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Hematologia

 

 

Hematologia é o estudo do sangue, os órgãos hematopoiéticos e das doenças do sangue.

A Hematologia inclui o estudo, a etiologia, diagnóstico, tratamento, prognóstico e a prevenção de doenças do sangue que afetam a produção de sangue e seus componentes, tais como células do sangue, hemoglobina, proteínas do sangue e o mecanismo de coagulação. O trabalho de laboratório que vai para o estudo do sangue é frequentemente realizada por um técnico de saúde. Hematologistas também realizam estudos em oncologia, o tratamento médico de câncer.

Médicos especializados em hematologia são conhecidos como hematologistas.

O que é Hematologia?

Hematologia é que especialidade médica que se preocupa com o sangue, e a geração de sangue na medula óssea.

Hematologia estuda as células vermelhas e brancas do sangue, as suas proporções relativas e a saúde geral da célula, e das doenças que são causadas por um desequilíbrio entre os dois, nomeadamente a leucemia e anemia. As células vermelhas do sangue transportar oxigénio dos pulmões para as várias partes do corpo, e as células brancas do sangue combater infecções. Ambos são necessários, mas eles têm que estar no corpo.

A anemia é uma escassez de células vermelhas do sangue, uma condição que pode ser causada por um número de diferentes factores. Mulheres em idade fértil são mais propensos a ser anêmica do que ninguém porque perdem células vermelhas do sangue mensalmente através da menstruação. A anemia causada por uma falta de ferro da dieta é facilmente tratada por suplementos de ferro. Outros tipos de anemia com causas menos facilmente sanada pode ser mais difícil de tratar e risco de vida. A Hematologia faz o diagnóstico essas condições e prescreve tratamentos adequados para eles.

A leucemia é uma doença em que a medula óssea produz muitas células brancas do sangue. Estes são tipicamente células brancas anormais, e seus números multidão para fora das células vermelhas do sangue, causando anemia e outros sintomas perigosos. Hematologia reconhece um número de diferentes tipos de leucemia, com diferentes causas e protocolos de tratamento.

A leucemia aguda necessita de tratamento imediato, uma vez que é imediatamente risco de vida, no entanto, algumas formas de leucemia crônica pode ser assistido sem tratamento até que os sintomas surgem. Quimioterapia pode fazer muito para pessoas que sofrem de leucemia e é atualmente uma das principais ferramentas na caixa de ferramentas de leucemia hematologia. Transplantes de medula óssea, bem mais intrusivo, entre outras.

Os sintomas de doenças que caem sob o guarda-chuva de hematologia são bastante variados e facilmente confundida com outras doenças. No entanto, uma rápida análise de sangue para contagem de células pode rapidamente dizer a um hematologista ou não se um paciente tem uma doença do sangue.

Fonte: www.wisegeek.com

Hematologia

O que é

Hematologia é um ramo da medicina sobre o estudo do sangue, os órgãos hematopoiéticos e doenças do sangue.

Ciência que estuda a estrutura histológica, a composição química e as propriedades físicas do sangue.

Parte da medicina que se ocupa das doenças do sangue e dos órgãos hematopoéticos.

Os médicos que se especializam nessa ciência e realizam exames de sangue são chamados hematalogistas.

Os hematologistas tratam pacientes que têm doenças do sangue e distúrbios dos tecidos e órgãos que produzem o sangue.

Análise das variações quantitativas e morfológicas dos elementos figurados do sangue.

Subespecialidade da medicina interna voltada para a morfologia, fisiologia e patologia do sangue e dos tecidos formadores de sangue.

Hematologia é praticada por especialistas na área que lidam com o diagnóstico, tratamento e gestão global de pessoas com doenças do sangue que vão desde anemia de sangue câncer.

Algumas das doenças tratadas por hematologistas incluem:

A deficiência de ferro anemia e outros tipos de anemia, como a anemia falciforme ou anemia relacionada com trauma-
Policitemia ou excesso de produção de células vermelhas do sangue
A mielofibrose
Leucemia
Distúrbios plaquetários e sangramento, como hemofilia , púrpura trombocitopênica idiopática e doença de Von Willebrand
As síndromes mielodisplásicas
Hemoglobinopatias tais como talassemia e anemia falciforme
O mieloma múltiplo
Linfomas malignos
Transfusão de sangue
A medula óssea em células estaminais transplante

Imagens

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Fonte: www.lookfordiagnosis.com

Hematologia

1. Introdução

Os exames hematológicos estão entre os exames mais práticos, econômicos e de grande utilidade para a medicina veterinária. Através deles podemos concluir ou excluir diagnósticos, avaliar ou fazer prognósticos e avaliar a eficácia da terapêutica.

O exame de sangue nada mais é do que uma biópsia de todo o organismo animal. Alterações patológicas em qualquer sistema causam alterações tanto quantitativas quanto qualitativas das diferentes linhagens sanguíneas.

A palavra HEMATOLOGIA vem do latim e é derivada da palavra HAIMA, que significa sangue. Então hematologia é o estudo do sangue.

2. Composição do sangue

O sangue é constituído de uma parte sólida e outra líquida.

2.1. Parte líquida

É o plasma, que é o soro mais o fibrinogênio.

2.2. Parte sólida

É representada pelos elementos figurados, que são as plaquetas ou trombócitos, os glóbulos vermelhos ou eritrócitos ou ainda hemácias e os glóbulos brancos ou leucócitos.

Existem duas de glóbulos brancos, os granulócitos e os agranulócitos. Os agranulócitos são os linfócitos e os monócitos. Os granulócitos são os basófilos, neutrófios e eosinófilos.

Os neutrófilos podem ser mielócitos, metamielócitos, bastões ou segmentados. O mesmo ocorre com eosinófilos e basófilos, pois essas células têm mesma origem embrionária.

3. Funções do sangue

3.1. Transporte de gases – O sangue transporta oxigênio para os tecidos e gás carbônico para o exterior.
3.2. Manutenção da temperatura corporal –
O sangue transporta calor para todo o organismo.
3.3. Transporte de substâncias –
O sangue transporta hormônio para os órgãos alvos.
3.4. Defesa –
O sangue transporta anticorpos e células de defesa para todo o organismo.
3.5.
Manutenção do teor líquido do organismo
3.6.
Eliminação dos produtos resultantes do metabolismo

4. Avaliação do sangue

Para se avaliar o sangue há a necessidade de se fazer o exame deste, que é o hemograma.

O hemograma é feito utilizando-se o sangue total, ou seja, sangue mais anticoagulante.

O hemograma tem duas partes, o eritrograma e o leucograma.

No eritrograma é feita a contagem global de hemácias, determinação da taxa de hemoglobina e determinação do volume globular, também conhecido como hematócrito.

No hematócrito é avaliada também a concentração de proteína plasmática total e concentração de fibrinogênio.

No leucograma é feita a contagem global de leucócitos e contagem diferencial. Na contagem, diferencial verifica-se também a presença de parasitos, inclusões e avalia-se a morfologia de hemácias, leucócitos e plaquetas.

5. Coleta

A coleta é feita puncionando-se uma veia.

5.1. Técnica em cães

Tricotomia da área
Assepsia com álcool iodado
Fazer o garrote para conter a veia
Puncionar a veia, tendo o cuidado de, em cães, introduzir a agulha com o bizel para cima
Soltar o garrote
Aspirar o sangue
Retirar a agulha da seringa
Despejar o sangue bem devagar na parede do tubo.

# O garrote deve ser solto antes de se aspirar o sangue, pois com o garrote pode ocorrer alteração.

# O sangue deve ser colocado com máximo cuidado no tubo, pois se colocado muito rápido, a pressão dentro da seringa irá provocar rompimento de hemácias

5.2.   Locais de coleta

QUANTIDADE DE SANGUE
AGULHA

ESPÉCIE

GRANDE

PEQUENA

CALIBRE

COMPRIMENTO

EQUINOS

Jugular

Orelhas

Lábios

12 – 14 mm

2,5 – 3,0 pol

BOVINOS

Jugular

Orelhas

Lábios

12 – 14 mm

1,5 – 4,0 pol

OVINOS

Jugular

Orelhas

14 mm

1,5 – 4,0 pol

CAPRINOS

Jugular

Orelhas

14 mm

1,5 – 4,0 pol

SUÍNOS

Cava anterior

Veias marginais*

 

Orelhas

 

 

20 mm

 

1,5 – 4,0 pol

CANINOS

Cefálica

Safena

Orelhas

Orelhas

20 – 22 mm

1,5 pol

FELINOS

cardíaca

Orelhas

20 – 25 mm

1,0 pol

COELHO   Orelhas 18 mm 3,0 pol

* Mais usada.

6. Anticoagulantes

6.1. EDTA a 10% ( Ácido Di-amino-Tetra-acético )

É o mais utilizado.

Evita a coagulação por se combinar com o cálcio.

Quantidade – 1mg/ 5ml de sangue. Coloca-se 0,1 a 0,5 ml da substância no frasco, coloca na estufa e deixa até evaporar toda a água, ficando só o pó.

Pode ser também utilizado em forma liquida.

Tempo de conservação
Em meio ambiente:
6 horas.
Sob refrigeração:
24 horas.

# Após esses períodos as células já irão apresentar alterações.

6.2. Oxalatos

Evitam a coagulação combinando-se com o cálcio.

Quantidade – 0,1ml/ 1ml de sangue.
Tempo de conservação –
Uma hora.

# Os oxalatos de potássio e de amônia têm um inconveniente, o oxalato de potássio causa a diminuição no número de hemácias e o de amônia causa o aumento.

Em 1934 Heller & Paul propuzeram a mistura dos dois oxalatos, chamada mistura de Heller & Paul. Essa mistura é feita da seguinte forma:

Oxalato de potássio ---------------------------- 0,8g
Oxalato de amônia ----------------------------- 1,2g
Água destilada ---------------------------------- 100ml

6.3. Heparina a 1%

A heparina evita a transformação da protombina em tronmbina dentro da cascata da coagulação.

Quantidade – 0,1ml/5ml de sangue.
Tempo –
24 horas.
Desvantagem –
Custo elevado.

6.4. Citrato ácido dextrose ( CAD )

É utilizado em transfusão sanguínea

É constituído por 27,3g de dextrose, 23,7g de citrato de sódio e 100ml de água destilada. Estereliza-se a mistura em autoclave numa pressão de 15 libras durante 15 minutos.

Quantidade – Uma parte de CAD para três partes de sangue ( 1:3 ).
Tempo –
Uma semana.

6.5.     Fluoreto de sódio

A hemácia recebe glicose de forma passiva. Desta forma, mesmo após a coleta de sangue, as hemácias vão continuar consumindo a glicose. O fluoreto de sódio preserva a glicose da amostra, sendo utilizado em coletas para dosagem de glicose plasmática.

Quantidade – 10mg/dl para cada ml de sangue.

7. Sistema hematopoético

É o conjunto de órgãos e sistemas capazes de produzir células sanguíneas.

Logo após o nascimento a medula de todos os órgãos é hematopoéticamente ativa. No período embrionário o feto tem respiração placentária e a sua hemoglobina é diferente, chamada de hemoglobina fetal.

Logo que o animal nasce começa a substituição das hemácias fetais por hemácias mais eficientes, o que gera uma demanda maior de hemácias.

Com a maturidade do animal a hematopoese se restringe a alguns ossos chatos e à epífise dos ossos longos e assim permanece por toda a vida do animal.

À medida que o animal vai envelhecendo a medula vermelha se transforma em medula amarela, a qual, sob a ação de um hormônio, em condições especiais 
( hemorragias ), volta a produzir células sanguíneas.

Com o avançar da idade a medula amarela transforma-se em medula cinzenta, que é ausente de tecido hematopoético. Deste modo deve-se ter bastante cuidado tratamento cirúrgico em animais velhos, principalmente as cirurgias em que há grande perda de sangue, pois sua capacidade de produção de células sanguíneas é bastante deficiente.

7.1 Órgãos que fazem parte do sistema hematopoético

a. Medula óssea

A medula óssea ou hematopoética ou ainda vermelha está localizada entre os seios vasculares radiais dos ossos.

É fonte das células pluripotenciais ( células primitivas ), que vão produzir eritrócitos, granulócitos, monócitos e plaquetas.

b. Fígado

É fonte das proteínas plasmáticas ( albumina, alfa, beta e fibrinogênio ). Produz também a maior parte dos fatores de coagulação, exceto o cálcio.

É um reservatório de vitaminas do complexo B e ferro.

# A vitamina B12 tem importante papel na duplicação celular e sua deficiência megalonótica

O fígado tem a função de atuar no metabolismo da bilirrubina, convertendo bilirrubina não conjugada em conjugada.

# A bilirrubina é um subproduto da degradação da hemácia, feita pelo sistema monuclear fagocitário.

O fígado produz também um pré-hormônio chamado eritropoetinogênio, o qual irá se ligar com com outro pré-hormônio produzido pelos rins, chamado eritrogenina e irá formar a eritropoetina, que é um hormônio que estimula a medula a produção de células.

Guarda as funções hematopoéticas embrionárias e, em casos severos de perda sanguínea, pode voltar a produzir células sanguíneas.

c. Baço

O Baço produz células sanguíneas durante o período embrionário.

Tem relação com os fenônemos de imunidade, produzindo células relacionadas à imunidade humoral ( anticorpos circulantes ) e de base celular ( anticorpos de rejeição ).

O Baço retém de 20% a 40%  dos eritrócitos circulantes, o que lhe confere a função de armazenamento de eritrócitos. Isso é particularmente importante no cavalo pelo fato de este, sob estress, liberar adrenalina, a qual promove a contração do baço, que despeja na corrente sanguínea, naquele momento, os eritrócitos circulantes armazenados. Se esta situação ocorre na hora da coleta, haverá aumento no volume globular, o aumento do número de células sanguíneas, que se chama policitemina espúria.

A mesma situação pode ocorrer no cão.

O baço tem função de hemocaterese, que é o mecanismo pelo qual são retiradas da corrente circulatória as hemácias velhas.

# A hemácia dura de 60 a 120 dias. A medida que ela vai envelhecendo sua membrana vai perdendo a flexibilidade, é quando o baço a tira da corrente circulatória.

Tem também função de piting, que é um processo de limpeza da hemácia, pois esta logo que vai para a corrente circulatória ainda apresenta restos de divisão celular.

Tem ainda a propriedade de reter um terço das plaquetas.

O baço também guarda as funções embrionárias.

d. Linfonodos

São órgãos responsáveis pela maturação de linfócitos.

# Os linfócitos têm dois tipos, os linfócitos T, que amadurecem no timo e os linfócitos B, que amadurecem no baço

e. Timo

Faz a conversão de linfócitos.

f. Rim

O rim produz o fator estimulante da eritropoetina ( eritrogenina ).

Excreta o urobilinogênio.

g. Estômago

Produz HCl, que faz parte do suco gástrico. Esse ácido transforma o íon férrico (que não é absorvido pelo organismo) em íon ferroso (que a forma que o ferro é absorvido pelo organismo).

Produz também o fator intrinseco que prepara o intestino para  a absorção da vitamina B12. A deficiência desse fatror causa a anemia macrocítica.

h. Sistema mononuclear fagocitário

Está relacionado ao metabolismo dos eritrócitos. Na realidade, quando o eritrócito está velho é retirado da corrente circulatória por esse sistema.

Fonte: www.members.tripod.com

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CÉLULAS DO SANGUE

Células Sanguíneas – Série Branca

Os Leucócitos são elementos figurados, incolores do sangue circulante e seus precursores desempenham importante papel no mecanismo de defesa do organismo contra agressões infecciosas ou de outra natureza. São células nucleadas presentes no adulto numa quantidade de 5.000 a 9.000 por mm 3 de sangue.

Existem 3 grandes classe de leucócitos: os granulócitos, monócitos e linfócitos.

Granulócitos

Possuem numerosos grânulos específicos no citoplasma e núcleo com forma variada. Em virtude de seu núcleo polilobulado, também são chamados de polimorfonucleares. Produzidos na medula óssea, sendo denominado elemento mielóide. Migram para os tecidos na presença de fatores quimiotáticos.

Os granulócitos podem ser de 3 tipos:

1) neutrófilos,
2)
basófilos e
3)
eosinófilos que se distinguem pela afinidade de seus respectivos grânulos para corantes neutros, básicos e ácidos.

1. Neutrófilos

São os leucócitos mais numerosos (45% a 70% em seu número total), sendo 3.200 a 6.000 por mm 3 de sangue. Desempenham através da fagocitose, função essencial na luta contra agressões microbianas. Em certos estados patológicos podem conter granulações grosseiras, derivadas, segundo alguns, das granulações azurófilas dos promielócitos. Sua granulação primária é a lisossomal, a secundária apresenta fator quimiotático no seu interior, leucotrienos, etc, a terciária tem normalmente catepsinas e gelatinases e a quaternária geralmente são vesículas secretoras. Portanto possui quatro tipos de granulação. Sua granulação secundária possui forma longa e oblonga. No citoplasma encontramos vacúolos, granulações tóxicas para agressores e corpúsculos de Dohle.

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Neutrófilos (arroxeados com núcleos lobulados)

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Setas verdes = Neutrófilos, Setas azuis = Neutrófilo Metamielócito

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Seta amarela: Plaquetas, Seta azul: proeritroblasto, Seta vermelha: neutrófilo

2. Basófilos

0% a 1% dos leucócitos. São relacionados com os basófilos tissulares ou mastócitos. Ambos desempenham papel importante nas respostas imunitárias. Ambos tem granulações citoplasmáticas com reservatórios de histamina e outros mediadores químicos vasoativos. Quando anticorpos (IgE) se fixam a eles, liberam-se estes mediadores químicos que desencadeiam a reação alérgica. Tem citoplasma ligeiramente basófilo, medem de 8 a 10 um de diâmetro, com granulações azuis escura/preta. Núcleo em forma de “S” raramente com mais de 2 lóbulos.

Apresenta 2 tipos de granulação: lisossomal e grânulos com histamina e heparinas no seu interior.

3. Eosinófilos

Representam 2% a 4% do total de leucócitos e seu número absoluto oscila de 60 a 320 por mm 3

Possuem núcleo bilobulado e granulações alaranjadas no citoplasma. Tem dois tipos de granulação, a lisossomal e a secundária com enzimas peroxidase, fosfatase ácida, fosfolipases e histaminases no interior dos grânulos. Deixam a circulação por 8 horas e migram para tecidos onde permanecem 12 dias. Participam de processos imunológicos modulando reações de hipersensibilidade e combate parasitos.

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Eosinófilo (no centro)

Monócitos

Agranular e o núcleo não varia de forma. Desenvolve-se principalmente em tecidos linfóides, sendo denominado elemento linfóide. São células grandes que constituem 4% a 8% do total de leucócitos oscilando seu número total entre 160 a 640 por mm 3 no sangue adulto normal. Migram facilmente através das paredes de vasos e se transformam em células fagocitárias indistinguíveis dos macrófagos já presentes nos tecidos conjuntivos (histiócitos).

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Monócito (no centro)

Linfócitos

Agranular e o núcleo não varia de forma. Desenvolve-se principalmente em tecidos linfóides, sendo denominado elemento linfóide. Constituem no sangue de um adulto, 20% a 30% dos leucócitos e seu número absoluto oscila entre 1.300 a 3.400 por mm 3 . Tem forma arredondada, núcleo grande, destituído de lóbulos.Possui escasso citoplasma azul, cromatina mais ou menos condensada e núcleo com nucléolos imperceptíveis. Tem granulação lisossomal e presença de retículo endoplasmático rugoso em grande quantidade. Os linfócitos podem ser T ou B e quando inativos na circulação, não apresentam diferenças morfológicas.

Porém quando ativados, podemos diferencia-los principalmente porque o linfócito B ativado transforma-se em plasmócito.

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Linfócito (indicado pela flecha, no alto à esquerda)

Fonte: www.geocities.com

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O hematologista trata de doenças como, por exemplo, anemias, tromboses, hemofilias, câncer no sangue e nos gânglios, entre outras.

Para tornar-se um hematologista é necessário, primeiramente, cursar Medicina, Biomedicina ou Farmácia; e posteriormente, especializar-se em Hematologia.

Durante a especialização, o profissional tem a possibilidade de capacitar-se e de ampliar seus conhecimentos em diagnósticos clínicos de doenças relacionadas com o sangue.

Este profissional pode atuar não só na área clínica e ambulatorial, mas também em laboratórios de análise e hemocentros. O hematologista também pode trabalhar em hospitais e participar de cirurgias de transplante de medula óssea, caso possua especialização para tal.

Para quem não sabe direito a Hematologia é o ramo Médico que tem como função o estudo do sangue, seus distúrbios e doenças.

Estuda seus elementos figurados como os glóbulos vermelhos (hemácias), glóbulos brancos (leucócitos) e plaquetas, além de estudar os órgão onde são produzidos, como a medula óssea o linfonodo e o baço.

Os Profissionais que se especializam nesta área e fazem exames de sangue são chamados hematologistas. Eles tratam de pessoas que tem doenças no sangue ou distúrbios nos tecidos ou órgãos que produzem o sangue.

Ao contrário de várias outras especialidades da área médica a hematologia não tem um nome condizente com a sua função, como sempre a medicina aliada à ciência biológica ou Biomedicina, estuda as propriedades sanguíneas e todas as doenças e problemas ocorrentes no sangue.

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O hematologista é um cientista responsável pelos exames e estudos sobre o sangue, ele não examina pacientes como os médicos fazem, eles apenas realizam pesquisas, o serviço na área da hematologia se concentra basicamente dentro de laboratórios, a medicina só entra nessa especialidade quando um médico percebe algo de diferente no paciente e o encaminha para exames de sangue, aí o hematologista descobre o que há de errado com a corrente sanguínea do paciente e encaminha os resultados para o médico e esse sim é quem vai indicar o melhor tratamento para essas doenças hematológicas, são diversos os tipos de doenças provenientes do sangue, as mais comuns são as anemias, as hemorragias e leucemias.

Os melhores tratamentos são com remédios ou com transfusão de sangue e de medula por isso a necessidade de doação de sangue, milhões de pessoas sofrem com doenças hematológicas por ano, por ser um tipo de doença que pode levar à morte e o tipo de tratamento ser restrito é que há tantas campanhas para a doação de sangue. A hematologia em parceria com a medicina salva vidas constantemente, porém não é necessário apenas o trabalho da ciência e da medicina, é necessária também a consciência do ser humano para ajudar o próximo, por isso doe sangue e salve vidas.

Fonte: www.biomedicinacentral.com

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1. O SANGUE: Considerações Gerais

1.1. Introdução

O sangue é a porção líquida do meio interno que circula rapidamente dentro de um sistema fechado de vasos denominado sistema circulatório. É constituído por um fluido no qual existem células em suspensão, moléculas e íons dissolvidos em água, apresentando propriedades das soluções coloidais.

Uma característica importante do sangue é a constância da sua composição química e propriedades físicas, assegurando condições físicas para o funcionamento das células.Ele é constantemente renovado pela entrada e saída de substâncias que modificam discretamente sua composição.

A constância da composição do sangue, com estreita faixa de variação, é o resultado mantido pela rapidez pela qual as substâncias deixam e entram no sangue quando estão em excesso ou em concentrações abaixo do normal respectivamente..

1.2. Composição do sangue

O sangue é constituído de duas frações combinadas, sendo 55% para o plasma e 45% para as células.

A porção acelular ou plasma é constituído de 91,5% de água que serve de solvente das substâncias orgânicas e minerais e ainda de veículo para as células, moléculas e íons.Os restantes 8% são formados por proteínas, sais e outros constituintes orgânicos em dissolução.

A porção celular apresenta três tipos de células em suspensão no plasma:

Glóbulos vermelhos, hemácias ou eritrócitos.
Glóbulos brancos ou leucócitos.
Plaquetas ou trombócitos.

1.3. Formação do sangue

Plasma: è a porção fluida do sangue não coagulado; contém os fatores da coagulação, exceto aquele removido pelo anticoagulante; é formado às custas da ingestão de água, de alimentos, da difusão e trocas líquidas entre os vários compartimentos do organismo.

Soro: é a porção líquida amarelada do sangue que resta após a coagulação e remoção do coágulo. Não contém elementos celulares nem a maioria dos fatores da coagulação. Apresenta em solução sais minerais, vitamina, glúcides, prótides, lípides, enzimas, hormônios, produtos anabólicos e catabólicos, substâncias também encontradas no plasma.

A porção do sangue que não é o plasma ou seja , a parte celular, consiste de elementos figurados. Os elementos figurados incluem os eritrócitos (células vermelhas), vários tipos de leucócitos (células brancas) e plaquetas (trombócito).

2. HEMATOPOIESE

A palavra hematopoiese significa formação das células do sangue. Abrange o estudo de todos os fenômenos relacionados com a origem, com a multiplicação e a maturação das células primordiais ou precursora das células sanguíneas, à nível da medula óssea.

A hematopoiese se divide em dois períodos:

1.Período Embrionário e Fetal: Iniciando no primeiro mês de vida pré- natal, surgem as primeiras células fora do embrião, são os eritroblastos primitivos.Na sexta semana, tem início a hematopoiese no fígado; o principal órgão hematopoiético nas etapas inicial e intermediária da vida fetal. Na fase intermediária da vida fetal, o baço e os nodos linfáticos desempenham um papel menor na hematopoiese, mas o fígado continua a dominar essa função. Na segunda metade da vida fetal, a medula óssea torna-se cada vez mais importante para a produção de células sanguíneas.

2. Período Pós-natal: Logo após o nascimento, cessa a hematopoiese no fígado, e a medula passa a ser o único local de produção de eritrócitos, granulócitos e plaquetas. As células-tronco e as células progenitoras são mantidas na medula óssea. Os linfócitos B continuam a ser produzidos na medula e órgãos linfóides secundários e os linfócitos T são produzidos no timo e também nos órgãos linfóides secundários. Ao nascer o espaço medular total é ocupado pela medula vermelha; na infância apenas parte desse espaço será necessária para a hematopoiese; o espaço restante fica ocupado pelas células de gordura.

Mais tarde apenas os ossos chatos (crânio, vértebras, gradil torácico, ombro e pelve) e as partes proximais dos ossos longos (fêmures e úmeros) serão locais de formação de sangue.

3. FISIOLOGIA DOS ERITRÓCITOS E LEUCÓCITOS

3.1. Eritrócitos

São células pequenas, circulares, com forma aproximada de discos bicôncavos, com 7,5 mm de diâmetro e sem núcleo. São os mais numerosos tios celulares no sangue. Embora seu número seja variável, um milímetro cúbico de sangue contém cerca de 4.5 a 6.1 milhões dessas células nos homens e cerca de 4.1 a 5.3 milhões nas mulheres. Essas células circulam pelo sangue circulante durante o período de aproximadamente 120 dias antes que sejam destruídas.

Hematologia
Eritrócitos

3.1.2. Hemoglobina

É uma substância pigmentada, formada por duas partes:

1) porção que contém ferro denominada heme e
2)
porção protéica, denominada globina.A globina consiste de quatro cadeias polipeptídicas, cada uma das quais ligada a um grupo heme.

Cada grupo heme contém um átomo de ferro que se combina reversivelmente com uma molécula de oxigênio. Dessa forma, cada molécula de hemoglobina pode potencialmente associar-se com quatro moléculas de oxigênio. A principal função da hemoglobina e o transporte de oxigênio e gás carbônico, permitindo as trocas gasosas necessárias ao metabolismo orgânico.

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Hemoglobina

3.2. Leucócitos

São elementos figurados do sangue que estão envolvidos no sistema de defesa do organismo contra doenças e infecções. Por meio de fagocitose, eles defendem os tecidos contra invasão de organismos ou substâncias estranhas, removendo também os restos resultantes da morte ou de ferimentos celulares.Alguns leucócitos são capazes de passar através da parede intacta dos vasos chamada de diapedese; agindo assim principalmente no tecido conjuntivo frouxo.

São transportados pelo sangue para todo o corpo, a partir da medula óssea, onde são formados. Os leucócitos estão presentes no sangue em muito menor número que os eritrócitos, com cerca de 4.000 a 10.000 leucócitos por milímetro cúbico de sangue.

1. Neutrófilos: são conhecidos também como polimorfonucleares e correspondem cerca de 50 a 70% das células circulantes; possuem grânulos citoplasmáticos pequenos corados fracamente em púrp ura-avermelhado. Os neutrófilos são capazes de deixar os vasos sanguíneos e entrar nos tecidos, onde protegem o corpo e fagocitando bactérias e substâncias estranhas ao organismo.

Existe uma célula precursora do neutrófilo segmentado, é o Bastão.São assim chamados porque seu núcleo não amadureceu completamente, embora seu citoplasma tenha características de célula madura. Em infecções bacterianas agudas pode-se encontrar um desvio a esquerda ,ou seja, uma elevação do número de bastões.

Hematologia
Neutrófilo

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Neutrófilo

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Bastão

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Bastão

2. Eosinófilos: possuem grânulos corados em laranja-avermelhado e fagocitam complexos antígeno -anticorpo.

Seus núcleos geralmente têm dois lobos conectados por um filamento. O número de eosinófilos circulantes aumenta de forma muito acentuada no sangue circulante durante as reações alérgicas, e durantes as infestações parasitárias.

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Eosinófilo

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Eosinófilo

3. Basófilos: possuem grânulos relativamentes grandes corados em azulpúrpura; liberam histamina (contribui para as respostas alérgicas dilatando e permeabilizando os vasos sanguíneos) e heparina (previne a coagulacão do sangue).

Os basófilos funcionam similarmente aos mastócitos, que são encontrados no tecido conjuntivo.

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Basófilo

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Basófilo

4. Monócitos: possuem um único núcleo; são células grandes.

São formados por monoblastos; São capazes de entrarem no tecido conjuntivo frouxo, onde se desenvolvem em grandes células fagocíticas denominadas macrófagos, que podem ingerir bactérias e outras substâncias estranhas ao organismo.

Hematologia
Monócito

Hematologia
Monócito

5. Linfócitos: são o segundo tipo mais abundante de leucócitos( após os neutrófilos), compreendendo cerca de 30% dos glóbulos brancos em circulação; a maioria se localiza no tecido linfóide e são formados por linfoblastos.

São leucócitos pequenos, sendo apenas um pouco maiores que os eritrócitos, e cada um deles tem um núcleo que é circular ou algo recortado num dos lados.

São importantes nas respostas imunes específicas do corpo, incluindo a produção de anticorpos.

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Linfócito

Hematologia
Linfócito

4.HEMOGRAMA COMPLETO

4.1.Eritrograma

Constitui o estudo da séria vermelha, revelando alguns tipos essenciais de alterações patológicas do sistema eritropoético como eritrocitoses e anemias.

4.1.1.Contagem de hemácias na câmara de Neubauer Os métodos para contagem global das células sanguíneas consistem geralmente em diluir o sangue, em proporção conhecida, com um líquido diluidor chamado Hayem, permitindo a conservação das células em estudo.

1. Pipetar 4 ml do líquido diluidor em um tubo de ensaio.
2.
Com a pipeta transferir 0,02 ml de sangue. Limpar a parede externa da ponteira com auxílio de papel absorvente.
3.
Transferir os 0,02 ml de sangue para o tubo com o líquido diluidor, lavando com ele o interior da ponteira por aspiração e expulsão do líquido. A diluição é de 1:200.
4.
Agitar suavemente por inversão para uma correta homogeneização.
5.
Com uma pipeta preencher os retículos da câmara de contagem, evitando excesso de líquido e bolhas de ar sob a lamínula aderida firmemente à câmara.
6
. Deixar repousar por dois minutos para sedimentação dos glóbulos. 7. Focalizar a preparação com pequeno aumento no microscópio para localizar o retículo e observar a distribuição uniforme das hemácias. Observar então, com aumento de 100X ou 400X, conforme necessidade.
8.
Fazer a contagem de todas as hemácias encontradas nos quadros marcados “H” na figura relativa ao retículo de Neubauer, ou seja, 1/5 de mm2. Sistematizar a contagem segundo a figura abaixo. Contar os elementos em negro.

Cálculos: Hemácias por ml de sangue = H.c. x 5 x 10 x 200

4.1.2.Dosagem da hemoglobina pelo método da cianometemoglobina

É o método de referência para a dosagem de hemoglobina. Dosam todas as suas formas exceto a sulfemoglobina. A desvantagem reside na extrema toxidade do cianeto usado no preparo do reagente (solução de Drabkin), mas pode ser resolvida pela aquisição já preparada, de concentração mínima.

Temos usado, com bons resultados, os reagentes Labtest; a solução de Drabkin modificada e o padrão de hemoglobina de concentração conhecida.

Calcula-se um fator determinado a absorbância de 0,02 ml do padrão em 5ml da solução de cianeto, através da fórmula:

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O zero é estabelecido com água destilada em 540nm. O sangue em estudo, diluído de modo idêntico a padrão (0,02 ml para 5 ml de Drabkin) fornece outro valor de absorbância, que multiplicando pelo fator de g% de hemoglobina pela multiplicação de cada unidade de leitura pelo fator.

Hb = Absorbância do paciente X Fator

4.1.3.Determinação do hematócrito pelo método do microhematócrito

Hematócrito é o volume de hemácias expresso como percentagem do volume de uma amostra de sangue total, ou seja, mililitros de hemácias por decilitro de sangue.

DETERMINAÇÃO DO MICROHEMATÓCRITO:

1. Encher com o sangue o tubo para microhematócrito, até dois terços do seu volume. Para tubos heparinizados o sangue capilar pode ser usado.
2.
Selar o tubo, introduzido a extremidade vazia na massa própria, com movimentos de rotação, até aproximadamente 5mm de profundidade.
3.
Encher os demais tubos de modo idêntico.
4.
Coloca-os na microcentrifuga em posição diametralmente opostas com a parte selada voltada para fora. Observar a numeração evitando a troca de resultados.
5.
Após tampar convenientemente a microcentrifuga, coloca-a em movimento por cinco minutos. Tempo superior a este não altera a sedimentação dos glóbulos.
6.
Desligar o aparelho. Retirar os tubos e fazer a leitura usando a escala própria.

LEITURA DOS RESULTADOS:

1. Colocar o tubo sobre a escala, fazendo coincidir a extremidade inferior das células centrifugadas com a linha zero.
2.
Deslocar o tubo paralelamente às linhas verticais fazendo coincidir o menisco superior do plasma com a linha 100.
3.
Ler a percentagem do volume hematócrito na escala graduada ao nível da superfície das hemácias no tubo.

4.1.4.Índices hematimétricos

Índices hematológicos ou hematimétricos são determinados a partir da contagem global dos eritrócitos, taxa de hemoglobina e determinação do hematócrito. Tais elementos, deverão ser padronizados pelo laboratório, fornecendo-se sempre resultados na unidade de percentagem do normal.

V.C.M – Volume corpuscular médio

É o volume médio das hemácias expresso em fentolitros. Representa, portanto, o quociente de um determinado volume de hemácias pelo número de células contidas no mesmo volume.

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H.C.M. – Hemoglobina corpuscular média:

É o conteúdo médio de hemoglob ina nas hemácias expresso em picogramas.

Representa, portanto, o quociente de conteúdo de hemoglobina em um determinado volume de hemácias pelo nº de células contidas no mesmo volume.

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C.H.C.M. – Concentração de hemoglobina corpuscular média:

É a percentagem de hemoglobina em 100ml de hemácias.

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4.2.Leucograma

O leucograma corresponde a contagem global e específica dos leucócitos, representados pela leucometria e pelo estudo quantitativo e qualitativo dos glóbulos brancos. O quadro leucocitário que se apresentará após ser concluído o exame hematológico,permitirá ao médico tirar conclusões diagnósticas e prognósticas importantes.

4.2.1.Contagem global de leucócitos com câmara de Neubauer

1. Pipetar 0,4 ml do líquido de Turk no tubo 2. Com pipeta automática, pipetar 0.02 ml de sangue.Limpar a ponteira com papel de filtro.
3.
Transferir os 0,02 ml de sangue para o tubo com o líquido diluidor, lavando com ele o interior da pipeta por aspiração e expulsão do líquido. A diluição é de 1:20.
4.
Agitar suavemente por dois minutos.
5.
Encher os dois retículos da câmara de contagem, evitando excesso de líquido e bolhas de ar sob a lamínula, aderida firmemente à câmara por compressão daquela sobre esta, cobrindo ambos os retículos.
6.
Deixar repousar de um a dois minutos para sedimentação dos glóbulos.
7.
Focalizar a preparação com pequeno aumento no microscópio para localizar o retículo e observar a distribuição uniforme dos leucócitos. Em seguida, observar com aumento de 100 x ou 400 x, a desejar.
8.
Fazer a contagem de todos os leucócitos encontrados nos quadros marcados “L” na figura relativa de Neubauer,ou seja, 4mm2.

Leucócitos por ml de sangue:

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Leucócitos global = n de leucócitos X 50

4.2.1.1.Forma Leucocitária Relativa

Determina a relação percentual entre as distintas variedades de leucócitos. Se, em 100 leucócitos contados no esfregaço, 60 são neutrófilos, estes representam 60% do total de leucócitos.

4.2.1.2.Forma Leucocitária Absoluta

Fornece o número de cada tipo de leucócito por micro-litro de sangue.

Considerando para o caso anterior que a contagem global de leucócitos foi de 8.000 por micro- litro de sangue, uma relação pode ser estabelecida:

Em 100 leucócitos, 60 são neutrófilos. Em 8.000 leucócitos, 4.800 serão neutrófilos. Dessa forma, um micro-litro de sangue contém 4.800 neutrófilos.

Para cada um dos tipos contados o mesmo raciocínio será seguido, estabelecendo a fórmula leucocitária relativa e absoluta para todas as variedades de leucócitos.

5. ALTERAÇÕES DO ERITROGRAMA

5.1.Anemias

Anemia é a diminuição da taxa de hemoglobina abaixo de níveis mínimos, ou seja, se estiver abaixo de 95% do intervalo de referência para idade, sexo e localização geográfica (altitude) do indivíduo.

As causas de anemias se encontram divididas entre três categorias fisiológicas principais: produção de eritrócitos deficientes, perda sanguínea ou destruição acelerada dos eritrócitos (hemólise) além da capacidade da medula de compensar estas perdas.

Anemia

V(M

(H(M

Etiologia

Macrockica Normocrômica

98

32 a 35

*Maturao de tipo Megaloblástica (Medula)
a. Deficiinda de vitamina B b.Deficiência de Ferro
Sem Maturaçâo megaloblástica (Medula):
a.Doenças hepáticas crônicas
b.Hipotireoidismo

Nonnocitica Normocrôwica

80 a 98

32 a 35

aguda
*Hemólise
*Hogloopatias
Produçào deficiente
excluindo a vitamina
b. Acido fólico e Ferro

Microcitica Normocrõmica

80

32 a 35

*Fomlação atípica de sangue
*flaijções subagudas e crõmcas
*Intoxicaçôes por drogas
*Neoplasias
*Doenças end&rinas

Microcitica Hipocranica

80

27 a 32

*Fe.Jopnva:
a.Hemorra aias
b. Má absorção intestinal
*Envenenamentos
*Sjil& da Talassenua

RDW / ( red blood cell distribution width = amplitude de distribuição dos eritrócitos)

É um subproduto da medida eletrônica do volume dos eritrócitos; ou seja, só pode ser detectado através da automação. O seu valor normal está entre 11 e 14 %. Valores encontrados abaixo do normal indicariam população eritróide mais homogênea que a usual, o que parece ser apenas um extremo da normalidade.

Valores acima de 14 indicam excessiva heterogeneidade da população (anisocitose), sendo notada ao microscópio.

Segundo Failace,se houver anemia e/ou índices hematimétricos anormais, o profissional deverá:

1. Confirmar visualmente as alterações numéricas e julgar sua compatibilidade com o grupo etário do paciente.

2. Pesquisar os dados morfológicos das células do paciente.

3. Nada observando de esclarecedor, os resultados numéricos e a lâmina do paciente são separados para reexame; se a distensão não estiver perfeita, faz-se uma nova.

As principais alterações morfológicas a serem avaliadas são:

Pecilocitose: também conhecida como poiquilocitose, diz respeito à presença de formas anormais dos eritrócitos. Deve ser sempre mencionado quando observado na lâmina. O melhor é definir cada um dos aspectos celulares notados através de suas características morfológicas.

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Pecilocitose

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Pecilocitose

Dentre as principais formas anormais existentes, temos:

Eliptócitos ou ovalócitos: são eritrócitos ovais, elípticos ou com forma de charutos; são mais abundantes em casos de eliptocitose hereditária. Podem ser observados em anemia microcíticas e megaloblásticas e nas síndromes mieloproliferativas.

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Estomatócitos: são eritrócitos cuja membrana retraiu-se em cúpula; distendidos na lâmina, a concavidade unilateral é vista como uma fenda alongada. A estomatocitose é geralmente um artefato de preparação das zonas delgadas da distensão de sangue; há estomatócitos nas doenças hepáticas e no sangue do recémnascido.

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Esferócitos: são eritrócitos praticamente esféricos, em contradição com os discos bicôncavos normais. Seu diâmetro é menor que o normal e não possuem a área central pálida. Esferócitos são encontrados em casos de esferocitoses hereditária, anemias hemolíticas auto- imune.

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Drepanócitos ou eritrócitos falciformes: são eritrócitos que decorrentes da hemoglobina S, têm a forma de foice ou banana, caracterizando as síndromes falcêmicas.

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Dacriócitos: são eritrócitos em forma de lágrima.

Deformam-se principalmente no baço, ao passarem pelas fenestrações entre cordões e sinus medulares; Encontrados em anemias megaloblásticas e mieloesclerose.

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Esquizócitos: são pedaços de eritrócitos, cortados pelo trauma; podem ser triangulares, em meia lua, etc. Tem curta sobrevida no sangue.Indicam presença de hemólise, anemia megaloblástica, queimaduras graves.

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Células-alvo: são eritrócitos mais delgados que o normal (leptócitos), e que, quando corados, exibem uma borda periférica de hemoglobina com uma área central escura, contendo hemoglobina. São encontradas em caso de obstrutiva, em qualquer tipo de anemia hipocrômica, sobretudo na talassemia.

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Equinócitos: também conhecidos como hemácias crenadas, podem ocorrer como artefatos durante a formação dos esfregaços. In vivo, podem ser vistos na uremia, no hipotireoidismo, no tratamento com heparina IV.

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Anisocitose:

É uma característica da maioria das anemias; quando ocorre em grau significativo, habitualmente estarão presentes tanto macrócitos e/ou micrócitos.

É de suma importância para o clínico que seja relatado no laudo a predominância da forma na anisocitose.

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Macrocitose:

É a elevação do VCM acima de 98 ( ou 100 ) fL. Segundo Failace, a macrocitose só é notada quando houver uma população normocítica ou microcítica concomitante; ou quando o VCM estiver acima de 110 fL.

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Condições onde pode ser encontrada a macrocitose:

Alcoolismo: o VCM nunca excede 110fL e os eritrócitos são redondos, de aspecto normal.
Uso de drogas:
AZT (atualmente lidera a estatística das drogas causais); os macrócitos são redondos costumando haver anemia; o RDW é elevado.
Anemia aplástica:
na maioria dos casos há macrocitose; persiste mesmo após recuperação, se houver.
Hepatopatias:
há macrocitose com rouleux, leptocitose, acantocitose.
Esplenectomia:
causa macrocitose em pequenas percentagem de pacientes.
Anemias megaloblásticas:
os macrócitos são ovalados e enormes. O VCM se encontra entre 110 e 130 fL porque há anisocitose e pecilocitose acentuadas.
Hiper-regeneração eritróide:
é causa comum de macrocitose, notada pelos macrócitos polocromáticos e confirmada pela coloração de reticulócitos.

Microcitose:

A microcitose representa uma evidência morfológica de uma capacidade diminuída dos precursores das hemácias de produção de hemoglobina. Isto pode resultar de ferro insuficiente como na anemia ferropriva; através de defeitos genéticos hereditários como nas síndromes talassêmicas, etc.

Assim a microcitose pode ser encontrada quando o VCM se encontra abaixo de 80 fL; porém, segundo Failace, ela só é notada ao microscópio quando está abaixo de 70 fL, ou quando há uma população normo ou macrocítica contrastante.

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Condições onde pode ser encontrada a microcitose:

Grupo etário: é normal ser encontrada a microcitose na infância.
Anemia ferropênica:
a microcitose é proporcional ao grau de anemia,ou seja, quanto mais acentuada a anemia ferropênica maior será a microcitose.
Anemia das doenças crônicas:
Costuma ser normcítica, mas pode ser microcítica como na artrite reumató ide.
Hemoglobinopatias:
Em todas as hemoglobinoptias pode haver micro ou normocitose; sempre há outras características morfológicas sugestivas do defeito.
Ovalocitose:
é normal ser encontrada a microcitose.
Talassemia minor:
Há uma acentuada microcitose com o VCM muito baixo e a contagem de eritrócitos muito alta.

Hipocromia:

É a redução da coloração do eritrócito; há um aumento da palidez central, que ocupa a área superior ao terço do diâmetro do eritrócito. A hipocromia pode ser geral ou pode existir em algumas células do paciente. Esta característica pode ser retratada através da redução do CHCM.

Qualquer uma das condições que leva a microcitose pode causar hipocromia, embora alguns paciente com anemias como b-talassemia a distensão sanguínea apresenta microcitose sem hipocromia.

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Hipocromia

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Hipocromia

Policromatocitose:

São eritrócitos acinzentados ou azulados considerados uns dos dados mais importantes na microscopia do sangue anêmico. Não é notada pela automação e é fundamental para a interpretação. A policromatocitose está presente também após o 40dia na regeneração pós-hemorrágica, sempre nas anemias hemolíticas.

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Eritroblásto:

São eritrócitos nucleados que aparecem no sangue no decurso de grandes regenerações eritróides, principalmente em crianças, acompanhando a policromatocitose; como também em sangue do recém- nascido, na primeira semana.

Os eritroblastos circulantes podem apresentar uma freqüência aumentada nas intoxicações por chumbo, e em certos estados diseritropoéticos, como na eritroleucemia, e emsmo na anemia ferropenica grave.

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Eritrblásto

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Eritrblásto

Os eritroblastos são contados como leucócitos nos contadores eletrônicos. Quando ultrapassam 5% justifica-se desconta- los na contagem de leucócitos.

Essa correção deve ser feita através da seguinte fórmula:

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6. ALTERAÇÕES DO LEUCOGRAMA

Em processos infecciosos agudos três fases são desenvolvidas:

A. Fase Neutrofílica ou Luta: Leucocitose com Neutrofilia, desvio à esquerda, eosinopenia e linfopenia.
B. Fase Monocítica ou Defesa:
Leucocitose com Neutrofilia ou normal, monocitose, eosinopenia e linfopenia.
C. Fase Linfocitária ou Cura:
Leucócitos normais ou elevados, neutropenia, ausência e desvio a esquerda, linfocitose com presença de eosinófilos normais ou elevados

6.1.Neutrocitose ou Neutrofilia

É a elevação da contagem absoluta de neutrófilos acima da que seria considerada normal em um indivíduo sadio de mesmo sexo, idade, raça e estado fisiológico.

São causas de neutrofilia:

Neutrofilia hereditária.
Infecções:
Muitas infecções bacterianas agudas e crônicas incluindo a tuberculose miliar; algumas infecções virais como varicela, herpes simples, raiva, poliomielite; algumas infecções fúngicas como a actinomicose; algumas parasitoses como amebíase hepática, a filaríase.
Dano tecidual como trauma, cirurgia, queimaduras, necrose hepática aguda, pancreatite aguda.
Infarto tecidual como infarto agudo do miocárdio, infarto pulmonar.
Inflamação aguda e crônica grave como na gota, febre reumática, artrite reumatóide, colite ulcerativa.
Hemorragia aguda.
Hipóxia aguda.
Doenças malignas como carcinoma, sarcoma.
Leucemias e síndromes mieloproliferativas.
Administração de drogas como corticóides, o lítio.
Intoxicações por agentes químicos.
Envenenamentos como picada de escorpião ou ataque de abelhas.
Tabagismo.
Exercício vigoroso.
Dor aguda, convulsões epilépticas, eclampsia e pré-eclampsia.

6.2.Neutropenia ou Neutrocitopenia

É a diminuição do número absoluto de neutrófilos; pode ser um fenômeno isolado ou fazer parte de uma pancitopenia.

São causas de neutropenia:

Agranulocitose: síndrome caracterizada pela diminuição severa e passageira dos neutrófilos do sangue, com preservação das demais séries.
Infecções virais como sarampo, caxumba, rubéola, dengue,infecção pelo HIV.
Infecções bacterianas como febre tifóide, brucelose.
Infecções por protozoários como a malária, o calazar, a tripanossomíase.
Irradiação.
Anemia megaloblástica e anemia aplástica.
Hiperesplenismo.
Alcoolismo.
Hipertireoidismo.

6.3.Eosinofilia

É o aumento do número absoluto de eosinófilos, ultrapassando o número de referência. É um achado comum nos hemogramas em laboratórios que atendem população de baixo nível sócio-econômico.

São causas de eosinofilia:

Doenças alérgicas como eczema atópico, asma, rinite elérgica, urticária aguda.
Hipersensibilidade medicamentosa comosulfonamidas, penicilinas.
Infecções parasitárias(particularmente quando há invasão tecidual) como esquistossomose, estrongiloidíase, ascaridíase, ancilostomíase, cisticercose, toxocaríase.
Doenças cutâneas como o pênfigo, o penfigóide bolhoso, o herpes gestacional. As micoses superficiais não causam eosinofilia significativa.
Eosinofilia hereditária.
Eosinofilia na leucemia mielóide crônica.
Eosinofilia sem causa aparente.

6.4.Eosinopenia

É a redução da contagem de eosinófilos abaixo da que seria esperada em um indivíduo da mesma idade. A eosinopenia é raramente notada na distenção sanguínea de rotina, pois o limite inferio é muito baixo.

São causas de eosinofilia:

Estresse agudo, incluindo trauma cirurgia, queimaduras, convulsões epileptiformes,inflamação aguda,infarto do miocárdio, drogas incluindo os corticóides.

6.5.Linfocitose

É o aumento do número absoluto de linfócitos. Uma vez que as contagens de linfócitos em lactentes e crianças são consideravelmente mais altas que as dos adultos, é muito importante usar a faixa de referência adaptada a idades.

São causas de linfocitose:

Infecções virais, incluindo: sarampo, rubéola, caxumba, influenza, hepatite infecciosa, mononucleose infecciosa, linfocitose infecciosa, citomegalovirose Linfocitose transitória relacionada com o estresse.
Esplenectomia Reações alérgicas a droga Leucemia linfóide

6.6.Linfopenia

É a redução da contagem de linfócitos. A linfopenia é extremamente comum como parte resposta aguda ao estresse; sua detecção é mais provável quando se faz uma contagem diferencial automatizada e quando as contagens são expressas em números absolutos.

São causas de linfopenia:

Insuficiência renal incluindo aguda e crônica Carcinoma AIDS - estágio final da doença.
Irradiação Alcoolismo Artrite reumatóide e lúpus eritematoso sistêmico Anemia ferropênica

6.7.Monocitose

É o aumento do número de monócitos acima do seria esperado em um indivíduo sadio da mesma idade. O número absoluto de monócitos é mais elecado nos recém-nascidos que nos outros períodos da vida.

São causas de monocitose:

Infecção crônica, incluindo a síflis Condições inflamatórias crônicas (colite ulcerativa, artrite reumatóide e o lúpus eritematoso sistêmico) Carcinoma Condições leucêmicas e mieloproliferativas Hemodiálise à longo prazo.
Leishmaniose e Hanseníase Tuberculose

6.8.Basofilia

É comum observar um aumento acentuado nas contagens de basófilos nas desordens mieloproliferativas, em algumas leucemias e em choque anafilático.Porém a observação de basopenia não tem sido considerada de importância diagnóstica.

7.HEMOSTASIA E COAGULAÇÃO

Hemostasia é o processo pelo qual o sangue permanece líquido vascular, apesar das lesões que venham a sofrer.

A hemostasia resulta de uma série de interações complexas pelos quais o sangue é mantido fluido no sistema vascular; são prevenidos processos hemorrágicos espontâneos e contidos sangramentos traumáticos. Depende basicamente da resistência e contratilidade normais dos vasos, da atividade plaquetária normal, de um sistema adequado de coagulação e da estabilidade do coágulo. Com o processo de coagulação do sangue é obtido um coágulo sólido de fibrina através da interação de plaquetas, fatores plasmáticos, seus inibidores e ativadores. Quando há lesão de um vaso sangüíneo, o sistema he mostático intervem imediatamente.

Incialmente, há vasoconstricção reflexa reduzindo o fluxo sangüíneo local. Em seguida, as plaquetas se predem às fibras de colágeno do tecido conectivo exposto no processo chamado de adesão e uma às outras no processo de agregação, amplificado pela liberação de substâncias intraplaquetárias armazenadas em grânulos ocorrendo a formação do tampão hemostático. Este fenômeno é regulado pelo nível de AMP cíclico presente no interior das plaquetas que é derivado do ATP pela ação da fosfodiesterase.

Concomitantemente, através das vias extrínseca e intrínseca, a partir de fatores plasmáticos, ocorre a ativação de protrombina em trombina que atua sobre o fibrinogênio para formar a rede de fibrina que é estabilizada pela ação do fator XIII com a formação de um coágulo sólido.

Posteriormente, ocorre a lise deste coágulo pelo sistema fibrinolítico, onde o plasminogênio é ativado à plasmina, dividindo a molécula em um série de produtos conhecidos como produtos de degradação de fibrina. Ocorre assim a reparação do local lesado e o restabelecimento do fluxo sangüíneo normal.

Distúrbios adquiridos ou hereditários (na maioria das vezes deficiências de um único fator – grupo das hemofilias) destes sistemas fisiológicos ocasionam doenças hemorrágicas ou trombose.

da coagulação. Muitos deles são pró-enzimas sintetizadas pelo fígado e que se transformam em enzimas durante o processo de coagulação.

Coagulação é a conversão do sangue no estado líquido em um coágulo firme. É a fase da hemostasia envolvida na formação de fibrina, sendo caracterizada por uma série sucessiva de reações bioquímicas e fenômenos físicos, terminando fisiologicamente com a formação do coágulo.

A hemostasia é regulada por três tipos de mecanismos:

1. Os extravasculares incluem a constituição e a elasticidade dos tecidos na periferia dos vasos.
2.
Os vasculares relacionam-se à elasticidade e tônus da parede vascular.
3.
Os intravasculares são principalmente aqueles associados à substâncias envolvidas no processo de coagulação do sangue.

Uma série de respostas ocorre em conseqüência da lesão do vaso sanguíneo.

Inicialmente a vasoconstrição reflexa diminui o sangramento e as plaquetas se aglutinam, aderindo à superfície do ferimento a elas expostas. Em seguida, a deposição de fibrina forma o coágulo que se retrai e se organiza na região rota. Posteriormente ocorre a lise da fibrina com recanalização do vaso.

No processo da coagulação do sangue tomam partes várias substâncias denominadas fatores da coagulação. Muitos deles são pró-enzimas sintetizadas pelo fígado e que se transformam em enzimas durante o processo de coagulação.

Causas das Hemorragias e investigação laboratorial

As hemorragias podem resultar da solução de continuidade ou defeitos do sistema vascular, deficiência qualitativa ou quantitativa de plaquetas, defeitos químicos ou quantitativos dos fatores da coagulação e anticoagulantes circulantes. Usualmente a combinação dos vários mecanismos leva ao sangramento anormal nas doenças adquiridas, enquanto nas congênitas o defeito é geralmente único.

Como exemplo de condições favoráveis às hemorragias, encontram-se: menstruação, úlceras do trato gastrointestinal, cirurgias, traumatis mos, números reduzidos de plaquetas circulantes e ausência congênita ou adquirida de fatores da coagulação.

O significado clínico das hemorragias depende de três fatores:

1. Quantidade de sangue perdido - Perdas súbitas entre 10 a 20% do volume total geralmente não apresentam significado clínico. Volumes maiores perdidos rapidamente podem levar ao choque hipovolêmico.
2.
Local da hemorragia – Reveste-se de importâncias aquelas, mesmo pequenas, localizadas no pericárdio, supra-renais e cérebro, podendo levar a mo rte súbita.
3.
Duração da hemorragia. As agudas têm características descritas no item 1. As crônicas correspondendo a pequenos volumes de sangue perdidos intermitentemente, levam a anemias por deficiência do ferro, quando o sangue elimina-se externamente. Se no interstício ou cavidades do organismo, o ferro é reabsorvido não ocorrendo a anemia ferropriva.

O estudo laboratorial da hemostasia é baseado em provas cujo objetivo consiste em evidenciar a presença ou ausência de fatores da coagulação ou causas adversas, relacionadas a mecanismos vasculares, extravasculares e intravasculares da coagulação.

Fatores
Sinônimos
I
Fibrinogênio
II
Protombina
III
Tromboplastina
IV
Íons Cálcio
V
Fator Lábil ou Proaceleria
VI
Fator Estável ou Proconvertina
VII
Fator Antihemofílico (FAH)
VIII
Faor Componente Trompoplástico do Plasma
IX
Fator Stuart
X
Antecedente Tromboplástico do Plasma
XI
Fator Hageman
XII
Fator Estabilizador da Fibrina
 

Fatores da coagulação e sinônimos

7.1. Tempo de Sangramento (Método de Duke)

O tempo de sangramento corresponde à duração de uma pequena hemorragia quando uma incisão de dimensões padronizadas é praticada na pele artificialmente. O teste fornece dados relativos a função e números de plaquetas, bem como da resposta da parede capilar à lesão. Tempo de sangramento aumentado sugere a complementação do estudo pela contagem das plaquetas.

TÉCNICA:

1. Fazer a assepsia do lóbulo da orelha ou polpa digital com álcool.Escolher o local da picada evitando áreas congestas e inflamadas.
2.
Com a lanceta, fazer uma incisão de três milímetros de profundidade, permitindo que o sangue escoe livremente.
3.
Fazer funcionar o termômetro no momento da picada.
4.
Usando papel de filtro secar de 30 em 30 segundos a gota de sangue que se forma sem, no entanto, tocar a lesão, utilizando cada vez uma porção limpa do papel.
5.
Quando o sangue para de manchar o papel, parar o cronômetro; é o valor do TS.

7.2.Tempo de Coagulação (Método de Lee - White)

O tempo de coagulação corresponde o tempo gasto para o sangue coagular, quando registrado no organismo.Fornece dados relativos ao sistema de coagulação do sangue .É um teste sujeito a numerosas variáveis e que atualmente deve ser substituído pelo tempo de tromboplastina parcial.

TÉCNICA:

1. Colher o sangue por punção venosa, atingindo diretamente a veia. Os fatores teciduais alteram o processo de coagulação e até invalidam a prova.
2.
Marcar o tempo no cronômetro logo que o sangue aparecer na seringa.
3.
Tomar dois tubos e colocar 1,0ml de sangue em cada um deles.
4.
Colocar os tubos em banho- maria a 370C até completar cinco minutos.
5.
Após os cinco minutos marcados verificar se houve a formação do coágulo inclinando o tubo numa angulação de 90o ;se não houver coagulado, verificar a cada minuto até a sua formação.
6.
Marcar o tempo da formação do coágulo como tempo de coagulação do sangue total.

Valor Normal: de 5 a 11 minutos.

7.3.Medida de Retração do Coágulo

A percentagem de retração do coágulo é representada pelo volume do soro obtido, após coagulação e retração do coágulo, de uma quantidade determinada de sangue. O coágulo inicial contém todos os elementos do sangue. Após sua retração o soro é expulso da malha de fibrina, que se retrai pela ação das plaquetas.

Fornece dados relativos à atividade plaquetária. Uma retração pequena corresponde a um número de plaquetas abaixo de 100.000 por ml de sangue.Nas deficiências funcionais das plaquetas, a prova pode estar alterada em presença de número normal ou aumento de plaquetas.

TÉCNICA:

1. Colher um pouco mais de 5ml de sangue por punção venosa.
2.
Encher o tubo de centrífuga até a marca 5ml.
3.
Colocar o fio de cobre, fixo pela rolha, com extremidade encurvada mergulhada no sangue até a metade da coluna líquida.
4.
Determinar a coagulação do sangue, inclinando o tubo, como para tempo de coagulação.
5.
Colocar então o tubo em banho-maria a 370C durante uma hora.
6.
Retirar cuidadosamente o coágulo aderido ao fio de cobre através da rolha. Deixar escorrer o líquido existente no coágulo por um a dois minutos.

Cálculos:

O volume de soro expresso como porcentagem de 5ml de sangue total representa a porcentagem de retração do coágulo. Se em 5ml de sangue total são obtidos 2ml de soro, em 100ml de sangue são obtidos x ml de soro.

X = retração do coágulo = 40%.

Hematologia

Atualmente os laboratórios adaptaram uma nova técnica para a leitura da retração do coágulo; através do aproveitamento do tubo utilizado no tempo da coagulação é feita também a retração do coágulo. É marcada uma hora após a realização do TC com o tubo no banho a 37oC depois, utilizando uma pipeta volumétrica de 1 ml, todo o soro do tubo é aspirado.O volume aspirado do volume total é considerado o valor da retração do coágulo.

Ex: se for aspirado 0,4 ml de soro, então a retração do coágulo tem como resultado 40%.

Porém esta técnica não foi encontrada em literaturas.

7.4. Prova de Resistência Capilar ou Prova do Laço (Rumpel-Leed)

O sangue é normalmente retido no leito capilar devido à resistência oferecida pela parede destes finos vasos. A permeabilidade capilar alterada permite a passagem das células do sangue para os tecidos. Isso é evidenciado pelo aparecimento de petéquias na pele. O número e tamanho das petéquias dependem da estrutura do endotélio capilar e número de plaquetas por microlitro de sangue.

TÉCNICA:

1. Verificar a presença de petéquias no braço do paciente. Caso existam, contorna-las com lápis dermográfico.
2.
Adaptar o manguito do aparelho de pressão ao braço do paciente.
3.
Determinar a pressão diastólica e mantê- lo insuflado nessa pressão durante 5 minutos.
4.
Desinsuflar rapidamente o manguito. Verificar o aparecimento e contar o número de petéquias formadas durante o teste.

RESULTADOS:

O resultado é fornecido conforme o número e tamanho da s petéquias.

Com afinidade de estabelecer uma uniformização para a leitura da prova, os seguintes resultados são convencionados:

Negativo: nenhuma ou no máximo seis petéquias puntiformes no limite onde foi colocado o manguito.
Positivo +:
de 6 a 50 petéquias puntiformes isoladas localizadas na região da fossa antecubital.
Positivo ++ :
inúmeras petéquias puntiformes isoladas e localizadas na fossa antecubital, antebraço e raras na mão.
Positivo +++ :
petéquias de dois a quatro milímetros com a mesma localização anterior e confluente em algumas áreas.
Positivo ++++ :
petéquias maiores que as anteriores localizadas em to a área de estase, confluentes em alguns pontos, dando ao membro coloração violácea.

7.5. Determinação do Tempo de Protrombina (TP)

Ao plasma descalcificado pelo citrato, é adicionado um excesso de tromboplastina.

Considerando que protrombina é convertida em trombina num tempo uniforme, a recalcificação com qualidade conhecida de cloreto de cálcio produz a coagulação do plasma.

O tempo, em segundos, anotado desde a recalcificação até a coagulação é o tempo de protrombina. A prova determina a atividade da protrombina no sangue.

TÉCNICA:

1. Colocar o tubo com 0,2 ml de tromboplastina cálcica em banho- maria a 370C marcando 2 min.
2.
Colocar outro tubo 0,2ml de plasma citratado marcando mais 2 min.
3.
Acrescentar 0,1ml do plasma aquecido no tubo contendo a tromboplastina também aquecida., adicionar imediatamente o cronômetro e ao mesmo tempo agitar o tubo no banho até 7 segundos 4. Retirar o tubo do banho e invertê- lo a cada segundo até verificar o momento da recalcificacão do plasma através da formação do coágulo e parar imediatamente o cronômetro. O tempo gasto em segundos para ocorrer a coagulação é o Tempo de Protrombina.

Interpretação: A determinação do TP constitui prova de grande valor na avaliação da hemostasia, analizando os fatores extrínsecos da coagulação. Diagnóstico da coagulação intravascular disseminada. Comtrole de terapêutica heparínica e fibrinolítica. O seu tempo está prolongado em paciente em uso de heparina, depleção do fibrinogênio, doenças hepáticas, paraproteínas e disfibrinogenemias

7.6.Tempo de Tromboplastina Parcial Ativado (TTPa)

Em princípio esta prova é semelhante ao tempo de protrombina. Envolve a recalcificação do plasma, porém em presença de uma cefalina proveniente de um extrato etéreo de cérebro. A cefalina é uma lipoproteína. Funciona como substituto das plaquetas, fornecendo uma concentração ótima de fosfolípede.

O tempo de tromboplastina parcial corresponde ao tempo gasto para ocorrer a coagulação do plasma recalcificado em presença de um fosfolípede ou tromboplastina parcial.

TÉCNICA:

1. Em um tubo de ensaio de 12 x 75mm aquecido a 370C, colocar 0,1ml de plasma normal e 0,1ml de cefalina-caolin.
2.
Agitar uma vez e incubar a 370C por três minutos.
3.
Após os 3 min. adicionar 0,1 ml da solução de cloreto de cálcio rapidamente e ao mesmo tempo fazer funcionar o cronômetro. O cloreto de cálcio tem que estar pré aquecido por pelo menos 5 min.
4.
Agitar no banho por 25 segundos. Retirar o tubo do banho-maria e invertê-lo a cada segundo, observando o momento em que houver a coagulação. Neste instante parar o cronômetro. O tempo gasto em segundos para ocorrer a coagulação é o tempo de tromboplastina parcial.
5.
Expressão dos resultados.

Interpretação: É o melhor dos testes para ser usado nas triagens de defeitos da coagulação (via intrínseca). Controle de heparinização. O tempo está prolongado nas deficiências de um ou mais fato res (I,II, V, VII, IX, XI e XII) e no uso terapêutico de heparina ou na presença de anticoagulantes circulantes.

7.7.Contagem de plaquetas

Devido ao seu pequeno tamanho, sua tendência a aderir a superfícies estranhas ao endotélio vascular e sua rápida desintegração, a contagem de plaquetas torna-se problemática por qualquer método.

As plaquetas são contadas por métodos diretos e indiretos. Nos métodos diretos elas são visualizadas em uma diluição do sangue e contadas na câmara de Neubauer através da microscopia ótica comum ou de contraste de fase. No primeiro caso, temos o método de Rees-Ecker e no segundo o de Brecher-Gronkite.

Esse último é considerado um método de referência para contagem de plaquetas.

No método indireto de Fônio, plaquetas são contadas no esfregaço.

Contagens eletrônicas, exigindo um aparelho de alto custo, porém é através deste método de contagem que obtemos os resultados mais próximos da realidade do paciente.

7.7.1.Método de Fônio

É econômico e de fácil execução técnica. Na me sma preparação examinam-se plaquetas, leucócitos e hemácias. Defeitos qualitativos das plaquetas, como formas gigantes e bizarras, são identificados.

O sulfato de magnésio impede a aglutinação das plaquetas cujo nº pode ser avaliado grosseiramente pelo exame do microscópio do esfregaço corado comum.

TÉCNICA:

1.Através da lâmina de esfregaço preparada na sala de coleta, é realizada a coloração pelo Método de May-Grunwald-Giemsa. Secar e examinar sob imersão.
2
.Contar mil hemácias e, ao mesmo tempo, as plaque tas encontradas, anotando seu nº.A contagem é feita em vários campos sucessivos seguindo linhas longitudinais em relação à lâmina.
3.
Realizar a contagem de hemácias na câmara de Neubauer.

Cálculos:

Plaquetas por micro-litro de sangue:

Hematologia

P = plaquetas Hm = hemácias

7.7.2. Método de Rees -Ecker

No sangue convenientemente diluído, as plaquetas são contadas por microscopia ótica comum na câmara de Neubauer.

TÉCNICA:

1. Pipetar 4,0 da solução diluidora no tubo 2. Com micropipeta aspirar 20ml de sangue com EDTA. Limpar sua parede externa com papel de filtro, externamente o volume.
3.
Transferir os 20ml de sangue para o tubo com solução diluidora, lavando com ele o interior da pipeta por aspiração e expulsão do líquido. A diluição é de 1:200.
4.
Agitar por inversão 2 minutos, no máximo.
5.
Encher os retículos da câmara de Neubauer.
6.
Sedimentar as plaquetas, repousando a preparação por 15 minutos em uma placa de Petri, contendo um pedaço de algodão umedecido em água (câmara úmida) e em local isento de vibrações.
7.
Fazer a contagem microscópica com aumento de 400x em 1/5 de mm2, conforme indicado para hemácias.. É necessário ter experiência para distinguir as plaquetas de sujidade. Aquelas aparecem como corpos arredondados, ovais ou alongados, totalmente refringentes, com 1,5 mícrons de diâmetro. O ajuste do contraste na microscopia é indispensável para uma boa visualização das plaquetas.

Cálculos:

Plaquetas por ml de sangue = Pc x 5 x 10 x 200, ou seja: nº de plaquetas contadas em 1/5 de mm2 x 10.000.

Quanto maior o nº de elementos contados menor será o erro. Pode ser desejável contar plaquetas em todos os 25 quadrinhos do retículo central, quando o fator final de multiplicação será de 2.000.O retículo oposto poderá ser contado, totalizando em torno de 300 plaquetas contadas.

Interpretação: A trombocitopenia, que é a redução nas plaquetas circulantes (abaixo de 150.000), surge na maioria das vezes de uma ou duas causas gerias.

Formação deficiente de plaquetas (como em estados aplásticos, efeito de quimioterapia mielotóxica e por sensibilidade a droga), e uma destruição aumentada de plaquetas na circulação e no baço (originária geralmente de uma sensibilização auto- imune das plaquetas, tornando-as sujeitas a fagocitose por macrófagos). Um aumento do número de plaquetas é denominado trombocitose, e correlaciona-se com formação de trombos intravasculares.

8. OUTROS EXAMES EM HEMATOLOGIA

8.1. Contagem de Reticulócitos

Os reticulócitos são precursores das hemácias. Contêm no seu interior material reticular, provavelmente uma ribonucleoproteína que não apresenta afinidades pelos corantes comuns. Sua demonstração é feita por coloração supravital. Os reticulócitos presentes no sangue retirado do organismo sofrem morte somática, sendo, porém corados antes que toda atividade vital seja extinta. As anemias que cursam com o reticulócito normal refletem a incapacidade da medula em responder ao estímulo por carência de um fator específico para a formação de eritrócitos (ferro na anemia ferropriva e eritropoetina na insuficiência renal crônica).

O corante usado é o azul de cresil brilhante, associado a um anticoagulante e um preservativo.

TÉCNICA:

1. Colocar no tubo 2 a 3 gotas da solução corante. Em seguida acrescentar 2 a 3 gotas do sangue colhido por punção digital ou sangue colhido com EDTA.
2.
Misturar e colocar em banho- maria a 370C de 15 a 30 minutos.
3.
Retirar de banho-maria. Misturar novamente e fazer esfregaços da maneira usual.
4.
Secar e examinar ao microscópio sob imersão.
5.
Contar 10 campos, anotando o número de reticulócitos encontrados. Expressar o resultado em percentagem e número absoluto.
6.
Opcionalmente pode fazer coloração de fundo por Giemsa.

Cálculos:

Hematologia

Interpretação: o resultado é expresso em percentual e em número absoluto em relação a população de eritrócitos. Sua contagem serve para avaliar de forma efetiva a produção de eritrócitos, sendo útil no controle terapêutico, no diagnóstico diferencial e na classificação das anemias.

Hematologia
Reticulócitos

8.2. Hemossedimentação (VHS)

A hemossedimentação mede a estabilidade da suspensão de hemácias no plasma que, por ser menos denso, favorece a sedimentação dos glóbulos pela ação da gravidade, quando colocados numa pipeta graduada de 0 a 200m com 2,5mm d diâmetro interno e 1 micro- litro (ml) de capacidade.

As hemácias em suspensão no plasma, colocadas na pipeta de Westergren, sofrem sedimentação com velocidade variável em função da concentração de fibrinogênio e globulinas, tamanho e forma das hemácias e alterações elétricas do plasma e dos glóbulos.

Inicialmente ocorre a queda individual das hemácias, seguida pela agregação dos glóbulos com formação de rouleaux e aumento da velocidade de hemossedimentação, que se torna constante para diminuir numa fase final, quando os glóbulos se concentram na porção inferior da pipeta.

O aumento de fibrinogênio e globulinas é também responsável pela aceleração da hemossedimentação que fornece medida grosseira dessas substâncias no plasma.

TÉCNICA:

1. Colher 5ml de sangue do paciente em jejum pela manhã. Não apertar demasiadamente o garrote, evitando estase venosa.
2.
Colocar o sangue no frasco com anticoagulante EDTA e agitar por inversão ou movimentos circulares até que se dissolva completamente.
3.
Com pipeta de Westergren aspirar sangue até exatamente a marca zero.
4.
Colocar a pipeta no suporte de modo a permanecer na posição vertical 5. Marcar o tempo.
6.
Fazer a leitura em milímetros após uma hora ao nível da separação do plasma e hemácias.Nas reticulocitoses pode haver uma imprecisão do limite de sedimentação, dificultando a leitura exata.

8.3.Pesquisa de Células LE (Lúpus eritematoso)

O lúpus eritematoso é uma doença de etiologia obscura, cujo caráter fundamental é a alteração primária e difusa do tecido colágeno.

Apresenta forma localizada na pele e disseminada com acometimento de vários órgãos, ou seja, lupus eritematoso (LED).

O fenômeno LE é estudado através de técnicas imunológicas, histoquímicas, microfotográficas e cinematográficas.

Quatros grupos de técnicas permitem evidenciar o FAN:

1. Testes citomorfológico: pesquisa de células LE.
2.
Fixação de anticorpos fluorescentes sobre o núcleo ou seus componentes.
3.
Reação de aglutinação passiva com partículas de látex ou hemácias revestidas com nucleoproteína.
4.
Reação antígeno/anticorpo direta, com fixação do complemento e precipitação em agar.

Teste Citomorfológico:

Consiste em incubar os leucócitos com o soro suspeito de conter o FAN. Nas técnicas diretas, células e soro são do próprio paciente. Nas indiretas, leucócitos de outras pessoas são misturados ao soro do paciente.

TÉCNICA:

1. Colher 8ml de sangue transferindo-os para tubos de ensaio
2.
Deixar coagular e incubar a 370C de 30 minutos a uma hora.
3.
Fragmentar o coágulo com bastão de vidro e filtrar o material em peneira fina.
4.
Centrifugar o filtrado de células em tubo capilar na microcentrífuga durante 5 minutos a 2000 rpm.
5.
Desprezar o sobrenadante e realizar esfregaços com porção celular, especialmente leucócitos (a parte clara central entre os eritrócitos e o soro). 6. Corar pelo May-Grunwald Giemsa e pesquisar as células LE através do microscópio.

WANESSA LORDÊLO P. VIVAS

9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BAIN, B. Células Sangüíneas. São Paulo: Artes Médicas, 1997.
BERNARD, J.J.Manual de Hematologia.São Paulo: 3 ed. Masson do Brasil,1986.
FAILACE, Renato. Hemograma: manual de interpretação. 3 ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995 HENRY, J. Diagnósticos clínicos e tratamento por métodos laboratoriais. 19ed. São Paulo: Guanabara Koogan, 1999.
LIMA; et al. Métodos de laboratórios aplicados à clínica. 7 ed. São Paulo: Guanabara Koogan, 1992.
LORENZI, Therezinha. Manual de hematologia: propedêutica e clínica. 2 ed. São Paulo: Medsi, 1999.
RAPAPORT, Samuel I. Hematologia: introdução. 2 ed. São Paulo: Roca, 1990.
VERRASTRO, Therezinha; et all. Hematologia e hemoterapia. São Paulo: Atheneu, 1996.
WILLIAMS; et al. Hematologia. São Paulo: Guanabara Koogan, 1976
.

Fonte: www.aa.med.br

Hematologia

O que é sangue?

O sangue é um tecido vivo que tem como principais funções transportar o oxigênio dos pulmões para o corpo, defender o organismo contra infecções e promover a coagulação. O sangue recebe os alimentos já assimilados e os transporta para as células. Recolhe também todos os resíduos que se formam nos órgãos e os leva até os rins para serem eliminados através da urina.

É composto por uma parte líquida (plasma), constituída por sais minerais, vitaminas, água, fatores de coagulação, na qual estão misturadas as partes sólidas, ou seja, as hemácias, os leucócitos e as plaquetas. A quantidade de sangue que circula no corpo corresponde a 1/12 do peso corporal de cada pessoa.

Componentes do Sangue

Hemácias: São glóbulos vermelhos do sangue. Cada hemácia tem vida média de 120 dias no organismo. Existem em torno de 4,5 mil hemácias por milímetro cúblico de sangue. As hemácias são responsáveis por transportar o oxigênio dos pulmões para as células de todo o organismo e eliminar o gás carbônico das células, transportando-os para os pulmões.
Plaquetas: São os fragmentos de células que participam do processo de coagulação. Têm vida curta. No organismo circulam na proporção de 200 a 400 mil por milímetro cúbico de sangue. As plaquetas são muito importantes. Sua função é a obstrução das lesões ocorridas nos vasos sanguíneos que dariam origem a hemorragias.
Leucócitos: São os glóbulos brancos. Os leucócitos variam de 5 a 10 mil por milímetro cúbico de sangue. Também têm vida curta. Possui formas e funções diversificadas, sempre ligadas à defesa do organismo contra a presença de elementos estranhos a ele como por exemplo as bactérias.
Plasma: É um líquido amarelo claro que representa mais de 50% do volume total do sangue. É formado por 90% de água, onde estão presentes, dissolvidas, proteínas, gorduras, sais minerais e açúcares. Pelo plasma circula, por todo o organismo, os elementos nutritivos necessários à vida das células.

Fonte: www.hemoam.org.br

Hematologia

Hematologia é uma área da medicina que se dedica exclusivamente ao estudo do sangue e de doenças que o afetam.

O hematologista trata de doenças como, por exemplo, anemias, tromboses, hemofilias, câncer no sangue e nos gânglios, entre outras.

Para tornar-se um hematologista é necessário, primeiramente, cursar Medicina, Biomedicina ou Farmácia; e posteriormente, especializar-se em Hematologia.

Durante a especialização, o profissional tem a possibilidade de capacitar-se e de ampliar seus conhecimentos em diagnósticos clínicos de doenças relacionadas com o sangue.

Este profissional pode atuar não só na área clínica e ambulatorial, mas também em laboratórios de análise e hemocentros. O hematologista também pode trabalhar em hospitais e participar de cirurgias de transplante de medula óssea, caso possua especialização para tal.

Fonte: explicatudo.com

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