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Halitose

 

MAU HÁLITO: O QUE É, QUAIS SÃO AS CAUSAS E COMO TRATAR?

Halitose ou mau hálito é o odor desagradável, muitas vezes repugnante, do ar expelido pelos pulmões. Este problema, apesar de bastante antigo, foi descrito primeiramente como uma entidade clínica em 1874 e, por incrível que pareça, até pouco tempo atrás não se sabia suas causas e tratamento.

Hoje sabemos que o mau hálito, na grande maioria das vezes, não constitui um problema de saúde e, sim, uma simples alteração fisiológica capaz de alterar o odor do hálito tornando-o um grande obstáculo ao estabelecimento de relações sociais.

A simples presença de mau hálito pode provocar sérios prejuízos psicossociais.

Os mais comumente relatados são a insegurança ao se aproximar das pessoas, podendo levar à depressão secundária, dificuldade em estabelecer relações amorosas, esfriamento do relacionamento entre o casal, resistência ao sorriso, ansiedade e baixo desempenho profissional, quando o contato com outras pessoas é necessário.

Apesar de poder ser provocado por mais de 90 possíveis causas, estima-se que 30% a 40% da população brasileira sofram de forma crônica do distúrbio. Pela manhã, este incômodo é fisiológico, presente em 100% da população devido a diversos fatores, tais como leve hipoglicemia (redução na quantidade de açúcar), redução do fluxo salivar durante o sono e proteínas da própria saliva, que geram componentes de cheiro desagradável, chamados de compostos sulfurados voláteis ou CSV. Este odor matinal, no entanto, deve desaparecer após a higiene dos dentes (com fio e escova dental), da língua e após a primeira refeição da manhã, caso contrário, pode realmente ser considerado mau hálito ou halitose.

Dentre os inúmeros fatores causadores, podemos salientar os bucais (má higeinização oral, saburra lingual, próteses dentárias mal adaptadas, restaurações defeituosas, baixo fluxo salivar, saliva muito viscosa e doenças das gengivas); não bucais, ou seja, causa extra-bucal (mais freqüente são as doenças das orofaringes, broncopulmonares, digestivas, muito importante que se faça o estudo das prováveis causas e institua um tratamento específico com um profissional habilitado.

Lembrando que a prevenção, além do menor custo-benefício, é também o melhor remédio, alguns cuidados simples com a alimentação e, principalmente, com a higiene bucal podem na maioria das vezes minimizar ou até mesmo solucionar o problema. Por isso, visitas periódicas a profissionais das áreas da saúde, tais como dentistas, médicos, nutricionistas podem proporcionar grandes melhorias em sua qualidade de vida e nos relacionamentos sociais de nosso dia-a-dia.

Dayanne Rodrigues Leandro

Fonte: www.unilavras.edu.br

Halitose

Mau Hálito (Halitose)

O que é halitose?

Halitose significa "mau hálito", um problema que muitas pessoas enfrentam eventualmente. Calcula-se que aproximadamente 40% da população sofre ou sofrerá de halitose crônica em alguma época de sua vida.

Muitas são as causas deste mal, incluindo:

Higiene bucal inadequada (falta de escovação adequada e falta do uso do fio dental)
Gengivite
Alimentação
Tabaco e produtos alcoólicos
Boca seca causada por certos medicamentos, por distúrbios e por menor produção de saliva durante o sono
Doenças sistêmicas tais como câncer, diabetes, problemas com o fígado e rins.

Como saber se tenho halitose?

Uma forma de saber se você tem mau hálito é cobrir sua boca e nariz com a mão, exalar e sentir o hálito. Outra forma é perguntar a alguém em quem você confia como está o seu hálito.

Mas, não se esqueça a maioria das pessoas têm este problema quando acordam de manhã, como resultado de uma produção menor de saliva durante a noite, o que permite os ácidos e outras substâncias se deteriorarem no interior da boca.

Medidas tais como escovar bem os dentes e língua, e usar fio dental antes de dormir e ao se levantar sempre ajudam a eliminar o mau hálito matinal.

Como prevenir a halitose?

Evite alimentos que causam mau hálito e observe o seguinte:

Escove mais de duas vezes ao dia e use fio dental diariamente para remover a placa bacteriana e as partículas de alimento que se acumulam todos os dias. Escovar a língua também ajuda a diminuir o mau hálito.
Remova a dentadura antes de dormir, limpando-a bem antes de recolocá-la de manhã.
Se o seu mau hálito persistir mesmo após uma boa escovação e o uso do fio dental, consulte seu dentista, já que isso pode ser a indicação da existência de um problema mais sério. Só o dentista poderá dizer se você tem gengivite, boca seca ou excesso de placa bacteriana, que são as prováveis causas do mau hálito.

Alimentação X Halitose

O consumo excessivo de alimentos ricos em enxofre, condimentados ou gordurosos e a má higienização podem desencadear a halitose.

Devem-se evitar os seguintes alimentos:

Alimentos ricos em enxofre, tais como: Agrião, Alho, Abacate, Avelã, Ameixas, Abobrinha, Brócolis, Batata Doce, Cebola, Couve Flor, Couve, Ervilha, Feijões (todos), Goiaba, Jaca, Lentilha, Melão, Melancia, Milho Verde, Nabo, Pepino, Queijos Gordos, Rabanete, Pimentão, Repolho, Laranja, Mel, Uva
Carne gordurosa
Fritura
Bebidas Gasosas
Bebidas alcoólicas.

Para prevenir e melhorar o quadro de halitose, prefira:

Alimentos fibrosos e integrais que auxiliam a limpeza dos dentes e da gengiva.
Pequenas refeições a cada 3 horas, pois o jejum prolongado favorece a formação de metabólitos com odores desagradáveis que são eliminados no ar expirado.
Beba cerca de 35mL por kg de peso por dia, ou seja:
35 x peso = quantidade em mL de água por dia.
Mastigar chicletes (sem açúcar) pode ajudar principalmente quando a boca está seca, ou quando a pessoa não pode escovar os dentes após uma refeição (especialmente se a refeição for rica em proteína). Mas atenção, se a causa do mau hálito for problemas estomacais, evite mascar chicletes.

Renata Maranhão

Mariana Ferri d’ Avila

Fonte: www.marianaferridavila.com.br

Halitose

Mau hálito ou Halitose: conheça suas causas, tratamentos e consequências.

O mau hálito ou halitose não é uma doença e sim, um sinal ou sintoma de que algo no organismo está em desequilíbrio, que deve ser identificado e tratado.

O nome Halitose, termo médico para designar o mau hálito deriva do latim Halitus que significa ar expirado.

Onde é originado e quais as causas principais

DE ACORDO COM OS ESTUDOS MAIS RECENTES, AS ORIGENS DO MAU HÁLITO PODEM SER:

ORIGEM BUCAL (de 90 a 95 % dos casos)*
ORIGEM EXTRA-BUCAL ( de 5 a 10 % dos casos)*

Observação: Como causas de origem extra-bucal, consideramos as causas de origem nas vias aéreas superiores e as de origem metabólica ou sistêmica, vindas de dentro do organismo.

*FONTES DOS ESTUDOS:
1-)
Quirynen et al. Characteristics of 2000 patients who visited a halitosis clinic, J Clin Periodontol, 2009.
2-) Tangerman A & Winkel E G,Extra-oral halitosis: an overview,  J. Breath Res, 2010.

As causas da halitose conhecidas são mais de 60 e as causas bucais correspondem, como visto acima, a mais de 90% dos casos. Dentre as causas mais importantes e comuns originadas na cavidade bucal, temos a saburra lingual e as doenças da gengiva (gengivite e periodontite).

Nas causas do mau hálito originado nas vias aéreas superiores, os principais responsáveis são os cáseos amigdalianos, e de origem sistêmica ou metabólica, temos o jejum prolongado, a ingestão de alimentos odoríferos (capazes de alterar o hálito), o diabetes não compensado, a hipoglicemia e as alterações hepáticas, renais e intestinais como causas principais, mas que como vimos acima, correspondem somente a uma porcentagem muito pequena dos casos.

O MAU HÁLITO NÃO VEM DO ESTÔMAGO, sendo que este é frequentemente responsabilizado pela alteração no odor do hálito, exceto em raros casos de Diverticulose esofágica (especialmente o divertículo de Zencker - que é uma causa originada na transição entre o esôfago e a faringe) ou ainda devido a arrotos ou refluxo gastro-esofágico, porém nestes casos a alteração do hálito é momentânea e passageira e seu odor não é o característico cheiro de enxofre presente na halitose crônica e sim um odor caracteristicamente ácido. Em mais de 4.000 tratamentos de halitose realizados, nunca encontrei um único caso com causas originadas no estômago.

A crença de o estômago provocar o mau hálito talvez seja o maior mito na área de saúde da atualidade, que graças aos esforços da  Associação Brasileira da Halitose (ABHA) e de seus associados, vem sendo desmistificada.

A saburra lingual, as doenças da gengiva (gengivite e periodontite) e os cáseos amigdalianos estão presentes em quase 100 % dos casos de alterações do hálito de origem bucal, pois embora estes últimos sejam uma causa de halitose de origem nas vias aéreas superiores, a alteração no odor do hálito se manifesta através do ar expirado pela boca, pois as amígdalas se localizam à porta da cavidade bucal, na orofaringe.

As doenças da gengiva bem como várias outras causas de alteração do hálito de origem bucal (dentes semi-inclusos, excessos de tecido gengival, feridas cirúrgicas, cáries abertas e extensas, próteses mal adaptadas, abscessos, estomatites, miíase, cistos dentígeros e câncer bucal) podem ser facilmente identificadas e tratadas (ou encaminhadas para tratamento) por um Cirurgião Dentista experiente.

Vamos detalhar a seguir um pouco mais sobre o que são a saburra lingual e os cáseos amigdalianos, 02 das causas mais frequentes do mau hálito:

Halitose
Halitose

A saburra lingual, é uma placa bacteriana esbranquiçada ou amarelada localizada no dorso posterior (fundo) da língua, que se forma basicamente quando estamos frente a uma diminuição da produção de saliva ou de uma descamação epitelial (minúsculos pedacinhos de pele que se desprendem dos lábios e bochechas) acima dos limites normais (ou fisiológicos) ou ainda, em ambas as situações.

Os cáseos amigdalianos são como "massinhas" que se formam em pequenas cavidades existentes nas amígdalas (criptas amigdalianas). A composição do cáseos amigdalianos é similar à da saburra lingual, e são formados pelo mesmo mecanismo, ou seja, descamação epitelial e/ou redução do fluxo salivar. Ele pode ser expelido durante a fala, tosse ou espirros. Ele é uma massa viscosa e seu nome deriva do latim “caseum”, que significa queijo, assemelhando-se assim a uma pequena “bolinha de queijo” com um odor extremamente desagradável.

Halitose
Cáseo dentro da cripta amigdaliana

Existem várias causas para o aumento da descamação de células, entre elas está o ressecamento provocado pela respiração bucal ou ronco, ingestão freqüente de bebidas alcoólicas ou ainda, do uso de enxaguatório com álcool, uso de aparelho ortodôntico e hábito de mordiscamento dos lábios e bochechas ou dedos, entre outras causas.

A diminuição da saliva ocorre principalmente pelo estresse excessivo e pelo uso de medicações que diminuem a produção de saliva como efeito colateral. Essa diminuição da quantidade de saliva favorece a formação da saburra lingual e dos cáseos amigdalianos.

Como ocorre a formação dos odores na saburra lingual e nos cáseos amigdalianos:

Os cáseos e saburra são formados por restos protéicos, alimentares e salivares, células que se descamam da mucosa bucal e bactérias.

Estas bactérias se alimentam das proteínas presentes nestes restos protéicos e células descamadas, sendo estas últimas, microscópicos pedacinhos de “carne crua”.

Nesse processo de degradação destas células e dos restos protéicos ocorre a liberação de enxofre, em forma de compostos sulfurados voláteis - CSVs – principais gases responsáveis pelo mau hálito, que causam a alteração no odor do hálito.

Para se informar mais sobre estas importantes causas da halitose, acesse os sites com informações sobre a saburra lingual e sobre os caseos amigdalianos e conheça a relação que existe entre a formação, controle e tratamento de ambos.

Maurício Duarte da Conceição

Fonte: www.mauhalito.com.br

Halitose

Mau Hálito

Pode parecer um assunto descabido aos profissionais de dança de salão mas certamente um professor se depara inúmeras vezes com este problema (entre tantos outros) que interfere drasticamente no bem estar psicológico e no convívio social das pessoas que dançam e sofrem de mau hálito.

Dançar a dois exige proximidade dos corpos. Podemos considerar uma pessoa boa dançarina quando seus pares ficam felizes e gostam de dançar com ela.

Qualquer odor desagradável pode gerar uma repulsa que poderia ser evitada se fossem tomados determinados cuidados. O mau hálito, tecnicamente conhecido como halitose, é um desses odores que pode ter diversos motivos para ocorrer, nem sempre resolvidos com uma simples balinha.

Paulo Nadanovsky, ex-professoda Universidade de Londres e membro da Sociedade Internacional de Pesquisa da Halitose , afirma que em 80 a 90% dos casos de mau hálito a origem está na boca e que raramente vem do estômago. Um dos motivos é que dificilmente o ar do sistema digestivo se mistura com o ar que expiramos, a não ser quando há refluxo pelo esôfago ou hérnia de hiato.

Dente cariado, falta de dente ou dentes mal alinhados raramente produzem halitose. Os principais fatores são fluxo insuficiente de saliva, gotejamento nasal posterior, doenças da gengiva, má higiene bucal, excesso de bactérias na parte posterior da língua e nos sulcos gengivais, uso de medicamentos, sinusite e ficar longos períodos sem comer ou beber. Nem sempre a inflamação da gengiva causa mau hálito.

A maioria das pessoas não sabe avaliar o próprio hálito. Algumas sofrem do problema e sequer sabem disto, enquanto outras desenvolvem um medo exagerado do odor, sem realmente ter halitose. Alguns sinais clínicos podem indicar quando uma pessoa tem mau hálito. Por exemplo, sangramento gengival após usar fio dental, associado a odor ruim no fio. Outro é o depósito amarelado na parte posterior do dorso da língua. Geralmente, a halitose ocorre devido à combinação de duas ou três causas.

O mau hálito ocorre em qualquer faixa etária, com a mesma intensidade, inclusive em crianças. Mas parece que o problema tende a piorar com o envelhecimento.

Algumas pessoas sofrem desse problema há mais de 15 anos. Às vezes a halitose se manifesta após um evento muito traumático, como, por exemplo, morte de um parente ou separação.

No final da manhã e da tarde o mau cheiro da boca torna-se acentuado. Isto ocorre porque o longo período sem ingerir alimentos sólidos e líquidos facilita a proliferação e a atividade de bactérias que vivem na cavidade oral. Elas produzem os compostos voláteis de enxofre, que são responsáveis pelo odor fétido.

Outra teoria é a de que o corpo precisa de energia, que é obtida dos alimentos. Quando ficamos muito tempo sem comer, há escassez de energia. Então o organismo passa a usar as reservas de gordura. E o metabolismo da digestão da gordura vai produzir um gás de odor fétido que, eventualmente, chega ao pulmão, provocando o mau hálito.

Quando uma das causas do mau hálito é boca seca, o dentista ou o médico pode receitar beber água com maior freqüência, mascar chicletes sem açúcar, usar saliva artificial e até medicamentos para aumentar o fluxo de saliva. Se a origem for o acúmulo exagerado de bactérias na boca, o primeiro passo é uma adequada higiene bucal no dentista.

No caso de o problema ser desencadeado por doença da gengiva é preciso procurar um periodontista. Em alguns casos, ele vai receitar antibióticos. Produtos usados para bochechos também ajudam a reduzir a concentração de compostos voláteis de enxofre. Se a halitose for causada por sinusite, rinite ou faringite recomenda-se o tratamento com o otorrino.

Apesar de a maioria das causas do mau hálito ter origem na boca, alterações em outros órgãos podem desencadear o mau cheiro. O gastroenterologista José Figueiredo Penteado, do Centro de Referência de Halitose, diz que os melhores resultados no tratamento são obtidos quando se faz um trabalho multidisciplinar, com médicos, dentistas, nutricionista e psicólogo.

Ele ensina que o hábito de consumir bebidas alcoólicas, refrigerantes tipo cola, café puro, chá preto, condimentos, cítricos, morango, maracujá, feijão, ervilha, repolho, gorduras e frituras também pode desencadear o mau cheiro na boca. E diz que halitose pode ter ainda causas digestivas (má digestão ou úlcera duodenal) e pulmonares (tuberculose).

Limpar bem os dentes e a língua, comer lentamente, mastigar bem os alimentos, não se exceder no fumo e nas bebidas gasosas, beber no mínimo 1,5 litros de líquido por dia são algumas das recomendações para prevenir mau hálito. Mastigar chicletes com freqüência aumenta a produção de suco gástrico e pode causar gastrite.

Mas o problema também pode ser psicológico. A psicóloga Nilma Costa, do Centro de Referência da Halitose, esclarece que o afastamento devido ao mau hálito é uma desculpa para fugir do convívio social, faltar ao trabalho e não se relacionar afetivamente.

Em artigo escrito para o Cedros (Cooperação em Estudos e Desenvolvimento de Recursos Odontológico para o Setor Saúde), a dentista Renata Torres, estima que 56% a 65% das pessoas sofrem, pelo menos ocasionalmente, de mau hálito. Mas afirma que a maioria não sabe disso.

Ela explica que os odores da halitose são formados pela produção bacteriana de compostos sulfúricos, principalmente sulfeto de hidrogênio, o mesmo composto que causa o cheiro de ovo podre. As bactérias que causam halitose são de uma família de bactérias chamadas anaeróbias. Diferentemente das aeróbias, essas bactérias se desenvolvem em locais com pouco ou nenhum oxigênio, isto é, embaixo das gengivas, nas fissuras da língua e entre os dentes; onde se multiplicam e causam halitose. E são especialmente ativas na gengivite, na doença periodontal e na superfície da língua.

Como prevenir o mau hálito

Sabendo que nem sempre o aluno percebe que sofre de mau hálito e que esse fator certamente influenciará na aceitação de um dançarino por seus possíveis pares, o professor deve procurar orientar da forma mais simples possível sobre a necessidade de se ter consciência desse problema, indicando algumas formas de prevenção como as que seguem:

Boca: Na maioria dos casos, o mau hálito tem origem na boca. Portanto, fazer uma boa higiene bucal ajuda a prevenir o problema.
Água:
Dentistas e médicos dizem que beber muita água evita a halitose.
Jejum:
Evite ficar muitas horas sem comer ou beber.
Medicamentos:
Antidepressivos, tranqüilizantes, anti-histamínicos, descongestionantes e anti-hipertensivos podem causar halitose porque reduzem fluxo de saliva.
Alimentos:
Café, chá preto, alho, cebola, condimentos, cítricos, feijão, repolho, frituras e gorduras podem desencadear mau cheiro na boca.

Fonte: www.geocities.com

Halitose

A halitose, vulgarmente conhecida como mau hálito, é uma patologia que, até há pouco tempo atrás, era responsável pela frustração de pacientes e profissionais de saúde devido, sobretudo, à escassez de recursos tecnológicos especializados. Na última década, em virtude dos avanços da tecnologia e das descobertas pela comunidade científica internacional, o diagnóstico e o tratamento da halitose tem evoluído de forma notória.

No Centro de Investigação do Hálito (CIH) o rigor científico é fulcral na instituição de tratamentos bem sucedidos, de forma a corresponder às elevadas expectativas dos pacientes. Após a confirmação do diagnóstico e da identificação das causas da halitose, o paciente é conduzido ao especialista que intervirá na origem do problema, seja este do foro da Estomatologia e Medicina Dentária, Otorrinolaringologia, Gastrenterologia, Imuno-alergologia, Medicina Interna, Psicologia, Nutrição. A integração de diferentes especialidades médicas constitui um fator diferencial determinante para o sucesso do tratamento.

Atualmente, reconhece-se que a halitose pode ser um sinal ou sintoma de uma doença sistémica. Encontram-se identificadas mais de 50 causas para a alteração do hálito.

Todavia, perduram certos mitos e preconceitos sobre a origem da halitose, como por exemplo: origem gástrica ou higiene oral deficiente como fatores etiológicos universais.

Um dos principais problemas associados aos portadores de halitose é a diminuição da sua percepção, pois as células olfativas rapidamente se adaptam a odores repetidos. Ora, o mesmo não se sucede àqueles que rodeiam os pacientes com esta patologia.

O uso de produtos disponíveis no mercado pode atenuar a halitose, mas não a resolve de forma eficaz e sem recidivas. Daí que seja fundamental o acompanhamento médico de pacientes com halitose por parte de especialistas que possuem os meios tecnológicos mais avançados para a identificação causal e para a elaboração de um tratamento realmente eficaz.

O que é a halitose

Halitose
Halitose

O termo halitose deriva do latim. A palavra halitos significa “ar expirado” e o sufixo osis traduz uma alteração patológica. A halitose consiste numa condição anormal do hálito, no qual este se altera de forma desagradável quer para o paciente quer para as pessoas com as quais se relaciona. A halitose não é necessariamente uma doença mas um sinal indicativo de desequilíbrio fisiopatológico.

O tratamento da halitose contribui para a prevenção de problemas da cavidade oral (cárie, doença periodontal, xerostomia) bem como de doenças sistémicas (pneumonias, gastrite, enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral, nascimento de prematuros).

Os odores bucais tornam-se, inclusivamente, de suma importância na suspeita e no diagnóstico de algumas doenças sistémicas, para as quais o odor é característico. Nestas situações, o diagnóstico e o tratamento da doença sistémica causal cursam com a eliminação da halitose.

Howe descreveu que “o mau hálito tem a sua importância pelo fato de que é uma constante fonte de miséria para os seus portadores; por força das circunstâncias, eles costumam sentir-se azarados”. Na sua forma mais acentuada, a halitose interfere negativamente no relacionamento interpessoal. A harmonia familiar pode ser quebrada pela sensação de repugnância que gera mesmo nas pessoas mais tolerantes. Além disso, nem sempre o paciente se apercebe da sua patologia. Infelizmente, os amigos e parentes não têm, muitas vezes, coragem de revelar a razão do isolamento dos portadores de halitose severa.

O odor é produzido por pequenas partículas dispersas no ar capazes de imprimir a sensação olfativa nas células receptoras da cavidade nasal. Estas partículas são conhecidas como odorivectores.

Possuem composição e estrutura físico-química variáveis, e apresentam duas propriedades importantes: volatilidade e solubilidade em gorduras.

A volatilidade traduz a possibilidade de dispersão no ar, enquanto a solubilidade em gorduras deve-se à alta percentagem de gorduras nas membranas das células receptoras.

Três tipos de odorivectores podem provocar halitose:

a) Compostos sulfurados voláteis. Existem em grande quantidade nos casos de doença periodontal e saburra lingual (ex: sulfidreto SH2, metilmercaptana Ch2SH e dimetilsulfeto Ch2-S-Ch2).
b)
Compostos orgânicos voláteis originados da putrefação da matéria orgânica (ex: indol, escatol, putrescina, cadaverina, metano).
c)
Compostos orgânicos voláteis de origem metabólica ou sistémica oriundos da circulação sanguínea (originados do próprio metabolismo), com proveniência de alimentos ingeridos ou medicamentos utilizados (ex: ácido beta-hidroxidobutírico, acetona).

Através do uso do cromatógrafo gasoso Oralchroma® é possível diagnosticar a halitose, quantificar a maior parte dos compostos acima descritos e, deste modo, estabelecer uma relação causal.

Tipos de halitose

Descrevem-se, a seguir, as diversas causas associadas à halitose:

  1. Halitose fisiológica (da manhã)
  2. Dieta
  3. Desidratação
  4. Hipossalivação
  5. Stress psicológico
  6. Alterações morfológicas da língua
  7. Halitose essencial
  8. Língua saburrosa
  9. Próteses porosas
  10. Higiene oral deficiente
  11. Doença periodontal
  12. Cárie dentária
  13. Cicatrização de feridas cirúrgicas
  14. Neoplasia
  15. Estomatite
  16. Quisto dentígero
  17. Miíase
  18. Amigdalite
  19. Faringite
  20. Sinusite
  21. Patologia das adenóides
  22. Patologia das fossas nasais
  23. Presença de corpos estranhos
  24. Ingestão de alimentos com odor intenso
  25. Tabagismo
  26. Medicamentos
  27. Absorção de substâncias pela pele ou mucosas
  28. Hipoglicemia
  29. Alterações intestinais
  30. Alterações hepáticas
  31. Alterações pulmonares
  32. Alterações renais
  33. Alterações gástricas
  34. Diabetes
  35. Hipertermia
  36. Febre reumática
  37. Distúrbios neuro-psíquicos
  38. Reticuloendotelioses não lipídicas
  39. Escorbuto
  40. Doenças raras

Magroglobulinemia
Herpes simples
Hemofilia
Doença de Von Willebrand
Crioglobulinemia
Anemia aplástica
Policitemia vera
Agrunolocitose
Leucemia
Mononucleose
Púrpura trombocitopénica
Trombocitemia
Sífilis
Doença exantemática
Hemorragia interna
Granuloma eosinofílico
Doença de Letterer-Siwe
Doença de Hand-Schüller-Christian
Granulomatose de Wegner
Noma oro-facial

A consulta do hálito

A consulta do hálito é composta por três fases:

Na primeira fase o médico investiga o diagnóstico etiológico.
Na segunda fase institui a terapêutica específica.
Na terceira fase, planifica as medidas dirigidas à manutenção dos resultados obtidos.

Nalguns casos raros, pode-se efetivamente não se confirmar a halitose. O paciente tem a percepção do mau hálito mas os resultados negativos em todas as medições efetuadas excluem o diagnóstico. Trata-se de uma alteração da percepção do odor de origem neuro-psíquica, cujo tratamento pode requerer o recurso a técnicas de psicoterapia.

A primeira fase geralmente compreende uma ou duas consultas onde o médico elabora a história clínica do paciente e de forma individualizada pode solicitar diferentes exames auxiliares de diagnóstico, nomeadamente:

Exame da halimetria com Oralchroma® para estudo computorizado do hálito.
Sialometria (estudo da função das glândulas salivares em repouso, com um estímulo mecânico e eventualmente com um estímulo farmacológico)
Teste bioquímico BANA®, identificativo da presença de bactérias associadas à doença periodontal (Bacteroides forsythus, Treponema denticola e Porphyromonas gingivalis) e à produção de diversos odorivectores causadores de halitose.
PHmetria da língua,
Teste colorimétrico Halitox®
Teste genético de susceptibilidade da doença periodontal.
Outros exames (hemograma, glicemia de jejum, ureia, creatinina, ácido úrico, perfil lipídico, urina tipo II, proteína C reativa, teste do desafio da colina, teste da ureia, teste do permanganato, anticorpos anti- nucleares, prova do látex, Waller Rose, sialografia das glândulas salivares, biopsia do lábio, etc…).

A segunda fase inicia-se com a instituição da terapêutica adequada às causas individuais apuradas na primeira fase. Esta fase é caracterizada pela prescrição de medicamentos, orientações individuais de higiene e alimentação, sessões de profilaxia e higiene oral e nasal, intervenções terapêuticas médicas e cirúrgicas eventualmente necessárias, acompanhamento com recurso a novos exames auxiliares de diagnóstico com o fim de confirmar evolução positiva, instrução ao paciente dos fatores condicionantes da sua halitose, entre outros. Esta fase compreende geralmente uma consulta por mês durante um período de quatro a seis meses.

A 3ª fase é variável, podendo até não existir, dependendo da necessidade ou não de realizar consultas de controlo ao longo da vida.

O tratamento do hálito

Existem 3 tipos ou filosofias de tratamento para o hálito. Os dois últimos (profilático e curativo) são os preferidos pelo CIH, pela sua maior eficácia.

Os 3 tipos de tratamento são o mascarador, o profilático (preventivo) e o curativo:

Tratamento mascarador. Este é o tipo de tratamento que em geral o paciente já utilizou e utiliza (porque é relativamente intuitivo) sem grande sucesso. O hálito incómodo leva estas pessoas a lançarem mão de todos as formas para mascarar o hálito que exalam, nomeadamente desodorizantes orais, pastilhas elásticas com odor forte (ex: menta ou canela), sprays orais, elixires e anti-sépticos vários, alcaçuz, etc… O que sucede, em última análise, é a anulação do mau cheiro por um outro cheiro que se vem a sobrepor, mais forte e agradável, mascarando o odor original por poucas horas. Esta preocupação torna-se, em algumas pessoas, uma prática diária e continuada, passando com o tempo a ser quase um vício.

Halitose

Tratamento profilático (preventivo). Compreende todas as medidas que uma pessoa pode tomar para prevenir o aparecimento de mau hálito (quando ainda não o tem). Nomeadamente, compreende medidas de higiene oral (ex: escovagem da língua), dietéticas (ex: evitar a ingestão de alimentos com odor forte) e medicamentosas (ex: uso de bochechos frequentes com água oxigenada). Existem inúmeras medidas que podem ser tomadas que baixam de forma significativa a probabilidade de vir a sofrer de halitose.

Tratamento curativo. Neste caso é fundamental em primeiro lugar um diagnóstico preciso sobre a origem ou causa do mau hálito afim de se poder eliminar as causas locais para depois se chegar à suspeita e à solução de possíveis causas sistémicas. Isto porque a halitose poderá ser devida a um número diferente de razões concominantes.

A remissão da halitose dar-se-á pela cura da afecção que determina a produção de gases voláteis causadores do mau cheiro. Sendo a halitose um efeito, somente desaparecerá depois de eliminada a respectiva causa. Contudo, em certas situações, a causa não pode ser removida prontamente ou é irremovível (ex: halitose por neoplasia), nestes casos, lança-se mão de outros meios de combate à halitose.

É impossível realizar um tratamento com sucesso sem um bom diagnóstico e para um bom diagnóstico torna-se necessário ter tecnologia de ponta como o Oralchroma, testes BANA e recurso a outros exames quando necessário.

Bibliografia aconselhada

O rigor científico é a base dos procedimentos do Centro de Investigação do Hálito. Sugerem-se a seguir, artigos científicos, livros e outras publicações provenientes da temática da halitose.

Uma obra essencial que destacamos, pela elevada qualidade e clareza dos seus conteúdos, em língua portuguesa, é o livro escrito em português pela Professora Olinda Tárzia, pesquisadora do Departamento de Bioquímica da Universidade de São Paulo, intitulado “Halitose – Um desafio que tem cura” da Editora de Publicações Biomédicas, Brasil, 2003.

BEM-ARYEH et al. Xerostomia in the elderly: prevalence, diagnosis, complications and treatment. Gerodontol., v.4, n.2, p.77-82, 1975.
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Fonte: www.halito.pt

Halitose

Halitose
Halitose

A halitose ou mau hálito é uma condição anormal do hálito que se altera de forma desagradável. A palavra halitose se origina do latim. “Halitu” significa ar expirado e “osi” alteração. É, portanto, o odor expirado pelos pulmões, boca e narinas.

No Brasil, pesquisas realizadas revelam que aproximadamente 30% da população sofre com este problema, cerca de 50 milhões de pessoas.

A halitose não é uma doença, mas pode denunciar a ocorrência de alguma patologia ou problema de saúde. Entretanto, pode também sinalizar alguma alteração fisiológica. Sendo assim, é um sinal de que algo no organismo está em desequilíbrio, devendo ser identificado através de um correto diagnóstico e tratado adequadamente quando o problema torna-se crônico.

Ao contrário do que muitos pensam, o problema não é estomacal e ficar em jejum não o causa. Uma simples visita ao dentista pode resolver a questão, que provoca desde o isolamento social até a perda de oportunidades profissionais e pessoais

O que é a halitose?

A halitose – ou mau hálito – é o odor desagradável emitido pela boca. Em 90% dos casos, esse mau cheiro é provocado pelo acúmulo de resíduos de alimentos na língua (chamado de saburra) que, se não forem removidos corretamente, fermentam, criam bactérias e liberam o enxofre, que causa o cheiro ruim que sentimos.

90% do casos de halitose são causados pela boca. Além do acúmulo de saburra, dentes cariados, periodontite, gengivite e placa bacteriana podem causar o odor.

Os outros 10% podem estar ligados a doenças como o diabetes e insuficiências renal e hepática.

Ao contrário do que se pensa, dizer que a halitose vem do estômago é um mito.

O estômago possui válvulas que se fecham, permitindo apenas a passagem de eructação gástrica, o chamado arroto, e não odores. O mau hálito vem mesmo é da boca.

Ficar em jejum também não causa mau hálito. O que acontece é que a pessoa saliva menos e o alimento acumulado na língua fermenta, liberando o enxofre.

A quem a halitose ataca ?

Qualquer pessoa – independente da raça, idade ou sexo – pode ter halitose.

Este transtorno ocorre muito mais pelos hábitos de higiene do que por alguma característica genética.

Como detectar o problema ?

Quem tem halitose geralmente não sabe que passa por este constrangimento. Isto porque o organismo humano ‘se acostuma’ com seus próprios odores e são pouquíssimas as pessoas que conseguem ser sinceras com quem tem mau hálito, informando a pessoa disso. Por isso, um indivíduo pode passar anos e anos sendo discriminado. O isolamento social é terrível, já que o medo de abalar uma relação dificulta muitos diagnósticos.

Uma simples visita ao dentista pode resolver a questão. Se o problema for local, na boca, o tratamento será feito pelo dentista. Em 90% dos casos, a escovação mais intensa, o uso do raspador de língua e do fio dental resolvem o problema. Quando ele é sistêmico, ou seja, causado por doenças como o diabetes, o paciente é encaminhado para um especialista.

Fonte: www.abha.org.br

Halitose

Dentre as especialidades odontológicas, a Periodontia é a que mais se aproxima da prática e do embasamento científi co necessário para diagnosticar e tratar o paciente portador de halitose. Isto porque os determinantes biológicos destas manifestações se assemelham, favorecendo o desempenho do periodontista.

Por ser de causa multifatorial e alvo de poucos estudos e pesquisas, ainda não há conceito universalmente aceito para o perfeito diagnóstico e tratamento da halitose.

Embora critérios tenham sido sugeridos em diversas publicações científi cas editadas por todo o mundo, a falta de um protocolo único tem levado a difi culdades e confusões crescentes. Principalmente quando se pretende realizar levantamentos epidemiológicos em diferentes populações.

Estudos realizados por equipes multidisciplinares, compostas por gastroenterologistas, psiquiatras, otorrinolaringologistas e periodontistas, constataram que aproximadamente 87% das causas de halitose são de ordem bucal. Alterações sistêmicas desempenham papel indireto e por isso muitas vezes em estudos que procuram relação direta das doenças sistêmicas com a halitose, resultam em achados não condizentes com o que se observa clinicamente.

Estes fatores, que hoje ainda não são devidamente esclarecidos pela ciência, deixam clara a necessidade da comunidade acadêmica fomentar estudos e pesquisas direcionadas a esta área, para que haja a devida capacitação dos profi ssionais de saúde para atender e esclarecer a população que percorre consultórios médicos e odontológicos em busca de ajuda.

Esta peregrinação resulta na realização de inúmeros exames desnecessários, como endoscopias gástricas e laringoscopias, bem como uso de diversas medicações inadequadas e até perigosas como antibióticos, ocasionando sérios desgastes, físico e emocional, ao paciente que acredita ter halitose.

Importante ressaltar que, em média, em cada dez pacientes que procuram tratamento de halitose, quatro não apresentam resultados positivos depois de avaliações seriadas.

Estes indivíduos apresentam alterações sensoperceptivas que os levam a acreditar que possuem halitose.

Sentem que o seu hálito é alterado, porém, não apresentam odor no fl uxo expiratório. Esta alteração geralmente está associada às queixas de gosto ruim e/ou boca seca.

Mais do que a halitose real, a pseudo-halitose acarreta sérios transtornos na vida de uma pessoa, levando ao isolamento social e até mesmo familiar.

Esta situação geralmente é agravada pela falta de conhecimento do profi ssional sobre o assunto, que tende a encaminhar este paciente para outra especialidade na intenção discreta e às vezes até inconsciente de se livrar do problema.

Neste cenário, a comunidade odontológica ganha um papel de importância fundamental, pois hoje é o primeiro profi ssional a ser procurado para tratar a halitose, cabendo a ele absorver esta demanda.

Ressaltando que o impacto da desinformação causa constrangimento, tanto para o paciente quanto para o profi ssional, além de acarretar gastos desnecessários ao setor público e privado de atenção a saúde de nossa população.

Celi Vieira

Na história da Odontologia, lamentavelmente, o tema Halitose tem sido relegado a planos de menor importância e, muitas vezes, entregue a outros profi ssionais, eximindo a Odontologia de sua responsabilidade.

Em termos de defi nição, halitose ou mau hálito é a manifestação de odores desagradáveis emanados da boca ou das cavidades nasal, paranasal e faringe. Em relatos norte-americanos, após cárie e doenças periodontais, é uma das causas mais frequentes de visitas ao dentista.

Modernamente, halitose tem sido considerada um problema que envolve saúde e estética. A primeira, porque a maior parte das halitoses está associada a processos de doença e a segunda, porque afeta o odor do indivíduo, o que se torna um problema de impacto estético também. Nesse sentido, sabendo do impacto que a halitose traz para o indivíduo e considerando o título proposto para a presente coluna, gostaria de, brevemente, discutir a questão de ser ou não a halitose um problema de saúde pública.

Um problema de saúde pública se caracteriza por ser aquele que se distribui na população de forma ampla, causando custos importantes tanto governamentais quanto de setores privados para sua resolução que, caso não ocorra, gera grandes malefícios coletivos. Na medida em que halitose por si só não é caracterizada como uma doença, seu entendimento como problema de saúde pública fi caria prejudicado. Estudos epidemiológicos têm demonstrado prevalências variadas, de acordo com local e critérios de defi nição. As prevalências apresentadas variam de 2% (halitose severa) a aproximadamente 30%. Sendo assim, ainda que a halitose não possa ser caracterizada classicamente como um problema de saúde pública, é imperioso que se tenha ideia de que é um problema de prevalência signifi cativa.

Mais recentemente, diferentes centros no mundo iniciaram abordagens de halitose, tendo estimulado a pesquisa na área. Esses resultados têm demonstrado que mais de 90% das halitoses são de origem bucal e são resolvidas com o tratamento odontológico. Outras tantas, com situações de origem combinada, também têm redução drástica com as medidas odontológicas para controle da halitose. Essas demonstrações têm focado que o tratamento multiprofi ssional da halitose deve ser liderado por profi ssional da Odontologia.

Nesse sentido, o cirurgião-dentista, em sua abordagem clínica, deve perguntar ao paciente se ele observa presença de halitose ou se alguém o advertiu do fato. Seguindo-se, é importante que se captem as impressões do mesmo sobre a situação para que se possa entender as experiências prévias, os impactos e as crenças e atitudes em relação ao problema.

Também é importante que se conheçam os hábitos de higiene bucal do paciente, incluindo eventual abordagem do mesmo sobre a língua.

Após o momento de entrevista, o profi ssional da Odontologia deve estar atento a todos os problemas bucais que possam ter relação com halitose. Especial atenção deve ser dada à observação da presença de saburra lingual e de doenças periodontais.

Havendo problemas bucais, esses devem ser tratados através de abordagem etiopatogênica, por ser aquela que tem efetividade e possibilidade de manutenção de resultados ao longo do tempo.

Estudos que têm realizado tratamento periodontal têm consistentemente demonstrado redução de halitose. Em nosso grupo de trabalho, realizamos, em pacientes portadores de periodontite, um programa estrito e meticuloso de controle do biofi lme supragengival. Essa medida já foi capaz de reduzir drasticamente a halitose.

Ainda que os resultados obtidos com abordagens de remoção de bactérias da área da língua sejam controversos, por uma questão de higiene, é interessante que essas orientações sejam dadas aos pacientes, o que também tem resultado em diminuição de halitose. Quando se adotam abordagens terapêuticas como as propostas até agora, a resolutividade da halitose é elevada. Também não se pode esquecer de que, no entorno da problemática da halitose, diferentes produtos têm sido desenvolvidos para o seu tratamento. Agentes mascaradores, estimuladores de saliva, evitando a volatilização de compostos sulfurosos estão disponíveis, mas não fazem parte dessa abordagem motivacional.

O cirurgião-dentista, entretanto, antes de prescrever qualquer desses agentes, deve estar familiarizado com sua segurança e, especialmente, com as evidências que o suportam.

O mais importante para que se atinjam os objetivos de plena satisfação do paciente é que a equipe de saúde esteja capacitada para entender a halitose como um problema individual de alto impacto e reconhecer a importância de seu tratamento.

À Odontologia é dada a responsabilidade de liderar o processo de tratamento, por sua importância, sem nunca deixar de lado a integralidade da atenção, com abordagens interdisciplinares e multiprofi ssionais.

Cassiano Kuchenbecker Rösing

Halitose é um termo amplo que até então evidenciava a emissão de odores desagradáveis no fl uxo expiratório. Contudo, halitose nem sempre se apresenta desta forma, pois não raro, verifi - camos a presença de distúrbios sensoperceptíveis que revelam alterações gustatórias, olfatórias e/ou psicogênicas que promovem queixa de halitose, mesmo na ausência de substâncias odoríferas. Esta queixa pode ser decorrente de uma série de causas isoladas ou associadas e é frequente nos atendimentos de atenção primária, uma vez que 50% da população adulta sofrem deste problema em algum momento de suas vidas.

A visão segmentada, e até mesmo limitada, sobre como diagnosticar e tratar halitose tem gerado sérios transtornos de ordem emocional aos portadores, além dos gastos com a realização de exames desnecessários.

É importante o profi ssional ter entendimento de que, embora as publicações científi cas afi rmem que aproximadamente 80% das causas da halitose sejam de responsabilidade do cirurgiãodentista, este assunto também é da competência de médicos, psicólogos e nutricionistas.

Importante destacar que halitose pode sinalizar uma doença, portanto, requer um diagnóstico preciso e tratamento adequado.

Fundamentalmente, a elaboração do correto diagnóstico dependerá da aplicação de uma anamnese detalhada, que avalie o paciente sob a ótica do todo e não como uma peça isolada de um grande quebra-cabeça. A avalição clínica deverá verifi car não somente a presença de doenças periodontais e de biofi lme lingual, mas também avaliar os padrões salivares. Este é outro aspecto falho na formação do cirurgiãodentista.

Um estudo conduzido no Brasil verifi - cou que 69% dos periodontistas entrevistados não haviam tido aula sobre saliva durante a pós-graduação Ora, a saliva, além de promover a autolimpeza, é fundamental para o equilíbrio da microbiota bucal, manutenção do pH, dentre outras funcões. Por exemplo, sabe-se que na ocorrência de maior viscosidade salivar, de um pH ligeiramente alcalino e/ou da redução do fl uxo salivar, o indivíduo já fi ca vulnerável à halitose de origem bucal em decorrência da maior proliferação de patógenos proteolíticos.

Quanto a verifi cação do odor, existem três métodos geralmente aceitos para medir e avaliar a extensão do odor nos portadores. O primeiro é o organoléptico, no qual o examinador usa sua capacidade olfativa. Muito embora este método seja considerado o padrão ouro para uso clínico, é importante destacar que nem todos os profi ssionais possuem olfato hábil para atuar nesta área de atenção à saúde. Outro método é o uso de monitores portáteis que quantifi cam os compostos sulfurados voláteis, como o Halimeter (Interscan Corporation, Chatsworth, CA, EUA) e o OralChroma (Abilit Corporation, Osaka, Japão).

O terceiro método, cromatografi a gasosa, é altamente sensível. Entretanto, não é aplicável para uso clínico e pouco usado em pesquisas em função da complexidade de seu uso e do alto custo.

A relação dos odores corporais com os aspectos sociais sempre foi fator de preocupação para a humanidade e ainda é um obstáculo para a plenitude da vivência conjugal, para os relacionamentos sociais e, até mesmo, para ascensão profi ssional. Cientes disso, grandes grupos econômicos investem e lucram anualmente grandes somas na área de produtos voltados à melhoria da qualidade do hálito. Paradoxalmente, revelase inaceitável que com o avanço dos conhecimentos, a halitose ainda não faça parte do processo de formação dos profi ssionais da saúde.

Portanto, caberá a nós mudar este panorama.

Denise Falcão

O que é Halitose?

A halitose não é necessariamente uma doença, mas um sinal indicativo de que algo não vai bem no organismo, seja do ponto de vista patológico, fi siológico ou até mesmo uma questão de má higiene bucal. Podendo-se fazer uma analogia com a febre, representando um alerta, uma quebra de homeostasia do organismo.

Quais são as causas?

Pela manhã, ao acordar, o hálito é geralmente mais forte e desagradável devido a uma drástica redução do fl uxo salivar durante o sono, associado ao acúmulo e putrefação de células bucais descamadas, resíduos alimentares e saliva. Forma-se então uma camada esbranquiçada sobre a língua, principalmente no terço posterior, denominada saburra lingual (SL). As células epiteliais, contidas na SL, são constituídas por proteínas ricas em aminoácidos que contém enxofre e, por um processo bioquímico, esses compostos (denominados genericamente de compostos sulfurados voláteis – CSV) são liberados, causando o mau odor bucal. Entretanto, esse mau hálito matinal é fi siológico e controlado com uma adequada higiene bucal. Caso o mau odor permaneça, pode-se considerar halitose, a qual merece cuidados especiais quanto ao seu diagnóstico, orientação e tratamento. A maior parte dos casos de halitose está relacionada à atividade proteolítica das bactérias, residentes na superfície da língua e superfícies dentais, que degradam os substratos proteicos gerando os compostos mal cheirosos, como os CSV, ácidos graxos e poliaminas. Seguida da presença da SL, a segunda grande causa da halitose está relacionada à presença do biofi lme (placa bacteriana) nas superfícies dos dentes, presença de cáries, gengivite e periodontite.

O que fazer para evitar a halitose?

a) beber água regularmente
b)
ter uma dieta balanceada, incluindo alimentos fi brosos, pois eles funcionam como uma escova, limpando a língua
c)
evitar o consumo excessivo de alimentos de odor carregado
d)
fazer pequenas refeições a cada três e quatro horas
e)
evitar o consumo de bebidas alcoólicas e cigarro
f)
controlar o estresse, pois ele também contribui para a ocorrência do mau hálito
g)
realizar adequada higiene bucal, incluindo o uso de fi o/fi ta dental e a limpeza da língua
h)
manter a boca saudável, isto inclui ausência de cáries e de doenças gengivais (gengivites e periodontites).

O que fazer para tratar a halitose?

O tratamento da halitose está relacionado à causa, desta forma, o primeiro passo a ser dado é investigar a origem; no entanto, vale ressaltar que a grande maioria dos casos de halitose (cerca de 90%) são de origem bucal e a terapia da halitose deve ser determinada de acordo com as necessidades individuais de cada paciente.

Para a halitose de origem bucal, as seguintes abordagens terapêuticas devem ser consideradas:

a) redução da carga bacteriana intraoral
b)
redução da disponibilidade de nutrientes proteicos para as bactérias, uma vez que a microbiota responsável pela conversão dos CSV são bactérias proteolíticas
c)
conversão dos CSV em compostos não voláteis
d)
mascaramento do mau odor.

Considerando que a superfície dorsal da língua e o biofi lme dental bacteriano são os principais reservatórios de bactérias produtoras de CSV, os procedimentos de tratamento periodontal, realizados pelo dentista, e um efetivo controle de placa bacteriana, associado à higiene da superfície dorsal da língual, visando remover a SL, são medidas de fundamental importância para redução dos níveis de CSV na cavidade bucal. A limpeza da língua deve ser realizada usando a associação de escova + limpador lingual. A escova tem o papel de varrer a superfície da língua e o limpador de língua, por sua vez, age como um rodo, removendo a SL.

O uso de enxaguatórios bucais sem álcool pode auxiliar na resolução do aspecto cosmético do mau odor bucal, porém, não deve ser considerado como forma única de tratamento. O uso de antissépticos, em sua grande maioria, não trata halitose, apenas servem para mascará-la e proporcionar um hálito mais agradável enquanto o produto está ativo na cavidade bucal. Entretanto, alguns antissépticos possuem maior comprovação na redução da halitose, como os que possuem em suas formulações gluconato de clorexidina ou cloreto de zinco. A clorexidina tem a capacidade de permanecer ativa até 12 horas, porém, o seu uso contínuo pode provocar efeitos colaterais como manchamento em dentes e língua, o qual pode ser removido por profi laxia feita pelo dentista. Quanto ao cloreto de zinco, poucos estudos foram realizados para avaliar o tempo de efi cácia, porém, efeitos adversos não foram encontrados.

Daiane Peruzzo

A halitose é um problema multifatorial e multidisciplinar. Apesar disso, 98% ou mais se devem às causas odontológicas, com destaque especial para a doença periodontal e saburra lingual. Esses dois casos acontecem devido à contaminação por bactérias patogênicas anaeróbicas gram-negativas que inicialmente se localizam na língua, o que geralmente acontece por um mecanismo de aderência devido a um aumento da concentração de mucina na saliva (por redução do fl uxo salivar ou não).

A preocupação com o hálito vem de longa data, mas somente em 1874, quando foi estudada e descrita por Howe, a halitose passou a ser considerada como uma entidade clínica.

Os odorivetores mais importantes com relação ao desenvolvimento da halitose podem ser classifi cados em três grupos:

1. compostos sulfurados voláteis (mais importantes, presentes na saburra e doença periodontal – sulfi dreto, metilmercaptana e dimetilsulfeto)
2.
compostos orgânicos voláteis de origem putrefativa
3.
compostos orgânicos voláteis de origem sistêmica, sendo estes do tipo metabólico patológico, metabólico alimentar (fi siológico) e metabólico medicamentoso (iatrogênico).

A halitose deve ser considerada importante por pelo menos duas razões:

1) é uma restrição social
2)
pode ter consequências sistêmicas quando os microrganismos patogênicos caem na corrente circulatória (geralmente, pela perda da inserção epitelial, no início da doença periodontal).

Como possíveis problemas sistêmicos devido à doença periodontal estão descritos na literatura: pneumonias, gastrite, ataque cardíaco, acidente vascular cerebral, eclâmpsia, nascimento prematuro, nascimento de baixo peso, abortos e artrite reacional.

Informações da literatura mostram que a saburra é a sede de microrganismos responsáveis pela placa dental, cárie, doença periodontal, halitose, doenças pulmonares, gastrite por H. pylori etc.

Por todos os motivos acima expostos, é lógico que manter a superfície da língua o mais limpa possível é uma forma de reduzir drasticamente a contagem de microrganismos patogênicos na cavidade bucal.

No entanto, é um erro acreditar que todo hálito desagradável seja sempre anormal ou indicativo de alterações orgânicas. Encontramos alterações do hálito em pessoas normais, pela manhã, devido à hipoglicemia do jejum e pela redução fi siológica do fl uxo salivar que acontecem durante a noite.

Olinda Tarzia

Fonte: www.perionews.com.br

Halitose

Halitose: Sinal e cura

Talvez você já tenha passado pela situação de mastigar um chiclete para desfarçar um odor desagradável oriundo da sua boca. Este problema é bastante comum, pois calcula-se que aproximadamente 40% da população sofre ou sofrerá de mau hálito em alguma época de sua vida.

Antes de esclarecermos o significado do termo halitose, cabe entender o que é o hálito?

Hálito é todo o ar expirado pelo sistema pulmonar, atingindo as cavidades oral, nasal e faringe.

Assim, formada pelo nome hálito e o sufixo -ose (que designa em latim doença, estado mórbido), é fácil deduzir que halitose, ou seja, mau hálito, é uma doença que é percebida a partir do ar expirado pela boca no qual contém odores desagradáveis.

Para elucidar a origem dos odores é importante investigar as suas causas.

Estas poder ter causas diversas, quais sejam:

Origem respiratória (exemplos: sinusite e amidalite);
Digestiva (exemplo: erupção gástrica, tumores e úlcera duodenal);
Metabólica (exemplo: diabetes, alterações hormonais);
Emocional (estresse);
Higiene bucal inadequada (falta de escovação adequada e falta do uso do fio dental);
Inflamação na gengiva;
Ingestão de certos alimentos como, por exemplo, alho ou cebola;
Tabaco e produtos alcoólicos;
Boca seca (causada por certos medicamentos, por distúrbios e por menor produção de saliva durante o sono);
Doenças sistêmicas tais como câncer, diabetes, problemas com o fígado e rins.

Mas como se faz para saber se uma pessoa tem mau hálito?

Uma maneira é a partir de um auto-examine da seguinte forma: cobrir sua boca e nariz com a mão, exalar e sentir o hálito. Outra maneira é perguntar a alguém em quem você confia como está o seu hálito.

É comum as pessoas apresentarem mau hálito ao acordar?

O odor sentido da boca logo ao acordar é chamando de mau hálito matinal. Muitas pessoas têm este problema quando acordam de manhã, como resultado de uma produção menor de saliva durante a noite, o que permite os ácidos e outras substâncias se deteriorarem no interior da boca. Medidas tais como escovar bem os dentes e língua, e usar fio dental antes de dormir e ao se levantar sempre ajudam a eliminar o mau hálito matinal.

Quais são as medidas que se deve adotar para prevenir a halitose?

Primeiramente, evite alimentos que causam mau hálito e observe o seguinte:

Escove bem os dentes sempre após as refeições e use fio dental diariamente para remover a placa bacteriana e as partículas de alimento que se acumulam todos os dias
Escovar a língua também ajuda a diminuir o mau hálito.

Caso possua alguma prótese removível (dentadura), remova-a antes de dormir, limpando-a bem antes de recolocá-la de manhã. Visite seu dentista periodicamente para fazer uma revisão e uma limpeza de seus dentes. Se o seu mau hálito persistir, mesmo após uma boa escovação e o uso do fio dental, consulte seu dentista, já que isso pode ser a indicação da existência de um problema mais sério. Só o dentista poderá dizer se você tem gengivite, boca seca ou excesso de placa bacteriana, que são as prováveis causas do mau hálito.

E se o mau hálito for um problema constante para mim?

Neste caso, pode-se se tratar de uma halitose patológica. O tratamento se inicia com a correta identificação da causa (ou causas) que determina a produção dos gases causadores do mau hálito e na sua eliminação ou atenuação. Uma boa higiene bucal também é fundamental para o sucesso do tratamento, com escovação, uso do fio dental e limpeza da língua após as refeições e ao deitar, evitando o acúmulo de bactérias.

Pode-se fazer uso dos enxaguatórios bucais para a limpeza de áreas de difícil acesso, como as amídalas linguais. Porém, atente-se na escolha e no uso do enxaguatório, pois aqueles que contêm alta concentração de álcool podem agravar o quadro de boca seca e ardor, e aqueles contendo clorexidina pois podem manchar os dentes e provocar alterações do paladar quando usados indiscriminadamente.

Além dos enxaguatórios bucais, os lubrificantes orais e salivas artificiais podem ser úteis nos casos em que a pessoa apresentar produção deficiente de saliva.

Uma forma simples de controlar o mau hálito é beber ao menos dois litros de água por dia e evitar o jejum prolongado. Por fim, ter mau hálito não é normal, portanto, em caso de suspeita procure um cirurgião-dentista.

LR Campos

Fonte: www.artigos.com

Halitose

Todas as pessoas têm mau hálito?

Se considerássemos o hálito desagradável ao acordar, praticamente 100% da população seria portadora de halitose. Por isso, o hálito da manhã é considerado fisiológico. Ele acontece devido à leve hipoglicemia, à redução do fluxo salivar para virtualmente zero durante o sono e ao aumento da flora bacteriana anaeróbia proteolítica. Quando esses microorganismos atuam sobre restos epiteliais descamados da mucosa bucal e sobre proteínas da própria saliva, geram componentes de cheiro desagradável (metilmercaptana, dimetilsulfeto e principalmente sulfidreto). São os compostos sulfurados voláteis, conhecidos abreviamente por CSV.

Após a higiene dos dentes (com fio dental e escova), da língua (com limpador lingual) e após a primeira refeição (café da manhã), a halitose matinal deve desaparecer. Caso isso não aconteça, podemos considerar que o indivíduo tem mau hálito e que este precisa ser investigado e tratado.

É possível que eu tenha mau hálito e não saiba disso?

Sim. As pessoas que têm um mau hálito constante, por fadiga olfatória, não percebem seu próprio hálito. Somente as pessoas que têm períodos de halitose e períodos de normalidade conseguem percebê-lo.

Como eu posso saber se tenho ou não mau hálito?

A maneira mais simples de identificá-lo é pedir a um familiar ou a um amigo de confiança que faça essa avaliação para você. Caso você identifique o problema ou caso você se sinta constrangido a pedir a alguém que o avalie, pode procurar um dentista para que este possa ajudá-lo no diagnóstico e no tratamento da halitose.

Atualmente, e cada vez mais, existem dentistas interessados no assunto halitose.

Qual é a causa do mau hálito?

Os casos de halitose não podem ser explicados por um único mecanismo.

Existem casos de halitose tanto por razões fisiológicas (que requerem apenas orientação) como por razões patológicas (que requerem tratamento); por razões locais (feridas cirúrgicas, cárie, doença periodontal, etc.) ou sistêmicas (diabetes, uremia, prisão de ventre etc.). Por isso, pode-se concluir que todas as possíveis causas devem ser investigadas e que o tratamento será direcionado de acordo com a causa identificada. No entanto, 96% ou mais dos casos de halitose se devem a presença de saburra lingual e, assim, devem ser tratados.

O que é saburra?

Saburra é um material viscoso e esbranquiçado ou amarelado, que adere ao dorso da língua em maior proporção na região do terço posterior. A saburra equivale a uma placa bacteriana lingual, em que os principais microorganismos presentes são do tipo anaeróbios proteolíticos, os quais, conforme foi explicado para a halitose da manhã, produzem componentes de cheiro desagradável no final do seu metabolismo.

Se a saburra é formada por microorganismos, o mau hálito é contagioso? Não. A saburra somente se forma em pessoas com predisposição à sua formação. Por isso, é muito comum observarmos casais em que apenas um dos parceiros apresenta hálito muito desagradável, a ponto de incomodar o outro.

O que predispõe à formação dede saburra?

A causa primária da formação da saburra é a leve redução do fluxo salivar, com a presença de uma saliva muito mais rica em mucina ("gosmenta") e que facilita a aderência de microorganismos e de restos epiteliais e alimentares sobre o dorso da língua. É bom que se diga que existem vários graus de redução do fluxo salivar; quando a redução é severa (de 0 a 0,3 ml/minuto, sob estímulo mecânico), já não encontramos saburra, mas sim, outros tipos de desconforto. A medida do fluxo salivar (sialometria) deve ser feita por um profissional habilitado para isso.

Também é importante a avaliação das causas de redução do fluxo salivar para que se possa decidir sobre o tratamento. Uma causa bastante comum é o "stress" constante.

Como se livrar da saburra e do mau hálito?

Existem pelo menos 3 abordagens:

1. Remoção mecânica da saburra por meio de limpadores linguais. Existem vários modelos de limpadores linguais disponíveis no mercado americano; no Brasil, encontramos um limpador lingual muito eficiente (modelo em forma de "V").
2.
Manutenção da superfície lingual o mais oxigenada possível, com o uso de oxidantes. Existem vários oxidantes no mercado que podem ser úteis para esse fim. Desde a água oxigenada (usada diluída), o Amosan, até os de última geração (geralmente formulações com um componente antimicrobiano e um oxidante potente).
3.
Identificação da causa da redução do fluxo salivar para que se possa estabelecer o tratamento adequado.

As duas primeiras abordagens garantem um hálito agradável; porém, exigem a manutenção desses cuidados. A terceira abordagem, uma vez realizada com sucesso, garante resultados mais duradouros, sem a necessidade de manutenção do uso de produtos para o controle da saburra, porque esse procedimento corresponde à eliminação da causa primária.

Como posso melhorar meu mau hálito que acontece só de vez em quando?

Quando o mau hálito não é crônico, mas apenas esporádico, devemos observar uma higiene bucal e lingual adequadas, estimular a salivação de maneira fisiológica (isto é, sem o uso de medicamentos) com balas sem açúcar, gomas de mascar ou gotas de suco de limão com um pouco de sal. Devemos ainda cuidar da alimentação (evitar o excesso de proteína, gordura, condimentos e alimentos de cheiro carregado) e manter uma freqüência de ingestão de água e de alimento (que contenha algum carboidrato) a cada 3 ou 4 horas.

Então, o uso de gomas de mascar melhora o hálito?

Sim. Em primeiro lugar, age como um mascarador do hálito e, em segundo, o que é mais importante, aumenta a salivação.

Tenho gastrite. Acho que é por isso que tenho mau hálito. O mau hálito pode vir do estômago?

Não. É muito comum os pacientes pensarem dessa forma incorreta.

Também é muito comum pacientes com gastrite terem mau hálito.

Vamos explicar melhor esse mecanismo: à medida que a saburra se forma, ela passa a ser um meio propício também à instalação e proliferação de microrganismos patogênicos cuja porta de entrada é a boca.

São exemplo os microrganismos causadores de doenças pulmonares, gastrintestinais e até mesmo de amigdalites e de doenças periodontais. No caso da relação halitose versus gastrite, a redução do fluxo salivar propicia a formação de saburra, a qual permite que o Helicobacter pilory se instale no dorso lingual, prolifere e aumente em número, podendo chegar ao estômago e desencadear a gastrite. Na verdade, a manutenção do fluxo salivar em condições normais não evita apenas a formação de saburra e maus hálitos, mas também previne a possibilidade de o paciente se tornar predisposto à gastrite, pneumonia, amigdalite, periodontite, etc.

Já consultei vários profissionais sem ter a solução para o meu problema. Halitose tem cura?

Claro que tem cura. Às vezes, atingir a cura demanda um pouco mais de tempo, mas sempre existe a possibilidade de controle. A maior parte das pessoas crê que qualquer dentista está amplamente informado a respeito de mau hálito, o que nem sempre é verdade. O mesmo pode-se dizer em relação aos médicos. O atendimento nessa área é diferente do atendimento odontológico de rotina.

Atualmente, muitos estão bastante interessados e estão investindo em conhecimentos sobre o assunto. Assim, se o seu dentista não se achar em condições de lhe oferecer um excelente atendimento, com certeza saberá encaminha-lo para um colega que tenha feito esse tipo de treinamento.

Hubert Chamone Gesser

Fonte: www.hubertgesser.xpg.com.br

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