Guiné Equatorial é um dos paraísos da zona ocidental da África. Está cheia de mistérios da natureza e da humanidade. Ali coexistem grandes extensões florestais banhadas por caudalosos rios, que desembocam no mar, passando por montanhas, elevações, precipitações e cascatas de água.
A riqueza da fauna e flora selvagens, unida aos tradicionais costumes de povoações tribais, denota ao território uma magia indescritível. Um conjunto de milagres naturais, que encontra-se quase como oásis, os avanços das zonas urbanas, cheias das histórias de crenças místicas e dominações coloniais.
Passaporte em vigor, imprescindível visto e vacina contra a febre amarela. Aconselhamos viajar com certidão internacional de vacinação.
Clima equatorial muito úmido, com altas temperaturas. As chuvas extendem-se de fevereiro a junho e de setembro a dezembro.
É bom levar roupa de algodão e calçado cômodo, capa de chuva, óculos de sol, chapéu, protetor solar e repelente contra os insetos.
O idioma oficial é o espanhol. Também fala-se inglês crioulo e outras línguas etnicas.
A corrente elétrica é de 220/240 volts.
A moeda oficial é o Franco Centro-africano (CFA). Um CFA equivale a 100 centavos. Dólares norte-americano e euros são admitidos sem problemas. Pode-se trocar nos bancos e hotéis.
É imprescindível vacina contra a febre amarela e a profilaxia anti-malária. Recomendável a vacina contra o tifo, anginas e o tétano. Não pode-se beber água da torneira e nem comer alimentos sem cozinhar. É aconselhável levar farmácia bem preparada e viajar com um seguro médico e de assistência.
O escritório de correios oferece serviços postais normais, assim como, giros postais. Também há empresas de mensajaria e pacotes.
Em Malabo e Bata existem Centros de Telecomunicações desde onde é possível chamar sem dificuldade à qualquer país. Também oferecem serviços de envio e recepção de fax. O horário de atenção é continuado. Da Espanha 00-240, seguido do prefixo da cidade e do número do assinante.
Não existe problema para fotografar ou filmar qualquer evento de interesse turístico. Porém, é importante consultar nos lugares estratégicos e nas cerimônias, além de respeitar a intimidade das pessoas.
Os horários comerciais são das 8 às 13 horas, e das 16 às 20 horas. No setor da alimentação (mercado público) o horário é continuado desde as primeiras horas da manhã até o entardecer. Os restaurantes servem desjejuns e comidas das 7 às 15 horas. aproximadamente. Pode-se jantar até 23 horas.
À consideração do viajante. Como em quase todos os países da África, aconselha- se caso tenha ficado satisfeito como o serviço recebido.
Deve-se pagar as taxas de aeroporto nas saídas internacionais.
O território que corresponde a Guiné Equatorial está situado ao ocidente da zona equatorial da África. Tem uma superfície de 28,050 km2 a extender-se em uma zona insular compreendida pelas ilhas Bioco, Annobão, Carisco, Evobye Chico e Egobey Grande, e uma zona continental rodeada dos países de Camerúm ao norte e Gabão no resto de seus limites geográficos do sul e leste. A capital encontra-se na ilha de Bioco situada ao sudoeste de Camerúm e recebe o nome de Malabo.
A fisionomia do país é, na zona insular, de aspecto vulcânico. É comum ver zonas de relevos íngremes com profundos vales de rios curtos e abundantes cascatas. O lado continental é formado por uma antiga planície elevada granítica desde a costa atlântica até o maciço de Adamawa ao norte, até o maciço angolês ao sul e até o rio Congo a oeste.
O clima é tropical com grandes épocas de chuva entre abril e janeiro. A temperatura é normalmente muito alta e estável, com altos graus de umidade, contexto propício para que frutifiquem as plantações de café, cacau, banana e palmas azeiteiras. Existem árvores madereiras (okume, sapeli, ukola, aloma, bakapí, calabó, ébano, moreira e pau vermelho), plantas frutíferas (mamão, manga, abacate), tubérculos (malanga cubana, malanga bubi e mandioca), plantas medicinais (bitalif, cássia de asas, contrití, pau amarelo, etc.)
Existem abundantes zonas florestais e uma grande diversidade de vida selvagem em meio da qual convivem comunidades tribais. A fauna está conformada por macacos, cobras, porco-espinhos, pequenos veados, pangolins, leopardos, gorilas, elefantes, tartarugas, lagartos, crocodilos, águias, abutres, morcegos, ardilas, hipopótamos, queixadas, etc.
Nos arquivos da história ocidental aparece Guiné Equatorial logo que os portugueses descobriram seus territórios no século XV. Em 1470 é descoberta a ilha de Carisco e dois anos depois a ilha de Annobão. Esse mesmo ano Fernando Po batiza como "Fermosa" à ilha que depois levaria seu nome e que atualmente conhece-se com o nome de Bioco.
A relação com Espanha começa a partir de 1582, quando Portugal é anexado para a coroa de Felipe II. Com a independência dos portugueses, em 1648, essa zona volta a estar sob seu domínio. Após 130 anos, assina-se o Tratado de El Pardo em 24 de março de 1778 entre espanhóis e portugueses e combina-se levar à Espanha os territórios do Golfo de Guiné. Assim, acontece em 21 de outubro desse ano, levantam a fragata Santa Catalina e o bergantím Santiago sob mando do brigadier Conde dos Arguelejos. O comando ataca a Baia de Fernando Po (atual Lubá) e apodera-se da região.
Com o Tratado de Paris de 1900 a Espanha perde as posse que tinha na zona e que correspondiam ao que hoje é Camerúm, Nigéria e Gabão, ficando somente com 28,000 km2 desse território, extensão que hoje corresponde a Guiné Equatorial. Em 1959, estes territórios deixam de ser colônia e passam converter-se em província ultramarina. Já para 1963 ganha governo de autonomia e atinge a independência total em 12 de outubro de 1968, sob a presidência de Macias Nguema. Meses depois as relações com Espanha enfraquecem quando descobre-se que o país quase carecia de divisas.
Nguema expulsou o embaixador espanhol do país e Espanha mobilizou suas forças estabelecendo-se um estado de emergência no país. Durante dez anos de ditadura o clima foi de conflito. Guiné Equatorial afundou em uma série de conspirações e confrontos entre o governo e as forças opositoras. Em 1979 só um terço da população que habitava o país em tempos da independência permanecia no território.
As perseguições não foram apenas contra os líderes políticos, mas também contra a igreja. As escolas fundadas por missionários religiosos foram fechadas definitivamente em 1975, terminando também com a educação formal no país; à este feito seguiu o fechamento de todas as igrejas. Com este estado de coisas, inclusive os membros próximos ao presidente decidiram que tinham ultrapassado os limites da cordura. Um golpe de estado pegou as rédeas do governo e Nguema foi assassinado em setembro de 1979. O novo regime foi comandado por Nguema Mbasogo Obiang, sobrinho do ditador e atual líder do país.
As circunstâncias pareceram mudar e inclusive foram feitas eleições em 1984, cujos resultados eram prognosticáveis: nova etapa de repressão. Por outro lado, o governo deu um passo positivo na administração e foi a Aliança à zona francesa do CFA (Comunidade Financeira Africana). Este feito permitiu ao país um maior fluxo de comércio com seus vizinhos Gabão e Camerúm. Também se conseguiu apoios importantes por parte do fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial.
Guiné Equatorial tem tentado incursionar no ambiente da democracia multi-partididária; porém, o processo se vive devagar. Hoje, apesar de haver levado a cabo eleições parlamentares, ainda continuam dirigindo o governo Obiang e seus chegados.
Os artesãos da tribo fang realizam basicamente estátuas de madeira do culto aos antepassados "bieri" e máscaras das sociedades asiáticas "so" e "nguíi". O tema geralmente é o antepassado em meditação. Os personagens se apresentam nús e com rosto pensativo, braços cruzados sobre o peito e um recipente de oferenda nas mãos. As máscaras foram usadas no "Ngoam Ntangan", um tipo de ritual satírico contra o branco colonizador.
Conhecida como a "formosa" Bioco, esta ilha acolhe em suas terras à cadeia vulcânica que nasce no Monte Camerúm e chega até Annobão. Seu solo é escarpado e cheio de caldeiras, lagos e vulcões inativos. A vegetação do território é tão extensa que chega até a beira do mar, constituindo um dos mais formosos lugares do Golfo de Guiné. A cidade de Malabo, capital do país, está lotada de formosos edifícios coloniais da época inglesa, quando chamava-se Port Clarence e dos tempos de domínio espanhol, quando era Santa Isabel. Aqui existe a única igreja de todo o continente africano de imitação neo gótica na Praça da Independência, em cujos bancos se reproduzem atividades cotidianas da época em barro.
Não muito longe encontra-se o Centro Cultural Hispânico Guineano, onde realizam-se as principais atividades artísticas do país. Mais adiante encontra-se o Centro Cultural Francês que também é uma casa dedicada a atividades culturais.
Os bairros da periféria da cidade são atrativos pela vida noturna. Bairros Os Anjos e Ela Ngema são uma clara mostra da alegria dos lugarenhos. A Rua de Niegria é a mais ativa quanto a bares, restaurantes e discotecas.
Poderá encontrar maravilhosas praias de areia branca à 6 quilometros da cidade. As estações também estão acondicionadas para realizar excursões desde a costa à selva interior. Há também zonas de acampamento para o qual deve registrar-se na polícia. A segunda cidade na ilha de Luba, a uma hora de Bioko de táxi, não conta com especiais atrativos, mas tem alguns desertos singulares e praias virgens nos arredores. Uma vista impressionante se observa desde o Moca.
Rio Muni é a região continental de Guiné Equatorial que extende-se até as fronteiras com Camerúm e Gabão. É uma terra de formosas praias e selvas exuberantes. No interior encontram-se uma das extensões florestais menos exploradas do continente africano consideradas importantes para a investigação zoológica e botânica.
Já em terra firme encontra-se a cidade de Bata, de ruas amplas e retas. É destacável a orografia que permite às construções chegarem até a linha do mar. Junto à Praça do Relógio, no centro da cidade, acha-se um mercado central, que extende-se até o bairro de Comandachina, um dos mais concorridos da cidade. As costas de Bata oferecem grandes extensões de praia virgem adornadas de belos palmerais. Desde Bata pode-se realizar excursões à selva.
Situado na parte norte da cadeia montanhosa de Niefang. O conjunto da paisagem está conformado por uma série de serras que se elevam até as rochas cristalinas ao leste da bacia do Rio Uolo. Nessa zona encontram-se grandes concentrações de flora e fauna selvagem. Um formoso espetáculo natural.
É um área limitada pelo Rio Cogue e o Rio Mitong. Em seus arredores pode-se observar os montes de Atom, Mabumu-Won, Mintong, Mitong, Mitono, Mitra e Mianye. Dentro da zona existem ainda grandes concentrações de fauna e está comprovada a existência do gorila da costa e o chimpanzé, assim como, diversas espécies de primatas, mamíferos, aves e répteis.
Esta região inclui o estuário do Rio Ntem (o campo) e seu leito, desde a desembocadura no mar pelo oeste, até a confluência como o Rio Mbuva pelo leste. O lugar está situado dentro da chamada Penillanura de Ntem. As zonas de mangues e pastos costeiros são ricas em fauna marinha, palustre e selvática. Aqui quase não existem assentamentos humanos, pois a densidade da população é muito baixa.
É a parte oriental do sistema central que nasce em Gabão. Ali elevam-se os pontos mais altos dos montes Nsoc, Serra Mbula, monte Yagam e monte Nsama, que rodeam a população de Nsoc. Sua grande riqueza biológica representa um grande potencial científico. O maciço florestal de Nsoc joga importante papel no controle dos afluentes dos rios e é um regulador do clima da região.
Na gastronomia de Guiné Equatorial pode-se encontrar pratos tanto de cozinha européia como de comida tradicional. Entre os pratos típicos da zona está o Pepesup, uma sopa de peixe muito picante e o frango com chocolate, a ave guisada no molho de uma semente de gosto particular. Come-se com regularidade animais como o pangolím, o porco-espinho, o tucano, o veado e animais da selva em geral. Também se consome peixe, marisco e diversas frutas tropicais.
O topé ou vinho de palma é bebida cotidiana e consumida em todas as festas.
Pode-se adquirir uma grande variedade de artesanato com talhas de madeiras nobres como caoba, ébano, palisandro, etc. Também fabricam-se colares, pulseiras e armas de metal, malaquite ou conchas marinhas. As pinturas e gravados representativos da cultura tradicional são mostras destacáveis do talento nativo e pode-se comprar facilmente. As máscaras de diversas qualidades e materiais são, provavelmente, o objeto mais cotado pelos turistas.
A população de Guiné Equatorial é de 443.000 habitantes e está composta por três grandes etnias localizadas em áreas concretas do país. Os fang constituem 80% da população e, obviamente, são a tribo maioritária. Eles extendem-se por toda a região continental fazem séculos, mas na atual idade também conta com um importante número de membros na ilha de Bioco, zona onde residem os componentes da segunda etnia em extensão, os bubis. Em terceiro lugar está a etnia ndowe, que habita maioritariamente na zona costeira do continente e as ilhas do estuário. Outros grupos estão constituidos pelas etnias kombe, balengue, bujeba, bapuku, baseke, buico e bayele.
Os costumes estão estreitamente relacionados com o grupo tribal, que pertecem os povoadores. Os fang realizam cultivos do tipo nômade e praticam a caça mediante armadilhas para animais pequenos e com armas para animais de maior envergadura. A pesca fluvial é realizada pelas mulheres.
Os bubis criam animais domésticos para sua alimentação. Nas povoações não pode entrar ninguém que não pertença à família. Cada povoado tem vinte ou trinta agrupações. Há moradas destinadas a receber visitas e caracterizam-se por ter um grande número de portas, outras estão destinadas a ser cozinhas, currais, etc. O caminho de acesso está enquadrado por arcos rudimentares, no centro da praça acha-se a "casa da palavra" ("wetcha" em bubi). Os ndowe são os que têm mais influência européia. Sua principal atividade é a pesca e são muito bons navegantes. Constroem suas embarcações ou "caiucos" esvaziando o interior de um pau grosso, para ir dando forma pouco a pouco a um casco, para ser impulsionado com remos de madeira ou uma vela.
Existem muitos bares onde não faltam bebidas com o "pica-pica" (acompanhamento de comida servido com a bebida). Também há discotecas de diversos estilos que completam a vida noturna da Guiné Equatorial. Desde os primeiros dias de agosto e durante seis meses aproximadamente, celebra-se na cidade de Bra a "ferial", consistente na construção de mais de cem "casetas" (bares tradicionais) adosados. Concorrem entre si quanto à música e o serviço que oferecem. Em Malabo a ferial instala-se de 12 de outubro à 6 de janeiro.
A Festa do Inhame é celebrada pelos bubis com verdadeira veneração e é a mais importante de suas festividades. O inhame é o tubérculo que constitui a base alimentar do grupo e guarda um significado religioso anscestral. Sua planta e colheita dava lugar a cerimônias multitudinárias.
Os feriados são: Ano Novo, Sexta-Feira da Paixão, Dia do Trabalho, Corpus Christi e Natal. Outras datas de celebrações locais são 5 de junho, 3 de agosto, 15 de agosto, 12 de outubro, 1 de novembro e 8 de dezembro.
Três companhias de aviação trabalham no país: Ecuato Guineána de Aviação, Linhas Equato-guineánas de Aviação e Aviação de Guiné Equatorial. Os vôos ligam normalmente com as cidades de Malabo e Bata. Também realizam-se vôos regulares a Douala (Camerúm) e Livreville (Gabão).
Existe uma linha marítima, COMAGE, que une as cidades de Malabo e Bata com as ilhas Corisco e Annobão. No barco pode-se viajar em camarote individual ou compartido. Isto afeta o preço da passagem.
Existem táxis e combis para deslocar-se dentro das cidades ou entre elas. Os veículos podem ser compartidos ou alugados para uso privado por horas ou dias. As tarifas incluem a pagamento do motorista, sua manutenção e o combustível. Também pode-se alugar os carros sem motorista.
Fonte: www.rumbo.com.br
A Guiné Equatorial é o único país da África cuja língua oficial é o espanhol. É formada pelo território de Rio Muni, no continente, e por cinco ilhas, das quais a principal é Bioko, onde fica Malabo, a capital. Sua parte continental é coberta por densas florestas tropicais que, em alguns pontos, encobrem e bloqueiam as estradas do interior. Nação pobre, com reduzida atividade econômica, seus principais produtos de exportação são o café e o cacau.
Os portugueses ocupam as ilhas de Annobón (atuais ilhas Pagalu) e Fernando Pó (atual ilha de Bioko) em 1470. Nos séculos seguintes, o local serve de base para espanhóis e ingleses. Em 1856, a Espanha funda a colônia de Rio Muni, a porção continental da Guiné Equatorial, cuja independência é obtida em 1968. O primeiro governo do novo país é presidido por Francisco Macías Nguema, que em 1970 se autoproclama presidente vitalício. Em 1979, Macías é deposto por seu sobrinho e ministro da Defesa, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo. O ex-ditador é condenado por traição e genocídio e executado naquele ano. Obiang governa ditatorialmente e sofre quatro tentativas de golpe.
No primeiro pleito presidencial, ocorrido em 1989, Obiang é eleito sem oposição. O resultado é considerado inválido por grupos oposicionistas. Em 1990, a Anistia Internacional acusa o governo de torturar presos políticos. No ano seguinte, um referendo aprova a nova Constituição, que prevê democracia pluripartidária. No início de 1992, o governo decreta anistia geral e sanciona a lei dos partidos políticos, que não podem ter base tribal nem regional e devem pagar US$ 157 mil pelo registro. Apesar das restrições, dez agremiações se organizam, mas passam a sofrer perseguição do governo. Em 1993 realizam-se eleições legislativas, boicotadas pela oposição.
Em 1994 retorna do exílio o político de oposição Severo Moto Nsa, fundador do Partido do Progresso (PP). Em fevereiro de 1995, Moto Nsa é preso, acusado de tentar derrubar Obiang e condenado a 28 anos de prisão. Graças à interferência do presidente francês Jacques Chirac, Moto Nsa é anistiado. Nas eleições locais de setembro, o Partido Democrático da Guiné Equatorial (PDGE), governista, obtém maioria. Em fevereiro de 1996, Obiang vence a eleição presidencial, considerada uma farsa por observadores internacionais, e nomeia Angel Serafin Seriche Dougan primeiro-ministro. Em junho de 1997, Obiang decreta o banimento do PP, depois da prisão de Moto Nsa, dias antes, em Angola, num barco carregado de armas a caminho da Guiné Equatorial. Em abril de 1998, mais de 200 membros do partido de oposição União Popular são detidos pela polícia, sem acusação formal. Novas detenções de oposicionistas ocorrem no decorrer do ano. Uma nova lei eleitoral proíbe coalizões partidárias nas eleições legislativas previstas para novembro de 1998.
Nome oficial: República da Guiné Equatorial (República
de Guinea Ecuatorial)
Capital: Malabo (ilha de Bioko)
Nacionalidade: guinéu-equatoriana
Idioma: espanhol e francês (oficiais), fang, combe, balenque,
bujeba, bubi, ibo
Religião: cristianismo 88,8% (maioria católica), religiões
tribais 4,6%, islamismo 0,5%, sem filiação e ateísmo 5,9%, outras 0,2% (1980)
Moeda: franco CFA
Cotação para 1 US$: 606,00 (jul./1998)
Localização: centro-oeste da África
Características: estreita planície litorânea margeada por
montanhas; relevo acidentado com maciços montanhosos de N a S; território
abrangendo as ilhas de Annobón, Bioko, Corisco, Elobey Grande, Elobey Chico
e Pagalu
Clima: equatorial
Área: 28.051 km²
População: 430 mil (1998)
Composição étnica: fangs 80%, bubis 15%, outros 5% (1996)
Cidades principais: Malabo (30.418), Bata (24.308), Ela-Nguema
(6.179), Campo Yaunde (5.199) (1983)
República com forma mista de governo.
Divisão administrativa: 4 regiões continentais e 3 insulares.
Chefe de Estado: presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo (PDGE) (desde 1979,
eleito em 1989 e reeleito em 1996).
Chefe de governo: primeiro-ministro Angel Serafin Seriche Dougan (desde 1996).
Principais partidos: Democrático da Guiné Equatorial (PDGE), Convenção Social-Democrática Popular (CSDP), União Democrática e Social da Guiné Equatorial (UDS).
Legislativo: unicameral - Casa dos Representantes, com 80 membros eleitos por voto direto para mandato de 5 anos.
Constituição em vigor: 1991.
Agricultura: café (7 mil t), cacau (3,5 mil t), mandioca
(49 mil t), batata doce (37 mil t) (1997)
Pecuária: bovinos (4,8 mil), suínos (5,3 mil), ovinos (36
mil), caprinos (8,1 mil) (1997)
Pesca: 3,8 mil t (1995)
Mineração: petróleo, gás natural Indústria: madeireira
Parceiros comerciais: EUA, Camarões, Libéria, Espanha
Fonte: www.mulheresnegras.org