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Hepatite D

 

O que é

A Hepatite D é uma doença do fígado causada pelo vírus da hepatite D(HDV) - é um vírus defeituoso que necessita do vírus da hepatite B(HBV) para existir. O vírus HDV é encontrado no sangue de pessoas infectadas com hepatite D.

Efeitos a longo prazo

Se a pessoa estiver infectada com vírus da hepatite B e D
Maior probabilidade de desenvolver cirrose
Risco maior de desenvolver a forma aguda da doença, necessitando transplante de fígado

Sintomas

Náuseas e vômitos
Dor nas articulações
Urina escura cor de chá
Dor abdominal
Fatiga
Perda de apetite
Pele amarelada

Causa

Vírus HDV

Transmissão

Ocorre quando sangue contaminado entra na corrente sangüínea de pessoas não imunizadas
Compartilhamento de agulhas e seringas contaminadas de mãe para filho durante o parto
Relações sexuais com pessoas contaminadas sem o uso de camisinha

Prevenção

Vacinação contra hepatite B(o vírus da hepatite D necessita do vírus da hepatite B para sobreviver)
Educação para reduzir comportamento de risco para pessoas com hepatite B crônica

Fonte: www.brazuka.info

Hepatite D

Aspectos Clínicos e Epidemiológicos

Descrição

Como as outras hepatite, a hepatite D pode se apresentar sob a forma ictérica grave ,como também ser assintomática.

Nos casos sintomáticos, observa-se 4 períodos:

a) corresponde á incubação do agente.
b)
com duração média de 7 dias e caracterizado por mal-estar, cefaléia, febre baixa, anorexia, astenia, fadiga, artralgia, náuseas, vômitos, dor abdominal e aversão a alguns alimentos e fumaça de cigarro.
c)
aparecimento de icterícia, que dura, em média, 4 a 6 semanas, surge quando a febre desaparece e é precedida (254 a 48 horas) por colúria. As febres ficam descoradas ou até acólicas, e pode surgir hepatomegalia ou hepatoesplenomegalia. Os sintomas do período anterior vão desaparecendo gradativamente.
d)
é o período de convalescência, há sensação de bem-estar, desaparecem a icterícia, colúria, dor abdominal, fadiga, anorexia. As formas fulminantes não são raras.

Agente etimológico

É uma partícula viral nutrida com o HbsAg, mas que não é DNA, como o da hepatite B, pois é constituída por RNA que não consegue, por si só, se replicar nas células hepáticas, necessitando da presença do vírus da hepatite B.

Reservatório

O homem. O chimpanzé, especialmente, quando previamente infectado pelo vírus B e também as marmotas, se estiverem infectadas pelo vírus da hepatite das marmotas.

Modo de transmissão

Semelhante ao da hepatite B, ou seja, através de solução de continuidade (pele e mucosa; relações sexuais; via parenteral, agulhas contaminadas: tatuagens, perfuração de orelha, injeção); transfusão de sangue e derivados; procedimentos odontológicos, cirúrgicos e de hemodiálise; transmissão vertical; contatos íntimos domiciliares.

Período de incubação

Ainda não definido para os seres humanos.

Período de transmissibilidade

1 semana antes do início dos sintomas da infecção conjunta (VHD e VHB). Quando ocorre superinfecção, não se conhece esse período.

Complicações

Evolução para formas persistentes prolongadas. Forma fulminante com hemorragias. Septcemia.

Diagnóstico - Clínico-laboratorial

Os exames inespecíficos mais importantes são as dosagens de aminotransferases transaminases); ALT (alanina amino transferase, antes chamada TGP), que quando estiver 3 vezes maior que o valor normal, sugere hepatite viral, podendo atingir até mais de 2.000 UI/L. As bilirrubinas estão elevadas e o tempo de protombina pode estar diminuído (indicador de gravidade). Outros exames podem estar alterados, como a glicemia e a albumina (baixas). Os marcadores sorológicos são HbsAg, Anti–HDV e RNA–HDV. Na infecção aguda, o diagnóstico é dado pela presença de HbsAG e o anti–Delta IgM.

Diagnóstico diferencial

Com as outras hepatite virais e tóxicas. Doenças hemolíticas e biliares.

Tratamento

Apenas sintomático.

Características Epidemiológicas

No Brasil, a região Amazônica, particularmente na parte ocidental, tem registro de maior número de casos, sendo considerada de alta endemicidade. Já se tem registro de casos em São Paulo e Rio de Janeiro.

Vigilância Epidemiológica

Objetivos

Conhecer a magnitude, tendência, distribuição por faixa etária e áreas geográficas; vacinar a população residente em áreas endêmicas.

Notificação

Ainda não está selecionada como doença de notificação compulsória. Entretanto os casos devem ser registrados para que se estabeleça a magnitude da ocorrência e se possa investigar seu nexo com transfusões de sangue e uso de outros hemoderivados.

Definição de caso

a) Suspeito sintomático: indivíduo com uma ou mais manifestações clínicas agudas (febre, icterícia, mal-estar geral, fadiga, anorexia, náuseas, vômitos, dor abdominal, fezes acólicas, colúria) e que apresenta dosagens de transaminases maior ou igual a três vezes o valor normal.
b) Suspeito assintomático:
indivíduo assintomático e sem história clínica sugestiva de hepatite viral, que apresenta dosagem de transaminases elevadas, em qualquer valor.
c) Agudo confirmado:
paciente que, na investigação sorológica, apresenta um ou mais marcadores sorológicos para hepatite D positivos, isto é, HbsAg, Anti-Delta Igm.
Contato:
parceiro sexual de paciente infectado: pessoa que compartilha seringas e agulhas contaminadas
Individuo que manipula e ou fora acidentado com sangue ou material biológico contaminado.
Paciente submetido a procedimentos cirúrgicos ou odontológicos, que tenha compartilhado instrumental contaminado.
Receptor de sangue e/ou hemoderivados contaminados:
usuário de hemodiálise; e
Pessoa que convive no mesmo domicílio de um paciente diagnosticado.
Portador:
indivíduo que conserva o vírus da hepatite B/D por mais de 6 meses. Pode ser clinicamente sintomático ou assintomático, com transaminases “normais” ou aumentadas.

Medidas de controle

A vacina contra a hepatite B protege contra a hepatite D (1 ml para adultos e 0,5 ml para menores de 11 anos), em 3 doses, sendo a 2ª e a 3ª doses aplicadas, respectivamente, 1 e 6 meses após a 1ª. Os profissionais de saúde devem seguir as normas de biossegurança. Os portadores e doentes devem ser orientados para evitar a disseminação do vírus.

Adotando medidas simples, tais como: uso de preservativos nas relações sexuais. Não doar sangue, uso de seringas descartáveis, evitando o compartilhamento; os serviços de hemoterapia (hemocentros e Bancos de Sangue), de doenças sexualmente transmissíveis e de saúde do trabalhador devem notificar os portadores por eles diagnosticados e encaminha-los ao serviço de vigilância Epidemiológica municipal ou estadual, para completar a investigação e receber assistência médica.

Fonte: www.hemonline.com.br

Hepatite D

Agente Etiológico

É uma partícula viral híbrida com o HBsAg, mas não com DNA do vírus da Hepatite tipo B. É constituído por ácido ribonucleico, que por si só não consegue infectar o fígado; para replicar-se e expressar-se necessita da presença do vírus da hepatite do tipo B (VHB).

Dependendo da situação do hospedeiro em relação ao vírus tipo B, pode haver co-infecção (hospedeiro suscetível ao VHB) ou super-infecção (hospedeiro portador crônico do VHB).

Reservatório

O homem. Experimentalmente pode-se transmitir esse vírus a chimpanzés infectados com o VHB, e marmotas infectadas pelo vírus da hepatite de marmotas.

Modo de Transmissão

Semelhantes ao vírus da hepatite tipo B.

Distribuição e Letalidade

Mundial, particularmente nas áreas onde há alta prevalência de infecção do vírus da hepatite tipo B. No Brasil, a região Amazônica, principalmente na parte ocidental, é que tem reportado o maior número de casos. Os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro também têm notificado casos, que, entretanto, não são autóctones.

Segundo a prevalência dos marcadores do VHD em portadores assintomáticos ou em casos de hepatite crônica B, a distribuição mundial ficou dividida em áreas de muito baixa, baixa, média e alta endemicidade, do seguinte modo:

Quadro 3

Classificação da Prevalência do Vírus da Hepatite D, Segundo Percentual de Portadores do Vírus da Hepatite B

 

Prevalência do VHB

% Portador Crônico Assintomático do VHB

% de Caso de Hepatite Crônica pelo VHB

 

MUITO BAIXA

 

BAIXA

 

MODERADA

 

ALTA

 

< 5%

 

5 - 15%

 

> 20%

< 10%

 

10 - 25%

 

30 - 50 %

 

> 60%

VHB = Vírus da Hepatite tipo B

VHD = Vírus da Hepatite tipo D

A Amazônia brasileira é considerada de alta endemicidade para o VD por ter mais de 20% de anti-HD nos portadores assintomáticos e 90% ou mais nos casos de hepatite crônica. Mesmo nas áreas de alta endemicidade do VHB, a prevalência do vírus da hepatite D é variável em diferentes locais. A letalidade é mais elevada na superinfecção do que na co-infecção.

Aspectos Clínicos

Desde a infecção assintomática às formas fulminantes, observadas principalmente nas superinfecções. Quanto à sintomatologia clínica, é semelhante à observada na infecção pelo vírus da hepatite A.

Vigilância Epidemiológica

Notificação: ver mesmo item para o vírus da hepatite B.
Investigação Epidemiológica:
ver o mesmo item para o vírus da hepatite B.
Fluxograma de Atendimento Médico:
ver o mesmo item para o vírus da hepatite A.

Definição de Caso:

Suspeito Sintomático: ver o mesmo item para o vírus da hepatite B.
Suspeito Assintomático:
ver o mesmo item para o vírus da hepatite B.
Agudo Confirmado:
paciente que, na investigação sorológica, apresente os marcadores sorológicos para hepatite D, isto é, HBsAg, Anti-HDV IgM positivos.
Contato:
ver o mesmo item para o vírus da hepatite B.
Portador:
indivíduo que conserva o vírus tipo B/D por mais de 6 meses. Pode ser clinicamente sintomático ou assintomático, com aminotransferases "normais" ou aumentadas.
Suscetível:
indivíduo que não possui anticorpos contra os vírus da hepatite B e D, capaz de protegê-lo da infecção, caso venha a entrar em contato com os agentes etiológicos.

NOTA: A suscetibilidade é específica para cada uma das etiologias, podendo um indivíduo ser suscetível ao vírus tipo A e não ser para o vírus tipo B.

Medidas a serem adotadas frente a um caso ou portador: Ver o mesmo item para o vírus da hepatite B.

Conduta frente a um surto ou epidemia: Ver o mesmo item para o vírus da hepatite B.

Análise de dados: Ver o mesmo item para o vírus da hepatite A.

Medidas de Controle

Em relação à fonte de infecção:

Indivíduos Infectados:

Ver o mesmo item para o vírus da hepatite B. Os profissionais da área da saúde, ver o mesmo item para o vírus da hepatite B. Os portadores ver o mesmo item para o vírus da hepatite B. Aos usuários de drogas endovenosas, ver o mesmo item para o vírus da hepatite B. Os filhos de mães HBsAg positivo, ver o mesmo item para o vírus da hepatite B. Os pacientes com manifestações clínicas de hepatite viral aguda do tipo D, devem ser orientados para fazer acompanhamento na rede de assistência médica, usar preservativo de látex nas relações sexuais e vacinar seus contactantes suscetíveis após investigação epidemiológica contra o vírus da hepatite do tipo B.

Fonte: www.aplicativos.pgr.mpf.gov.br

Hepatite D

Transmissão

A hepatite D é transmitida através de sangue contaminado. Esta doença só ocorre junto com a transmissão da hepatite B, ou em um indivíduo que já seja portador da hepatite B. Ou seja, é preciso haver o vírus da hepatite B para que a hepatite D também seja transmitida.

As formas de transmissão são bem similares às da hepatite B.

Tratamento

O tratamento da hepatite D é feito com interferon peguilado.

Prevenção

As formas de transmissão da hepatite D também são similares às da hepatite B.

Não há vacina para hepatite D.

Fonte: www.bancodesaude.com.br

Hepatite D

O vírus da hepatite D ou delta é um dos menores vírus RNA animais. Tão pequeno que é incapaz de produzir seu próprio envelope protéico e de infectar uma pessoa. Para isso, ele precisa utilizar a proteína do vírus B. Portanto, na grande maioria dos casos a hepatite D ocorre junta a B, ambas com transmissão parenteral (sangue contaminado e sexual). O vírus D normalmente inibe a replicação do B, que fica latente.

  Coinfecção com HBV
Superinfecção no portador de HBV
Gravidade da infecção aguda Variável Geralmente severa
Cronicidade
Rara (2%) Freqüente (70-80%)

Na fase aguda da infecção, ocorre esteatose microvesicular e necrose granulomatosa eosinofílica por ação citotóxica direta do vírus (a variedade amazônica é uma das mais severas). Na fase aguda, a atividade necroinflamatória costuma ser severa. Em pacientes já portadores do vírus B que apresentam infecção aguda pelo D, esta pode ser severa com hepatite fulminante. Ao contrario da hepatite B, não apresenta manifestações extra-hepáticas.

O diagnostico ocorre pela sorologia anti-HDV (IgM para infecções agudas ou crônicas ativas e IgG para as crônicas - o anticorpo IgG não é protetor), pela identificação do antígeno HDV no soro ou na biópsia hepática (pela imunohistoquímica) ou por PCR. O PCR mostra que há replicação (multiplicação) em virtualmente todos os pacientes com vírus D.

Hepatite D
Fluxograma utilizado para o diagnóstico da infecção aguda pelo VHD:

+ positivo
- negativo

O tratamento é realizado classicamente com alfa interferon em altas doses (9 MU 3 vezes por semana por 12 meses após a normalização do ALT), mas os resultados são desapontadores. Há resposta sustentada (normalização do ALT e clearance do HDV) em menos que 10%, com taxa de cura em uma porcentagem destes. Além disso, doses tão elevadas de interferon apresentam efeitos colaterais severos, principalmente tireoidite e depressão com tentativas de suicídio. O interferon beta mostrou resultados satisfatórios em estudos com poucos pacientes. A lamivudina, apesar de eficaz contra a hepatite B, não mostrou resultados satisfatórios associada ao interferon. O aparecimento do PEG-interferon deve trazer melhores resultados ao tratamento, mas ainda não há estudos sobre o assunto.

Como o tratamento pode levar a piora em pacientes cirróticos, mesmo com doença compensada, recomenda-se o transplante hepático. Infelizmente, a recidiva da doença no órgão transplantado é alta.

Fonte: www.hepcentro.com.br

Hepatite D

A hepatite D foi conhecida em 1977, ano em que foi descoberto o vírus que a provoca, o VHD ou vírus Delta como também é designado. A hepatite D só se manifesta em conjunto com a hepatite B, isto é, surge por co-infecção ou por superinfecção. Em Portugal é rara e, embora não tenhamos estatísticas específicas, supõe-se que existam cerca de 15 mil portadores crônicos no país.

A doença terá chegado à Europa Ocidental com viajantes toxicodependentes, uma parte da população sempre exposta ao risco deste tipo de infecções, mas encontra-se, sobretudo, na zona do Mediterrâneo, no Médio Oriente, na Ásia Central, na África Ocidental, na América do Sul e em algumas ilhas do sul do Pacífico. No sudeste asiático, permanece em Taiwan, na China e na Índia. Também se registaram casos, muitas vezes mortais, entre a população indígena da Venezuela, Colômbia, Brasil e Peru.

Provoca, por vezes, epidemias de que são exemplo as verificadas em Nápoles, no ano de 1977 e entre os índios Yupca da Venezuela em 1981.

O problema é que uma pessoa nunca sofre apenas de hepatite D: ou é infectada em simultâneo com o VHD e o VHB ou só contrai esta doença quando já tem hepatite B. No caso de uma co-infecção, a hepatite D aguda pode ser severa, ou mesmo fulminante, no entanto, raramente evolui para uma forma crônica ao contrário do que sucede com a superinfecção que provoca hepatite crônica em 80 por cento dos casos, dos quais 40 por cento evoluem para cirrose.

O Vírus

O VHD ou Delta é o agente infeccioso da chamada hepatite D, tem 35 nm, pertence à família dos Viróides e o seu genoma é constituído por ácido ribonucleico (ARN) circular, de uma só cadeia. É único no seu género em patologia humana e não se consegue multiplicar senão na presença do vírus da hepatite B.

O período de incubação dura entre 15 a 45 dias e a sua presença no sangue é prolongada, podendo mesmo permanecer para sempre no organismo, o que pode originar formas mais graves de doença hepática.

Encontra-se, com maior incidência, na bacia do Mediterrâneo, no Médio Oriente, na Ásia Central, na África Ocidental, na bacia do Amazonas, na América do Sul, e em algumas ilhas do Pacífico Sul.

Quais são os sintomas?

A hepatite D aguda revela-se após um período de incubação de três a sete semanas. A fase pré-icterícia, que pode durar entre três a sete dias, começa com sintomas de fadiga, letargia, falta de apetite e náuseas, depois a pele ganha um tom amarelado que é o sinal de icterícia e, então, os outros sintomas desaparecem, com excepção da fadiga e das náuseas, a urina torna-se escura e as fezes claras, enquanto os níveis de bilirrubina no sangue sobem.

Como a superinfecção causa, geralmente, uma hepatite aguda grave, com um período de incubação lento, os sinais são idênticos aos das duas doenças (hepatite D e hepatite B). Nos casos em que evolui para hepatite crônica, os sintomas são menos intensos do que na hepatite aguda. A evolução para cirrose acontece em 60 a 70 por cento dos casos e demora entre cinco a dez anos, mas pode ocorrer 24 meses após a infecção.

A hepatite D fulminante é rara, mas é dez vezes mais comum do que noutros tipos de hepatite viral e caracteriza-se por encefalopatia hepática: mudanças de personalidade, distúrbios do sono, confusão e dificuldade de concentração, comportamentos anormais, sonolência e, por último, estado de coma.

Diagnóstico

As conclusões só são possíveis de tirar, com alguma fiabilidade, depois de terem sido feitos os testes serológicos.

No caso de se tratar de uma co-infecção, o diagnóstico é feito com base no aparecimento de antigénios e de anticorpos específicos no sangue, durante o período de incubação ou já no despoletar da doença. Os anticorpos anti-VHD desenvolvem-se tarde, na fase aguda, e normalmente diminuem após a infecção.

Na superinfecção, o VHB já se encontra no organismo antes da fase aguda, surgem anticorpos contra o VHD das classes IgM e IgG, sendo que estes últimos persistem por tempo indefinido. É possível, também, pesquisar no sangue o antigénio Delta e o ARN do VHD. A progressão para o estadio crônico está associada à presença de níveis elevados de IgM anti-HD e IgG anti-HD.

Transmissão

As relações sexuais e os contatos com sangue infectado são os dois meios mais habituais de transmissão da hepatite D, portanto, o contágio resulta de relações sexuais sem preservativo, da utilização de objetos cortantes que possam ter vestígios sanguíneos, como lâminas de barbear, escovas de dentes, agulhas e seringas ou outro material (que não tenha sido submetido a esterilização) utilizado na preparação de drogas ou na realização de tatuagens, «piercings», acupunctura e perfuração das orelhas.

Esta hepatite não se transmite pela saliva ou suor, portanto, ninguém ficará doente por dar um aperto de mão, abraços, beijos ou por utilizar pratos ou talheres de pessoas infectadas. Mas o VHD pode, por vezes, propagar-se de modo a causar graves epidemias como as ocorridas em Nápoles, em 1977, e entre os índios Yupca da Venezuela em 1981.

Como é natural, visto que uma pessoa nunca pode ser infectada apenas com o VHD, a via de transmissão é semelhante à da hepatite B, embora penda mais para a via sanguínea. O período de transmissão dura enquanto a pessoa infectada tiver no organismo o antigénio Delta ou o ARN do VHD.

Como prevenir?

Face às vias de transmissão, para prevenir, é necessário evitar o contato com sangue humano, em especial, quando se desconhece o estado de saúde do portador, mas, se for mesmo necessário, devem usar-se luvas. Não podem ser partilhados artigos de uso pessoal que sejam cortantes ou perfurantes. O uso de preservativo diminui o perigo de contágio, portanto, não se deve dispensar o preservativo.

Vacinação

Não existe qualquer vacina contra a hepatite D, mas como o vírus só pode infectar alguém na presença do VHB, a vacina para a hepatite B protege contra o vírua da hepatite Delta. A vacinação não deve ser encarada como uma urgência se não ocorreram contatos sexuais ou sanguíneos suspeitos. Caso esta situação se verifique, deve administrar-se a vacina e uma injeção de Imunoglobulina HB o mais cedo possível após a exposição.

A vacina da hepatite B faz parte do Programa Nacional de Vacinação.

Tratamento

Até agora, ainda não surgiu qualquer tratamento cem por cento eficaz, apenas o interferão alfa tem proporcionado alguns resultados positivos: somente num em cada dois casos se assiste a uma redução significativa da multiplicação do vírus mas, geralmente, a doença recidiva quando se interrompe o tratamento.

Fonte: www.roche.pt

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