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Hematologia

Células-alvo: são eritrócitos mais delgados que o normal (leptócitos), e que, quando corados, exibem uma borda periférica de hemoglobina com uma área central escura, contendo hemoglobina. São encontradas em caso de obstrutiva, em qualquer tipo de anemia hipocrômica, sobretudo na talassemia.

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Equinócitos: também conhecidos como hemácias crenadas, podem ocorrer como artefatos durante a formação dos esfregaços. In vivo, podem ser vistos na uremia, no hipotireoidismo, no tratamento com heparina IV.

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Anisocitose:

É uma característica da maioria das anemias; quando ocorre em grau significativo, habitualmente estarão presentes tanto macrócitos e/ou micrócitos.É de suma importância para o clínico que seja relatado no laudo a predominância da forma na anisocitose.

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Macrocitose:

É a elevação do VCM acima de 98 ( ou 100 ) fL . Segundo Failace, a macrocitose só é notada quando houver uma população normocítica ou microcítica concomitante; ou quando o VCM estiver acima de 110 fL.

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Condições onde pode ser encontrada a macrocitose:

Alcoolismo: o VCM nunca excede 110fL e os eritrócitos são redondos, de aspecto normal.

Uso de drogas: AZT (atualmente lidera a estatística das drogas causais); os macrócitos são redondos costumando haver anemia; o RDW é elevado.

Anemia aplástica: na maioria dos casos há macrocitose; persiste mesmo após recuperação, se houver.

Hepatopatias: há macrocitose com rouleux, leptocitose, acantocitose.

Esplenectomia: causa macrocitose em pequenas percentagem de pacientes. Anemias megaloblásticas: os macrócitos são ovalados e enormes. O VCM se encontra entre 110 e 130 fL porque há anisocitose e pecilocitose acentuadas.

Hiper-regeneração eritróide: é causa comum de macrocitose, notada pelos macrócitos polocromáticos e confirmada pela coloração de reticulócitos.

Microcitose:

A microcitose representa uma evidência morfológica de uma capacidade diminuída dos precursores das hemácias de produção de hemoglobina. Isto pode resultar de ferro insuficiente como na anemia ferropriva; através de defeitos genéticos hereditários como nas síndromes talassêmicas, etc.

Assim a microcitose pode ser encontrada quando o VCM se encontra abaixo de 80 fL; porém, segundo Failace, ela só é notada ao microscópio quando está abaixo de 70 fL, ou quando há uma população normo ou macrocítica contrastante.

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Condições onde pode ser encontrada a microcitose:

Grupo etário: é normal ser encontrada a microcitose na infância.

Anemia ferropênica: a microcitose é proporcional ao grau de anemia,ou seja, quanto mais acentuada a anemia ferropênica maior será a microcitose.

Anemia das doenças crônicas: Costuma ser normcítica, mas pode ser microcítica como na artrite reumató ide.

Hemoglobinopatias: Em todas as hemoglobinoptias pode haver micro ou normocitose; sempre há outras características morfológicas sugestivas do defeito.

Ovalocitose: é normal ser encontrada a microcitose.

Talassemia minor: Há uma acentuada microcitose com o VCM muito baixo e a contagem de eritrócitos muito alta.

Hipocromia:

É a redução da coloração do eritrócito; há um aumento da palidez central, que ocupa a área superior ao terço do diâmetro do eritrócito. A hipocromia pode ser geral ou pode existir em algumas células do paciente. Esta característica pode ser retratada através da redução do CHCM.

Qualquer uma das condições que leva a microcitose pode causar hipocromia, embora alguns paciente com anemias como b-talassemia a distensão sanguínea apresenta microcitose sem hipocromia.

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Hipocromia

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Hipocromia

Policromatocitose:

São eritrócitos acinzentados ou azulados considerados uns dos dados mais importantes na microscopia do sangue anêmico. Não é notada pela automação e é fundamental para a interpretação. A policromatocitose está presente também após o 40dia na regeneração pós-hemorrágica, sempre nas anemias hemolíticas.

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Eritroblásto:

São eritrócitos nucleados que aparecem no sangue no decurso de grandes regenerações eritróides, principalmente em crianças, acompanhando a policromatocitose; como também em sangue do recém- nascido, na primeira semana.

Os eritroblastos circulantes podem apresentar uma freqüência aumentada nas intoxicações por chumbo, e em certos estados diseritropoéticos , como na eritroleucemia, e emsmo na anemia ferropenica grave.

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Eritrblásto

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Eritrblásto

Os eritroblastos são contados como leucócitos nos contadores eletrônicos. Quando ultrapassam 5% justifica-se desconta- los na contagem de leucócitos.

Essa correção deve ser feita através da seguinte fórmula:

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6. ALTERAÇÕES DO LEUCOGRAMA

Em processos infecciosos agudos três fases são desenvolvidas:

A. Fase Neutrofílica ou Luta:

Leucocitose com Neutrofilia, desvio à esquerda, eosinopenia e linfopenia.

B. Fase Monocítica ou Defesa:

Leucocitose com Neutrofilia ou normal, monocitose, eosinopenia e linfopenia.

C. Fase Linfocitária ou Cura: Leucócitos normais ou elevados, neutropenia, ausência e desvio a esquerda, linfocitose com presença de eosinófilos normais ou elevados

6.1.Neutrocitose ou Neutrofilia

É a elevação da contagem absoluta de neutrófilos acima da que seria considerada normal em um indivíduo sadio de mesmo sexo, idade, raça e estado fisiológico.

São causas de neutrofilia:

Neutrofilia hereditária.

Infecções: Muitas infecções bacterianas agudas e crônicas incluindo a tuberculose miliar; algumas infecções virais como varicela, herpes simples, raiva, poliomielite; algumas infecções fúngicas como a actinomicose; algumas parasitoses como amebíase hepática, a filaríase.

Dano tecidual como trauma, cirurgia, queimaduras, necrose hepática aguda, pancreatite aguda.

Infarto tecidual como infarto agudo do miocárdio, infarto pulmonar.

Inflamação aguda e crônica grave como na gota, febre reumática, artrite reumatóide, colite ulcerativa.

Hemorragia aguda.

Hipóxia aguda.

Doenças malignas como carcinoma, sarcoma.

Leucemias e síndromes mieloproliferativas.

Administração de drogas como corticóides, o lítio.

Intoxicações por agentes químicos.

Envenenamentos como picada de escorpião ou ataque de abelhas.

Tabagismo.

Exercício vigoroso.

Dor aguda, convulsões epilépticas, eclampsia e pré-eclampsia.

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