imediatos e valorizando os conhecimentos tradicionais ("parque com e para a população").

Cada parque natural, bem como a reserva de biosfera, é gerido por um Comité de Gestão (composto a 50% pelas comunidades locais), uma equipa de direção e guardas. Existe um plano de gestão e um regulamento interno para cada parque.

A população rural da Guiné-Bissau pratica atividades como a agricultura, a pecuária, a pesca e a colheita florestal. A agricultura gera mais de metade do PIB e 85% dos empregos. Há disponibilidade de terras e os sistemas tradicionais de acesso à terra (geridos pelo chefe de aldeia ou pelo régulo) são respeitados enquanto direito consuetudinário.

Os chamados "ponteiros" - proprietários agrícolas modernos -dispõem de concessões fundiárias atribuídas pelo Estado, as quais cobrem cerca de 300.000 ha (27% da superfície total arável) das melhores terras agrícolas do país e são consagradas essencialmente às produções frutíferas.

As "tabancas" - comunidades rurais - realizam 80% do total da produção agrícola (e 90% da produção para auto-consumo), praticam agricultura itinerante e utilizam métodos tradicionais nas terras de aluvião ("bolanhas"), nos mangais e nas florestas.

Há um défice de 50% no que diz respeito ao arroz e 60% dos outros cereais, e o pousio é cada vez mais substituído por plantações de cajueiros, uma cultura de rendimento incentivada pelo Estado.

A pecuária é essencialmente praticada de maneira tradicional e extensiva. Observa-se uma utilização ineficaz dos pastos, uma taxa de mortalidade elevada do gado juvenil, uma falta de cuidados veterinários e, na estação seca, uma transumância imposta pela falta de água e os fogos de mata. A pressão da caça é igualmente importante nas zonas leste e sul do país.

A grande produtividade da Zona Econômica Exclusiva atrai pescadores estrangeiros, tanto a nível industrial como artesanal. O setor da pesca (industrial, semi-industrial e artesanal) contribui para 4% do PIB e para 40% do orçamento geral do Estado.

Contam se cerca de 3.700 pescadores artesanais e um número considerável de pescadores estrangeiros, responsáveis por capturas anuais estimadas em 25.000 toneladas, das quais 10.000 toneladas são desembarcadas diretamente nos países vizinhos.

A maior parte dos pescadores artesanais guineenses praticam uma pesca de subsistência e detêm apenas 20% dos barcos motorizados.

De forma geral, as principais pressões do setor da pesca são: a pesca excessiva, a captura de peixes juvenis e a utilização de técnicas de pesca proibidas.

Os pescadores artesanais utilizam também grandes quantidades de madeira dos mangais para fumar o peixe. A fiscalização marítima, embora em franca evolução nos últimos anos, ainda é insuficiente.

Aquando do último inventário das superfícies florestais, realizado em 1985, estas representavam cerca de 2.034 milhões de ha, ou seja 56% do território nacional.

Contudo, desde há vários anos, assiste-se a um processo acelerado de desflorestação, cujas causas se podem encontrar em práticas desordenadas no âmbito da agricultura, pecuária e pesca, mas também na carbonização.

Com efeito, dado o preço muito elevado do gás butano, 90% dos agregados familiares utilizam, para a cozinha, a energia proveniente dos combustíveis lenhosos (carvão de madeira e madeira para combustão).

A pesquisa do petróleo na Guiné-Bissau começou em 1958 e mais recentemente foi possível estabelecer a presença de petróleo no subsolo terrestre e no mar.

Contudo, até ao momento, os jazigos identificados não apresentam um grande potencial econômico, porque os custos de exploração são elevados.

Quanto aos minerais, os inventários discriminam 85, entre os quais 12 têm um interesse econômico: areia, cascalho, argila, caulinite, laterite, rocha calcária, quartzo, granito, dolorite, bauxite, ilmenite e fosfato.

Com excepção da bauxite (matéria da qual se extrai o alumínio), cuja reserva está estimada em 80 milhões de toneladas, os estudos indicam uma baixa presença de metais e de diamantes. Foram realizados vários estudos de viabilidade para a exploração de minerais mas até à data a exploração mineira continua a ser baixa.

A Guiné-Bissau possui recursos hídricos estimados em mais de 130 km3/ano em água de superfície e em 45 km3/ano em águas subterrâneas.

Contudo, estes recursos não são utilizados de maneira eficaz: o país não possui esquemas de ordenamento das águas de superfície; na sequência da diminuição das chuvas e da redução do débito dos rios, estes sofrem de sedimentação; as águas subterrâneas do interior do país apresentam teores elevados de ferro e, na zona costeira, estas águas estão sujeitas à intrusão marinha; a rede das estações hidrométricas está inativa. Menos de 40% da população tem acesso à água potável e menos de 20% ao saneamento.

Quanto à poluição atmosférica, trata-se de um problema que parece ainda não afetar o país. Cada cidadão emitiu, no ano de referência de 1994, cerca de 2762,51 kg E-CO2 (equivalente dióxido de carbono). O balanço emissão/sequestro de CO2 é muito positivo para a Guiné-Bissau.

A Guiné-Bissau ratificou vários acordos multilaterais ligados à proteção do ambiente:

Convenção e protocolo sobre a proteção da camada de ozono
Convenção sobre a poluição atmosférica a longa distância
Convenção de Ramsar sobre as zonas húmidas de importância particular
Convenção sobre o comércio internacional de espécies da fauna e flora selvagens ameaçadas de extinção (« CITES »)
Convenção de Estocolmo sobre os poluentes orgânicos persistentes (« POP ») Convenção de Roterdão sobre o procedimento de anuência prévia no caso de certos produtos químicos (« PIC »)
Convenção que cria a União Internacional para a Conservação da Natureza (« UICN »)
Convenção relativa à conservação das espécies migratórias selvagens
Convenção de Basileia sobre o movimento transfronteiriço de resíduos perigosos
Convenção de Aarhus sobre a participação no processo de tomada de decisão e o acesso à justiça no âmbito doo ambiente
Convenção sobre a avaliação de impacto ambiental no contexto transfronteiriço
Convenção sobre os efeitos transfronteiriços de acidentes industriais
Convenção UNESCO para a proteção do patrimônio mundial, cultural e natural
Protocolo de Cartagena sobre a segurança biológica
Protocolo de Quioto sobre as alterações climáticas

Línguas

A língua oficial é o português, mas cerca de 10% da população domina também o francês. Entre as inúmeras línguas nacionais faladas contam-se o crioulo e as línguas nigero-congolesas dos grupos oeste-atlânticos (Fula, Balanta, etc.) assim como o Mandinga. A língua dos Bijagós muito diferente das restantes, com a particularidade de variar de uma ilha para outra.

A língua veicular é o crioulo, formado a partir do contato do português com as línguas vernaculares como o Balanta e o Mandinga, principalmente. O crioulo, à base de vocabulário português mas cuja gramática é tipicamente africana, fala-se na Guiné-Bissau mas igualmente na Baixa Casamansa senegalesa.

Está próximo do crioulo falado nas ilhas de Cabo Verde. No total várias centenas de milhares de pessoas falam ou compreendem este crioulo. Quase unicamente falado, o crioulo escreve-se contudo, quando necessário, com o alfabeto latino de acordo com convenções propostas pelo Ministério Guineense da Educação Nacional

É a gramática, e mais precisamente o sistema verbal, que demonstra os laços africanos do crioulo. Os verbos não se conjugam pelas flexões.

O sistema verbal é peculiar: os verbos distinguem o perfeito do imperfeito e não tanto a cronologia: são partículas colocadas antes ou após do verbo que marcam os matizes. Assim, "na" caracteriza o imperfeito (ação que dura…); "ta" indica uma ação feita habitualmente (iterativa) e "ka" marca a negação. Estas três partículas são sempre colocadas antes do verbo.

Em contrapartida, a partícula "ba" colocada após o grupo verbal marca o perfeito e a precedência por exemplo:

I bay,"partiu" (sem partícula = pretérito perfeito); 
I ka bay,"não partiu"; 
I bay ba,"tinha partido"; 
I na bay,"parte, vai partir".

Religião

Na Guiné-Bissau, cerca de 45% das pessoas, principalmente os Fulas e os Mandingas, são muçulmanos e estão mais concentrados no interior do País do que na zona costeira. Os cristãos representam 5 a 8% e o resto da população, 47 a 50%, são adeptos das religiões tradicionais.

Antes da chegada do Islão e do Cristianismo, as religiões tradicionais prevaleciam na África Ocidental, incluindo na Guiné-Bissau. Hoje, pode-se falar de coexistência e é difícil traçar linhas claras entre os valores de cada uma.

Quase todas as religiões tradicionais são animistas e são baseadas na atribuição da vida ou da consciência a objetos ou fenômenos naturais. Embora algumas aceitem a existência de uma criatura suprema ou um criador, estes últimos são noções demasiado importantes para serem associadas a seres humanos.

Os aspectos mais importantes situam-se certamente no culto dos antepassados, totems, feitiços e magia. É interessante reter que, de acordo com a fé dos adeptos das religiões tradicionais, a terra pertence aos antepassados e, por conseguinte, é a única a não ser posta à disposição dos descendentes, e não pode, por conseguinte, ser vendida. Estes princípios e crenças podem chocar hoje com os novos paradigmas da globalização e do neo-liberalismo.

O Islão, atingindo o Sahel em 900 AC, foi trazido na época por comerciantes que vinham daquilo que constitui hoje Marrocos e a Argélia. Na África Ocidental, tornou-se a religião da classe mais alta mas as pessoas comuns preferiam as suas crenças tradicionais.

Ao longo dos séculos (até ao séc. XVIII), os governantes tentavam combinar o Islão com as tradições locais até ao ponto de lançar guerras santas (jihad) contra os não crentes. Daí a grande importância conseguida pelo Islão, inclusive sob as suas outras formas mais místicas e mais espirituais que se tornaram muito populares.

A influência europeia, incluindo o Cristianismo, cresceu durante a segunda metade do século XIX. As "guerras santas" começaram a orientar-se sobretudo contra os europeus, mais contra os franceses que penetravam cada vez mais no interior do continente, do que contra os africanos "infiéis". Estas guerras sucederam-se até 1880.

Hoje o Cristianismo está representado na Guiné-Bissau com igrejas e templos de várias confissões. O Islão continua a ser preponderante.

Cultura e Artes

Cerca de 27 etnias coexistem na Guiné-Bissau, o que dá lugar a uma cultura muito rica e diversificada.

Os povos da Guiné-Bissau continental compartilham muitos aspectos culturais com grupos similares dos países vizinhos tais como o Senegal e a República da Guiné, enquanto a cultura Bijagós é bem distinta.

No que diz respeito à música, o ritmo local - gumbé - é por vezes misturado de forma moderna com o zouk, o techno, o reggae e o rap. Os instrumentos tradicionais são o cora, o siko e o balafon (xilofone).

A dança está presente em qualquer cerimônia e cada etnia tem os seus gestuais particulares. O Bailado Nacional, criado em 1975, e os bailados de Bafatá reproduzem e coreografam as danças das cerimônias tradicionais.

A escultura é dominada pelas máscaras em madeira que representam frequentemente animais (touros, hipopótamos, peixe-serra).

Durante o desfile de Carnaval, festa anual de grande popularidade, são exibidas muitas dessas máscaras, dando lugar à expressão cultural das diferentes etnias.

Também os jovens manifestam a sua criatividade, através de máscaras realizadas em papier mâché e pintadas a cores vivas.

Comércio

O caju (em castanha) representa mais de 95% das exportações do país.

Principal destino: Índia, onde é transformado e reexportado (em amêndoa) para os mercados americano (60%) e europeu (40%). A exportação de caju transformado (amêndoa) é inferior a 1% mas o setor apresenta um potencial enorme uma vez que o país dispõe de mão-de-obra barata e posiciona-se geograficamente mais perto dos mercados consumidores.

Para além disso, o caju da Guiné, apesar de pequeno, é de excelente qualidade e tem um sabor particular que lhe confere uma procura acrescida. O setor da transformação do caju é extremamente interessante para o país, pois permite igualmente a produção de energia eléctrica através da queima das cascas da castanha do caju (biomassa) que têm um rendimento calorífico muito significativo.

Potencialmente, o país poderia igualmente exportar pescado e marisco, para além de frutas tropicais, particularmente mangas, e seus derivados. Todavia, ainda não o faz.

A Guiné-Bissau auto-suspendeu as exportações de pescado para a União Europeia por não dispor de laboratórios que lhe permitam efetuar um controlo rigoroso das medidas sanitárias e fitossanitárias (SPS).

A UE tem contribuído para melhorar o equipamento desses laboratórios e vai continuar a fazê-lo até que seja possível exportar para os mercados da União. Até 2006 o país recebe 7,2 M€ anualmente da UE, como compensação da pesca efetuada pela frota Europeia nas suas águas territoriais.

A politica governamental tem apenas apoiado o Setor Privado pontualmente e resume-se a:

Estimular o enquadramento dos ponteiros ou proprietários de plantações de caju através de técnicas agrícolas que permitam aumentar o rendimento por hectare.

Tentar desenvolver o potencial da pesca industrial para a exportação

Em 2005, a Guiné-Bissau exportou menos de 52M€. Em 2006, devido a uma campanha de comercialização desastrosa por uma fixação demasiado alta do preço de referência, o resultou piorou.

Há, no entanto, dificuldade em obter dados fiáveis, tanto em termos dos valores das exportações, como para as importações. Os valores do Eurostat apresentam diferenças consideráveis face aos números publicados localmente. Segundo as estatísticas europeias as importações em proveniência da EU são 3 vezes superiores às declaradas no porto de Bissau.

Os principais produtos importados são derivados de petróleo (50% das exportações), automóveis e maquinaria, cerveja e trigo.

O país tem agora pela frente o desafio das negociações do Acordo de Parceria Econômica (APE) com a União Europeia. Este acordo é negociado ao nível da região da África Ocidental, que compreende os 15 países da CEDEAO e a Mauritânia.

Até agora, as autoridades têm encarado a oportunidade destes novos acordos de uma forma muito positiva. Na verdade, o pais irá tentar compensar a potencial perda de receitas aduaneiras por um reforço importante de capacidades ao nível do Setor Privado, o que irá permitir uma redução do desemprego, acrescentar valor e aumentar as receitas fiscais do Estado, através dos impostos pagos pelas empresas e imposto profissional.

Economia

De 1974 para 1986, a Guiné-Bissau aplicou uma política econômica estatal centralizada em linha com o antigo modelo soviético. As primeiras iniciativas de mudança tomadas em 1983 foram confirmadas em 1986 pela conversão à economia de mercado. Da época soviética a única marca ainda visível é o fato de o Estado ser proprietário de todos os terrenos.

Em Maio de 1997, o País aderiu à União Econômica e Monetária Ocidental Africana (UEMOA). Esta decisão contribuiu para pôr termo à instabilidade das políticas monetárias e para eliminar a deficiência da não convertibilidade do Peso, a antiga moeda. A Guiné-Bissau é igualmente membro da Comunidade Econômica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) desde 1979.

A política monetária restritiva aplicada desde então permitiu uma redução drástica da taxa de inflação superior à 50% em 1995 à 10,8% em Junho de 1998 no início da guerra civil. A inflação em 2006 foi inferior a 3%, que é um dos critérios de convergência da UEMOA.

Em Dezembro de 2000, a aprovação de um quadro estratégico temporário de combate à pobreza permitiu ao País beneficiar do tratamento da sua dívida. Em Janeiro de 2001, a passagem para o Clube de Paris permitiu um reescalonamento dos pagamentos e a anulação parcial da dívida. No entanto, o período 200/2003 viria a revelar-se economicamente muito desfavorável ao país.

Em 2004, a situação das finanças públicas era marcada por uma deterioração dos saldos orçamentais, resultante de uma progressão mais importante das despesas em relação às receitas, o que viria a dar origem a um golpe de Estado.

O relatório do FMI de Dezembro de 2004, mostra que o governo de transição conseguiu uma gestão das finanças públicas com melhorias significativas e o Ministério da Economia e Finanças fez esforços para melhorar a cobrança de receitas e assegurar o controlo das despesas públicas. Foi criado um Comité de Tesouraria para assegurar que as despesas estão harmonia com as receitas disponíveis.

Esta melhoria continuou durante a primeira metade de 2005, sobretudo devido a um bom ano agrícola que proporcionou um boa campanha do caju.

A agricultura é a principal atividade na Guiné-Bissau: o arroz, o milho, o feijão, a mandioca e o algodão são cultivados para as necessidades domésticas, embora hoje em dia a Guiné tenha de importar quantidades significativas de arroz (12 M€ em 2005). No passadio chegou a exportar arroz e amendoim. Hoje em dia, a castanha de caju é o principal produto de exportação (cerca de 99% das exportações em 2005), muito acima dos produtos do Mar (peixe e camarão).

Existem minas de bauxite e recursos petrolíferos não explorados junto à fronteira do Senegal. A atividade industrial é muito limitada com uma pequena indústria de transformação de produtos agrícolas. O potencial do turismo (sobretudo o Arquipélago dos Bijagós) também continua sub explorado sobretudo por falta de investimento estrangeiro que permita reabilitar ou construir infra-estrutura de base.

A atividade econômica cresceu 3,5% em 2005 como consequência do bom ano agrícola e da estabilidade politica restaurada em 2004 e confirmada pelas eleições presidenciais de 2005. Em 2006, face a uma má campanha de comercialização do caju as receitas fiscais baixaram. O país gozou, no entanto, de um maior apoio em ajuda orçamental externa, nomeadamente da UE e das organizações regionais (CEDEAO e UEMOA).

Os problemas crônicos da energia e dos transportes continuam a dificultar a progressão econômica da Guiné-Bissau. Para além disso, o reduzido número de quadros nacionais com formação superior também constitui um sério problema.

A luta contra a pobreza passa pelo desenvolvimento econômico e, consequentemente, pela resolução do problema tripartido:

- Educação
- Energia
- Transportes

Fonte:  ec.europa.eu

Guiné-Bissau

Nome oficial: República da Guiné-Bissau
Área: 36.120 km2
População: 1.449.230 habitantes.
Capital: Bissau
Principais cidades: Bissau
Língua oficial: Português e crioulo da Guiné-Bissau
Moeda: Franco CFA
Dia Nacional: 24 de setembro - Dia da Independência

A história da Guiné-Bissau não voltar a alguns anos que abalaram esta pequena república Africano para mais de quinze anos. Distúrbios que ainda são até hoje (presidente interino) e mataram muitas pessoas não deve obscurecer o rico passado da Guiné.

Guiné-Bissau tem sido "descoberta" pelos europeus menos de 50 anos antes de Cristóvão Colombo multidão do continente americano.

De fato, 1446 marca o início da liquidação Português, na costa da Guiné-Bissau, mas também o início de uma resistência às populações invasoras locais, que durou até o século 20.

Na verdade, o primeiro navegador Português Nuno Tristão morto em 1446 e do Português última antes da guerra de libertação, em 1939, vai ser morto pelos guerreiros dos Bijagós .

O primeiro contador vai Bolama , localizado na ilha de mesmo nome, em frente à Bissau corrente no coração do Império Gabu. Comércio pode começar ouro, marfim, pimenta ... e escravos.

A história colonial

No século XIII, os povos Nalu Landuma e se instalaram na região graças ao declínio do Império de Gana. Foi só no século XIV, em 1446, enquanto a região vai ser integrado no vasto império de Mali (que inclui o atual Senegal, Guiné, Gâmbia e Mali, ...) que os primeiros navegadores portugueses definir contatos.

A história colonial começa, como em todo o mundo, através da criação de postos de comércio algum Português que permitirá comprar escravos ou ouro. A riqueza e potencial da Guiné-Bissau será o jogo também pelo Francês, Holandês e Inglês.

Em 1588, o Português fundada Cacheu no estuário do Rio Cacheu , que se tornou o primeiro assentamento Português na região que será, então governada por governadores nomeados diretamente pelo rei de Portugal, sob a jurisdição de Cabo Verde. O maior assentamento segundo colonial vai Geba, bem no interior (cerca de 15 km de Bafatá ).

A partir de meados do século XVII, o colonial Português acelerar o ritmo: em 1642, eles fundaram a Farim e Ziguinchor (Senegal hoje) pela transferência de famílias de colonos da cidade de Geba.

Esse é o mesmo tempo que os estuários do Rio Buba, o Rio Cacheu , o Rio Geba Casamance River e realmente começar a ser freqüentado para a colonização comercial e de massa.

Entre 1753 e 1775, a construção da fortaleza Bissau ocorre graças ao trabalho dos cabo-verdianos se mudou especificamente para este trabalho. Em 1800, a Inglaterra começou a fazer sentir a sua influência na Guiné-Bissau alegando que a tutela da ilha de Bolama , o arquipélago dos Bijagós de Buba e todo o litoral sul.

No final do século 19, a abolição da escravidão imposta por patrulhas da marinha britânica. Assim, a exportação de produtos agrícolas para a Europa tornou-se a principal atividade colonial da África Ocidental.

Portugal não é um país rico, com recursos limitados, poderia desenvolver as suas colônias. O Governo Português estava tão fraco que permitiu que empresas europeias de controlo das exportações e Guiné riqueza, principalmente amendoim e óleo de palma.

Em 1870, graças à arbitragem do presidente dos EUA Grant, Inglaterra renuncia suas reivindicações na Guiné-Bissau.

Apesar desta partilha efetiva do país pelas potências coloniais, os reinos locais continuam a resistir a qualquer tentativa de colonização e expropriação.

Os Floups uma comunidade Diola mais poderosas e isso principalmente para Oussouye Casamance, no Senegal, liderando a batalha contra o Português em 1879 para Djufunco. Esta batalha vai resultar na maior derrota da história colonial Português.

Esta resistência vai Diola severa Portugal para aumentar a pressão sobre o país, dando mais poderes: Guiné é separada da Província de Cabo Verde e da nova Província da Guiné Português que Bolama como sua capital.

Em seguida, começou a ocupação militar do país pelo exército Português e ações punitivas contra guerreiros Pepels Bissau e Biombo (1882-1884) contra o Balanta para Nhacra (1882-1884), contra Manjaks para Caio (1883 ) e contra a Beafadas Djabadá (1882).

O ditado "dividir para reinar", em seguida, faz a felicidade do colono Português bom uso étnicos antagonismos étnicos comunidades armar um contra o outro, como em 1881-1882, onde os negros Fulani (muçulmanos) estão armados contra Red Fulani (animistas).

No entanto, a tensão militar e da rebelião tornar regra Português permanente colonial é limitada a cidades fortalezas ocupadas pelo exército e Admnistration: Bissau, Bolama Cacheu Farim e Geba. Esta insegurança não impede a implementação de terra costeira agrícola por colonos portugueses ou mundo fala (incluindo Caverdiens).

Foi somente em maio 1886 que as fronteiras da Guiné-Bissau estão de acordo com a França que tem o Senegal ea Guiné Conakry. A Casamance passa então sob dominação francesa em troca Cacine região passagem sob controle Português.

Mas a rebelião começa novamente no final do século XIX uma insurgência de onda em Oio (1897 e 1902) no país Floup (de novo ..) em 1905 e em 1908, vê-Bissau aliança Pepels e Balanta de Cuméré para uma ofensiva mortal.

Entre 1910 e 1925, um período de conflito contínuo e insurreições indígenas alternando repressão colonial é chamado de "guerra de pacificação". Foi, antes, como uma pacificação para assassinar os líderes locais os mais resistentes, acentuando o imposto sobre as populações locais.

Entre vitórias e derrotas das populações rebeldes, dois nomes vão ficar na história da repressão sangrenta: o primeiro foi João Teixeira Pinto, a experiência militar e colonial entre 1913 e 1915 ações lançadas que viu o sangrento massacre de locais durante a campanha de Oio (país Balanta).

O segundo foi Abdul Indjai (Abdoul Ndiaye), um senegalês Wolof (Wolof foram os maiores vendedores de escravos nessa parte da África). Abdul Indjai, que era cruel Teixeira Pinto auxiliar na Batalha de Canchungo, eventualmente, rebelde e foi preso Mansaba em 1919, antes de ser deportado para Cabo Verde e, mais tarde, na Madeira (podemos nós confio uma senegalesa?).

Por sua vez, o Bijagós revolta entre 1917 e 1925, o Exército Português assédio todo o arquipélago e Bolama . Em 1918, Bayots e Floups (ainda Diola) iniciar uma nova guerrilha mortal contra Portugal.

Foi durante este período que uma nova administração é o estabelecimento legislar segregação colonial na Guiné-Bissau. Formaliza:

A divisão da população entre os "civilizados" e "indígenas"
A legalização de recrutamento em trabalho forçado
A imposição de residência e, assim, limitar o movimento de "incivilizada" fora de sua aldeia
O tipo de relação entre a administração colonial e os auxiliares nativas autoridades tradicionais locais (reis, chefes, etc ...)

Em 1921, a inauguração do governador Jorge Velez Caroço, novas alianças vai muçulmanos - incluindo Fulani , ser privilegiado pelo poder colonial, em detrimento das comunidades animistas mal organizados.

Entre 1925 e 1940, estão novamente Pepels Bissau que revolta, seguido em 1933 pelo Jufunco Floups para tornar o país Diola (distante noroeste) região ainda não controlado. O Bijagós Canhabaque Island (ilha Roxa), após a revolta em 1935-36 e se recusam a pagar impostos para o poder colonial.

Apesar deste insurreição quase generalizada, a administração colonial lançou a construção de infra-estrutura: estradas, pontes e expansão da rede de eletricidade, etc ... A safra principal produto de exportação, o amendoim também é desenvolvido.

É também neste momento que as grandes empresas de capital português vir a criar ou localizar em Português Guiné.

Este é o caso do Farim Estrela e Gouveia Casa que vendem amendoim e gerir a distribuição de produtos em todo o território.

Ao mesmo tempo, grandes fazendas também estão sendo desenvolvidos nas regiões pacificadas raros: ao longo da Grande Rio de Buba, Bissau e ao redor do país Fulani ( Bafatá e Gabú ). Este crescimento econômico é promovido pelo golpe de Estado Português em Lisboa, em 1926, o ditador Salazar chegou ao poder e impôs tarifas restritivas sobre as empresas estrangeiras presentes na Guiné, forçando-os a vender aos interesses portugueses.

A organização social da pirâmide colonial em meados do século XX, está no seu ápice um punhado de executivos e gerentes técnicos portugueses. O nível intermediário é composto por funcionários, principalmente de Cabo Verde (75%!). Comunidade cabo-verdiana que também domina o setor comercial. O nível mais desfavorecidos social é, obviamente, composta de nativos da Guiné-Bissau que ocupam posições de servos, artesãos e agricultores.

Em 1942, Bissau, que já era de fato capital econômica e maior "cidade" de o país se tornou a capital administrativa da Guiné Português à custa de Bolama.

Em 1950, cerca de 512.255 pessoas de Português na Guiné, apenas 8.320 foram considerados "civilizados" (incluindo 2.273 brancos, mestiços 4568, 1478 negros e 11 indígenas). Estes civilizado 8320, 3824 eram analfabetos (541 brancos, 772 negros e mestiços 2311).

Em 1959, antes da onda de independência Africano, apenas 3525 alunos frequentaram a escola primária e 249 do ensino médio Honório Barreto (criado no ano passado). Escola de Bissau Industrial e Comercial bem-vindas para seus 1.051 alunos.

Portugal, portanto, aborda os anos 50 com resultados desastrosos: as províncias de Português Guiné ainda são rebeldes, o país tem pouca infra-estrutura e sistemas de educação e de saúde são praticamente inexistentes.

A luta pela independência

Do final dos anos 50 até início dos anos sessenta muitos países africanos conquistou a independência. Portugal, mas recusa-se a abrir mão de suas colônias. O Português percebeu que, se eles foram liberados, Salazar neo-colonialismo não pode ser imposta. Assim, enquanto outros países se tornou livre, o aperto sobre a Guiné é reforçada.

O resultado foi a mais longa guerra de libertação que agarrou África: uma guerra de guerrilha "" liderados por PAICG com apoio significativo da União Soviética e Cuba.

Nos anos 50, quando o país nunca tinha realmente submetidos ao ocupante Português e diversas regiões africanas emancipadas, as idéias separatistas começam a germinar e levar à criação em 1956 do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) , cujo fundador, não é outro que Amílcar Cabral .

O final da década vai marcar o início do fim para Portugal devido a um evento já entrou na história da Guiné-Bissau.

03 de agosto de 1959, a greve de estivadores e marinheiros do porto de Bissau foi violentamente reprimida pelo exército Português: mais de 50 mortes são lamentáveis e este dia vai ficar na história como o "massacre de Pidjiguiti". É a faísca que vai tomar o caminho da luta armada do PAIGC e do caminho da guerra de independência.

Quatro anos serão necessários PAIGC para organizar e armar-se. Esta guerra de libertação em 1963 e realmente começar com ações de guerrilha permitir que o Exército de Libertação de ocupar cinco anos depois, em 1968, mais de dois terços do território.

Agora bem organizado politicamente e militarmente, o PAIGC rapidamente conseguiu atrair a simpatia e bondade de muitas nações do mundo, como a Suíça, a União Soviética, China e muitos países do terceiro mundo, incluindo Marrocos e Guiné Conakry.

O mundo intelectual, diversas forças sociais e políticas, bem como os jovens da Europa Ocidental e os Estados Unidos apoiar este movimento de emancipação e de permitir que ele para obter mais apoio material e logístico um fórum para expressar queixas povo de Guiné-Bissau: Amilcar Cabral falará na ONU e vai mesmo ser recebido pelo Papa Paulo VI, no Vaticano, na companhia de outros líderes de movimentos de libertação falando mundo (FRELIMO de Moçambique, MPLA Angola).

Reconhecendo a derrota rápida Português governador, o general António de Spínola (1968-1973), tenta uma estratégia de divisão entre as populações do PAIGC e local, argumentando que provou quadros do PAIGC eram em sua maioria Métis Cabo Verde, Amílcar Cabral em primeiro lugar. Sua "Por UMA Guiné Melhor" (Para uma Guiné melhor) é esperado para prestar mais equidade e justiça para aqueles que ele é tão pouco tempo, pertencia à administração, "incivilizada".

O programa "Para uma Guiné melhor" foi baseada em:

1) fascista do partido União Nacional (direita ilustração: Logotipo do partido)
2) a pequena burguesia local essencial para suas habilidades administrativas e suas ligações com Portugal
3) promoção acelerada de uma nova classe média, composta exclusivamente de "verdadeiro filho do país" socialmente promovido na administração, na hierarquia das tropas de elite, e que tem uma tal situação, em que se podia contagem de dias.
4) promoção de uma rivalidade entre essas duas burguesias, deixando o cuidado Português jogar árbitros feira
5) o jogo de cartas étnica baseada no poder tradicional valorizado com a criação de "assembléias populares" (cada comunidade étnica teve a sua reunião): as rivalidades entre o ressentimento várias Assembléias focalisaient por esquecer por um tempo que o português ocupante foi a base do problema. Recrutamento militar permitiu também a divisão do país por meio de recrutamento étnica atrair o grupo étnico recrutados ódio étnico mantido fora do exército de ocupação.

Outro aspecto importante do programa "Para melhor Guiné" foi baseada em uma propaganda agressiva e penetrante:

O envolvimento direto da base militar do poder colonial verdade na propaganda, a fim de reduzir a influência do PAIGC. Para atrair a simpatia das pessoas, o exército vai desistir de seus caminhões para transportar materialman construção de casas nas aldeias!
Aumentar o número de professores do ensino primário (áreas controladas pelo PAIGC tinha criado seu sistema próprio)
Melhoria do sistema de saúde por clínicas de construção
Promoção das populações locais no esporte e em equipas de futebol particulares
Desenvolvimento e utilização intensiva dos meios de comunicação: jornais, televisão, rádio, programas culturais, tempo no ar em línguas locais disponíveis para diferentes comunidades étnicas
Ampla divulgação de folhetos de propaganda
Viagens pela pessoa Spínola Governador (que em 1974 tornou-se o Presidente de Portugal) que vem do céu em um helicóptero para palestrar, cercado de crianças, com as pessoas e ouvir as suas preocupações (falta de arroz ou escolas).

A cenoura foi, naturalmente, uma parte da política do governador.

A equipe foi mais do que nunca o seu lugar: aqueles que não foram "lado bom" foram punidos sem misericórdia (excécutions muitos arbitrária).

Apesar de toda a energia dedicada ao programa "para uma melhor Guiné", esta operação foi natimorto.

Independência era inevitável, apesar da cegueira de Portugal que acha que o problema do pagamento por forma menos rápida: ele vai matar 20 de janeiro de 1973 em Conakry, Amílcar Cabral , líder do PAIGC, por comando armado pequena.

Este evento, ao invés de atrasar a conclusão do conflito fez a corrida. Em março do mesmo ano, a primeira aeronave de combate Fiat G-91 é abatido por um míssil de superfície ao ar Strella.

Em retaliação pelo assassinato de Amílcar Cabral , uma grande operação militar em homenagem ao falecido líder também é lançado no sudoeste do país para tomar o lugar de Guiledje forte entre Quebo e Cacine, precipitando fim da presença Português na Guiné.

Em 22 de Maio de 1973, no Sudoeste da Guiné está conquistado e ocupado pelo PAIGC.

Quatro anos depois, em 24 de setembro de 1973, o primeiro Congresso Nacional do Povo é convocado para declarar a independência ea criação do Estado soberano da República da Guiné-Bissau. Este novo estado é imediatamente reconhecido por 63 países da comunidade internacional e voltou para a ONU. Luís Cabral, Amilcar meio-irmão é eleito primeiro presidente da República.

Ele é de 5000 quilómetros de Guiné-Bissau que irá selar a etapa final levando o país, mas também de outras colônias portuguesas em a Independência Total: 25 Abril de 1974, o desastre Português militar e militares conscientes da necessidade para acabar com o domínio colonial gatilho da "Revolução dos Cravos", que terminou 48 anos de ditadura. As forças de ocupação são imediatamente removidos da Guiné-Bissau.

Independência

Após a independência, o novo governo do PAIGC experimentado muitos problemas. O Português tinha de fato visto em um sótão Guiné amendoim e óleo de palma. Ao contrário das colônias francesas e Inglês, sem infra-estrutura real nunca foi construído.

O que restou dos 500 anos de colonização? Pretende fornecer uma fábrica de cerveja para as tropas portuguesas, algumas plantas para o arroz e descascar o amendoim, 14 graduados universitários, e não um médico único! O analfabetismo afeta 95% da população, a expectativa de vida de 35 anos e 45% das crianças morreu antes da idade de cinco anos.

Os primeiros anos de independência foram marcadas por um governo liderado por um "partido-Estado", como na maioria dos novos repúblicas comunistas.

Estruturas administrativas permanecem, no entanto, inspirado no colonial. O PAIGC onipresente no aparelho de Estado pode, então, impor um dirigismo impecável e um sistema autoritário.

14 de novembro de 1980, o presidente Luís Cabral querer unificar Cabo Verde e Guiné-Bissau é derrubado por um golpe de Estado. Essa iniciativa, patrocinada pelo Primeiro-Ministro, nos termos Vieira , rompe a unidade Verde Guinée-Bissau/Cap que liderou as duas entidades para a independência. Um período de purga começa. Dissidentes e opositores vai pagar o preço.

Durante anos, a Guiné-Bissau tem seguido o caminho do marxismo-leninismo Africano, ou seja, "nada para o povo e todo governo". Um poder familiar é estabelecida e que o país está fechado para o mundo. São poucos estrangeiros que sabiam Guiné-Bissau, antes dos anos 90.

As poucas empresas eram naturalmente dirigido pelo Estado. Condições econômicas eram tão ruins que encontrar comida era quase uma atividade clandestina, a família pode passar quatro ou cinco horas por dia em busca de comida novamente.

O processo de "ajuste estrutural" impostas pelo Banco Mundial e pelo infortúnio que em muitos países pobres é introduzido na Guiné-Bissau, em 1985, para levar a cabo numerosas reformas econômicas e em particular a liberalização do setor.

A liberalização econômica que se seguiu, seis anos depois, em 1991, a liberalização política com o fim da festa PAIGC.

Final dos anos 90 foi marcado pela abertura gradual do país. A situação econômica nunca foi tão ruim quanto esse período, toda infra-estrutura decadente incluindo Bissau água corrente disponível duas horas por dia, ao mesmo tempo, como eletricidade e à falência.

Pesos inflação permanente Guiné-Bissau fazendo compras preços aventureiros aumentando a cada dia e o maior corte, 10.000 pesos, não faz nada para comprar assim que os bilhetes serão grampeados em maços de 10 ...

Para remediar esta situação, Guiné-Bissau, em 1998, escolheu para passar a moeda franco CFA compartilhada pela maioria dos países francófonos da África e é protegida pelo Banque de France.

Esta transição será um monetária provoca um turbulento período que dura muito: ao passar o CFA, Bissau-guineenses foram convidados para mudar todos os seus pesos contra a nova moeda. Se essa mudança parou a inflação causou um aumento dos preços bruscas e significativas que privou a comida urbana mais necessária.

A raiva da população obteve o exército, liderado por um herói da Guerra de Independência, Mane Geral, um motivo e uma oportunidade de levantar todos com um grande apoio popular.

Dispensado do exército por Presidente Vieira alguns dias antes o pretexto de apoiar a rebelião em Casamança (Senegal), Mane despertou uma revolta, formando uma junta militar. Vieira foi derrubado pela junta militar de 7 de Maio de 1999.

Este é o início de um período de instabilidade ainda existe em 2012, durante o qual os golpes e governos de transição será bem sucedida.

Em fevereiro de 2000, Kumba Ialá , líder da oposição, foi eleito depois de duas rodadas de eleições presidenciais transparentes por observadores qualificados.

Ele estabeleceu um governo provisório, mas o retorno à democracia foi complicada por uma economia devastada pela guerra civil e da propensão dos militares para interferir nos assuntos do governo.

Em setembro de 2003, um golpe de Estado liderado pelo general Veríssimo Correia Seabra colocou Ialá. Adiada várias vezes, as eleições legislativas foram finalmente realizada em abril de 2004. Seabra foi morto em outubro do mesmo ano por facções rebeldes.

De acordo com o primeiro-ministro , Carlos Gomes , os amotinados eram soldados a serviço da ONU voltou da Libéria e insatisfeitos por não terem sido pagos. Vieira voltou do exílio em Portugal, foi eleito presidente em 24 de julho de 2005.

Esse retorno será curto desde 2 de março de 2009, o bom e velho Nino "Cocaine" Vieira é finalmente assassinado provavelmente os assuntos relacionados com os barões da droga colombianos que protegiam o gosto de seus desejos.

Desde 2 de março de 2009, o país teve três chefes de Estado, incluindo dois atuação (este é o caso hoje em dia 24 de março, 2012) e um Presidente eleito , Malam Bacai Sanhá, morreu de Aids em Paris 09 de janeiro de 2012.

Bibliografia

E Mapa: Guiné-Bissau: Mapas de Países do mundo e cidades
Let & Manjak,: Linguagem da Guiné-Bissau por: Carfa Mendes
Lonely Planet e Guiné e Guiné-Bissau: Edição 2004-2005 por: Dominique Auzias
Catálogo de selos postais país no exterior: Volume 4, Guiné-Bissau: Yvert & Tellier
E Guiné-Bissau: Amilcar Cabral reconstrução nacional por: Lambert Andreini
Que queria matar e Amilcar Cabral:? Herói da luta pela independência: Oupa Diossine loppy
A Língua e Bijogo De Bubaque (Guiné Bissau) por: William Segerer
Estrangulado & África: Zâmbia, Tanzânia, Senegal, Costa do Marfim, Guiné por: René Dumont
E hoje Guiné-Bissau: Patrick Erouart
Ou Lajes e Mancagnes Senegal e Guiné Bissau Teste Em Seus conosco por Ange-Marie Niouky

Fonte:  www.guinee-bissau.net

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal