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Hanseníase

Doença que tem cura.

Na primeira dose do tratamento, 99% dos bacilos são elÉ muito difícil afirmar a época do aparecimento de uma doença com base em textos antigos, por dados fragmentados e suposições de tradutores dos mesmos, o assunto se torna confuso e gera uma série de falsas interpretações.

Esse é o caso da Hanseníase, muito já se escreveu sobre sua origem e existência, por outro lado muitos desses escritos são citações de fontes descrevendo a moléstia sem os seus aspectos peculiares.

Apesar disso, há referências bastante claras com relação à Hanseníase em livros muito antigos. Ao que parece, essa doença já era conhecida na Índia em 1500 a.C., e no Regveda Samhita ( um dos primeiros livros sagrados da Índia ), a Hanseníase é denominada de KUSHTA. Contudo, na China, referências muito antigas sobre essa doença, como aquela que é feita em um dos tratados médicos chineses mais antigos, o Nei Ching Su Wen ,dão conta de descrições compatíveis com pacientes portadores de Hanseníase, por volta de 2600 A.C .

A Bíblia é outra fonte de confusão quanto à existência da Hanseníase entre os judeus na época do êxodo. O termo “tsaraath”, no hebraico, significava uma condição anormal da pele dos indivíduos ,das roupas, ou das casas, que necessitava de purificação. Segundo o Livro Sagrado, o “tsaraath”na pele dos judeus seriam “manchas brancas deprimidas em que os pelos também se tornavam brancos”. Na tradução grega, a palavra “tsaraath”foi traduzida como lepra e “lepros”em grego, significa “algo que descama”.A palavra lepra também foi usada pelos gregos para designar doenças escamosas do tipo da Psoríase. A Hanseníase mesmo, eles chamavam de Elefantíase.

A Hanseníase, entretanto, não era conhecida na Europa na época de Hipócrates (467 AC. ). Nos trabalhos do “PAI DA MEDICINA”, não há referência a qualquer condição que se assemelhasse àquela doença.

Admite-se que foram as tropas de Alexandre, o Grande, quando voltaram à Europa, depois da conquista do mundo então conhecido, que trouxeram soldados contaminados com a doença nas campanhas realizadas na Índia ( 300 AC. ) . Tempos depois as conquistas romanas se encarregaram de disseminar a doença para outras regiões européias.

A Hanseníase continuou sua disseminaçào pela Europa depois da queda do Império Romano e no início da Idade Média. Ela atingiu o seu máximo, naquele continente, entre os anos 1000 DC e 1300 DC que coincide com o período das Cruzadas que com certeza concorreram para o aumento do número de doentes.

Acontece, porém, que a Hanseníase era designada como lepra, como também eram denominadas todas as doenças que se supunham ser idênticas ou ter alguma relação com ela. Outra condições como a miséria tinham a mesma conotação.

Por esta época ( Idade Média ) , o diagnóstico da doença era feito de uma maneira imprópria.

No fim do século XV a lei de Strasbourg, exigia que quatro pessoas ( um médico, um cirurgião e dois barbeiros ) fizessem o teste para a confirmação ou não da doença ( testes da urina e do sangue ). Para o teste do sangue, por exemplo, uma amostra , retirada do indivíduo suspeito de ser portador da doença, era depositada em um recipiente que continha sal. Se o sangue se descompusesse, o paciente era sadio, se não, era considerado leproso.

Depois disso, água fresca era derramada em um vaso e misturada com sangue. Se a mistura dos dois líquidos era impossível, era porque se tratava de sangue de um leproso.

Quando se juntava gotas de sangue ao vinagre, se não houvesse formação de bolhas tratava-se de sangue de leproso.

Os conceitos imprecisos a respeito da doença e a impropriedade dos métodos diagnósticos fazem com que a noção que se tem a respeito do número de doentes na Europa na Idade Média seja falsa.

Seja qual for o número de doentes que havia na Europa naqueles tempos, o certo é que esse número diminuiu a partir do século XVI. Uma das causas poderia ter sido a melhoria das condições de vida, e outra que não pode ser descartada é que o “complexo” lepra foi se esvaziando porque as doenças cutâneas foram sendo melhor estudadas e foram recebendo os seus nomes definitivos.

Hoje, na Europa, ainda persistem focos de Hanseníase em Portugal, Espanha, Rússia e Turquia.

Nas Américas, a Hanseníase deve ter chegado com os coloniza- dores entre os séculos XVI e XVII. Hoje, todos os países sul-americanos têm Hanseníase com exceção do Chile, o Brasil é o que apresenta a prevalência mais alta, sendo o segundo país do mundo no número de casos.

No Brasil, os primeiros documentos que atestam a existência da hanseníase em nosso território datam do fim do século XVII, tanto que, em 1696, o governador Arthur de Sá e Menezes procurava dar assistência no Rio de Janeiro, aos “míseros leprosos” , já então em número apreciável.

O Brasil e em especial o estado de São Paulo, adotaram o modelo isolacionista, isto é, a internação compulsória de todos os pacientes de Hanseníase no início da década de 1930. Esse modelo estava sendo utilizado também em outros países endêmicos.

Essa política pretendia eliminar a Hanseníase para a qual não havia ainda tratamento, afastando os doentes da comunidade, internando-os em Asilos-Colônias.

No VII Congresso Internacional de Leprologia realizado no Rio de Janeiro em 1963, foram apresentados muitos trabalhos atestando os resultados ineficazes da política isolacionista e os bons resultados do tratamento ambulatorial dos pacientes.

Hoje, com o auxílio de medidas terapêuticas eficazes, está se realizando um trabalho coordenado e intenso para controlar a Hanseníase em nosso país, fazendo com que o Brasil irmanado à outras nações e sob a égide da Organização Mundial da Saude consiga atingir a meta de eliminar a doença como um problema de saude pública logo no início do século XXI.

Hanseníase

A Hanseníase é uma moléstia infecciosa crônica, cujo agente etiológico é o “Mycobacterium leprae”. No mundo todo há cerca de 1.000.000 de pacientes em registro ativo, mas estima-se que realmente haja 1.260.000 pacientes que se distribuem em países de pobre situação sócio-econômica. Estas estimativas estão aquém da realidade, pois só no Brasil, estima-se cerca de 500.000 casos. A Hanseníase não teria a importância que tem se fosse apenas uma doença de pele contagiosa. Mas é a sua predileção pelos nervos periféricos que causa as incapacidades e deformidades, que são responsáveis pelo medo, pelo preconceito e pelos tabus que envolvem a doença. É , portanto uma doença contagiosa e que deforma.

Até agora o agente causador da Hanseníase, o “M. leprae” ainda não é cultivável. O que se sabe sobre o bacilo, foi determinado através de experimentos com patas de camundongos e tatus , pela inoculação desses animais.

Continua-se admitindo que a fonte de contágio é o homem com as formas bacilíferas da moléstia, virchowiana e dimorfa. As vias de eliminação dos germes são as vias aéreas superiores, pelo grande número de lesões que existem na mucosa nasal, na boca e na laringe. As lesões cutâneas ulceradas podem constituir também uma via de eliminação importante.

Hoje se considera que a Hanseníase seja como a tuberculose e a poliomielite, isto é, muitas pessoas se infectam mas poucas adoecem. Fatores que teriam influência no aparecimento da moléstia seriam as deficiências proteíno-calóricas, com as consequentes implicações na formação de fatores imunitários, e mais a promiscuidade, a falta de higiene e a miséria geral.

Responsabilizou-se o clima como tendo um papel considerável na disseminação da doença, porque os países onde a Hanseníase é endêmica se localizam nas áreas onde o clima é tropical ou subtropical. Mas essa distribuição está mais ligada às condições sócio-econômicas do que climáticas, haja visto que na Noruega, que é um país frio, a Hanseníase atingiu altas prevalências na última metade do século XVIII e a doença só terminou com a melhora das condições sanitárias da população e do seu nível de vida.

CLÍNICA

A Hanseníase apresenta uma variedade de manifestações clínicas, que estão relacionadas com as condições imunológicas do paciente.

A primeira manifestação da doença se constituirá de manchas hipocrômicas ou eritêmato-hipocrômicas ou simplesmente áreas circunscritas de pele aparentemente normal que apresentam distúrbios de sensibilidade. A esse nível há uma anidrose ou hipohidrose, queda de pelos e ausência da horripilação.

As lesões podem ser únicas ou múltiplas, com localização e tamanho variáveis. Nestes casos não há comprometimento de troncos nervosos, portanto os doentes não apresentam incapacidades e não são contagiantes. Nesta fase classificam-se os pacientes como: HANSENÍASE INDETERMINADA.

No tipo: HANSENÍASE TUBERCULÓIDE, as lesões cutâneas são constituídas por pápulas ou placas delimitadas, cheias ou com elevação apenas nas bordas.

O tom da lesão é eritêmato-acastanhado, o tamanho varia e sua forma pode ser oval ,circular, anular ou figurada. Podem ser únicas ou múltiplas. A esse nível há distúrbios da sensibilidade e da sudorese. Nesses casos há com freqüência comprometimento de troncos nervosos, bastante intenso, com as conseqüentes alterações sensitivas e motoras. Aqui como no caso anterior ainda se trata de uma forma não contagiante.

No polo anérgico (imunidade celular deprimida ) da moléstia está a HANSENÍASE VIRCHOWIANA. Nesta forma há um polimorfismo de lesões com pápulas, tubérculos, nódulos, placas, ulcerações e infiltração difusa da pele. As lesões têm limites imprecisos e uma tonalidade ferruginosa típica. Quando há uma infiltração acentuada na face, com acentuação dos sulcos naturais e conservação dos cabelos, configura-se o clássico “facies leonina” da Hanseníase. Aqui os doentes estão com cargas altas de bacilos pelo corpo, configurando, portanto, forma contagiante, contágio este que cessa com o tratamento específico instituído.

Entre os dois pólos, o de resistência, tuberculóide; e o anérgico, virchowiano, estão os casos intermediários, “borderline”, classificados como: HANSENÍASE DIMORFA. As lesões cutâneas nesses casos são em geral numerosas e lembram muitas vezes àquelas observadas nos tuberculóides, ou àquelas encontradas nos virchowianos, com tonalidade ferruginosa e imprecisão de seus limites. Os casos típicos dimorfos, apresentam placas com uma área central circular de pele hipocrômica ou de aparência normal, bem delimitada, e que se difunde na periferia, perdendo os seus limites gradual e imprecisamente na pele que a circunda(lesões “esburacadas”, “em favos de mel”, ou “em queijo suíço” ). Os nervos periféricos são comprometidos com freqüência e esse comprometimento é intenso e extenso. Aqui a carga bacilar tende a ser alta, portanto, uma forma contagiosa até o início da quimioterapia específica.

REAÇÕES

A Hanseníase é uma moléstia de evolução crônica, mas por vezes o seu curso é interrompido por episódios agudos, denominados “Reações”.

As reações que ocorrem nos tuberculóides e dimorfos são mediadas por células e se mostram por eritema e edema das lesões pré-existentes e aparecimento de lesões novas agudas, poucas ou muitas.

Nos virchowianos a imunidade celular está ausente ou deprimida, e os surtos agudos que apresentam são mediados por anticorpos. Estes surtos constituem o eritema nodoso hansênico, que se mostra com o aparecimento agudo de pápulase nódulose às vezes placas, que podem se ulcerar ou pustulizar nos locais onde há lesões e infiltrados prévios. No eritema nodoso hansênico de média intensidade, o indivíduo apresenta febre, mal-estar e, além de lesões cutâneas, aumento doloroso dos linfonodos, dores articulares, neurites, hepato e esplenomegalia, irites, iridiciclites, orquites, orquiepididimites.

DIAGNÓSTICO

Do ponto de vista prático, o diagnóstico da Hanseníase baseia-se na pesquisa de sensibilidade e no encontro de bacilos álcool-ácido resistentes. Não há outra doença que apresente lesões com distúrbios de sensibilidade, e por isso, nos casos em que os bacilos são difíceis de encontrar, o diagnóstico é eminentemente clínico, mostrando-se pelas alterações neurológicas ao nível das lesões cutâneas. A pesquisa de sensibilidade pode ser feita com o auxílio de um tubo de água quente e outro com água fria (sensibilidade térmica), ou de uma agulha (sensibilidade dolorosa ), ou de um chumaço de algodão ( táctil ).

TERAPÊUTICA

As principais drogas em uso na hanseníase são a dapsone, a clofazimina e a rifampicina.

Com o uso indiscriminado da dapsone e da rifampicina por anos a fio, em monoterapia, tornou-se evidente o aparecimento de casos de resistência secundária e primária à esses medicamentos.

A OMS recomendou então, que o tratamento dos pacientes virchowianos e dimorfos fosse feito com as três drogas principais, no mínimo durante 02 anos. Os paucibacilares, indeterminados e tuberculóides, seriam tratados durante 06 meses utilizando-se a dapsone e rifampicina.

Multibacilares e Paucibacilares

Multibacilares

Este grupo de pacientes é compreendido pelas formas ditas bacilíferas. Casos em que necessariamente há o encontro de bactérias específicas no exame de coleta de baciloscopia de linfa da pele.

Entram neste grupo as formas Dimorfas-Dimorfas, Dimorfas- Virchowianas e Virchowianas. Para esses casos o tempo de tratamento é mais extenso.

Paucibacilares

Neste grupo encontram-se os pacientes onde o achado de bacilos é difícil, visualizando-os apenas através de exames histopatológicos. Nesses casos , portanto, a baciloscopia de linfa de pele é sempre negativa. Entram neste grupo as formas Indeterminadas, Tuberculóides e Dimorfas-Tuberculóides. Para esses casos o tempo de tratamento é menor.

A busca de drogas mais eficazes prossegue ativa, e hoje estão em fase experimental medicamentos muito promissores, como a minociclina, a claritromicina, e as fuoroquinolonas.

O tratamento da Hanseníase é um assunto muito complexo, e não se trata somente de se contar com medicamentos que destroem os bacilos. A doença ataca os nervos periféricos, provocando deformidades e incapacidades, que são responsáveis pela marginalização psico-social do indivíduo. A presença da incapacidade, a sua correção cirúrgica quando já instalada, e a educação do doente e da comunidade em que vive fazem parte da terapêutica e não podem ser esquecidas.

Fonte: www.geocities.com

Hanseníase

Transmissão

Contato íntimo e prolongado com pacientes que eliminam bacilos

Após a inalação do bacilo, os macrófagos alveolares podem agir de três formas:

Destruição dos bacilos por pessoas bastantes resistentes

Defesa imunológica para isolamento do bacilo e permitindo disseminação para linfonodos regionais e depois para partes mais frias.

O paciente sem tratamento elimina bacilos não só pela pele mas também pelas secreções nasais etc. (superfície)

Solução de continuidade

Pessoa com lesão entra em contato com a superfície rica em bacilos

Incubação dura de 2 a 7 anos.

Eliminação de bacilos se dá pela pele e secreções nasais.

As 3 formas do destimo do Mycobcterium depende da resistência imunologica do indivíduo.

O bacilo tem maior tropismo por nervos, principalmente por bainha de schwan, ou seja, ele destrói nervos essencialmente periféricos característica tal que ajuda no diagnóstico.

Isto leva à alteração de sensibilidade (1º- térmica, 2º- dolorosa e 3º- tátil). Quando as lesões são cutâneas, pequenos nervos são destruídos e há perda de anexos.

Uma hiperssensibilidade, do tipo formigamento, ocorre antes da perda da sensibilidade.

A lesão dos nervos não dá só anestesia, mas com a evolução possui repercussões clínicas divididas em formas clínicas (na disseminação).

Virchowiana

Lesões mais graves podendo alcançar víceras (fígado e baço). Ela não se transforma em outro tipo de hanseniase. É a forma maligna e altamente contagiante.

Tuberculóide

Estável como a Virchowiana. Nela a pessoa tem certa resistência.

Dimorfa

Tem características das duas anteriores e pode evoluir mais para uma ou para outra. Então, é instavel.

Hanseníase indeterminada

Não houve definiçào da forma clínica das doenças. Ocorre uma mácula hipocrômica, podendo chegar até a 6 lesões. Inicialmente a hanseníase indeterminada caracteriza-se por formigamento mas evolui para a anestesia.Muitas vezes, começa a haver perda de anexos (pelo, glandulas sudoriparas e sebaceas)

Microxopia

Infiltrado inespecifico

Evolução

Cura, pólo benigno (tuberculoide) e pólo maligno (virchoviana)

Hanseniase virchowiana ( bacilífera)

Sem o tratamento, ocorre reabsorção de pele e outros.

Altamente contagiante mas a transmissão depende de exposição íntima e prolongada.

Os bacilos vão se localizar em regiões frias (pele, trato respiratório superior, olhos – câmaras anterior – testículo, linfonodos que drenam a pele, troncos nervosos, macrófago do fígado, baço, suprasional)

Aspectos microscópicos

Células de virchow (rica em bacilos)

Acúmulos de macrófagos modificados. Elas formam o granuloma que é caracteristico da hanseniase.

Pele

Faixa de Unna, localizada entre a epiderme e a derme e corresponde a região não comprometida pelo bacilo. Sem infiltrado.

O granuloma tem essencialmente macrófago.

Célula virchoviana = célula espumosa = macrófago modificado com muitos bacilos e com múltiplos vacúolos.

No início, quando o granuloma se origina próximo a anexos da pele e nervos, ele se expande e forma uma faixa extensa de macrófagos.

Quando o granuloma chega à pele ,promove aspecto característico: a pele se adelgaça, estreita-se a faixa de conjuntivo normal, acumulam-se macrófagos modificados.

Clínica

Lesões simétricas em tronco e face, pricipalmente: Hansenomas eritematosa na face (sobrelevados, pouco definidos, que lembram um tumor) Ex.: face, orelha, punho, cotovelo, joelho.

Face leonina(grave)

Rosto inchado, perda de pelo e cabelo (madarose), faces de “máscaras” pela perda dos nervos ( não externa sentimentos) do rosto. Essa face leonina é característica da fase avançada.

Secreção serosanguilonenta (líquida e com sangue) rica em bacilos => lesão de mucosa nasal e laringe

Compromentimento de nervos periféricos (espessamentos) => musculatura comprometida. Ex.: pé caído.

Olhos

Ceratite à córnea compremetida, lagoftalmo (acúmulo de lagrima já que é impedido de piscar (músculo não funciona) ), palpebra caída, exoftalmo.

Mal perfurante (úlceras de difícil cura) com, às vezes , mais de 1 cm de profundidade.

Autoamputação

Reabsorção óssea e muscular quando a lesão neural é muito intensa.

Amiloidose secundária à hanseniase (principalmente renal)

Ocorre ulceração por falta de inervação. Ela é altamente contagiante.

O granuloma pode destruir o palato e a orelha.

Ocorre infiltração (inchaço)

Múltiplos nódulos no abdome sobrelevados e eritematoso

Mão em “garra”

Sempre em contração pela ausencia de musculatura extensora que foi reabsorvida

O compretimento dos dedos não é uniforme

O tratamento é importante para evitar que a doenças progrida além de levar à reabilitação (ensino à convivência com a anestesia , etc => reeducação.)

Algumas das lesões apresentadas podem ocorrer na forma tuberculóide, mas difícilmente evoluem.

Hanseníase tuberculoíde (Máculo anestésica)

Representa o pólo benigno da hanseníase

Aspecto microscópico: granuloma tuberculóide (constituído de células Epitelioides, células gigantes, fibroblastos e linfócitos mas de forma caótica, desorganizada.Trata-se de uma situação inversa a da hanseníase tuberculóide)

Os filetes nervosos estão espessados e fibrosados

Esta forma não é bacilífera (bacilo não elimina bacilos, eles ficam dentro do organismo)

Clínica

Lesões circunscritas assimétricas

Contorno nítido

Borda interna menos nítida

Sensibilidade abolida

Alopécia (ausência de pelôs ou cabelos na região)

Em meio à mácula existencim áreas preservadas.

Hanseníase dimorfa

Ela é instável

Microscopia

Infiltrado ambíguo ( possui linfocitos, então, não parece um granuloma)

Bacilos em alta concentração pelo componente virchoviano.

Clínica

Infiltração difusa

Placas

Cor: pardacenta

Nódulos

Orelha lepromatosa

Para se ter certeza que é dimorfa observar a microscopia : se só tiver cel. Virchow trata-se de hanseníase virchoviana.

Formas reacionais

Reação nevorsa à neurite cubital, mediano, ciático (tratamento com corticóide).

Eritema nodosa hansenótico: Trartamento com talidomida (mulher fértil não pode tomar essa medicação.

Doença autoimune, podendo causar vasculite e glomerulonefrite

Diagnóstico

Teste de sensibilidade

Teste da histamina (Lewis): halo reflexo inexistente à anormal à sem eritema (resultado normal: lesão, eritema,edema)

Baciloscopia

Histopatologia

Lepromina injetada intradérmica => fins prognósticos

Vigilancia dos contatos

Duração do tratamento: 2 anos àTuberculóide

3 anos à Vichowiana

Dos indivíduos que fazem tratamento, 2% têm recidiva.

A área de lesão fica de cor violeta. Mesmo indivíduos curados biologicamente, podem ter as doenças imunologicas (reacional).

Fonte: www.patologiaonline.hpg.ig.com.br

Hanseníase

Lepra

A hanseníase é uma doença infecciosa de evolução prolongada causada pelo bacilo denominado Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen, descoberto em 1873 pelo cientista norueguês Gerhard Armauer Hansesn, morfologicamente muito semelhante ao bacilo causador da tuberculose.

Como não se transmite com facilidade, não são registradas grandes epidemias.

A hanseníase chegou ao Brasil na época do descorimento, espalhou-se e permanece até hoje, sendo considerada um dos mais sérios problemas da saúde pública no país.

Ocupamos o 1º lugar da América Latina, com um número estimado de doentes entre 250 e 500 mil casos, que nos coloca também em 4º lugar do mundo em número de doentes.

Há no mundo todo mais de dez milhões de pessoas com hanseníase. Relativamente pouco contagiante, a forma de contágio mais comum é a direta (pessoa a pessoa), entre outras vias, por descargas nasais infectadas. Existe maior predisposição na infância, em condições sanitárias deficientes e de subnutrição.

Sintomatologia

O período de incubação é de 3 a 5 anos. A classificação das formas clínicas da hanseníase divide-se basicamente em quatro: indeterminada, tuberculóide, dimorfa e virchowiana.

Os dois tipos mais importantes são a tuberculóide e a virchowiana ou lepromatosa.

A formatuberculóide é carcterizada por nódulos sob a pele e regiões de anestesia circunscrita, pelas lesões dos nervos periféricos.

A forma mais grave é a vichowiana ou lepromatosa que causa ulcerações e deformidades, com mutilações de mãos, nariz e orelhas.

Profilaxia e Tratamento

A prevenção é feita isolando os casos contagiantes em leprosários, fazendo tratamento ambulatorial de casos benignos, como a hanseníase tuberculóide, e pela administração preventiva de DDS (dapsona) em crianças menos de 16 anos de idade, expostas ao contágio.

O tratamento da forma tuberculóide se faz com uso de dapsono (DDS) de 2 a 4 anos, e na forma lepromatosa, usa-se a combinação de pelo menos dois fármacos: rifampsina com DDs, durante um mínimo de 10 anos.

A talidomida é de utilidade limitada, devido à teratogenicidade.

Lembre-se de que o diagnóstico precoce evita mutilações, facilita o tratamento e apressa a cura.

Assim, observe com atenção estes sintomas: manchas esbranquiçadas ou avermelhadas no corpo; diminuição ou perda de sensibilidade à dor e ao calor, chegando até à dormência, principalmente nas mãos e nos pés; engrossamento e dor em certos nervos dos braços, do pescoço, pernas e pés, com aparecimento de caroços e inchações, principalmente, no rosto e nas orelhas; entupimento e corrimento no nariz; perda das sobrancelhas.

A hanseníase é considerada a menos contagiosa das doenças transmissíveis.

Fonte: www.hospitalsantarosa.com.b

Hanseníase

A hanseníase (lepra, doença de Hansen) é uma infecção crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae que lesa principalmente os nervos periféricos (aqueles localizados fora do cérebro e da medula espinhal), a pele, a membrana mucosa do nariz, os testículos e os olhos.

O modo de transmissão da hanseníase é desconhecido. Quando um indivíduo gravemente doente e não tratado espirra, as bactérias Mycobacterium leprae são dispersas no ar. Aproximadamente 50% dos indivíduos com hanseníase provavelmente a contraiu através de um contato íntimo com uma pessoa infectada.

A infecção pelo Mycobacterium leprae também pode ser originária do solo, de contato com tatus e inclusive o contato com percevejos e mosquitos.

Aproximadamente 95% dos indivíduos expostos ao Mycobacterium leprae não apresentam hantuberculina seníase, pois o seu sistema imunológico combate e elimina a infecção.

Naqueles que desenvolvem a doença, a infecção pode variar de leve (hanseníase tuberculóide) a grave (hanseníase lepromatosa). A forma tuberculóide não é contagiosa. Mais de 5 milhões de indivíduos em todo o mundo estão infectadas pelo Mycobacterium leprae.

A hanseníase é mais comum na Ásia, na África, na América Latina e em ilhas do Pacífico. Aproximadamente 5.000 deles nos Estados Unidos estão infectadas. A maioria deles habita a Califórnia, o Havaí e o Texas. Quase todos os casos de hanseníase dos Estados Unidos envolvem indivíduos que emigraram de países em desenvolvimento.

A infecção pode iniciar em qualquer idade, mas é mais comum em indivíduos com 20 a 40 anos de idade. A forma grave da hanseníase, a lepromatosa, é duas vezes mais comum em homens que em mulheres, enquanto que a forma leve, a tuberculóide, afeta igualmente ambos os sexos.

Sintomas

Como a bactéria que causa a hanseníase multiplica- se muito lentamente, os sintomas comumente manifestam-se pelo menos um ano após a infecção, se bem que o habitual é que eles se manifestem 5 a 7 anos após e, freqüentemente, muitos anos mais tarde. Os sinais e os sintomas da hanseníase dependem da resposta imune do indivíduo. O tipo de hanseníase determina o prognóstico a longo prazo, as prováveis complicações e a necessidade de uma antibioticoterapia. Na hanseníase tuberculóide , aparece uma erupção cutânea formada por uma ou várias áreas esbranquiçadas e planas.

Essas áreas são insensíveis ao tato devido à lesão nervosa causada pelas micobactérias. Na hanseníase lepromatosa, aparecem pequenos nódulos ou erupções cutâneas elevadas com tamanho e forma variados. O indivíduo apresenta perda de pelos corpóreos, incluindo as sobrancelhas e os cílios.

A hanseníase limítrofe (borderline) é uma condição instável que apresenta características de ambas as formas de hanseníase. Para os indivíduos com hanseníase limítrofe, a sua condição pode melhorar (tornando-se semelhante à forma tuberculóide) ou piorar (tornando-se semelhante à forma lepromatosa).

Durante a evolução da hanseníase, tratada ou não, podem ocorrer certas reações imunológicas, que algumas vezes produzem febre e inflamação da pele, de nervos periféricos e, mais raramente, de linfonodos, de articulações, dos testículos, dos rins, do fígado e dos olhos. De acordo com o tipo de reação e sua gravidade, o tratamento com corticosteróides ou com a talidomida pode ser eficaz. O Mycobacterium leprae é a única bactéria que invade os nervos periféricos e quase todas as suas complicações são uma conseqüência direta dessa invasão.

O cérebro e a medula espinhal não são afetados. Como a capacidade de detectar o toque, a dor, o calor e o frio diminui, os indivíduos com lesão de nervos periféricos podem queimar-se, cortar-se ou ferir-se sem perceber. A lesão de nervos periféricos também pode causar fraqueza muscular, produzindo algumas vezes dedos em garra e uma deformidade conhecida como “pé caído”. Por essa razão, os indivíduos com hanseníase podem tornarse desfigurados.

Os indivíduos com hanseníase também podem apresentar lesões na planta dos pés. A lesão das vias nasais pode acarretar obstrução crônica do nariz. A lesão dos olhos pode causar cegueira. Os homens com hanseníase lepromatosa podem apresentar impotência e esterilidade, pois a infecção pode reduzir tanto a quantidade de testosterona quanto a quantidade de espermatozóides produzidos pelos testículos.

Diagnóstico

Os sintomas, como as erupções cutâneas características que não desaparecem, a perda da sensibilidade ao tato e as deformidades particulares que são resultantes da fraqueza muscular, fornecem fortes indícios para o diagnóstico de hanseníase. O exame microscópico do tecido cutâneo infectado confirma o diagnóstico. Do ponto de vista diagnóstico, nem os exames de sangue nem as culturas são úteis.

Prevenção e Tratamento

No passado, as deformidades causadas pela hanseníase levavam ao ostracismo e os indivíduos com a doença eram isolados em instituições ou colônias. Em alguns países, esta prática é ainda comum. Embora o tratamento precoce possa impedir ou corrigir a maioria das principais deformidades, os indivíduos com hanseníase podem apresentar problemas psicológicos e sociais.

No entanto, o isolamento não é necessário. Somente a forma lepromatosa não tratada da hanseníase é contagiosa e mesmo assim ela não é facilmente transmitida.

Além disso, a maioria dos indivíduos apresentam uma imunidade natural contra a hanseníase e somente aqueles que convivem durante um longo tempo com um indivíduo infectado apresentam risco de desenvolver a infecção. Aparentemente, os médicos e os enfermeiros que tratam indivíduos com hanseníase não apresentam um maior risco.

Os antibióticos podem interromper a evolução da hanseníase ou inclusive curá-la. Como algumas das micobactérias podem ser resistentes a certos antibióticos, o médico pode prescrever mais de uma droga, sobretudo para os pacientes com hanseníase lepromatosa. A dapsona, o antibiótico mais comumente utilizado no tratamento da hanseníase, é relativamente barata e, geralmente, a sua utilização é segura. Ela apenas causa ocasionalmente erupções cutâneas e anemia.

A rifampina, mais cara, é ainda mais potente que a dapsona. Os seus efeitos colaterais mais graves são a lesão hepática e sintomas semelhantes aos do resfriado. Outros antibióticos que podem ser administrados a pessoas com hanseníase incluem a clofazimina, a etionamida, a minociclina, a claritromicina e a ofloxacina. A antibioticoterapia deve ser mantida durante um longo tempo, pois a erradicação da bactéria é difícil. Dependendo da gravidade da infecção e da avaliação médica, o tratamento pode ser mantido por 6 meses a vários anos. Muitos indivíudos com hanseníase lepromatosa tomam dapsona durante a vida toda.

Fonte: mmspf.msdonline.com.br

Hanseníase

O que é hanseníase

Apesar de ser uma doença que tem cura quando diagnosticada de forma precoce, a hanseníase (lepra) é pouco conhecida nacionalmente: nao é ensinada nas universidades e muitos médicos, por terem pouco conhecimento sobre o assunto, podem acabar fazendo diagnósticos errados (consideram-na como uma micose).

O QUE É?

A hanseníase é uma doença humana infecciosa crônica, que afeta principalmente a pele, mucosas e nervos.

Conhecida também pelo nome de lepra, morféia ou bacilo de Hansen (em homenagem ao médico norueguês Gerhard Armauer Hansen, que a descreveu em 1874), a moléstia é causada por uma bactéria em forma de bastao, Mycobacterium leprae, similar ao bacilo responsável pela tuberculose, e pode ser nao contagiosa ou contagiosa (doente sem tratamento).

A hanseníase se classifica em:

Lepromatosa: uma forma generalizada

Tuberculóide: uma forma localizada

Dimorfa: uma forma entre a tuberculóide e a lepromatosa.

Durante séculos, as vítimas da doença foram isoladas em leprosários, ilhas e outros locais separados dos núcleos habitacionais, tal o horror causado pelas deformidades.

A melhorias das condiçoes sanitárias e de habitaçao, bem como os progressos da medicina, que constatou ser ela menos contagiosa que outras doenças, além de curável com tratamento adequado, resultaram em sua completa erradicaçao nos países desenvolvidos. Ainda é alta, porém, a incidência nas regioes pobres dos trópicos, como a India, alguns países africanos e sul-americanos e parte da Oceania. No Brasil, está presente em todos os estados e é considerada grave problema de saúde pública.

QUAIS SAO OS SINAIS?

O primeiro sinal é o aparecimento de manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele, em qualquer parte do corpo. Estas manchas nao doem, nao incomodam e nao coçam. Em cima destas manchas os pelos podem cair e a pele ficar com a sensibilidade diminuída (pode cortar-se ou queimar-se sem sentir) ou, ainda, apresentar sensaçoes de formigamento e dormência.

A desfiguraçao típica sofrida pelo hanseniano, como a perda de extremidades devido à lesao óssea, ou a chamada face leonina ( em que o rosto se assemelha ao de um leao, com grossos nódulos cutâneos ), sao sinais avançados da doença, que hoje podem ser evitados com o tratamento precoce.

COMO SE TRANSMITE?

Acredita-se que a transmissao pode acontecer pelas vias respiratórias e, algumas vezes, por contágio direto, através de contato com ferimento na pele do doente.

Porém, para a transmissao ocorrer é necessário o convívio prolongado com o doente das formas contagiantes, que nao faz tratamento e geralmente está vivendo em condiçoes precárias de higiene.

EXISTE CURA?

Atualmente, ninguém morre de lepra, mas se nao receber tratamento, pode ficar com incapacidade irreversível.

Nos dias atuais, o tratamento consiste na administraçao de sulfonas, composto orgânico à base de enxofre. Em alguns países, no Brasil inclusive, tem sido utilizada também a talidomida, sob estrito controle médico e quando o paciente nao é uma mulher em idade reprodutiva ( pois tal fármaco, se for aplicado durante a gravidez, pode provocar malformaçoes fetais graves ). Para a prevençao é recomendada a vacina BCG que, apesar de ser indicada para a tuberculose, também aumenta a resistência contra o hansen.

Nao esqueça: Se perceber a presença de manchas pelo corpo, e estas forem dormentes, que nao doerem, nao incomodarem, nao coçarem e nao pegarem pó, procure um serviço de saúde. Quanto mais cedo for iniciado o tratamento, mais rápida será a cura.

Fonte: www.sitemedico.com.br.

Hanseníase

A hanseníase é uma doença crônica, também conhecida como lepra. Se uma área da pele apresenta queda dos pêlos, manchas brancas ou avermelhadas, está ressecada e com sensação de formigamento e dormência, isso pode ser hanseníase. Em alguns casos, também pode haver diminuição da força muscular.

A doença afeta a pele e os nervos, e as manchas podem estar localizadas em qualquer parte do corpo. Normalmente, os locais mais comuns são as extremidades (braços, mãos, coxas, pernas e pés) e o rosto.

Hanseníase
Hanseníase

Assim que uma mancha com essas características for notada, você deve procurar um dermatologista. Isso porque a hanseníase TEM cura, mas quando não há tratamento a doença pode causar deformidades, principalmente, nas mãos e pés.

A hanseníase pode ser transmitida pelo contato com uma pessoa sem tratamento, através das vias respiratórias. Entretanto, a maioria das pessoas não adoece quanto tem contato com a bactéria porque têm uma resistência natural para combater a doença.

O tratamento da hanseníase é fornecido gratuitamente pelo Governo a todos os doentes. O tratamento é chamado de Poliquimioterapia (PQT), porque é composto por dois ou três medicamentos. O tratamento pode durar de 6 a 24 meses, dependendo de cada caso.

Fonte: www.sbd.org.br

Hanseníase

Lepra

A hanseníase, antigamente chamada de lepra, é uma doença infecciosa, de evolução crônica (muito longa) causada pelo Mycobacterium leprae, microorganismo que acomete principalmente a pele e os nervos das extremidades do corpo. A doença tem um passado triste, de discriminação e isolamento dos doentes, que hoje já não existe e nem é necessário, pois a doença pode ser tratada e curada.

A transmissão se dá de indivíduo para indivíduo, por germes eliminados por gotículas da fala e que são inalados por outras pessoas penetrando o organismo pela mucosa do nariz. Outra possibilidade é o contato direto com a pele através de feridas de doentes. No entanto, é necessário um contato íntimo e prolongado para a contaminação, como a convivência de familiares na mesma residência. Daí a importância do exame dos familiares do doente de hanseníase.

A maioria da população adulta é resistente à hanseníase, mas as crianças são mais susceptíveis, geralmente adquirindo a doença quando há um paciente contaminante na família. O período de incubação varia de 2 a 7 anos e entre os fatores predisponentes estão o baixo nível sócio-econômico, a desnutrição e a superpopulação doméstica. Devido a isso, a doença ainda tem grande incidência nos países subdesenvolvidos.

Manifestações clínicas

As formas de manifestação da hanseníase dependem da resposta imune do hospedeiro ao bacilo causador da doença. Esta resposta pode ser verificada através do teste de Mitsuda, que não dá o diagnóstico da doença, apenas avalia a resistência do indivíduo ao bacilo. Um resultado positivo significa boa defesa, um resultado negativo, ausência de defesa e um resultado duvidoso, defesa intermediária.

Temos então, as seguintes formas clínicas da doença:

Hanseníase indeterminada: forma inicial, evolui espontaneamente para a cura na maioria dos casos e para as outras formas da doença em cerca de 25% dos casos. Geralmente, encontra-se apenas uma lesão, de cor mais clara que a pele normal, com diminuição da sensibilidade. Mais comum em crianças.

Hanseníase tuberculóide: forma mais benigna e localizada, ocorre em pessoas com alta resistência ao bacilo. As lesões são poucas (ou única), de limites bem definidos e um pouco elevados e com ausência de sensibilidade (dormência). Ocorrem alterações nos nervos próximos à lesão, podendo causar dor, fraqueza e atrofia muscular.

Hanseníase borderline (ou dimorfa):

Forma intermediária que é resultado de uma imunidade também intermediária. O número de lesões é maior, formando manchas que podem atingir grandes áreas da pele, envolvendo partes da pele sadia. O acometimento dos nervos é mais extenso.

Hanseníase virchowiana (ou lepromatosa):

Nestes casos a imunidade é nula e o bacilo se multiplica muito, levando a um quadro mais grave, com anestesia dos pés e mãos que favorecem os traumatismos e feridas que podem causar deformidades, atrofia muscular, inchaço das pernas e surgimento de lesões elevadas na pele (nódulos). Órgãos internos também são acometidos pela doença.

Hanseníase
Hanseníase

A hanseníase pode apresentar períodos de alterações imunes, os estados reacionais. Na hanseníase borderline, as lesões tornam-se avermelhadas e os nervos inflamados e doloridos. Na forma virchowiana, surge o eritema nodoso hansênico: lesões nodulares, endurecidas e dolorosas nas pernas, braços e face, que se acompanham de febre, mal-estar, queda do estado geral e inflamação de órgãos internos. Estas reações podem ocorrer mesmo em pacientes que já terminaram o tratamento, o que não significa que a doença não foi curada.

Tratamento

A hanseníase tem cura. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabeleceu protocolos de tratamento nos quais a duração varia de acordo com a forma da doença: dose única para as formas mais brandas, 6 meses de duração para as formas brandas com várias lesões e 24 meses de tratamento para as formas mais graves. Agora, a duração do tratamento das formas mais graves está sendo reduzida para 12 meses.

O tratamento da hanseníase no Brasil é feito nos Centros Municipais de Saúde (Postos de Saúde) e os medicamentos são fornecidos gratuitamente aos pacientes, que são acompanhados durante todo o tratamento.

Fonte: www.caestamosnos.org

Hanseníase

Na primeira dose do tratamento, 99% dos bacilos são eliminados e não há mais chances de contaminação.

Doença causada por um micróbio chamado bacilo de Hansen (mycobacterium leprae), que ataca normalmente a pele, os olhos e os nervos. Também conhecida como lepra, morféia, mal-de-Lázaro, mal-da-pele ou mal -do-sangue.

Transmissão

Não é uma doença hereditária.

A forma de transmissão é pelas vias aéreas: uma pessoa infectada libera bacilo no ar e cria a possibilidade de contágio. Porém, a infecção dificilmente acontece depois de um simples encontro social. O contato deve ser íntimo e freqüente.

Contágio

A maioria das pessoas é resistente ao bacilo e, portanto, não adoece. De 7 doentes, apenas um oferece risco de contaminação.

Das 8 pessoas que tiveram contato com o paciente com possibilidade de infecção, apenas 2 contraem a doença. Desses 2, um torna-se infectante.

O ataque da doença

O bacilo de Hansen pode atingir vários nervos, mas contamina mais freqüentemente o dos braços e das pernas. Com o avanço da doença, os nervos ficam danificados e podem impedir o movimentos dos membros, como fechar mãos e andar.

Cuidados que o doente deve ter

Olhos

Repare se você tem permanentemente a sensação de estar com areia nos olhos, a visão embaçada ou ressecada de repente, ou se tem piscado mais que o normal.

Pode ser um pequeno nervo dos olhos afetado pela doença.

O que fazer: Observe se há ciscos e limpe com soro. Se está difícil fechar os olhos, exercite-os forçando o músculo ao abrir e fechar.

Nariz

Se sente que o nariz tem ficado entupido com freqüência, se têm aparecido cascas ou sangramentos súbitos, se tem sentido cheiro ruim, o osso do nariz pode ter sido atingido pela doença.

O que fazer: Limpe o nariz com soro fisiológico, inspirando e expirando. Nunca arranque as casquinhas.

Mãos e braços

Se nota dor ou formigamento, choque ou dormência nas mãos, braços e cotovelos ou se as mãos ficam inchadas e com dificuldade de sustentar os objetos, fique atento.

O que fazer: Faça repouso do braço afetado, evite os movimentos repetitivos e não carregue objetos pesados. Procure o serviço de saúde. Use óleos ou cremes para evitar ressecamento.

Pés

Se sente dor e câimbras nas pernas, fraqueza nos pés, formigamento ou choque; se surgem muitas feridas, calos ou bolhas, é sinal de que o nervo foi atingido. Por isso, a pele resseca e o pé fica fraco.

O que fazer - Fique em repouso e ande calçado apenas quando necessário. Procure o médico. Regiões esbranquiçadas e insensíveis na pele são um sinal da doença.

Sintomas

Aparecimento de caroços ou inchados no rosto, orelhas, cotovelos e mãos

Entupimento constante no nariz, com um pouco de sangue e feridas

Redução ou ausência de sensibilidade ao calor, ao frio, à dor a ao tato

Manchas em qualquer parte do corpo, que podem ser pálidas, esbranquiçadas ou avermelhadas

Partes do corpo dormentes ou amortecidas. Em especial as regiões cobertas

Tratamento

A hanseníase se apresenta, basicamente, de duas formas.

O tratamento depende do tipo:

Se for do tipo paucibacilar (com poucos bacilos), o tratamento é mais rápido. É dada uma dose mensal de remédios durante seis meses. Além da ingestão de um comprimido diário;

Se for do tipo multibacilar (com muitos bacilos), o tempo para tratamento é mais longo. São 12 doses do medicamento, uma por mês. Além de dois outros remédios diários durante os dois anos.

O tratamento será 100% eficiente se for levado a sério do começo ao fim. Todos os medicamentos devem ser distribuídos pela rede pública de saúde.

Fonte: www.santalucia.com.br

Hanseníase

A Hanseníase é uma doença infecciosa causada por um micróbio chamado bacilo de Hansen.

Conhecida popularmente como lepra, teve o seu nome mudado através de uma portaria do governo com a intenção de diminuir o preconceito sobre a doença.

Não se sabe se esta medida trouxe algo de positivo, mas o número de casos coloca o Brasil como segundo país em número de doentes.

Existe quatro formas de manifestação da doença:

FORMAS PAUCIBACILARES (NÃO CONTAGIANTES): Hanseníase Tuberculóide Hanseníase Indeterminada

FORMAS MULTIBACILARES (CONTAGIANTES): Hanseníase Dimorfa Hanseníase Virchowiana

Hanseníase Tuberculóide

Hanseníase

Manchas vermelhas que podem ser confundidas com "impingem"ou "rabicha" ocorre dormência e a queda de pêlos sobre as manchas são mais evidentes. O doente pode ter dor nos nervos dos braços e pernas.

Hanseníase Indeterminada

Hanseníase

Manchas brancas na pele, dormentes, podendo ocorrer também o desaparecimento de pêlos no local.

FORMAS MULTIBACILARES (CONTAGIANTES)

Hanseníase Dimorfa

Hanseníase

Manchas avermelhadas ou de cor castanho, espalhadas pelo corpo. As dormências são comuns.

Hanseníase Virchowiana

Hanseníase

Caroços nas orelhas e no corpo. Perda de pêlos (cílios e sobracelhas). As mãos e os pés ficam inchados e o nariz entupido e escorrendo.

Fonte: ghafreire.sites.uol.com.br

Hanseníase

A hanseníase é uma doença crônica granulamatosa proveniente de infecção causada pelo Micobacterium leprae. Este bacilo tem a capacidade de infectar grande número de indivíduos, mas poucos adoecem pela sua baixa patogenicidade, propriedade esta que não é função apenas de suas características intrínsecas, mas que depende, sobretudo, de sua relação com o hospedeiro e grau de endemicidade do meio.

O domicílio é apontado como importante espaço de transmissão da doença, embora ainda existam grandes lacunas de conhecimento quanto aos prováveis fatores de risco implicados, especialmente aqueles relacionados ao ambiente social.

Apesar de baixa patogenicidade, o poder imunogênico do Micobacterium leprae é responsável pelo alto potencial incapacitante da hanseníase, o que permite afirmar que este bacilo é de alta infectividade.

A hanseníase parece ser uma das mais antigas doenças que acomete o homem. As referências mais remotas datam de 600 A.C e procedem da Índia, que juntamente com a África podem ser consideradas o berço da doença. A melhoria das condições de vida e o avanço do conhecimento científico modificaram significativamente esse quadro e, hoje, a hanseníase tem tratamento e cura.

Agente Etiológico

bacilo álcool-ácido resistente, Mycobacterium leprae. É um parasita intracelular obrigatório que apresenta afinidade por células cutâneas e por células dos nervos periféricos.

Reservatório

O homem é reconhecido como a única fonte de infecção, embora tenham sido identificados animais naturalmente infectados - o tatu, o macaco mangabei e o chimpanzé. Os doentes multibacilares sem tratamento - hanseníase Virchowiana e hanseníase Dimorfa - são capazes de eliminar grande quantidade de bacilos para o meio exterior (carga bacilar de cerca de 10.000.000 de baar presentes na mucosa nasal).

Modo de Transmissão

A principal via de eliminação dos bacilos é a via aérea superior sendo o trato respiratório a mais provável via de entrada do Mycobacterium leprae no corpo.

O trato respiratório superior dos pacientes multibacilares (Virchowianos e Dimorfos), é a principal fonte de Mycobacterium leprae encontrada no meio ambiente.

Não se pode deixar de mencionar a possibilidade de penetração do bacilo pela pele, com solução de continuidade.

Período de Incubação

A hanseníase apresenta longo período de incubação: de dois a sete anos. Há referência a períodos mais curtos, de sete meses, como, também, de mais de dez anos.

Período de Transmissibilidade

Os doentes paucibacilares não são considerados importantes como fonte de transmissão da doença, devido à baixa carga bacilar.

Os pacientes multibacilares constituem o grupo contagiante e assim se mantêm enquanto não se iniciar o tratamento específico.

Suscetibilidade e Imunidade

A exemplo de outras doenças infecciosas, a conversão de infecção em doença depende de interações entre fatores individuais e ambientais.

Devido ao longo período de incubação é menos freqüente na infância. Contudo, em áreas mais endêmicas, a exposição precoce em focos domiciliares aumenta a incidência de casos nessa faixa etária. Embora acometa ambos os sexos, observa-se predominância do sexo masculino (2:1).

Distribuição e Morbidade

A hanseníase é endêmica nos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. O coeficiente de prevalência da hanseníase no país, em 1997, foi de 5,43 casos por 10.000 habitantes, com 86.741 casos em registro ativo, colocando o Brasil em 2º lugar no mundo em número absoluto de casos, sendo superado apenas pela Índia.

O coeficiente de detecção de casos novos (incidência), no ano de 1997, foi de 2,78 casos por 10.000 habitantes. Vale ressaltar que a meta estabelecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é eliminar a hanseníase como problema de saúde pública até o ano 2000, isto é, atingir uma prevalência de menos de 1 caso por 10.000 habitantes.

Diagnóstico Laboratorial

Tipos de Exames:

Exame baciloscópico: a baciloscopia poderá ser utilizada como exame complementar para classificação dos casos em MB e PB. Baciloscopia positiva indica hanseníase multibacilar independente do número de lesões.

Exame Histopatológico: indicado para elucidação diagnóstica e em pesquisas.

Vigilância Epidemiológica

O objetivo do Programa de Controle da Hanseníase é reduzir a morbidade da doença para menos de um (1) doente por 10.000 habitantes até o ano 2000, meta de eliminação proposta pela OMS. Os casos novos devem ser detectados precocemente e tratados para interromper a cadeia de transmissão da doença e prevenir as incapacidades físicas.

Notificação: a hanseníase é doença epidemiológica de notificação compulsória em todo território nacional e de investigação obrigatória. Cada caso deve ser notificado através da ficha de notificação/investigação do Sistema de Informações de Agravo de Notificação (SINAN), enviando-a em papel ou em meio magnético ao órgão de vigilância epidemiológica hierarquicamente superior, segundo fluxo e periodicidade estabelecidos na UF e em conformidade com o Manual de Procedimentos do SINAN.

Definição de Caso: Um caso de hanseníase é uma pessoa que apresenta um ou mais dos critérios listados a seguir, com ou sem história epidemiológica e que requer tratamento específico para hanseníase:

Lesão(ões) de pele com alteração de sensibilidade;
Espessamento neural acompanhado de alteração de sensibilidade;
Baciloscopia positiva para Micobacterium leprae.

Observação: a baciloscopia negativa não afasta o diagnóstico de hanseníase.

Medidas de Controle

Detecção de Casos: através do atendimento da demanda espontânea e da busca ativa, incluindo o exame de contatos. O exame de coletividade é indicado nas áreas de alta prevalência.

Tratamento Específico: o tratamento da hanseníase é eminentemente ambulatorial. O esquema terapêutico utilizado é a poliquimioterapia padrão OMS. Os medicamentos devem estar disponíveis em todas as unidades de saúde de municípios endêmicos. A alta por cura é dada após a administração do número de doses preconizadas segundo o esquema terapêutico administrado.

Prevenção e Tratamento de Incapacidades Físicas: todos os casos de hanseníase, independentemente da forma clínica, deverão ser avaliados quanto ao grau de incapacidade no momento do diagnóstico e, no mínimo, uma vez por ano, inclusive na alta por cura. Toda atenção deve ser dada ao diagnóstico precoce do comprometimento neural e para tanto os profissionais de saúde e pacientes devem ser orientados para uma atitude de vigilância do potencial incapacitante da hanseníase. Tal procedimento deve ter em vista o tratamento adequado para cada caso e a prevenção de futuras deformidades. Essas atividades não devem ser dissociadas do tratamento quimioterápico, estando integradas na rotina dos serviços, de acordo com o grau de complexidade dos mesmos.

Vigilância dos Contatos: para fins operacionais, deve-se considerar como contato intradomiciliar toda e qualquer pessoa que resida ou tenha residido nos últimos 5 anos com o doente. A vigilância desses contatos consiste em:

Exame de todos os contatos intradomiciliares dos casos novos, de todas as formas clínicas. Após o exame o contato indene será liberado com orientação quanto ao período de incubação, transmissão, sinais e sintomas da hanseníase e retorno ao serviço, se necessário.

Utilização de BCG - aplicação de duas doses da vacina BCG-ID a todos os contatos intradomiciliares dos casos novos de hanseníase, independente da forma clínica.

Recomenda-se a aplicação da 2ª dose da vacina BCG-ID a partir de 6 meses após a 1ª dose. Quando existente, a cicatriz por BCG-ID deve ser considerada como 1ª dose, independente da época em que foi aplicada. Na dúvida, aplicar as duas doses recomendadas.

Fonte: dtr2001.saude.gov.br

Hanseníase

Aspectos epidemiológicos

Em hanseníase, a taxa de prevalência considera apenas os casos em tratamento.

Em dezembro de 2005, o Ministério da Saúde registrou 27.313 destes casos no Brasil, o que dá um coeficiente de prevalência de 1,48 caso por 10 mil habitantes.

Já o coeficiente de detecção indica o número de casos novos registrados no decorrer do ano. Ainda em 2005, esse indicador demonstrou que foram diagnosticados 38.140 novos casos, o que dá um coeficiente de detecção de 2,09 para 10 mil habitantes. A maior concentração de casos está nas regiões Norte e Centro-Oeste. O Maranhão foi o estado que mais notificou (4.721), seguido de Pará (4.687) e Mato Grosso (3.187).

Hanseníase
Fotomicrografia de
Mycobacterium leprae (pequenos bastonetes vermelhos), o agente causador da hanseníase

Para se combater a doença, é prioritário que o diagnóstico seja feito o mais precocemente possível, antes da instalação das incapacidades físicas e da eliminação de bacilos, o que possibilita a cura do paciente sem seqüelas físicas e interrompe a cadeia epidemiológica da infecção. Para tanto, o Ministério da Saúde criou o Programa Nacional de Eliminação da Hanseníase (PNEH). Trata-se de um conjunto de ações descentralizadas sob a responsabilidade da Secretaria de Vigilância em Saúde e do Departamento de Vigilância Epidemiológica em parceria com Centros de Referencia Nacional (como o Laboratório de Hanseníase da Fiocruz), secretarias estaduais e municipais de Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), OMS, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems), Movimento de Reintegração do Paciente Hanseniano (Morhan) e diversas organizações não-governamentais.

Atualmente, a mesma Secretaria de Vigilância em Saúde lançou o Plano Nacional de Eliminação da Hanseníase em Nível Municipal 2006-2010. O plano pretende fortalecer as ações de vigilância epidemiológica da hanseníase para alcançar baixos níveis endêmicos da doença até 2010, assegurando que as atividades de controle da hanseníase estejam disponíveis e accessíveis a todos os indivíduos nos serviços de saúde mais próximos de suas residências.

As estratégias de eliminação baseadas na conscientização da comunidade, detecção precoce dos casos e acesso ao tratamento a todos os pacientes provou ser eficaz. Merece atenção a transformação da imagem negativa da hanseníase, que é extremamente importante e deve ser uma atividade contínua.

Por fim, a pedra angular na eliminação e no controle da doença como problema de saúde pública continua sendo o aumento da oferta de serviços de saúde prestados por profissionais da rede básica, integrando as atividades de detecção precoce dos casos, tratamento poliquimioterápico (associação de dois ou três  quimioterápicos), prevenção de incapacidades e vigilância de comunicantes em todos os municípios que possuam pelo menos 1 caso de hanseníase nos últimos cinco anos.

Modo de transmissão, diagnóstico e tratamento

A doença

A hanseníase é uma doença infecciosa, contagiosa, causada por um bacilo denominado Mycobacterium leprae. Não é hereditária e sua evolução depende de características do sistema imunológico da pessoa que foi infectada. Apresenta múltiplas manifestações clinicas e se exterioriza, principalmente por lesões dos nervos periféricos e lesões cutâneas. Em um país endêmico como o Brasil, em qualquer pessoa com alteração de sensibilidade na pele deve-se pensar em hanseníase.

Hanseníase
Fotomicrografia de Mycobacterium leprae (aumentada em 95.000 vezes), organismo causador da hanseníase

Modo de transmissão

O contágio é exclusivamente entre os seres humanos. Os pacientes da forma multibacilar (contagiosa) sem tratamento, eliminam os bacilos através do aparelho respiratório superior (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro). O paciente em tratamento regular ou que já recebeu alta não transmite. A maioria das pessoas que entram em contato com estes bacilos não desenvolve a doença. Somente um pequeno percentual, em torno de 5% de pessoas adoecem. Fatores ligados à genética humana são responsáveis pela resistência (não adoecem) ou suscetibilidade (adoecem). O período de incubação da doença – tempo decorrido entre a exposição ao agente etiológico e o aparecimento dos sinais e ou sintomas da doença – é bastante longo, variando de três a cinco anos.

Sinais e sintomas

  1. Sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades
  2. Manchas brancas ou avermelhadas, geralmente com perda da sensibilidade ao calor, frio, dor e tato
  3. Áreas da pele aparentemente normais que têm alteração da sensibilidade e da sudorese
  4. Caroços e placas em qualquer local do corpo
  5. Diminuição da força muscular (dificuldade para segurar objetos).

Na suspeita da doença, o que fazer?

Procurar, o mais rápido possível a unidade de saúde mais próxima de sua residência para ser examinado pelo médico. Com o Sistema Único de Saúde (SUS), as atividades de diagnóstico, tratamento e controle da hanseníase são feitas em toda a rede básica de saúde, não sendo necessários o encaminhamento e o deslocamento do usuário.

Diagnóstico

Essencialmente clinico, baseado no exame da pele e dos nervos periféricos e na história epidemiológica. Excepcionalmente são necessários exames complementares laboratoriais como a baciloscopia ou biopsia cutâneas.

Tratamento

A hanseníase tem cura. O tratamento é feito nas unidades de saúde e é gratuito. A cura é mais fácil e rápida quanto mais precoce for o diagnóstico. O tratamento é gratuito, via oral, constituído pela associação de duas ou três drogas e é denominado poliquimioterapia. As drogas associadas são a rifampicina, a clofazimina e a dapsona.

Para fins de tratamento os pacientes são classificados em dois grupos: paucibacilares e multibacilares. Os paucibacilares estão doentes mas não contaminam outras pessoas. Os multibacilares sem tratamento eliminam os bacilos e podem infectar outras pessoas.

Os paucibacilares recebem uma dose mensal de rifampicina de 600mg e dapsona de 100 mg, uma vez ao mês na unidade de saúde (dose supervisionada) e levam o restante da cartela para auto-administração de um comprimido de dapsona por dia por 30 dias. A duração do tratamento é de seis meses.

Para os multibacilares a dose supervisionada consta de rifampicina 600mg, associada a clofazimina 300mg e dapsona 100mg; o restante da cartela para auto-administração de um comprimido diário de 100mg de clofazimina e 1 comprimido diário de l00mg de dapsona. A duração do tratamento é de 12 meses. Após ter completado o tempo de tratamento, com regularidade, o paciente recebe alta e é considerado curado.

Complicações, profilaxia e prevenção

Complicações

A evolução crônica da doença pode ser interrompida de forma abrupta por sinais e sintomas agudos como febre alta, dor no trajeto dos nervos (principalmente nos braços, pernas e olhos), aparecimento de lesões na pele tipo placas ou caroços eritematosos e edemaciados e piora nas lesões pré-existentes. É o que chamamos de reação hansênica. Nesta eventualidade o paciente deve procurar, o mais rápido possível, a unidade de saúde para ser avaliado e iniciar o tratamento anti-reacional. Estas reações podem ocorrer antes ou durante o tratamento ou após a alta e são freqüentes, principalmente nas formas multibacilares da doença. Ocorrem devido a alterações no sistema imunológico por causas ainda não totalmente elucidadas.

É importante que todos os pacientes sejam avaliados de forma integral, holística, e que todos os problemas de saúde, físicos e emocionais estejam controlados para evitar o aparecimento das reações.

Qualquer foco de infecção (por exemplo: dentes) infestação parasitária (qualquer parasita intestinal), distúrbio hormonal (menarca, menopausa), vacinações (BCG), distúrbio emocional podem provocar alterações no sistema imunológico e desencadear as reações. Este fenômeno pode ocorrer até mesmo muitos anos após a alta da poliquimioterapia e nesta eventualidade não é necessário recomeçar o tratamento poliquimioterápico e sim iniciar, rapidamente a administração de drogas antireacionais, como a corticoterapia.

Profilaxia e prevenção

Não existe vacina específica – o M. leprae não cresce em nenhum meio de cultura conhecido o que inviabiliza a metodologia técnica para a produção da vacina.

A prevenção baseia-se no exame dermato-neurológico e aplicação da vacina BCG em todas as pessoas que compartilham o mesmo domicilio com o portador da doença e que são chamados "comunicantes intra-domiciliares" e em educação em saúde com divulgação dos sinais e sintomas da doença através de todos os meios de comunicação, para toda a população.

A hanseníase ao longo da História

Dos tempos bíblicos ao período moderno, a hanseníase foi descrita como uma doença que causava horror por conta da aparência física do doente não tratado – lesões ulcerantes na pele e deformidades nas extremidades e associada a estigma, os mais diversos. Esta marca de desonra fisicamente presente nas feridas e nos membros desfigurados do "leproso" e incorporada à sua identificação lançou a doença no lado mais obscuro da sociedade. Ela significou, ainda, ao longo de anos, exclusão do convívio social devido à única forma de tratamento existente até meados do século 20, que era o isolamento nos leprosários.

Hanseníase
Retrato de um oriental (de 1639), do pintor holandês Rembrant van Rijn (1606-1669).
Historiadores da arte acreditam que o quadro descreve o rei bíblico Uzziah, que foi atingido pela hanseníase após usurpar a autoridade de um templo sagrado

Este só passou a ser questionado a partir de duas premissas básicas: o avanço dos medicamentos quimioterápicos e a descoberta, através da pesquisa quantitativa e de laboratório, de que o isolamento não diminuía o número de casos. Até a década de 40 do século passado, a doença era tratada com óleo de chaulmoogra, medicamento fitoterápico natural da Índia, que era administrado através de injeções ou por via oral. Este medicamento, aliado ao isolamento, eram as formas de se tratar a hanseníase.

A Fiocruz, desde a década de 20, desempenhou um papel pioneiro na pesquisa básica quando um dos grandes leprologistas brasileiros, Heraclides César de Souza-Araújo, cientista do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), criou o Laboratório de Leprologia em 1927. Souza-Araújo, ex-aluno do curso de aplicação do IOC, ao mesmo tempo em que se dedicava à pesquisa com intuito de cultivar o bacilo, encontrar a cura para os doentes e um novo método de tratamento, atendia os pacientes infectados no Hospital de Manguinhos.

A criação do Ministério da Educação e Saúde, após a Revolução de 30, possibilitou a adoção de um modelo de controle da doença a nível nacional, o chamado "modelo tripé". Esta significou uma prática amparada na existência de três itens fundamentais e que se complementam: o leprosário, o dispensário e o preventório.

Cada um destes tinha seu papel e agia diretamente sobre o que se acreditava estar amparada a cadeia epidemiológica da doença: o infectado (no leprosário), o comunicante (no dispensário) e os filhos dos infectados (no preventório). Assim, se acreditava na possibilidade de eliminação da doença em pouco tempo. No entanto, percebeu-se que os índices de cura não eram os esperados, assim como o número de casos que só aumentava por conta da busca ativa dos mesmos.

Com os avanços da indústria químico-farmacêutica e o emprego da sulfona no final da década de 1940 nos infectados internados, aliado ao avanço nas pesquisas laboratoriais que priorizavam conhecer a "vida" do bacilo e as possibilidades ou não de sua sobrevivência fora do meio humano, o isolamento mostrou aos pesquisadores que não era a maneira ideal de tratamento.

Um outro dado importante neste contexto foram as deliberações apresentadas ao final do 7º Congresso Internacional de Lepra, realizado em 1958, em Tóquio, e que refletem este momento vivido pela ciência: foi ratificado que a forma de contágio não era hereditária e havia possibilidade de cura com os antibióticos e sulfas.

O isolamento em leprosários não deveria ser mais recomendado como fundamental no tratamento da hanseníase, pois os medicamentos químicos dariam ao paciente o bem estar necessário, fora dos muros do leprosário

Hanseníase
Iluminura catalã do século 14 mostra o personagem bíblico Jó atingido pela hanseníase

No Brasil, o isolamento foi considerado extinto em 1962 com a aprovação do decreto nº 968, de 7 de maio, apesar de estados como São Paulo não cumprirem tal lei, já que até 1967 se manteve tal prática. Na década de 1970 a Organização Mundial da Saúde recomendou o emprego da poliquimioterapia no Brasil e, paralelamente a isto, começou um movimento com o intuito de minimizar o preconceito e o estigma contidos no termo "lepra". Assim, oficialmente no país foi abolido o uso da palavra lepra e seus derivados, passando a ser designada como "hanseníase".

Na década de 80, com o término de uma ditadura de 20 anos e a busca da democracia, assim como a realização da 8ª Conferência Nacional de Saúde recuperando os direitos dos cidadãos, foi também o momento em que se perguntou o que fazer com os pacientes que ficaram décadas internados e isolados.

Os leprosários tiveram o seu papel redefinido e muitos foram transformados em hospitais gerais, como é o caso do Hospital de Curupaiti, no Rio de Janeiro, e outros em centros de pesquisa, como é o caso do Sanatório Aymorés, que se transformou no Instituto Lauro de Souza Lima, em Bauru.

Como forma de assegurar os direitos dos pacientes e atentar para o seu papel de cidadão, garantindo a sua reinserção social foi criado o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), que é um dos mais bem-sucedidos movimentos sociais no Brasil, com representação no Conselho Nacional de Saúde.

Maria Eugenia Noviski Gallo

Fonte: www.fiocruz.br

Hanseníase

Hanseníase ou lepra, nome pelo qual a enfermidade era conhecida no passado, é uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae, ou bacilo de Hansen, em homenagem a seu descobridor.

É provável que a transmissão se dê pelas secreções das vias aéreas superiores e por gotículas de saliva. Embora seja uma doença basicamente cutânea, pode afetar os nervos periféricos, os olhos e, eventualmente, alguns outros órgãos.

O período de incubação pode durar de seis meses a seis anos.

A doença pode apresentar quatro formas clínicas: indeterminada, borderline ou dimorfa, tuberculóide e virchowiana. Em termos terapêuticos, somente dois tipos são considerados: paucibacilar (com poucos bacilos) e multibacilar (com muitos bacilos).

Sintomas

Manchas na pele de cor parda, esbranquiçadas ou eritematosas, às vezes pouco visíveis e com limites imprecisos

Alteração da temperatura no local afetado pelas manchas

Comprometimento dos nervos periféricos

Dormência em algumas regiões do corpo causada pelo comprometimento da enervação. A perda da sensibilidade local pode levar a feridas e à perda dos dedos ou de outras partes do organismo

Aparecimento de caroços ou inchaço nas partes mais frias do corpo, como orelhas, mãos e cotovelos

Alteração da musculatura esquelética principalmente a das mãos, que resulta nas chamadas “mãos de garra”

Infiltrações na face que caracterizam a face leonina característica da forma virchowiana da doença. 

Tratamento

Ambos os tipos (paucibacilar e multibacilar) são tratados com o antibiótico rifampicina, durante seis meses no tipo paucibacilar e um ano no tipo multibacilar.

A medicação é fornecida gratuitamente pelo Ministério da Saúde e administrada em doses vigiadas nas Unidades Básicas de Saúde sob a supervisão de médicos ou enfermeiros de acordo com normas da OMS.

A rifampicina elimina 90% dos bacilos. Por isso, é necessário complementar o tratamento com outra droga (DDS), que pode ser tomada em casa diariamente, até o final do tratamento.

Nos casos multibacilares, esse tratamento é acrescido de uma dose diária e de outra vigiada de clofazimina.

Recomendações

Não desista do tratamento, que é longo, mas eficaz se não for interrompido. A primeira dose do medicamento é quase uma garantia de que a doença não será mais transmitida;

Convença os familiares e pessoas próximas ao doente a procurarem uma unidade básica de saúde para avaliação, quando for diagnosticado um caso de hanseníase na família;

Não fuja dos portadores de hanseníase, uma doença estigmatizante, mas que tem cura, desde que devidamente tratada.

Fonte: www.drauziovarella.com.br

Hanseníase

A hanseníase, antigamente conhecida como "lepra" ou "mal de Lázaro", é uma das mais antigas doenças da humanidade, caracterizada por lesões da pele e das mucosas, atrofia de pés e mãos, e diminuição da força muscular. Sinais dessa moléstia foram encontrados em esqueletos egípcios do século II e, no Brasil, os primeiros registros são de 1600.

Em 1874, um médico norueguês descobriu a bactéria causadora, a Mycobacterium leprae, também conhecida como Bacilo de Hansen, mas apenas entre 1912 e 1920, os médicos Emílio Ribas e Oswaldo Cruz denunciaram o descaso das autoridades públicas para com a doença que mutilava e matava centenas de pessoas.

Sinais e sintomas

Classificada como doença da pele, tem início lento. A bactéria atinge, inicialmente, a pele, a mucosa do nariz, os testículos, os olhos; em seguida, os nervos, com conseqüente perda de sensações táteis e movimentos do corpo.

Os principais sintomas, em ordem de aparecimento são:

Pele: manchas avermelhadas ou esbranquiçadas e regiões "anestesiadas"; perda de pêlos nas regiões afetadas, caroços ou nódulos, dores, cãibras e formigamento de mãos e pés.

Nervos: perda de movimento de pés e mãos, diminuição da força muscular, ressecamento dos olhos, atrofia dos dedos.

Tipos de hanseníase

Multibacilar lepra lepromatosa

É a forma mais grave da doença e a de mais fácil contágio. Provoca feridas cutâneas de diferentes formas e tamanhos, caroços, queda de pêlos, (sobrancelhas e cílios), atrofia de pés e mãos, infertilidade e impotência.

Paubacilar lepra tuberculóide

É menos grave. Geralmente os sintomas demoram de 2 a 5 anos para se manifestar. O doente apresenta erupções cutâneas esbranquiçadas e planas e perda de sensibilidade ao tato.

No início do século, eram comuns, nas cidades do interior, bandos de leprosos miseráveis, mendigando pelas ruas, cobertos com capuzes para esconder as deformidades do rosto e estendendo à caridade pública latinhas amarradas em varetas, pois as mãos sem dedos causariam repulsa. O Brasil foi pioneiro na substituição do termo "Lepra" por hanseníase, numa tentativa de livrar a doença do estigma historicamente ligado a seu nome, causado pelo preconceito social.

Formas de contágio

A hanseníase é transmitida de pessoa para pessoa. Somente os doentes com lesões em atividade podem contagiar, por meio de contato de pele ou por vias respiratórias.

Má nutrição e condições precárias de moradia, muito comuns em regiões pobres do país contribuem para o alastramento da doença. O Brasil é o campeão latino-americano e o segundo colocado, no mundo, com 79 mil casos registrados de hanseníase.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito a partir dos sinais iniciais: erupções na pele, diminuição da sensibilidade ao tato e alterações musculares. O médico procede ao exame físico do paciente, registra sua história clínica e pede exames de laboratório: estudo microscópico de um fragmento de pele, identificação de bactérias da secreção nasal ou biópsia do nervo. Os postos de saúde dispõem de serviços gratuitos.

Tratamento

No passado, não havia tratamento e os doentes eram, no máximo, isolados em leprosários, de precário atendimento. Só em 1941 foi criado o Serviço Nacional da Lepra. Modernamente, há diversos medicamentos específicos, de grande eficácia, que são ajustados pelo médico a cada caso. As reações individuais aos remédios podem requerer adaptações das doses, por isso é importante rigoroso controle médico. Em geral, o tratamento é longo, mas leva à cura e está disponível, gratuitamente, nos serviços do Sistema Único de Saúde.

Familiares do doente devem ser submetidos a exame para detecção de possível contágio e orientação de conduta em casa.

O paciente hanseniano deixa de ser fonte de infecção duas semanas após ter iniciado o tratamento.

Prevenção

A hanseníase é, hoje, bem conhecida. Pode ser controlada e mesmo erradicada desde que sejam tomadas medidas de prevenção. Esta cabe mais aos poderes públicos, no sentido de tomar medidas que acabem com a miséria responsável pela promiscuidade e acúmulo de pessoas com baixa imunidade em ambientes pequenos, mal arejados e sujos.

Esclarecimentos

Poucas semanas após o início do tratamento, o doente não oferece mais perigo de contágio, podendo voltar ao trabalho. Vencer o preconceito social arraigado durante séculos é o grande desafio para a sociedade de hoje, por isso, é necessário um empenho individual e coletivo, no sentido de esclarecer a comunidade de que o hanseniano não deve ser marginalizado e de que a doença tem cura.

Fonte: :www2.uol.com.br

Hanseníase

Doença infectocontagiosa causada por uma bactéria (bacilo de Hansen) que compromete principalmente a pele e os nervos, deixando seqüelas se não for tratada precocemente.

As primeiras manifestações da Hanseníase geralmente são:

Manchas na pele esbranquiçadas ou avermelhadas com diminuição da sensibilidade – manchas dormentes, essas manchas não doem, não coçam e não incomodam por isso muitas vezes passam desapercebidas, se localizadas em partes do corpo não freqüentemente observadas (costas, nádegas).

Diminuição da sensibilidade ou formigamento de extremidades de mãos, pés e olhos, o que possibilita ferimentos, queimaduras ou ulcerações sem dor, possibilitando complicações como infecções locais sem as pessoas sentirem dor e não procurarem assistência.

Diminuição ou perda de força muscular em mãos pés e pálpebras, levando a queda de objetos ou um andar arrastado ou ressecamento dos olhos por não conseguir fechar as pálpebras direito.

Como se adquire a doença?

A Hanseníase se transmite de pessoa para pessoa através das secreções das vias respiratórias (nariz e boca) sendo necessário um contato íntimo e prolongado com um doente sem tratamento para adquirir a doença. A enfermidade tem uma lenta evolução sendo que, após o contágio, o indivíduo leva de 2 a 7 anos para iniciar os sintomas. São poucas as pessoas que adoecem porque a maioria tem resistência natural e não ficam doentes mesmo tendo contato com pessoas acometidas.

Para um diagnóstico precoce, é necessário que os profissionais da saúde estejam preparados para fazer a suspeita desta enfermidade e que a população esteja atenta para os sinais e sintomas iniciais da Hanseníase.

Existe tratamento?

Os avanços da medicina na luta contra esta enfermidade e particularmente na terapêutica instituída, levaram a importantes resultados no tratamento desses pacientes: as sulfonas, na década de 40, a clofazimina, nos anos 60 e a rifampicina na década de 70, trouxeram a tão esperada cura da enfermidade.

No início da década de 80, a Organização Mundial de Saúde recomendou a introdução da POLIQUIMIOTERAPIA para o tratamento de 100% dos pacientes em todo o mundo, através da associação de drogas que propicia maior eficácia, maior rapidez e menor risco de resistência medicamentosa. Este tratamento, hoje instituído em todo país gratuitamente nos serviços públicos de saúde, é simples e eficaz, levando a cura dos pacientes e interrompendo a cadeia de transmissão da doença assim que iniciada a primeira dose.

O tratamento da Hanseníase é realizado em postos de saúde, gratuitamente e sem necessidade de internação. Os pacientes em tratamento, podem conviver normalmente com sua família, seus colegas de trabalho e amigos, enfim permanecerem na sociedade sem nenhuma restrição.

O estigma social

A Hanseníase é uma doença muito antiga, com uma terrível imagem na história e na memória da humanidade.

Desde a antiguidade tem sido considerada uma doença contagiosa, mutilante e incurável, provocando atitudes de rejeição e discriminação dos doentes e sua exclusão da sociedade.

Durante muito tempo, os portadores da hanseníase foram confinados em colônias, afastados de suas famílias e impedidos de participar do convívio social .

Este isolamento compulsório, abolido no país há mais de 40 anos, originou um forte preconceito e um estigma social que até hoje se reflete na vida dos indivíduos acometidos por esta doença.

Fonte: portal.prefeitura.sp.gov.br

Hanseníase

O que é Hanseníase?

Hanseníase é uma moléstia sintomatizada pela presença de pústulas e escamas que cobrem o corpo do enfermo, causada pelo bacilo de Hansen. É conhecida popularmente como lepra.

Como se manifesta?

Em sua fase inicial, podemos observar o surgimento de manchas brancas ou avermelhadas na pele, estas manchas não coçam, mas tornam o local insensível a dor. Esta perda de sensibilidade, normalmente começa pelas mãos e pés, e esta ligada diretamente ao fato de quando a pessoa se fere ou se queima e nem percebe.

Embora somente um dermatologista, possa dar um diagnóstico conclusivo, o engrossamento da pele e a perda das sobrancelhas e cílios, também são sinais de hanseníase.

Existe só um tipo de Hanseníase? E quais as formas de contágio?

Não, existem três tipos desta doença, dependendo de cada tipo, poderemos saber qual a sua forma de contágio e o tipo de tratamento indicado para cura:

O primeiro tipo é a hanseníase virshuniana, que é a única contagiosa

O segundo tipo é a hanseníase tuberculóide, mesmo em seu estágio avançado não é contagiosa

E o terceiro tipo é a hanseníase inicial, que também não é contagiosa.

A transmissão da doença acontece por contato direto com os bacilos de Hasen que se encontram na saliva, nas secreções nasais ou nas feridas dos infectados.

De modo geral a hanseníase, só se manifesta de três a cinco anos após o seu contágio, uma vez instalada, ela poderá apresentar uma forma benigna, de cura espontânea, ou de uma forma mais grave.

Um diagnóstico precoce permite o restabelecimento completo da hanseníase, inclusive com regressão das lesões.

Caso tenha alguma suspeita, por menor que seja, é importante que você procure um dermatologista.

Quais são os sintomas da hanseníase?

Manchas brancas ou vermelhas, que não coçam e não doem são insensíveis ao calor e ao frio.

Uma maneira de se verificar se é hanseníase é espetar um alfinete sobre a mancha: se você não sentir dor, é sinal da doença.

Como se pega hanseníase?

Pela respiração, através do contato íntimo e prolongado com o portador da doença.

A hanseníase tem tratamento?

Tem, é muito simples e é de graça em todos os postos de saúde. A primeira dose do medicamento mata 90% dos bacilos e a doença deixa de ser transmitida.

O tratamento não pode ser interrompido e na maioria das vezes dura 6 meses.

Fonte: www.terapeutaocupacional.com.br

Hanseníase

É muito difícil afirmar a época do aparecimento de uma doença com base em textos antigos, por dados fragmentados e suposições de tradutores dos mesmos, o assunto se torna confuso e gera uma série de falsas interpretações.

Esse é o caso da Hanseníase, muito já se escreveu sobre sua origem e existência, por outro lado muitos desses escritos são citações de fontes descrevendo a moléstia sem os seus aspectos peculiares.

Apesar disso, há referências bastante claras com relação à Hanseníase em livros muito antigos. Ao que parece, essa doença já era conhecida na Índia em 1500 a.C., e no Regveda Samhita ( um dos primeiros livros sagrados da Índia ), a Hanseníase é denominada de KUSHTA.

Contudo, na China, referências muito antigas sobre essa doença, como aquela que é feita em um dos tratados médicos chineses mais antigos, o Nei Ching Su Wen ,dão conta de descrições compatíveis com pacientes portadores de Hanseníase, por volta de 2600 A.C . 

A Bíblia é outra fonte de confusão quanto à existência da Hanseníase entre os judeus na época do êxodo. O termo “tsaraath”, no hebraico, significava uma condição anormal da pele dos indivíduos ,das roupas, ou das casas, que necessitava de purificação. Segundo o Livro Sagrado, o “tsaraath”na pele dos judeus seriam “manchas brancas deprimidas em que os pelos também se tornavam brancos”.

Na tradução grega, a palavra “tsaraath”foi traduzida como lepra e “lepros”em grego, significa “algo que descama”.A palavra lepra também foi usada pelos gregos para designar doenças escamosas do tipo da Psoríase. A Hanseníase mesmo, eles chamavam de Elefantíase.

A Hanseníase, entretanto, não era conhecida na Europa na época de Hipócrates (467 AC. ). Nos trabalhos do “PAI DA MEDICINA”, não há referência a qualquer condição que se assemelhasse àquela doença. Admite-se que foram as tropas de Alexandre, o Grande, quando voltaram à Europa, depois da conquista do mundo então conhecido, que trouxeram soldados contaminados com a doença nas campanhas realizadas na Índia ( 300 AC. ).

Tempos depois as conquistas romanas se encarregaram de disseminar a doença para outras regiões européias. 

A Hanseníase continuou sua disseminaçào pela Europa depois da queda do Império Romano e no início da Idade Média. Ela atingiu o seu máximo, naquele continente, entre os anos 1000 DC e 1300 DC que coincide com o período das Cruzadas que com certeza concorreram para o aumento do número de doentes.

Acontece, porém, que a Hanseníase era designada como lepra, como também eram denominadas todas as doenças que se supunham ser idênticas ou ter alguma relação com ela. Outra condições como a miséria tinham a mesma conotação.

Por esta época ( Idade Média ) , o diagnóstico da doença era feito de uma maneira imprópria. No fim do século XV a lei de Strasbourg, exigia que quatro pessoas ( um médico, um cirurgião e dois barbeiros ) fizessem o teste para a confirmação ou não da doença ( testes da urina e do sangue ). Para o teste do sangue, por exemplo, uma amostra , retirada do indivíduo suspeito de ser portador da doença, era depositada em um recipiente que continha sal. Se o sangue se descompusesse, o paciente era sadio, se não, era considerado leproso. Depois disso, água fresca era derramada em um vaso e misturada com sangue. Se a mistura dos dois líquidos era impossível, era porque se tratava de sangue de um leproso. Quando se juntava gotas de sangue ao vinagre, se não houvesse formação de bolhas tratava-se de sangue de leproso. Durante a Idade Média, a Hanseníase manteve alta prevalência na Europa e no Oriente Médio e a regra era isolar o doente da população sadia. Era ainda obrigado a usar vestimentas características que o identificavam como doente e fazer soar uma sineta para avisar os sadios de sua aproximação.

A Hanseníase, amplamente conhecida pela designação de “Lepra”, parece ser uma das mais antigas doenças que acometem o homem. As referências escritas mais antigas datam de 600 a .C e procedem da Índia, que, juntamente com a África, podem ser consideradas o berço da Lepra. A doença era também conhecida dos antigos gregos, entre os quais era chamada de Elefantíase.

Na verdade, o termo Lepra foi usado por Hipócrates, mas suas descrições indicam doenças da pele com lesões escamosas (leper = escamas), entre as quais certamente podem estar a Psoríase e os Eczemas Crônicos, sem haver, porém menção às manifestação neurológicas da Hanseníase.

Coube ao norueguês, Gerhardt Henrik Armauer Hansen, demonstrar, em 1873, a existência do Mycobacterium leprae , ou bacilo de Hansen, cuja presença identificou a partir de material obtido de lesões cutâneas de indivíduos acometidos pela doença.

Os conceitos imprecisos a respeito da doença e a impropriedade dos métodos diagnósticos fazem com que a noção que se tem a respeito do número de doentes na Europa na Idade Média seja falsa.

Seja qual for o número de doentes que havia na Europa naqueles tempos, o certo é que esse número diminuiu a partir do século XVI. Uma das causas poderia ter sido a melhoria das condições de vida, e outra que não pode ser descartada é que o “complexo” lepra foi se esvaziando porque as doenças cutâneas foram sendo melhor estudadas e foram recebendo os seus nomes definitivos.

Hoje, na Europa, ainda persistem focos de Hanseníase em Portugal, Espanha, Rússia e Turquia.

Nas Américas, a Hanseníase deve ter chegado com os colonizadores entre os séculos XVI e XVII. Durante o período de colonização, a América Latina tornou-se, gradativamente, uma nova área endêmica mundial; ao mesmo tempo que a Hanseníase tendia ao desaparecimento na Europa.

Hoje, todos os países sul-americanos têm Hanseníase com exceção do Chile, o Brasil é o que apresenta a prevalência mais alta, sendo o segundo país do mundo no número de casos.

No Brasil, os primeiros documentos que atestam a existência da hanseníase em nosso território datam do fim do século XVII, tanto que, em 1696, o governador Arthur de Sá e Menezes procurava dar assistência no Rio de Janeiro, aos “míseros leprosos”, já então em número apreciável.

O Brasil e em especial o estado de São Paulo, adotaram o modelo isolacionista, isto é, a internação compulsória de todos os pacientes de Hanseníase no início da década de 1930. Esse modelo estava sendo utilizado também em outros países endêmicos.

Essa política pretendia eliminar a Hanseníase para a qual não havia ainda tratamento, afastando os doentes da comunidade, internando-os em Asilos-Colônias.

No VII Congresso Internacional de Leprologia realizado no Rio de Janeiro em 1963, foram apresentados muitos trabalhos atestando os resultados ineficazes da política isolacionista e os bons resultados do tratamento ambulatorial dos pacientes.

Hoje, com o auxílio de medidas terapêuticas eficazes, está se realizando um trabalho coordenado e intenso para controlar a Hanseníase em nosso país, fazendo com que o Brasil irmanado à outras nações e sob a égide da Organização Mundial da Saude consiga atingir a meta de eliminar a doença como um problema de saúde pública logo no início do século XXI.

Um pouco mais da história

A hanseníase, anteriormente conhecida como lepra, termo hoje considerado pejorativo, talvez seja um dos mais antigos males da humanidade. Sinais sugestivos de sua existência foram encontrados em esqueletos do século II aC, recentemente descobertos no Egito.

A bactéria causadora da doença (Mycobacterium leprae) foi descrita, em 1874, pelo médico norueguês Gerhard Armauer Hansen.

No Brasil, os primeiros casos notificados datam de 1600, na cidade do Rio de Janeiro. Focos da doença foram também identificados na Bahia e Pará.

As primeiras iniciativas de combate à hanseníase ocorreram por ordem de D. Pedro VI e limitaram-se à construção de leprosários e uma precária e incipiente assistência aos pacientes. Entre 1912 e 1920, Emílio Ribas, em São Paulo, e Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, denunciaram o descaso do governo com relação ao combate às endemias, entre as quais incluía-se a hanseníase.     

Em 1920, com a criação do Departamento Nacional de Saúde Pública, foi instituída a Inspetoria de Profilaxia da Lepra e Doenças Venéreas; e em 1941 foi criado o Serviço Nacional de Lepra.

O Brasil foi pioneiro na substituição do termo lepra por hanseníase, numa tentativa de, assim, livrar a doença do estigma historicamente inerente a seu nome, fortemente vinculado ao preconceito social.

Entretanto, na prática, os efeitos dessa mudança foram extremamente tímidos, talvez porque esta nova denominação não foi adotada por todos e nem se fez acompanhar de um esforço educativo no sentido de mudar, na coletividade, as atitudes e discriminação com relação à doença e às pessoas por ela atingidas – ainda hoje continuam a existir discriminações que dificultam a reabilitação social e desestimulam o portador da doença a prosseguir no tratamento, que, ressalte-se, registra altos índices de cura.  

Hanseníase - Vamos Conhecê-la

A hanseníase é uma doença infecciosa e crônica, transmitida de pessoa para pessoa mediante o contato com pacientes não tratados e/ou portadores de suas formas contagiosas. Classificada como doença de pele, atinge, também e severamente, os nervos, fato esse que causa os maiores problemas e limitações a seus portadores.

O homem é o único reservatório conhecido dessa infecção: somente os doentes que apresentam lesões em atividade - e que eliminam bacilos em quantidade pelo nariz e boca - são os transmissores da doença. É possível que os nódulos feridos na pele, o leite materno e os cortes e rachaduras da pele dos doentes possam ser também vias de transmissão.

Entretanto, como bem explica o vídeo do Programa Viva Legal, dentre as doenças contagiosas a hanseníase é a que apresenta menor poder de contágio.

Conforme a opinião de especialistas para adquirir a doença o indivíduo deve ter, ainda, uma predisposição à mesma; o que explica o fato de que algumas pessoas passem a vida tratando ou lidando com pacientes hansenianos sem jamais a contraírem.

É importante ressaltar que o paciente hanseniano deixa de ser fonte de infecção duas semanas após ter iniciado o tratamento com os medicamentos que matam as bactérias.

Além disso, nem todos os tipos de hanseníase são contagiosos.

Os Sintomas da Hanseníase

A hanseníase atinge, principalmente, a pele e os nervos.

Os nervos são, metaforicamente, como fios elétricos. Assim como os fios passam por dentro das paredes das casas, os nervos passam por dentro de todo o nosso corpo, permitindo-nos uma série de sensações - frio e calor, dor e tato, por exemplo. Como sabemos, se um fio elétrico estiver estragado conseqüentemente os aparelhos não funcionam, não "ligam". Processo similar ocorre com os nossos nervos: se não estiverem funcionando bem, não seremos capazes de sentir as coisas que encostam em nossa pele ou corpo.

Mas os nervos não servem apenas para nos transmitir sensações. Servem também para movimentarmos nosso corpo: é sua ação que nos permite fechar a mão, movimentar os dedos ou as pernas, por exemplo.

Infelizmente, o bacilo de Hansen - causador da hanseníase - pode atingir vários nervos. Preponderantemente os nervos que passam pelos braços e pernas. Por isso, as pessoas acometidas de hanseníase relatam ter, no início da doença, a percepção de regiões ou manchas como que "adormecidas" na pele, bem como dores, cãibras, formigamento e dormência nos braços, mãos e pés.

Em acréscimo, os nervos da pele são também atingidos – a junção dessas características torna as manchas ou áreas da pele com dormência como os principais sinais de identificação da hanseníase.

 Alterações da Pele que Caracterizam a Hanseníase:

Manchas avermelhadas ou esbranquiçadas.

Rarefação dos pêlos no local ou perda de pêlos das sobrancelhas.

Diminuição do suor.

Surgimento de caroços ou nódulos.

As manifestações neurológicas são comuns a todas as formas de hanseníase e se caracterizam por:

Diminuição da sensibilidade no local.

Sensação de anestesia com perda da sensibilidade dolorosa ao calor ou frio no local.

Por sua vez, o comprometimento dos nervos provoca:

Diminuição da forca muscular.

Atrofia e contração dos pés e/ou mãos e dedos, principalmente.

Ressecamento dos olhos.

Lesões de mucosa.  

Diagnóstico, Tratamento e Prevenção da Hanseníase

O diagnóstico é feito clinicamente, a partir de sintomas como os acima apresentados. Solicita-se, também, a realização de testes laboratoriais específicos, visando encontrar nas secreções ou pele os bacilos causadores da doença.

O médico deve estar atento para distinguir se efetivamente trata-se de um caso de hanseníase, pois outras doenças, como a leishmaniose ou vários tipos de alergias que se manifestam através de alterações na pele, podem apresentar sintomas semelhantes.

Atualmente, há diversos medicamentos específicos para o tratamento da hanseníase. Apresentam grande eficácia, mas devem ser ajustados pelo médico ao caso e às características pertinentes a cada paciente. As reações individuais aos remédios recomendados podem implicar na troca de medicamento e adaptações de doses, o que só pode ser realizado sob estrito controle médico.   

Como acontece com quase todas as doenças, é possível adotar medidas simples para evitar a propagação da hanseníase onde existam focos da doença. Essa prevenção é realizada com a adoção de cuidados de higiene pessoal e coletiva, particularmente nas residências dos bairros e vilas mais populosos, evitando-se a promiscuidade e o acúmulo de pessoas com baixa imunidade em ambientes pequenos e mal cuidados, que não recebam sol nem tenham circulação de ar puro.

Cuidados especiais devem ser adotados pelos familiares, amigos e pessoas que mantenham contato com os doentes, particularmente os que convivem no mesmo domicílio: todos devem ser submetidos a exame para detecção eventual da doença, bem como receber orientações, por pessoas adequadamente preparadas , sobre o tratamento e evolução.

A Cura da Hanseníase

A hanseníase, doença das mais antigas e marginalizadas da história humana, é hoje bem conhecida e passível de ser controlada e até mesmo erradicada desde que em suas áreas de foco sejam coletivamente adotadas medidas preventivas e apropriadas de saúde pública.

Como dissemos, seu diagnóstico é feito clinicamente e com apoio de exames de laboratoriais. O tratamento leva à cura e está hoje disponível gratuitamente nos serviços do Sistema Único de Saúde de todo o país.

Vencer o preconceito social, inclusive dos próprios pacientes, que tendem a se automarginalizar, é o grande desafio associado à hanseníase.

Portanto, uma das informações mais importantes para ampla difusão é a que tão logo o doente inicie seu tratamento cessa completamente a possibilidade de contágio.

Lembre-se sempre e divulgue a informação de que a hanseníase tem CURA.

Qual a relação da doença com sua maior incidência em países de clima quente?

Sabendo-se que a Hanseníase já foi endêmica em países tão frios como a Noruega, e que é justamente nas áreas mais quentes do planeta que se situam as nações mais subdesenvolvidas, deve-se antes estabelecer um relação entre a ocorrência de casos da doença e a situação sócio-econômica das populações, do que atribuir sua predominância a fatores climáticos.

Como a doença pode ser definida?

A hanseníase não se trata apenas de uma doença infecciosa transmissível capaz de provocar lesões de pele, mas de uma patologia capaz de provocar incapacidades e deformidades relacionadas ao acometimento dos nervos periféricos quando não diagnosticada precocemente e que, responsáveis pelos tabus que envolvem a doença.

A maioria da população, ao ser contaminada, oferece resistência ao M. leprae e não chega a adoecer, embora essa situação possa ser alterada em função da relação agente infeccioso / meio ambiente / indivíduo, ocorrendo o adoecimento de parcelas crescentes de indivíduos resistentes em áreas endêmicas (isto é, áreas onde a doença é freqüente na população).

Nos indivíduos que adoecem, a infeçção evolui de maneiras diversas, de acordo com a característica da resposta imunológica do hospedeiro (o indivíduo que hospeda o bacilo).

Se a resposta imunológica é competente, produz-se uma forma localizada e não contagiosa da doença; se essa competência não é efetiva, desenvolve-se uma forma generalizada e transmissível.

Entre esses dois extremos, encontram-se formas intermediárias, refletindo um largo espectro de variações de resistência.  

Há mais pessoas propensas à doença?

Por ser uma doença primariamente do sistema nervoso periférico (aquele que dá a sensibilidade e força muscular aos olhos, braços, pernas) e secundariamente a pele e outros tecidos, os sinais e sintomas da hanseníase podem ser: manchas ou lesões elevadas esbranquiçadas ou avermelhadas com sensação de “piniqueira”, queimação, ardência, ou mesmo sensação de coceira e em seguida evoluindo com dormência (perda de sensibilidade).

 Outras vezes placas, caroços vermelhos dolorosos, febre, dor nas articulações (juntas), inchaço nas pernas, obstrução nasal, etc.

Além disso, dor em trajeto dos nervos que passam pelos cotovelos, punhos, atrás dos joelhos e tornozelos, com perda da função motora (diminuição da força) de mãos, pés e olhos (pálpebras).  

Existem muitos tabus em torno da patologia, principalmente quanto a sua forma de contágio.

Filhos de mães com hanseníase nascem sem a doença? Podem ser amamentados?

Por ser uma doença infecciosa, transmissível pela vias aéreas superiores, principalmente pelo nariz (porta de entrada e saída), o importante é tratar o doente que está transmitindo a doença para eliminar a fonte de infecção.

Portanto, logo após a primeira dose do tratamento específico da hanseníase, chamado poliquimioterapia, 99% dos bacilos do nariz são inativados, não sendo capazes de infectar outra pessoa.

Quanto à mulher grávida que está com hanseníase, o bacilo não é transmitido ao feto, pela placenta.

O importante é que a mulher seja tratada mesmo durante a gravidez, para que ela não transmita a doença para o bebê ao nascer, através da respiração.

A hanseníase não contra-indica a amamentação que, ao contrário, deve ser incentivada pelos benefícios ao recém-nascido.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é clínico, feito através do exame dermato-neurológico, que consiste em um exame minucioso da pele e palpação dos nervos periféricos situados no braços e pernas.

Como não é uma doença no sangue, pois o bacilo gosta de temperatura mais fria para se multiplicar, a pesquisa do bacilo de Hansen é feita através de esfregaços cutâneos, por meio de um pequeno corte na pele dos lóbulos das orelhas, cotovelos e lesão (regiões frias do corpo).

Além disso, para se confirmar o diagnóstico, pode ser feita biópsia (retirada de um pequeno fragmento) da lesão de pele.

As formas clínicas da hanseníase são: Indeterminada (inicial), Tuberculóide (forma de resistência), Dimorfa (grupo intermediário) e Virchowiana (transmissível, avançada).

Se os sinais e sintomas estiverem em trajeto de nervos, uma eletroneuromiografia pode ajudar a esclarecer o diagnóstico de hanseníase neural pura.

A hanseníase tem tratamento e cura

O tratamento é feito com poliquimioterapia (três medicamentos) apresentados em blister para cada 28 dias. A poliquimioterapia é ministrada nas Unidades Básicas de Saúde e Centros de Referência capacitados para o diagnóstico e controle da doença, bem como, em consultórios particulares credenciados.

O paciente toma a dose supervisionada no serviço de saúde que freqüenta e as doses diárias, auto-administradas são feitas no domicílio.

O tratamento pode ser dose única para as pessoas que tem uma única lesão, sem acometimento de troncos neurais; de 6 meses para os pacientes com formas paucibacilares (não transmissíveis) e de 12 meses para aqueles com formas multibacilares (transmissíveis).

Uma vez que a doença tem um tempo de incubação em média de 2 a 5 anos, depois que o diagnóstico do doente foi feito e ele é colocado em tratamento, o paciente não oferece mais risco à família.

Como a poliquimioterapia é extremamente eficaz desde a primeira dose, não há uma justificativa científica para isolar o paciente ou mesmo seus talheres, roupas de cama e banho, após este evento.

O paciente pode conviver normalmente com a família pois, aquele convivente que foi contaminado e vai adoecer no futuro, já foi contaminado pelo doente antes do diagnóstico.

Por isso, o Programa de Controle da Hanseníase preconiza o exame dermato-neurológico de todos os contatos domiciliares que convivem ou conviveram com o doente nos últimos 5 anos, para que se possa diagnosticar precocemente algum contato que venha a adoecer.  

Atualmente, qual é o tratamento indicado? Por que é importante tratar logo no início da doença?

O tratamento indicado é a poliquimioterapia, uma combinação de três drogas, Rifampicina, Clofazimina e Dapsona, já citado na pergunta anterior.

Quanto mais precoce for o diagnóstico, a doença pode estar no estágio inicial e o tratamento é mais curto e a pessoa ainda não está transmitindo a doença.

Sempre o tratamento dá bons resultados? A doença pode voltar depois de curada? As seqüelas, como das deformidades físicas, são irreversíveis?

O tratamento é excelente e o número de recidivas é muito baixo, menor que 1%.

O tratamento precoce e o controle das reações e mesmo de neurites silenciosas (sem dor) podem evitar as incapacidades.

Se o indivíduo tiver seu diagnóstico precoce e for bem orientado e monitorado durante o tratamento, ele pode curar sem seqüela, que acomete em torno de 30% dos pacientes. 

Há uma campanha governamental que alerta para a doença e garante tratamento gratuito.

Existem dados a respeito?

A Organização Mundial da Saúde fez um pacto junto aos governos dos países endêmicos em Hanseníase, de eliminar a doença como problema de saúde pública, isto é, abaixar os níveis de prevalência (número total de casos) para menos de 1 caso para cada 10.000 habitantes até 2005, uma vez que não foi possível alcançar esta meta até 2000, como era a proposta inicial.

O Brasil é signatário dessa meta e propõe as seguintes diretrizes para alcançá-la:

Tratamento poliquimioterápico para todos os doentes, vacinação com BCG-intradérmico (vacina contra tuberculose, que estimula a imunidade e evita o aparecimento de formas multibacilares da hanseníase) para todos os contatos domiciliares.

Além disso, a educação em saúde sobre Hanseníase nos meios de comunicação de massa constitui, junto com a implantação do programa de controle da hanseníase nas unidades de saúde, as estratégias para diminuir o preconceito em relação à doença, favorecer o diagnóstico precoce através do acesso às equipes capacitadas para faze-lo.  10- Medidas que podem prevenir a doença.

Para prevenir a doença é preciso que a população e os profissionais de saúde conheçam os sinais e sintomas para o diagnóstico precoce, tratamento adequado, visando eliminar rapidamente a fonte de infecção na população, quebrando a cadeia de transmissão da doença e evitando assim, o aparecimento de novos casos.

Portanto, não há vacina específica contra a Hanseníase e por isso, é fundamental diagnosticar precocemente e tratar todos os doentes com poliquimioterapia (PQT).

Quebrando tabus: até hoje há um grande temor com relação à hanseníase.

O que é verdade ou não nas crenças populares acerca da patologia?

Uma vez que a associação da hanseníase com o termo “lepra” tem provocado reações semelhantes em todas as sociedades, a despeito da diversidade cultural, é forçoso concluir-se que essas reações de negação se referem a um fator cultural básico e universal.

As observações feitas por alguns pesquisadores apontam a deformacão física como a ocorrência mais temida em todas as sociedades.

O medo de contaminação pode parecer o fator fundamental de rejeição ao doente, todavia, deve-se levar em conta que tal medo existe quando se tem o resultado da contaminação.

Verifica-se, portanto, que o contágio não explica por si a reação; na verdade, seus possíveis efeitos - as deformidades - é que se constituem no elemento fundamental.

O Brasil teve a iniciativa pioneira de substituir oficialmente o termo “lepra” por Hanseníase. Essa medida, entretanto, não tem se mostrado suficiente para, por si só, eliminar o estigma.

Em primeiro lugar, por sua adoção não ter sido universal, e o termo “lepra” continuar sendo utilizado como sinônimo de Hanseníase.

Em segundo lugar, e principalmente, porque a adoção não foi acompanhada de um esforço educativo, no sentido de mudar as atitudes diante da doença.

Assim, ainda hoje, continua a discriminação do doente, impedindo sua reabilitação social, e persiste, mesmo entre os Profissionais de Saúde, um comportamento estigmatizante, que desestimula o portador a prosseguir no tratamento da doença e, inclusive, cerceia seu acesso aos recursos de saúde disponíveis.

A adoção de uma nova terminologia oficial acompanhou-se de uma tendência a minimizar a importância do problema, como se a doença houvesse desaparecido pelo simples fato de não se estar mais utilizando os nomes tradicionais. Esse para-efeito, oriundo de uma orientação inadequada na abordagem do problema, é ainda passível de correção.

É necessário que se encare a Hanseníase como ela realmente é: diferente, sem dúvida, da lepra, que pode ser definida como doença lendária, a mais antiga de todas, que provoca queda espontânea dos dedos e do nariz, o apodrecimento em vida, fruto de um castigo divino, mas que não é semelhante a qualquer entidade nosológica existente.

Não sendo sinônimo de lepra, aquela dos tempos bíblicos, entretanto, a Hanseníase não deixa de ser uma doença que pode ser grave, potencialmente incapacitante e contagiosa, embora de baixa patogenicidade (poucas pessoas adoecem ao contato com o bacilo), e que se situa, por sua alta prevalência, entre as endemias nacionais de maior importância, sendo, pois, um dos mais sérios problemas de saúde pública enfrentados pelo Brasil.

Enquanto a doença não for assim encarada, continuarão sendo destinados recursos insuficientes para seu controle.

E enquanto um programa educativo adequado não for desenvolvido, a Hanseníase continuará sendo sinônimo de lepra e persistirão os graves problemas psicossociais por ela acarretados.  

Apresente estatísticas com relação ao progresso/regressão da patologia em termos nacionais e regionais.

Os esforços do Ministério da Saúde, desde 1986, tem sido reconhecidos para enfrentar o controle dessa endemia, apesar de que os recursos continuam insuficientes.

Os resultados estão aparecendo na medida em que a prevalência da doença vêm diminuindo, mas infelizmente, sem um decréscimo conjunto da incidência (detecção de novos casos).

O Brasil possui oficialmente, em 2001, 73.183 casos de hanseníase (4,32/10.000hab.) e detecção de 35.751 casos novos (2,11/10.000hab.), ocupando o 2 o lugar do mundo em número de doentes e o 1 o lugar da América Latina.

Em Minas Gerais os coeficientes de prevalência e de detecção de casos novos em 2001 foram de 2,5/10.000 e 1,46/10.000, respectivamente. No mesmo ano, no município de Uberlândia-MG, o coeficiente de prevalência (número total de casos) foi de 3,0/10.000 e o coeficiente de detecção de 1,66/10.000.

Calcula-se que exista 10.000 casos sem diagnóstico no Brasil, 1.000 casos em Minas Gerais e 150 casos em Uberlândia até 2000, isto é, uma endemia oculta, que é o estoque de doentes sem diagnóstico nas comunidades, mantendo a cadeia de transmissão da doença.

Daí a importância de se levar a sério uma campanha de divulgação da Hanseníase e que o paciente com suspeita possa ter acesso ao serviço de saúde e ser diagnosticado por profissionais capacitados, que possam exercer sua própria cidadania ao dar um diagnóstico e permitir que este paciente seja tratado como cidadão brasileiro.

Coube ao norueguês, Gerhardt Henrik Armauer Hansen, demonstrar, em 1873, a existência do Mycobacterium leprae , ou bacilo de Hansen, cuja presença identificou a partir de material obtido de lesões cutâneas de indivíduos acometidos pela doença.

Hanseníase – Mais Esclarecimentos

Essa doença também é popularmente conhecida como LEPRA. É uma infecção provocada por uma bactéria (microorganismo microscópico) chamada de Micobacterium leprae (bacilo de Hansen).

Esse microorganismo se dissemina pelo tecido do indivíduo ocasionando destruição das terminações nervosas, por isso ocorre uma perda de sensibilidade na área afetada pela doença.

Atualmente a doença já tem cura e quanto mais cedo for diagnosticado mais rápido será a cura.

Fique atento para o aparecimento de manchas avermelhadas ou esbranquiçadas em qualquer parte do corpo. Na área dessas lesões a pele fica com sensibilidade reduzida ou não apresenta sensibilidade alguma ao calor, a dor ou ao tato. Apresenta ainda dormência e formigamento. Essas manchas não coçam, não doem e não incomodam .

A transmissão pode ocorrer pelo contato com a pele doente de uma pessoa que tem as formas contagiosas e não faz tratamento algum, ou ainda por vias respiratórias.

Não é uma doença hereditária

A forma NÃO CONTAGIANTE é caracterizada por manchas avermelhadas, bem definidas, com sensibilidade diminuída, mais freqüentes nos braços, pernas, nádegas e rosto.

A forma CONTAGIANTE apresenta formas avermelhadas, vinhosas ou acastanhadas, com bordas irregulares e mal delimitadas, ou nódulos, caroços, queda de pêlos das sobrancelhas e inchaço no rosto e orelhas. Podem se apresentar em qualquer parte do corpo.

Assim que observar qualquer sinal descrito como suspeito de hanseníase em você ou outra pessoa, procure ou encaminhe a pessoa a um Posto de Saúde.

No Posto de Saúde o doente terá direito a realização de todos os exames, além de remédios e tratamento gratuito.

Ajude a eliminar esta doença de nossa sociedade, divulgue essas informações com amigos, vizinhos e instituições como igrejas, escolas, sindicatos, etc.

Procure conhecer as organizações que trabalham para ajudar os portadores da doença e seja um voluntário, ajudando nessas instituições. Parte inferior do formulário§     Hanseníase - mais informações: Doença que tem cura. Na primeira dose do tratamento, 99% dos bacilos são eliminados e não há mais chances de contaminação.

O que é?

Doença causada por um micróbio chamado bacilo de Hansen (mycobacterium leprae), que ataca normalmente a pele, os olhos e os nervos. Também conhecida como lepra, morféia, mal-de-Lázaro, mal-da-pele ou mal-do-sangue.

Transmissão

Não é uma doença hereditária. A forma de transmissão é pelas vias aéreas: uma pessoa infectada libera bacilo no ar e cria a possibilidade de contágio. Porém, a infecção dificilmente acontece depois de um simples encontro social. O contato deve ser íntimo e freqüente.

Contágio

A maioria das pessoas é resistente ao bacilo e, portanto, não adoece. De 7 doentes, apenas um oferece risco de contaminação.

Das 8 pessoas que tiveram contato com o paciente com possibilidade de infecção, apenas 2 contraem a doença. Desses 2, um torna-se infectante.

 O ataque da doença:

O bacilo de Hansen pode atingir vários nervos, mas contamina mais freqüentemente o dos braços e das pernas. Com o avanço da doença, os nervos ficam danificados e podem impedir o movimentos dos membros, como fechar mãos e andar  

Hanseníase - mais informações: Cuidados que o doente deve ter:

Olhos

Repare se você tem permanentemente a sensação de estar com areia nos olhos, a visão embaçada ou ressecada de repente, ou se tem piscado mais que o normal. Pode ser um pequeno nervo dos olhos afetado pela doença.

O que fazer - Observe se há ciscos e limpe com soro. Se está difícil fechar os olhos, exercite-os forçando o músculo ao abrir e fechar.

Nariz

Se sente que o nariz tem ficado entupido com freqüência, se têm aparecido cascas ou sangramentos súbitos, se tem sentido cheiro ruim, o osso do nariz pode ter sido atingido pela doença.

O que fazer - Limpe o nariz com soro fisiológico, inspirando e expirando. Nunca arranque as casquinhas.

Mãos e braços

Se nota dor ou formigamento, choque ou dormência nas mãos, braços e cotovelos ou se as mãos ficam inchadas e com dificuldade de sustentar os objetos, fique atento.

O que fazer - Faça repouso do braço afetado, evite os movimentos repetitivos e não carregue objetos pesados. Procure o serviço de saúde. Use óleos ou cremes para evitar ressecamento.

Pés

Se sente dor e câimbras nas pernas, fraqueza nos pés, formigamento ou choque; se surgem muitas feridas, calos ou bolhas, é sinal de que o nervo foi atingido. Por isso, a pele resseca e o pé fica fraco.

O que fazer

Fique em repouso e ande calçado apenas quando necessário. Procure o médico. Regiões esbranquiçadas e insensíveis na pele são um sinal da doença. Parte inferior do formulário 

Hanseníase - mais informações: Sintomas:

Aparecimento de caroços ou inchados no rosto, orelhas, cotovelos e mãos.

Entupimento constante no nariz, com um pouco de sangue e feridas.

Redução ou ausência de sensibilidade ao calor, ao frio, à dor a ao tato.

Manchas em qualquer parte do corpo, que podem ser pálidas, esbranquiçadas ou avermelhadas.

Partes do corpo dormentes ou amortecidas. Em especial as regiões cobertas.

Tratamento

A hanseníase se apresenta, basicamente, de duas formas.

O tratamento depende do tipo:

Se for do tipo paucibacilar (com poucos bacilos), o tratamento é mais rápido. É dada uma dose mensal de remédios durante seis meses. Além da ingestão de um comprimido diário

Se for do tipo multibacilar (com muitos bacilos), o tempo para tratamento é mais longo. São 12 doses do medicamento, uma por mês. Além de dois outros remédios diários durante os dois anos.

O tratamento será 100% eficiente se for levado a sério do começo ao fim. Todos os medicamentos devem ser distribuídos pela rede pública de saúde.

Quais os danos físicos que a doença pode causar?

Se a doença não for tratada no início, podem aparecer mais manchas ou se tornarem maiores e ficarem mais dormentes. O nariz entope, surgem formigamentos nas mãos e pés, ou inchaços nas mãos, pés, rosto e orelhas. Em alguns casos, os homens podem ficar estéreis. Devido á dormência, a pessoa pode se ferir nas mãos e nos pés, e por não sentir surgem lesões nas áreas dormentes. Pode ser necessária atenção especial para os problemas nos olhos.

Os agravos físicos podem ser evitados?

Sim. Com o tratamento precoce e adequado, com orientação ao portador de hanseníase e por meio de técnicas simples de prevenção de incapacidade, os agravos físicos podem ser evitados e até curados. Em todo o tratamento, é necessária a orientação de profissionais competentes.

Há necessidade de separar o portador de seus familiares?

Não. A pessoa que está fazendo tratamento de hanseníase pode e deve ficar junto de sua família, no trabalho, na escola, sem sofrer separação ou rejeição. Todo portador de hanseníase, mesmo os que tem formas contagiantes, deixam de contagiar as pessoas assim que iniciam o tratamento, Por isso, o tratamento é feito em ambulatório e o portador de hanseníase deve continuar a realizar suas atividades normalmente.

É necessário afastar o paciente em tratamento do seu trabalho?

Não. Todos os pacientes que fazem tratamento regular devem continuar trabalhando normalmente. A legislação sanitária afirma que é dever dos profissionais da saúde "garantir a manutenção dos doentes no trabalho, independente da forma clínica observada".

Hanseníase - Direitos e Deveres do Paciente 

Quais os direitos e deveres do paciente?

Os pacientes de hanseníase têm todos os direitos assegurados como qualquer cidadão, além dos que lhe são garantidos pelas portarias ministeriais, que são os seguintes:

a) Portaria no 724/eM, de 6/7/93, que instituiu o Comitê Técnico-Assessor de Dermatologia Sanitária, onde o Morhan participa como membro integrante.

b) Portaria n0 8141CM, de 22/07/93, que regulamenta o tratamento da hanseníase no país(D.O. 4/8/93).

Quanto aos deveres, os pacientes também devem ser alertados quanto á sua parcela de responsabilidade no tratamento, pois sem isso não haverá controle da infecção, nem cura da doença e nem eliminação do problema no país.

Fonte: www.ceoe.org.br

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