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Hepatite A

 

O que é a hepatite A?

A hepatite A, também chamada hepatite infecciosa, é uma doença contagiosa transmitida por um vírus que faz com que o fígado aumente de volume. Pode levar de 15 a 50 dias a ficar-se doente depois de se ser exposto ao vírus da hepatite A. Em média leva cerca de um mês.

Quais são os sintomas?

Os sintomas dependem da idade da pessoa. Adultos e adolescentes são os que mais provavelmente vão apresentar os sintomas clássicos, como febre, fadiga, perda de apetite, náusea e icterícia. Os sinais de icterícia incluem urina castanha escura, fezes claras, amarelecimento do branco dos olhos e da pele em pessoas de cor clara. Crianças com hepatite A têm muitas vezes sintomas parecidos a uma gripe leve e indisposição de estômago ou não apresentam nenhum sintoma. As crianças raras vezes têm icterícia. Os sintomas da hepatite A duram de uma a duas semanas. Alguns adultos podem sentir-se doentes durante alguns meses, mas isso é raro.

Como se transmite?

O vírus da hepatite A é encontrado normalmente nas fezes de pessoas infectadas. O vírus é provavelmente transmitido por pessoas que não lavam as mãos depois de ir ao quarto de banho ou depois de mudar fraldas ou lençóis sujos, e depois as pessoas tocam na boca, preparam comida para os outros ou tocam noutras pessoas com mãos contaminadas. Este tipo de contato faz com que a doença se espalhe de pessoa para pessoa. A doença pode também ser transmitida através de comida (como marisco) ou água contaminadas. O período de maior risco de contágio é durante as duas semanas antes de os sintomas aparecerem. A maioria das pessoas deixa de ser contagiosa uma semana depois de os sintomas terem começado. Ao contrário de outros vírus da hepatite, o vírus da hepatite A não é transmitido normalmente através do sangue.

Quem contrai a hepatite A?

Qualquer pessoa pode contrair a hepatite A. Pessoas que vivem com ou têm contatos sexuais com pessoas infectadas correm um grande risco de contrair hepatite. Às vezes a hepatite A espalha-se pelas crianças de uma creche porque muitas usam fraldas e não são capazes de lavar as próprias mãos. Pode ser que ninguém saiba que as crianças estão doentes porque elas não têm sintomas. O contágio entre crianças em idade escolar é menor porque elas apresentam sintomas com mais frequência e porque a maioria aprendeu a lavar as mãos antes de comer e depois de ir ao quarto de banho.

Como se diagnostica?

É preciso fazer uma análise ao sangue para detectar os anticorpos que combatem o vírus. Esta análise ao sangue consegue diferenciar entre uma infecção atual e uma antiga. Existem também análises ao sangue que medem o grau de destruição do fígado, mas estas análises não indicam o que causou a destruição.

Como se trata a hepatite A?

Não existe tratamento para a doença e a maioria das pessoas não precisa de se tratar. Problemas como a retenção de líquidos e irregularidades no sangue são raros, mas podem ser tratados.

Como se pode evitar a hepatite A?

Lave as mãos.
Lavar bem as mãos protege contra a hepatite A e muitas outras doenças. Lave sempre as mãos muito bem com água e sabão antes de tocar em comida ou antes de comer e depois de usar o quarto de banho ou de mudar fraldas.
Cozinhe os mariscos.
Não coma mariscos crus ou mal cozidos. O vírus da hepatite A é destruído durante a cozedura.

Vacine-se contra a hepatite A se:

Está a planear viajar ou trabalhar num país com alta incidência de hepatite A (México; todos os países da América Central e do Sul; todos os países da África, das Caraíbas e da Ásia, excepto o Japão; e os países do sul e leste da Europa).
Vive numa comunidade com alta incidência de hepatite A (reservas de Índios/indígenas americanos, povoados de nativos do Alasca, povoados de habitantes das ilhas do Pacífico e algumas comunidades religiosas e hispânicas).
Sofre de doença crônica do fígado.
Tem algum problema de perda de sangue e recebe fatores de coagulação.
É viciado em drogas.
É um homem que tem relações sexuais com outros homens.

Receba imunoglobulina (IG) se:

Não se vacinou e foi exposto à hepatite A. IG funciona melhor se for administrada nas duas primeiras semanas depois de ter sido exposto ao vírus.
Se é alérgico à vacina ou optar por não se vacinar, e estiver a viajar numa área com grande incidência de hepatite A.

Dê imunoglobulina (IG) aos seus filhos se:

Eles tiverem menos de 2 anos e estiverem a viajar ou a viver consigo numa área com grande incidência de hepatite A. Eles precisarão de receber IG porque a vacina não pode ser dada a crianças com menos de 2 anos.

A IG deixa a pessoa imune à hepatite A?

Não. A IG protege apenas parcialmente a pessoa contra o vírus da hepatite A durante 3 a 5 meses. Você pode ainda contrair a doença e contagiar outras pessoas, mas a IG pode tornar os seus sintomas mais suaves. Se pensa que pode vir a ser exposto novamente ao vírus, você deve conversar com o médico para se vacinar contra a hepatite A, que protege por muitos anos.

Existem regulamentos de saúde para pessoas com hepatite A?

Sim. Como a hepatite A pode espalhar-se facilmente para outras pessoas, por lei, os médicos têm de informar a agência de saúde local quando diagnosticam casos de hepatite A. Para proteger o público, pessoas com hepatite A não podem trabalhar em negócios que lidem com alimentos até que a febre tenha desaparecido por inteiro e tenha passado uma semana desde o começo dos sintomas. Colegas de trabalho podem precisar de receber IG. O termo “negócio que lidem com alimentos” inclui restaurantes, casas de sandes, cozinhas de hospitais, fábrica de laticínios ou de alimentos processados e qualquer outro lugar onde os trabalhadores manipulem alimentos ou bebidas, ofereçam cuidados orais (como lavar os dentes de outra pessoa), ou dispensem medicamentos.

Fonte: www.masshepc.org

Hepatite A

A hepatite A é uma infecção do fígado causada pelo vírus da Hepatite A - VHA. É uma infecção aguda quase sempre auto-limitada, isto é, evolui para a cura sem o recurso de nenhum medicamento nem nenhuma atitude particular. Muito raramente a Hepatite A evolui para uma forma grave de hepatite - Hepatite Fulminante - e, nunca evolui para hepatite crônica..

Epidemiologia da hepatite A

A hepatite A é a doença causada por vírus mais frequente no mundo. No continente Asiático, Africano, na América do Sul aos 5 anos de idade mais de 90% das crianças já foram infectadas. Nos países desenvolvidos a doença é menos frequente e o contágio dá-se mais tarde, com frequência durante uma viagem aos países em desenvolvimento.

Em Portugal no início da década de 1980 a nossa situação era semelhante à dos países em desenvolvimento: a hepatite A adquiria-se na infância e aos 15 anos 93% da nossa população já tinha tido a doença.

Com a melhoria das condições sanitárias o panorama modificou-se: Em 1995, pelo menos em algumas áreas urbanas, apenas 43% da população com 25 anos de idade tinha tido contato com o vírus da hepatite A.

Como se transmite a hepatite A?

A transmissão é fecal-oral. O vírus é eliminado pelas fezes, sendo já encontrado nas fezes 3 semanas antes de começarem os sintomas.

Os alimentos sobretudo os alimentos crus podem estar contaminados ou serem lavados com água contaminada ou serem manipulados por pessoas com hepatite A.

O marisco - ostras, mexilhões, amêijoas - provenientes de viveiros contaminados por esgotos, tem a capacidade de concentrar o vírus presente na água e são um frequente meio de transmissão.

Outros tipos de transmissão da Hepatite A, através da transfusão de sangue, ou através das relações sexuais é possível, mas é muito rara. Não há transmissão da mãe para o filho.

Quais os sintomas da hepatite A?

Os sintomas são muito variados. Nas crianças e jovens com frequência passa despercebida ou apresenta sintomas semelhantes aos da gripe. Pode nalguns casos apresentar mau estado geral, dor de cabeça, dor de barriga ( abdominal ), febre geralmente não muito alta, falta de apetite, náuseas, vómitos. Ocasionalmente, alguns dias depois, a branca dos olhos ( esclerótica ) aparece amarela, a urina pode ficar cor de vinho de Porto e as fezes podem aparecer brancas como a massa de vidraceiro.

Como se faz o diagnóstico ?

Não há sintomas específicos da hepatite A mas, o médico, tem meios para fazer o diagnóstico. A análise do sangue mostra as transaminases elevadas assim como a bilirrubina, o que nos indica que há uma alteração do fígado. A determinação dos anticorpos estabelecem com certeza o diagnóstico.

A maior parte das vezes os sintomas são tão ligeiros que a doença passa desapercebida. Anos mais tarde a pesquisa de anticorpos vem-nos dizer que já tivemos hepatite A, fato que desconhecíamos totalmente.

Qual o tratamento da hepatite A ?

É um assunto ainda cheio de mitos, tabus e falsas crenças. A Hepatite A não tem nenhum tratamento específico.

É necessário aliviar os sintomas: as náuseas poderão ser aliviadas com uma dieta pobre em gorduras e se houver vómitos o alívio obtém-se com um anti-emético.

Raramente se justifica a hospitalização. As dietas, os polivitaminicos, e os anti-virais não têm nenhuma justificação.

Se durante a fase aguda da doença houver intolerância às gorduras, suprimem-se durante alguns dias. O exercício moderado é aconselhável. Deve haver abstinência de álcool até à cura clínica e bioquímica. Com frequência a Hepatite A passa despercebida e só anos mais tarde o médico nos diz que tivemos Hepatite A, porque se pediram análises, e o anti-corpo IgG indica que já tivemos uma Hepatite A.

Muito raramente, a Hepatite A, pode evoluir para Hepatite Fulminante, uma situação grave com mortalidade elevada mas, felizmente, muito rara, mas em mais de 99% dos casos a Hepatite A evolui para a cura.

Como prevenir a hepatite A ?

A prevenção da Hepatite A pode fazer-se com gamaglobulina humana e com a vacina. A gamaglobulina deve administrar-se até duas semanas depois do contágio.

A vacina da hepatite A: A vacina para a Hepatite A contém o vírus da Hepatite A inativado (não transmite a doença) e, induz na pessoa vacinada a produção de anticorpos contra este vírus.

Em Portugal há dois tipos de vacina: uma que só previne a infecção causada pelo vírus da Hepatite A e outra, chamada vacina combinada, que também contem o vírus da Hepatite B inativado, protegendo igualmente contra a Hepatite B. Ambas as vacinas são administradas por via intramuscular e podem ser dadas a adultos e a crianças (estas tomam metade da dose do adulto).

No caso da vacina só contra a Hepatite A , depois da primeira dose é feito reforço após 6 a 12 meses.

Na vacina combinada são feitas três doses, sendo a segunda dose dada 1 mês após a primeira e a última dose 6 meses após a primeira administração.

Os efeitos secundários da vacina são raros e geralmente ligeiros. A dor, vermelhidão e “inchaço” no local da picada desaparece espontaneamente. Pode provocar também sintomas semelhantes aos da gripe (dor de cabeça, febre, arrepios, dores nos músculos e articulações) mas habitualmente só duram um dia. Raramente origina diarreia ou urticária.

A vacina para a Hepatite A é tão eficaz que habitualmente não é preciso avaliar a sua eficácia.

Fonte: www.linooliveira.com

Hepatite A

A Hepatite A é causada por um vírus da família dos picornavirus (HAV).

A sua transmissão é quase exclusivamente pela via fecal-oral, disseminando-se por contato direto de pessoa a pessoa, ou ainda, por alimentos e água contaminados.

A Hepatite A possui estreita relação com as condições de saneamento da região e sua disseminação entre as pessoas é facilitada por situações de confinamento como creches, escolas e acampamentos militares. Nos países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento é mais freqüente entre crianças e adolescentes.

A infecção, na maioria dos casos, tem caráter benigno evoluindo para a cura em um a dois meses. Os casos graves que podem levar à morte são raros e não existem casos de doença crônica.

Durante a infecção o paciente pode não apresentar sintomas, apresentar um quadro inespecífico com náuseas, vômitos e mal estar geral ou ficar com uma coloração amarelada nos olhos e pele, a urina escura e as fezes claras.

O diagnóstico é feito pela presença, do anti-HAV IgM no exame de sangue. Já a detecção do anti-HAV IgG positivo significa que o paciente está curado.

Recomenda-se fazer repouso relativo em casa e abster-se do consumo de bebidas alcoólicas. O isolamento não é necessário entretanto, deve-se ter um cuidado maior com a higiene principalmente após a defecação.

Todos os casos devem ser acompanhados pelo médico.

Leonardo Massamaro Sugawara

Fonte: www.unifesp.br

Hepatite A

Transmissão

O vírus da hepatite A é mais comumente transmitido através da ingestão de água e alimentos contaminados pelas fezes de pessoas infectadas. Raramente é transmitido através do contato com sangue contaminado.

Tratamento

A detecção da hepatite A se faz por exame de sangue e não há tratamento específico, esperando-se que o paciente reaja sozinho contra a doença. Normalmente, a hepatite A não se torna crônica.

Prevenção

Apesar de existir vacina contra o vírus da hepatite A (HAV), a melhor maneira de evitá-la se dá pelo saneamento básico, tratamento adequado da água, alimentos bem cozidos e pelo ato de lavar sempre as mãos antes das refeições.

Fonte: www.bancodesaude.com.br

Hepatite A

Existe idade em que há mais risco de contrair a Hepatite A?

Pessoas em qualquer faixa etária estão sujeitas a contrair Hepatite A: recém-nascidos, crianças (principalmente em idade escolar), adolescentes e adultos.

A Hepatite A é uma doença grave?

Como muitas doenças VIRAIS, a Hepatite A pode causar prejuízos a saúde ou mesmo a morte. A Hepatite A ocorre normalmente sem gravidade, mas a forma fulminante é a complicação mais temida da Hepatite A, que felizmente ocorre ocasionalmente.

Quais os sintomas da Hepatite A?

Os sintomas variam desde uma infecção silenciosa ou subclínica, até uma hepatite clínica, com ou sem icterícia (olhos e peles amarelados).

Os sintomas iniciais podem ser: cansaço, debilidade muscular, perda de apetite, diarréia e vômito ou sintomas parecidos com os de uma virose qualquer (dor de cabeça, calafrios e febre). Os sintomas mais significativos são a icterícia, as fezes claras e urina escura, mas não ocorrem em todos os pacientes. Diferentemente dos adultos, em crianças os sinais e sintomas são mais atípicos.

Qual a incubação e a duração da doença?

A incubação costuma durar de 15 a 50 dias. A duração da Hepatite A varia. Durante o período ativo da doença, o paciente deve permanecer afastado por dias de suas atividades (escola ou trabalho). A recuperação completa geralmente leva de seis meses a um ano. No entanto, é preciso lembrar que complicações sérias e às vezes fatais podem ocorrer em um número reduzido de pacientes com Hepatite A.

Como se previne contra Hepatite A?

Recomenda-se o consumo somente de água potável fervida ou água mineral industrializada, limpar bem verduras e frutas com água limpa, evitar o consumo de alimentos crus ou de procedência duvidosa, lavar bem as mãos antes de comer e após utilizar o banheiro. Mas essas medidas podem não ser suficientes e atualmente existe consenso de que a melhor e mais eficiente forma de evitar a hepatite A é através da vacinação.

A vacina contra Hepatite A está disponível nos Postos de Saúde?

Não.

Quanto tempo dura a proteção conferida pela vacina contra Hepatite A?

A vacina contra a Hepatite A é segura e eficaz e oferece proteção por, pelo menos, 25 anos.

Quem se vacina contra a Hepatite B também está protegido contra Hepatite A?

Não. As Hepatites A e B são doenças diferentes, causadas por vírus diferentes e um tipo de vacinação não substitui o outro.

Qual a idade para começar a vacinação contra Hepatite A?

A vacinação deve ocorrer a partir de 12 meses de idade.

Caso não saiba se já fui vacinado ou se já tive Hepatite A posso me vacinar mesmo assim?

Pode. Caso alguém já tenha contraído a Hepatite A, a vacina não provocará nenhum evento adverso adicional.

Qual o risco de contrair Hepatite A?

Qualquer pessoa não vacinada está exposta ao vírus da Hepatite A, sendo o risco ainda maior em habitantes de países em desenvolvimento, onde as condições de saneamento podem ser precárias.

Fonte: www.vacinacao.com.br

Hepatite A

Hepatite A é uma doença infecciosa aguda causada pelo vírus HVA que é transmitido por via oral-fecal, de uma pessoa para outra ou através de alimentos ou água contaminada. Entre os alimentos destacam-se os frutos do mar e alguns vegetais.

A incidência da hepatite A é maior nos locais em que o saneamento básico é deficiente ou não existe. Uma vez infectada, a pessoa desenvolve imunidade contra esse vírus por toda a vida.

Sintomas

A hepatite A pode ser sintomática ou assintomática. Durante o período de incubação, que leva em média de duas a seis semanas, os sintomas não se manifestam, mas a pessoa infectada já é capaz de transmitir o vírus.

Uma minoria apresenta os sintomas clássicos da infecção: febre, dores musculares, cansaço, mal-estar, inapetência, náuseas e vômitos. Depois de alguns dias, pode aparecer icterícia, as fezes ficam amarelo-esbranquiçadas e a urina escurece adquirindo tonalidade semelhante à da coca-cola.

No entanto, muitas vezes, os sintomas são tão vagos que podem ser confundidos com os de uma virose qualquer. O paciente continua levando vida normal e nem percebe que teve hepatite.

Grupo de Risco

Geralmente é na infância que se entra em contato com o vírus. Por isso, as crianças constituem grupo de risco importante, assim como os adultos que interagem com elas e os profissionais de saúde.

Evolução

Em geral, o quadro de hepatite A se resolve espontaneamente em um ou dois meses. Em alguns casos pode demorar seis meses para o vírus ser eliminado totalmente do organismo. Embora não sejam freqüentes, complicações podem surgir como a recorrência da infecção e a hepatite fulminante, quadro muito raro, para a qual o único tratamento é o transplante de fígado.

Recomendações

Não coma frutos do mar crus ou mal cozidos. Moluscos especialmente filtram grande volume de água e retêm os vírus se ela estiver contaminada. Ostras que se comem cruas e mariscos são transmissores importantes do vírus da hepatite A.
Evite o consumo de alimentos e bebidas dos quais não conheça a procedência nem saiba como foram preparados;- Procure beber só água clorada ou fervida, especialmente nas regiões em que o saneamento básico possa ser inadequado ou inexistente.
Lave as mãos cuidadosamente antes das refeições e depois de usar o banheiro. A lavagem criteriosa das mãos é suficiente para impedir o contágio de pessoa para pessoa.
Não ingira bebidas alcoólicas durante a fase aguda da doença e nos seis meses seguintes à volta das enzimas hepáticas aos níveis normais.
Verifique se os instrumentos usados para fazer as unhas foram devidamente esterilizados ou leve consigo os que vai usar no salão de beleza.

Tratamento

Não existe tratamento especifico contra a hepatite A nem embasamento terapêutico para recomendar repouso absoluto. Na vigência dos sintomas, porém, o próprio paciente se impõe repouso relativo.

Pessoas que vivam no mesmo domicílio que o paciente infectado ou que estejam em más condições de saúde podem receber imunoglobulina policlonal para protegê-los contra a infecção.

O consumo de álcool deve ser abolido até pelo menos três meses depois que as enzimas hepáticas voltaram ao normal.

Vacinação

Há duas vacinas contra a hepatite A. Uma deve ser aplicada em duas doses com intervalo de seis meses; a outra, em três doses administradas nesses seis meses.

A vacina contra a hepatite A não faz parte do programa oficial de vacinação oferecido pelo Ministério da Saúde, mas deve ser administrada a partir do primeiro ano de vida, porque sua eficácia é menor abaixo dessa faixa etária.

Pessoas que pertençam ao grupo de risco ou que residam na mesma casa que o paciente infectado também devem ser vacinadas.

Fonte: www.unimedguaratingueta.com.br

Hepatite A

O vírus da hepatite A é um vírus RNA (a sua informação genética é escrita em uma cadeia de RNA - a humana é DNA, que é "traduzido" para o RNA ao ser "lido") transmitido por via oro-fecal, isto é, alimentos e água contaminados. O período de incubação (tempo para o aparecimento da doença) é de 2-6 semanas e o tempo em que o vírus é encontrado no sangue é pequeno (5-7 dias). Portanto, a transmissão parenteral (pelo sangue) é rara. Como uma infecção por via oro-fecal, sua transmissão esta associada a condições socioeconômicas, é mais comum em paises pobres e pode ocorrer em epidemias.

Sintomas

A maioria dos pacientes não apresenta quaisquer sintomas, particularmente as crianças, ou apresenta sintomas incaracterísticos que se assemelham a um quadro gripal. Por esse motivo, muitos adultos descobrem que já tiveram hepatite A através de exames de sangue e nunca souberam. Quando se apresenta clinicamente, os sintomas mais comuns são icterícia (pele e olhos amarelados), fadiga, falta de apetite, náuseas e dores articulares e musculares, ocasionalmente com febre baixa e dor no fígado.

A hepatite A nunca se torna crônica e raramente é fulminante (menos que 1%). Manifestações sistêmicas são incomuns e incluem crioglobulinemia, nefrite, vasculite leucocitoclástica e meningoencefalite. A evolução mais comum e de recuperação completa em 3 semanas, mas pode em poucos casos apresentar surtos mais leves até 6 meses apos a infecção.

Fígado normal

Fisiopatogenia

O vírus da hepatite A se concentra principalmente no fígado, mas pode também ser encontrado no estomago e no intestino. O vírus não destrói as células do fígado, mas sim o próprio sistema imunológico do doente, que destrói as células infectadas. Na biopsia do fígado, pode-se encontrar alterações necroinflamatórias (inflamação e destruição dos hepatócitos) na região peri-portal e colestase em graus variados.

Hepatite A aguda

Diagnóstico

O diagnostico da hepatite A é feito pela detecção de anticorpos contra o vírus. Os anticorpos aparecem em duas variedades, IgM e IgG, sendo que o primeiro aparece na infecção aguda e o segundo apos a cura, permanecendo por toda a vida e protegendo contra novas infecções. Elevações de AST e ALT ocorrem no quadro agudo e podem demorar até 6 meses para normalizarem.

Tratamento

O tratamento é baseado em medidas de suporte, sendo orientado repouso até melhora da icterícia. Sugere-se ainda interromper o uso de medicações que possam prejudicar o fígado (incluindo álcool) e dieta hipercalórica, pois o fígado é um dos responsáveis por manter constante a taxa de açúcar no sangue e esta função pode estar prejudicada. Devem ser tomados cuidados para evitar a transmissão entre os familiares. Só é necessária internação em casos graves, idosos e naqueles com outras doenças severas. Os raros pacientes com hepatite fulminante (com aparecimento de encefalopatia hepática dentro de 8 semanas do inicio dos sintomas) devem ser encaminhados para um centro de referencia e considerada a possibilidade de transplante hepático.

Prevenção

As medidas gerais para a prevenção da hepatite A são higiênicas (lavar as mãos, usar água potável, lavar os alimentos e rede de esgoto). No caso de exposição ao vírus, pode ser utilizada a imunoglobulina A para prevenir o aparecimento da doença, sendo eficaz em 85% dos casos se administrada em até 10-14 dias.

As vacinas com o vírus inativado se mostraram seguras e eficazes, conferindo proteção de 94-100% após 2-3 doses, por 5 a 20 anos. Recomenda-se (apesar de não fazer parte do calendário vacinal do Ministério da Saúde) a vacinação em crianças em comunidades endêmicas, crianças que freq6uentam creches e pacientes portadores de doenças crônicas do fígado. Os principais efeitos colaterais são dor no local da injeção, febre e eventual dor de cabeça.

Fonte: www.hepcentro.com.br

Hepatite A

A hepatite A é uma doença do fígado altamente contagiosa e algumas vezes fatal. A cada ano, aproximadamente 1,4 milhões de pessoas no mundo todo contraem hepatite A, levando a um gasto de bilhões de dólares.

Quais são os sintomas da Hepatite A

A infecção pelo vírus da hepatite A pode causar uma série de sintomas, que variam desde uma infecção leve, assintomática até hepatite grave e morte. Os sintomas mais comuns incluem febre, calafrios e sensação de fraqueza generalizada.

Outros sintomas: anorexia, náuseas, icterícia (amarelamento dos olhos e da pele), urina escura, fezes de cor clara, dor abdominal e fadiga.

Geralmente, a hepatite A não evolui para infecção crônica, embora a recuperação completa possa levar várias semanas. Cerca de 10-15% dos pacientes pode ter recaída e os sintomas podem perdurar por até 6 meses.

Como as pessoas são contaminadas pelo vírus da hepatite A?

O vírus da hepatite A é encontrado nas fezes de pessoas com hepatite A. A infecção é transmitida principalmente pela via fecal-oral, geralmente pelo contato entre pessoas ou pela ingestão de água ou alimentos contaminados.

Algumas das formas mais comuns de contrair hepatite A incluem:

Contato com uma pessoa infectada pelo vírus da hepatite A, inclusive crianças (que geralmente não apresentam sintomas)
Não lavar as mãos após o manuseio de materiais contaminados pelo vírus da hepatite A, inclusive fraldas sujas
Ingerir alimentos manuseados por uma pessoa infectada pelo vírus da hepatite A ou lavar as mãos em água contaminada pelo vírus da hepatite A
Comer frutos do mar crus ou mal cozidos provenientes de locais onde a água está contaminada pelo vírus da hepatite A
Beber água contaminada pelo vírus da hepatite A Raramente as pessoas contraem hepatite A por transfusão de sangue ou por compartilhar seringas com usuários infectados.

Quem tem mais probabilidade de transmitir a hepatite A?

A hepatite A geralmente é transmitida por pessoas que não sabem que estão doentes. Como o período de incubação varia de 20-50 dias (ou mais em crianças), as pessoas infectadas podem transmitir a hepatite A antes dos sintomas aparecerem. As crianças podem transmitir a doença mesmo sem ter sintomas reconhecíveis.

As pessoas com maior probabilidade de transmitir a doença são:

Pessoas infectadas que manuseiam alimentos e os contaminam durante o preparo por não terem lavado adequadamente as mãos
Crianças infectadas com menos de 6 anos de idade e que não parecem doentes
Pais ou pessoas que trabalham em creches e que manipulam fraldas sujas e contraem ou transmitem a doença sem saber que haviam sido expostos Quem está sob risco de contrair hepatite A?

Alguns grupos de pessoas têm maior risco do que outras de contrair hepatite A:

Pessoas que moram em ou viajam para áreas com altas taxas de incidência de hepatite A.
Pessoas que moram em ou que se mudaram para comunidades com um ou mais surtos de hepatite A registrados nos últimos 5 anos.
Militares que partem para regiões onde a hepatite A é endêmica ou onde ocorrem surtos.
Pessoas envolvidas com atividade sexual de alto risco (inclusive homossexuais do sexo masculino ou pessoas que repetidamente contraem doenças sexualmente transmissíveis).
Usuários de drogas ilícitas injetáveis.
Hemofílicos e outros receptores de sangue e derivados.
Crianças e pessoas que trabalham em creches, bem como os pais, irmãos e outros contactantes.
Pessoas para as quais a hepatite A é um risco ocupacional.
Pessoas com teste positivo para hepatite C e com doença hepática diagnosticada.

Existem pessoas com mais risco de complicações caso adquiram hepatite A?

Pessoas com doença crônica do fígado e pessoas com mais de 49 anos de idade têm mais propensão a desenvolver complicações graves ou ameaçadoras à vida. Qual a prevalência da infecção por hepatite A no mundo?

A incidência de hepatite A varia amplamente no mundo todo. A hepatite A é endêmica ou comum em boa parte do mundo, principalmente nos locais com baixo padrão de saneamento. Entretanto, é importante salientar que diferentes áreas ou regiões – inclusive no mesmo país – podem ter diferentes taxas de infecção por hepatite A. Além disso, surtos de hepatite A ocorrem em áreas com taxas baixas ou intermediárias de infecção, mesmo nas cidades mais modernas do mundo.

O local onde moro pode afetar o risco de contrair hepatite A?

Como as taxas de infecção por hepatite A estão intimamente relacionadas às condições de moradia e de saneamento, o local onde você mora pode afetar seu nível de risco. É importante você conversar com seu médico para saber quais os riscos de você contrair hepatite na região onde mora. Em áreas onde as taxas de infecção são muito altas, a maioria das pessoas já teve hepatite A na infância. Pessoas que já tiveram hepatite A uma vez estão protegidas contra uma nova infecção.À medida que as condições de moradia e de saneamento melhoram, as taxas de infecção em crianças diminuem. Com o passar do tempo, uma proporção crescente de crianças mais velhas, adolescentes e eventualmente adultos não está sendo protegida pela infecção prévia e a proporção de casos sintomáticos ou mais graves pode ser maior. Se você mora em áreas como essa, pode estar sob risco durante surtos que ocorrem a partir de uma origem comum (tais como água ou alimentos contaminados). Se você mora em uma área onde as taxas de hepatite são baixas, ainda assim poderá correr o risco de ser exposto a pessoas que contraíram a doença ao viajarem para uma região com altas taxas de infecção. Você também poderá estar sob risco de contrair hepatite A a partir de água ou alimentos contaminados.

Por que a hepatite é considerada,às vezes, uma “doença de viajante”?

A hepatite A é algumas vezes considerada uma doença de viajante por ser a infecção prevenível por vacina mais freqüente em viajantes. Se você vive em uma área com elevadas taxas de hepatite A, você pode já ter tido hepatite A e, portanto, estar protegido. Entretanto, anualmente, milhares de pessoas que podem contrair a doença viajam para locais onde as taxas de infecção por hepatite A são maiores do que na região onde vivem, mesmo que seja em seu próprio país.

A incidência de hepatite A aumenta com o tempo em que se permanece em uma região de alto risco. O risco é maior para pessoas que permanecem ou visitam áreas rurais, que excursionam pelo interior do país ou que bebem ou se alimentam freqüentemente em áreas de condições sanitárias precárias. No entanto, muitos viajantes presumem, erroneamente, que o risco de hepatite A está presente apenas nessas condições. Na verdade, a hepatite A também pode ocorrer em viajantes que permanecem apenas em regiões urbanas e em hotéis de luxo.

O que eu devo fazer para me proteger?

Existem algumas maneiras de prevenir-se contra a transmissão do vírus da hepatite A e proteger-se contra a infecção.

Prevenindo a transmissão

A medida mais importante para evitar a transmissão da hepatite A é lavar as mãos de forma adequada e sempre seguir estas instruções simples:

1. Molhe as mãos em água corrente quente.
2. Passe o sabonete.
3. Esfregue as mãos por pelo menos 20 segundos e ensaboe também partes expostas dos braços.
4. Limpe a região entre os dedos e sob as unhas.
5. Enxágüe abundantemente as mãos para remover todo o sabonete.
6. Seque as mãos.

Sempre lave bem as mãos após ir ao banheiro ou manusear materiais que possam estar contaminados pelo vírus da hepatite A (inclusive fraldas sujas) e antes de manusear os alimentos.

Seguir estas medidas o ajudará a se proteger da hepatite A:

1. Pergunte a seu médico sobre a vacina contra a hepatite A ou a injeção de imunoglobulina (IG):

A vacinação contra a hepatite A proporciona proteção prolongada contra a doença.

Embora a IG, um produto derivado do sangue, contenha anticorpos (ou proteínas protetoras) contra o vírus da hepatite A, a proteção é por curto prazo (geralmente 2-5 meses)1,9 A vacina contra a hepatite A contém vírus “mortos” que não causam a hepatite, mas que estimulam o sistema imunológico do organismo a produzir anticorpos que ajudam a proteger contra o vírus.

Quando estiver em áreas de risco moderado a alto para hepatite A:

2. Evite tomar água não tratada de torneira ou tomar bebidas que contenham cubos de gelo feitos a partir dessa água. Ao beber água ou escovar os dentes, use apenas água engarrafada ou fervida.

3. Beba apenas bebidas em lata ou engarrafadas.

4. Evite comer frutas com casca, saladas, vegetais crus ou frutos do mar crus (por exemplo, mariscos, ostras e mexilhões). Estes alimentos podem estar contaminados pelo vírus da hepatite A, mesmo em restaurantes e hotéis elegantes e caros.

5. Evite comer carne crua ou mal passada. Coma apenas carnes e peixes que tenham sido recente e exaustivamente cozidos e não requentados.

6. Lave bem as mãos. Existem efeitos indesejáveis associados à vacina?

As vacinas contra a hepatite A são, em geral, bem toleradas. Podem ocorrer dor, vermelhidão, dolorimento, aumento de temperatura e irritação no local da aplicação da injeção. Febre, dor abdominal, anorexia, náuseas, cefaléia, fadiga e reações alérgicas também podem ocorrer.

Reações graves são raras, mas podem ocorrer. Você deve discutir com seu médico os possíveis efeitos colaterais. A exemplo de todas as vacinas, a vacina contra hepatite A pode não proteger 100% das pessoas vacinadas.

Devo ser vacinado contra a hepatite A?

Pergunte ao seu médico se você ou seus familiares devem ser vacinados contra a hepatite A. Se você decidir se vacinar, lembre-se de que são necessárias duas semanas até a proteção se desenvolver. Certifique-se de discutir os benefícios, assim como os riscos da vacinação com seu médico.

Fonte: www.msd-brazil.com

Hepatite A

Infecção provocada pelo vírus da Hepatite A (VHA) que entra no organismo através do aparelho digestivo e multiplica-se no fígado, causando neste órgão a inflamação denominada hepatite A. A descoberta do vírus ocorreu em 1975, todavia, na Antiguidade, já se registavam surtos da doença, na altura chamada «icterícia infecciosa», e eram frequentes as epidemias em períodos de guerra e de cataclismos.

A hepatite A transmite-se de pessoa para pessoa quando os alimentos ou a água estão contaminados por dejetos contendo o vírus, daí que seja mais frequente em países menos desenvolvidos, devido à precariedade do saneamento básico, e incida, principalmente, em crianças e adolescentes (50 por cento dos casos acontece antes dos 30 anos).

Nos países ocidentais, com a melhoria das condições de higiene, somos expostos cada vez mais tarde a esta doença considerada aguda, mas que se cura rapidamente na maioria dos casos (ao fim de cerca de três semanas) sem necessitar de internamento hospitalar ou de um tratamento específico e sem deixar vestígios: após a cura, o vírus desaparece do organismo e surgem anticorpos protetores que impedem uma nova infecção, por isso, não existem portadores crônicos.

Raramente esta doença é fatal, embora em adultos afetados por uma doença hepática crônica - originada por outro vírus ou pelo consumo excessivo de álcool - a infecção pelo VHA possa provocar a falência hepática, conhecida por hepatite fulminante; de outro modo, o risco é muito baixo, da ordem de um para mil ou mesmo para dez mil.

O Vírus

A sua denominação é VHA - Vírus da Hepatite A - tem uma dimensão de 27 nm, é da família dos picornavírus, tal como o vírus da poliomielite.

O seu genoma é constituído por ARN, positivo e monocatenário. Encontra-se por todo o mundo, especialmente em lugares onde as condições de higiene são escassas. Espalha-se através do contato direto ou indireto com material fecal e encontra-se nas fezes da pessoa infectada (foi por essa via que acabou por ser identificado, pela primeira vez, em 1975) duas a três semanas antes de os sintomas se declararem e durante os primeiros oito dias em que a doença permanece ativa.

Este vírus é muito infeccioso e é a causa mais frequente de hepatite aguda (mais de 50 por cento dos casos), apesar da sua presença no sangue ser diminuta e de curta duração. Uma pessoa que não tenha anticorpos, adquiridos quando teve a hepatite A ou através da vacina, pode ser infectada e transmitir a doença a outros, mas o risco é pequeno no contato ocasional.

O chamado período de incubação, que é maior nas crianças do que nos adultos, dura entre 20 a 40 dias, espaço de tempo em que não se revelam quaisquer sintomas. A infecção pode durar seis meses, mas a maioria dos doentes recupera ao fim de três semanas.

Quais são os sintomas?

Náuseas, febre, falta de apetite, fadiga, diarreia e icterícia são os sintomas mais comuns que, consoante a reação do organismo, podem manifestar-se durante um mês.

Os sintomas também variam consoante a idade em que há contato com o VHA: apenas cinco a dez por cento das crianças infectadas apresentam sintomas, nas pessoas idosas a doença pode tomar formas mais graves. Mas 90 por cento dos casos de hepatite A aguda são assintomáticos.

De início, a doença pode ser confundida com uma gripe, uma vez que esta também provoca febre alta, dores musculares e articulares, dores de cabeça e inflamação dos olhos mas, normalmente, as dúvidas desfazem-se quando a pele e os olhos ficam amarelados, sinal de que o fígado não consegue remover a bilirrubina e esta entra na corrente sanguínea, ou seja, o órgão inflamado não consegue retirar a bilirrubina do sangue. Inicialmente, pode confundir-se com qualquer outra hepatite provocada por vírus, se bem que o número de casos em que a icterícia não se manifesta seja maior.

Outros sintomas possíveis, após a primeira manifestação da doença que se traduz na falta de apetite, vómitos, febre e num mal-estar geral, são o aparecimento de pigmentos biliares na urina, a falta de secreção biliar, dor na barriga, aumento do volume do fígado e, nalguns casos, o baço pode também aumentar de volume.

Este tipo de hepatite definido pela letra A deixa o indivíduo extremamente fraco e debilitado; por vezes, a icterícia pode demorar mais tempo a desaparecer, prolongando-se durante dois ou mais meses.

Podem também ocorrer de recaídas: um a três meses após o desaparecimento dos sintomas, estes reaparecem e, concomitantemente, os resultados das análises agravam-se podendo este quadro clínico e laboratorial persistir até seis meses. Contudo, a cura acaba por ocorrer em todos os casos.

Diagnóstico

Baseia-se na detecção, através de análises sanguíneas, de anticorpos anti-VHA do tipo IgM que são gerados pelo sistema imunitário, para combater o vírus, logo após o aparecimento dos primeiros sintomas da doença. Estes anticorpos mantêm-se no organismo durante três a seis meses e desaparecem quando o doente se cura, dando lugar aos anticorpos anti-VHA do tipo IgG cujo aparecimento significa que o organismo foi infectado e reagiu, protegendo-se contra uma nova infecção com o vírus da hepatite A.

Antes do teste serológico que permite o diagnóstico do tipo de hepatite são realizadas análises de sangue para avaliar os parâmetros hepáticos, como as transaminases e a bilirrubina. No caso da hepatite A aguda as transaminases apresentam-se muito elevadas e a bilirrubina também está aumentada no sangue.

Nesta doença, não é necessário fazer uma biopsia, mas normalmente faz-se uma ecografia ao fígado para que se possam excluir do diagnóstico outras doenças que causam icterícia.

Transmissão

Em quase metade dos casos de hepatite provocados pelo VHA, não se consegue identificar a origem do contágio, mas esta doença transmite-se, geralmente, através da ingestão de alimentos ou de água contaminados por matérias fecais contendo o vírus.

O marisco, por exemplo, pode representar um perigo se a sua proveniência for um viveiro contaminado por água de esgotos, pois, as ostras, os mexilhões e as amêijoas concentram o vírus existente no seu habitat, transmitindo assim esta hepatite.

As frutas, os vegetais e as saladas, ou outros alimentos que estejam crus, se manipulados por uma pessoa infectada ou lavados com água imprópria para consumo podem ser contaminados e, consequentemente, contagiar aqueles que os ingerem.

A taxa de transmissão entre os membros da mesma família é de 20 por cento nos adultos e 45 nas crianças. As crianças são, muitas vezes, um veículo transmissor inesperado, já que transmitem o vírus sem se suspeitar que estão doentes por não apresentarem, na maioria das situações, quaisquer sintomas. São raros os casos de contágio por transfusão de sangue ou por via sexual.

As pessoas infectadas podem contagiar outras durante o tempo em que o vírus está a ser expelido do organismo juntamente com as fezes; com efeito, o risco de contágio é maior no período de incubação e na primeira semana em que se revelam os sintomas. Uma viagem a um país onde as condições sanitárias são deficientes ou a doença é endémica também pode contribuir para a ingestão do vírus. Durante a gravidez, o feto não corre quaisquer perigos se a mãe estiver infectada com o VHA.

Nos países desenvolvidos as epidemias de hepatite A são raras, embora possam acontecer, numa pequena dimensão, em creches, escolas, quartéis ou outro tipo de coletividade. As pessoas contaminadas recuperam por completo, de uma maneira geral, ao fim de cerca de três semanas.

Como prevenir?

Em Portugal, contrair hepatite A já não é muito comum, contudo, como diz o povo, mais vale prevenir do que remediar, o que neste caso significa, em termos individuais, manter hábitos de higiene elementares e, em termos coletivos, a continuação da aposta na melhoria das condições sanitárias e na educação. De qualquer modo, segundo os especialistas, face a uma suspeita de infecção devem lavar-se muito bem as mãos depois de usar a casa de banho e de mudar fraldas, e antes de cozinhar ou comer, e deve-se evitar beber água ou gelo de origem duvidosa.

Quando o risco é grande, a prevenção ganha ainda maior importância, portanto, numa viagem por países da Ásia, África ou da América Central e do Sul os cuidados devem ser redobrados: beber água, só se esta for potável (o engarrafamento é, em princípio, uma garantia de qualidade), caso haja dúvidas, a fervura a 98ºC, durante um minuto, é suficiente para tornar o vírus inativo; comer, só alimentos cozinhados, os crus podem estar contaminados, em especial, nos países onde a doença é endémica, mas se a vontade for grande deve ser o próprio a descascar a fruta, por exemplo, ou, então, optar apenas por produtos embalados.

E, claro, deve-se evitar o marisco, uma vez que a sua origem pode ser difícil de determinar e a cozedura em vapor não neutraliza o vírus.

O contato com pessoas infectadas é também um fator de risco, obviamente, por isso, nestes casos, é necessário redobrar os cuidados durante o período infeccioso e lavar a louça a altas temperaturas (na máquina, de preferência), não utilizar a mesma sanita, não partilhar a mesma cama e ponderar os contatos sexuais, evitando o sexo oro-anal e usando preservativo no caso da penetração anal.

Por outro lado, é aconselhável aos familiares ou aos parceiros sexuais da pessoa infectada a realização de análises para apurar se têm ou não anticorpos. Nos casos em que estes anticorpos não sejam detectados, os contatos devem ser tratadas com injecções de imunoglobulina, que permitem uma proteção rápida (menos de uma semana), embora apenas durante três a seis meses, e são eficazes em 80 a 90 por cento dos casos. A vacina é igualmente uma boa medida, todavia, o processo de imunização é demorado (cerca de um mês) mas é mais eficaz do que a imunoglobulina (praticamente 100 por cento) e assegura uma proteção durante dez ou mais anos.

No caso das crianças, segundo a «Advisory Commitee on Imunization Practice», as injeções de imunoglobulina estão recomendadas em menores de dois anos que viajem para países onde a doença é comum entre a população ou se tiverem sido expostas ao vírus. Se forem mais velhas e não estiverem vacinadas, e se for previsível um contato com a doença num espaço de duas semanas, podem tomar a vacina juntamente com a imunoglobulina.

Vacinação

A vacina contra a hepatite A foi obtida a partir do vírus inativo, é considerada bastante eficaz e não tem quaisquer contra-indicações.

Os efeitos secundários são raros e, caso se façam sentir, são ligeiros, prendem-se com a própria toma, ou seja: dor, vermelhidão e inchaço no local da picada.

Em alguns casos, verificam-se sintomas semelhantes aos da gripe (febre, dor de cabeça, arrepios, dores nos músculos e articulações) mas, normalmente, duram um dia. Mais raros ainda são os casos em que origina diarreia ou urticária.

Em Portugal, existe uma vacina que previne a infecção causada pelo VHA e outra, conhecida por combinada, que protege igualmente contra a hepatite B. Ambas são administradas por via intramuscular, mas para as crianças é suficiente metade da dose ministrada ao adulto.

A vacina da Hepatite A é, em princípio, tomada em duas doses, sendo feito um reforço seis a 12 meses após a primeira dose, no entanto, há quem questione a necessidade de uma segunda dose, já que a primeira garante 82 por cento de proteção.

A vacina combinada é dada em três doses: a segunda um mês após a primeira e a última cinco meses depois.

Tratamento

Não existem medicamentos específicos para tratar esta doença. Este tipo de hepatite trata-se, essencialmente, com repouso, durante a fase aguda, até que os valores das análises hepáticas voltem ao normal e a maioria das pessoas restabelece-se completamente em cinco semanas. Quando se aconselha repouso isso não significa que se permaneça na cama mas sim que devem ser evitados grandes esforços físicos.

Também não se recomenda qualquer dieta especial; a alimentação deve ser equilibrada como, aliás, o bom senso indica em todas as ocasiões: rica em proteínas e com baixo teor de gorduras. Nos casos em que surjam diarreia e vómitos, para evitar a desidratação, devem beber-se muitos líquidos, entre os quais não se inclui o álcool, já que este, mesmo em pequena quantidade, agrava a lesão do fígado. As náuseas e a falta de apetite fazem-se sentir com maior intensidade no final do dia e, por essa razão, a refeição mais completa deve ser tomada durante a manhã.

E como o fígado inflamado perde a capacidade de transformar os medicamentos e por isso alguns tornam-se tóxicos e agravam a doença. Alguns fármacos, especialmente narcóticos, analgésicos, tranquilizantes ou produtos de ervanária, não se devem tomar a não ser que o médico os recomende.

Também não é muito aconselhável realizar uma cirurgia durante o período de tempo em que se está doente.

Grupos de risco

Familiares ou parceiros sexuais de pessoas infectadas
Pessoas que não estejam vacinadas ou que não tenham os anticorpos necessários
Médicos e paramédicos que trabalhem em hospitais
Viajantes para países menos desenvolvidos onde a doença é endémica
Toxicodependentes que usam agulhas não esterilizadas
Tratadores de macacos
Pessoas que trabalham na recolha e processamento de lixo e nos esgotos
Homossexuais masculinos
Frequentadores e pessoal que trabalha em instituições comunitárias, nomeadamente infantários, escolas, refeitórios, entre outras

Fonte: www.roche.pt

Hepatite A

Você sabe o que é hepatite A e o que causa esta doença?

A hepatite A é uma infecção no fígado causada por um vírus, o HAV. Geralmente esta doença, que é o tipo mais comum de hepatite, faz com que o fígado fique inflamado por um tempo, mas não costuma evoluir para casos muito graves e os doentes se recuperam sem maiores problemas.

Além do tipo A, a hepatite também pode se apresentar de outras duas formas: B e C, cada uma com sua peculiaridade. Você só poderá contrair esta doença uma vez, depois disso, ficará imune ao vírus pelo resto da vida.

Como é o contágio da hepatite A?

A maneira mais comum de contágio é através do contato oral com a água e comida que estejam contaminadas. A contaminação ocorre porque o vírus se espalha através das fezes contaminadas. É comum o contágio de um grupo de pessoas que realizam suas refeições no mesmo local. Isso porque o cozinheiro pode estar infectado e, caso não lave bem suas mãos, poderá contaminar a comida que prepara.

É possível também contrair a doença entrando em contato diretamente com as fezes em sua própria casa. Por exemplo, uma mãe que troca a fralda de seu filho que está doente. Em alguns casos raros, a transmissão da doença pode ocorrer através do ato sexual ou então através do contato com sangue contaminado (transfusões de sangue e uso de drogas injetáveis).

Quais os sintomas?

O período de incubação da hepatite A, ou seja, o tempo que a doença leva até apresentar os primeiros sintomas, dura de duas a sete semanas. Em média, os doentes costumam apresentar os primeiros indícios da doença quatro semanas após terem sido infectados pelo vírus. É preciso ressaltar que os sintomas não aparecem antes do fim da incubação, mas que o doente pode contaminar uma pessoa sadia durante este período.

Fadiga
Febre
Dores musculares
Dor de cabeça
Dor no lado direito do abdômen, embaixo das costelas, onde está o fígado
Náusea
Perda de apetite e de peso
Pele, olhos e mucosas amareladas (icterícia)
Urina escura e fezes amareladas

Como diagnosticar a hepatite A?

Se seu médico desconfiar que você esteja com a doença, ele vai lhe pedir um exame de sangue para checar se seu fígado está inflamado e se você desenvolveu anticorpos contra hepatite A. A presença destes anticorpos indica que seu corpo foi exposto à presença do vírus.

Exames

Um exame médico completo e a avaliação do seu histórico médico são suficientes para mostrar se você está ou não contaminado pelo vírus da hepatite A.

O médico também levantará questões sobre seus hábitos: onde você trabalha, se tem contato com crianças ou adultos que estejam em creches, prisões ou asilos ou se você se relaciona diretamente com alguém que tenha hepatite A.

Um exame de sangue mostrará como está o funcionamento do fígado e se há algum tipo de lesão ou inflamação.

Se o sangue não apresentar anticorpos ao vírus A da hepatite, será preciso testá-lo para os demais tipos: hepatite B e hepatite C. Ou então ele procurará a presença de outro vírus, o Epstein-Barr, que causa a mononucleose (a doença do beijo), e que também pode causar inflamação do fígado.

No seu exame de sangue serão examinados os seguintes pontos:

Bilirrubina. Quando esta substância aparece no sangue, pode indicar que você está com hepatite.
Albumina.
Baixa quantidade desta proteína no sangue a principal da circulação sanguínea pode indicar hepatite ou outros problemas no fígado.
Tempo de protrombina.
Este exame mede o tempo que o sangue leva para coagular. Se o tempo para a coagulação for elevado, ele pode indicar que o paciente está com hepatite. A falta de vitamina K no sangue também eleva o tempo de protrombina.
A Alanina aminostransferase (ALT)
é uma enzima produzida nas células do fígado. Ela também é feita por outros órgãos, mas encontra-se em maior quantidade no fígado. O dano hepático libera esta substância no sangue e isso pode ocorrer em todos os tipos de hepatite: A, B e C. Quando o fígado está lesionado, o nível dessas enzimas na corrente sanguínea se eleva.
Aspartato aminostransferase (AST)
é um enzima presente em vários tecidos do corpo como fígado, rim, coração, músculos e também no cérebro. Ela é liberada no sangue quando estes órgãos estão com algum tipo de lesão. A quantidade de AST presente na corrente sanguínea está diretamente relacionada ao tamanho do ano no tecido. Quanto mais AST no sangue, mais grave é a lesão no órgão.
Fosfatase alcalina
diz respeito a uma família de enzimas produzidas nos dutos da bílis, no intestino, no rim, na placenta e nos ossos. Quantidades altas de fosfatase no sangue indicam problemas nos dutos biliares e, conseqüentemente, danos no fígado. Como ela também é produzida nos ossos, no entanto, também pode indicar problemas nestes tecidos.
Desidrogenase lática (LDH)
é uma enzima também. Mas como muitas doenças podem causar a elevação desta substância no sangue, o médico precisará pedir os outros testes acima citados para comprovar ou descartar a infecção por hepatite A.

Diagnóstico precoce

Se você desconfiar que está infectado ou que entrou em contato com o vírus e nunca foi vacinado contra ele, o melhor é procurar logo um médico. Assim, caso o tempo de exposição ao vírus seja de até duas semanas, você poderá ser imunizado com injeções imunoglobulina.

Como tratar?

Não é preciso tomar remédios. Na maioria dos casos, a infecção vai embora sozinha. Comer bem e beber muita água ajudam o corpo a se recuperar mais rapidamente. Para amenizar os sintomas, o médico pode receitar também remédios contra dores, febre e enjôo. A hepatite A não causa problemas crônicos no fígado e nada menos do que 99% das pessoas que a contraem se recuperam. Em casos raros, no entanto, a infecção do fígado pode progredir de forma muito rápida, se transformar em uma hepatite fulminante , e levar à morte. Um transplante de fígado pode salvar o doente.

É possível se prevenir contra a hepatite A?

Sim. Há vacina para a doença. Ela é recomendável para crianças a partir de um ano de idade é dada em duas doses, com uma distância de seis meses entre elas. Pessoas dos chamados grupos de risco também devem ser vacinadas.

São elas: crianças e adultos que morem em creches, asilos ou prisões; usuários de drogas (injetáveis ou não), homo e bissexuais; pacientes com AIDS e com doenças de coagulação.

Além da vacinação, outras formas de evitar a doença são:

Não beber ou comer alimentos que possam ter sido preparados em condições precárias de higiene.
Evitar frutos do mar crus ou mal cozidos, como ostras.
Não beber água da torneira.
Prestar atenção aos hábitos de higiene: lave sempre as mãos com sabão antes de comer ou de cozinhar e sempre que for ao banheiro.
Lavar a louça com água quente ou em uma lavadora.
Se você tem filhos ou trabalha com crianças, deve ter os seguintes cuidados.
Não deixe que as crianças coloquem objetos sujos na boca.
Use luvas descartáveis para trocar as fraldas.
Limpe o trocador de fraldas a cada troca.

Caso você não tenha tomado a vacina e se encontre em local onde haja um surto de hepatite A, poderá se proteger através de uma injeção de imunoglobulina, um tipo de proteína humana. Procure rapidamente seu médico, pois ela precisa ser aplicada dentro de duas semanas após a exposição ao vírus.

O que acontece com seu corpo?

Logo após entrar em seu corpo, o vírus da hepatite A passa a se reproduzir ao longo dos próximos 15 a 50 dias. A média do período de incubação, no entanto, é de 30 dias. Duas semanas depois do aparecimento dos primeiros sintomas seu corpo terá os níveis mais altos do vírus. Este é o período de maior contágio. Ou seja, em contato com suas fezes ou seus fluidos corporais, outras pessoas poderão ser contaminadas.

Ainda assim, é preciso lembrar que a doença é contagiosa mesmo depois que os sintomas vão embora e mesmo que a pessoa não apresenta qualquer sinal da doença. Entre o quinto e o décimo dia após ter sido infectado, seu corpo passa a produzir anticorpos ao vírus da hepatite A. Após um período mais longo, entre três e seis meses, seu corpo poderá produzir anticorpos contra o vírus, na tentativa de imunizá-lo.

São estes anticorpos que poderão ser detectados através de um exame de sangue, evidenciado a contaminação pela hepatite A no passado.

Apesar de ser uma doença curável em 99% dos casos e de raramente deixar seqüelas, algumas complicações podem ocorrer:

Em algumas situações, o paciente pode desenvolver a chamada hepatite colestática, que vem acompanha de uma coceira muito intensa
Mais de 15% das pessoas com hepatite A tem uma recaída que pode durar entre seis e nove meses até a infecção ser totalmente curada
Há a possibilidade de que outros órgãos sejam afetados. A vesícula e o pâncreas podem também ficar inflamados. Este tipo de complicação, no entanto, é bastante raro.

Um número reduzido de pessoas, geralmente idosos ou portadores de doenças crônicas do fígado, desenvolvem uma insuficiência muito grave no fígado logo que são infectados pela hepatite A, a chamada hepatite fulminante. Mais de 70% dos doentes com esta moléstia conseguem se recuperar, mas os que não tiverem tal sorte precisarão de um transplante de fígado. Do contrário, o paciente poderá morrer.

Hepatite A em mulheres grávidas

Uma mulher contaminada pelo vírus da hepatite A não está mais suscetível a abortos, morte no parto ou a ter um bebê com algum tipo de problema físico ou mental do que uma livre deste vírus. Para aquelas que tiveram contato com o vírus, recomendam-se injeções de imunoglobulina.

O que aumenta o risco de contrair hepatite A?

Comer alimentos que tenham sido preparados por alguém que esteja infectado pela hepatite A ou que não tenha hábitos mínimos de higiene.
Comer mariscos crus ou mal cozidos.
Consumo de comida mal cozida (especialmente frutas e vegetais, a menos que tenham sido muito bem lavados).
Beber água da torneira.
Morar em áreas onde a hepatite A seja uma doença comum.
Morar com alguém que tenha o vírus.

Contágio

A maneira mais comum de contágio é através do contato oral com a água e comida que estejam contaminadas. A contaminação ocorre porque o vírus se espalha através das fezes. É comum o contágio de um grupo de pessoas que realizam suas refeições no mesmo local. Isso porque o cozinheiro pode estar infectado e, caso não lave bem suas mãos, poderá contaminar a comida que prepara.

É possível também contrair a doença entrando em contato diretamente com as fezes em sua própria casa. Por exemplo, uma mãe que troca a fralda de seu filho que está doente. Em alguns casos, estes mais raros, a transmissão pode ocorrer através do ato sexual ou então através do contato com sangue contaminado (transfusões de sangue e uso de drogas injetáveis). Por causa disso, é preciso ter muita atenção à higiene.

A hepatite A não está relacionada ao vírus da AIDS nem aumenta o risco de contrair esta doença. Uma pessoa pode ser infectada tanto pela hepatite A quanto pelo HIV, vírus da AIDS, mas elas não estão relacionadas entre si.

Período de incubação e de contágio

O período de incubação da hepatite A, ou seja, o tempo que a doença leva até apresentar os primeiros sintomas, dura de duas a sete semanas. Em média, os doentes costumam apresentar os primeiros indícios da doença quatro semanas após terem sido infectados pelo vírus. É preciso ressaltar que os sintomas não aparecem antes do fim da incubação, mas que o doente pode contaminar uma pessoa sadia durante este período.

Prevenção

O método mais eficaz de prevenção da doença é a vacina. Se for tomada de forma correta (duas doses com seis meses de intervalo entre elas), a vacina tem um poder de proteção que varia de 94% a 100%. Há uma combinação de vacinas que pode ser tomada por pessoas cima de dois anos e protege tanto para hepatite do tipo A quanto para a do tipo B.

A imunização por meio da vacina é recomendada para:

Todas as crianças a partir de um ano de idade.
Crianças e adolescentes que não foram imunizados morem em locais onde tenha ocorrido um surto da doença
Pessoas que trabalhem, viajem ou tenham condições médicas e estilos de vida que as deixem mais expostas ao vírus
Pessoas que vivam ou planejem visitar países com condições de saneamento básicas precárias
Usuários de drogas
Pacientes que sofram de doenças crônicas do fígado
Doentes que tenham feito transplante de fígado ou que estejam na fila para fazê-lo
Hemofílicos e pessoas que tenham doenças de coagulação.

Ela é recomendável para crianças a partir de um ano de idade e dada em duas doses, com uma distância de seis meses entre elas. A imunização é recomendada ainda para pessoas que moram em países tropicais, como o Brasil, e também em países pouco desenvolvidos, onde o serviço de saneamento básico pode deixar a desejar. Pessoas dos chamados grupos de risco também devem ser vacinadas.

São elas: crianças e adultos que morem em creches, asilos ou prisões; usuários de drogas (injetáveis ou não), pacientes com AIDS e com doenças de coagulação

O que você precisa saber sobre a vacina contra a hepatite A

A vacinação costuma ser bem mais barata do que o teste para saber se seu organismo desenvolveu ou não anticorpos ao vírus da hepatite A. Além disso, se os testes mostrarem que você tem os anticorpos, ou seja, foi exposto à presença do vírus, terá que tomar as duas séries de injeções da mesma forma. Não há problema em tomar a vacina mesmo que você já tenha anticorpos ao vírus.

A vacina só terá sua eficácia total a partir de um mês após a primeira injeção (lembre-se de que são duas doses com intervalo de seis meses). Ainda assim, depois de 15 dias ela já começa a dar alguma proteção ao seu corpo.

A primeira dose é capaz de fornecer 90% de proteção ao vírus. Se ainda assim você estiver preocupado, poderá tomar uma injeção de imunoglobulina para potencializar os efeitos da vacina. Dessa forma, estará protegido contra a hepatite A. Mais tarde, após seis ou 18 meses (siga a indicação do fabricante da vacina), você deverá tomar a segunda dose.

Pessoas com mais de 60 anos devem tomar a vacina um mês antes de viajarem para áreas de risco, já que estudos sugerem que a imunização é mais lenta em idosos.

Quando procurar um médico?

É preciso buscar ajuda médica rapidamente se a pessoa que está infectada com o vírus da hepatite A ficar seriamente desidratada, com vômito constante.

Os seguintes sinais também podem indicar que o paciente está com o fígado muito infeccionado e comprometido:

Irritação extrema
Raciocínio confuso
Muita sonolência
Perda de consciência
Inchaço pelo corpo, especialmente nas mãos, rosto, pés, tornozelos, pernas, braços e abdômen
Sangramento no nariz, boca e reto (fezes com sangue)

É importante buscar ajuda médica porque todas as formas de hepatite viral possuem sintomas muito parecidos. Só o exame de sangue poderá identificar qual o tipo de vírus contraído pelo doente.

Quem você deve procurar?

O médico da família
Pediatra (no caso de crianças)

Se mais complicações surgirem junto com a hepatite A, talvez seja preciso procurar:

Um gastroenterologista
Um hepatologista (especialista em doenças do fígado)
Um especialista em doenças infecciosas

Tratamento

Não é preciso tomar remédios, pois na maioria dos casos, a infecção vai embora sozinha. Comer bem e beber muita água ajudam o corpo a se recuperar mais rapidamente. Para amenizar os sintomas, o médico pode receitar também remédios contra dores, febre e enjôo. A hepatite A não causa problemas crônicos no fígado e nada menos do que 99% das pessoas que a contraem se recuperam.

Pegue leve

Os doentes devem poupar energia reduzindo as atividades diárias, mas isso não significa que devam passar o dia deitados na cama. O ideal é que você não vá à escola ou ao trabalho por alguns dias até a recuperação total. Quando começar a se sentir melhor, você pode voltar às atividades diárias, mas de forma gradual. Não tente fazer isto antes de estar totalmente recuperado, pois poderá ter uma recaída.

Alimente-se bem

Mesmo que a doença traga perda de apetite, é importante que você se alimente bem. Isso não significa que você deve comer grandes quantidades, mas sim que precisa fazer pequenas refeições saudáveis e nutritivas. É recomendável também caprichar nas refeições matinais, especialmente no café da manhã, e comer alimentos mais leves no período da noite.

Hidrate-se

É essencial manter o corpo hidratado, principalmente se você sentir náuseas e vomitar. Beba muita água. Se gostar, tome também água de coco, uma bebida natural com alto poder de hidratação. Sucos de frutas e isotônicos (bebidas para esportistas que repõem perde de sais minerais) também são recomendados.

Fuja do álcool e das drogas

Por atacar diretamente o fígado, a hepatite prejudica a capacidade do órgão de quebrar as moléculas de certos medicamentos e do álcool, reduzindo, assim, seu poder de digestão. Ingerir remédios drogas ilegais e álcool pode fazer com que a inflamação se prolongue e os danos ao fígado poderão ser mais sérios.

Tente não se coçar

Às vezes a hepatite A pode causar uma forte coceira pelo corpo. Como se coçar não ameniza a coceira e pode, inclusive, causar lesões na sua pele, segure-se e não se coce!

Cirurgia

Um número muito pequeno de pessoas, geralmente as que já têm algum tipo de doença crônica no fígado, ou então idosos, pode desenvolver lesões sérias no fígado quando contraem o vírus hepatite A. É a chamada hepatite fulminante, que pode levar a morte. Neste caso, o transplante de fígado pode salvar o doente.

Outros tipos de tratamentos

Aquelas pessoas que sofrerem com vômitos, náuseas e desidratação graves precisarão ser hospitalizadas para receber medicação intravenosa (por meio de injeções aplicadas diretamente nas veias).

Fonte: www.minhavida.com.br

Hepatite A

Agente Etiológico: o vírus da hepatite tipo A é um hepatovírus (hepa-RNA vírus), constituído de ácido ribonucléico, pertencente à família Picornaviridae.
Reservatório:
homem e alguns primatas não humanos, inclusive os chimpanzés. Questiona-se a possibilidade desses animais funcionarem como reservatório no estado silvestre.
Modo de Transmissão:
fecal-oral, de uma pessoa a outra (direta e indiretamente), por veiculação hídrica, alimentos contaminados, etc.
Período de Incubação:
de 15 a 45 dias (média de 30 dias).
Período de Transmissibilidade:
a partir da segunda semana antes do início dos sintomas até o final da segunda semana da doença, na maioria das pessoas.
Suscetibilidade e Imunidade: geral

Há imunidade homóloga provavelmente pelo resto da vida

Distribuição, Mortalidade e Letalidade: mundial

Apresenta-se de forma esporádica e epidêmica. É freqüente nos países com saneamento básico deficiente, em instituições fechadas, como berçários e creches.

Dependendo das condições sócio-econômicas do país, a faixa etária da população acometida pode ser diferente. Assim, nos países subdesenvolvidos, são as crianças e adultos jovens; já nos países desenvolvidos, esse vírus infecta preferencialmente adultos (menos de 10% dos pacientes são crianças). Nos países muito desenvolvidos, como os situados no nordeste da Europa, EUA e Japão, a soroprevalência positiva para o vírus da hepatite tipo A é pequena na população com idade inferior aos 40 anos. A letalidade é baixa e tende a aumentar com a idade. A mortalidade também é baixa.

Aspectos Clínicos

As manifestações clínicas variam da ausência ou poucos sintomas a, raramente, formas fulminantes, como nas outras infecções pelos vírus das hepatites.

Apresentam como aspectos importantes: a manifestação sintomática, dependente da idade; o baixo índice de doença fulminante (0,1 - 0,2% dos casos); e a ausência de evidência de doença crônica.

Descrição

A maior parte dos casos são anictéricos (70%), apresentando sintomas semelhantes a uma síndrome gripal, ou mesmo assintomáticos, principalmente quando ocorrem abaixo dos 6 anos de idade. Observe-se que nos casos assintomáticos e ou anictéricos há elevação das transaminases. Nas hepatites virais sintomáticas, independente da etiologia, as manifestações clínicas são bastante semelhantes.

Didaticamente distingue-se quatro períodos: o de incubação, prodrômico, de hepatite clínica e de convalescência. O primeiro depende da etiologia (vide aspectos epidemiológicos). O segundo período, que em média dura sete dias, caracteriza-se pelo surgimento de sintomas sugestivos de infecção inespecífica, de intensidade variável (mal-estar, cefaléia, febre baixa, anorexia, astenia, fadigabilidade intensa, artralgia, náuseas e vômitos). A dor abdominal geralmente é constante e discreta, localizada no hipocôndrio direito ou na metade direita do hipogástrio. Um outro achado freqüente é a aversão pela fumaça de cigarro. O período de hepatite clínica, que no adulto dura em média de 4 a 6 semanas, inicia-se com o aparecimento de icterícia. Esta surge quando a febre desaparece e, geralmente, é precedida, 24 a 48 horas, por colúria. As fezes ficam descoradas ou até acólicas. Geralmente há melhoria dos sintomas do período prodrômico.

Ao exame físico, 70% dos pacientes apresentam hepatomegalia dolorosa, que raramente é acentuada, e 20% esplenomegalia. Na convalescença, observa-se crescente sensação de bem-estar, desaparece gradativamente a icterícia e a colúria, a dor abdominal e a sensação de fadiga, e o apetite é recuperado. Em aproximadamente 5% dos pacientes é descrita a forma colestática, na qual além das manifestações antes referidas, observa-se prurido cutâneo, em conseqüência da icterícia intensa. Quanto a seu prognóstico, este é bom. Na hepatite A ainda pode apresentar uma outra forma mais rara com evolução "prolongada ou recorrente". Nessas formas, os pacientes podem apresentar persistência das aminotransferases por vários meses, ou até ultrapassar 1 ano. Outras vezes, após normalização clínica e laboratorial, em alguns doentes podem ser observadas alterações bioquímicas das provas de função hepática, como também, resurgimento da sintomatologia. Estes pacientes tendem à cura espontânea com bom prognóstico. A forma fulminante, que ocorre em 0,1 - 0,2% dos casos agudos, em conseqüência da necrose maciça ou submaciça do fígado, pode tomar um curso rapidamente progressivo, terminando em menos de 10 dias, embora possa persistir por 30 dias. Essa forma apresenta uma elevada taxa de letalidade (superior a 80%). A toxemia, sonolência, confusão mental (coma hepático), podem ser acompanhadas de manifestações hemorrágicas.

Marcadores Sorológicos das Hepatites Virais

A definição do agente infeccioso responsável pela hepatite (diagnóstico etiológico) é dada através da investigação dos marcadores sorológicos. Existem várias técnicas para investigação desses marcadores sorológicos, porém a mais utilizada na atualidade é a imunoenzimática.A infecção aguda pelo vírus tipo A confirma-se pela presença do marcador anti-HAV IgM, a partir do início do quadro clínico, podendo persistir por cerca de 6 meses, sendo mais freqüente sua permanência por 60 a 90 dias. O marcador sorológico utilizado para investigar infecção passada ou imunidade contra o vírus da hepatite A é Anti-HAV, detectado uma semana após o início dos sintomas dos casos agudos.

Histológico

Em relação à biópsia hepática, não há indicação para se submeter os pacientes a esse procedimento invasivo nas hepatites virais agudas, particularmente na hepatite A, uma vez que a evolução das mesmas é quase sempre favorável e seus diagnósticos, na maioria das vezes, são obtidos através de exame clínico-laboratorial.

Esse procedimento só deve ser praticado quando indicado por especialistas, nos centros terciários de assistência médica.

Vigilância Epidemiológica

Diante da falta de inquéritos soro-epidemiológicos de abrangência nacional ou de outras fontes oficiais de informação que possibilitem a comparação entre dados necessários para conhecer a magnitude da infecção pelos diferentes vírus das hepatites, suas tendências e problemas decorrentes da existência dos disseminadores assintomáticos dos diferentes vírus que causam hepatite na população, é indispensável a implantação de um sistema de vigilância epidemiológica que contribua efetivamente para a tomada de decisão na área governamental. Nosso sistema de vigilância epidemiológica garante a comparabilidade dos dados obtidos de diversos grupos, em diferentes momentos, pela utilização de procedimentos de laboratório e definições operacionais padronizados, bem como, recursos humanos qualificados de forma semelhante em todos os serviços de vigilância epidemiológica no país. O propósito inicial é conhecer a magnitude e tendências das hepatites virais, sua distribuição na população por faixa etária e região geográfica, fatores de risco associados aos principais vírus relacionados a este agravo; avaliar o impacto da utilização de vacina na população susceptível; detectar oportunamente a ocorrência de surtos das hepatites virais; conhecer melhor as possíveis estratégias de controle e obter experiência operacional para, no futuro próximo, implementar ações relacionadas à vigilância epidemiológica.

Notificação

Todos os casos suspeitos e ou confirmados devem ser notificados pelo nível local ao órgão responsável pela vigilância epidemiológica (municipal/estadual) que acionará os serviços de vigilância epidemiológica e sanitária, quando couber. Os casos confirmados e óbitos por hepatite viral devem ser informados ao nível nacional pelos respectivos serviços de Vigilância Epidemiológica. O fluxo do sistema de notificação terá origem, destino e retroalimentação, de forma que a informação possa ser analisada em todos os níveis de abrangência, municipal/estadual/nacional, a qualquer momento desejado. Isso significa que os notificadores devem ser informados dos resultados e avaliações. O fluxo desse sistema de notificação dentro do município e estado deverá seguir o desenho utilizado para outras doenças de notificação compulsória. Em casos de surtos, deve-se informar imediatamente ao nível estadual, e esse, ao nível nacional, por telefone, fax ou telex. Todos os casos notificados que estejam relacionados com o vírus da hepatite tipo A deverão ser investigados para permitir a definição das medidas cabíveis.

Investigação Epidemiológica

Consiste na obtenção detalhada de dados de cada caso para análise e interpretação das características da doença e o acompanhamento de sua tendência. Os dados que compõem a ficha de investigação epidemiológica englobam os principais tipos virais das hepatites. Isto permitirá que se estude o comportamento desses vírus. Os dados são obtidos onde o doente procurou assistência médica, isto é, nos ambulatórios de clínica médica, pediatria, doenças sexualmente transmissíveis, gastroenterologia ou hepatologia, prontos socorros, hospitais, bancos de sangue da rede pública (hemocentros) e ou conveniados com o Sistema Único de Saúde (SUS). Para o bom funcionamento do sistema de vigilância epidemiológica, é de suma importância que exista um bom entendimento entre o investigador e o médico assistente. O sistema prevê a verificação, junto ao laboratório onde atendeu-se o doente, se foi separado o soro do paciente para proceder a investigação dos marcadores sorológicos dos vírus da hepatite. Também deve ser feita a identificação dos comunicantes domiciliares visando a interrupção da cadeia epidemiológica. A investigação epidemiológica dos casos, por etiologia, envolverá os serviços de saúde das redes pública (incluem-se também aquelas instituições contratadas e ou conveniadas), e privada. Observe-se que este procedimento, sempre que possível, deverá fornecer os dados complementares para esclarecer a fonte e o mecanismo de transmissão do agente etiológico. Para o sucesso da investigação, é fundamental garantir a privacidade e sigilo dos dados fornecidos.

Definição de Caso

Suspeito Sintomático: indivíduo com uma ou mais manifestações clínicas agudas, isto é, paciente com febre, icterícia, mal-estar geral, fadiga intensa, anorexia, náuseas, vômitos, dor abdominal (predominantemente no hipocôndrio direito), fezes de cor esbranquiçada, urina de cor marrom escura. E que, laboratorialmente, apresente dosagens de transaminases maior ou igual a três vezes o valor normal do método utilizado.
Suspeito Assintomático:
indivíduo assintomático e sem história clínica sugestiva de hepatite viral, que apresente dosagem de transaminases elevadas, em qualquer valor.
Agudo Confirmado:
paciente que, na investigação sorológica, apresente o marcador sorológico para hepatite A, de fase aguda, isto é, Anti- HAV Ig M positivo.
Contato:
pessoas que manipulam e/ou foram acidentadas com material biológico contaminado; pessoa que convive no mesmo local ou domicílio de um paciente diagnosticado.
Portador:
esta condição não existe para o vírus da hepatite A.
Suscetível:
indivíduo que não possui anticorpos contra o vírus da hepatite do tipo A capaz de protegê-lo da infecção, caso venha a entrar em contato com o agente etiológico.

Nota: a suscetibilidade é específica para cada uma das etiologias, podendo um indivíduo ser suscetível ao vírus tipo A e não ser para o vírus tipo B.

Fluxograma de Atendimento Médico

Para os casos sintomáticos, basicamente o sistema de notificação vale-se de duas formas de fluxo para atendimento médico e definição etiológica para cada caso: as unidades de assistência médica que não dispõem de laboratório local, e outras que dispõem desse recurso.

Nas unidades de assistência médica que não dispõem de laboratório local: o indivíduo com sinais e sintomas de hepatite será atendido pelo médico, que preenche a ficha de investigação para hepatites virais, campos 8, 24 e de 34 a 40, em duas vias. Após a consulta médica, o pedido de exames laboratoriais será encaminhado ao Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN) para dosagem das aminotransferases e bilirrubinas, sempre com uma via da ficha já mencionada. O laboratório fornecerá o resultado ao paciente, que, por sua vez, entrega-lo-á ao médico. Nesse momento, para fins de vigilância epidemiológica, ao confirmar sua suspeita clínica, o médico preenche os campos 41 e 42 da ficha individual e notifica ao serviço de vigilância epidemiológica. Se o paciente apresentar aminotransferases com valores maiores ou iguais a três vezes o valor normal, pelo método utilizado, o LACEN fará pesquisa dos marcadores sorológicos (HBsAg, Anti-HBc IgM e Anti-HAV IgM) para definir a etiologia da infecção. Para isso, todos os soros encaminhados serão estocados a -20oC, até a realização dos exames. Os soros deverão vir acompanhados de suas respectivas cópias das fichas de investigação. Naquelas unidades de assistência médica que dispõem de laboratório local, o indivíduo com sinais e sintomas sugestivos de hepatite será atendido pelo médico, que preenche a ficha de investigação para hepatites virais, campos 8, 24 e de 34 a 40, em duas vias. Após exame clínico, o paciente é encaminhado para o laboratório de análises clínicas da unidade local, de posse de uma via da ficha individual de investigação; o bioquímico ou técnico responsável pela unidade local, preenche os campos 41 e 42 da referida ficha individual e, se o valor das transaminases for igual ou maior que três vezes o valor normal do método utilizado, encaminhará o resultado ao médico solicitante e o soro, com a respectiva data da coleta acompanhado da ficha ao LACEN, que definirá a etiologia da infecção. O médico, de posse dos resultados laboratoriais, encaminha as fichas dos casos suspeitos de hepatite viral aguda/crônica, via protocolo da unidade, para o serviço de vigilância epidemiológica a fim de serem analisadas e classificadas.

Medidas a serem adotadas frente a um caso

Notificar o caso.
Realizar a investigação epidemiológica.
Acionar o serviço de vigilância sanitária para realizar o trabalho em conjunto com o serviço de vigilância epidemiológica.
Após confirmação diagnóstica do caso, aconselhar ao paciente a fazer acompanhamento ambulatorial na rede de assistência médica e realizar as Ações pertinentes à saúde pública pelos órgãos competentes.
Orientar o paciente para evitar disseminação do vírus adotando medidas simples, tais como: lavar as mãos após o uso do vaso sanitário, higiene. Adequada do vaso sanitário valendo-se do uso de desinfetante à base de solução de hipoclorito de sódio (comercial), após uso de água e sabão.

Conduta frente a um surto ou epidemia

Notificar imediatamente ao nível municipal, estadual e nacional.
Realizar rapidamente a investigação epidemiológica, com objetivo de: identificar o caso índice, seus contatos e comunicantes, o modo e a fonte de Infecção e transmissão; a população de maior risco; o número de casos, etc. Dispondo-se de informações, é importante comparar a incidência Atual com a de períodos similares, uma vez que não existe uma definição precisa quanto à magnitude das cifras ou índices que indicam um surto.
Aconselhar aos pacientes para fazer um acompanhamento ambulatorial na rede de assistência médica.
Aplicar medidas de controle
Esclarecer a comunidade quanto aos aspectos epidemiológicos fundamentais do surto ou epidemia; visitar as residências das famílias onde houve casos de doença ou óbitos; coletar amostras de sangue das pessoas de convívio domiciliar, com o objetivo de investigar a presença de marcadores sorológicos para hepatites virais.
Orientar os pacientes para evitar disseminação do vírus, adotando medidas simples, tais como: lavar as mãos após o uso do vaso sanitário, higiene adequada do vaso sanitário, valendo-se do uso de desinfetantes à base de solução de hipoclorito de sódio (comercial), após lavagem com água e sabão.

Análise de Dados

É uma das etapas mais importantes da vigilância epidemiológica, e diz respeito ao processamento dos dados para transformá-los em informação, de modo a permitir o acompanhamento da tendência dos principais vírus que causam hepatite.

Os principais aspectos que devem ser apreciados na análise dos dados são:

Distribuição temporal dos casos e óbitos de hepatites virais por grupo etiológico, sexo, faixa etária e área geográfica.
Letalidade por áreas geográficas e grupos etários.
percentual de casos notificados que foram investigados.
Coeficiente de detecção anual de casos novos.
Número anual de casos.
Investigação de comunicantes.
Percentual de casos.
Percentual de instituições que notificam regularmente (ambulatórios, hospitais, hemocentros, etc.).
Coeficientes de morbimortalidade por áreas geográficas, grupos etários.
Proporção de casos atendidos pelo SUS.
Correlação entre o número de casos notificados pelo sistema de vigilância epidemiológica, o número de atestados de óbito e o número de Internações hospitalares (sistema AIH).
Tempo de permanência no hospital; e
Custo da permanência no hospital, do tratamento.

Medidas de Controle

É importante ressaltar que, além das medidas de controle específicas, é necessário o esclarecimento da comunidade quanto às formas de transmissão, tratamento e prevenção das hepatites virais, cujo desconhecimento, eventualmente, leva à adoção de atitudes extremas e inadequadas, como queima de casas e objetos de uso pessoal, nos locais onde ocorreram casos de hepatites.

Em Relação à Fonte de Infecção

Fonte de água para consumo humano

A disponibilidade de água potável em quantidade suficiente nos domicílios é a medida mais eficaz para o controle das doenças de veiculação hídrica, como as hepatites por vírus tipo A. Nos lugares onde não existe saneamento básico e sistema público de abastecimento de água potável, deve-se procurar, inicialmente, uma solução junto à comunidade para o uso e o acondicionamento da água em depósitos limpos e tampados.

Deve-se orientar a população quanto à utilização de produtos à base de cloro, à fervura da água, às medidas de desinfecção domiciliar, tais como: a limpeza e desinfecção da caixa de água domiciliar, a intervalos de 6 meses, ou de acordo com a necessidade. Uma vez conseguido o controle sistemático da qualidade da água para consumo humano, uma outra medida importante na prevenção depende da existência de um sistema destinado ao escoamento e depósito de dejetos de origem humana, através da adoção de fossas, adequadamente construídas e localizadas, ou de enterramento, conforme as instruções contidas no "Manual de Saneamento", da Fundação Nacional de Saúde. É fundamental que se faça, concomitantemente, um trabalho educativo na comunidade, no sentido de valorizar o saneamento básico e o consumo de água de boa qualidade para prevenção de doenças de veiculação hídrica.

Indivíduos infectados

Os profissionais da área da saúde, ao manipular pacientes infectados, durante exame clínico, procedimentos invasivos, exames diversos de líquidos e secreções corporais, devem obedecer as recomendações universais de biossegurança: lavar as mãos após exame de cada paciente; usar luvas de látex e óculos de proteção durante procedimentos em que haja contato com secreções e líquidos corporais de pacientes infectados; desinfectar/esterilizar, após uso em pacientes, todo instrumental e máquinas utilizadas.

Os pacientes com manifestações clínicas de hepatite viral aguda: devem ser orientados para fazer acompanhamento na rede de assistência médica.

Vacinação

Internacionalmente, com o surgimento de uma vacina contra o vírus da hepatite tipo A, criou-se expectativa concreta para o controle desse vírus hepatotrófico. A vacina tem indicação nas área de baixa e média endemicidade, como nos países desenvolvidos, para proteger os indivíduos pertencentes aos grupos de maior risco a adquirir esse vírus (indivíduos jovens e idosos).

Imunoglobulina Humana Anti-Vírus da Hepatite Tipo A:

As principais indicações são:

Os contatos de pessoas sintomáticas com infecção aguda.
As pessoas que tiveram acidentes com material biológico sabidamente contaminados pelo vírus da hepatite tipo A.

Fonte: www.pgr.mpf.gov.br

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