Doença relativamente comum que afeta mais da metade da população acima dos 30 anos de idade, cuja expressão mais ordinária é o sangramento ou o prolapso.
As HEMORRÓIDAS são dilatações varicosas das veias anais e retais que compõem os plexos veno-arteriolar chamados de plexos hemorroidários. O alargamento dos vasos desses plexos e a frouxidão, conseqüente,do tecido que o sustenta forma os tufos ou mamilos hemorroidários.
Há dois tipos de hemorróidas: internas e externas.
Essa classificação é feita de acordo com a localização das hemorróidas.
As HEMORRÓIDAS EXTERNAS são as que se desenvolvem para fora do orifício retal , ao redor dele, e é recoberta pelo epitélio de transição entre a pele perianal e o revestimento do canal retal . O que caracteriza o epitélio nessa região é sua inervação sensitiva. Ou seja, a pele nesse local é muito sensível.
Em geral, as hemorróidas externas se expressam por uma complicação muito peculiar que a é trombose (formação de coágulo sangüíneo dentro dos vasos hemorroidários.
Esse fenômeno é acompanhado de edema, razão pela qual a alteração é sentida como um "caroço" endurecido e muito doloroso, imediatamente para fora do orifício retal . Via de regra, a hemorróida externa não sangra, a menos que haja ruptura da pele.
AS HEMORRÓIDAS INTERNAS se localizam para dentro do canal retal , na parte terminal do reto. Sangramento indolor e prolapso são as manifestações mais comuns das hemorróidas internas.
No entanto, dor muito forte pode surgir quando elas saem para fora do orifício retal e, estranguladas, não podem voltar para dentro do reto. Nessa situação a dor é intensa, seja devido a trombose ou ao edema.
AS HEMORRÓIDAS NÃO TÊM CAUSA CONHECIDA.
Admiti-se que a postura ereta do homem tenha contribuído para o aparecimento de hemorróidas na espécie.
Outros fatores associados, e que também são contribuintes, são:
Qualquer que seja a causa, há perda de elasticidade com frouxidão dos tecidos que sustentam os plexos hemorroidários provocando dilatação das veias, adelgaçamento de suas paredes com fácil rompimento e hemorragia. A evolução desse processo facilita a protusão dos mamilos, caracterizando os prolapsos das hemorróidas.
A procidência ou prolapso*, maior ou menor dos mamilos hemorroidários enseja a classificação das hemorróidas em graus:
Grau I - quando os mamilos, durante o esforço defecatório não saem pelo canal retal
Grau II - quando os mamilos aparecem fora do canal retal e retornam espontaneamente, cessado o esforço
Grau III - quando ao mamilos saem e permanecem para fora, cessado o esforço. Nesses casos são necessárias as manobras digitais para que os mamilos sejam recolocados para dentro do reto
Grau IV - e quando os mamilos descem espontaneamente independente de esforço ou não para evacuá-los.
Figura 1
Figura 2
Figura 3
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As figuras 1, 2 e 3 são imagens de hemorróidas de um mesmo paciente e estão sendo usadas para exemplificar, respectivamente, os graus II, III e IV.
OS SINAIS E SINTOMAS mais comum da doença hemorroidária são:
Não há nenhuma relação entre HEMORRÓIDAS e CÂNCER.
No entanto, os sinais e sintomas de hemorróidas são muitos semelhantes ao do CÂNCER do reto, particularmente o sangramento.
Por isso, jamais se deve imputar às hemorróidas qualquer tipo de sangramento retal . O paciente com sangramento retal , antes de se automedicar ou aceitar orientação, sem ser examinado, deve procurar um médico especialmente treinado no diagnóstico e tratamento das doenças do reto e dos cólons. Nesses casos, ver um proctologista é a conduta mais correta.
O TRATAMENTO das hemorróidas depende exclusivamente dos sintomas. Se são leves, eles podem ser aliviados com mu dança do hábito intestinal,principalmente dirigidos no sentido de melhorar as evacuações. Isso pode ser conseguido aumentando a ingestão de fibras e líquidos na dieta para proporcionar evacuações mais suaves, de fezes menos consistentes, com me nos esforço, o que diminui a pressão sobre as hemorróidas.
Banhos de assento com água quente também são aliviadores. Nos casos em que essas medidas falham, o melhor é procurar o cirurgião especialista na área. Hemorróidas maiores ou mais sintomáticas, exigem tratamento mais agressivo, que podem ser feitos com:
Esta indicado:
Quando há trombose hemorroidária freqüente bullet
Quando a ligadura falhou no tratamento bullet
Quando a procidência é mantida (não redutível) bullet
Quando há hemorragia persistente, ou muito freqüente.
Esse procedimento deve ser feito
com o paciente internado (a internação pode ser mínima, como nas chamadas
cirurgias am bulatoriais - o paciente interna na hora da cirurgia e sai, no
mesmo dia, assim que se recupera do efeito da anestesia, em geral
4 a 6 horas depois de sua aplicação).
Outro tipo de excisão cirúrgica é com o LASER.
Esse método se difundiu, popularmente, mas não oferece nenhuma vantagem ao paciente quando comparado com os métodos cirúrgicos convencionais. Ao contrário, é muito caro e não é, como se pensa, menos doloroso.
Existem outros métodos que incluem o grampeamento circular, a crioterapia e a coagulação com infravermelho. Nenhum desses procedimentos, exceto o grampeamento circular, tem ganho aceitação plena por não ter trazido vantagens para o paciente.
Fonte: www.inst-medicina.com.br