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Hemograma

Hemograma

Introdução

Hemograma é um exame laboratorial utilizado para a avaliação quantitativa e qualitativa dos elementos sanguíneos dividindo-os em dois grupos: série branca e série vermelha. Na série branca vemos a contagem das células do sangue (Granulócitos, agranu!ócitos e plaquetas) e sua avaliação morfológica Na série vermelha, a dosagem da hemoglobina hematócrito, os índices hematométricos e também, a avaliação morfológica

Colheita de material

Para hemograma, usa-se sempre sangue colhido de veia periférica com agulha de calibre 0,7 ou 0.8mm ou butterfiy 21.

O material deve ser recebido em tubo contendo 1 a 1,5mg de EDTA sódico ou potássio pó mL de sangue. Excesso de EDTA, ou escassez de sangue causa desidratação dos eritrócitos

Execução do esfregaço sangüíneo

O exame do esfregaço sangüíneo é parte Importante da avaliação hematológica. A confiabilidade da informação depende em grande parte do exame sistemático de esfregaços bem confeccionados e corados. Se possível os esfregaços sanguíneos devem ser preparados imediatamente.

Urna gota de sangue com 2 a 3 mm de diâmetro deve ser depositada cerca de um centímetro da extremidade de urna lâmina limpa e isenta de poeira. Com o polegar e o dedo indicador da mão direita segure a extremidade de uma segunda lâmina, num ângulo de 30° a 45°, e arraste-a para trás. até que contate a gota de sangue. Depois que o sangue se difunda e preencha o ângulo entre as duas lâminas, empurre para frente a lâmina extensora numa velocidade moderada, até que o sangue se tenha espalhado formando um esfregaço sangüíneo moderadamente fino.

O esfregaço sangüíneo deve cobrir toda a superfície da lâmina, deve ter um aspecto regular e igualado, não apresentando cristas, ondas ou buracos. Em esfregaços sangüíneos de espessura ideal ocorre alguma superposição de eritrócitos em boa parte do esfregaço, mas uma distribuição regular e separação dos eritrócitos mais para a calda delgada. Quanto mais rapidamente o esfregaço sangüíneo for fixado ao ar, melhor será o espalhamento individual das células.

Corantes sangüíneos

Os corantes de anilina usados nos esfregaços sangüíneos pertencem a duas classes gerais: como o azul de metileno e corantes ácidos, como a eosina.

Os núcleos e certas outras estruturas no sangue se coram pelos corantes básicos e, portanto, são chamadas basófilas. Estruturas que se coram apenas pelos corantes ácidos são denominadas acidófilas. ou eosinófilas. Outras estruturas que se coram por uma combinação das duas classes de corantes, são chamadas neutrófilas.

Os corantes polícromos contendo eosina e azul de metileno é um desenvolvimento do método original de Romanowsky, que tomava muito tempo para a sua aplicação. Eles coram diferencialmente a maioria das estruturas normais e anormais no sangue.

Os componentes básicos da tiazina consistem do azul de metileno (tetrametiltionina) e, em proporções variáveis, de seus análogos produzidos pela desmetilação oxidativa:

Azure B (trimetiltionina)

Azure A (dimetiltiomina assimétrica) dimetiltionina simétrica; e

Azure C (monometiltionina) (Lillie 1977).

Quase todos os corantes de Romanowsky são dissolvidos em álcool metílico e combinam a coloração com a fixação. Entre os métodos mais conhecidos, estão as corações de Wright e Giemsa.

Fonte: www.geocities.com

Hemograma

Hemograma completo

A.Contagem de hemácias e índices hematimétricos

Este teste, também chamado de contagem de eritrócitos, é parte de uma contagem completa de sangue. É também usado para detectar a quantidade de hemácias em um microlitro (milímetro cúbico) de sangue total. Os índices hematimétricos fornecem importantes informações sobre o tamanho, concentração de hemoglobina e peso da hemoglobina de uma hemácia média.

Objetivos

Fornecer dados para o cálculo do volume corpuscular médio e da hemoglobina corpuscular média, que revelam o tamanho da hemácia e o conteúdo de hemoglobina.

Dar suporte a outros testes hematológicos para o diagnóstico ou monitoração de anemia ou policitemia.

Auxiliar no diagnóstico e classificação das anemias.

Preparação do paciente

Jejum de 4 horas.

Valores de referência

Método: automatizado com eventual estudo morfológico em esfregaços corados.

Os valores normais de hemácias variam, dependendo do tipo de amostra e da idade e sexo do paciente, da seguinte maneira:

Homens adultos: 4,6 a 6,2 milhões de hemácias/ml de sangue venoso

Mulheres adultas: 4,2 a 5,4 milhões de hemácias/ml de sangue venoso

Crianças: 3,8 a 5,5 milhões de hemácias/ml de sangue venoso

Bebês a termo: 4,4 a 5,8 milhões de hemácias/ml de sangue capilar ao nascimento, diminuindo para 3,8 milhões de hemácias/ml na idade de 2 meses, e aumentando lentamente daí em diante.

Os índices hematimétricos testados incluem volume corpuscular médio (VCM), hemoglobina corpuscular média (HCM) e concentração de hemoglobina corpuscular média (CHCM).

VCM: 84 a 99mm3.

HCM: 26 a 32 pg.

CHCM: 31 a 36 g/dl.

Achados anormais

Uma contagem elevada de hemácias pode indicar policitemia absoluta ou relativa. Uma contagem deprimida de hemácias pode indicar anemia, sobrecarga de líquido ou hemorragia além de 24 horas. Teste adicionais, como, por exemplo, exame de célula colorida, hematócritos, hemoglobina, índices hematimétricos e estudos de glóbulos brancos são necessários para confirmar o diagnóstico.

Baixos VCM e CHCM indicam anemias microcíticas hipocrômicas causadas por anemia por deficiência de ferro, anemia sideroblástica ou talassemia. Um VCM alto sugere anemias macrocíticas causadas por anemias megaloblásticas, devido à deficiência de ácido fólico ou vitamina B12, desordens congênitas de DNA ou reticulocitose. Em razão do VCM refletir volume médio de muitas células, um valor dentro da faixa normal pode ocorrer em pacientes cujo tamanho de glóbulos vermelhos varia, e inclui células microcíticas e macrocíticas.

B.Hemoglobina Total

Este teste é usado para medir a quantidade de hemoglobina (Hb) encontrada em um decilitro (100 ml) de sangue total. Usualmente ele é parte de um hemograma completo.

A concentração de hemoglobina correlaciona-se estreitamente com a contagem de hemácias.

Objetivos

Medir a gravidade de anemia ou policitemia e monitorar a resposta à terapia.

Obter dados para o cálculo da hemoglobina corpuscular média e concentração de hemoglobina corpuscular média.

Valores de referência

Método: automatizado

As concentrações de Hb variam, dependendo do tipo de amostra retirada (amostras de sangue capilar para bebês e amostras de sangue venoso para todos os demais) e da idade e sexo do paciente, da seguinte maneira:

Recém-nascidos: 14 a 20 g/dl

1 semana de idade: 15 a 23 g/dl

6 meses de idade: 11 a 14 g/dl

Crianças de 6 meses a 18 anos: 12 a 16 g/dl

Homens: 14 a 18 g/dl

Mulheres: 12 a 16 g/dl.

Achados anormais

Baixas concentrações de Hb podem indicar anemia, hemorragia recente ou retenção de líquido causando hemodiluição.

Hb elevada sugere hemoconcentração originária de policitemia ou desidratação.

C.Hematócrito

O exame de hematócrito (Ht) pode ser efetuado separadamente ou como parte de um hemograma completo. Ele mede a porcentagem por volume de hemácias contidas em uma amostra de sangue total – por exemplo, 40% de Ht indica 40 ml de hemácias contidas em uma amostra de 100ml. Essa concentração é obtida centrifugando-se o sangue total anti-coagulado em um tubo capilar, de forma que as hemácias sejam firmemente concentradas sem hemólise.

Objetivos

Auxiliar no diagnóstico de policitemia, anemia ou estados anormais de hidratação.

Auxiliar no cálculo de dois índices de hemácias: VCM e CHCM

Valores de referência

Método: automatizado.

O Ht é normalmente medido eletronicamente. Os resultados são até 3% mais baixos do que as medições manuais, que aprisionam o plasma na coluna de hemácias concentradas.

Os valores de referência variam dependendo do tipo de amostra, do laboratório que estiver efetuando o teste e do sexo e idade do paciente, como segue:

Recém-nascidos: 42% a 60% de Ht

1 semana de idade: 47% a 65% de Ht

6 meses de idade: 33% a 39% de Ht

Crianças de 6 meses a 18 anos: 35% a 45% de Ht

Homens: 42% a 54% de Ht

Mulheres: 36% a 46% de Ht.

Achados anormais

Um Ht baixo sugere anemia, hemodiluição ou uma perda maciça de sangue. Um Ht alto indica policitemia ou hemoconcentração devido à perda sangüínea ou desidratação.

D.Contagem de Leucócitos

Uma contagem de glóbulos brancos, também chamada de contagem de leucócitos, é parte de uma contagem completa de sangue. Ela indica a quantidade de leucócitos em um microlitro (milímetro cúbico) de sangue total. As contagens de leucócitos podem variar até em 2.000, em qualquer dia em particular, em função de exercício desgastante, tensão ou digestão. A contagem de leucócitos pode aumentar ou diminuir significativamente em determinadas doenças, porém é diagnosticamente útil somente quando o diferencial de glóbulos brancos e o estado clínico do paciente são levados em consideração.

Objetivos

Determinar infecção ou inflamação.

Determinar a necessidade de testes adicionais, como, por exemplo, o diferencial de leucócitos ou a biópsia de medula óssea.

Monitorar a resposta à quimioterapia, radioterapia ou outros tipos de terapia.

Valores de referência

Método: automatizado, com eventual estudo morfológico em esfregaços corados.

A contagem de leucócitos varia de 4.000 a 10.000/ml.

Achados anormais

Uma contagem elevada de leucócitos (leucocitose) com freqüência assinala uma infecção, como, por exemplo, um abscesso, meningite, apendicite ou amigdalite.

Uma contagem alta de leucócitos pode também resultar de leucemia e necrose tecidual devido à queimaduras, infarto do miocárdio ou gangrena.

Uma contagem diminuída de leucócitos (leucopenia) indica depressão da medula óssea, que pode resultar de infecções virais ou de reações tóxicas, como, por exemplo, as que acompanham o tratamento com antineoplásicos, ingestão de mercúrio ou outros metais pesados, ou exposição ao benzeno ou arsênicos. A leucopenia caracteristicamente acompanha influenza, febre tifóide, sarampo, hepatite infecciosa, mononucleose e rubéola.

E.Diferencial de Leucócitos

O diferencial de leucócitos é usado para avaliar a distribuição e morfologia dos glóbulos brancos, fornecendo informação mais específica sobre o sistema imune do paciente do que a contagem de leucócitos isoladamente.

Os glóbulos brancos são classificados de acordo com os cinco tipos principais – neutrófilos, eosinófilos, basófilos, linfócitos e monócitos – sendo determinada a porcentagem de cada tipo. A contagem diferencial é o valor percentual de cada tipo de glóbulo branco no sangue. O número absoluto de cada tipo de glóbulo branco é obtido por meio da multiplicação do valor percentual de cada tipo pela contagem total de glóbulos brancos.

Os altos níveis desses glóbulos brancos estão associados com diversas respostas imunes e anormalidades. Algumas vezes é solicitada uma contagem de eosinófilos como um teste de acompanhamento, quando é relatado um nível elevado ou deprimido de eosinófilos.

Objetivos

Avaliar a capacidade para resistir e superar infecções.

Detectar e identificar diversos tipos de leucemia.

Determinar o estágio e gravidade de uma infecção.

Detectar reações alérgicas.

Avaliar a gravidade de reações alérgicas (contagem de eosinófilos).

Detectar infecções parasíticas.

Servir de suporte para o diagnóstico de outras doenças.

Valores de referência

Método: automatizado, com eventual estudo morfológico em esfregaços corados.

De forma a assegurar um diagnóstico preciso, os resultados de testes diferenciais devem ser interpretados em relação à contagem de glóbulos brancos totais (4.000 a 10.000/ml).

Para adultos, os valores absolutos e porcentagens normais incluem o seguinte:

Basófilos: 0 a 200/ml; 0 a 2%

Eosinófilos: 40 a 500/ml; 1 a 5%

Linfócitos: 880 a 4.000/ml; 22 a 40%

Monócitos: 120 a 1.000/ml; 3 a 10%

Neutrófilos: 1.800 a 7.500/ml; 45 a 75%.

Para crianças, os valores absolutos e porcentagens normais podem diferir.

As porcentagens são as seguintes:

Basófilos: 0 a 2%

Eosinófilos: 1 a 5%

Linfócitos: 45 a 75%

Monócitos: 3 a 10%

Neutrófilos: 22 a 40%.

Achados anormais

Os padrões diferenciais anormais fornecem evidência para uma ampla faixa de estados de doença e outras condições.

F.Contagem de Plaquetas

As plaquetas ou trombócitos, promovem a coagulação, ou seja, a formação de um coágulo hemostático em locais de comprometimento vascular.

A contagem de plaquetas é o mais importante teste de rastreamento da função plaquetária. As contagens precisas são vitais.

Objetivos

Avaliar a produção ou utilização de plaquetas.

Avaliar os efeitos da quimioterapia ou radioterapia na produção de plaquetas.

Diagnosticar ou monitorar trombocitose ou trombocitopenia.

Confirmar uma estimativa visual da quantidade e morfologia da plaqueta a partir de um filme sangüíneo colorido.

Valores de referência

Método: automatizado, com eventual estudo morfológico com esfregaços corados.

As contagens normais de plaquetas variam entre 130.000 a 370.000/ml.

Achados anormais

Uma contagem diminuída de plaquetas (trombocitopenia) pode resultar de medula óssea aplástica ou hipoplástica; uma doença infiltrativa de medula óssea, como, por exemplo, carcinoma ou leucemia; hipoplasia megacariocítica; trombopoiese infecciosa proveniente de deficiência de ácido fólico ou vitamina B12; acúmulo de plaquetas em um baço aumentado; destruição aumentada de plaquetas devido à drogas ou desordens imunes; coagulação intravascular disseminada; síndrome de Bernard-Soulier; ou lesões mecânicas às plaquetas.

Uma contagem aumentada de plaquetas (trombocitose) pode resultar de hemorragias, desordens infecciosas; câncer; anemia por deficiência de ferro; cirurgia recente, gravidez, ou esplenectomia e desordens inflamatórias. Em tais casos, a contagem de plaquetas retorna ao normal após o paciente recuperar-se da desordem primária. Todavia, a contagem permanece elevada em trombocitemia primária, mielofibrose com metaplasia mielóide, policitemia vera e leucemia mielóide crônica. Em tais desordens, as plaquetas podem estar disfuncionais, resultando em sangramento.

Exames correlatos (ao hemograma completo)

VHS, reticulócitos, mielograma, etc.

Fonte: www.labes.com.br

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