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Hepatite

 

Hepatite significa inflamação (itis) do fígado (hepar), uma irritação ou inchaço das células do fígado.

Existem muitas causas de hepatite, que incluem infecções virais A, B e C que a maioria de nós já ouviu falar de, mas também a doença também inclui hepatite auto-imune, hepatite do fígado gorduroso, hepatite alcoólica e hepatite induzido por toxina.

Hepatite (hepatites plurais) é uma condição médica definida pela inflamação do fígado e caracterizada pela presença de inflamatórias células no tecido do órgão.

O nome vem do grego hepar, a raiz sendo Hepat, significando, fígado e sufixo-ite, que significa "inflamação".

A condição pode ser auto-limitante ( curar por conta própria) ou pode evoluir para fibrose (cicatrizes) e cirrose .

Hepatite poderá ocorrer com sintomas limitados ou não, mas muitas vezes leva a icterícia , anorexia (falta de apetite) e mal-estar .

A hepatite é aguda quando dura menos de seis meses e crônica quando persiste por mais tempo.

Um grupo de vírus conhecidos como os vírus da hepatite causar maioria dos casos de hepatite em todo o mundo, mas pode também ser devido a toxinas (nomeadamente álcool , certos medicamentos , alguns solventes orgânicos e plantas industriais), outras infecções e auto-imunes doenças.

O Fígado

Hepatite afeta o fígado.

O fígado é um órgão em forma de cunha localizado no lado superior direito do corpo, encontrando-se sob a caixa torácica.

O maior órgão torna-2-3 por cento do peso total do corpo.

Ao contrário do coração ou do estômago, o fígado tem muitas funções.

Médicos especializados no fígado, hepatologistas, acreditam que tem mais de 140 funções. Estes incluem a produção de bílis necessária para digestão, minerais e vitaminas armazenamento, auxiliando na coagulação do sangue (vitamina K), venenos neutralizantes, produção de aminoácidos para a construção de músculos saudáveis, regulando a energia, manter o equilíbrio hormonal, o processamento de drogas. Quando alguém se contamina com a hepatite a função do fígado passa a ficar comprometida e as funções podem ser afetados em diferentes graus.

A História da Hepatite

Hepatite se acreditava existir na forma viral desde os tempos antigos.

Sabe-se que existia uma doença que afetou o fígado e causou amarelecimento da pele (icterícia).

Entre 1800 e 1900, 2 tipos foram identificados como qualquer tipo de soro ou tipo viral.

Em 1963, houve um grande avanço que identificou a causa de hepatite soro e denominado vírus da hepatite B (HBV).

Dez anos mais tarde, a causa de hepatite infecciosa foi encontrado e designado vírus da Hepatite A (HAV), e embora os cientistas sabia outros vírus existia não foi até 1989 que o vírus da hepatite C (HCV) foi isolado.

Embora o vírus da hepatite delta (HDV) foi conhecida desde meados dos anos 1970, foi apenas no final dos anos 1980s-1990s que foi compreendido que existe apenas na presença da hepatite B.

Em 1990, vírus da hepatite E (HEV) e em 1995, hepatite G vírus (HGV), foram identificados.

Outros vírus, hepatite F vírus (VAF) e vírus de transmissão de transfusão (TTV) são pensados para existir, mas não estão ainda demonstrada.

Hepatite Viral

Cada tipo de hepatite viral é diferente. Eles têm características diferentes e são conhecidos pelos nomes em ordem alfabética - Hepatite A até E. Quatro outros tipos existir F, G, TTV (Vírus da Transfusão Transmissíveis) e SEN-V (estas são as iniciais da pessoa em que esta forma do vírus foi identificado pela primeira vez - V pé para o vírus). Precauções comportamentais e de tratamento depende do tipo de hepatite.

Fonte: Organização Mundial da Saúde

Hepatite

O sintoma mais peculiar da hepatite é a icterícia, sinal clínico que consiste na coloração amarelada da pele, mucosas e escleróticas.

Hepatite é o termo genérico que designa a inflamação do fígado, seja ela conseqüente de agressão direta ou parte de um processo sistêmico. As hepatites mais comuns são as virais -- causadas por vírus -- e as tóxicas. Dentre os processos tóxicos distinguem-se a hepatite medicamentosa, causada por ingestão excessiva ou inadequada de medicamentos; a hepatite decorrente de uso de drogas e a hepatite alcoólica. Esta última, que pode ser aguda ou crônica, se dá por lesão direta à célula hepática e é a causa mais freqüente de cirrose. Entende-se por hepatite crônica a inflamação do fígado por um período superior a seis meses, seja ela viral, tóxica ou crônico-idiopática, isto é, de origem desconhecida.

Hepatites virais agudas

São conhecidos os seguintes tipos de hepatites virais agudas, identificados por seus agentes causadores:

1) Hepatite A (HVA), de transmissão fecal-oral, por contaminação de água e alimentos. Não se transmite pelo sangue, a não ser durante o período agudo. A taxa de mortalidade é muito baixa e não há relato de hepatite crônica por HVA.
2) Hepatite B (HVB)
, que se transmite por contato com sangue ou produtos sangüíneos infectados, por via sexual ou pela chamada transmissão vertical, isto é, da mãe infectada para o recém-nascido, no momento do parto. Os grupos de risco incluem homossexuais, usuários de drogas intravenosas, pacientes em hemodiálise e profissionais da saúde. A hepatite B pode evoluir para a cura completa, para uma hepatite fulminante ou, mais tardiamente, para câncer de fígado (hepatocarcinoma).
3) Hepatite C (HVC)
, de alta incidência entre usuários de drogas intravenosas. São desse tipo oitenta por cento dos casos de hepatite contraída por transfusão de sangue. Sabe-se hoje que a maior parte dos casos da chamada hepatite não A-não B são de hepatite C, que evolui, na maior parte dos casos, para a hepatite crônica.
4) Hepatite D
, causada pelo agente delta, somente se desenvolve em associação com hepatite B. É endêmica em algumas áreas, especialmente a Amazônia, e geralmente complica a evolução da doença.
5) Hepatite E (HVE)
, transmitida pela água contaminada, é epidêmica na Ásia, no norte da África e no México. Corresponde provavelmente às hepatites anteriormente descritas como não A-não B de transmissão fecal-oral.
6) Hepatite F
, causada por partícula viral detectada em pacientes submetidos a transplante hepático.

Outros tipos de hepatites virais agudas são causados por vírus como o Epstein-Barr, o citomegalovírus e o vírus do herpes, responsáveis por 15 a 20% dos casos de hepatite pós-transfusão diferentes da HVC, principalmente em pacientes imunocomprometidos.

Diagnóstico e quadro clínico

A identificação dos diferentes tipos de hepatite viral aguda se faz pela detecção, no sangue do paciente, do próprio vírus ou pela dosagem de imunoglobulinas, que são a resposta imunológica do paciente à agressão viral. O quadro clínico é extremamente variável: há desde casos completamente sem sintomas, só detectados por exames de laboratório, até quadros de morte em poucos dias (hepatites fulminantes).

O período de incubação varia de duas a seis semanas, na HVA, até de seis semanas a seis meses, na HVB. A doença se manifesta por sintomas gerais de mal-estar, fadiga intensa, perda de apetite, náuseas e vômitos, febre e dor na região do fígado, que se apresenta de tamanho aumentado, fezes esbranquiçadas e urina escura. Cinco a dez dias depois do aparecimento dos sintomas tem início uma fase ictérica, em que a pele e as conjuntivas se apresentam amareladas. A doença aguda regride geralmente em duas a três semanas, mas os exames de laboratório que monitoram a evolução da doença (dosagem de bilirrubina, transaminases etc.) só revelam resultados normais após nove semanas (HVA) ou 16 semanas (HVB e HVC). A hepatite fulminante só se verifica em um por cento dos casos.

Tratamento e prevenção

O tratamento das hepatites virais consiste basicamente em repouso no leito na fase inicial de aparecimento dos sintomas. É dispensável o repouso absoluto, com retorno gradual das atividades à medida que a doença regride. A dieta deve ser leve para evitar as náuseas, com progressiva normalização acompanhando a melhora clínica. Recomenda-se a abstinência total de álcool e outras drogas que possam lesar o fígado já comprometido.

Para evitar contágio, dispensa-se o isolamento estrito do doente. Bastam os cuidados higiênicos normais, como lavar as mãos após as evacuações ou após contato com material contaminado. Exige-se cuidadosa manipulação de agulhas e seringas contaminadas. A pesquisa sistemática de vírus em sangue doado e seus subprodutos evita a propagação por transfusão. São importantes as campanhas que previnem a contaminação por via sexual e os cuidados especiais com gestantes portadoras dos vírus a fim de evitar transmissão durante o parto. Para bloquear o desenvolvimento da doença em pessoas suspeitas de contaminação recente pelos vírus A e B usa-se globulina hiperimune. Aos grupos de alto risco recomenda-se a vacina contra hepatite B, que protege aproximadamente por nove anos.

Fonte: www.psfmonteverde.hpg.ig.com.br

Hepatite

A hepatite é basicamente uma infecção no fígado . Existem vários tipos de hepatites e a gravidade da doença é variável em função disso e também dos danos já causados ao fígado quando a descobrimos. Dependendo do seu tipo a hepatite pode ser curada de forma simples, apenas com repouso, ou pode exigir um tratamento mais prolongado e algumas vezes complicado e que nem sempre leva à cura completa, muito embora consiga-se em muitos dos casos controlar e estagnar a evolução da doença.

As hepatites podem ser provocadas por bactérias, por vírus, entre os quais estão os seis tipos diferentes de vírus da hepatite (A, B, C, D, E e G ) e também pelo consumo de produtos tóxicos como o álcool, medicamentos e algumas plantas. Uma hepatite pode tornar-se crônica e pode evoluir para uma lesão mais grave no fígado ( cirrose ) ou para o carcinoma hepático ( cancro do fígado ) e em função disso provocar a morte. Mas, desde que detectadas, as hepatites crônicas podem ser acompanhadas, controladas e mesmo curadas.

Existem ainda as hepatites auto-imunes que são no fundo uma espécie de uma perturbação do sistema imunitário, que sem que se saiba ainda porquê, desenvolve auto-anticorpos que atacam as células do fígado, em vez de as protegerem. Os sintomas são pouco específicos, semelhantes aos de uma hepatite aguda, podendo, nas mulheres, causar alterações no ciclo menstrual. Esta hepatite, ao contrário da hepatite vírica, atinge sobretudo as mulheres, entre os 20 e os 30 anos e entre os 40 e os 60, pode transformar-se numa doença crônica.

Todos os tipos de hepatite exigem sempre uma visita a um médico-especialista e um acompanhamento adequado. Por vezes, ter hepatite não chega a ser um grande problema, já que o organismo possui defesas imunitárias que, em presença do vírus , reagem produzindo anticorpos, uma espécie de soldados que lutam contra os agentes infecciosos e os aniquilam. Mas infelizmente, em muitos casos, estes não são suficientes para travar a força do invasor e, então, é necessário recorrer a tratamentos antiviricos.

Há ainda muito a estudar nesta área, a investigação científica tem percorrido um bom caminho na luta contra a doença, tendo conseguido já elaborar vacinas contra as hepatites A e B, (que permitiram reduzir consideravelmente a sua propagação) e descobrir substâncias (como os interferões) que podem travar a multiplicação do vírus e constituir uma esperança de prolongamento de vida para muitos doentes. Estes tratamentos, contudo, são dispendiosos, apresentam diversos efeitos secundários que podem variar de paciente para paciente, algumas contra-indicações que impossibilitam ou atrasam a prescrição e nem sempre estão disponíveis nos países em desenvolvimento, que são as zonas mais afectadas.

Os vírus da hepatite podem ser transmitidos através da água e de alimentos contaminados com matérias fecais (hepatites A e E ), pelo contato com sangue contaminado (B, C, D e G ) e por via sexual (B e D ). Os vírus têm períodos de incubação diferentes e, em muitos casos, os doentes não apresentam sintomas.

As hepatites A e E não se tornam crônicas, enquanto a passagem ao estado crônico é bastante elevada na hepatite C , e comum na hepatite B, D e G, embora nesta última, a doença não apresente muita gravidade.

Ao contrário de outras doenças, os doentes com hepatite crônica, desde que esta tenha sido detectada antes de ter causado maiores danos hepáticos , podem ter um quotidiano muito próximo do normal, não tendo de ficar inativos, isolados dos demais ou cumprir dietas rígidas, mas têm de conhecer as suas limitações e aprender a viver com a hepatite .

O Fígado é entretanto um órgão com grande capacidade regenerativa e esse é um aspecto favorável. Por outro lado, trata-se de um órgão que, via de regra, não apresenta sintomas externos de deterioração. Por isso muitas vezes os pacientes com hepatites só o descobrem já numa fase complicada da doença e dai também a importância de serem realizados rastreios que possibilitem a detecção do vírus no sangue ( no caso das hepatites virais).

As hepatites virais podem ser agudas ou crônicas. A maior parte das hepatites agudas curam-se, no entanto, algumas podem evoluir para hepatite crônica.

Chama-se crônica à hepatite que não cura ao fim de 6 meses. Como já dissemos, a hepatite crônica pode dar origem a cirrose e, mais raramente, a cancro do fígado.As hepatites virais , na maior parte dos casos não apresentam qualquer sintoma, podem originar queixas semelhantes às da gripe, ou então causar cor amarelada dos olhos e da pele (icterícia), urina escura cor do vinho do Porto, falta de apetite, náuseas, vómitos, cansaço.... A maior parte das pessoas com hepatite crônica nunca teve qualquer sintoma, mas é possível saber se se tem hepatite, através de uma simples análise ao sangue. Não existe tratamento específico para a maioria das hepatites virais agudas, mas, como também já referimos, existe tratamento para as hepatites virais crônicas, que podem resultar na cura ou, na pior das hipóteses, no controlo da doença, dependendo do estágio em que foi descoberta.

As hepatites virais podem afectar qualquer ser humano, independentemente da idade, do sexo, da raça e do estrato sócio-económico. As hepatites virais são doenças frequentes, mas é possível a sua prevenção e mesmo a sua cura.

Fonte: www.soshepatites.org.pt

Hepatite

A hepatite é uma infecção no fígado que, dependendo do agente que a provoca, tanto se cura apenas com repouso, como a pessoa infectada pode ter que ser sujeita a tratamentos prolongados, ou mesmo a um transplante de fígado , para impedir o desenvolvimento de doenças hepáticas graves como a falência hepática , a cirrose ou o cancro no fígado, que podem levar à morte.

As hepatites podem ser provocadas por bactérias, por seis tipos diferentes de vírus (A, B, C, D, E e G ) e também pelo consumo de produtos tóxicos como o álcool, medicamentos e algumas plantas. Existem ainda as hepatites auto-imunes resultantes de uma perturbação do sistema imunitário, que sem que se saiba porquê, começa a desenvolver auto-anticorpos que atacam as células do fígado, em vez de as protegerem. Os sintomas são pouco específicos, semelhantes aos de uma hepatite aguda , podendo, nas mulheres, causar alterações no ciclo menstrual. Esta hepatite atinge sobretudo as mulheres, entre os 20 e os 30 anos e entre os 40 e os 60, pode ser fulminante em alguns doentes, pode transformar-se numa doença crônica e evolui quase sempre, quando não é tratada, para a cirrose .

Cada uma destas patologias implica sempre uma visita ao médico e um acompanhamento adequado. Em muitos casos, ter hepatite não chega a ser uma verdadeira «dor de cabeça», já que o organismo possui defesas imunitárias --> que, em presença do vírus , reagem produzindo anticorpos , uma espécie de soldados que lutam contra os agentes infecciosos e os aniquilam. Mas, em algumas situações, estes não são suficientes para travar a força do invasor e, então, é necessário recorrer a tratamentos antiviricos .

Embora haja ainda muito a estudar nesta área, a investigação científica tem percorrido um bom caminho na luta contra a doença, tendo conseguido já elaborar vacinas contra as hepatites A e B, (que permitiram reduzir consideravelmente a sua propagação) e descobrir substâncias (como os interferões ) que podem travar a multiplicação do vírus e constituir uma esperança de prolongamento de vida para muitos doentes. Estes tratamentos, contudo, são dispendiosos e nem sempre estão disponíveis nos países em desenvolvimento, que são as zonas mais afectadas.

Os vírus da hepatite podem ser transmitidos através da água e de alimentos contaminados com matérias fecais (A e E ), pelo contato com sangue contaminado (B, C, D e G ) e por via sexual (B e D ). Os vírus têm períodos de incubação diferentes e, em muitos casos, os doentes não apresentam sintomas . As hepatites A e E não se tornam crônicas , enquanto a passagem ao estado crônico é bastante elevada na hepatite C , e comum na hepatite B, D e G , embora nesta última, a doença não apresente muita gravidade.

Ao contrário de outras doenças, os doentes com hepatite crônica podem ter um quotidiano muito próximo do normal, não tendo de ficar inativos, isolados dos demais ou cumprir dietas rígidas, mas têm de conhecer as suas limitações e aprender a viver com a hepatite.

A hepatite é uma inflamação do fígado por qualquer causa.

Em geral, é resultado da ação de um vírus, particularmente um dos cinco vírus da hepatite A, B, C, D ou E. Menos frequentemente, a hepatite pode dever-se a outras infecções virais, tais como a mononucleose infecciosa, febre amarela e infecção por citomegalovírus. As principais causas da hepatite não viral são o álcool e os medicamentos. A hepatite pode ser aguda (dura menos de 6 meses) ou crônica; esta doença apresenta-se habitualmente em todo o mundo.

O vírus da hepatite A propaga-se fundamentalmente das fezes de uma pessoa para a boca de outra. Essa transmissão é, em geral, consequência de uma higiene deficiente. As epidemias que se propagam através da água e dos alimentos são frequentes, especialmente nos países em desenvolvimento. Por vezes a causa é a ingestão de mariscos crus contaminados. Também são frequentes os casos isolados, em geral originados pelo contato de pessoa a pessoa. A maioria das infecções por hepatite A não causa sintomas e passam despercebidas.

A transmissão da hepatite B é mais difícil que a do vírus da hepatite A. Um dos meios de transmissão é o sangue ou os produtos sanguíneos contaminados.

Contudo, graças às precauções adoptadas, as transfusões raramente são as responsáveis da transmissão deste vírus. Em geral, a transmissão produz-se entre consumidores de drogas injectáveis que partilham as seringas e também entre casais heterossexuais ou homossexuais masculinos. Uma mulher grávida, se estiver infectada com hepatite B, pode transmitir o vírus ao seu bebé ao nascer.

O risco de exposição ao vírus da hepatite B é maior nos pacientes submetidos a diálise renal ou nos tratados em unidades de cancro e para o pessoal hospitalar em contato com sangue. Também estão em risco as pessoas que vivem em meios fechados (tais como as prisões e os institutos para deficientes mentais), onde existe um estreito contato pessoal.

As pessoas sãs, portadoras crônicas do vírus, podem transmitir a hepatite B. Não está comprovado que as picadas de insectos possam transmiti-la. Muitos casos de hepatite B provêm de fontes desconhecidas. Em algumas partes do mundo, como o Extremo Oriente e algumas regiões de África, este vírus é responsável de muitos casos de hepatite crônica, cirrose e cancro hepático.

O vírus da hepatite C é a causa de, pelo menos, 80 % dos casos de hepatite originados por transfusões de sangue, além de muitos casos isolados de hepatite aguda. A doença transmite-se habitualmente entre consumidores de drogas que partilham as seringas, enquanto, neste caso, a transmissão sexual não é frequente.

Este vírus é responsável por muitos casos de hepatite crônica e alguns casos de cirrose e de cancro hepático. Por razões desconhecidas, as pessoas com doenças hepáticas causadas pelo álcool apresentam frequentemente hepatite C. A combinação de ambas as doenças conduz, por vezes, a uma maior perda da função hepática que a que poderia ser causada por cada uma destas, em separado. Parece que existe um reduzido número de pessoas sãs que são portadoras crônicas do vírus da hepatite C.

O vírus da hepatite D manifesta-se unicamente como uma co-infecção com o vírus da hepatite B; esta co-infecção agrava a infecção da hepatite B. O risco entre os consumidores de drogas é relativamente alto.

O vírus da hepatite E causa epidemias ocasionais, semelhantes às causadas pelo vírus da hepatite A. Até agora, estas epidemias foram desencadeadas apenas em alguns países em desenvolvimento.

Fonte: www.roche.pt

Hepatite

A hepatite é uma doença que atinge diretamente o fígado. Mas o que é o fígado?

Fígado

O fígado é um órgão maciço, a maior glândula do organismo e fica localizado na parte superior direita do abdome. As células que o compõem são chamadas de hepatócitos. Ele é extremamente importante porque executa muitas funções vitais para o nosso corpo.

Suas funções

1) Receber os nutrientes e as substâncias absorvidas no intestino;
2)
transformar a estrutura química de medicamentos e outras substâncias, para suavizar, inativar ou ativar essas substâncias através da ação das suas enzimas;
3)
armazenar nutrientes como glicose e aminoácidos para serem usados posteriormente pelo organismo;
4)
a partir desses nutrientes, produzir várias substâncias usadas pelo organismo, como proteínas e lipoproteínas;
5)
produzir a bile, um líquido verde e denso que auxilia o intestino na digestão de gorduras.

O que é a hepatite?

É uma doença inflamatória do fígado que compromete suas funções. Existem vários fatores que podem causar hepatite. Ela pode ser viral (quando for causada por um vírus), auto-imune (quando nosso sistema imunológico reconhece seus próprios tecidos como estranhos, atacando-os para destruí-los) ou ainda ser causada por reação ao álcool, drogas ou medicamentos, já que é no fígado que essas substâncias são transformadas.

Existem vários tipos de hepatites, mas aqui trataremos das hepatites virais, abordando os tipos mais comuns (A, B e C), explicando suas diferenças, as vias de transmissão e os meios para tratá-las.

As hepatites podem ser agudas ou crônicas. Uma doença aguda é aquela que tem início repentino e geralmente apresenta sintomas nítidos. Quanto o organismo não consegue curar-se em até 6 meses, a doença passa então a ser considerada crônica e muitas vezes não apresenta sintomas.

O que acontece quando o fígado não está saudável?

As doenças do fígado, especificamente a hepatite, provocam anormalidades na função desse órgão, como:

Icterícia: é o acúmulo de bilirrubina no sangue. A bilirrubina é um pigmento esverdeado usado pelo fígado para produzir a bile (uma substância que auxilia o intestino a digerir as gorduras). Esse acúmulo de bilirrubina faz com que a pele e as mucosas fiquem amareladas. Quando o fígado está inflamado, ocorre uma dificuldade de metabolização e eliminação da bile para o intestino;

Prejuízo na produção das proteínas e na neutralização de substâncias tóxicas; e

Cirrose: é o resultado final de qualquer inflamação persistente no fígado. Pode ocorrer em todas as condições de inflamação crônica desse órgão. Caracteriza-se por necrose (destruição das células), fibrose e nódulos de regeneração. Fibrose é a substituição das células normais do fígado por tecido de cicatrização. Esse tecido cicatrizado (chamado de fibrótico por ser formado por fibras) não tem as funções que as células sadias antes possuíam. Os nódulos de regeneração são compostos por células regeneradas que o fígado produz para tentar substituir as células perdidas, mas infelizmente esses nódulos também não conseguem realizar as mesmas funções das células sadias. As cicatrizes impedem o sangue de circular livremente pelo fígado e limitam a sua função.

Sete diferentes vírus da hepatite

Um vírus é um minúsculo microorganismo, muito menor e mais simples do que uma célula humana. Uma vez dentro do nosso corpo, o vírus da hepatite invade o fígado, toma posse das células e passa a se reproduzir. Seu ataque debilita as células e provoca a inflamação.

Até agora, há sete tipos de hepatites virais específicas conhecidas - A, B, C, D, E, F e G. Cada uma delas é causada por um vírus diferente. Além disso, há também outros vírus que atacam primariamente outros órgãos e que podem secundariamente comprometer o fígado como o vírus da Herpes ou o citomegalovírus (CMV).

Fonte: www.portalbrasil.net

Hepatite

A hepatite é uma doença causada por várias formas de vírus provocando uma inflamação no fígado. Atualmente, existem vários tipos de hepatite, cada uma causada por um tipo diferente de vírus e com algumas variações no curso da doença. Os tipos de hepatite virais são: Hepatite A, Hepatite B, Hepatite C (antigamente classificada como "Não A-Não B"), Hepatite D e Hepatite tipo E. Também existe uma forma que é a "Não-A,Não-B,Não-C" em que não se encontra um único tipo de vírus como causador da doença, mas sim vários deles.

Hepatite A

Essa é a forma mais comum de hepatite. O virus é transmitido por via oral-fecal, ou seja, a pessoa pode adquirir a doença bebendo ou ingerindo alimentos contaminados pelo vírus. Normalmente, a pessoa passa por um período de 2 a 6 semanas sem saber que tem o vírus e só então é que começa a apresentar os sintomas da doença. é a forma mais benigna das hepatites, curando-se facilmente sem deixar sequelas.

Raramente, a pessoa pode desenvolver uma doença chamada Hepatite fulminante, que é uma forma bem grave da doença. Não existe forma de se prevenir contra a doença, a não ser evitando-se de ingerir água ou alimentos que estão provadamente contaminados. Algumas pessoas que estão em contato com aquelas que já pegaram a doença, podem se beneficiar do uso de imunoglobulina contra hepatite A, prevenindo-as de contrair a doença, mas essa medida deve ser tomada bem precocemente, logo que a pessoa teve contato com a pessoa doente. O problema todo éque, durante a fase em que a pessoa ainda não sabe que tem a doença(período de incubação), a pessoa já está transmitindo o vírus pela fezes, contaminado os outros. Ela continua eliminando o vírus ainda por mais 1 a 2 semanas depois do aparecimento da icterícia.

Hepatite B

Essa forma da doença é transmitida através de agulhas contaminadas( muito comum entre os viciados em drogas), através de relações sexuais (muito comum entre homossexuais) e contato direto com sangue contaminado( principalmente em pessoas que trabalham em laboratórios ou em hospitais). Dos casos existentes, 10 a 20 % são devidos à transfusão de sangue contaminado pelo vírus da hepatite B.

As pessoas infectadas podem ter um período de 1 a 6 meses entre a fase em que adquiriram o vírus e o aparecimento dos primeiros sintomas da doença. 10% dos pacientes desenvolvem hepatite cronica ativa, em que a pessoa apresenta fases de melhora e piora da doença, ou se tornam portadores crônicos da doença, ou seja, a pessoa não tem os sintomas de hepatite, mas continua espalhando o vírus para outras pessoas. A hepatite B pode ser evitada através do cuidado em não se administrar sangue contamindo em outras pessoas, evitando-se usar agulhas em mais de uma pessoa( de preferência usar somente agulhas descartáveis e dispensá-las após o uso) e tomando-se a vacina contra hepatite B, principalmente se a pessoa trabalhar em laboratórios ou hospitais, onde é mais fácil adquirir a doença. Nos Estados Unidos, já estão sendo dadas as vacinas contra hepatite B rotineiramente, desde o nascimento, repetindo-se a segunda e terceira dose com intervalos de 2 meses entre elas. Também é aconselhável vacinar aqueles indivíduos que tiveram contato confirmado com uma pessoa portadora do vírus da hepatite B mas que ainda são soronegativos e aquelas que estão fazendo hemodiálise. Também existe a imunoglobulina contra hepatite B que pode ser dada logo após uma pessoa ter sido contaminda pelo vírus da hepatite B, por exemplo, alguém que sem querer recebe uma picada com uma agulha infectada. Porém, a pessoa deve receber a imunoglobulina logo após o contato, senão não faz efeito.

Hepatite C

Essa forma já é bem menos frequente, mas está altamente relacionada com a contaminação através de transfusões de sangue, correspondendo a 90% dos casos das hepatites adquiridas por transfusão. As maneiras de se adquirir a doença são semelhantes às da hepatite B, sendo que também pode ser adquirida durante o parto ou no período logo antes ou depois do parto.

O período de incubacão pode variar de 2 semanas a 6 meses. Quase metade dos casos com hepatite C acabam se tornando doentes crônicos, com períodos de melhora e de piora da doença. Muitos acabam desenvolvendo cirrose, apresentando todos os sinais característicos da doença, sem possibilidade de cura.

Também alguns pacientes podem desenvolver a forma de Hepatite fulminante,com graves lesões no fígado. Acredita-se que alguns pacientes se tornem portadores crônicos da doença.

Hepatite D

O vírus da hepatite D não é um vírus propriamente dito, e sim uma partícula de vírus que só consegue sobreviver se a pessoa também tiver o vírus da hepatite B.

Ele é o responsável pelas fases de piora da hepatite B, ou nas fases de ativação da hepatite crônica. Os casos de hepatite D são os mais graves e em geral permanecem crônicos pelo resto da vida. 20 a 50% dos casos de hepatite fulminante são causados pelo vírus da hepatite D. Os meios de se adquirir o vírus são os mesmos do vírus da hepatite B.

Hepatite E

O vírus que causa a hepatite E é um vírus bem pequeno, e foi descrito em vários casos de hepatite no México, ásia e áfrica. Ele tem um período de incubação bem curto e provavelmente é adquirido através da água. Ele foi encontrado em alguns casos de hepatite fulminante em mulheres grávidas, sendo que 10 a 20% dos casos acabaram resultando em morte.

SINTOMAS

Apesar da hepatite poder ser causada por vários vírus diferentes, os sintomas são praticamente os mesmos. Em geral a pessoa infectada começa a apresentar mal-estar geral, cansaço, sintomas semelhantes à gripe, icterícia( cor amarelada nos olhos e/ou na pele), eliminação de urina escura (como chá preto), dor na região logo abaixo das costelas do lado direito do abdomen e nausea ou vômitos. A icterícia, porém, só aparece em 50% dos caos. Muitas vezes, a pessoa adquire o vírus, apresenta uma diarreia, mas não fica doente( são os casos subclínicos).

DIAGNÓSTICO

A melhor forma de fazer o diagnóstico é através de exames de sangue, onde se mede a quantidade de enzimas produzidas pelo fígado, como o TGO e TGP. Na hepatite elas estão bem aumentadas, facilitando o diagnóstico. Também podem ser dosados os anticorpos específicos para cada tipo de hepatite. A hepatite B pode ser detectada através da presença do antígeno Australian, logo no início da doença.

TRATAMENTO

Não existe tratamento espeçífico para a hepatite. O tratamento se baseia em hidratar o paciente e dar uma quantidade suficiente de calorias, principalmente se a pessoa estiver com vômitos.

COMPLICAÇÕES

A hepatite fulminante é uma complicação rara, ocorrendo tanto na hepatite B ou C. A pessoa apresenta icterícia progressiva, podendo até apresentar problemas no cérebro. O fígado sofre intensa necrose, que é irreversível. Em geral, a taxa de mortalidade é bem alta, em torno de 90 a 100% dos casos, principalmente nos pacientes acima de 60 anos.

Outra complicação pode ser a hepatite crônica persistente, que pode ocorrer após hepatite B ou C. A pessoa apresenta os níveis de enzimas(TGO e TGP) bem elevados por um período de mais de 6 meses, apesar de que muitos pacientes não apresentam nenhum sintoma da doença, a não ser cansaço, falta de apetite e dor abdominal. Em geral esses casos não são tão graves.

Já a hepatite crônica ativa é mais grave. A pessoa apresenta os níveis de enzimas hepáticas bem elevados por mais de de 6 meses e podem progredir para cirrose do fígado. Não existe tratamento para esses casos, mas alguns estudos tem mostrado melhora com o uso de alfa-interferon e outras drogas anti-virus, com bons resultados. Para se fazer o diagnóstico dessa doença, épreciso fazer uma biópsia do fígado onde se poderá notar as alterações microscopicamente.

Fonte: www.linooliveira.com

Hepatite

O FÍGADO E SUAS FUNÇÕES

O fígado é o maior órgão do corpo humano, está localizado no lado superior direito do abdomen , protegido pelas costelas (gradio costal) . É responsável por aproximadamente 5000 (cinco mil) funções vitais , produz a grande maioria de substâncias essenciais para o resto do corpo e remove as substâncias prejudiciais ao organismo. É como um grande laboratório. O fígado produz a bile que é levada ao intestino delgado para se juntar ao processo de digestão. Também produz hormônios, proteínas e enzimas que mantêm o corpo funcionando normalmente. Tem participação na produção de substâncias que ajudam o sangue a coagular.

Tem papel importante na decomposição do colesterol, manutenção do açúcar no sangue , e também decomposição de medicamentos.

Quando o fígado está doente pode-se Ter inúmeras conseqüências sérias. A doença viral é a mais comum que acomete o fígado. Quando um vírus danifica uma célula hepática (hepatócito) esta não mais funciona. Com a diminuição da população de células hígidas muitas funções do corpo podem ser afetadas.

O QUE É HEPATITE?

Hepatite significa inflamação do fígado. Existem várias razões para o fígado estar inflamado, e nem sempre a causa é viral. Certas drogas ou medicações tóxicas , doenças imunológicas podem causar hepatite. A causa mais comum de inflamação do fígado é a hepatite viral. Quando o processo inflamatório está presente por mais de seis meses é chamado de hepatite crônica.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS?

Os sintomas produzidos pela hepatite viral podem variar dependendo se a hepatite é crônica ou aguda. Muitos casos de hepatite pede serr tão leves e inespecíficos passando por uma simples infecção viral como uma gripe.

A hepatite aguda causa menos danos ao fígado que a hepatite crônica.

Hepatite Aguda Hepatite Cr=F4nica
Fadiga=20 intensa Fadiga
Olhos=20 amarelados Dor nas=20 articula=E7=F5es
Pele=20 amarelada Vermelh=F5es na=20 pele
Urina = escura Perda da=20 mem=F3ria
Febre = baixa  
Desconforto=20 gastrointestinal  

Nota: vários pacientes com hepatite aguda ou crônica podem ser assintomáticos. Os sintomas não são parâmetro para saber a evolução da doença.

Atualmente existem sete tipos de vírus conhecidos .São chamados de A, B, C, D, E, F e G.

QUAL A IMPORTÂNCIA DE SABER QUAL O VÍRUS QUE OCASIONOU?

Há diferenças importantes entre os vírus. Por exemplo, a mais comum das hepatites virais é a causada pelo vírus A. O vírus produz uma inflamação aguda do fígado (hepatite) , nunca crônica, o paciente pode ficar doente por alguns dias ou semanas , mas uma vez que melhora, a infecção acaba e não há destruição progressiva do fígado. É raro acontecer uma infecção grave por hepatite A que possa acarretar a morte ou necessitar de um transplante de emergência.

Na hepatite B há uma melhora em 95% dos casos como na A. Em um número limitado de pacientes ela progride para a doença crônica. A exceção ocorre em crianças onde a grande maioria (90%) desenvolve hepatite crônica (quanto mais jovem maior a chance) . No Brasil com as campanhas de vacinação o índice de infecção em crianças caiu bastante porém os números ainda são grandes. Habitualmente se adquire hepatite na adolescência ou vida adulta.

A hepatite C ocorre geralmente na adolescência tardia e vida adulta. Diferente da hepatite B , a infecção consegue burlar o sistema imunológico ( de proteção do corpo contra bactérias e vírus) e sobrevive levando o processo a uma doença crônica . De fato, mais de 85% das pessoas infectadas pelo vírus C mantêm evidências laboratoriais e/ou clínicas de uma infecção presente.

O vírus da hepatite D tem um comportamento atípico. Ocorre somente em conjunto com a hepatite B e trabalha como um parasita . Pode transformar uma infecção de evolução atenuada pelo vírus B em uma doença de características agressivas e destrutivas sobre o fígado.

Os outros vírus E, F e G são mais raros.

COMO SE PEGA HEPATITE?

Existem importantes diferenças entre a maneira de se pegar cada tipo de hepatite. São estas diferenças que mostram como podemos previnir que a doença se espalhe.

A hepatite A é mais freqüente na infância. É transmitida de pessoa para pessoa. O vírus está nas fezes , portanto a higiene após o uso do banheiro é imprescindível. Também pode se transmitir através dos alimentos. Por estes motivos é fácil de entender como os berçários e creches são mais vulneráveis a este vírus.

A hepatite B pode se disseminar de várias maneiras, mas dificilmente será através de alimento contaminado. O foco primário de infecção é através de transfusão sangüínea ou contato com secreções do corpo. Quase todas as secreções humanas tem o vírus da hepatite. O uso de drogas injetáveis com a mesma seringa, tatuagens ou piercings sem material esterelizado também pode ser uma via de transmissão. Transmissão sexual também é possível . Mães infectadas com o vírus B transmitem para os seus bebes. Toda mulher grávida ou com desejo de engravidar deve fazer os testes para hepatite B.

A transmissão da hepatite C é semelhante a hepatite B . A tansmissão sexual é mais rara e a infecção de bebes pelas suas mães ocorre em uma porcentagem bem menor (5%).

O QUE PODE SER FEITO PARA PREVENIR A HEPATITE?

Na hepatite A , a regra é higiene . Boas condições sanitárias em restaurantes, berçários, creches e escolas devem ser obedecidas. Além disso a imunização pode ser feita. Uma vacina efetiva foi introduzida no mercado em 1995. É recomendada principalmente para pessoas que viajam para áreas endêmicas, onde a Hepatite A é um problema. Breve se tornará uma vacina rotineira para as crianças.

Se você entrou em contato com uma pessoa com hepatite A , a primeira coisa a fazer é não entrar em pânico. Este conselho é particularmente difícil de seguir, principalmente se o seu filho foi quem esteve exposto. A chance de contaminação de crianças na fase escolar apenas por estarem na mesma sala de aula é remota. Nestes casos se for feita a imunização imediata, os riscos de desenvolver a doença diminuem bastante. O que é importante saber é que assim que a pessoa desenvolve a doença com seus sintomas , o vírus desaparece das fezes, desta forma diminuindo o risco de contaminação. De qualquer forma o hábito de separar os talheres de pessoas infectadas deve ser preservado. A imunização só é necessária para as pessoas que moram junto com a pessoa doente. Colegas de trabalho ou escola estão dispensados da imunização.

A hepatite B é totalmente controlável. Através de cuidados no pré-natal , imunização de todas as crianças em idade escolar e de indivíduos com vida sexual ativa que tem múltiplos parceiros(as) ou com parceiro já contaminado pelo vírus.

No caso da Hepatite C as coisas são mais complicadas. Não existe vacinas e não há previsão de tempo até que se descubra uma. A contaminação ainda deve ser evitada através da prevenção: evitando uso de seringas em conjunto ou contaminadas, tatuagens e piercings em locais onde não há esterilização do equipamento. E finalmente uso de camisinhas para que têm vida sexual ativa com múltiplos parceiros.

COMO É TRATADA A HEPATITE?

O tratamento da hepatite viral depende da evolução clínica da doença de do tipo de vírus; depende também se é aguda ou crônica. Para infecção aguda da hepatite A, B ou C , são utilizadas medicações sintomáticas que possam trazer conforto para o paciente. A hepatite A na grande maioria dos casos vai melhorar.

É preciso fazer seguimento nos casos de hepatite C e B, através de exames laboratoriais, pois os sintomas não servem como parâmetros para a doença.

Para hepatite B e C crônica não existe a cura. Porém com o uso de certas medicações anti-virais é possível freiar o processo de destruição do fígado.

O QUE PODE ACONTECER A LONGO PRAZO?

Um número considerável de pacientes com hepatite crônica tipo B ou C sem tratamento podem Ter uma vida normal sem complicações. Nos casos em que a doença está presente há mais de 20 anos , podem aparecer sinais de que o fígado está funcionando mal (cirrose) e em casos mais extremos é necessário o transplante hepático. Na cirrose o fígado fica com a sua estrutura irregular devido ao processo de cicatrização constante. Como conseqüência da cirrose o paciente apresenta varizes de esôfago, um aumento do baço e ascite (barriga d'água).

Hepatite
Cirrose hepática e esplenomegalia (aumento do baço)

Hepatite
varizes do esôfago

Tumores do fígado conhecidos como hepatomas podem aparecer em pacientes com hepatite crônica B ou C. Nos EUA 70% dos hepatomas aparecem em pessoas com hepatite crônica B ou C. No Brasil não existem números precisos a respeito.

Clínicos e especialistas da saúde pública internacional consideram a Hepatite C uma questão prioritária

O vírus da hepatite C (HCV) foi isolado pela primeira vez em 1989. Até então, qualquer hepatite viral não identificada como causada por vírus A e B era denominada "hepatite Não-A, Não-B".

Só a partir de novembro de1993 passou-se a pesquisar no Brasil, a presença do vírus em doadores de sangue. Até então, muitas pessoas que haviam recebido transfusão de sangue, adquiriram o HCV e são hoje portadoras de hepatite crônica viral. Muitas delas não apresentam sintomas e só descobrem a infecção ao doar sangue.

Atualmente, com testes diagnósticos desenvolvidos e refinados, um número significativo de infectados vêm sendo identificados. Estima-se que 3% da população brasileira, aproximadamente cinco milhões de pessoas, sejam portadoras da hepatite C.

Quais os sintomas da hepatite C?

A infecção pela hepatite C progride lentamente e os sintomas freqüentemante não são reconhecidos. Pode começar semelhante a um quadro gripal leve.

Raramente causa icterícia (amarelão).

É mínima a tendência para a cura espontânea da hepatite C e, embora a maioria dos pacientes apresente sintomas difíceis de reconhecer por vários anos, o risco de desenvolver cirrose e câncer hepático é significativo.

Na maioria das vezes, evolui para hepatite crônica ativa e pode estar associada a sintomas como fadiga, náuseas, dores articulares e musculares, pernas pesadas e cansadas e desconforto abdominal. Cerca de 20% - 40% apresentarão cirrose.

Quais são os grupos de risco para Hepatite C?

A hepatite C é altamente infecciosa, atingindo vários grupos de risco, muitos dos quais desconhecem terem sido expostos ao HCV.

É adquirida através do contato com sangue e outros fluídos corporais contaminados pelo vírus. O sangue contaminado é o meio transmissível mais comum, tanto por transfusões como pela administração de produtos sangüíneos como os utilizados na hemofilia e na diálise. Entre 60% e 90% dos hemofílicos estão infectados e mais de 80% dos usuários de dorgas intravenosas no mundo ocidental são HCV+.

São grupos de risco para hepatite C:

Pacientes que tenham recebido transfusão de sangue ou derivados
Pacientes submetidos a procedimentos invasivos (cirurgias)
Usuários de drogas
Homens entre 30-49 anos
Filhos de portadoras do vírus C
Parceiros sexuais de pacientes do grupo de risco
Promíscuos
Profissionais da área de saúde
Pacientes que já tenham tido doença sexualmente transmissível

Apesar de já se conhecer os principais meios de transmissão, um grupo significativo de pessoas com HCV, em torno de 40%, desconhecem como a doença foi contraída.

Como saber se tenho o vírus da Hepatite C?

Caso você faça parte do grupo de risco para a infecção pelo vírus C ou tenha os sintomas da hepatite crônica, porcure seu médico ou um hepatologista que solicitará exames de sangue para detectar a presença do vírus.

Existe tratamento para Hepatite C?

Muitos estudos têm sido realizados em todo mundo com o objetivo de curar a hepatite C.

Atualmente o tratamento é realizado com dois medicamentos que são o interferon e a ribavirina, em associação. A cura só é obtida em aproximadamente 48% dos casos e a duração do tratamento varia de 6 meses a um ano, dependendo do genótipo do vírus.

Fonte: www.gastronet.com.br

Hepatite

Marcadores das Hepatites Virais

Embora dados clínicos possam sugerir diferenças, as hepatites virais raramente são distinguíveis. Ensaios sorológicos sensíveis e específicos permitem ao clínico identificar o determinante antigênico envolvido, distinguir a fase aguda da crônica, aval iar infectividade, prognóstico e ter acesso ao estado imune do paciente.

HEPATITE A

Em geral é uma doença autolimitada, de início agudo, com evolução benigna. O período de incubação é de 15 a 45 dias. A transmissão é predominantemente fecal-oral e de alta contagiosidade. Clinicamente apresenta-se com mialgia, cefaléia, febre e mal-es tar. Apenas 10% dos pacientes apresentam icterícia. A disseminação do vírus da hepatite A (HAV) é grande, acreditando-se que a maior parte da população seja imunizada naturalmente, através de infecções subclínicas. Cerca de 70% da população apresenta anti corpos anti-HAV. Não leva à hepatite crônica ou a estado de portador, e em apenas 0,1% dos casos é da forma fulminante.

Sorologia

Anti HAV IgM

anticorpo produzido contra proteínas do capsídeo viral. Surge com os sintomas iniciais, aumenta por 4 a 6 semanas e então declina gradualmente até níveis indetectáveis em 3 a 6 meses. O achado de anti-HAV IgM positivo é ind icativo de infecção aguda.

Anti HAV IgG

Anticorpos IgG específicos são detectáveis no soro na fase aguda ou convalescente precoce da infecção e permanecem por toda a vida. Promove imunidade protetora contra a hepatite A.

HEPATITE B

Usualmente tem início mais insidioso e curso clínico mais prolongado. Apresenta período de incubação de 40 a 180 dias. Sua transmissão é predominantemente parenteral (transfusões e agulhas contaminadas), mas também pode ocorrer por contato sexual e, e m menor proporção, através de exposição a saliva e outras excreções potencialmente contaminadas. Em 50% dos casos de hepatite B não há história de exposição parenteral. Entre 1 e 10% das infecções pelo vírus da hepatite B (HBV) evoluem para a forma crônic a: portador assintomático, hepatite crônica ativa ou persistente, cirrose hepática e carcinoma hepático. Hepatite fulminante ocorre em 1% dos pacientes. Os determinantes da evolução da infecção e severidade da doença estão relacionados principalmente a fa tores do hospedeiro tais como: idade, sexo, raça, genética, imunocompetência e estado nutricional. Porém fatores virais como cepa do vírus, via de contaminação e magnitude do inóculo também são importantes.

Sorologia

HBsAg

Também conhecido como Antígeno Austrália, é um determinante antigênico encontrado na superfície do HBV, em partículas menores não infectantes e em formas tubulares produzidas por este vírus. Aparece na corrente sanguínea de 2 a 6 s emanas antes do início dos sintomas ou alteração das transaminases, mantendo-se detectável por até 20 semanas. O HBsAg está presente tanto na fase aguda como na crônica. Pacientes que o mantém positivo por mais de 6 meses provavelmente permanecerão como p ortadores ou desenvolverão hepatite crônica. Reações falso-positivas podem ocorrer neste tipo de ensaio, principalmente em pacientes heparinizados ou com desordens da coagulação. Reações falso-negativas podem ocorrer quando o HBsAg encontra-se em níveis inferiores à sensibilidade de detecção dos métodos utilizados.

Anti-HBc

Refere-se a anticorpos produzidos contra antígenos do nucleocapsídeo (core) do HBV.

Existem dois tipos:

Anti-HBc IgM

Eleva-se concomitantemente às transaminases e declina gradualmente em 6 a 8 meses, sem correlação com cura ou cronificação da doença. Cerca de 5% dos pacientes podem manter títulos baixos deste anticorpo por até 2 anos. A ssim, a presença de anti-HBc IgM significa infecção aguda ou recente. Eventos que podem ocasionalmente levar a uma reação IgM positiva na doença crônica incluem: reativação do HBV por utilização de drogas imunossupressoras e infecção por subtipos diferent es. Podem ocorrer reações falso-positivas, mas isto é raro. O anti-HBc IgM pode ser o único marcador detectado nas hepatites fulminantes quando o HBsAg desaparece, pois a produção é limitada pela necrose hepática severa.

Anti-HBc IgG

Surge em torno da oitava semana de infecção e tipicamente persiste por toda a vida. Este anticorpo não confere imunidade.

Pacientes positivos para anti-HBc IgG mas negativos para HBsAg e anti-Hbs devem ser avaliados poste riormente com as seguintes possibilidades em mente:

Infecção recente, com HBsAg já negativo e anti-HBs ainda não positivo ("Janela Imunológica");
Infecção crônica, com HBsAg em níveis baixos, indetectáveis por métodos convencionais;
Infecção prévia pelo HBV com anti-HBs indetectável.

O anti-HBc IgG é o marcador de escolha para estudos epidemiológicos.

HBeAg

Surge na hepatite aguda, logo após o HBsAg. É uma proteína do nucleocapsídeo viral do HBV, produzida durante a replicação viral ativa, cuja função é desconhecida. É encontrada apenas no soro HBsAg positivo. A presença do HBeAg cor relaciona-se com maior quantidade do vírus completo no sangue.

Permanece positivo cerca de 3 a 6 semanas, período em que há alto risco de transmissão. A exposição ao soro ou fluído corporal positivo para HBsAg e HBeAg está associada a risco de infectivida de 3 a 5 vezes maior do que quando apenas o HBsAg está presente. A maioria dos estudos retrospectivos conclui que a persistência do HBeAg está associado à evolução para hepatite crônica.

É particularmente útil para determinar:

Risco de infecção em acidentes com agulha.
Risco de participação em procedimentos cirúrgicos de profissionais de saúde cronicamente infectados.
Risco de infecção em crianças nascidas de mães infectadas (filhos de mães positivas para HBeAg têm 90% de chance de desenvolver hepatite crônica).

Anti-HBe

É detectável em 90 a 95% dos pacientes que foram HBeAg positivos, após 2 a 3 semanas do desaparecimento deste antígeno. É o primeiro sinal de recuperação. O aparecimento do anti-HBe indica redução do risco de contágio. Pacient es anti-HBe podem ser portadores crônicos, mas têm melhor evolução e menor risco de transmissão.

Anti-HBs

Usualmente é detectado várias semanas ou meses após o desaparecimento do HBsAg. Pode persistir por muitos anos e depois cair até níveis indetectáveis (permanecendo apenas o anti-HBc IgG) ou continuar por toda vida. Não é indic ador de cura da hepatite. O anti-HBs é o anticorpo que confere imunidade, porém é específico para cada subtipo, isto é, não confere proteção contra infecções futuras por subtipos diferentes do HBV. É possível que pacientes com anticorpos anti-HBs tenham i nfecção aguda por outro subtipo, isto é, terem simultaneamente HBsAg e anti-HBs.

A presença de anti-HBs isolado pode ser encontrado em:

Após vacinação para hepatite B (as vacinas são poliespecíficas);
Infecção pelo HBV, em 1-2% dos casos;
Reação falso-positiva inespecífica para anti-HBs.

EM RESUMO:

Marcadores de infecção aguda:

HBsAg
Anti-HBc IgM

Marcadores para acompanhar a evolução (avaliar a infectividade e prognóstico):

HBsAg
HBeAg
Anti-HBe

Marcadores para controle de cura:

HBsAg
Anti-HBs

Marcadores em estudos epidemiológicos:

HBsAg
AntiHBc IgG
Anti-HBs

Marcador nas imunizações:

Anti HBs

HEPATITE C

É a hepatite pós-transfusional mais freqüente. O vírus da hepatite C (HCV) é responsável pela maioria dos casos de hepatite não-A, não-B. Tem curso clínico mais indolente e prolongado que a hepatite B, porém a maioria dos casos é assintomática. O perí odo de incubação é de 4 a 20 semanas. Sua transmissão é predominantemente parenteral, podendo ser disseminada por exposição sexual (atinge 8% dos homossexuais masculinos). Tem propensão a cronificar-se em 50 a 60% dos casos e, destes, 20 a 25% desenvolvem cirrose.

Sorologia

Anti-HCV

Aparece de 4 a 32 semanas após o início da doença (em média, 15 semanas)ou de 10 a 30 semanas após a transfusão (em média, 22 semanas). Os testes de segunda geração atualmente utilizados tem uma positividade de 65% na fase agud a e sensibilidade de 90% na fase crônica.

Entretanto este teste apresenta algumas restrições:

Longo período de "janela imunológica" de até 6 meses entre infecção e soroconversão.
Pacientes imunodeprimidos, como receptores de transplante renal, ocasionalmente têm infecção pelo HCV sem anticorpos detectáveis.
H á possibilidade de reações falso-positivas na presença de doenças autoimunes, infecções por outros flavivírus, como a febre amarela e dengue, e soro antigo.

PCR para HCV

Devido a limitação dos testes que detectam anticorpos anti-HCV, a demonstração da viremia pode ser necessária. A amplificação do ácido nuclêico viral (RNA) pela reação em cadeia da polimerase (PCR) é um método efetivo para detecção direta de vírus circulante.

As indicações mais freqüentes para realização deste exame são:

Confirmação da infecção em indivíduos com anti-HCV (ELISA ou RIBA) positivos ou indeterminados.
Diagnóstico precoce em pacientes com hepatite aguda.
Monitorização da hepatite perinatal.
Monitorização do tratamento com interferon da hepatite C.

HEPATITE DELTA

O vírus da hepatite delta (HDV) é um vírus RNA incompleto que requer o HBV para sua replicação, isto é, ocorre apenas em pacientes HBsAg positivos. O período de incubação é de 2 a 12 semanas. Aparece em pessoas com exposição parenteral múltipla: uso d e drogas endovenosas, hemofílicos e politransfundidos. É raro em profissionais de saúde e homossexuais masculinos. Existem áreas de alta prevalência na Bacia Amazônica, África Central, Sul da Itália e países do meio leste.

Existem duas formas clínicas:

Coinfecção

A hepatite delta aguda ocorre simultaneamente com a hepatite B aguda.

Superinfecção

A hepatite delta aguda é superposta à hepatite B crônica.

Deve ser investigada sempre que um paciente com infecção crônica pelo HBV apresentar piora súbita (superinfecção) ou, na hepatite B aguda, houver curso bifásico, isto é, algumas semanas após a infecção primária, aparece uma recorrência dos sintomas (c oinfecção). A hepatite delta aguda tem tendência a ser mais grave ou apresentar-se na forma fulminante, com mortalidade de 2 a 20%. A hepatite delta crônica é mais severa que as hepatites crônicas B ou C: cronifica-se cerca de 5% na coinfecção e de 50 a 7 0% na superinfecção e, desenvolve cirrose 60 a 70% destes.

Sorologia

Anti-HDV

Surgem anticorpos da classe IgM 5 a 7 semanas após o início da infecção, enquanto anticorpos IgG aparecem apenas na fase de convalescência, em títulos baixos. Pode estar presente tanto na fase aguda como na crônica da hepatite B. Uma maneira prática para saber se há coinfecção ou superinfecção é fazer o anti-HBc

Sendo positivo o anti-HBc IgM, será coinfecção, e sendo positivo apenas o anti-HBc IgG, será superi nfecção.Quando o HDV instala-se, consome o HBsAg, cujo título cai, podendo até negativar-se. Neste caso, curando-se a hepatite delta, o HBsAg volta a ser detectado.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Barbara JAJ, Contreras M. Nono-A, non-B heptitis and anti-HCV assay. Vox Sang 1991;60:1-7.
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Shafritz MD. Variants of hepatitis B virus associated with fulminant liver disease. N Engl J Med 1992;324:1737-8.
Sherlock DS. Chronis hepatitis C. Dis Month 1994:128-96.

Fonte: www.labhpardini.com.br

Hepatite

HEPATITES

As hepatites são doenças do fígado de causa variada ( vírus, bactérias, medicamentos, tóxicos etc.). O agente agressor causa uma inflamação e morte das células do fígado. Se a resposta do organismo é adequada a hepatite pode curar, se é muito intensa pode evoluir para uma forma grave ( hepatite fulminante ), se a resposta é insuficiente a infecção persiste e torna-se crônica. A Hepatite Crônica pode evoluir para cirrose e cancro de fígado ( carcinoma hepatocelular ).

HEPATITE AGUDA

As causa mais frequentes de hepatite são os vírus da hepatite, o álcool, os medicamentos e os tóxicos.

Vírus das hepatites:

Vírus da Hepatite A ( VHA )
Vírus da Hepatite B ( VHB )
Vírus da Hepatite C ( VHC )
Vírus da Depatite D ( VHD )
Vírus da Hepatite E ( VHE )
Vírus da Hepatite G ( VHG )

Os diferentes vírus que causam hepatite têm em comum a apetência pelas células do fígado ( por isso são chamados vírus hepatotropos ) mas também têm diferenças importantes quanto às vias de transmissão e quanto à evolução da hepatite que causam. A Hepatite A e a Hepatite E nunca evoluem para Hepatite Crônica. No entanto, cerca de 80% das Hepatites C evoluem para a Hepatite Crônica C.

HEPATITES A=20 V=CDRUS
  Hepatite A Hepatite B Hepatite C Hepatite D Hepatite E
Período de incubação 2 -4 semanas 4 -20 semanas 2 - 26 semanas 6 - 9 semanas 3 - 8semanas
Contaminação
Fezes
Sangue
Sexual
Mãe ao filho
Sim
Talvez
Talvez
Não
 Não
Sim
Sim
Sim
 Não
Sim
Rara
Rara
 Não
Sim
Sim
Sim
Sim
Não
Talvez
Não
Portador do vírus Não  Sim Sim Sim Não
Infecção crônica Não Sim
  5 a 10
20 % 
Sim >= 80% Sim Não
Vacina Sim Sim
Não
Prevenção da hepatite B Não
Globulina Sim Sim Não Prevenção da hepatite B Não

Outros vírus que podem provocar hepatite:

Além dos chamados vírus das hepatites que têm uma afinidade pelo fígado existem outros vírus que embora sem essa afinidade podem ser causa de hepatite.

São eles:

Citomegalovirus - CMG
Herpes vírus
Vírus Epstein-Barr
Vírus ébola
Vírus do sarampo
Outros vírus

Hepatite alcoólica
Hepatites medicamentosas
Esteatohepatite não Alcoólica
Hepatites químicas
Hepatite auto-imune

HEPATITE CRÔNICA

Se a Hepatite Aguda não cura ao fim de 6 meses considera-se que evoluiu para Hepatite Crônica. Algumas Hepatites Agudas nunca evoluem para Hepatite Crônica. A Hepatite A é o exemplo da Hepatite Aguda que nunca evolui para Hepatite Crônica pois quase sempre cura. Excepcionalmente a Hepatite A evolui para uma forma grave de hepatite, a Hepatite Fulminante. O mesmo se passa com a Hepatite E. Pelo contrário, cerca de 80% das Hepatites Agudas C, evoluem para Hepatite Crônica C.

Quais as causas de Hepatite Crônica?

As causa principais de Hepatite Crônica são:

Virais

Hepatite B
Hepatite B + Hepatite D
Hepatite C

Medicamentos

Metildopa
Nitrofurantoina
Amiodaroma
Isoniazida

Auto-imune

Genéticas

Doença de Wilson
Deficiência de alfa1-antitripsina

Alterações metabólicas

Esteatoheatite não Alcoólica

As Hepatites Crônicas podem curar ?

Podem. Algumas Hepatites Crônicas curam. A maior parte das Hepatite Crônicas que não curam, têm uma evolução muito lenta e o prognóstico, com frequência, é bom. Só, uma minoria, podem evoluir para formas graves e transformarem-se em Cirrose e Cancro do Fígado.

Qual o Tratamento ?

O tratamento da Hepatite Crônica depende da causa da hepatite e deve ser sempre decidido e orientado num centro especializado por médicos treinados no tratamento das Hepatites Crônicas.

No Algarve quer o Serviço de Gastrenterologia do Hospital de Faro quer o Serviço de Gastrenterologia do Hospital do Barlavento têm médicos dedicados às doenças do fígado. São eles que devem decidir e executar o tratamento das Hepatites Crônicas por isso, o nosso médico, nos referencia para a sua consulta.

Fonte: www.gastroalgarve.com

Hepatite

VIVER COM HEPATITE

O fígado é um dos mais importantes órgãos do corpo humano e quando está lesionado perturba todo o funcionamento do organismo, contudo, os doentes com hepatite crônica podem usufruir de uma vida muito próxima do normal. Desde que tenham em conta algumas regras essenciais, estes doentes não têm de ficar presos a uma vida de dietas rígidas, de pôr de lado projectos de viagens e passeios ou de dizer não a um relacionamento sexual, mas é imprescindível que cada um conheça as suas limitações e adopte comportamentos que não agridam o fígado.

É aconselhável falar com o seu médico sobre os hábitos alimentares mais adequados bem como quanto ao uso regular ou esporádico de medicamentos para tratamento de outras patologias. Pode ainda aconselhar-se relativamente à realização de algumas atividades físicas e desportivas e a outros aspectos do dia-a-dia. Após esta conversa estará seguramente mais capaz de "julgar" alguns mitos da sabedoria popular que proíbem um sem número de alimentos e de atividades aos doentes hepáticos.

Como se alimentar

Não é preciso seguir quaisquer regimes especiais, nem é conveniente afastar certos tipos de alimentos, sob pena de desequilibrar o organismo, deixando-o com carências proteicas e vitamínicas, e aumentando a sensação de cansaço. Há casos, no entanto, em que pode ser necessário ter cuidados adicionais, portanto, é sempre útil aconselhar-se com o médico.

O ideal é seguir uma dieta equilibrada que contemple todos os componentes da pirâmide alimentar. Não é necessário, por exemplo, eliminar as gorduras, mas podem evitar-se os fritos e substituir as gorduras animais por óleo de girassol, soja ou azeite. E registe-se também que não existem chás ou águas minerais com poderes milagrosos sobre o fígado.

Os doentes podem tomar café, mas o consumo de álcool está desaconselhado (e está proibido durante a fase de tratamento com interferão), já que pode favorecer a replicação do vírus e aumentar os riscos de cirrose e cancro no fígado.

Como se movimentar

A hepatite é geralmente acompanhada por uma grande dose de fadiga, mas os doentes crônicos não devem obedecer a este capricho do corpo. Para lutar contra o cansaço, aplicam-se os mesmos conselhos que aos demais: é necessário fazer uma alimentação equilibrada, beber água regularmente, dormir bem e preencher o quotidiano e os tempos livres com atividades e projectos estimulantes.

Se nos casos de hepatite aguda o repouso é recomendado, nas hepatites crônicas aconselha-se aos doentes a prática de algum exercício físico. Além de aumentar o afluxo sanguíneo ao fígado, o exercício tem ainda a vantagem de estimular a produção de colesterol HDL (o bom) e de eliminar os excessos de colesterol LDL (o mau). Para desportos radicais ou mais violentos, é melhor ouvir o conselho do médico.

Como viajar

Nos casos de hepatite aguda, o melhor é deixar as viagens para mais tarde, já que o seu tratamento exige muito repouso, mas ter hepatite crônica não significa ficar em casa e desistir de passeios que ambicionou fazer. As viagens são possíveis e também aqui se aplica o mesmo princípio de necessidade de equilíbrio e bom senso, de controlo e de atenção aos elementos que possam prejudicar o fígado.

Ao longo das viagens, sobretudo se se tratam de países em desenvolvimento, com clima quente e condições de saneamento básico duvidosas, deve-se evitar beber água e gelo de origem desconhecida, ter-se atenção à preparação das refeições e não ingerir alimentos que possam ter sido mal lavados ou mal cozinhados, já que estes podem favorecer a propagação do vírus das hepatites A e E . Os especialistas aconselham, também, a vacinação contra as hepatites A e B, principalmente, quando se viaja para zonas endémicas e se nunca se teve contato com os vírus que as provocam.

Desde que se tomem estes cuidados, todo e qualquer país do planeta está ao alcance dos doentes de hepatite.

Como gerir a vida sexual

Não existem impedimentos para um doente crônico ter uma vida sexual ativa, mas devem ser tomados cuidados para não contaminar o parceiro, com destaque para o uso do preservativo que previne também outras doenças sexualmente transmissíveis. Os contraceptivos orais não estão contra-indicados para os doentes com hepatite crônica vírica.

Nos casos das hepatites B e D, os parceiros sexuais devem receber a vacina contra a B. Em relação à hepatite C, embora o risco de contágio seja diminuto, é aconselhável usar o preservativo durante o período menstrual. O mesmo se passa com os portadores do vírus da hepatite G, embora não esteja provado que este vírus possa ser transmitido por via sexual. No que respeita à hepatite A, os casos de contágio sexual são raros, na hepatite E não estão provados, mas deve evitar-se o sexo oro-retal.

Por vezes, a insuficiência hepatocelular pode originar impotência e esterilidade. Nos casos de cirrose em que se verifica esta insuficiência , os homens podem sofrer hipertrofia das mamas, diminuição dos testículos ou perda dos pelos púbicos e as mulheres podem deixar de ter menstruação.

Gravidez

A descoberta de hepatite durante a gravidez implica, tal como nos restantes casos, o seu tratamento. Deve verificar-se que o processo de cura teve efeito e que a doença não passou a estado crônico. Os riscos para o feto são, em geral, limitados, porque a maioria dos vírus da hepatite não atravessa a barreira placentária, e não existem riscos de malformações nem de parto prematuro. Mas há excepções. Sem que se saiba bem porquê, o vírus da hepatite E quando contraído pela mãe, durante o terceiro trimestre de gestação, pode provocar hepatite fulminante e é responsável por uma taxa de mortalidade de 20 por cento.

Quando a mãe é portadora do vírus da hepatite B, a criança é vacinada à nascença, podendo depois ser alimentada com o leite materno. Nos casos de hepatite C e G crônicas, não são conhecidos riscos no aleitamento, até agora, excepto se existirem cortes ou feridas nos mamilos e na boca do bebé.

Em estado avançado da doença, a possibilidade de engravidar é rara, mas possível.

Como conviver

Quando um dos elementos da família tem hepatite do tipo A ou E, os membros da família devem ter cuidados de higiene redobrados, não compartilhar loiça e talheres com o doente, desinfectar os sanitários com lixívia e lavar sempre as mãos depois de contatar com a pessoa infectada ou com os seus objectos. Nos casos de hepatite B aguda, raramente é necessário tomar qualquer medida em relação ao agregado familiar.

Nos casos de hepatite B crônica, o parceiro sexual deve ser vacinado e no caso do portador ser uma criança os irmãos devem tomar a vacina. O mesmo acontece para a hepatite D. Estando toda a família vacinada, não é necessário tomar outras precauções.

Em relação às hepatites C e G, não se deve partilhar objectos que estiveram em contato com sangue do doente. Na hepatite auto-imune não são necessárias quaisquer precauções no convívio com os doentes.

Tratamentos

Os tratamentos com interferão, aplicados aos casos de hepatite B, C e D têm diversos efeitos secundários para os quais os doentes devem estar preparados. A medicação é feita através de injecções subcutâneas que podem ser ministradas pelo próprio, desde que respeitando as regras de higiene. Os primeiros dias de terapia podem ser os mais complicados, o doente é acometido por sintomas semelhantes ao de uma forte gripe, com arrepios, febre, dores de cabeça e cansaço, que tendem a desaparecer ao fim de duas semanas.

É preciso ter em atenção que o tratamento pode causar irritabilidade, nervosismo e ansiedade, existindo casos de depressão em dois a três por cento dos doentes. É também possível a ocorrência de náuseas, diarreias, perda de peso, queda de cabelo, secura da pele, erupções cutâneas e baixa de glóbulos brancos ou das plaquetas sanguíneas, e, em cinco por cento dos casos, podem verificar-se complicações na tiróide.

Na fase de tratamento, os doentes podem ter uma vida normal, mas o álcool está totalmente interdito e as mulheres devem utilizar contraceptivos eficazes porque a gravidez está contra-indicada, durante e até seis meses após a suspensão do tratamento, principalmente se este incluir a Ribavirina.

Transplante

Depois de um transplante, segundo os especialistas, é possível ter uma vida quase normal, em todos os aspectos. É preciso, no entanto, manter uma vigilância médica regular, já que existe o perigo de rejeição do órgão e de reinfecção.

Fonte: www.roche.pt

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