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Haiti

História

DADOS HISTÓRICOS

Até meados do século XVII a história do Haiti mistura-se com a história da antiga colônia espanhola. Nesses tempos o que hoje é Haiti era ocupado por piratas e corsários franceses.

Os Tempos Pré-colombianos

Antes da chegada de Colombo a Hispaniola ou "Quisqueya", como chamavam-na os indígenas taínos (habitantes pré-colombianos) estava ligada culturalmente ao resto das Antilhas. Os indianos da Espanhola eram principalmente taínos (o que significa "Os bons") e arawaks, mas não faltavam também alguns representantes dos macories e dos ciboney, povos em um estado de civilização paleolítica e que habitavam também Cuba.

Os taínos nunca foram uma civilização comparável, no que diz respeito ao desenvolvimento, a outras culturas como a maia, asteca ou inca, no entanto possuiam um nível cultural muito maior ao dos outros aborígens antilhanos. Grandes artistas na pintura corporal praticavam a poesia e as danças rituais, além do jogo da bola. Não era um povo guerreiro viviam calmamente em pequenos grupos habitando choças cônicas feitas em madeira e fibra trançada. Na época da chegada dos espanhóis o reino estava organizado em diferentes cacicazgos e o seu mais famoso líder era mulher, Anacaona ("flor de ouro"); o seu trágico fim nas mãos dos espanhóis fez dela uma peça fulcral da história épica da ilha.

A Descoberta e os Primeiros Espanhóis

Colombo chegou à ilha em 5 de dezembro de 1492, e foi precisamente nessa costa atlântica onde afundou a nau Santa Maria, na véspera de Natal do mesmo ano. A nova terra foi nomeada como A Espanhola, e com os restos da embarcação naufragada foi construido um forte que chamaram O Natal.

Deve-se salientar que na ilha A Espanhola aconteceram muitos dos feitos que governaram o desenvolvimento do continente na época colonial: aqui foi construida a primeira cidade do Novo Mundo (A Isabela, no território atualmente chamada República Dominicana); também aqui funcionou o primeiro tribunal de justiça, fez-se a primeira missa e a primeira câmara, sem esquecer o primeiro acordo de paz do continente americano, assinado nos arredores do Lago Enriquillo, em território dominicano.

Cristóvão Colombo deixou 48 homens no forte, sob mando de Diego de Arana e partiu rumo à Espanha na Pinta. Quando voltou um ano depois acompanhado por 1.300 homens achou a pequena colônia destruida pelos taínos. Em pouco tempo construiram vários estabelecimentos militares e formaram-se as primeiras cidades.

A primeira metade do século XVI foi uma época muito próspera para A Espanhola. São Domingo converteu-se na capital das Antilhas, na sede do arcebispado e economicamente, no porto mais importante do Caribe extendendo a sua jurisdição por todo o arquipélago. Pela zona setentrional da América do Sul e inclusive até Honduras. Na segunda metade do século traz a conquista do México e a crescente importância da Havana, A Espanhola passou a jogar um rol de menor importância.

No período do seu máximo esplendor, A Espanhola teve também uma vida artística muito ativa, graças às contribuições de artistas castelhanos. Porém, na segunda metade do século XVI e todo o século XVII foram tempos muito confusos, com os piratas a percorrer a zona e a progressiva perda de autoridade da Coroa Espanhola perante a crescente influência francesa.

A Ocupação Francesa e a Independência

Passados duzentos anos, os espanhóis tinham eliminado os taínos e arawaks nativos, no tempo que começavam os tempos dos bucaneros, onde a ilha de A Tartaruga, na frente do que atualmente é Cabo Haitiano (Cap Haitien), converteu-se na capital corsária do mundo. A primeria divisão da ilha fez-se em 1697, mediante o Tratado de Ryswick, na qual a Espanha era compelida a ceder metade da ilha à França. Após o traspasso, as duas colônias fizeram poucos contatos, embora em 1795, mediante o Tratado de Basilea, França ganhou todo o território da ilha até 1844, ano em que foram estabelecidas as fornteiras com a atual República Dominicana.

Os franceses repovoaram totalmente a ilha com escravos trazidos da África e foi assim que a ilha entrou em uma nova época de esplendor, chegando a ter pela colônia mais rica do mundo: nessa época, Cap Français (hoje Cap Haitien) era conhecida como "A Paris do Novo Mundo". A cana de açúcar, o café e o índigo fizeram dos colonos pessoas ricas até finais do século XVIII os escravos iniciaram um movimento de resistência visando pôr fim à exploração. O poderoso sacerdote vudu Boukman deu o sinal para o alçamento na ceremônia de Bois Cayman, em 20 de agosto de 1791. As centenas de plantações de cana de açúcar e moinhos foram destruídas pelo fogo, assinalando o começo da revolta.

A personalidade mais notável deste período foi Toussaint Louverture, um escravo negro que deteve os massacres e atingiu um compromisso mediante negociações pacificas entre negros e brancos, declarando mais tarde a independência da colônia. Napoleão respondeu enviando ao Haiti seu genro Leclerc com tropas. Toussaint foi apressado e deportado à Europa, onde morreu em Fort de Jeux, perto de Besançon, em 7 de abril de 1803. Infelizmente, não viveu para poder vêr o seu sucessor, Jean Jacques Dessalines, junto com os generais Henri Christophe, que construiram a Citadelle de la Ferrière, e Alexandre Pétion, vencer os franceses e declarar a primeira república negra do Novo Mundo, em 1 de Janeiro de 1804 em Gonaives.

A nova república chamou-se Haiti, uma palavra arawak que significa "terra montanhosa". Apesar deste trascendente acontecimento, as potencias européias rejeitaram reconhecer o Estado negro durante muitos anos, e Haiti ficou isolada. Os conflitos políticos internos levaram às rápidas mudanças no governo, mais de 60 até 1994. De 1915 a 1934 os Estado Unidos ocuparam Haiti e logo até começos dos anos cinquenta continuaram sendo um poder por trás da cena.

O Século XX

A época mais trágica da história do Haiti começou em 1957 com a eleição de François Duvalier como presidente. Duvalier, que havia sido doutor, tornou-se um dos distadores mais cruéis da sua época, com o apoio dos Estados Unidos, pois este país não queria ver o Haiti sob a influência comunista, como tinha acontecido em Cuba. Duvalier, conhecido pelos haitianos como "Papa Doc" reprimiu brutalmente a elite mulata e acredita-se que o número das suas vítimas atinge 200.000 pessoas. Após a sua morte, em 1971, o seu filho, Jean Claude Duvalier, tomou conta do poder e levou o país para uma decadência ainda maior.

Em 6 de fevereiro de 1986, após 29 anos de domínio criminoso, "Baby Doc" Duvalier foi obrigado a exilar-se, passando a viver na França onde viveu uma vida de milionário.

Apesar do exílio de "Baby Doc" a paz não veio logo ao Haiti. Em 1987 chegou a nova constituição, ao mesmo tempo que grandes revoltas aconteciam na cidade de Jean Rabel, ao noroeste do país. No ano seguinte fazem-se as primeiras eleições após a queda dos Duvalier e são ganhas por Leslie Manigat, que foi não obstante tirado do poder pela ação militar do general Henry Namphy. Só dois meses depois o general Proper Avril derrota a Namphy e auto proclama-se presidente.

Em 1989 fracassa um novo golpe de estado contra o governo. Como consequência disto, o general Avril proclama o estado de sítio e o mantém durante 9 dias.

Após dez dias de fortes protestos populares, Avril desiste em 10 de março de 1990, tomando conta da presidência Ertha Pascal-Trouillot, magistrada da corte suprema. Em dezembro desse mesmo ano, nas primerias eleições realmente democráticas no país foi eleito presidente Jean Bertrand Aristide, um padre católico.

Apenas um mês depois, Roger Lafontan, ex-chefe dos Tontons Macoutes (a temível polícia pessoal dos Duvalier) toma o Palácio Presidencial e obriga a desistir ao cargo de presidente, mas as forças leais ao regime constitucional conseguem deter a tentativa de golpe de estado. Aristide toma conta do cargo em fevereiro mas é derrotado pelo general Raoul Cedras em setembro. A OEA envia aos altos mandos militares uma mensagem na qual diz não reconhecer os membros da junta militar e que está a considerar o envio de uma força multinacional. Pouco depois, a Assembléia da OEA vota por unanimidade uma resolução de bloqueio do país para obrigar o governo a trazer de volta o presidente Aristide. Enquanto que a câmara dos deputados e o senado haitianos, sob vigilância de soldados armados, ratificaram como primeiro ministro a Jean Jacques Honoret, os Estados Unidos começam a mandar de volta os refugiados haitianos interceptados no mar quando pretendem chegar a território norte-americano.

Em janeiro de 1992, Aristide exilado nos Estados Unidos aceita a nomeação de René Theodore, líder do Partido Comunista Unificado, como primeiro ministro o que foi considerado um passo para a normalização democrática. Uns anos depois o mesmo Aristide assina um acordo com a ONU para anistiar os oficiais do exército implicados nos fatos acontecidos. Em julho Aristide e Cedras, que mantém-se como homem forte de Haiti concordam em cumprir a resolução da ONU e dar o poder ao presidente legítimo em outubro de 1993. Ao mesmo tempo, segundo observadores da ONU e a OEA continuam as violações dos direitos humanos dos partidários do exilado Aristide.

Já em outubro, forças paramilitares ao serviço dos generais golpistas impedem o desembarque das tropas de paz norte-americanas e canadenses que visavam supervisionar a reinstalação do poder a Aristide. Como consequência, o Conselho de Segurança da ONU acorda reimpôr o embargo do petróleo e armas ao país e congelar as contas dos golpistas no exterior.

Em fevereiro de 1994, a comissão de direitos humanos da ONU estima 3.000 mortos no país desde o golpe militar. Em outubro desse mesmo ano, dois dias antes dos chefes militares golpistas marcharem para o exílio ao Panamá, Aristide nomeia primeiro ministro a Smarck Michel. Em janeiro de 1995 o Banco Mundial anuncia que os donativos internacionais têm acordado uma ajuda de 660 milhões de dólares para o Haiti e o presidente Aristide, já instalado no poder anuncia a retirada forçosa de 43 oficiais do exército. Em 31 de março o presidente de Estados Unidos, Bill Clinton, de visita a Porto Príncipe reune-se com o secretário general da ONU, Boutros Boutros-Ghali e transfere a responsabilidade da ordem no país aos soldados de paz da ONU. Em junho com a situação normalizada a OEA celebra a sua Assembléia Geral no Haiti.

Em novembro teve eleições presidenciais nas quais ganhou René Preval, atual presidente da nação, nomeado em fevereiro de 1996 para um mandato de cinco anos. O país, embora continua sendo um dos mais pobres do continente americano tem recuperado a normalidade e estão a potenciar-se ao máximo as possibilidades turísticas do país como fonte de ingressos.

CLIMA

O clima é tropical, com temperaturas quentes variando entre os 25 e 32 graus centigrados nas zonas costeiras. A época de chuvas extende-se de abril até novembro, normalmente são breves mas intensas.

EQUIPAMENTOS DE VIAGEM

Aconselhamos roupas de algodão, calçado confortável, capa de chuva, óculos de sol, chapéu ou boné, protetor solar e repelente contra insetos.

DIFERENÇA HORÁRIA

Em Haiti os relógios vão cinco horas por trás com respeito ao horário GMT.

IDIOMA

O idioma oficial é o francês, embora esteja muito extendido o créole (crioulo), mistura de francês e línguas indígenas africanas. Também está muito extendido o inglês e, pela vizinhança com a República Dominicana, o espanhol.

RELIGIÃO

A religião principal é a católica, praticada oficialmente pelo 80% da população. O 10% são protestantes (batista, principalmente), e o outro 10% pratica o vudu.

Há que lembrar, porém, que um grande número de haitianos combinam os cultos católico e vudu.

ELETRICIDADE

A rede elétrica é de 10 volts a 60 Hz.

EMERGÊNCIA - SAÚDE - POLICIAMENTO

As autoridades haitianas não exigem nenhuma vacina obrigatória. É muito recomendada, no obstante, a profilaxis anti-malaria, não beber água da torneira, não comer alimentos sem cozinhar e evitar as frutas sem pelar e os cubitos de gelo. Para emergências médicas ou policiais o melhor é solicitar ajuda nas recepções dos hotéis.

Embora os níveis de criminalidade contra turistas não são alarmantes, têm-se observado alguns assaltos a estrangeiros, pelo que é bom manter certas precauções para evitar problemas. É bom assim mesmo não levar objetos valiosos à vista, e fazer atenção a mostrar dinheiro em público. Salvo se viajar com um grupo, escolha o transporte privativo melhor do que o público, e evite sempre passear só a noite fora das zonas propriamente turísticas.

CORREIOS E TELEFONIA

O serviço de correios ainda é deficiente, pelo que será melhor reservar as necessidades postais para a vizinha República Dominicana, no caso de ir lá depois. O escritorio principal dos correios está em Porto Príncipe.

Para ligar Haiti tem que marcar 00-509 e a seguir o número de assinante (não existem prefixos para as diferentes cidades).

FOTOGRAFIA

É melhor levar consigo todo o material fotográfico que vai utilizar, pois o material que pode comprar em Haiti nem sempre é da melhor qualidade, e os preços podem ser elevados. O mesmo pode-se dizer da revelação de filme, sendo aconselhável levá-los à República Dominicana se vai fazer alguma passagem por lá.

HORÁRIO COMERCIAL

As lojas e mercados têm um horário muito comprido, desde muito cedo de manhã até a noite. Os bancos só abrem de manhã, das 9 às 13, de segunda a sexta-feira.

GORJETAS

Em restaurantes e hotéis geralmente inclui-se na conta um 10% em conceito de gorjeta. Quando não seja assim, aconselhamos deixar entre um l0 e um 15% da conta, segundo o serviço recebido. Os taxistas não esperam gorjeta.

TAXAS E IMPOSTOS

Existe uma taxa de saída do aeroporto.

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

Extendendo-se por 27.400 quilômetros quadrados, Haiti ocupa a terceira parte da ilha La Espanhola, conhecida também como ilha de São Domingo.

É a segunda maior ilha das Antilhas e está situada no centro do arquipélago, muito perto do Trópico de Câncer.

Haiti equidista de Miami, Estados Unidos e Caracas, Venezuela. Limita-se ao norte, sul e oeste com o Mar Caribe, e a leste com a República Dominicana. As duas nações não estão claramente separadas por nenhuma fronteira natural, pelo que partilham muitos rios, vales e montanhas, fazendo do território uma só região física. A máxima altitude é La Selle, no sul do Haiti com 2.680 metros e o principal rio é o Artibonite, que nasce na República Dominicana e desemboca no Golfo de Gonave. Os outros rios do território são muito curtos e de rápidas correntes.

A sua orografia vem caracterizada por um terreno predominantemente montanhoso, formado por duas cordilheiras maiores e uma menor situada entre elas. As costas do Haiti são, sobretudo rochosas, e distingue-se nela duas peninsulas, a peninsula de Saint Nicholas ao norte, e a do Tiburão ao sul, formando o Golfo de Gonave, onde situa-se uma pequena ilha do mesme nome.

A capital do país é Porto Príncipe (Port au Prince). Outras cidades importantes são Cap Haitien, Gonaives, Les Cayes, Pétionville, Port-de-paix, Saint Marc e Jacmel.

FLORA E FAUNA

A natureza de Haiti é rica e variada, com predomínio de regiões úmidas e pouco elevadas nas quais cresce a floresta tropical, rica em madeiras valiosas como o ébano ou a caoba. O território haitiano possui mais de 4.000 espécies de plantas, das quais o 36% são endêmicas (nativas). Estas apresentam uma grande semelhança com as plantas do resto do continente, pois são originárias das eras geológicas, quando a ilha estava ligada à massa continental. Das espécies endêmicas salientam as orquídeas, supondo 67 gêneros e mais de 300 variedades classificadas, como por exemplo a Oncidium hanekeníi (tem forma de uma pequeníssima "cacata"), a Polyradicion lindenii (com forma de rãzinha), a Oncidium variegatum (com forma de anjo) ou a Leochilus laniatus (parece com uma freira).

São espécies originárias a palma real, o guayacán, a chirimoia, a mandioca, o maní, o tabaco, o milho, a batata, a goiaba, entre outras espécies. Plantas como o cacao, o abacate, os cítricos, o café, a cana de açúcar ou as bananas foram introduzidas pelos indígenas nas suas migrações, assim como pelos espanhóis durante os tempos da colonização.

Da fauna haitiana deve-se salientar ser tipicamente antilhana, quer dizer com um grande número de espécies inferiores, muitas aves e poucos mamíferos. Dentre as espécies nativas de maior interesse, salientam as iguanas da rocha, o cocodilo americano e a jutía dos gêneros Solenodon e Plagidontia.

Na ornitofauna podemos achar o zumbador, o guaraguao, o flautero, o barrancolí e a cigua palmera.

Dos poucos mamíferos presentes na ilha salientam os manaties e as baleias corcundas.

Os manaties são mamíferos aquáticos que habitam manglares, estuarios, desembocaduras de rios e lagoas a beira mar. As baleias corcundas emigram todos os anos desde as regiões árticas para reproduzirem-se. Estima-se que 85% das mais de 6.000 baleias corcundas da metade norte do Atlântico visitam estas águas.

A melhor temporada para observá-las decorre entre novembro e abril. Graças às baleias procurarem águas pouco fundas perto das ilhas pode-se contemplá-las de perto.

Arte e Cultura

A pintura

Haiti pode ser uma grande descoberta para o amante da pintura. Os seus folhetos turísticos afirmam que muitas vocações de colecionadores de arte começaram neste país. Certamente, a pintura no Haiti converte-se quase em uma arte de viver, invadindo calçadas, paredes e casas. Por todas partes oferecer-lhe-ão pinturas. Serão mais ou menos boas, mas se souber escolher, (há grande variedade de preços), pode descobrir verdadeiros tesouros.

Para ter a certeza, o melhor é visitar alguma das galerias bem instaladas. Em Porto Príncipe, Cabo Haitiano ou Jacmel, há vendedores de arte que já têm selecionado o melhor. Se for curioso, as ruas oferecem todas as oportunidades. Muitos amadores têm encontrado obras mestras nas galerias assim como nas ruas e mercados. É uma questão de ter bom olfato… e sorte.

O primeiro lugar a visitar é o Centro de Arte em Porto Príncipe, onde tudo começou. Dir-se-ia um "Quatrocento" do Caribe. Nos princípios dos anos quarenta, um jovem professor norte-americano, Dewitt Peters, ficou encantado com a arte do Haiti. Maravilhado pela vitalidade da pintura naif, decideu criar um lugar onde os pintores pudessem mostrar as suas obras. Foi o Centro de Arte, que cedo atrairia colecionadores do mundo inteiro. Uma maré de criadores invadiu Porto Príncipe, fazendo da pintura naif a sua entrada na cena cultural internacional. Este estilo pictórico surgiu no século XIX como uma manifestação sincrética das propostas francesas e os estilos populares, especialmente os trazidos pela cultura de raça negra. Já durante o século XX este estilo começa a perfilar-se como propriamente haitiano, salientando nas pinturas os motivos indígenas e nacionais, com vivas cores e cenas costumeiras.

Também pode descobrir no país uma pintura erudita de grande qualidade. Os jovens pintores modernos surgem sucedidos no mundo da arte contemporânea, e a pintura haitiana está representada atualmente nos melhores museus dos Estados Unidos e da Europa, e em algumas prestigiosas coleções privadas.

Existem muitas galerias de arte, dentre as quais salientam a Nader Art Gallery e a Galerie Marassa. Em Pétionville, a Nader Art Gallery está desde 1958, promocionando a arte pictórica haitiana no mundo inteiro, e as suas peças têm sido exibidas em museus do mundo todo, incluindo a Galeria Nationale du Grand Palais em Paris, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, a Galeria Bunkamura em Tóquio, a Galeria Oas em Washington e o Centro de Arte de Maracaibo na Venezuela, entre outros. A galeria oferece uma grande seleção de arte haitiana naif, primitiva e contemporânea em uma nova sala de 450 metros quadrados.

Há exposições cada mês, e o colecionador pode gozar nela da maior coligação de arte haitiana do mundo. Também em Pétionville, Galerie Massara tem exibido as suas obras em mais de 50 museus ao redor do mundo. Esta galeria está especializada na promoção de jovens talentosos da arte haitiana. Entre as grandes figuras da galeria, conta-se com Philippe Dodard, Gesner Armand, Tiga, Edouard Duval, Sacha Tébo, Levoy Exil e muitos outros. As coleções incluem pintura, escultura, artesanato e acessórios.

Música

Além da pintura, a música é a segunda manifestação cultural da ilha (como na República Dominicana), e também a que maior influência tem tido fora de suas fronteiras.

Existem várias teorias sobre a origem do merengue. Supõe-se ser um um rítmo mestiço, tendo a sua origem na fusão das músicas africanas e o pasodoble espanhol. Nasceu entre 1844 e 1850, e os seus começos foram difíceis, pois considerava-se um rítmo vulgar com letras pouco musicais. O merengue é um rítmo vibrante e rápido que faz dançar de forma livre e ao qual é quase impossível não render-se.

Os instrumentos mais típicos do merengue são o acordeon, a güira e o bumbo. A güira é uma espécie de ralho de lata com forma de cilindro oco, quando tocado emite um som "zumbador" compassado. Tem as suas origens no areito, uma série de melodias e canções dos antigos aborígens das Antilhas. Por outro lado, o bumbo deve o seu particular som à pele de chivo com a qual é fabricado.

O merengue compõe-se de três partes: um breve passeio e dois movimentos de oito figuras; a primeira delas realiza-se através de uma melodia pausada e vagarosa, enquanto que na segunda e terceira partes a música cresce em rítmo, velocidade e intensidade.

Mas o merengue não é a única dança da ilha, mas apenas a mais popular. Também existem muitos outros rítmos, a salsa é um exemplo.

Gastronomia

É certamente paradoxal falar de gastronomía num dos países mais pobres do mundo. A pesar de todo, como consequência da rica mistura de culturas taína, europeia e africana, Haiti possui uma rica gastronomía cujos ingredientes principais são a carne de porco, o arroz, os peixes e o marisco. Entre os pratos mais típicos encontram-se o chamado griot, preparado com carne de porco; o e labí, feito com lagosta, arroz e yon yon; acras, uma raíz (malanga) frita e temperada com muitas espeçarias; o griot, carne de porco; e o tassot, sendo este perú, vitela ou bode preparados com um marinado picante.

Compras

Entre as compras mais solicitadas pelos visitantes estão as pinturas haitianas de estilo naif, caracterizadas pelas suas vivas cores e assuntos da vida cotidiana do país. Com um pouco de paciência e diálogo poderá conseguir magníficas obras a preços muito acessíveis em algumas das galerías e mercados de Porto Príncipe e Cabo Haitiano, principalmente. Outros artigos interessantes são as esculturas e talhas de madeira, artigos de mimbre, joalharía de cobre e de carey, roupa bordada a mão, objetos de ferro forjado e um rico e variado artesanato relacionado com os ritos do vudu. O principal mercado é o Mercado do Ferro em Porto Príncipe, e o mais tradicional é o de Kenscoff, perto da capital.

População e Costumes

A população de Haiti é de 6.731.500 habitantes (censo de 1995). A maior parte (95%) são de raça negra, sendo a língua oficial o francês. Mantêm-se algumas condutas e costumes de origem francesa, assim como de alguns grupos africanos, herança dos tempos da escravidão.

O carácter dos haitianos é amável e aprazível, um pouco fatalista e indiferente às vezes, o que pode ser causa e efeito ao mesmo tempo da sua história de dominações (Espanha, França, as ditaduras dos Duvalier) e a mistura de catolicismo e budismo.

ENTRETENIMENTO

Por causa das extremas circumstâncias políticas, económicas e sociais vividas por Haiti nos últimos anos, a sua infra-estrutura turística não está plenamente desenvolvida, pelo que é dificil encontrar atividades a realizar fora dos hotéis. Aos poucos, as cidades vão recuperando a normalidade e com ela os lugares que tempo atrás albergaram certa atividade social começam a recuperá-la. Esse é o caso da zona de Pétionville, na qual já é posível gozar uma vida noturna com aceitáveis ofertas para praticar a salsa ou o merengue.

Respeito às atividades de ar livre, salientam sobretudo os esportes aquáticos, especialmente o mergulho. Qualquer pessoa, sem importarem sua idade ou experiência esportiva, pode realizar fácilmente o percurso até São Cay (Cayo Areioso). Éste realiza-se em lanchas com fundo de vidro para poder observar tudo o que tem para oferecer "o arrecife mais precioso do Caribe". Alí os visitantes podem usar um equipamento de mergulho para deleitar-se vindo as caprichosas formações coralinas, a multitude de peixes de diferentes cores e outras maravilhas submarinas. Em vários balnearios de praia podem alugar-se botes para navegar a vela e esquiar Em alguns deles organizam-se programas de mergulho em profundidade completos, com instrutor e tramitação dos certificados respectivos. Nas águas de Haiti os mergulhadores esperientes poderão gozar das melhores condições do Caribe para praticar o seu esporte, pois a costa ainda não está invadida pelos turistas.

Os esportes nacionais são o futebol e as lutas de galos, embora estas estão sujeitas a uma forte perseguição pelas autoridades.

Outro espetáculo submarino digno de experimentar-se é a exploração dos restos navais que estão nos fondos do Golfo de Gonaives. Dúzias de embarcações inglesas, holandesas, francesas e espanholas jazem no fundo do litoral haitiano, como testemunhas das lutas que tiveram lugar pelo seu dominio. Faça para ser acompanhado por guias mergulhadores experientes e goze do mais apaixonante e original museu submarino imaginável.

FESTIVIDADES

As festas oficiais de Haiti são: 1 de janeiro Dia da Independência, 2 de janeiro Dia dos Pais da Patria, 1 de maio Dia do Trabalho e a Agricultura, 18 de maio Dia da Bandeira e a Universidade, 17 de outubro Aniversário da morte de Dessalines, 18 de novembro Aniversario da Batalha de Vertieres e 5 de dezembro Dia do Descobrimento.

Além destas, a iconografia católica e as tradiciones indígenas e africanas geram grande número de celebrações, algumas de caráter nacional, como o Carnaval, e outras no nível local. Entre outros, celebra-se SantoTomás de Aquino, São Jose, São Marcos, São Felipe, São Isidro, São João Batista e São Pedro.

Transportes

Avião

Desde Europa, a melhor escolha para chegar diretamente a Porto Príncipe são os vôos de Air France que saem de Paris no mínimo dois dias por semana. Desde Espanha, a proliferação de vôos charter para a República Dominicana tem diminuido muito o custo da viagem ao Haiti. Desde São Domingo, Air Dominicana tem vôos diarios entre as capitais dos dois países. Dentro de Haiti existem vôos entre algumas das principais cidades, mas não é aconselhável utilizá-los pois não atingem os padrões mínimos de segurança exigidos pelas autoridades aeronáuticas internacionais.

Sem sair da zona das Caraibas, Air France tem vários vôos semanais a Cayenne, Fort de France, Point-á-Pitre e São João. Air Jamaica a Kingston, ALM (Aerolíneas Antillanas) a Curação e um vôo semanal a Barranquilla, Panamá e Paramaribo. American Airlines voa desde Miami duas vezes por dia a Porto Príncipe, igual que Nova Iorque. American Eagle cobre a rota São João-Porto Príncipe-Mirabel seis dias na semana. Air Canada voa vários dias por semana desde Mirabel a Porto Príncipe, a mesma rota que faz Canada 3000. A companhía Halissa Air voa a diário desde Miami à capital de Haiti, Aserca faz-o desde Caracas, e Copa desde Panamá City.

São Domingo fica a 40 minutos de avião desde Puerto Príncipe, Miami uma hora e São João de Puerto Rico uma hora e dez minutos.

Barco

Há navios cargueiros privados pela costa, onde é posível arranjar transporte de uma vila a outra. Existem serviços regulares entre Porto Príncipe e Jeremie e Porto Príncipe e Sãod Cay. Desde Cabo Haitiano saem cargueiros que ligam Haiti com a República Dominicana.

Alternativas de Transporte

Para chegar do aeropuerto ao hotel de escolha, há taxis disponíveis no aeroporto. Os taxis da ACGH são geralmente os que oferecem um melhor tratamento ao cliente e os mais seguros. Estão acreditados pela ACGH (Associação des Chauffeur-Guides d'Haiti), e é fácil reconhecer aos condutores graças a sua guaiabera branca e ao pin da associação que sempre levam consigo. Levam pessoas a todos os vôos. Asset, uma das principais agências de viagens de Haiti, conta com diferentes micro-ônibus com ar condicionado que por 10 dólares incluiem um serviço de boas vinda ao viajante. Asset também dispõe de serviços charter de ônibus e um tour multi-lingüe em Puerto Príncipe e em Cabo Haitiano.

Para deslocar-se pela cidade, pode-se combinar com o condutor ACGH ir pegar-lo para sair onde precisar, ou pode-se ligar diretamente a ACGH e solicitar o serviço. O telefone da agência é o 45-10-15. Há que reparar que as garagens estão situadas no centro de Porto Príncipe, pelo que se quiser ser apanhando em Pétionville deve avisar com antecedência.

Pode encontrar fácilmente taxis particulares na zona de estacionamento do Hotel Montana, e naquela situada entre os hotéis O Rancho e Vila Creole, em Pétionville. Provavelmente o hotel será a melhor fonte de informacões sobre taxis. Geralmente os hotéis têm feitos alguns acordos com taxistas que oferecem total garantia. Os taxis de ruaa podem diferenciar-se fácilmente pela grande dupla letra "o" pintada nas portas. As normativas sobre o serviço de taxi têm melhorado muito nos dois últimos anos, mas é bom acordar o preço da viajem antes de iniciar o mesmo.

Haití tem quase 5.000 quilómetros de estradas, e nem todas são transitáveis durante a época de chuvas. Além do taxi, também podem-se percorrer de carro, mini-ônibus e kombis. Mas o mais barato e típico são os tap-tap, (chamados assim pelo barulho que faz o motor), pequenos caminhões abertos atrás, com assentos para os pasajeiros. Param em qualquer lugar, e a tarifa mais cara é aquela que permite-lhe ir ao lado do condutor.

Aluguel de Viaturas

Outra possibilidade para viajar por Haiti é alugar um carro. As principais companhías de aluguel de carros têm escritórios em Porto Príncipe ou Pétionville, mas também é posível alugá-los no aeroporto. Faça conta que muitas companhías estão dispostas a oferecer tarifas especiais se pensar em alugar o veículos por una semana ou mais. Convém pois ligar com antecedência e pedir sempre um tratamento preferencials. Não é preciso uma carta de condução especial, a internacional dá perfeitamente. Lembre-se de dirigir pela direita.

Preste muita atenção quando estiver a dirigindo: ao mau estado de muitas das estradas junta-se o perigo das costumes do haitiano ao volante, bastante anárquicos na sua interpretação do código de circulação.

Movendo-se dentro do País

Desde Porto Príncipe chega-se a Cabo Haitiano por uma estrada relativamente nova mas montanhosa. A noite, no mínimo são quatro horas de viagem. Os tap-tap e as camionhonetes partem do mercado Mahogany, no porto. De caminho passa-se também por Gonaives, a terceira cidade do país. Em Les Cayes, desde Porto Príncipe, a estrada é aceitávelmente boa. Desde Les Cayes pode-se percorrer o suloeste do país, em tap-taps ou em barcos costeiros.

Para viajar por estrada entre Haiti e a República Dominicana faz falta uma autorização especial. Pelo norte, desde Cabo Haitiano, há uma estrada em mau estado com pouco tráfego, mas não há serviços de ônibus que transitem por ela. Desde Porto Príncipe há serviços de ônibus pouco frequentes, nos quais é dificil arranjar vaga. É possível encontrar no porto caminhões dispostos a levar passageiros à República Dominicana.

LOCAIS TURÍSTICOS

Para descobrir Haiti temos dividido o país em quatro zonas. Começaremos o nosso percurso por Porto Príncipe, a capital, para depois continuar para Jacmel.

Daqui viajaremos a Cabo Haitiano e terminaremos com um belo percurso pelas Praias do Haiti. Em cada zona assinalamos os principais hotéis e lugares onde ficar. No fim descrevemos algumas das Excursões mais interessantes que pode-se fazer no país.

PORTO PRINCIPE

Porto Príncipe é uma cidade agitada: a vida não pára nunca. Durante o dia, vibra sob um sol fortíssimo; a noite, ilumina-se com as luzinhas dos vendedores ambulantes. O vertiginoso espetáculo das suas ruas fará lembrar os turistas lugares como Estambul, Bangkok ou Nova Delhi, não obstante com um sabor único, encontrado só no Caribe. É impossível descrever Porto Príncipe, o turista descobre-a com amor e gozo, sendo muito dificil não reparar no seu encanto especial. A capital de Haiti seduz pela intensidade da sua vida cotidiana, pela sua vitalidade e pelo sorriso dos seus habitantes. O calor humano e a amizade são os melhores passaportes para adentrar-se nesta "cidade de senhores farrapentos", como alguém definiu-a em uma ocasião.

Primeiro descobrirá as peculiares viaturas para transporte público, os famosos tap-taps. Não verá mais que tap-taps.

Estranhos, barulhentos, ao ritmo dos últimos merengues de moda, cobertos de luzes, decorados com legendas cheias de graça ou enigmáticas: "A vida louca", "Minha doce Simone, no fim voltas-te!", "O fruto do meu trabalho", "Os funerais do reis de França", "Do eterno, ao fim!".

O local de concetração dos tap-taps de Porto Príncipe é o Mercado de Ferro ou Mercado "Vallières", um edificio tão peculiar como o resto da cidade.

Imagine-se em um pavilhão "Baltard" com minaretes: um edificio morisco no meio do Caribe. Dizem que o presidente Hippolyte o comprou, há um século, de uma empresa francesa que queria envia-lo à Turquia.

Hoje, o Mercado de Ferro está cheio de gente ocupada e barulhenta. Franquear a avalanche de propostas que invadir-lhe-ão, e safar-se das montanhas de objetos espalhados por todas partes não é uma tarefa fácil. Lâmpadas, gaiolas, louça ou brinquedos desenhados com latas de conservas, sandálias de borracha feitas com pneus velhos, tudo interessará, mas o Mercado de Ferro esconde verdadeiros tesouros. Entre as abundantes pinturas naif pode-se encontrar maravilhas; é surpreendente a grande variedade de louças de caoba, cestos e chapéus de palha, esculturas de madeira ou feitas com vasilhas de lata e todo tipo de artigos feitos a mão, alguns excelentes. Tudo isto valerá o esforço feito. Deve negociar por puro prazer e deixar-se levar pelo capricho, porque os preços são incrivelmente baixos.

Deixando o centro de Porto Príncipe, podemos dirigir-nos ao bairro administrativo, dominado pelo Palácio Nacional, cópia do Petit Palais de Versalles, um enorme edificio de luminosa brancura, já exorcisado dos macabros fantasmas da família Duvalier. Os habitantes da cidade passeiam agora sem medo pelos arredores do Palácio, símbolo da democracia reconquistada.

A Esplanada dos Heróis da Independência exibe as estátuas dos fundadores do Haiti.

O imperador Dessalines, o guerreiro Pétion, o primeiro presidente de Haiti, o rei Christophe, Toussaint Louverture, e o mais amado de todos pelo povo: o Marron Inconnu, o escravo rebelde quebrando as correntes, soprando no seu lambi, símbolo da revolta contra todas as opressões.

A praça de Champ de Mars, a qual rodeia o Palácio Nacional e está cheia de edificios construidos nos anos trinta. Nela encontra-se o Museu de Arte do Pantéon Nacional e a Casa Defly, adorável construção do princípio deste século, transformada em museu da vida crioula e em armazém de antiguidades.

Na Catedral da Santa Trindade, o visitante pode observar murais bíblicos descrevendo a explosão da arte naif nos anos quarenta.

A cidade de Porto Príncipe ultrapassa hoje um milhão de habitantes e extende-se gradualmente para as alturas. Os bairros comerciais ocupam a beira do mar, com as ruas invadidas pelos vendedores ambulantes, enquanto que ao remontar-mos para as colinas o ar aligeira-se e a massa perde intensidade.

Atrás de Champ de Mars extende-se Bois Verna, o bairro aristocrático da cidade até os anos cinquenta. Passeando pelas suas labirínticas ruas e subindo para Pacot, entramos no paraíso das Casas Gingerbread, um pouco velhas mas encantadoras. Estas elegantes residências, muito apreciadas pelos habitantes da cidade e ternas pela sua decadência suntuosa, é a manifestação certa de uma arte do viver crioulo, hoje desaparecido.

A maior parte são do princípio do século, e vale a pena visitar no bairro de Pacot as mais ousadas "gingerbread" da capital: a Casa Cordasco, a Casa Peabody, e o resto das suas irmãs.

Subindo ainda mais encontra-se Pétionville, bairro residencial que com a sua natureza e as suas flores absorve as casas luxuosas dos privilegiados do país, as discotecas, os elegantes restaurantes e os hotéis mais caros da ilha.

Um pouco mais acima, encontra-se a Destilaria de Ron Barbancourt. Esta destileria produz rum enriquecido com manga, coco, laranja e café, entre outros sabores. Durante décadas, Haiti foi famoso pelos seus ricos runs feitos com sumo de cana fermentado e destilado, em lugar de melaço. Ainda mais interessante é a lenda do Castelo de Barbancourt, morada de uma história de amor clássica entre um homem de negócios e uma beleza haitiana. Nos anos trinta, o fabricante de perfumes alemão Rudolph Linge conheceu e apaixonou-se da então Miss Haiti, Jane Babancourt. Casaram-se e voltaram ao seu país natal. Graças às grandes plantações de cana de açúcar da familia da sua esposa e a sua privilegiada narina para os aromas, Linge começou a misturar licores de rum com o sucesso que já temos referido. Um dia quis ver um filme. Como não havia nenhum cinema em Haiti, apanhou um vôo para Nova Iorque e viu "A Cenicienta" de Walt Disney e ficou encantado com o castelo do filme.

Comprou uma fotografia do filme ao proprietário do cinema, voltou à casa, deixou a fotografia acima da mesa de um arquiteto e pediu-lhe: "Construia-me este castelo". O edificio é agora um monumento a Linge, que morreu em 1991.

Nos arredores extende-se a vila de Kenscoff, situada numa área montanhosa que poupa o calor. As colinas vizinhas estão cobertas de solo de cultivo e bosques de pinheiros. Aqui estão as ruínas de Fort Alexandre e Fort Jacques, e desde este último podem-se disfrutar de magníficas vistas da cidade e do seu porto.

E mais para acima ainda, na montanha de Boutilliers, pode-se contemplar, no pôr-do-sol, a cidade de Porto Príncipe descendo desde as colinas até o mar, extendendo-se como um espelho abraçando tenramente as águas da sua baía, uma das mais formosas do mundo.

OS ARREDORES DE PORTO PRINCIPE

A cinquenta quilometros, em direção à fronteira dominicana, depois passar Croix des Bouquets e Mirebalis, encontra-se Ville Bonheur, o centro mágico da ilha e destino de milhares de peregrinos entre o 12 e 16 de julho de cada ano. Aqui, na metade do século passado, numa palmeira ao pé de uma cascata enorme, em Saut d'Eau, dizem que a Virgem Maria apareceu-se a um homem da zona chamado Fortuné. Quando relatou a sua visão aos freires, estes não acreditaram no princípio e foram para esse lugar, que desde então é sagrado para os haitianos. E não só para os cristãos mas também para os que acreditam no vudu, os quais vêem na Virgem Maria a sua deusa Maîtresse Erzuli.

HOTÉIS EM PORTO PRINCIPE

Os hotéis no Haiti não são grandes blocos de cimento. Normalmente são estabelecimentos construidos sobre edificios históricos.

Os que recomendamos são de cinco estrelas, com todos os serviços que podem oferecer os hotéis desta categoria: televisão, mini-bar, piscina, esportes, restaurantes, etc. Costumam ter poucas quartos, pelo que não sentirá a pressão das grandes massas de turistas.

Para uma estadia comoda num ambiente tropical, o Hotel Olofsson oferece três tipos de quartos: Os Standart estão situados no edificio "La Maternidad", construido pelos marines durante a ocupação norte-americana, quando o hotel serviu como hospital. As cabanas são cada uma delas únicas, espalhadas em redor dos jardins. Todas têm móveis antigos e banheiros modernos, e a maior parte possuem ar condicionado. Todas os quartos têm telefone, e as suítes incluem televisão. O restaurante situa-se no portão que está sobre os jardins e oferecem uma cozinha criolla. A famosa piscina, descrita na obra de Graham Greene "Os cómicos" é o lugar perfeito para afastar-se de tudo. Mergulhe, arranje uma cortiça e beba avidamente um ponche de fruta. A noite, o Oloffson também é um lugar para alentar-se e se renovar com os espetáculos cheios de ritmos de vudu cativadores, roupas exóticas e coreografias interessantes.

No lobby barroco do hotel pode-se disfrutar também de outros aspectos da cultura haitiana: a exibição de arte naif, conferências e festas. Há que assinalar que o hotel é um dos mais conhecidos, pelo que lamentavelmente encontra-se muito deteriorado. Por outro lado o serviço deixa muito a desejar.

Um "Caribean clasico", o Hotel Villa Créole continua meio século de boas vindas aos viajantes distintos de Haiti, com um renome internacional para o serviço discreto, alojamentos impecáveis e um pessoal amistoso. Os 68 quartos estão situados num jardim, e todos possuem ar condicionado, televisão por satélite e um sistema de telefonia moderno. O hotel dispõe de duas quadras de tênis, um ginásio e uma grande piscina. O Villa Créole é muito conhecido pela sua espetacular coleção de arte haitiana. O visitante não deve esqueçer provar o desejum debaixo das árvores de amendoas, com uma seleção completa de frutas tropicais e sucos. O almoço e o jantar podem ser servidos no recentemente inaugurado restaurante Villa Bele ou nas barbacoas e buffets ao redor da piscina. Situado em Pétionville, nas colinas sobre Porto Príncipe, o Villa Créoloe fica perto do aeroporto e a só uns minutos das galerías de arte, cassinos e restaurantes de Haiti.

Situado nas colinas de Pétionville, o Rancho Hotel é mais parecido a um Palácio privado do que a um estabelecimento hoteleiro. As 95 quartos dispõem de ar condicionado e televisão a cabo, e estão decoradas com móveis e objetos haitianos, trabalhados a mão.

Tem dois restaurantes: O Continental Bar Restaurant, com uma atmosfera de patio de jardim, e o Gourmet Restaurant, com um belo pub feito de madeira inglesa e decorado com uma delicada mistura de antigüidades e móveis modernos, embelezados com deliciosas pinturas haitianas. Há também um Lobby Bar e um Pool Bar. O Rancho Hotel também possui um equipadíssimo ginásio e várias quadras de tênis. Após o jogo, o hospede pode gozar também de uma sauna ou uma massagem por profissionais. Três salas de conferências ou banquetes que podem acolher entre 30 y 150 pessoas. O Hotel também dispõe de casino, no qual pode-se jogar roleta, black jack e outros jogos. No caso o visitante quiser uma privacidade especial, existem várias quartos VIP com esse propósito.

Também sobre a montanha da velha cidade de Pétionville eleva-se o Kinam Hotel, originariamente uma mansão gingerbread do século XIX, recém restaurada e ampliada para oferecer maiores confortos. Encontra-se situado entre as ruas Lamarre e Moise, frente à praça de Saint Pierre, e a pouca distância de lojas, galerias, restaurantes, o casino e a vida noturna de Pétionville. Possui 38 quartos e três suítes atrativas, limpas, com banheiros modernos, telefone e televisão. No seu restaurante serve-se uma excelente comida criolla e francesa, e fica aberto desde as seis da manhã até meia noite, igual ao bar da piscina, onde pode beber excelentes cocktails tropicais.

O Christopher Hotel domina a colina sobre a qual está situado, e oferece aos seus residentes uma magnifica vista panorámica de Porto Príncipe e sua baía. As 74 quartos são confortáveis e amplas, e possuem terraças, ar condicionado, telefone e televisão. Dispõe também de piscina, restaurante, bar e uma sala de conferencias para 550 pessoas.

O Hotel Montana possui 85 quartos com ar condicionado, piscina, restaurante, bar e, sobretudo, uma espetacular vista de Porto Príncipe e a baía. Este hotel era um dos favoritos de jornalistas e técnicos no periodo do embargo e da intervenção internacional. A arquitetura não é espetacular mas tem umas agradáveis áreas exteriores para passeiar ou tomar uns drinkes. Atualmente muito frequentado por homnes de negocios e turistas.

O Visa Lodhe Hotel salienta pelo prático das suas instalações, pois está especialmente desenhado para as viagens de negocios. Está situado na estrada que leva ao aeroporto, e conta com 26 quartos com ar condicionado.

O Villa de St-Louis Hotel está situado perto de Pétionville, a 10 minutos do aeroporto e a 15 do parque público de Champs de Mars, e o transporte público leva-lhe até a porte do hotel. Conta com 25 confortáveis e espaçosos quartos com ar condicionado e terraças com vistas da cidade e ao campo em volta. No restaurante oferece-se uma deliciosa comida de estilo continental e crioulo, com um agradável serviço. Os hóspedes podem escolher para a sua estadia entre os planos europeu, continental ou americano. O hotel tem dois bares, e fica a pouca distância dos principais lugares de lazer da capital. Dispõe também de piscina e quadras de tênis e saídas para praticar mergulho ou visitar os principais locais turisticos de Porto Príncipe.

O Prince Hotel está numa antiga mansão restaurada, no alto de uma das colinas dominando Porto Príncipe. Conta com 20 quartos, decorados com uma mistura de estilo europeu e elegancia tropical e com ar condicionado, televisão a cabo, telefone e algumas delas com belas vistas à baía. Entre as suas instalações também há piscina, bar, e restaurante.

O Coconut Villa Hotel encontra-se numa zona aprazível rodeada de árvores tropicais a 3 quilometros do areoporto e do centro de Porto Príncipe. Tem 50 quartos com ar condicionado e alguns apartamentos mobilados de aluguel. Dispõe também de piscina, barbacoa e um restaurante especializado em comida italiana e criolla. Muito perto do hotel há um centro comercial, dois bancos e um cinema.

HOTÉIS DE PRAIA PERTO DE PORTO PRÍNCIPE

As seguintes praias estão situadas ao norte de Porto Príncipe. Indo de carro para o norte pela Rota Nacional 1 observam-se as montanhas Chaine des Matheux à direita, e as aguas da baía de Porto Prícipe à esquerda. Embora os hotéis de que vamos falar estão perto de Porto Príncipe, o pesado tráfego nas estradas de aceso durante certas horas do dia faz com que seja muito dificil dormir neles para ir todos os dias à cidade.

Moulin Sur Mer é um local restaurado de uma plantação colonial de 1750, atualmente mobilada com antiguidades. Está em Montrouis, a 50 minutos de Porto Príncipe. Nas suas instalações, um museu chamado Musée Ogier-Fombrun é uma obra arquitetonica mestra que faz referencia à luta contra os colonos franceses pela independência de Haiti. Les Boucaniers é o nome do restaurante do hotel, situado na praia e especializado em marisco e comida criolla. Cada um ds espaçosos e elegantes quartos está decorado artísticamente e tem o seu banheiro privado, terraça ou solarium. A piscina é semi-olímpica e está rodeada por um pórtico e um bar. Mas se quiser uma outra escolha, o hotel tem uma praia privativa de duzentos metros de branca areia. "Salle 1804" é uma ampla zona de 600 metros quadrados, perfeita para conferências, seminarios ou acontecimentos sociais como casamentos, banquetes, etc. Entre as possibilidades de praticar esportes oferecidas por Moulin Sur Mer estão o tênis, racket ball, criquet, basketball, ping pong, voleibol, badmington, esquí aquático, mergulho, mini-golf e outros. Para deslocar-se pelas instalações, o hotel põe a disposição dos hospedes uns simpáticos automoveis elétricos.

O hotel Kyona Beach está situado perto de Luly, a maior vila de pescadores, a 45 minutos (se não houver muito tráfego) de Porto Príncipe. Kyona é uma praia arenosa, e tem um bar e um restaurante. Dispõe de 22 quartos com ventiladores no teto. Há muitos espaços para crianças e saídas frequentes ao arquipélago de Les Arcadins.

O Club Med está a uma hora e meia de distância de Porto Príncipe, após a cidade de Montrouis, numa preciosa praia. Dispõe de 350 quartos com todos os confortos, assim como vários restaurantes e umas completíssimas instalações desportivas.

A 50 quilómetros de Porto Príncipe, o hotel Kalico apresenta-se sobre uma preciosa ilha, metade areia e metade rocha. Dispõe de 40 quartos com ar condicionado, tênis, piscina, bar e restaurante. Está no coração da costa de Les Arcadins, numa esplendida praia de areia branca desde a qual obtém-se uma bela vista da costa e da ilha de La Gonave. Conta com modernas e amplas quartos, suítes, apartamentos e bungalows, todos equipamentados com ar condicionado. Tem um centro de conferências e facilidades para a prática do windsurf, tênis, saídas a cavalo, navegação, mergulho, pesca sub-aquática, voleivol e futébol de praia. O seu restaurante, ao pé da praia, está especializado em peixe, marisco e comida francesa. Sem dúvida, este hotel é o melhor da zona na modalidade "all include". Nestes momentos encontra-se fechado por obras de recondicionamento e melhora. A direção está a cargo de pessoas de origem libanesa.

JACMEL

Saindo de Porto Príncipe pela porta sul, começa o caminho a Jacmel. Após um passeio de duas horas atraves de uma belíssima paisagem montahosa, chegará à baia que dá o nome à cidade e que, majestosa, extende a sua opulência azul ao pé das montanhas. A cidade, pequena pérola, dorme no fundo da baia como um capricho esqueçido pelo tempo, quase intacto nos vestígios do seu esplendor.

As suas casas com balcões de ferro forjado, são de principios deste século, a idade dourada do café. Nessa época a cidade fervilhava de animação, e ao seu porto chegavam cargueiros vindos do mundo inteiro. Atualmente, languidece com uma pequena comunidade de artistas haitianos, europeus e americanos, refugiados nela, animando o sonho das suas fantasias e transformando-o numa espécie de Ibiza do Caribe. Se tiver a sorte de visitar Jacmel na época de Carnaval, há que perder-se sem pensar mais nada no mais belo e confidencial cortejo das ilhas. No seu ambente de festa, as máscaras de "papier maché", de estranhas cores, dançam saidas diretamente dos seus sonhos e pesadelos.

Jacmel é a cidade de Préfète Duffaut, o seu pintor. Pintou incansavelmente a cidade e a baia, adornando-as com o caudal da sua imaginação. Jacmel é também a cidade de René Dépestre, prémio Renaudot 1987. Hadriana, a sua famosa heroína, igual do que outras personagens dos seus romances, passeia pelas ruas, as praças, as velhas casas da Jacmel, cidade de todos os sonhos.

Nos arredores de Jacmel nao deixe de visitar o Bassin Bleu, uma série de três maravilhosas cataratas.

HOTÉIS EM JACMEL

O principal hotel da primeria categoria é La Jacmelienne, com 40 quartos com ar condicionado. Está situado numa pitoresca praia e é também ótima para passear pelos arredores. O hotel encontra-se a poucos minutos a pé do centro de Jacmel.

CABO HAITIANO

A viagem de Porto Príncipe a Cabo Haitiano (Cap Haitien) é uma beleza inimaginável. Após passar a porta norte de Porto Príncipe econtrará os melhores hotéis costeiros.

Através das hortas, graneiros de Porto Príncipe, atravessam-se os campos de arroz que enchem a planicie até perder-se da vista. De seguida chegará a Monte Puilboreau, desde onde contempla-se a rica planicie do norte. Aí pode jogar com a sua imaginação e tentar visionar as imensas plantações coloniais com as suas fábricas de açúcar, povoadas por milhares de escravos, riscadas por carros de bois carregados de cana.

Descobrirá o Cabo Haitiano, antiga capital da colônia. A porta da cidade, a "Barreira Bouteille", viu passar sob o seu arco a carruagem do rei Christophe.

O Cabo é agora uma pequena cidade portuaria, cheia de gente e muito vital. As suas ruas estreitas seguem o traçado da cidade colonial. As casas antigas, cheias de encanto e de tenras cores, são do século XIX, a época do reis Christophe. Entre os monumentos salienta a Sé, sita na Praça de Armas. A Sé, do século XVIII, está coroada por uma espetacular cúpula prateada.

O rei Christophe parece reinar ainda sobre toda a região do Cabo. Mas a sua presença sente-se principalmente nas ruinas do seu Palácio, "Sans Souci". A monumental escada está intacta e a sua elegante silhueta destaca sobre a cor verde escuro da montanha, produzindo um efeito alucinante. O Palácio foi construido a imagem do Palácio do Federico II da Prusia e, embora um tremor de terra destruiu em 1842 a maior parte do edificio, pode-se ainda contemplar a monumentalidade que teve na sua época de esplendor.

Um dos muitos guias que acompanham o visitante pelas ruínas assinala para acima e explica: "Aí é exatamente onde o Reis Christophe disparou-se uma bala de ouro como o seu revolver em 1820".

Na verdade, é certo: o rei tinha reprimido demais os seus súditos, os quais revoltaram-se propiciando o suicidio. Os suditos não tinham esquecido a morte de 20.000 pessoas pelos esforços realizados durante a construção da Cidadela. Cada pedra do imenso forte era trasportada a mão durante quilometros e depois carregada até 980 metros de altitude da montanha.

O encanto da cidade mostra-se mais claramente quando sube à Montanha do Bonete do Bispo e surge a Cidadela La Ferrière, construida por comando do Rei Christophe para proteger o país dos franceses. Os franceses nunca voltaram, mas a Cidadela ficou alí como testemunha da luta do povo haitiano pela independência, dominando a baia de Acul. É a maior fortaleza das Caraibas, com muralhas de 15 metros de largura, e capaz de abrigar mais de 10.000 pessoas.

A construção durou 14 anos. Atualmente, ainda há mais de 250.000 balas de canhão diante da fortaleza. O passeio de duas horas sobre mansas mulas desde Sans Souci até a Cidadela é, sem dúvida, um dos percursos mais interesantes nas Caraíbas.

Outra das possibilidades de Cabo Haitiano é contemplar o ponto exato onde Colombo ancorou os seus barcos na primeira viagem ao Novo Mundo, o 21 de dezembro de 1492, assim como o lugar em que afundou a Santa Maria, no que hoje é a baía de Cabo Haitiano.

Esta baía está ainda virgem, sem contato com ocidente, e é facil levar uma lembrança valiosa da visita a Cabo Haitiano. Passeando pelas suas ruas ou visitando uma das três boas galerias de arte pode-se comprar uma pintura naif da famosa "Escola do Cabo Haitiano". Talvez não possam oferecer-lhe a obra do famoso Philomé Obin, mas há muitos pintores jovens no Cabo a encher de graça e cores delicadas as pitorescas ruas e o ambiente da cidade.

Fonte: www.rumbo.com.br

Haiti

"Além do sol, as praias e os hotéis de luxo tem uma mistura misteriosa e assustadora de arte, história, cultura e magia. "

Haiti
Haiti

Haiti é um país do Caribe que ocupa o terço ocidental da ilha Hispaniola, possuindo uma das duas fronteiras terrestres das Caraíbas, a fronteira que faz com a República Dominicana, a leste. Além desta fronteira, os territórios mais próximos são as Bahamas e Cuba a noroeste, Turks e Caicos a norte, e Navassa a sudoeste.

Capital: Port-au-Prince.

Diversão

Em vários balnearios de praia podem alugar-se botes para navegar a vela e esquiar Em alguns deles organizam-se programas de mergulho em profundidade completos, com instrutor e tramitação dos certificados respectivos. Nas águas de Haiti os mergulhadores esperientes poderão gozar das melhores condições do Caribe para praticar o seu esporte, pois a costa ainda não está invadida pelos turistas.

Transportes i

Haití tem quase 5.000 quilómetros de estradas, e nem todas são transitáveis durante a época de chuvas. Além do taxi, também podem-se percorrer de carro, mini-ônibus e kombis. Mas o mais barato e típico são os tap-tap, (chamados assim pelo barulho que faz o motor), pequenos caminhões abertos atrás, com assentos para os pasajeiros. Param em qualquer lugar, e a tarifa mais cara é aquela que permite-lhe ir ao lado do condutor.

Aluguel de Carros

As principais companhías de aluguel de carros têm escritórios em Porto Príncipe ou Pétionville, mas também é posível alugá-los no aeroporto. Faça conta que muitas companhías estão dispostas a oferecer tarifas especiais se pensar em alugar o veículos por una semana ou mais. Convém pois ligar com antecedência e pedir sempre um tratamento preferencials. Não é preciso uma carta de condução especial, a internacional dá perfeitamente. Lembre-se de dirigir pela direita.

Dinheiro

O Gourde é a unidade monetária das Honduras e está dividida em 100 centavos.

Por questões de segurança, a troca de moeda deve ser feita de preferência nas raras casas de câmbio.

É aconselhável o respeito dos conselhos habituais de segurança:

não passear durante a noite ou em locais isolados

evitar as praias desertas

transporte consigo uma cópia do passaporte

Compras

Com um pouco de paciência e diálogo poderá conseguir magníficas obras a preços muito acessíveis em algumas das galerías e mercados de Porto Príncipe e Cabo Haitiano, principalmente.

Artigos interessantes são as esculturas e talhas de madeira, artigos de mimbre, joalharía de cobre e de carey, roupa bordada a mão, objetos de ferro forjado e um rico e variado artesanato relacionado com os ritos do vudu. O principal mercado é o Mercado do Ferro em Porto Príncipe, e o mais tradicional é o de Kenscoff, perto da capital.

Capital

Porto Príncipe (em francês Port-au-Prince e em crioulo haitiano Pòroprens) é a capital e a maior cidade do Haiti. Localiza-se no sudoeste do país e é um porto no golfo de Gonaives. A população da cidade soma 2,5 a três milhões de habitantes. Foi fundada em 1749 pelos franceses.

Clima

O clima é tropical, com temperaturas quentes variando entre os 25 e 32 graus centigrados nas zonas costeiras. A época de chuvas extende-se de abril até novembro, normalmente são breves mas intensas.

Idioma

O idioma oficial é o francês, embora esteja muito extendido o créole (crioulo), mistura de francês e línguas indígenas africanas. Também está muito extendido o inglês e, pela vizinhança com a República Dominicana, o espanhol.

Fonte: www.souturista.com.br

Haiti

Capital: Port-au-Prince

Idioma: francês e creole

Moeda: gourde

Clima: equatorial

Fuso horário (UTC): -5 (-4)

Pontos turísticos

Jacmel

Antigo porto do café, constrasta a decoração colonial francesa com as praias de areia preta, e casas coloniais vitorianas transformadas em lojas e cafeterias.

Petiónville

Cidade localizada nas colinas à sudeste de Port-au-Prince, é o reduto da sociedade mais abastada do país.

Possui lojas finas e alguns dos melhores restaurantes do país.

Próximo è cidade está a Destilaria Jane Barbancourt, que produz mais de 20 tipos diferentes de rum, incluindo os de sabor de café, coco e hibiscus.

Fonte: www.geomade.com.br

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