Facebook do Portal São Francisco
Google+
+ circle
Home  Hepatite C  Voltar

Hepatite C


O vírus da hepatite C foi identificado pela primeira vez nos anos oitenta. Apesar de não estar associado a outros tipos de vírus da hepatite, ele poderá causar sintomas semelhantes. É transmitido principalmente através do contato sangüíneo, sendo que os grupos mais atingidos são os usuários de drogas injetáveis, e, aqueles que recebem sangue e produtos do sangue, como os hemofílicos. As pessoas destes grupos poderão também estar co-infectadas com HIV.

Há cada vez mais evidências de que a hepatite C pode ser transmitida sexualmente. Embora os mecanismos não estejam claros, supõe-se que o risco possa estar relacionado a práticas sexuais que envolvem contato com o sangue, principalmente com o ‘fisting’ (penetração no orifício retal ou no aparelho genital feminino com o punho) ou o ‘rimming’ e com a penetração no orifício retal sem proteção.

Pesquisas realizadas com casais heterossexuais têm demonstrado que o risco de transmissão pela relação é baixo.

Contudo, esta permanece uma área de controvérsias e as pesquisas estão em andamento. As pessoas infectadas com HIV e hepatite C podem estar mais propícias a transmitir a hepatite C pelo sexo, talvez porque elas freqüentemente têm uma maior quantidade do vírus em seus fluidos genitais do que as pessoas HIV - negativas.

As estimativas atuais são de que 10% das crianças nascidas de mães com hepatite C contrairão o vírus; e esta taxa, porém, aumenta para 25% no caso das mães serem também HIV – positivas.

Sintomas e Doença

Os sintomas da infecção pelo vírus da hepatite C variam, menos de 5% das pessoas que contraem o vírus desenvolvem os sintomas agudos da hepatite, como visão deformada, icterícia, diarréia e náusea no momento da infecção, e algumas pessoas não apresentam sintomas em nenhum estágio. Para aquelas que os apresentarem, os sintomas mais comuns são de cansaço extremo e depressão.

Não se sabe qual a proporção das pessoas com hepatite C que desenvolverá doença hepática. Um pequeno número de pessoas infectadas com hepatite C conseguirá se livrar da infecção.

Aproximadamente 85% das pessoas infectadas desenvolverão hepatite C crônica e contínua. Os padrões da progressão da doença parecem variar consideravelmente de pessoa para pessoa. Algumas pessoas talvez nunca apresentem sintomas, outras podem começar a sofrer cansaço extremo e náusea por dez a quinze anos após a infecção, enquanto que uma minoria significativa desenvolverá doença hepática grave. A variação na gravidade da hepatite C pode refletir diferenças entre os tipos de vírus da hepatite C. Outros fatores, como ser do sexo masculino, consumir bebidas alcoólicas, ter uma idade avançada e ser HIV – positivo também podem acelerar a progressão da hepatite C.

É sabido que em média as pessoas que têm somente hepatite C levam de 30 a 40 anos para desenvolver a cirrose.

Não está esclarecido o prognóstico das pessoas co-infectadas com HIV e hepatite C. Estudos recentes sugerem que o HIV pode causar danos ao fígado das pessoas co-infectadas, e essas poderão sofrer uma rápida progressão à AIDS.

Diagnóstico

Um exame de sangue para identificar anticorpos para hepatite C poderá revelar se você foi ou não exposto ao vírus, podendo ser usado o teste de carga viral para confirmar a infecção. Os exames das funções hepáticas podem dar alguma indicação se a hepatite C danificou seu fígado, mas isso só poderá ser propriamente demonstrado através de uma biópsia do fígado, na qual uma pequena amostra de tecido hepático é removida.

A infecção pelo HIV pode dificultar o diagnóstico da hepatite C, pois as pessoas HIV – positivas podem não revelar a infecção no teste dos anticorpos.

Tratamento

A recomendação atual é iniciar o tratamento para hepatite C somente se a função hepática estiver constantemente anormal. O objetivo do tratamento é normalizar as enzimas do fígado (um referencial da função hepática), diminuir a carga viral do vírus da hepatite C, melhorar a inflamação do fígado e prevenir a progressão para cirrose ou câncer.

O tratamento da hepatite C não dura toda a vida, mas geralmente de 24 a 48 semanas.

Atualmente três drogas antivirais são aprovadas para tratar a hepatite C: interferon alfa (injetável), acompanhado ou não por um medicamento chamado ribavirina e uma nova fórmula de droga denominada interferon alfa peguilado que é administrada com a ribavirina. A Associação Britânica para o HIV recomenda que a hepatite C seja tratada com uma combinação de interferon alfa peguilado e ribavirina. Os efeitos colaterais podem ser graves, mas tendem a diminuir com a progressão do tratamento. Estes incluem febre alta, dor na articulação, depressão e baixa contagem dos leucócitos. A ribavirina não deve ser tomada simultaneamente com o AZT, e não deve ser administrada na gravidez.

Não se sabe a melhor forma de tratar pessoas infectadas pelo HIV e hepatite C. A maioria dos especialistas recomenda tratar primeiramente a infecção que possa representar risco de vida imediato, que na maior parte dos casos será o HIV. Contudo, o tratamento com alguns medicamentos anti-HIV, como por exemplo, com inibidores de protease, pode ser problemático para as pessoas com o fígado danificado, e requer um monitoramento muito cuidadoso. Há evidência de que a recuperação do sistema imunológico, observada em muitas terapias bem sucedidas para HIV, pode temporariamente aumentar o risco de dano no fígado das pessoas com hepatite C.

Fonte: www.aidsmap.com

Hepatite C

Hepatite C é uma inflamação causada no fígado por um vírus, chamado vírus da hepatite C (HCV). Essa inflamação pode ser uma doença aguda, com possibilidade de cura espontânea nos primeiros seis meses após a infecção, porém na grande maioria dos casos se torna uma doença crônica, causando assim uma agressão constante ao fígado. A sua forma crônica tem progressão lenta e pode evoluir para cirrose, em situações extremas.

Qual a consequência?

O vírus da hepatite C, quando se torna crônico no organismo, causa uma agressão e inflamação no fígado.

A hepatite C crônica é uma doença de progressão muito lenta, podendo ter sua evolução para cirrose em até 25 anos.

Quando não diagnosticada e tratada, pode evoluir para cirrose, que consiste em uma fibrose (cicatrização) do fígado, causada pela inflamação.

A infecção crônica pelo HCV está associada a um aumento dos casos de cirrose e também de hepatocarcinoma.

Como saber se tenho hepatite

Aproximadamente 80% das pessoas com hepatite C crônica não apresentam sinais e sintomas de doença.
Infelizmente você pode ter hepatite C crônica e não manifestar nenhum sintoma, até que a doença esteja avançada e o seu fígado não consiga funcionar corretamente.
Outros fatores como consumo de álcool regular e infecção por HIV, quando associados à hepatite C crônica, podem causar uma progressão mais rápida da doença para cirrose.
Cerca de 30% dos pacientes que entram em contato com o HCV apresentam eliminação espontânea do vírus, portanto não desenvolvem doença crônica.

As formas de diagnóstico, pela ausência de sintomas, são exames de sangue (sorologia, enzimas do fígado e pesquisa do vírus no sangue).

Se você suspeitar que possa ter hepatite C crônica, deve realizar uma consulta médica para que sejam realizados os exames correspondentes. Uma pessoa que foi contaminada com o HCV, após 2 semanas do contágio já tem vírus circulante no sangue, podendo ser detectado mediante testes de ultima geração. O diagnóstico deve ser precoce, para melhor controle da progressão, mas o mais importante é poder instituir terapia adequada, na hora certa, com melhores resultados.

Como se contrai hepatite C?

A hepatite C crônica é causada por um vírus contagioso. É transmitida principalmente pela exposição com o sangue de uma pessoa que tenha a doença, seja pelo contato direto (transfusão de sangue) ou indireto (materiais contaminados como alicate de unha, aparelho de barbear). Pode ser transmitido também pelo contato de sangue contaminado com a mucosa.

As possibilidades de estar com a doença são:

Transfusão de sangue realizada antes de 1992.
Transplante de órgão ou tecido realizado antes de 1992.
Pessoas que utilizaram ou utilizam drogas na veia.
Compartilhamento de canudos para uso de cocaína inalatória.
Colocação de piercing.
Realização de tatuagens com agulhas ou tintas contaminadas (não descartáveis).
Instrumentos incorretamente esterilizados em consultórios profissionais (dentistas, médicos, centros de hemodiálise, laboratórios ou salas de operações).
Materiais domésticos de uso compartilhado, como alicate de unha, aparelho de barbear, escova de dentes.
Pacientes em hemodiálise.
Profissionais da área da saúde, em algum acidente com material contaminado.
Crianças nascidas de mãe infectada.

Idéias erradas sobre como se transmite a hepatite C:

Você não pode transmitir hepatite C a nenhuma pessoa ao abraçá-la, beijá-la ou ter algum contato corporal próximo.
A hepatite C não é transmitida por copos, utensílios utilizados nas refeições, escovas de cabelo ou pentes, ou por qualquer outro contato familiar sem sangue.
Tossir e espirrar não dissemina o vírus.

Como prevenir?

Durante anos os cientistas tentaram desenvolver uma vacina, porém o vírus da hepatite C tem várias formas de sofrer mutações, o que dificulta o combate.

Existem pelo menos 6 tipos principais (chamados genótipos) de HCV e 50 subtipos distintos. Não existe uma maneira de garantir que alguém que entre em contato com sangue contaminado não seja contaminado com hepatite C.

Saber é poder

Se você sabe como a hepatite C é transmitida, pode ajudar na prevenção do seu próprio contágio e alertar os outros sobre como se manter livre dessa doença.

Se conhecer alguém que tenha hepatite C crônica não compartilhe seus produtos de higiene pessoal, lixas de unha, aparelhos de barbear ou barbeadores elétricos ou tesouras. Se alguém que tiver hepatite C crônica estiver ferido, tenha cuidado ao entrar em contato com seu sangue. Proteja-se e utilize luvas de borracha.

Como confirmar o diagnóstico?

Inicialmente deverá perguntar ao seu médico as dúvidas quanto ao diagnóstico da doença. Deverá mostrar todos os exames realizados, deixá-lo explicar e no final fazer as perguntas que julgar necessárias.

Para confirmação de diagnóstico, o médico poderá pedir alguns exames complementares:

ELISA (ensaio de imunoabsorção enzimática), geralmente é o primeiro exame realizado. É utilizado para encontrar os anticorpos do vírus da hepatite C no sangue (anti-HCV). Se o resultado for positivo, deverá ser confirmado. Porém se for negativo, confirma que você não tem hepatite.
PCR (reação em cadeia da polimerase) realizado quando o resultado do ANTI-HCV é positivo, correspondendo à segunda etapa de diagnóstico. É um exame que irá detectar as partículas de vírus no sangue. Este teste pode somente trazer resultado positivo (qualitativo), ou mostrar a quantidade de vírus circulante em seu organismo (quantitativo).

O próximo exame a ser realizado é a genotipagem, que irá classificar o tipo de vírus que você tem. Lembre que existem até seis tipos de vírus, porém no Brasil os mais comuns são os tipos 1, 2 e 3.

Se for confirmado, o que fazer?

Quando confirmado o diagnóstico de hepatite C, o médico irá orientar os cuidados e próximos passos. Atualmente existem tratamentos com bons resultados e isso depende de uma série de fatores que serão investigados em seguida. O fator mais importante, que irá definir todo o seu tratamento é a biópsia hepática.

A biopsia hepática é um exame realizado com anestesia local e retira um fragmento mínimo do seu fígado para ser analisado.

Esta análise irá classificar a sua doença em dois fatores importantes:

Primeiro: o quanto o seu fígado tem de cicatriz (fibrose).
Segundo:
o quanto o seu fígado está inflamado.

Esses dois fatores são decisivos para a classificação de sua doença e para verificar qual a melhor opção de tratamento.

Drogas e bebidas

Se você usa drogas ou ingere álcool, deve contar ao seu médico, pois isto diferencia o tipo de tratamento. Será aconselhado a deixar de usar drogas e de beber, porque o álcool produz cicatrizes no fígado (cirrose). Se você for um usuário de drogas ou alcoólatra crônico, pergunte ao seu médico quais são os locais para os quais ele possa lhe encaminhar para um tratamento que permita deixar esse hábito.

Um paciente bem-informado

Quanto mais você souber sobre a sua doença, mais informação poderá obter de seus médicos e da leitura do material sobre a hepatite C. Leve em consideração que existem tratamentos disponíveis aos quais muitos pacientes respondem, Contudo, se não fizer nada, pode estar perdendo uma oportunidade de lutar contra o vírus.

Sintomas

Oitenta por cento das pessoas que sofrem de hepatite C crônica (HCV) não apresentam sinais ou sintomas. Portanto, se você estiver incluído em um grupo de risco com possibilidades de ter contraído a hepatite C, deve realizar exames de sangue. Esta é a única forma de detectar a doença. Você não deve ter medo, pois o diagnóstico precoce permite o tratamento rápido, com melhores resultados de resposta.

Uma doença silenciosa

A hepatite C é uma doença que, na grande maioria dos casos, não causa sintomas na sua infecção aguda. Nos casos de infecção crônica, irão surgir somente com a doença avançada, ou seja, quando houver uma lesão significativa no fígado. Durante a evolução da doença crônica, os sintomas iniciais podem ser confundidos com trabalho em excesso, stress, intoxicação, ?depressão? ou qualquer outro mal. Os sintomas de infecção aguda como cansaço, dor abdominal, enjôo, vômitos, urina escura e icterícia (coloração amarelada da pele e da parte branca dos olhos) não são frequentes; e podem surgir somente em casos avançados de infecção crônica, como sinais de cirrose.

Então como saber?

Se você não apresentar sintomas de infecção aguda ou crônica avançada, o diagnóstico clinico fica bastante difícil. Você pode ter infecção crônica pelo vírus da hepatite C (HCV) e não apresentar nenhum sintoma. Portanto, o ideal é realizar exame de sangue para confirmar o diagnóstico. A suspeita de estar contaminado deve partir de você, em conversa com seu médico.

E o tratamento?

Quando diagnosticada a hepatite C crônica, depois de todos exames realizados e o grau da doença classificado, o médico irá instituir o tratamento mais adequado para o seu caso. Hoje existem opções que oferecem melhores resultados.

O que posso fazer agora?

O médico especialista após verificar todos os seus exames irá concluir qual o melhor tratamento a ser aplicado.
A conduta pode variar desde o acompanhamento com exames de rotina, sem nenhuma medicação, até o tratamento com medicamentos.
O tratamento com medicação utilizado atualmente consiste de dois remédios, sendo um injetável e outro na forma de comprimidos ou cápsulas.
O injetável é a interferona, que pode ser convencional ou peguilada. A diferença deles está em que a peguilada é a interferona ligada a uma molécula de polietilenoglicol, o que leva a uma concentração no sangue constante e assim, pode ser aplicado 1 vez por semana, enquanto o convencional deve ser aplicado 3 vezes por semana.
Cada um destes tem indicação precisa e seu médico irá orientá-lo para o tratamento mais adequado para o seu caso.
A outra medicação é a ribavirina, que é um comprimido ou cápsula e deve ser tomado todos os dias, conforme a orientação do seu médico.

Qual é o objetivo do tratamento?

O tratamento da hepatite C crônica busca basicamente dois objetivos:

- atingir a negativação viral no sangue ao final, ou seja, eliminação do vírus do sangue.
- melhorar a fibrose (cicatrização) do fígado para o estágio em que se encontra a doença. Se não melhorar, ao menos, evitar que evolua com piora, prevenindo a cirrose.

Tratar ou não?

A opção de tratamento é sua. O médico irá esclarecer como será o tratamento, quais são as suas chances e como tudo será conduzido.
O não tratamento de hepatite C crônica implica evolução para cirrose, porém o tempo de evolução dependerá de cada caso.
Pacientes com uso regular de álcool e com co-infecção pelo HIV, terão uma evolução mais acelerada.

Como se preparar para o tratamento?

1. Fique motivado

Tire todas as suas dúvidas com seu médico, para ter confiança no tratamento.
Você também pode participar de um grupo de apoio.

2. Tenha uma alimentação equilibrada

Comer bem o ajudará no tratamento. Solicite orientação do seu médico quanto à alimentação.
Os alimentos ricos em proteínas podem ajudá-lo a manter sua energia durante o tratamento.
Evite alimentos gordurosos, pois tem baixo valor energético e fazem mal.

3. Tome seus medicamentos como foram prescritos:

Faça uma lista de todos os medicamentos que estiver tomando atualmente e mostre para seu médico.
Siga o uso das medicações corretamente, e lembre-se, o uso regular e adequado leva a uma melhor resposta terapêutica.

4. Descanse e mantenha expectativas realistas:

Controle o seu tempo: programe as atividades mais enérgicas para o começo do dia para evitar um estado de vigília (não conseguir dormir) durante a noite.
Você pode tentar atividades relaxantes como a leitura antes de dormir.
Cochilos podem ser úteis, porém evite períodos de descanso prolongados no final da tarde para não perder o sono durante a noite.
Tente o máximo possível manter sua rotina.

5. Exercícios e conservação da energia:

Exercitar-se de 3 a 5 vezes por semana pode ajudá-lo a conservar a energia. Fale com seu médico sobre algum programa de exercícios, de preferência aeróbicos, que seja adequado para você.
Priorize suas atividades: manter-se ativo pode trazer energia para as atividades que são importantes para você.

6. Beba líquidos em abundância:

A água é necessária para muitas funções corporais. Converse com seu médico e conforme orientação beba muito líquido por dia, incluindo água, suco de frutas, leite ou bebidas esportivas.
Limite a cafeína e evite completamente o álcool.
Inicie o tratamento pensando sempre em bons resultados. Não pense que você está iniciando um tratamento para ficar doente, mas sim um tratamento para atingir a negativação do vírus no sangue e melhorar o seu fígado.
Diga à sua família que está entrando em um programa de tratamento que pode provocar alterações em seu lar. Obtenha seu apoio e também o compromisso de que lhe ajudarão de um modo organizado. Se você trabalha em casa, decida quem o substituirá em suas tarefas domésticas se você não puder fazê-las. Organize a família.

Fonte: www.portaldahepatite.com.br

Hepatite C

O que é

A hepatite C é causada por um vírus denominado VHC (vírus da hepatite C). A principal via de transmissão do VHC é o contato de sangue e das secreções contaminados pelo vírus com o sangue de um indivíduo sadio (via parenteral).

A descoberta do vírus C em 1989 permitiu o desenvolvimento de testes para identificar anticorpos específicos. Assim, em 1992, um teste para identificação do anticorpo do VHC foi disponibilizado, fato que aumentou a segurança para os receptores de sangue, uma vez que todas as bolsas de sangue passaram a ser testadas.

O VHC está largamente distribuído pelo mundo. Hoje, atinge cerca de 170 milhões de pessoas no mundo, sendo aproximadamente 2,7 milhões somente no Brasil.

A hepatite C é um problema significativo de saúde pública por causa do grande número de casos que evoluem para a forma crônica da doença. Os sintomas são geralmente leves ou ausentes, o que dificulta e atrasa o diagnóstico da doença. Cerca de 80% dos casos de hepatite C cronificam, podendo levar os pacientes a desenvolver cirrose e câncer hepático.

Os genótipos, que são os subtipos do vírus, são considerados fatores importantes na resposta ao tratamento e podem ser classificados em: 1a, 1b, 2a, 2b, 3, 4, 5a, 6a. Alguns genótipos têm distribuição em todo o mundo (1a, 1b, 2a, 2b), enquanto outros são somente encontrados em regiões específicas (5a e 6a). No Brasil, encontramos os genótipos 1a, 1b, 2a, 2b e 3, com predominância do genótipo 1 sobre os genótipos não-1 (60% e 40% respectivamente). O genótipo 1 tende a responder de maneira mais difícil ao tratamento que os demais (genótipos não-1).

Não existe vacina para hepatite C.

Transmissão

O vírus da hepatite C (VHC), em geral, não sobrevive por um longo período fora do organismo do hospedeiro.

Formas de transmissão do VHC:

Sangue e derivados de sangue contaminados. Entretanto, a partir de 1992 quando as bolsas de sangue passaram a ser testadas o risco é quase zero;
Hemodiálise (pelo compartilhamento de materiais contaminados);
Uso de drogas intravenosas (contaminação por seringa compartilhada);
Manipulação de material contaminado por profissionais de saúde;
Cortes e ferimentos expostos, onde o sangue contaminado pode entrar em contato com o sangue de um indivíduo sadio;
Transmissão na gestação ou parto (rara);
Relação sexual (rara);
Outras vias não determinadas.

Evolução Clínica

A hepatite C é uma doença de evolução lenta, com várias conseqüências possíveis.

Antes de detalhar a evolução clínica do VHC, é importante saber como podem ser as infecções causadas por este vírus:

Infecção aguda

A infecção aguda é aquela que tem início repentino e os pacientes podem apresentar sintomas. O período de incubação do VHC varia de 2 semanas a 6 meses.

Nesse intervalo, a infecção pelo vírus C pode se manifestar de dois modos: através de sintomas clínicos, como moleza, fadiga, falta de apetites, náuseas e síndrome gripal (febre, calafrios, mal estar e dor de cabeça), ou por alterações dos exames de sangue, geralmente por aumento das enzimas do fígado. Na maior parte dos casos, os pacientes não apresentam nenhum sintoma, por isso a doença pode ser considerada assintomática. Quando ocorrem sintomas, são geralmente leves, podendo ser mais severos em pacientes mais idosos ou naqueles que têm o sistema imunológico mais debilitado. Assim, a doença pode levar muitos anos, após a infecção inicial, para ser diagnosticada.

Infecção crônica

Quando o sistema imunológico não é capaz de eliminar espontaneamente o vírus do organismo (durante a infecção aguda), dizemos que o indivíduo é portador de uma doença crônica.

A progressão da doença da forma aguda para a forma crônica é bem mais freqüente nos pacientes com hepatite C (75%-80%) do que com hepatite B (10%).

A infecção crônica pode provocar lesões no fígado por dois meios diferentes:

Pela agressão direta do vírus da hepatite C contra as células do fígado (ação citopática).
Pela reação inflamatória provocada pelo ataque do sistema de defesa do paciente ao vírus, o que acaba gerando destruição de células do fígado, já que é nesse órgão que o vírus se instala.

Fatores que podem aumentar a predisposição para hepatite crônica C:

Duração prolongada da infecção.
Idade avançada na época da infecção.
Alto consumo de álcool.
Infecção conjunta com VHB ou HIV.

Aproximadamente 20% dos pacientes com doença crônica progridem para a cirrose em um período de 15 a 20 anos após a infecção inicial. Dos pacientes cirróticos, 1% a 4% ao ano evoluem para o câncer de fígado. Esse tipo de câncer é difícil de ser tratado. Tanto a cirrose como o câncer de fígado podem levar a uma indicação de transplante de fígado.

Sintomas

Os sintomas da fase aguda da infecção pelo VHC são leves ou ausentes; assim, a infecção raramente é diagnosticada na sua fase aguda. Os sintomas da infecção crônica também são leves, pelo menos no início; por isso, a infecção pelo VHC muitas vezes é diagnosticada apenas acidentalmente durante exames de sangue de rotina ou nos exames de triagem para doação de sangue.

A maioria dos pacientes com a infecção aguda não apresentam sintomas (assintomáticos). Quando acontecem, esses podem ser letargia ("moleza", fadiga), anorexia (falta de apetite) e náuseas. Na fase crônica, pode haver fadiga, um mal-estar semelhante ao da gripe (síndrome gripal: mal estar, dor de cabeça, entre outros), dores musculares, perda do apetite, náuseas e febre, com maior intensidade nos idosos e naqueles que têm o sistema imunológico mais debilitado (imunossuprimidos).

Diagnóstico

Uma vez que a infecção pelo VHC freqüentemente não produz sintomas, raramente é diagnosticada na sua fase aguda. O diagnóstico geralmente ocorre apenas durante exames de rotina ou de triagem para doação de sangue.

Os três principais indicadores da infecção pelo VHC são:

Presença de anticorpos contra o vírus (anti-HCV ou anti-VHC);
Presença do RNA do vírus no sangue (HCV-RNA);
Exame da biópsia do fígado.

OBS:

Anteriormente, pacientes que apresentavam níveis normais das enzimas hepáticas, como a ALT (alanina aminotransferase) e AST (aspartato aminotransferase) não possuíam indicação ao tratamento, já que acreditava-se que estes pacientes eram portadores de uma doença leve e que o tratamento pudesse estimular o aumento destas enzimas.

Hoje sabe-se que pacientes com ALT normal podem ser tratados (com interferon peguilado alfa-2a) pois, o tratamento não desencadeia um aumento das enzimas e as taxas de resposta são tão satisfatórias quanto aos pacientes com enzimas alteradas.

Tratamento

A combinação de dois medicamentos, o interferon convencional ou interferon peguilado mais a ribavirina, representa hoje o tratamento padrão para pacientes com hepatite crônica C.

Existem várias formas de ser ter acesso a estes medicamentos. O médico pode orientar o paciente sobre como ter acesso às medicações e aos exames, inclusive através de alguns convênios que já fazem a cobertura do tratamento.

Objetivo do tratamento

O objetivo do tratamento é eliminar o vírus da hepatite C do sangue e impedir a evolução da doença.

Quando o vírus da hepatite C não é mais detectado no sangue, dizemos que se alcançou a resposta virológica. Muitos pacientes apresentam esta resposta logo na 12ª semana de tratamento, mas isso não implica na interrupção do mesmo. O tratamento deve continuar por todo período indicado pelo médico. Quando há resposta virológica favorável na 12ª semana de tratamento, as chances de cura aumentam. Para que o tratamento tenha sucesso, é necessário que o paciente cumpra corretamente as instruções médicas e permaneça no tratamento pelo tempo indicado.

Seis meses após o término do tratamento realiza-se novo exame de sangue com o objetivo de avaliar a presença ou ausência do vírus. Se este exame indicar que não há mais VHC na circulação dizemos que houve uma resposta virológica sustentada, o que alguns médicos classificam como cura.

Entendendo o tratamento....

O interferon

O interferon é uma proteína produzida pelo nosso organismo em resposta à um agente infeccioso. Ele inibe ou interfere na replicação dos vírus que nos atingem e ainda protege nossas células sadias. Foi denominado interferon justamente por interferir (ajudar) nos nossos mecanismos de defesa.

O interferon para uso terapêutico é produzido sinteticamente e foi o primeiro tratamento para hepatite crônica C aprovado pelo FDA (Food and Drug Administration), que é a agência norte-americana responsável pela aprovação de alimentos e medicamentos.

O uso do interferon provoca um estímulo no sistema imunológico, que passa a agir contra o vírus da hepatite C, obtendo assim uma resposta natural.

Como regra geral, pacientes mais jovens, com doença hepática compensada e subtipos virais 2 e 3 apresentam mais chances de resultados positivos.

Pesquisas mostram que o interferon pode também melhorar as funções do fígado, diminuindo a fibrose, mesmo que após o tratamento o vírus não tenha sido eliminado. Além disso, impede que novas células sejam infectadas e reduz a chance de evolução para câncer de fígado nos pacientes que têm cirrose causada pela infecção do VHC.

O interferon convencional é injetável e deve ser usado três vezes por semana.

Hoje, vivemos outra realidade com uma nova geração do interferon: o interferon peguilado (peginterferon), considerado um grande avanço no tratamento.

A ribavirina

Em 1998, houve um incremento no tratamento para a hepatite C com a associação da ribavirina, que proporcionou significativa melhora nas respostas.

A ribavirina é um medicamento antiviral que, quando usado em conjunto com o interferon, melhora a resposta do paciente à terapia. Quando administrada sozinha, ela não consegue combater o vírus. A ribavirina é tomada diariamente por via oral.

INTERFERON PEGUILADO: Uma realidade mais eficiente.

O interferon torna-se peginterferon através do processo de peguilação.

A peguilação consiste em juntar uma molécula de interferon a uma molécula de uma substância inerte chamada polietilenoglicol, cuja sigla é PEG. A molécula de polietilenoglicol não tem ação alguma no organismo e serve apenas para modificar o interferon convencional.

O PEG envolve a molécula de interferon fazendo com que o organismo não reconheça esse interferon como um agente estranho. Graças a essa barreira, todo o processo que ocorre dentro do organismo (desde o momento em que o medicamento é aplicado até sua eliminação) fica mais lento. Isto faz com que o interferon permaneça por mais tempo agindo antes de ser eliminado. Dessa maneira, há maior contado entre o interferon peguilado e o vírus. Por isso o peginterferon pode ser administrado apenas uma única vez por semana.

Interferon Convencional x Interferon Peguilado

Estudos clínicos demonstram que pacientes em terapia combinada com interferon peguilado (também chamado de peginterferon) e ribavirina têm uma melhor qualidade de vida do que os pacientes em terapia com o interferon convencional e ribavirina. Provavelmente uma única aplicação semanal contribui na diminuição dos efeitos indesejáveis. Sendo assim, o paciente se sente mais motivado a continuar o tratamento, tendo maior chance de cura.

Com o interferon peguilado não há picos de concentração nem redução drástica da quantidade de medicamento, pois é feita apenas uma aplicação semanal e o medicamento permanece agindo por mais tempo na corrente sangüínea.

O interferon convencional (não peguilado) é usado 3 vezes por semana, fazendo com que o medicamento apresente picos de concentração (onde os efeitos colaterais são mais presentes) algumas horas após a aplicação. No intervalo entre as aplicações há uma redução drástica da quantidade de medicamento no sangue, momento em que o vírus pode voltar a se replicar.

Dicas para o tratamento com o interferon convencional ou interferon peguilado:

Escolha o horário e o dia mais adequado para injetar o interferon, de maneira a diminuir o impacto nas suas atividades diárias. Por exemplo, se os efeitos adversos ocorrem logo após a injeção, administrar o interferon antes de deitar; então, você estará dormindo quando os efeitos colaterais ocorrerem.
Seu médico deve ser consultado sobre qualquer medicamento para controlar os sintomas parecidos com os da gripe ou sobre qualquer dúvida ou preocupação que você tiver sobre o tratamento.
Use roupas quentes, cobertor e mantenha a temperatura ambiente levemente aumentada durante e após a administração do medicamento para evitar calafrios.
Atividade balanceada e repouso. Mantenha seu sono normal à noite. Mas, durante o dia, alguns minutos de sono antes ou após um período de atividade podem ajudar a reduzir a fadiga.
Estabeleça prioridades. Organize sua agenda diária de maneira a realizar as atividades mais importantes nos momentos em que estiver mais disposto.
Não tome medicamento por conta própria. Siga corretamente as orientações de seu médico

Prevenção

Na ausência de vacinas, a prevenção consiste em evitar a exposição a sangue contaminado, por isso:

Todo sangue doado é testado, recomendando-se o mesmo para as doações de órgãos e tecidos.

Programas de informação são essenciais

São necessários cuidados com materiais que possam conter sangue contaminado, como alicates de unha, lâminas, barbeadores, escovas de dente, agulhas e seringas compartilhadas e materiais cirúrgicos.

Atenção: Evitar o contato com sangue contaminado não é a única maneira de prevenção contra a hepatite C. O diagnóstico precoce da doença é essencial para que a progressão seja impedida. Por isso, todos devem ser testados contra a hepatite C. Fale com seu médico e faça o teste anti-HCV.

Hepatite C e HIV

Estar contaminados com um tipo de hepatite não significa que você está isento de contrair outras formas de infecção. Por isso, é importante que portadores da hepatite C sejam vacinados contra as hepatites A e B. Não são apenas os vírus das hepatites que portadores do VHC podem contrair. O vírus do HIV também é freqüentemente encontrado em portadores de hepatite C.

Aproximadamente 30% a 40% dos pacientes portadores do HIV estão co-infectados com o VHC. Nessa situação, a hepatite C tende a apresentar uma maior velocidade de progressão, podendo ocorrer cirrose mais precocemente. As doenças do fígado são as que mais levam pacientes com HIV ao óbito.

Um estudo recente demonstrou que a terapia combinada de interferon peguilado alfa-2a e ribavirina pode ser utilizada com sucesso em pacientes co-infectados HIV/VHC, sem que ambas terapias sejam sem comprometidas.

Fonte: www.hepatitec.com.br

Hepatite C

Hepatite C é uma infecção do fígado causada pelo vírus da Hepatite C ( VHC ).

Calcula-se que em Portugal há cerca de 150.000 pessoas infectadas pelo VHC com cerca de 700 novos casos por ano. No Brasil há cerca de 5 milhões de pessoas infectadas. No mundo há mais de 170 milhões de pessoas infectadas.

Como se transmite a Hepatite C ?

O VHC é transmitido principalmente pelo sangue. Como a transmissão pela transfusão de sangue hoje ( depois de 1992 ) quase desapareceu, a maior parte dos doentes são toxicómanos intravenosos. No entanto, embora raramente, a transfusão de sangue pode ainda ser um meio de transmissão. A cocaína intra nasal, o piercing e a hemodiálise são outros possíveis meios de transmissão. A transmissão por via sexual é pouco frequente, assim como, a transmissão vertical ( da mãe para o filho ). A transmissão sexual é de tal maneira rara que não se recomenda o uso de preservativo. A transmissão através das laminas de barbear e da escova de dentes é muito rara.

A Hepatite C não se transmite pelo beijo, pelo espirro, pela tosse, utensílios de cozinha, pratos ou copos. Ninguém deve ser excluído do trabalho, da escola, da creche etc. porque não representa qualquer perigo.

Hepatite aguda C

Após o contágio há um período de incubação em média de 8 semanas. A infecção aguda dá icterícia ( cor amarela dos olhos e pele ) em 20% dos casos mas em 80% dos casos não aparece icterícia ( hepatite anictérica ) e os outros sintomas, falta de força ( astenia ), falta de apetite ( anorexia ), náuseas, dor abdominal são muito ligeiros ou nem aparecem ( hepatite assintomática ). Por todos este motivos é raro fazer-se o diagnóstico da Hepatite Aguda C porque a doença passa desapercebida.

As transaminases estão elevadas e, se houver suspeitas da infecção o diagnóstico estabelece-se pelos marcadores do vírus da Hepatite C ( VHC ).

Em cerca de 20% dos casos a Hepatite Aguda C é uma doença auto-limitada, evolui para a cura.

Em cerca de 80% dos casos a Hepatite Aguda C evolui para infecção crônica: Hepatite Crônica C

Hepatite Crônica C

A hepatite crônica é na maior parte dos casos silenciosa. A fadiga é o sintoma mais frequente mas o doente pode nalguns casos sentir outros sintomas.

Cerca de 25% dos doentes com Hepatite Crônica C, mantém as transaminases normais, mas os marcadores da hepatite C são positivos. O prognóstico desde doentes é provavelmente bom.

Cerca de 50% dos doentes têm transaminases moderadamente elevadas e geralmente não têm sintomas. A biopsia mostra lesões leves no fígado. A evolução desta hepatite crônica é lenta e apenas uma pequena parte atinge formas mais graves.

Cerca de 25% têm formas de hepatite crônica mais grave. A biopsia hepática mostra lesões mais graves embora sejam assintomáticos ou apresentem ligeira fadiga. A maior parte destes doentes desenvolve cirrose em 10 - 15 anos.

Evolução para cirrose e cancro do fígado

Se a Hepatite Crônica C não for tratada pode, nalguns casos, evoluir para cirrose (20-30% dos casos) e cerca de 4% dos casos podem evoluir para cancro do fígado A evolução para cirrose é muito variável no tempo, podendo demorar entre 20 a 50 anos. A cirrose pode ser silenciosa durante muitos anos, sem se complicar.

As complicações são: icterícia, hemorragia digestiva, ascite ou cancro do fígado.

A evolução da doença na maior parte dos casos é lenta mas, alguns fatores, podem acelerar a sua progressão: a ingestão crônica de álcool, ser do sexo masculino, a idade no momento da infecção, a obesidade, a diabetes, coinfecção com o HIV. ( A infecção adquirida depois dos 40 anos de idade tem uma evolução mais rápida do que a adquirida em idades jovens.)

VACINA

Não existe nenhuma vacina contra o Vírus da Hepatite C

Como prevenir a hepatite C ?

Deve evitar-se a partilha de agulhas e seringas assim como de instrumentos que possam estar contaminados com sangue ( escovas de dentes, instrumentos de manicura, laminas ).

Evitar relações sexuais de risco, usando preservativo quando necessário. A infecção pela via sexual ( 2% a 4% ) e por picada acidental ( 2% a 5% ) é pouco frequente, mas é possível. A contagiosidade da hepatite C é menor do que a da hepatite B porque a quantidade de vírus em circulação é menor.

O convívio social, beijos, apertos de mão, a partilha de utensílios de cozinha não envolve riscos.

TRATAMENTO

CERCA DE 60% DAS HEPATITE CRÔNICAS C CURAM COM O TRATAMENTO

A Hepatite Aguda C pode tratar-se com interferão-alfa. Mas o tratamento raramente é possível porque a maior parte das Hepatites Agudas C, são silenciosas e passam desapercebidas. Como não nos apercebemos da doença, como não a diagnosticamos, não a podemos tratar.

Algumas formas de Hepatite Crônica C tratam-se com interferão-alfa associado à ribavirina. A resposta pode ser boa. Cerca de 60% dos doente tratados curam. A decisão de fazer ou não tratamento deve ser tomada em centros especializados por médicos ( geralmente gastrenterologistas ou infecciologistas ) peritos no tratamento das doenças do fígado. No Algarve, quer no Hospital Distrital de Faro quer no Hospital do Barlavento existem nos Serviços de Gastrenterologia médicos peritos no tratamento das hepatites.

A Hepatite C é a causa mais frequente de transplante do fígado.

A alimentação dos doentes com hepatite C deve ser normal. O ÁLCOOL mesmo em pequenas quantidades. DEVE SER EVITADO

Fonte: www.gastroalgarve.com

Hepatite C

A Hepatite C é uma doença do fígado recentemente descoberta, causada por um vírus e que ataca o fígado, sendo que somente em 1990, foi desenvolvido o exame de detecção da hepatite C, ou como era chamada –hepatite não-A não-B.

Um dos cinco diferentes vírus que causam hepatite (chamados de: A, B, C, D,E, F e G), a hepatite C vive no sangue e ataca principalmente o fígado causando fibroses, inflamações e eventualmente cirrose, podendo levar de 20 a 30 anos para se manifestar.

É uma doença quase totalmente assintomática e só se descobre em exames de rotina, doações de sangue ou sintomas de fatiga inexplicável, febres baixas e mais adiante, por icterícia, ascite (barriga d’água) nos casos mais avançados.

Transmissão

A Hepatite C não é uma doença socialmente transmissível, como a Hepatite A. A única forma de transmissão se dá através do contato direto com sangue contaminado – isto é – injeções, objetos cortantes, instrumentos cirúrgicos mal esterilizados hemodiálises, tatuagens, piercings, entre outros.

A infecção se manifesta pelo contato direto com o sangue de uma pessoa infectada (ex. o portador utiliza algum objeto perfurante, seu companheiro utiliza o mesmo objeto, a contaminação acontece). Há estimativas de que 85% das pessoas infectadas pelo vírus da hepatite C anualmente, desenvolverão a doença de forma crônica, os 15% restantes, conseguem eliminar o vírus espontaneamente – não se sabe como.

De cada 100, 20 portadores desenvolverão cirrose hepática e destes, 5 desenvolverão hepatocarcinoma (câncer do fígado).

As formas mais comum de se pegar a hepatite C são através do uso comum de agulhas por meio de drogas injetáveis, através do piercing ou tatuagens com agulhas infectadas , fazer uma tatuagem ou um piercing com instrumentos não esterilizados ou descartáveis – até mesmo a tinta pode estar contaminada.

A transmissão por via sexual é menor do que 3% e só acontece em relações sexuais que envolvam sangue (menstruação, feridas genitais, sexo bruto, relação retal), portanto se você considera que sua vida sexual pode ser um risco – use camisinha! Além de se proteger de doenças mais comuns, você diminuirá suas chances de ter o vírus C.

Antes de 1990, médicos não podiam analisar o sangue para a hepatite C e algumas pessoas receberam sangue contaminado. Qualquer um que tenha recebido transfusões de sangue ou tiver sido submetido a um transplante antes de1992,devera ser testado para anti-corpos do HCV.

Sintomas da Hepatite C

Muitos portadores de HCV não mostram sintomas. No entanto, algumas pessoas com o vírus sentem sintomas de gripe, que incluem fatiga, náusea, febre, perda de apetite, dor de estômago e diarréia. Algum também tem a urina amarela escura e fezes claras, apresentam olhos e pele amarelados.

Vitaminas importantes

A função do fígado é essencial a cada uma das células do corpo e afeta todos os nutrientes, grandes e pequenos,inclusive os micronutrientes - as vitaminas e os minerais. Doenças do fígado podem causar impacto direto sobre as vitaminas, causando dificuldades na digestão, nos intestinos ou no armazenamento e no processamento delas, uma vez que sejam absorvidas pela corrente sanguínea.

A adequação das vitaminas pode também ser diretamente afetada por doenças do fígado. Sintomas de doenças tais como falta de apetite, diarréia, náusea e vômitos podem comprometer a ingestão correta dos alimentos. Os medicamentos, os efeitos secundários e restriçòes dietéticas podem causar problemas na ingestão de nutrientes.

É muito importante saber e compreender as funções das vitaminas em organismos que apresentam disfunções do fígado. E isso vai ajuda-lo a estabelecer uma dieta adequada à sua condição.

Fonte: www.hepc.hoster.com.br

Hepatite C

O que é

A Hepatite C é uma inflamação do fígado provocada por um vírus, que quando crônica, pode conduzir à cirrose, insuficiência hepática e cancro. Durante vários anos foi conhecida sob a designação de hepatite não-A e não-B, até ser identificado, em 1989, o agente infeccioso que a provoca e se transmite, sobretudo, por via sanguínea. É conhecida como a epidemia «silenciosa» pela forma como tem aumentado o número de indivíduos com infecção crônica em todo o mundo e pelo fato de os infectados poderem não apresentar qualquer sintoma, durante dez ou 20 anos, e sentir-se de perfeita saúde.

Calcula-se que existam 170 milhões de portadores crônicos (cerca de três por cento da população mundial), dos quais nove milhões são europeus, o que faz com que o VHC seja um vírus muito mais comum que o VIH, responsável pela SIDA. Segundo a Organização Mundial de Saúde, é possível que surjam todos os anos três a quatro milhões de novos casos no planeta. A prevalência do vírus difere de acordo com a região geográfica; enquanto na Europa e na América do Norte os índices de contaminação rondam os dois por cento, em África, no Sudeste Asiático, no Pacífico Ocidental e no Leste do Mediterrâneo as taxas de prevalência são superiores.

No mundo ocidental, os toxicodependentes de drogas injetáveis e inaláveis e as pessoas que foram sujeitas a transfusões de sangue e derivados e/ou a cirurgias antes de 1992, são os principais atingidos. Com a descoberta do vírus da imunodeficiência humana ? responsável pela SIDA, na década de 80 do século passado, foram adoptadas novas medidas de prevenção e hoje, a possibilidade de contágio com o VHC, numa transfusão de sangue ou durante uma intervenção cirúrgica nos hospitais, é praticamente nula. Esta segurança não está ainda garantida em alguns centros médicos e hospitalares dos países em desenvolvimento.

Em Portugal, a hepatite C crônica é já uma das principais causas de cirrose e de carcinoma hepatocelular estimando-se que existam 150 mil infectados embora a grande maioria não esteja diagnosticada. De acordo com um estudo do Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência, Portugal é um dos países europeus a apresentar as mais elevadas taxas de contaminação deste vírus, que atinge 60 a 80 por cento dos toxicodependentes.

Cerca de 20 a 30 por cento dos indivíduos infectados com o VHC recuperam espontaneamente após a infecção aguda pelo VHC, mas os restantes 70 a 80 por cento evoluem para a hepatite crônica e, muitas vezes, sem que se apercebam. Em 20 por cento dos doentes, a hepatite C crônica pode conduzir à cirrose e/ou ao cancro no fígado. Os especialistas ainda não chegaram a uma conclusão sobre as razões que levam alguns doentes a desenvolver uma cirrose em poucos anos, enquanto outros podem levar décadas. Entre as possíveis explicações está a idade em que a pessoa foi contaminada (quanto mais tarde, mais grave pode ser a evolução da infecção), as diferenças hormonais (é mais comum no sexo masculino) e o consumo de álcool (que estimula a multiplicação do vírus e diminui as defesas imunitárias).

Este tipo de hepatite só excepcionalmente se apresenta como hepatite fulminante.

O Vírus

O VHC pertence à família dos flaviviridae e o seu genoma é constituído por ARN. Encontra-se no indivíduo doente e tem um período de incubação que oscila entre os 40 e os 70 dias. Tal como o vírus da SIDA é capaz de se modificar e de se camuflar, o que dificulta uma resposta adequada do sistema imunitário.

Até agora foram identificados seis genótipos diferentes do VHC que, por sua vez, se dividem em subtipos. Os genótipos, ou estirpes, são identificados com os números de um a seis e os subtipos com letras.

O tipo de vírus mais frequente em Portugal é o 1b, responsável por cerca de metade das hepatites C e o que mais afeta as pessoas que foram contaminadas através de uma transfusão sanguínea. O genótipo 3a é comum nos toxicodependentes intravenosos que são normalmente doentes mais jovens e que adquiriram a infecção há menos tempo. Nos últimos 3-5 anos temos assistido a um aumento da frequência do genótipo 4 em Portugal e, nalgumas zonas atinge já os 10-12%.

Os genótipos 5 e 6 são raros, encontrando-se mais frequentemente em África e na Ásia. Segundo alguns especialistas, é possível que numa mesma pessoa possam coexistir dois tipos diferentes do VHC. Estas diferenças nas populações de vírus dificultam a elaboração de uma vacina.

Quais são os sintomas?

Apenas 25 a 30 por cento dos infectados apresentam, na fase aguda, sintomas de doença que pode manifestar-se por queixas inespecíficas como letargia, mal-estar geral, febre, problemas de concentração; queixas gastrintestinais como perda de apetite, naúsea, intolerância ao álcool, dores na zona do fígado ou o sintoma mais específico que é a icterícia. Muitas vezes, os sintomas não são claros, podendo-se assemelhar aos de uma gripe. O portador crônico do vírus pode mesmo não ter qualquer sintoma, sentir-se saudável e, no entanto, estar a desenvolver uma cirrose ou um cancro hepático.

Transmissão

O Vírus da hepatite C transmite-se, principalmente, por via sanguínea, bastando uma pequena quantidade de sangue contaminado para transmiti-lo, se este entrar na corrente sanguínea de alguém através de um corte ou uma ferida, ou na partilha de seringas. A transmissão por via sexual é pouco frequente e o vírus não se propaga no convívio social ou na partilha de loiça e outros objetos. Apesar de o vírus já ter sido detectado na saliva, é pouco provável a transmissão através do beijo, a menos que existam feridas na boca.

O risco de uma mãe infectar o filho durante a gravidez ronda os seis por cento, contudo, ainda não se sabe se a infecção ocorre durante a gravidez ou no período peri-parto.

A maior parte dos médicos considera a amamentação segura, já que, em teoria, o vírus só poderia ser transmitido se se juntassem duas situações: a existência de feridas nos mamilos da mãe e de cortes na boca da criança.

Por vezes, são detectados anticorpos nos filhos de mães portadoras, o que não significa que a criança esteja contaminada. Normalmente, os anticorpos acabam por desaparecer ao fim de 12 ou 18 meses, pelo que só depois desse período devem ser feitos testes para perceber se o bebé foi de fato, infectado.

Em cerca de um terço dos casos não é possível determinar a origem do contágio.

Como prevenir?

Na ausência de uma vacina contra a hepatite C, o melhor é optar pela prevenção, evitando, acima de tudo, o contato com sangue contaminado. Alguns dos cuidados passam por não partilhar escovas de dentes, lâminas, tesouras ou outros objetos de uso pessoal, nem seringas e outros instrumentos usados na preparação e consumo de drogas injetáveis e inaláveis, desinfectar as feridas que possam ocorrer e cobri-las com pensos e ligaduras. Devem ser sempre usados preservativos nas relações sexuais quando existem múltiplos parceiros, mas, como a transmissão por via sexual é pouco frequente, o uso nas relações entre cônjuges habitualmente não se justifica.

Vacinação

Não existe vacina para a hepatite C

Tratamento

A hepatite C é considerada crônica quando a infecção permanece no organismo por mais de seis meses. Até há algum tempo, o tratamento para combater o vírus era feito com interferão alfa, mas atualmente faz-se um tratamento combinado, com peginterferão e ribavirina, que tem demonstrado melhores taxas de resposta e é melhor tolerado pelos doentes.

A eficácia do tratamento é, em termos globais, de cerca de sessenta por cento; isto é, mais de metade dos doentes deixam de ter o vírus no sangue quando se procede à sua determinação seis meses após a conclusão do tratamento. Mas a taxa de resposta não é igual para todos os genótipos, varia entre 45 e 55 por cento no genótipo 1 e ronda os oitenta por cento nos genótipos 2 e 3. Existe hoje um recuo de tempo suficientemente longo após o tratamento para se poder falar em cura da infecção nos doentes que obtêm resposta. A rediciva da infecção habitualmente ocorre nos seis meses imediatamente após a conclusão da terapêutica, sendo excepcional depois desse período.

Como todos os medicamentos,os fármacos usados no tratamento da hepatite C provocam efeitos secundários, sobre os quais os doentes devem esclarecer-se e aconselhar-se com o seu médico.

Grupos de risco

Os grupos de mais elevado risco são os toxicodependentes e ex-toxicodependentes que utilizam drogas injetáveis e inaláveis e pessoas que receberam transfusões de sangue ou que foram sujeitos a intervenções cirúrgicas antes de 1992.

Fonte: www.roche.pt

Hepatite C

Hepatite C é a inflamação do fígado causada pela infecção pelo vírus da hepatite C (HCV), transmitido através do contato com sangue contaminado. Essa inflamação ocorre na maioria das pessoas que adquire o vírus e, dependendo da intensidade e tempo de duração, pode levar a cirrose e câncer do fígado.

Hepatite C
Vírus da hepatite C

Estima-se que cerca de 3% da população mundial, 170 milhões de pessoas, sejam portadores de hepatite C crônica. É atualmente a principal causa de transplante hepático em países desenvolvidos e responsável por 60% das hepatopatias crônicas.

No Brasil, em doadores de sangue, a incidência da hepatite C é de cerca de 1,2%, com diferenças regionais, como mostra a tabela abaixo:

Prevalência da hepatite C
Estados Unidos

1,4%

França

3,0%

Egito / África do Sul

30,0%

Canadá / Norte da Europa

0,3%

Brasil

1,2-2,0%

   - Norte 2,1%
   - Nordeste 1%
   - Centro-Oeste 1,2%
   - Sudeste 1,4%
   - Sul

0,7%

Apesar do altíssimo número de contaminados, alguns fatores de risco são considerados mais importantes e todas as pessoas com eles devem ser devem ser testadas, pelo alto risco da doença:

Fatores de maior risco para hepatite C
Usuários de drogas endovenosas risco 80%
Receptores de fatores de coagulação antes de 1987 risco 90%
Receptores de transfusão sangüínea ou transplante de órgãos antes de 1992 risco 6%
Hemodiálise risco 20%
Filhos de mães positivas risco 5%
Parceiros de portadores do HIV -
Crianças com 12 meses de idade com mãe portadora do HCV -
Profissionais da área da saúde vítimas de acidente com sangue contaminado -

SINTOMAS

Diferentemente das hepatites A e B, a maioria das pessoas que adquirem a hepatite C desenvolvem doença crônica e lenta, sendo que a maioria (90%) é assintomática ou apresenta sintomas muito inespecíficos, como letargia, dores musculares e articulares, cansaço, náuseas ou desconforto no hipocôndrio direito.

Assim, o diagnóstico só costuma ser realizado através de exames para doação de sangue, exames de rotina ou quando sintomas de doença hepática surgem, já na fase avançada de cirrose.

Além dos sintomas relacionados diretamente à hepatite, o vírus pode desencadear o aparecimento de outras doenças através de estimulação do sistema imunológico:

Manifestações extra-hepáticas do HCV
Crioglobulinemia mista Tireoidite autoimune
Porfiria cutânea tarda Líquen plano
Glomerulonefrite membranoproliferativa Sialoadenite
Poliarterite nodosa Úlcera de córnea
Linfoma de células B Síndrome de sicca
Fibrose pulmonar idiopática Fenômeno de Reynaud

TRANSMISSÃO

A transmissão da hepatite C ocorre após o contato com sangue contaminado. Apesar de relatos recentes mostrando a presença do vírus em outras secreções (leite, saliva, urina e esperma), a quantidade do vírus parece ser pequena demais para causar infecção e não há dados que sugiram transmissão por essas vias. O vírus da hepatite C chega a sobreviver de 16 hoas a 4 dias em ambientes externos. Grupos de maior risco incluem receptores de sangue, usuários de drogas endovenosas, pacientes em hemodiálise (cerca de 15-45% são infectados nos EUA) e trabalhadores da área de saúde.

Com o surgimento de exames para detecção da hepatite C, a incidência anual vem caindo. Isso é mais significativo em receptores de transfusões, pois essa era a principal via de transmissão e atualmente o risco de adquirir hepatite C por transfusão sangüínea está entre 0,01 e 0,001%. Atualmente, o maior risco é dos usuários de drogas, que nos EUA tem 72-90% de prevalência de infecção. Estima-se que após 6 a 12 meses de uso de drogas endovenosas, 80% dos indivíduos estão infectados.

Em trabalhadores de saúde que se acidentam com agulhas contaminadas, há o risco de transmissão, mas ele é menor que 4% (menos que a hepatite B, mais que o HIV) e isso é responsável por menos de 1% dos casos de infecções.

A transmissão vertical (mãe para filho) ocorre em 0 a 35,5% dos partos de mães infectadas, dependendo principalmente da quantidade de vírus circulante no momento do parto e coinfecção com HIV. A taxa de transmissão vertical em geral está entre 4,3 a 5,0%. Há risco maior no parto normal que na cesariana e o aleitamento materno parece ser seguro, mas os estudos em ambos os casos são conflitantes.

A transmissão sexual é muito debatida. É verdadeiro que a hepatite C é muito menos transmitida sexualmente que a hepatite B. Em parceiros fixos de pessoas contaminadas, a prevalência de infecção é de apenas 0,4 a 3%, sendo que nesse muitas vezes encontramos outros fatores de risco que podem ser a causa da infecção. Por outro lado, entre pessoas sem nenhum outro fator de risco, encontramos 2 a 12% de sexualmente promíscuos. Atualmente, não há dados que indiquem a necessidade de uso de preservativo em parceiros estáveis pela hepatite C.

Modos de Transmissão da hepatite C
Comuns Incomuns
Uso de drogas endovenosas Cocaína intranasal
Transfusões de sangue antes de '92 Piercing
Acidentes com agulhas Tatuagens
Transmissão perinatal Transmissão sexual

Outros fatores de risco menores são o uso de cocaína intranasal, piercing e tatuagens. Mesmo excluídas todos os fatores de risco anteriores, a transmissão esporádica, ou sem modo conhecido, é responsável por pelo menos 12% dos casos.

Naturalmente, como tem os mesmos modos de transmissão, os portadores de hepatite C têm também um risco maior de outras doenças, particularmente a hepatite B a AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis, devendo realizar exames de sangue para diagnóstico. De particular interesse são a co-infecção hepatite B e C e hepatite C e HIV, com evoluções muito piores e tratamento mais difícil.

Fatores de risco para o contágio da hepatite C

Transfusão de sangue ou derivados
Uso de drogas ilícitas
Hemodiálise
Exposição a sangue por profissionais da área de saúde
Receptores de órgãos ou tecidos transplantados
Recém-nascidos de mães portadoras
Contatos sexuais promíscuos ou com parceiros sabidamente portadores

Exposição a sangue por material cortante ou perfurante de uso coletivo sem esterilização adequada:

Procedimentos médico-odontológicos
Tatuagem
Acupuntura
Manicure / pedicure
Body piercing
Contato social ou familiar com material de uso pessoal ( barbeadores, escovas dentais, etc )B"medicina" folclórica ( inclui "cirurgias espíritas" )
barbeiros e cabelereiros

FISIOPATOLOGIA

A hepatite C é causada por um vírus tipo RNA (as informações genéticas são codificadas em RNA - no hospedeiro, este RNA precisa ser "traduzido" em DNA para produzir novos vírus). Ele é muito diferente dos vírus que causam as outras hepatites mais comuns, a A e a B. O vírus da hepatite C é membro da família Flaviviridae, a mesma da dengue e da febre amarela. Há vários genótipos (variações) deste vírus, sendo 6 as mais importantes (1 a 6), sendo que estes estão subdivididos em mais de 50 subtipos (1a, 1b, 2a, etc). Os genótipos chegam a apresentar 30 a 50% de diferença no seu RNA. Esta divisão é importante porque cada subtipo tem características próprias de agressividade e resposta ao tratamento. Genótipos 1 e 4 tem maior resistência ao tratamento com interferon que os 2 e 3. Variações podem "enganar" o sistema imunológico e dificultar muito a produção de vacinas, entre outras complicações.

A quantidade de vírus C no sangue infectado é menor que os de vírus B na hepatite B. Também não se observa antígenos no sangue, ao contrário da hepatite B. Suspeita-se que, como na hepatite B, o principal mecanismo de destruição de células do fígado seja pelo sistema imunológico do próprio hospedeiro, mas é provável que também haja destruição pelo vírus.

Na biópsia hepática de portadores de hepatite C, observa-se esteatose micro ou macrovesicular (50%), dano em ductos biliares (60%) e agregados ou folículos linfóides (60%).

DIAGNÓSTICO

O principal método diagnóstico para a hepatite C continua sendo a sorologia para anti-HCV pelo método ELISA, sendo que a terceira geração deste exame, o ELISA III, tem sensibilidade e especificidades superiores a 95% (com valor preditivo positivo superior a 95%). Após a infecção, o exame torna-se positivo entre 20 e 150 dias (média 50 dias). Pela alta confiança do exame, o uso de sorologia por outro método (RIBA) só deve ser utilizado em suspeitas de ELISA falso positivo (pessoas sem nenhum fator de risco). O resultado falso positivo é mais comum em portadores de doenças autoimunes com auto-anticorpos circulantes, além de indivíduos que tiveram hepatite C aguda, que curaram espontaneamente mas que mantêm a sorologia positiva por várias semanas. Por outro lado, o exame também pode ser falso negativo em pacientes com sistema imunológico comprometido.

Anti-HCV Elisa 3a. geração
Falsos-negativos Falsos-positivos
Hepatite C aguda Alcoólatras
Imunodepressão ( transplante, SIDA ) Doenças autoimunes
  Populações de baixa prevalência

O segundo método de escolha é a detecção do RNA do vírus no sangue, que já é encontrado em 7 a 21 dias após a infecção. Há vários métodos, sendo que o PCR qualitativo é o mais sensível (detecta até quantidades mínimas como 50 cópias/mL) e o PCR quantitativo é menos sensível (apenas acima de 1.000 cópias/mL), mas informa uma estimativa da quantidade do vírus circulante. Pelas definições da Organização Mundial de Saúde, pessoas com mais de 800.000 UI/mL (cópias/mL) são consideradas como portadoras de título alto e, as com menos, portadores de título baixo.

O genótipo é desnecessário para o diagnóstico da infecção, mas é extremamente importante na tomada de decisões quanto ao tratamento. Para os genótipos 2 e 3, por exemplo, a dose da medicação e o tempo de tratamento são menores do que os recomendados para o genótipo 1.

Distribuição dos genótipos do HCV no Brasil
Genótipo Incidência
1 70%
2 2,5%
3 28%

A elevação de transaminases não é necessária para o diagnóstico. Até 30% dos pacientes mantém dosagem de ALT normal, mas mesmo assim 50% apresentam à biópsia hepática alterações significativas.

Como a severidade da doença não pode ser determinada com precisão por métodos menos agressivos, a biópsia continua sendo necessária para avaliar o grau de inflamação e fibrose (formação de cicatrizes). O consenso mundial é de que a biópsia é necessária em todos os pacientes antes do início do tratamento.

Papel da biópsia hepática na hepatite C:

Confirma o diagnóstico clínico
Avalia o grau de fibrose e inflamação
Avalia a presença de outras doenças concomitantes
Ajuda a definir a melhor opção terapêutica

HISTÓRIA NATURAL

A história natural precisa da hepatite C é difícil de avaliar pela falta de dados prospectivos, dificuldade de definir a data da transmissão e associações com outros fatores que alteram o curso da doença, como co-infecções e uso de álcool.

A hepatite C aguda é assintomática em 84% dos casos, o que dificulta o diagnóstico. O tempo de incubação (entre o contato com o vírus até o desenvolvimento da hepatite aguda) é de 15 a 60 dias (média de 45 a 55 dias), mas a pessoa já pode transmitir a doença mesmo antes disso. Os sintomas mais comuns são icterícia, fadiga, febre, náusea, vômitos e desconforto em hipocôndrio direito, geralmente 2-12 semanas após a exposição e dura de 2 a 12 semanas. O diagnóstico da fase aguda requer a realização de PCR, uma vez que infecções agudas podem ser soronegativas.

O principal fator que leva à grande importância da hepatite C é a sua alta cronicidade. Apenas 15 a 30% das pessoas infectadas pelo vírus da hepatite C curam espontaneamente, enquanto 70 a 85% ficam com hepatite crônica. Persistindo a viremia, a progressão do dano hepático é de um estágio de atividade ou fibrose a cada 7-10 anos. Aproximadamente 20 a 30% dos portadores de hepatite C crônica desenvolvem cirrose após 10 a 20 anos de infecção.

Observe que, apesar de ser uma doença que pode levar a um grande número de cirroses e cânceres por estarmos em uma epidemia, a maioria das pessoas que adquire a hepatite C, a maioria das pessoas infectadas não apresentará complicações relacionadas a essa doença durante a sua vida ! Assim, uma das principais questões em estudo na hepatite C é como prever quem desenvolverá complicações da hepatite e quem permanecerá com doença leve ou inativa. Por enquanto, só sabemos que portadores que adquiriram a infecção mais novos, os com elevados níveis de ALT (que indicam doença com maior atividade) e naqueles que já tem um grau moderado de fibrose (cicatrizes) ou progressão na fibrose em biópsias com intervalo de 3 a 5 anos têm maior propensão a evolução para cirrose. A presença de outros fatores, como sexo masculino, hemocromatose, consumo de álcool, co-infecções pelo HBV ou HIV, imunossupressão (após transplante) e, possivelmente, a esteato-hepatite não alcoólica, aceleram a progressão da doença.

GRUPOS ESPECIAIS

Crianças

Crianças infectadas com hepatite C parecem ter evolução mais benigna do que aquelas com hepatite B. Em um estudo com crianças infectadas com hepatite C genótipo 1, 45% curaram espontaneamente. A progressão da doença também parece ser mais lenta do que nos adultos que adquiriram a doença.

Coinfecção HCV-HIV

A coinfecção é comum. Em um estudo europeu de 3000 portadores de HIV, 33% eram anti-HCV positivos (75% nos usuários de drogas endovenosas). A progressão para a cirrose é muito mais rápida nesses pacientes, chegando a 25% em 15 anos em um estudo.

Coinfecção HBV-HCV

A coinfecção aumenta a velocidade do desenvolvimento de cirrose e hepatocarcinoma.

TRATAMENTO

São consideradas indicações do tratamento da hepatite C:

VHC RNA detectável, ALT persistentemente elevada e biópsia hepática demonstrando fibrose portal, independente da atividade inflamatória;
Portadores de cirrose compensada.
Usuários de álcool ou drogas que tenham condições de aderir ao tratamento.
Portadores de doença mais leve, transplantados (exceto fígado) e aqueles com manifestações extra-hepáticas do VHC têm indicação discutível de tratamento.
No caso de pacientes com transaminases normais, não há consenso, mas o tratamento é recomendável se houver fibrose moderada/severa.
Portadores de co-infecção HCV-HIV, se a infecção pelo último estiver controlada.

Interferon alfa e ribavirina

Interferons são glicoproteínas produzidas por células infectadas por vírus.

Até agora foram identificados três tipos: o alfa, produzido por linfócitos B e monócitos, o beta, por fibroblastos e o gama, por linfócitos T-helper e NK. O IFN-alfa age diretamente contra o vírus e também aumenta a resposta imune. No entanto, o tratamento apenas com o IFN-alfa apresenta apenas 10-19% de resposta sustentada.

A ribavirina é uma análogo sintético da guanosina que tem ação direta contra vírus RNA e DNA, por provável mecanismo de inibição da DNA polimerase vírus-dependente. A ribavirina sozinha, no entanto, não tem qualquer efeito sobre a hepatite C.

A combinação do interferon-alfa com a ribavirina melhora a resposta virológica sustentada para 38-43%, com correspondente melhora na análise histológica (biópsia) e, possivelmente, nas complicações a longo prazo da hepatite (mas para esse último faltam estudos prospectivos a longo prazo).

Hoje, recomenda-se a terapia combinada na seguinte dosagem:

Interferon alfa 3.000.000 unidades por via subcutânea 3 vezes por semana.
Ribavirina 1.000 mg ao dia por via oral em < 75 kg e 1.200 mg em > 75 kg.

Infelizmente, os melhores resultados do tratamento são naqueles pacientes com doença que naturalmente seria mais benigna:

Genótipo do vírus que não seja o 1.
Baixa viremia (quantidade de vírus no sangue).
Ausência de fibrose ou cirrose ao início do tratamento.

Mesmo na ausência de fatores benéficos ao tratamento, ele deve ser realizado, mas recomenda-se que dure 48 semanas, ao contrário das normais 24 semanas (nos pacientes acima, não há melhora significativa da resposta dobrando-se o tempo de tratamento, mas nos casos mais severos sim).

Efeitos colaterais do tratamento com interferon alfa e ribavirina na hepatite C:

Leucopenia
Neutropenia
Trombocitopenia
Anemia hemolítica
Fadiga
Depressão e outros transtornos psiquiátricos
Sintomas "gripais": febre e dores musculares
Sintomas gastrointestinais: náuseas e perda do apetite
Sintomas respiratórios: tosse e falta de ar
Dificuldade no controle de diabetes
Disfunção na tireóide: hiper ou hipotireoidismo
Sintomas dermatológicos: descamações (rash) e perda de cabelos
Risco aumentado de defeitos de nascença em grávidas

As pessoas em tratamento deve ser acompanhadas freqüentemente. Exames laboratoriais são necessários a cada 1-2 semanas durante os primeiros 2 meses e depois a cada 4-8 semanas. Dosagens periódicas de hormônios tireoidianos são necessários.

A dosagem do vírus (por método de PCR - polimerase chain reaction) é realizada classicamente antes, ao final do tratamento e 3 meses após se houve negativação ao final do tratamento, para avaliar a presença de resposta virológica sustentada (ausência persistente do vírus circulante no sangue).

Há uma tendência a pesquisar o vírus mais precocemente, com 4 ou 12 semanas de tratamento, para verificar se o mesmo está surtindo efeito e, se estiver, possivelmente reduzir o tempo previsto de tratamento. A resposta virológica rápida, com queda de 2 logs (dois pontos na carga viral expressa por logaritmo) entre o início e 12 semanas de tratamento, é chamada de resposta virológica precoce.

São consideradas contra-indicações ao tratamento com interferon e ribavirina:

Anemia (hemoglobina < 12 g/dL em mulheres e < 13 g/dL em homens).
Leucopenia (leucócitos < 1.500 / mm3).
Plaquetopenia (plaquetas < 100.000 / mm3).
Hepáticas (transaminases normais; cirrose descompensada).
Cardiovascular (coronariopatia).
Endocrinológica (diabetes descompensado).
Doenças autoimunes.
Neuropsiquiátricas (vertigens; doença psiquiátrica severa).
Obstétrica (gestação ou incapacidade de anticoncepção).
Interferon peguilado (ou peginterferon)

Associando a molécula polietilenoglicol ao interferon, conseguiu-se produzir uma nova modalidade de interferon com absorção e eliminação mais lentas. Graças a isso, o interferon peguilado pode ser administrado por via subcutânea apenas uma vez por semana e ainda manter um nível no sangue contínuo, mais adequado que as três administrações semanais do interferon comum - o resultado são melhores resultados e uma discreta menor incidência de efeitos colaterais.

Em monoterapia (apenas o interferon alfa peguilado), a taxa de resposta virológica sustentada é de 39%, com resultados ainda maiores com a associação peginterferon + ribavirina:

Resposta ao tratamento (%)
Resposta virológica sustentada IFN 3 MU 3x/sem IFN 3 MU 3x/sem + ribavirina 1,0-1,2 g/d PEG IFN 1,5 mcg/kg/sem PEG IFN 1,5 mcg/kg/sem + ribavirina 800 mg/d    
Laboratório Manns* Laboratório Manns*      
Geral

19

46 47 39 52 54
Genótipo 1 - 33 33 - 41 42
Genótipos 2-3 - 73 79 - 75 82
Genótipos 4-6 - - 38 - - 50

Manns MP et al and the International Hepatitis Therapy Group: Peginterferon alfa-2b plus ribavirin compared with interferon alfa-2b for initial treatment of chronic hepatitis C: a randomized trial. Lancet 2001; 358:958

Hoje, considera-se como tratamento mais eficaz a associação do peginterferon com a ribavirina. Nos pacientes com vírus genótipos 2 e 3 , que têm resposta muito melhor, recomenda-se o tratamento por 24 semanas (6 meses). Nos pacientes com VHC genótipo 1, recomenda-se por 48 semanas.

Novas perspectivas

Outras drogas estão sendo desenvolvidas e testadas para a hepatite C, que atuam no mecanismo de replicação do vírus, ao invés de ter atividade sobre o sistema imune. Atualmente, a medicação mais promissora desse tipo é a chamada VX-950, que tem mostrado melhora nas taxas de resposta virológica na associação com o interferon e a ribavirina, em comparação com o uso das duas drogas em conjunto, ou no seu uso isolado, em comparação com placebo. No entanto, já há descrição de indução de mutação do vírus com o seu uso, o que torna necessário mais estudos antes que seja utilizado clinicamente.

CUIDADOS COM A SAÚDE

Dieta

Com a exceção do uso do álcool, que leva a piora da evolução da doença, não há nenhuma restrição nutricional específica para portadores de hepatite C.

Situações especiais, como cirrose com ascite ou encefalopatia hepática, ou a presença de outra doença associada, no entanto, podem indicar restrições dietéticas adicionais, conforme orientação do médico e do nutricionista.

A obesidade, a dislipidemia (aumento do colesterol e triglicérides) e a resistência a insulina são fatores relacionados entre si que desencadeiam o aparecimento da doença hepática gordurosa não alcoólica (também chamada de esteatose hepática ou "gordura do fígado"), em especial a sua forma mais severa, a esteato-hepatite não alcoólica que, se associada à hepatite C, leva a uma potencialização na inflamação e progressão mais rápida de ambas para a cirrose.

Assim, mesmo sem restrições nutricionais específicas pela hepatite C, recomenda-se uma dieta saudável, que ajuda a manter o peso, o ânimo, melhora o sistema imunológico e ajuda a prevenir o aparecimento de outras doenças.

Dieta saudável (Canadian Guidelines for Health Care Providers):

Alimentos variados contendo os quatro grupos principais (grãos, frutas e vegetais, leite e derivados e carne e/ou alternativas)
Ingesta adequada (não excessiva), distribuída ao longo do dia
Ingesta adequada de proteínas, para combater a infecção e permitir regeneração do fígado
Boa quantidade de frutas e vegetais para reduzir o dano pelos radicais livres no fígado (procure maior variação de cores)
Alimentos ricos em vitaminas A e C
Abstinência alcoólica
Limitar alimentos com excesso de gordura e açúcar
Balancear a dieta com atividade física, dentro das limitações necessárias

Além do seu médico, procure sempre consultar um nutricionista se houver alguma necessidade de restrição alimentar, inclusive para perda de peso.

Atividade física

Apesar de estudo demonstrando piora na atividade da hepatite relacionada ao trabalho físico extenuante, não há contra-indicação à atividade física saudável (exercícios físicos regulares, aeróbicos) na hepatite C (exceto em portadores de cirrose hepática com varizes esofágicas de alto risco de sangramento). Apesar de não haver demonstração clara dos benefícios em relação à história natural da doença, a atividade física saudável está relacionada a melhora na qualidade de vida, na redução da fraqueza crônica e da depressão e a uma melhora do sistema imunológico, podendo melhorar portanto a evolução da doença e a resposta ao tratamento.

PREVENÇÃO

A incidência de hepatite C pôde ser reduzida pelo rastreamento adequado de doadores de sangue nas últimas décadas. Hoje, apenas 5% dos novos casos são adquiridos dessa forma. Hoje, a melhor forma de prevenção reside no combate ao uso de drogas endovenosas. Protocolos de tratamento logo após infecção (contato com sangue contaminado) não apresentaram resultados favoráveis e não são recomendados. Ainda não há perspectiva a médio prazo de uma vacina eficiente.

BIBLIOGRAFIA

Fox RK, Wright TL, Viral Hepatitis in Current Diagnosis & Treatment in Gastroenterology
Alter MJ, Kruszon-Moran D, Nainan O, et al. The prevalence of hepatitis C virus in the United States. N Engl J Med. 1999;341:556-562.
Nishioka SA, Gyorkos TW, Collet JP, et al. Tattooing and risk for transfusion transmitted diseases: the role of the type, number and design of the tattoos, and the conditions in which they were performed. Epidemiol Infect. 2002;128:63-71.
Haley RW, Fischer RP. Commercial tattooing as a potentially important source of hepatitis C infection. Medicine. 2001;80:134-151.
Ridzon R, Gallagher K, Ciesielski C, et al. Simultaneous transmission of human immunodeficiency virus and hepatitis C from a needle stick injury. N Engl J Med. 1997;336:919-922.
Ohto H, Terazawa S, Sasaki N, et al. Transmission of hepatitis C virus from mothers to infants. N Engl J Med. 1994;330:744-750.
Dal Molin G, D'Agaro P, Ansaldi F, et al. Mother-to-infant transmission of hepatitis C virus: rate of infection and assessment of viral load and IgM anti-HCV as risk factors. J Med Virol. 2002;67:137-142.
Zanetti AR, Tanzi E, Paccagnini S, et al. Mother to infant transmission of hepatitis C virus. Lancet. 1995;345:289-291.
Lin HH, Kao JH, Hsu HY, et al. Absence of infection in breast fed infants born to hepatitis C virus infected mothers. J Pediatr. 1995;126:589-591.
Curso Monotemático de Hepatites Virais oferecido pela Sociedade Brasileira de Hepatologia (2005)
Hepatitis C: Nutrition Care -- Canadian Guidelines for Health Care Providers (link)
Kubo N ; Furusyo N ; Nakashima H ; Kashiwagi K ; Hayashi J Strenuous physical labor is important as a cause of elevated alanine aminotransferase levels in Japanese patients with chronic hepatitis C viremia. Eur J Epidemiol. 20(3):251-61, 2005
Lawitz E, Rodriguez-Torres M, Muir A, et al. 28 days of the hepatitis C protease inhibitor VX-950, in combination with peg-interferon-alfa-2a and ribavirin, is well-tolerated and demonstrates robust antiviral effects. Program and abstracts of Digestive Disease Week 2006; May 20-25, 2006; Los Angeles, California. [Late-breaking abstract 686f]
Kieffer T, Sarrazin C, Miller J, et al. Combination of telaprevir (VX-950) and PEG-IFN-alfa suppressed both wild-type virus and resistance variants in HCV genotype 1-infected patients in a 14-day phase 1B study. Hepatology. 2006;44:222A. [Abstract 92]
Reesink HW; Zeuzem S; Weegink CJ; Forestier N; van Vliet A; van de Wetering de Rooij J; McNair L; Purdy S; Kauffman R; Alam J; Jansen PL Rapid decline of viral RNA in hepatitis C patients treated with VX-950: a phase Ib, placebo-controlled, randomized study. Gastroenterology. 131(4):997-1002, 2006
CDC Viral Hepatitis C FAQ (link)
Rodriguez-Luna H ; Douglas DD Natural history of hepatitis C following liver transplantation. Curr Opin Infect Dis. 17(4):363-71, 2004
Huang H, Shiffman ML, Friedman S et al. 7-Gene Signature Predicts Cirrhosis Risk in Patients With Chronic Hepatitis C. Hepatology 2007 (link)
Teixeira R, Menezes EG, Schiano TD. Therapeutic Management of Recurrent Hepatitis C After Liver Transplantation. Liver Int. 27(3):302-312, 2007

Fonte: www.hepcentro.com.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal