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Hérnia

O que é hérnia?

A hérnia da parede abdominal se apresenta ao paciente como uma protuberância ou saliência na parede do abdome (barriga), ela pode ocorrer na região inguinal (junto da coxa), no umbigo e em qualquer incisão de cirurgia a que o paciente tenha sido submetido no passado.

Outro tipo de hérnia que ocorre no abdome é a hérnia hiatal ou hérnia de hiato que é uma hérnia que ocorre entre a cavidade abdominal e o tórax, em que o estômago sobe em direção ao tórax por um orifício no músculo diafragma.

Assim que a hérnia aparece, ela pode causar complicações sérias, e, com o tempo, seu tamanho fica cada vez maior. Os problemas resultam da protrusão do intestino pelo "buraco" da hérnia. Quando a pessoa caminha, faz esforço físico, esportes, etc, a pressão dentro do abdome sobe e a hérnia aumenta de tamanho, podendo ocasionar dor ou mesmo o encarceiramento ou estrangulamento.

Hérnias inguinais são mais comuns em homens, mas podem se desenvolver em mulheres, enquanto que as hérnias femorais são mais frequentes em mulheres. As hérnias incisionais, umbilicais e de hiato ocorrem em ambos os sexos com predominância variável em diferentes populações.

Como visto, então, a hérnia deve ser corrigida cirurgicamente o mais rápido possível.

A utilização de outros métodos: como o uso de "fundas", cintas, repouso e restrição física, são medidas apenas paliativas, temporárias e que aumentam os riscos de complicações. O único tratamento definitivo para a hérnia é a correção cirúrgica.

Classificação das Hérnias

A hérnia da parede abdominal ou ruptura é normalmente notada pelo indivíduo pela dor ocasionada e/ou pelo abaulamento (saliência) local.

O nome ou terminologia da hérnia depende da sua localização:

Hérnia da Virilha:

Hérnia Inguinal (direta ou indireta)
Hérnia Inguinal Bilateral
Hérnia Femoral

Outros Tipos de Hérnia:

Hérnia Incisional (resultado de cirurgia prévia)
Hérnia Umbilical (hérnia na cicatriz umbilical)
Hérnia Epigástrica
Hérnia Recorrente (hérnia já corrigida anteriormente)
Hérnia Hiatal

Apesar de na classificação constar o termo Hérnia Hiatal, esta Home-Page relaciona-se aos outros tipos constantes da classificação.

Orientação Nutricional Pós-Operatória

O exemplo de cardápio é sugerido para ser adotado durante 5 dias no período pós-operatório. O retorno a sua dieta normal, deverá ser gradativo até sua completa alta cirúrgica.

Recomenda-se que a alimentação seja fracionada em 6 refeições durante o dia, não utilizando condimentos, frituras, vegetais crus, frutas ácidas, cereais integrais, chocolate, café preto puro, chá preto e bebidas com gás.

1.Ao chegar em casa do hospital

Ao chegar em casa, alimentar-se apenas com líquidos, preferencialmente aquecidos. Por exemplo: canja de galinha com arroz e batatas ou verduras cozidas.

2.Desjejum matinal (café da manhã)

Café com leite, açúcar ou adoçante, pão branco sem casca, margarina, geléia e frutas como banana madura, melão ou mamão.

3.Merenda da manhã

Frutas, gelatinas ou iogurte.

4.Almoço

Arroz, frango sem pele, peixe grelhado ou ensopado, legumes cozidos, e caldo de feijão. Sobremesa: pudins, gelatinas e frutas.

5.Merenda da tarde

Café com leite, bolacha maria, iogurte, gelatinas ou frutas.

6.Jantar

Igual ao almoço ou desjejum.

Esta é somente uma orientação de dieta, os alimentos podem ser substituídos por similares a gosto do paciente.

Medicamentos utilizados no pós-operatório

Via Oral

Voltarem 100___________________________1 cx

Tomar 1 comprimido de 12 em 12 horas.

Lisador gotas__________________________ 20 gotas

Tomar 4 vezes ao dia.

Luftal gotas____________________________ 20 gotas

Tomar 4 vezes ao dia

Estes medicamentos normalmente são utilizados por um período de 7 dias após o procedimento. Utilizar os medicamentos somente com recomendação e sob supervisão médica.

Fonte: Serviço de Cirurgia Laparoscópica do Hospital Mãe de Deus- Porto Alegre

Hérnia

Hérnia de hiato

Quando a parte superior do estômago, sobe para o tórax, através do hiato ( abertura ) do diafragma diz-se que há hérnia do hiato. Embora seja uma doença do estômago é tradicionalmente descrita nas doenças do esofago.

A hérnia do hiato é muito frequente?

Calcula-se que 20% dos americanos têm hérnia do hiato, atingindo mais de 60% da população com mais de 60 anos.

A hérnia do hiato é causa de sintomas ?

A maior parte das hérnias não são causa de sintomas.

Com frequência a hérnia está associada à doença do refluxo gastro-esofágico e admite-se que nalguns casos possa agravar essa doença. Mas pode haver doença do refluxo gastro-esofágico sem hérnia e pode haver hérnia sem existir refluxo. Provavelmente a hérnia desenvolve-se com a idade e é, muitas vezes, um processo normal depois dos 50 anos.

Nos últimos 10-15 anos melhoraram muito os nossos conhecimentos sobre a Doença do Refluxo Gastro-esofágico e deixou de se valorizar a hérnia do hiato como acontecia num passado recente. Infelizmente ainda se vêm muitos doentes a atribuir à sua hérnia sintomas que nada têm a ver com ela.

Hérnia

Como se faz o diagnóstico da hérnia ?

A endoscopia é hoje o método que diagnostica a maior parte das hérnia, mas o erro, por excesso ou por defeito, é muito frequente se as hérnias são pequenas.

Do ponto de vista clínico este engano não tem significado, porque o fato de existir ou não existir hérnia não influencia a atitude terapêutica.

O Rx do esofago também pode por a hérnia em evidência.

Como se trata a hérnia ?

A hérnia do hiato geralmente não requer nenhum tratamento.
Se existe refluxo ( ardor, azia etc. ) o médico recomenda o tratamento anti-refluxo.
Há tipos de hérnia do hiato muito raros ( hérnia para-esofágica e hérnia mista ) que geralmente requerem cirurgia.

Fonte: www.gastroalgarve.com

Hérnia

Hérnia abdominal

Hérnia é a protrusão (saliência) de uma porção do organismo que se exterioriza através de um ponto fraco natural ou adquirido. A hérnia que aparece através do umbigo ocorre em um ponto fraco natural. O umbigo é o local por onde o feto foi alimentado durante a vida uterina. No umbigo não existe proteção muscular como no restante da parede abdominal, ele se mantém fechado por uma fibrose constituída por tecido cicatricial.

A hérnia abdominal que ocorre sobre uma cicatriz operatória é adquirida porque o enfraquecimento da parede abdominal é conseqüência direta da cirurgia.

Onde ocorrem?

As hérnias mais freqüentes são no abdômen. Ocorrem também em outros locais. No tórax, através do diafragma (músculo que separa as cavidades torácica e abdominal). No crânio pode ocorrer quando a porção mais baixa e posterior do encéfalo protrui para dentro de um espaço existente na coluna vertebral; é causada por aumento da pressão intracraniana e representa risco de vida, exigindo providências imediatas. Hérnia de disco intervertebral é ocasionada por ruptura da parede externa firme do disco que fixa as vértebras entre si; na circunstância, o conteúdo gelatinoso existente entre os discos vertebrais protrui para dentro do espaço vertebral podendo comprimir raízes nervosas e provocar dor intensa.

Como se apresentam as hérnias abdominais?

As hérnias abdominais se manifestam como abaulamentos na parede abdominal, contendo estruturas que saem de dentro de sua cavidade. O conteúdo das hérnias que atravessa a musculatura da parede abdominal é constituído, habitualmente, por alças intestinais, especialmente de intestino delgado que é muito mais móvel do que o intestino grosso. Esse conteúdo é envolvido por um saco herniário revestido externamente por pele e internamente por peritônio, que é a delgada lâmina de tecido que recobre a cavidade abdominal internamente.

A margem do orifício por onde sai a hérnia denomina-se anel herniário.

Normalmente é fácil reintroduzir o conteúdo da hérnia para dentro do abdômen. Essa manobra é designada redução. Em outras ocasiões, especialmente em hérnias mais antigas, o conteúdo pode ficar permanentemente preso dentro do saco herniário e não se consegue reintroduzí-lo no abdômen, ou seja, não se consegue reduzir a hérnia. É a hérnia encarcerada, isto é, aquela cujo conteúdo ficou permanentemente preso fora da cavidade abdominal.

A complicação grave das hérnias é seu estrangulamento. Quando o intestino torce dentro do saco herniário, interrompe-se o trânsito de seu conteúdo e comprimem-se os vasos sanguíneos que o irrigam. A torção, provocando obstrução intestinal, se caracteriza, clinicamente, por cólicas abdominais e parada da eliminação de gases e fezes. A compressão dos vasos sangüíneos tende a produzir gangrena da alça intestinal torcida e ruptura posterior da mesma, provocando infecção grave que se estende para toda a cavidade peritoneal, ou seja, provoca o quadro grave de peritonite aguda.

Classificação das hérnias abdominais

As hérnias abdominais são, de longe, as mais freqüentes. Como foi dito acima, incidem em pontos fracos naturais ou adquiridos. A criança pode nascer com hérnia ou manifestar mais tarde, em qualquer idade.

A maior parte das hérnias da parede abdominal localiza-se na região inguinal. Esta é a área que se estende da porção mais inferior do abdômen até a raiz da coxa.

Existem aí três pontos fracos, daí suas denominações: hérnia inguinal indireta, hérnia inguinal direta e hérnia crural.

Hérnia inguinal indireta: Na vida intra-uterina, o testículo e o ovário localizam-se dentro do abdômen, junto ao rim. Durante a vida fetal, o testículo migra dessa área intra-abdominal para a bolsa escrotal. Esse trajeto deixa um ponto fraco na parede abdominal, suscetível à formação da chamada hérnia inguinal indireta. Na mulher, o ovário migra para dentro da bacia. Por essa razão, existe hérnia inguinal indireta no homem e na mulher, mas a incidência é muito maior no sexo masculino. De fato, esta é a hérnia mais freqüente do organismo.
Hérnia inguinal direta:
Ocorre quando um ponto fraco origina-se "diretamente" na parede abdominal próximo à região inguinal baixa junto à linha média.
Hérnia crural:
Junto à coxa existe um orifício denominado anel crural por onde passam músculos, vasos e nervos que dão motricidade e sensibilidade para o membro inferior. Esse local se constitui num ponto fraco onde podem surgir hérnias denominadas de hérnias crurais.
Hérnia umbelical:
é freqüente no recém-nascido e quase sempre fecha espontaneamente. O umbigo, no entanto, permanece como um ponto fraco através do qual pode se originar hérnia, na vida adulta.
Hérnia epigástricas:
Os músculos da parede lateral do abdômen se entrecruzam na linha média, formando uma estrutura fibrosa de tipo cicatricial muito firme, denominada linha branca. Por essa estrutura passam vasos sangüíneos que vão irrigar a parede abdominal. Alargamento lento e progressivo do trajeto desses vasos pode dar origem às chamadas hérnias epigástricas.
Hérnias incisionais:
ocorrem como complicação de cirurgias. A causa mais freqüente é infecção do ferimento operatório que destrói os pontos da cirurgia. Isso era muito freqüente antigamente, quando os métodos de assepsia eram menos eficientes e os fios de sutura não tinham a qualidade dos atuais. Estes, além de mais resistentes, provocam menos reação do organismo e, por conseqüência, menos infecções.

Como se trata?

O tratamento das hérnias abdominais é cirúrgico. Quando não complicada, a cirurgia é eletiva, isto é, sem pressa e com decisão e aprazamento definidos pelo paciente e pelo médico. O estrangulamento herniário causa risco de vida e exige tratamento imediato, de urgência. Nas primeiras horas do estrangulamento pode-se tentar reintroduzir manualmente o conteúdo do saco herniário para dentro da cavidade abdominal e, então, programar o tratamento cirúrgico posteriormente. Porém, decorridas seis ou mais horas do estrangulamento, não se deve indicar a redução. Indica-se cirurgia de imediato, pela gravidade decorrente da gangrena do intestino.

O uso de fundas de contenção do saco herniário foi muito difundida antigamente, quando o sucesso da cirurgia das hérnias deixava a desejar. Nos dias atuais, com técnica operatória bem definida e materiais de sutura de muito boa qualidade, a cirurgia obtém resultados muito bons. O índice de recidiva (volta da hérnia) pós-operatória, quando a cirurgia é realizada com sucesso, gira em torno de 1% a 3%. Quando as estruturas da parede abdominal estão muito enfraquecidas, a utilização de próteses, isto é, de telas de tecido plástico dão sustentação adequada à parede do abdômen.

Fonte: gastro-centro.com

Hérnia

Hérnia Abdominal

Hérnia é a protrusão (saliência) de uma porção do organismo que se exterioriza através de um ponto fraco natural ou adquirido. A hérnia que aparece através do umbigo ocorre em um ponto fraco natural.

O umbigo é o local por onde o feto foi alimentado durante a vida uterina. No umbigo não existe proteção muscular como no restante da parede abdominal, ele se mantém fechado por uma fibrose constituída por tecido cicatricial.

A hérnia abdominal que ocorre sobre uma cicatriz operatória é adquirida porque o enfraquecimento da parede abdominal é conseqüência direta da cirurgia.

Hérnia
Hérnia Abdominal

Onde ocorrem?

As hérnias mais freqüentes são no abdômen. Ocorrem também em outros locais. No tórax, através do diafragma (músculo que separa as cavidades torácica e abdominal).

No crânio pode ocorrer quando a porção mais baixa e posterior do encéfalo protrui para dentro de um espaço existente na coluna vertebral; é causada por aumento da pressão intracraniana e representa risco de vida, exigindo providências imediatas.

Hérnia de disco intervertebral é ocasionada por ruptura da parede externa firme do disco que fixa as vértebras entre si; na circunstância, o conteúdo gelatinoso existente entre os discos vertebrais protrui para dentro do espaço vertebral podendo comprimir raízes nervosas e provocar dor intensa.

Como se apresentam as hérnias abdominais?

As hérnias abdominais se manifestam como abaulamentos na parede abdominal, contendo estruturas que saem de dentro de sua cavidade. O conteúdo das hérnias que atravessa a musculatura da parede abdominal é constituído, habitualmente, por alças intestinais, especialmente de intestino delgado que é muito mais móvel do que o intestino grosso.

Esse conteúdo é envolvido por um saco herniário revestido externamente por pele e internamente por peritônio, que é a delgada lâmina de tecido que recobre a cavidade abdominal internamente.

A margem do orifício por onde sai a hérnia denomina-se anel herniário.

Normalmente é fácil reintroduzir o conteúdo da hérnia para dentro do abdômen. Essa manobra é designada redução. Em outras ocasiões, especialmente em hérnias mais antigas, o conteúdo pode ficar permanentemente preso dentro do saco herniário e não se consegue reintroduzí-lo no abdômen, ou seja, não se consegue reduzir a hérnia. É a hérnia encarcerada, isto é, aquela cujo conteúdo ficou permanentemente preso fora da cavidade abdominal.

A complicação grave das hérnias é seu estrangulamento. Quando o intestino torce dentro do saco herniário, interrompe-se o trânsito de seu conteúdo e comprimem-se os vasos sanguíneos que o irrigam. A torção, provocando obstrução intestinal, se caracteriza, clinicamente, por cólicas abdominais e parada da eliminação de gases e fezes.

A compressão dos vasos sangüíneos tende a produzir gangrena da alça intestinal torcida e ruptura posterior da mesma, provocando infecção grave que se estende para toda a cavidade peritoneal, ou seja, provoca o quadro grave de peritonite aguda.

Fonte: www.abdominais.com

Hérnia

HÉRNIAS ABDOMINAIS

É uma protrusão anormal de um tecido intra-abdominal por uma fraqueza nas camadas musculares ou fáscia defeituosa da parede abdominal. Esse defeito pode ser congênito ou adquirido. Prevalência total de 5%.

75%: inguinais (direta, indireta e femoral)
10%:
incisionais e ventral
3%:
umbilical
3%:
outras.

Os componentes de uma hérnia são pele, tecido subcutâneo, saco peritoneal e alguma víscera. O tratamento definitivo da hérnia é o reparo cirúrgico precoce.

Hérnia redutível: o conteúdo do saco retorna ao abdômen espontaneamente ou com pressão manual.
Hérnia irredutível (encarcerada):
o conteúdo não retorna para o abdômen porque está preso por uma abertura estreita. O encarceramento não necessariamente implica em isquemia de seu conteúdo, mas para que isso aconteça é necessário o encarceramento.
Hérnia obstruída:
a luz de uma alça de intestino fica obstruída, o que não necessariamente impeça o aporte de sangue.
Hérnia estrangulada:
a compressão do suprimento sanguíneo do saco herniário provoca isquemia do conteúdo. Sua incidência é maior nas hérnias femorais.
Hérnia de Richter:
Tipo incomum e perigoso. Ocorre quando apenas uma parte da circunferência do intestino se torna encarcerada ou estrangulada. Quando ela é estrangulada, pode reduzir espontaneamente e o pedaço gangrenoso de intestino ser negligenciado na operação. O intestino pode depois perfurar, resultando em peritonite.

HÉRNIAS INGUINAIS

Anatomia

Logo externamente ao peritônio encontra-se a fáscia transversal, aponeurose do músculo transverso cuja fraqueza ou defeito é a principal fonte das hérnias inguinais. Após, encontramos o músculo transverso abdominal, o oblíquo interno e oblíquo externo, com suas respectivas aponeuroses medialmente, que formam a bainha do m. reto abdominal. Abaixo da linha semilunar, essas aponeuroses se encontram na frente do músculo reto. Ao se encontrarem entre os dois músculos verticais, formam a linha alba.

O canal inguinal é o trajeto do funículo espermático (no homem) e do ligamento redondo (na mulher) entre as diversas camadas de parede abdominal anterior.

Tem direção quase retilínea. Sua orientação é oblíqua do plano profundo para o superficial. Direciona-se de lateral para medial e de superior para inferior. O canal inguinal inicia no anel inguinal profundo, que é um orifício na fáscia transversal. Terminal no anel inguinal superficial, abertura na aponeurose do m. oblíquo externo.

Seus limites:

Parede anterior: aponeurose do m. oblíquo externo, cuja extremidade inferior sofre um espessamento e constitui o ligamento inguinal (de Poupart).
Parede posterior:
formada pela fáscia transversal, reforçada pelo tendão conjuntivo (oblíquo interno e transverso).
Parede superior:
fibras arqueadas dos m. oblíquo interno e transverso do abdome.
Parede inferior:
superfície superior dos ligamentos inguinal e lacunar, reforçada pelo trato iliopúbico.

O processo vaginal é uma projeção de tecido peritoneal em direção ao que será a futura bolsa escrotal, como se fosse um “dedo de luva” que estivesse querendo avançar pela musculatura abdominal, e cujo orifício de entrada seria o anel inguinal profundo. À medida que o testículo é tracionado contra a parede abdominal, uma série de estruturas acaba sendo levada com ele, formando o funículo espermático.

Conteúdo do funículo espermático: N. ilioinguinal, Ramo genital do N. genitofemoral e A. cremastérica (dois sexos); Ducto deferente, A. do ducto deferente, A. testicular, veias do plexo pampiniforme, V. do ducto deferente, plexo nervoso testicular, vasos linfáticos e gordura (no sexo masculino); e ligamento redondo do útero, A. do ligamento redondo (no sexo feminino).

O trígono inguinal (de Hasselbach) é a porção frágil da parede posterior do canal inguinal. Seu limite lateral são os vasos epigástricos inferiores, que o separam do anel inguinal profundo. É delimitado medialmente pela borda lateral da bainha do músculo reto abdominal, lateralmente pelos vasos epigástricos inferiores e inferiormente pelo ligamento inguinal.

Tipos de hérnias

Inguinal direta: Ocorrem medialmente aos vasos epigástricos inferiores, pelo trígono inguinal. Recebe esse nome pois o conteúdo herniado atravessa diretamente os músculos da parede abdominal, não necessitando de um conduto prévio. Tendem a ocorrer em indivíduos obesos e idosos, que favorecem o enfraquecimento da musculatura da parede abdominal. O principal fator predisponente é a fraqueza da fáscia transversal, porque na região do trígono inguinal não há cobertura muscular.
Inguinal indireta:
Ocorrem lateralmente aos vasos epigástricos inferiores, através do anel inguinal profundo. Essas hérnias atravessam a parede abdominal penetrando por esse anel e podem se exteriorizar na bolsa escrotal após percorrerem um conduto anatômico que se manteve aberto. A hérnia que chega completamente ao escroto é chamada de hérnia completa. Podem ser congênitas ou adquiridas. A não-obliteração do pedículo do processo vaginal é a principal causa desse tipo de hérnia. Quase todas as hérnias em crianças e adolescentes são hérnias indiretas, e a maioria ocorre durante o primeiro ano de vida, embora possam se manifestar com idade avançada. É mais comum que a direta.
Hérnia de pantaloon:
Hérnia mista.
Femorais:
Protrusões abdominais que se exteriorizam pelo trígono femoral. Ocorrem em conseqüência de fraqueza das fibras da fáscia transversal laterais ao ligamento lacunar (de Gimbernat), fazendo com que o conteúdo herniado surja no ponto que a veia safena magna perfura a fáscia lata da coxa para desembocar na veia femoral. Em função das bordas distintas do canal femoral, essa é a hérnia com maior risco de encarceramento e estrangulamento das hérnias inguinais. Nas mulheres, uma das causas é pela dilatação física e bioquímica que ocorre na gestação.

Causas

Qualquer condição que aumente a pressão intra-abdominal cronicamente pode contribuir para o surgimento ou progressão da hérnia.

São elas: obesidade, exercício físico pesado, tosse, constipação, prostatismo com força ao urinar.

Outras menos comuns: cirrose com ascite, gravidez, diálise peritoneal crônica, aumento de órgãos pélvicos ou tumores. Em idades avançadas e doenças crônicas debilitantes pode ocorrer fraqueza da área de Hesselbach.

Classificação de Nyhus:

Tipo I
Indireta, com anel interno de tamanho normal
Tipo II
Indireta, com anel interno alargado
Tipo III
A- Direta

B- Indireta, com assoalho comprometido

C- Femoral

Tipo IV
Hérnias recorrentes

Sinais e Sintomas

Hérnias diretas geralmente produzem menos sintomas que as indiretas e também são menos prováveis de encarceramento. A maioria das hérnias não produz sintomas até que o paciente perceba uma protuberância ou inchaço na virilha. Frequentemente são encontradas em exames adicionais de emprego. Em alguns, pode ocorrer dor irradiada para o escroto.

O paciente deve ser examinado tanto na posição supina, quanto de pé e fazendo Valsava. O dedo indicador identifica o anel inguinal externo invaginando o dedo pelo escroto, lateral ao tubérculo púbico. Se o anel externo é muito pequeno, o dedo do examinador pode não entrar. A diferenciação entre hérnias diretas ou indiretas pelo exame físico é difícil e sem importância, visto que as duas devem ser reparadas cirurgicamente. Quando o paciente faz Valsava com o dedo do examinador dentro do canal, se a hérnia for indireta, ele sentirá uma protuberância na ponta do dedo; já se for direta, sentirá ao lado do dedo.

Indireta: mais facilmente desce até o escroto, aparece como um inchaço elíptico e pode não desaparecer facilmente. A palpação da parede posterior do canal é firme e resistente.

Direta: normalmente aparece como um inchaço circular na virilha quando o paciente fica de pé e desaparece quando ele deita. A palpação da parede posterior do canal é relaxada ou ausente.

Diagnóstico diferencial

Herniografia ajuda no diagnóstico diferencial. Um raio-x é obtido após injeção de contraste intraperitoneal.

Outros diagnósticos: lipoma do funículo espermático (gordura pré-peritoneal para dentro do funículo), hidrocele, linfadenopatia ou abscessos da região inguinal

Tratamento

Hérnias inguinais sempre devem ser reparadas cirurgicamente, pelo risco de estrangulamento. Hérnias encarceradas ou dolorosas devem ser tratadas com emergência. Se o paciente tiver leucocitose, sinais clínicos de peritonite ou se o saco herniário contiver sangue escuro ou fluído hemorrágico, o abdômen deve ser explorado.

Princípios do tratamento cirúrgico

1. O sucesso do tratamento requer que o agravante seja afastado (tosse crônica, tumor, prostatismo, ascite) e que o defeito seja reconstruído com a melhor aproximação possível sem tensão.
2.
O saco herniário da indireta deve ser isolado e ligado. Em crianças e adultos com anatomia do canal normal, pode-se somente reparar com uma ligação alta, remoção do saco e redução do anel inguinal interno para um tamanho apropriado. Na maioria dos adultos, o assoalho inguinal terá que ser reconstruído. O anel interno deve ser reduzido a um tamanho que apenas permita a passagem das estruturas do cordão no homem. Na mulher, o anel interno pode ser totalmente fechado para evitar recorrência.
3.
Na hérnia direta, o assoalho está tão fraco e destruído que o reparo deve ser sob tensão. Apesar de que uma tela tem sido colocada para evitar a tensão.
4.
Mesmo que uma hérnia direta seja achada, o cordão espermático deve ser pesquisado a fim de procurar hérnia indireta.
5.
A técnica laparoscópica diminui a morbidade em hérnias bilaterais.
6.
Uma hérnia recorrente em poucos meses ou um ano deve-se a um reparo inadequado. Um reparo com alta tensão tem maior chance de recorrência precoce. Recorrência após 2 anos ou mais indicam fraqueza progressiva da fáscia do paciente. Hérnias recorrentes, pelo pequeno anel inguinal suturado, têm maior chance de encarceramento, devendo rapidamente ser reparadas de novo.

Tipos de operação

As técnicas podem ser divididas em 3 grupos:

Reparo primário clássico: Mais obsoleto por usar tensão da musculatura inguinal, que é tracionada na tentativa de cobrir o defeito herniário. Tem alta recidiva (de até 30%).
Reparos anteriores abertos (abdominal):
Com o uso de uma prótese de tela, sem tensão. Recidiva de cerca de 1%.
Reparo pré-peritoneal (laparoscópico):
Vêm ganhando experiência e espaço, pela menor dor pós-operatória e retorno mais precoce às atividades laborais.

Ligadura simples alta de saco (técnica de Marcy): Usada em hérnias indiretas de jovens, consiste na ligadura alta do saco com o fechamento do anel inguinal profundo com um ou dois pontos.

Técnica de Bassini: Método clássico, quase em desuso. O tendão conjuntivo é aproximado do ligamento inguinal.

Técnica de Halsted: Semelhante à de Bassini

Reparo de McVay (ligamento de Cooper): A fáscia transversal é suturada no ligamento de Cooper, que permite o fechamento do anel femoral. È efetivo para hérnias femorais, mas sempre requer uma incisão de alívio da tensão.

Reparo de Shouldice: não é muito usada porque requer uma dissecção ampla da parede posterior do anel inguinal profundo.

Abordagem pré-peritoneal: Expõe a região inguinal entre a fáscia transversal e o peritônio por uma incisão abdominal baixa. Indicada para hérnias recorrentes ou grandes hérnias bilaterais,nas quais são usados grandes pedaços de tela. Bons resultados têm sido atingidos com a técnica laparoscópica.

Reparo de Lichtenstein: Permite um reparo rápido e sem tensão, com o uso de uma tela grande.

Reparo laparoscópico: Baseada na técnica de Stoppa, onde uma grande tela pré-peritoneal é colocada para cobrir toda a região inguinal.

Transabdominal pré-peritoneal (TAPP): Os trocateres são colocados em posição intraperitoneal, o saco herniário é dissecado e uma tela é colocada de forma a cobrir o anel inguinal interno, o trígono de Hasselbach e o anel femoral.

Totalmente extraperitoneal (TEP): A tela é colocada na mesma posição que a TAPP, mas os trocateres são colocados em posição pré-peritoneal.

Manejo não-cirúrgico

Usa-se uma cinta quando o paciente se recusa a operar ou tem contra-indicações absolutas para a operação.

Pré e pós operativo

Embora seja um procedimento ambulatorial, a anestesia deve ser geral, espinhal ou local. Anestesia local é efetiva para a maioria dos pacientes e tem menor incidência de complicações. Porém, para hérnias recorrentes, o mais adequado é anestesia espinhal ou geral. Em um trabalho sedentário a pessoa pode voltar em poucos dias. Para trabalho pesado, deve-se esperar 4-6 semanas para o regresso às atividades.

Prognóstico

A recorrência é maior para hérnias diretas. Maior recorrência está associada com infecção da ferida operatória e reparo sob tensão. Outra seqüela que ocorre em até 10% é dor inguinal crônica, causada pelo aprisionamento do nervo ou neuroma.

HÉRNIA INGUINAL DESLISANTE

É um tipo de hérnia inguinal em que uma víscera forma parte da parede do saco herniário. No lado direito, o ceco é normalmente envolvido e, no esquerdo, o sigmóide. O desenvolvimento dessa hérnia depende da fixação posterior da víscera e a sua proximidade com o anel inguinal interno. Essa condição deve ser suspeitada quando uma hérnia grande não puder ser reduzida ou quando o exame de contraste mostrar um pedaço de cólon no escroto. O reconhecimento dessa hérnia é importante para que não haja perfuração da víscera deslizante. Hérnia deslizante tem maior recorrência do que hérnias não complicadas indiretas.

HÉRNIA FEMORAL

A hérnia femoral desce pelo canal femoral, abaixo do ligamento inguinal. Pela sua passagem estreita, é sujeita a maior encarceramento. É muito mais comum em mulheres, mas em ambos os sexos é menos comum que a hérnia indireta. Contabiliza 1/3 das hérnias nas mulheres e 2% nos homens. A recorrência se aproxima das hérnias indiretas (5-10%).

Sinais e sintomas: Normalmente é assintomática até que fique estrangulada. Quando isso ocorre, os sintomas são mais abdominais do que femorais.

Diagnóstico diferencial: linfadenopatia inguinal, hérnia inguinal e varizes safenas.

Tratamento: Excisão do saco herniário, uso de sutura não absorvível, reparo no defeito da fáscia transversal, uso do ligamento de Cooper ou do trato iliopubico para o reparo, já que são estruturas firmes para a sutura. É difícil de ser reduzida, e normalmente é utilizada a via inguinal para a técnica. Deve ser sempre fechado o canal femoral.

HÉRNIA UMBILICAL

Em adultos, ocorre devido ao enfraquecimento da cicatriz que envolve e fecha o anel umbilical. Mais comum em mulheres.

Fatores predisponentes: múltiplas gestações com trabalho de parto prolongado, ascite, obesidade e tumores intra-abdominais. O saco herniário normalmente contém omento, embora possa ter intestino também. Deve ser reparada com urgência, pois a sua pequena passagem predispõe ao estrangulamento.

Tratamento: Tela deve ser usada, pois reduz recorrência. Em indivíduos saudáveis, a recorrência é pequena.

HÉRNIA EPIGÁSTRICA

É uma protrusão na linha alba, mas acima do umbigo. Prevalência de 3-5% na população. Mais comum em homens e entre os 30-50 anos.

Sinais e sintomas: A maioria é assintomática. Se sintomática, pode dar dor epigástrica moderada e sensibilidade, podendo até dar náuseas e vômitos, principalmente após grandes refeições. As menores massas normalmente contêm só gordura e são propensas a encarcerar. As grandes podem conter omento, intestino...

Diagnóstico diferencial: úlcera péptica, doença da vesícula biliar, hérnia hiatal, pancreatite e obstrução intestinal alta. Deve-se diferenciar da diátese do m. reto abdominal, que não tem defeito na fáscia e não precisa ser reparado.

Tratamento: pequenos defeitos podem ser reparados primariamente. Hérnias grandes devem usar tela.

Prognóstico: recorrência aumentada, de 10-20%.

HÉRNIA INCISIONAL (VENTRAL)

É uma causa de hérnia iatrogênica, que ocorre em 10% das cirurgias abdominais.

Etiologia

Técnica cirúrgica ruim, com muita tensão nas bordas fasciais.
Infecção da ferida pós-operatória
Idade avançada (fraqueza dos tecidos)
Doenças debilitantes (cirrose, câncer, desnutrição...)
Obesidade
Complicações pulmonares (tanto de estresse pós-operatório, quanto fumantes e DPOC, porque a tosse vigorosa prejudica a cicatrização)
Colocação de drenos na ferida operatória primária
Sangramento intraoperativo >1L
Falência em fechar a fáscia do local dos trocaters maior que 10mm.

Tratamento

Hérnias pequenas (<2cm): Reparo direto fáscia-a-fáscia.
Hérnias grandes:
O saco herniário, assim como as estruturas adjacente e gordura devem ser dissecados e desgrudados da fáscia. Para defeitos muito grandes ou recorrentes, tela deve ser usada. A laparoscopia tem sido muito utilizada nesses casos.

Prognóstico

ECR mostraram que reparo com tela é superior a reparo com sutura apenas, mesmo para pequenas hérnias. O reparo simples teve 63% de recorrência, contra 32% da tela.

HÉRNIAS RARAS DA PAREDE ABDOMINAL

Hérnia de Littré: Extremamente rara, é uma hérnia que contém um divertículo de Meckel. Sua distribuição é: 50% inguinal, 20% femoral, 20% umbilical e 10% outras. Quando há estrangulamento presente, dor, febre e manifestações de obstrução intestinal podem ocorrer. O tratamento consiste no reparo da hérnia mais, se possível, da ressecção do divertículo.
Hérnia de Spiegel:
Ocorre por meio da linha semilunar, na borda lateral do reto abdominal. O diagnóstico pode ser difícil, por ser intermuscular. A dor localizada é o principal sintoma. Ecografia ou TC auxiliam no diagnóstico. Como há um alto índice de encarceramento, devem ser tratadas com urgência. O reparo simples é eficaz, colocando tela de reforço em casos grandes.
Hérnia dorsal/lombar:
São hérnias da parede abdominal posterior que ocorrem no triângulo de Grynfeltt (superior, 90%) ou no de Petit (inferior). As do trígono de Petit ocorrem em mulheres jovens e atletas. Encarceramento ocorre em 10%. A queixa comum é uma protuberância nas costas. Elas podem ser congênitas ou adquiridas. Dentre as adquiridas, podem ser por trauma direto, ferida penetrante, abscessos, etc. Devem ser reparadas logo, para não crescerem ou encarcerarem. Pode ser reparada por técnica simples, e a recorrência é baixa.
Hérnia do forame obturador:
Hérnias do canal obturador, que ocorre em mulheres idosas, de difícil diagnóstico pré-operatório. Apresenta-se com sintomas de obstrução de intestino delgado. Pode haver compressão do N. obturador, com dor na face medial da coxa (sinal de Howship-Romberg), principalmente quando abdução, extensão ou rotação interna do joelho. Encarceramento é comum. É a mais letal das hérnias abdominais (10-40%). É mais palpável no exame perineal ou toque retal.
Hérnia perineal:
protrusão pelos músculos do assoalho perineal. Normalmente é decorrente de prostatectomia perineal, ressecção do reto, etc.
Hérnia intraparietal:
O saco herniário se insinua entre as camadas da musculatura abdominal. Estrangulamento é comum.
Hérnia do forame ciático:
ocorre através do orifício por onde passa o N. ciático. A compressão do nervo é rara e pode ser assintomática até que ocorram sintomas de obstrução intestinal.

Ana Cláudia Magnus Martins

Fonte: geocities.com

Hérnia

Hérnias abdominais

O que é hérnia?

Hérnia significa a passagem anormal de estruturas de uma cavidade para outra. Hérnias podem ser encontradas em vários locais podendo ser divididas em externas e internas.

A hérnia inguinal ( na virilha ) é um exemplo comum de hérnia externa. Nesse caso há uma protrusão de conteúdo abdominal ( intestinos e gorduras ) para o saco herniário que se situa logo abaixo da pele e no homem pode ocupar espaço na bolsa escrotal. Outros exemplos são aquelas localizadas na região umbilical e, na parede abdominal, logo acima do umbigo - denominadas umbilical e epigástricas. Essas últimas são erroneamente chamadas de hérnia no estômago.

Ainda, outra forma bastante comum são as hérnias incisionais que surgem quando há cicatrização deficiente de ferida operatória em cirurgias abdominais. Já nas hérnias internas o conteúdo da hérnia não pode ser percebido pelo paciente.

As hérnias abdominais internas mais comuns são a hérnia hiatal ( hérnia do estômago ), hérnia diafragmática e hérnias que se formam dentro do abdome após cirurgias. Podem ainda existir hérnias congênitas decorrentes de má-rotação intestinal ainda no período embrionário que, felizmente, são extremamente raras.

O que pode causar hérnia?

O mecanismo pelo qual a hérnia surge não é bem compreendido. Ao passo que na criança pode ser percebida logo ao nascer, no adulto, entretanto a parede abdominal é fraca e incapaz de suportar a tensão que sobre ela é exercida.

Além disso o fumo, o trabalho pesado, a obesidade, hereditariedade são fatores que frequentemente estão associados. Doenças da próstata também estão relacionadas ao aparecimento de hérnias nos homens.

Como se faz o diagnóstico?

Nas hérnias externas, com freqüência, o diagnóstico é realizado pelo próprio paciente. Geralmente este refere um aumento de volume que é percebido quando o mesmo permanece em pé ou quando faz esforço com o abdome - por exemplo, aumentar a pressão do tórax com os lábios fechados de forma a distender o abdome.

Nos casos de hérnias internas o diagnóstico é realizado conforme a doença. Nas hérnias hiatais (estômago) o diagnóstico pode ser realizado tanto pela endoscopia como pelo Rx de esôfago/estômago, nas hérnias diafragmáticas pelo RxTórax e nas pós-cirúrgicas, muitas vezes somente com a cirurgia.

Quais são as complicações das hérnias?

Nas hérnias externas existem complicações como o encarceramento e, em estágio mais avançado, o estrangulamento. O primeiro ocorre quando as estruturas herniadas permanecem presas dentro do saco. No estrangulamento ocorre corte à circulação sanguínea levando morte do órgão herniado. Essa representa quadro extremamente grave e fatal.

Outras seriam obstrução intestinal, sangramento, escoriações da pele e celulites. Nas hérnias internas, esofagite, dor e dificuldade para engolir. Ainda, em casos graves, obstrução intestinal que é manifestado por distensão abdominal e vômitos.

Carlos Augusto Scussel Madalosso

Fonte: www.gastrobese.com.br

Hérnia

O que é hérnia?

Hérnia é uma protrusão (protuberância) do conteúdo do abdômen (órgãos e/ou tecido adiposo) através da camada de músculos que o envolve.

Quais os sintomas da hérnia?

A hérnia causa dor no abdômen. A dor piora após muito tempo em pé, durante a evacuação ou micção, tosse e gravidez, ou seja, situações de esforço que sobrecarregam a parede abdominal. Em alguns casos, é possível perceber a protuberância sob a pele.

Nos casos mais graves, a dor é acompanhada de febre, vômitos e impossibilidade de eliminar fezes e gases.

Como é feito o diagnóstico da hérnia?

O diagnóstico é clínico, ou seja, com base nas informações de sintomas relatados pelo paciente e sinais percebidos pelo médico. Exames de imagem, principalmente o ultrassom, são utilizados para confirmar o diagnóstico e verificar o estado da hérnia.

Quais as causas da hérnia?

A hérnia é causada por fraqueza ou lesão na parede abdominal, o que permite que a forte pressão interna do abdômen “empurre” seu conteúdo em direção ao exterior.

Quando as hérnias aparecem?

Elas podem ser congênitas (o bebê já nasce com ela) ou adquirida em qualquer idade.

Esforço físico pode piorar a hérnia?

O esforço físico pode piorar a hérnia quando já existe fraqueza da parede do abdômen.

Fatores que podem agravar a hérnia são: levantamento de peso, exercícios abdominais, tosse crônica, obesidade, prisão de ventre, doença na próstata, gravidez e trabalhos braçais.

Quais os tipos de hérnias? Onde podem acontecer?

As hérnias abdominais dividem-se em crural (próxima à coxa), epigástrica (região do estômago), incisional (incisão de cirurgia), inguinal (na virilha ou na bolsa escrotal), umbilical (através do umbigo, área naturalmente sem proteção muscular) e incomum (ciática, de Littre, lombar, obturadora, perineal, de Richter e de Spigel).

Além das hérnias abdominais, hérnias podem acontecer nos discos intervertebrais, no tórax e no crânio.

O que é uma hérnia redutível?

A hérnia redutível é aquela que “desaparece” quando se está relaxado, deitado, ou quando empurrada.

O que é uma hérnia irredutível?

A hérnia irredutível é a que não cede em nenhuma situação de relaxamento ou compressão. Esse tipo de hérnia necessita de tratamento cirúrgico urgente, pois causa sintomas mais fortes e leva a comprometimentos graves. Suas características são dor local forte e incapacidade de evacuar e eleiminar gases. Se não for tratada com rapidez, pode levar à perfuração intestinal e choque.

O que é uma hérnia estrangulada?

Quando o orifício pelo qual a hérnia está passando é pequeno, o conteúdo abdominal pode não conseguir retornar após passar por ela, caracterizando assim uma hérnia estrangulada. A circulação sanguínea para essa alça do intestino fica comprometida, podendo levar à necrose (morte) de parte do órgão.

Quais os tratamentos para hérnia?

O principal tratamento de hérnia é cirúrgico. A cirurgia é feita de forma que o conteúdo protuberante seja novamente posicionado ou removido, dependendo do comprometimento, e o fechamento da abertura que permitiu a passagem da hérnia.

O tratamento conservador consiste em evitar os esforços que agravam o quadro e fortalecer a parede abdominal. Entretanto, a herniação tende a se agravar com o passar do tempo, sendo por fim necessária a cirurgia. Quanto antes ela for feita, menores os riscos de complicações da hérnia.

A adoção de posturas erradas leva, ao longo do tempo, a lesões das articulações vertebrais. A osteofitose aparece decorrente da protrusão progressiva do anel fibroso do disco intervertebral, dando origem à formação de osteofitos cujos efeitos são agravados pela desidratação gradual do disco intervertebral, causando a aproximação das vértebras, comprimindo a raiz nervosa e causando dores.

Fonte: renatapinheiro.com

Hérnia

Hérnia de Disco

Lesão que afeta o disco cervical entre as vértebras, a hérnia de disco é mais comum do que podemos imaginar. Entre as lesões mais frequentes estão as que ocorrem entre a quarta e quinta vértebra lombar; e a quinta lombar e primeira sacral.

A hérnia de disco pode ser aguda ou crônica e são conseqüências de um esforço físico excessivo em flexão, rotação e carga.

O que é hérnia de disco?

Para definir hérnia de disco é importante lembrar que a coluna é formada por vértebras, discos intervertebrais, nervos, músculos, medula e ligamentos. É nesse conjunto que ocorre a maior parte das disfunções que causam dor nas costas. A musculatura das costas é ajuda a estabilizar a coluna, permitindo ao homem ficar em pé.

Os músculos abdominais também são especialmente importantes porque eles atuam em coordenação com os músculos das costas para a manutenção da postura em pé, e como estabilizadores dos movimentos dos membros, nas atividades funcionais do homem.

A hérnia de disco ocorre quando parte — ou até mesmo o disco inteiro — “escorrega” para trás ou para o lado.

O disco é composto por um núcleo, que chamamos de núcleo pulposo, e por um anel redondo: o anel fibroso.

Tanto o núcleo quanto o anel podem escorregar, causando uma pequena hérnia, denominada protusão ou uma hérnia maior, quando afeta essas duas composições. Embora tenhamos discos entre todas as vértebras — cervical, dorsal ou lombar —, a hérnia mais comum é a da região lombar.

O que ocorre com o disco, quando a pessoa tem hérnia, é semelhante a essas balas que, quando a gente morde, sai uma espécie de gel. No caso do disco, que é formado por um núcleo pulposo e um anel de cartilagem, se o anel se rompe, deixa escapar esse tipo de gel que entra no canal da coluna e comprime os nervos, provocando a dor.

A dor é o principal sintoma?

É o principal sintoma, principalmente a chamada dor ciática, que atinge as costas, as nádegas e pode ir até o pé.  Outros sintomas são dormência, formigamento e fraqueza. Às vezes, quando o caso é mais grave, a pessoa tem dificuldade para andar – se ficar na ponta do pé, por exemplo, pode perder o equilíbrio. Muitas vezes a pessoa fica em pé mas fica torta, para abrir espaço na coluna, aliviar a compressão da hérnia e a dor.

Qual a causa da hérnia de disco?

A hérnia de disco surge muitas vezes quando a pessoa carrega peso de forma errada – com isso aumenta a pressão e o disco se rompe. Ou então quando a pessoa enfrenta muita oscilação – no caso dos caminhoneiros, por exemplo, que estão sempre dirigindo. Há também casos em que a pessoa já nasce com defeito no colágeno.

A dona-de-casa, por exemplo, pode ter o problema, se carregar peso de forma errada: tirar uma cama do lugar, levantar um botijão de gás. Por isso, é muito importante manter a postura correta ao carregar peso.

E qual é a postura correta para evitar hérnia de disco?

A postura correta é aquela do halterofilista. Primeiro é preciso dobrar o joelho e o quadril, como se a pessoa ficasse de cócoras. Depois trazer o peso para cima do joelho, e aí sim levantar. É importante usar bem a planta dos pés e o movimento das pernas e não transferir o peso para a coluna vertebral. A postura é importante em todas as situações – para quem faz musculação também.

Ou mesmo em caminhadas – todo último domingo do mês, nós realizamos uma caminhada no Parque Trianon, justamente para que as pessoas atentem para a postura correta, para a caminhada com segurança.

O tratamento da hérnia passa, necessariamente, pela cirurgia?

Não. Mais de 90% das pessoas melhoram sem operação. A maioria é tratada com medicamentos, repouso nas crises, orientação postural, fisioterapia e alongamento muscular. A pessoa também pode utilizar uma cinta, que ajuda a imobilizar e dá conforto, ou recorrer à acupuntura. Entretanto, quando esses tratamentos se mostram ineficazes, o paciente tem que fazer a cirurgia. Algumas pessoas podem até se curar sem nada, mas esse processo pode durar muito tempo.

Como é a cirurgia?

Os métodos cirúrgicos evoluíram muito e procedimentos minimamente invasivos apresentam bons resultados. Há equipamentos muito modernos, como microcóspios e até navegadores computadorizados que dão o local exato da intervenção, com o mínimo de riscos para a pessoa. A cirurgia é simples e em 2 ou 3 dias a pessoa já está andando novamente.

Como prevenir a ocorrência de hérnia de disco?

Como já falamos, o mais importante é prestar atenção à postura e não carregar peso de maneira errada. Além disso, as atividades físicas de baixo impacto — alongamento e fortalecimento da musculatura, tanto abdominal, quanto posterior da coluna — são as mais indicadas. São atividades estabilizam a coluna e reduzem a força para frente ou para trás. Ressalto, ainda, a hidroginástica, caminhadas, esteiras com velocidade lenta, exercícios localizados com pouco peso e alongamentos.

A prática esportiva diária pode causar hérnia de disco?

O exercício em si não provoca a hérnia de disco, a não ser que a pessoa faça movimentos repetitivos de forma errada, com a postura errada. É importante antes de começar o exercício fazer alongamento e um aquecimento, tomando depois os cuidados para não sobrecarregar a coluna.

Salto alto prejudica a coluna e pode provocar hérnia de disco?

O salto alto pode provocar dor nas costas. O salto com mais de 3 cm não é recomendado porque aumenta a lordose e provoca dor. Mas o salto alto não é um fator que provoca a hérnia de disco.

Dores no calcanhar e nas costas indicam hérnia de disco?

Dores no calcanhar e nas costas não indicam que a pessoa tem hérnia de disco.

Pode ser outro tipo de problema: artrose, por exemplo, ou o chamado esporão, quando a dor é no calcanhar. Se a dor persistir, o melhor é consultar um ortopedista para saber exatamente qual é a causa.

É possível tratar hérnia de disco sem remédios e cirurgia?

Possível é, uma vez que a cura pode vir sozinha. Só que demora muito, pode demorar mais de três meses, deixando a pessoa em situação de sofrimento sem necessidade. Independente dos remédios ou cirurgia, é importante a pessoa fazer alongamento, fisioterapia ou acupuntura.

Qual é a postura correta e as formas de evitar a hérnia de disco?

A principal, para evitar a hérnia, é não carregar peso de forma errada. É preciso sempre dobrar os joelhos e o quadril e levantar o peso utilizando bem os pés e as pernas, sem sobrecarregar a coluna.

Como é a cirurgia e o pós-operatório de hérnia de disco?

Há vários tipos de cirurgia. Quando a hérnia está no início, uma cirurgia de mínima invasão resolve o problema, uma vez que tira a pressão. Quando há uma instabilidade, um jogo na coluna, pode exigir a fixação do disco. E se o caso for mais grave, há o recurso da prótese, ou seja, de um disco artificial. O pós-operatório em geral não traz problemas e a recuperação é rápida.

O idoso é mais propenso a ter hérnia de disco?

O idoso na verdade é mais propenso a ter o que chamamos de estenose de canal – é um problema que dá na parte de trás da coluna, provocando uma compressão de trás para frente. É o chamado bico de papagaio.

Ao envelhecer, a pessoa perde altura e o jogo das vértebras aumenta, muitas vezes comprimindo o nervo. O bico de papagaio é quase que um novo osso, uma formação que tenta aumentar a estabilidade da vértebra, mas que também comprime o nervo e provoca a dor. Nesses casos, a não ser que a pessoa idosa esteja muito debilitada, a cirurgia também é eficaz.

Fonte: www.ortopediaesaude.org.br

Hérnia

Hérnia inguinal

Consistem na protrusão anormal de um saco com revestimento peritoneal através da cobertura musculoaponeurórica do abdômen. A fraqueza da musculatura da parede abdominal, podendo ser de origem congênita ou adquirida, resulta na incapacidade de manter o conteúdo visceral da cavidade abdominal em seus locais normais.

Cerca de 75% das hérnias ocorrem na região inguinal, sendo que 50% são hérnias inguinais indiretas e 24% são hérnias inguinais diretas. As hérnias femorais representam 3% dos casos de hérnias1. a maioria das hérnias ocorre em homens, exceto hérnias femorais que são mais freqüentes em mulheres. A ocorrência à direita de hérnias inguinais é mais comum.

Anatomia da Região Inguinal

Inicialmente, devemos ter conhecimento sobre as várias camadas da parede abdominal ao nível do canal inguinal: pele, tecido adiposo subcutâneo (fáscia de Camper e fáscia de Scarpa), fáscia oblíqua externa, fibras do músculo cremastérico, estruturas do cordão espermático, aponeurose do músculo transverso abdominal, fáscia transversalis, tecidos pré-peritoneais (tecido adiposo, vasos, nervos, linfáticos) e peritônio. As veias epigástricas superficiais se encontram entre as fáscias de Camper e Scarpa.

O canal inguinal, apresentando cerca de 4 cm de comprimento, é localizado 2 a 4 cm cefalicamente ao ligamento inguinal e representa um canal entre o anel inguinal profundo e o anel inguinal superficial. O trajeto do canal inguinal é no sentido inferomedial e de profundo para superficial.

É limitado superficialmente pela aponeurose do músculo oblíquo externo. A parede cefálica é constituída pelo músculo oblíquo interno, músculo transverso abdominal e pelas aponeuroses desses músculos. A parede inferior lê limitada pelo ligamento inguinal e ligamento lacunar. A parede posterior é formada pela fáscia transversal e pela aponeurose do músculo transverso abdominal. O conteúdo do canal inguinal compreende o funículo espermático nos homens, o ligamento redondo do útero nas mulheres e o nervo ilioinguinal em ambos os sexos.

O trígono de Hesselbach é limitado pela bainha do músculo reto abdominal medialmente, pelo ligamento inguinal inferiormente e pelos vasos epigástricos inferiores súpero-lateralmente. Os vasos epigástricos inferiores limitam medialmente o anel inguinal profundo.

As hérnias que se desenvolvem dentro do trígono de Hesselbach são consideradas hérnias inguinais diretas, enquanto as hérnias laterais ao trígono são hérnias inguinais indiretas, pois estas correm dentro do canal inguinal.

O tendão conjunto é formado próximo ao tubérculo púbico pela fusão da aponeurose do músculo oblíquo interno com fibras do músculo transverso abdominal. A fáscia transversalis é a continuação descendente do músculo transversal e de sua aponeurose. O ligamento de Cooper está localizado na face posterior do ramo do superior do púbis, sendo formado de periósteo e condensações fasciais.

Estruturas importantes do espaço pré-peritoneal são: nervos cutâneo femoral lateral e genitofemoral, vasos ilíacos externos, vasos epigástricos, o duto deferente e o linfonodo de Cloquet.

Dependendo do tamanho e da localização das hérnias ou na realização de operações anteriores, pode ocorrer distorção das estruturas anatômicas.

Etiologia

Podem ser de origem congênita ou adquirida. O termo congênito nas hérnias inguinais não significa que esta patologia já esteja presente no momento do parto, mas sim que há uma predisposição determinada por uma alteração da anatomia da região inguinal já presente ao nascimento.

A falta de obliteração do processo vaginal, após o processo de descida dos testículos, é o fator primário para o desenvolvimento de hérnias inguinais indiretas, o que explica a maior freqüência de casos desta hérnia em homens.

Prematuridade e baixo peso ao nascer são fatores de risco para o desenvolvimento de hérnias. Anormalidades congênitas, como deformidades pélvicas ou extrofia de bexiga, que sejam capaz de causar deformidades no canal inguinal, predispõem ao surgimento de hérnias inguinais.

As hérnias inguinais diretas são atribuídas principalmente ao desgaste da musculatura abdominal de manter a tensão contínua submetida à cavidade abdominal.os esforços , que aumentam a tensão abdominal, provocam traumatismo e enfraquecimento da parede posterior do canal inguinal.

A redução no conteúdo de hidroxiprolina (aminoácido presente no processo de formação do colágeno), comprometimento da atividade da lisil-oxidase e da hidroxilação (participam dos processos enzimáticos na formação do colágeno) e proliferação anormal de fibroblastos compõem causas na formação de hérnias inguinais.

O tabagismo tem relação comprovada com o surgimento de hérnias inguinais, pois estimulam a produção de elastases neutrofílicas que interferem na composição do colágeno, enfraquecendo a parede abdominal.

Diagnóstico

O paciente com hérnia inguinal em seus estágio iniciais é assintomático. Pode referir dor discreta no local ou vago desconforto com a protrusão da hérnia. Pode ocorrer parestesias relacionadas à compressão ou irritação dos nervos inguinais pela hérnia.

A história natural da hérnia inguinal é de aumento progressivo e enfraquecimento das estruturas anatômicas da região inguinal, com potencial de encarceramento e obstrução do intestino e subseqüente comprometimento da irrigação vascular para o intestino (estrangulamento), resultando em infarto intestinal. Nesta condição o paciente refere dor intensa e a necessidade de correção cirúrgica é imediata.

A inspeção visual revela perda da simetria ou uma protrusão bem delineada, pede-se para o paciente realizar a manobra de Valsalva, no qual observa-se uma protrusão mais intensa da hérnia.

Deve-se palpar o canal inguinal realizando também a manobra de Valsalva, sendo que, uma protrusão que passa de lateral para medial e contra a ponta do dedo representa uma hérnia inguinal indireta, se avançar contra a superfície lateral do dedo de profundo para superficial representa uma hérnia inguinal direta.

Uma protrusão abaixo do ligamento inguinal é compatível com hérnia femoral.

Em hérnias encarceradas deve-se tentar reduzir manualmente o conteúdo herniário com o paciente na posição de Trendelenburg, tendo o cuidado para não traumatizar as vísceras encarceradas. Se houver impossibilidade de redução, deve-se realizar intervenção cirúrgica imediata.

Tratamento

O tratamento das hérnias inguinais é cirúrgico. Em pacientes muito idosos, em estado terminal ou imunossuprimidos é indicado fazer um acompanhamento e somente submete-los à cirurgia na ocorrência de complicações.

Há várias técnicas de correção para hérnias inguinais:

Processo de Bassini: É empregada em hérnias inguinais indiretas e pequenas hérnias diretas. Sutura-se o tendão conjunto ao ligamento inguinal.
Técnica de McVay:
Usada em hérnias inguinais grandes, hérnias inguinais diretas, hérnias inguinais recorrentes e hérnias femorais. o tendão conjunto é suturado ao ligamento de Cooper a partir do tubérculo púbico, lateralmente ao canal femoral. Tem a vantagem de conferir um maior reforço à parede posterior do canal inguinal.
Correção de Shouldice:
Correção imbricada e multilaminar da parede posterior. Os adeptos a esta técnica descrevem menores taxas de recorrência.
Técnica de Lichtenstein (Livre de Tensão):
Uma tela de Marlex é suturada ao tecido aponeurótico sobreposto ao osso púbico, ao longo da borda do ligamento inguinal até lateralmente ao anel inguinal profundo.
Correção Laparoscópica:
É ainda muito discutida. Há duas técnicas: a correção pré-peritoneal transabdominal e a abordagem totalmente extraperitoneal.propicia excelente visualização, dor mínima no pós-operatório, retorno rápido às atividades profissionais e cotidianas, pequenas incisões (sendo mais estéticas), afirmam os defensores desta técnica.

Fonte: www.medstudents.com

Hérnia

Hérnia de disco

Hérnia discal é a herniação do núcleo pulposo através do anel fibroso, constituindo-se como uma das principais causas de dor lombar (CECIL, 1992). A hérnia de disco surge como resultado de diversos pequenos traumas na coluna que vão, com o passar do tempo, lesando as estruturas do disco intervertebral, ou pode acontecer como conseqüência de um trauma severo sobre a coluna.

A hérnia de disco surge quando o núcleo do disco intervertebral migra de seu local, no centro do disco para a periferia, em direção ao canal medular ou nos espaços por onde saem as raízes nervosas, levando à compressão das raízes nervosas.

As terminações nervosas livres utilizam duas vias: para a dor rápida e em pontada e uma via para a dor lenta-crônica.

Os sinais de dor rápida são transmitidos nos nervos periféricos em direção a medula espinhal por fibras de pequeno diâmetro tipo A (rápidas) e a dor lenta por fibras tipo C.

Devido a esse duplo sistema, um estímulo doloroso brusco causa uma sensação dolorosa dupla (rápida - em pontada e em queimação).

Após penetrar na medula espinhal através da raiz dorsal, as fibras da dor vão para o feixe de Lissauer, posterior à ponta dorsal da substância cinzenta da medula espinhal, terminando sobre neurônios localizados nas pontas dorsais, onde há dois sistemas para o processamento dos sinais dolorosos que se dirigem para o cérebro. A hérnia de disco é causada pelo processo de protusão do disco intervertebral por rompimento de suas fibras.

Com isso há o risco de pressionar as raízes nervosas no canal vertebral ou infeccionar ou inflamar. Estas lesões, conforme a localização em que se estabelecem, causam os sintomas da Hérnia com dores. Traumas, infecções, malformações congênitas, doenças inflamatórias e metabólicas, neoplasias, distúrbios circulatórios, fatores tóxicos, fatores mecânicos e psicossomáticos.(SAMARA, 1985).

O presente trabalho relata, através de uma ampla pesquisa de revisão, os motivos que originam a hérnia de disco, juntamente como a dor se manifesta nessa doença e seus tratamentos tanto profiláticos, quanto os seus tratamentos preventivos.

A presente revisão tem seu encerramento com medidas de correções posturais e sugestões de alongamentos que possibilitem a melhoria na saúde da coluna e a prevenção ou reabilitação dos acometimentos proporcionados pela hérnia de disco.

Unitermos

Hérnia discal é a herniação do núcleo pulposo através do anel fibroso, constituindo-se como uma das principais causas de dor lombar (CECIL, 1992). Quando há uma herniação medial, envolve a medula espinhal diretamente, pode haver pouca ou nenhuma dor, ou dor na distribuição radicular bilateral. Sendo que, em muitas vezes, as dores são sentidas em local distantes da herniação do disco (CECIL, 1992).

A hérnia de disco surge como resultado de diversos pequenos traumas na coluna que vão, com o passar do tempo, lesando as estruturas do disco intervertebral, ou pode acontecer como conseqüência de um trauma severo sobre a coluna. A hérnia de disco surge quando o núcleo do disco intervertebral migra de seu local, no centro do disco para a periferia, em direção ao canal medular ou nos espaços por onde saem as raízes nervosas, levando à compressão das raízes nervosas.

Um disco é uma estrutura colocada entre duas vértebras. O disco possui uma área central gelatinosa (núcleo pulposo) circundada por um anel, que mantém esse núcleo no seu interior. O núcleo gelatinoso funciona como um amortecedor. Devido a fatores como seu envelhecimento (degeneração), o anel às vezes se rompe e permite a saída de parte do núcleo. Esse material gelatinoso comprime a raiz nervosa e provoca os sintomas de uma hérnia (de disco).

Existem, normalmente, 31 pares de raízes nervosas que saem da coluna e se distribuem para todo o corpo. O maior nervo do corpo humano (nervo ciático) é formado por cinco dessas raízes. Quando uma delas é comprimida pela hérnia, ocorre dor e outros sintomas.

A maioria das hérnias ocorre na região lombar (perto da cintura), mas também existem hérnias da região torácica e cervical (pescoço).

Sintomas de uma Hérnia de Disco Lombar

Localização da dor Lombar

É geralmente entre L4 e L5 e entre L5 e S1 comprimindo as raízes L5 e S1, respectivamente. Mesmo sendo incomum, há herniação L3 e L4. (CECIL, 1992).

Quadro Clínico

A coluna pode manter-se rígida, a curva lordótica lombar normal pode desaparecer, espasmo muscular pode ser proeminente e a dor exacerbar-se na extensão da coluna e ser aliviada em flexão lenta. A parestesia e a perda sensorial com fraqueza motora no miótomo suprido por aquela raiz, além da diminuição ou ausência de reflexos são evidências de distúrbios neurológicos causados pela hérnia discal.

Quando há elevação da perna estendida em decúbito dorsal pode reproduzir dor radicular. Ao elevar a perna contralateral e houver dor espontânea sugere - se hérnia discal. Pode causar a dor durante a palpação sobre o nervo femoral na virilha ou sobre o nervo ciático na panturrilha, coxa ou glúteos. (CECIL, 1992).

Dor na Hérnia Discal

Por ser a dor o sintoma mais comum nesta patologia, a origem exata da dor localizada não é conhecida, mas pode resultar de compressão do nervo sinovertebral.

A dor radicular geralmente aparece depois de ataques repetidos de dor localizada e é percebida como aguda, de forma súbita que pode irradiar da coluna ao longo da distribuição inteira da raiz envolvida ou afetar somente uma parte desta raiz. Ambas as dores, localizada e radicular podem ser aliviadas com o repouso e aumenta com as atividades.

As hérnias podem ser assintomáticas, neste caso herniação para o centro dos corpos vertebrais que delimitam o disco (Nódulo de Schmörl). E podem ser sintomáticas, e quando hérnia para dentro do canal vertebral comprimindo terminações e raízes nervosas. Estas dependem da localização, do tamanho, do tipo e do grau de envolvimento radicular.

Algumas fibras desse feixe terminam na substância reticular do tronco cerebral, e a maior parte se encaminha para o tálamo, terminando no complexo centro basal. Deste, os sinais são transmitidos para outras áreas basais do cérebro e para o córtex sensorial somático. Para a dor do tipo rápido ser bem localizada é preciso que os receptores táteis sejam também estimulados.

Paleoespinotalâmico: Sistema que transmite os sinais dolorosos pelas fibras periféricas de dor lenta do tipo C e ocasionalmente do tipo A. Essas fibras nervosas periféricas terminam nas lâminas I e II das pontas dorsais da medula que juntos são chamados de substancias gelatinosas.

Nas próprias pontas dorsais, os sinais passam por um ou mais neurônios internunciais de fibras curtas antes de chegar à lâmina V (células transmissoras T), onde originam axônios longos que se juntam às fibras da via de dor rápida passando pelo lado oposto da medula e se encaminha para o lado ipsio lateral em direção ao cérebro (GUYTON, 1984).

Dores

Receptores da dor e sua estimulação

Os receptores da dor são as terminações livres (pele, periósteo, paredes arteriais,...). A maior parte das fibras dolorosas pode ser excitada por tipos múltiplos de estímulos (frios, alongamento excessivo, calor,...), que são denominados nociceptores mecânicos, térmico e químico.

A dor rápida é evocada por nociceptores mecânicos e térmicos, enquanto que a dor lenta resulta dos três tipos de nociceptores.

Esses nociceptores químicos podem ser estimulados por substâncias químicas que têm grande importância no aparecimento da dor do tipo lenta, tais como: bradicinina, serotonina e prostaglandina (aumenta a sensibilidade).

Os receptores da dor não se adaptam ao estímulo nocivo, fazendo com que o indivíduo permaneça alerta ao estímulo lesivo, que provoca a dor durante todo o tempo que ele persiste.(CECIL, 1992).

Vias de transmissão da dor

As terminações nervosas livres utilizam duas vias: para a dor rápida e em pontada e uma via para a dor lenta-crônica.

Os sinais de dor rápida são transmitidos nos nervos periféricos em direção a medula espinhal por fibras de pequeno diâmetro tipo A (rápidas) e a dor lenta por fibras tipo C. Devido a esse duplo sistema, um estímulo doloroso brusco causa uma sensação dolorosa dupla (rápida - em pontada e em queimação).

Após penetrar na medula espinhal através da raiz dorsal, as fibras da dor vão para o feixe de Lissauer, posterior à ponta dorsal da substância cinzenta da medula espinhal, terminando sobre neurônios localizados nas pontas dorsais, onde há dois sistemas para o processamento dos sinais dolorosos que se dirigem para o cérebro por meio de duas vias:

Neoespinotalâmico: As fibras rápidas de dor do tipo A transmitem principalmente os sinais dolorosos mecânicos e térmicos. Elas terminam na lâmina I das pontas dorsais (lâmina marginal), onde excitam os neurônios de segunda ordem, os quais originam longas fibras que cruzam para o lado oposto da medula pela comissura anterior e se dirigem para o cérebro pelas colunas ântero-lateral.

Opiáceos endógenos

Em 1975, descobriu-se que no sistema nervoso central existem receptores para opiáceos endógenos (endorfina, encefalina e substância P) em altas concentrações, especialmente em áreas identificadas por Melzak e Will e em áreas associadas com nocicepção como importantes na inibição dolorosa: tálamo sistema límbico, substância cinzenta periaquedutal e substância gelatinosa, (UMPHRED, 1994).

Como o processo de protusão do disco intervertebral e as rupturas das fibras pressionam as raízes nervosas coluna, isto faz com que o portador de Hérnia de Disco sinta algo na coluna como se estivesse uma faca compreendendo o individuo do pé a coluna vertebral.

O paciente com hérnia discal lombar apresenta dor ao longo da perna, originando-se na região lombar ou nas nádegas. Esta dor limita o paciente a se curvar ou levantar para uma posição completamente vertical sem um certo grau de desconforto.

A história do paciente sobre o início da herniação do disco nem sempre é um relato sobre causa e efeito. Um esforço violento pode ter precedido imediatamente o início da lombalgia ou da dor na perna, mas muitas vezes o esforço é fraco ou nem lembrado. Pode haver um relato de crises leves e curtas, porém recorrentes, de lombalgia com ou sem irradiação na perna. As crises anteriores podem ter sido violentas, demandando dias ou semanas de repouso ou hospitalização. O paciente pode lembrar que estas crises o faziam ficar "torcido para o lado", curvado para frente, ou incapaz de ficar em pé corretamente. A dor piorava ao se curvar, tossir ou espirrar. Todos estes sintomas implicam numa prévia irritação da raiz nervosa, provavelmente devido a uma hérnia de disco.

Além disto, quem possui a Hérnia de Disco, sente dores e parestesia. As hérnias discais são classificadas em cervicais, dorsais e lombares, de acordo com segmentos na coluna onde a hérnia se desenvolveu.

Agora, de acordo com a localização das hérnias, estas podem ser classificadas também quanto a sua localização, estas são medianas, para-medianas, foraminais ou extra-foraminais, ocorrendo:

Dor nas costas há meses
Após esse período, aparece dor numa das pernas
Dormências e diminuição da força nesta perna, com dificuldade para caminhar
Com o passar dos meses, o paciente pode notar atrofia na musculatura desta perna
Dependendo do tamanho da hérnia, e se ela for central, ambas as pernas podem ser acometidas

Causas

Fatores Etiopatogênicos

Traumas, infecções, malformações congênitas, doenças inflamatórias e metabólicas, neoplasias, distúrbios circulatórios, fatores tóxicos, fatores mecânicos e psicossomáticos.(SAMARA, 1985).

A hérnia de disco é causada pelo processo de protusão do disco intervertebral por rompimento de suas fibras. Com isso há o risco de pressionar as raízes nervosas no canal vertebral ou infeccionar ou inflamar. Estas lesões, conforme a localização em que se estabelecem, causam os sintomas da Hérnia com dores.

O disco intervertebral é um composto tecido fibrocartilaginoso na formação de fibras concêntricas e suporta e amortece as cargas que recaem sobre a coluna vertebral. Essas fibras guardam em seu centro um líquido gelatinoso e pulposo.

Trauma agudo à região cervical ou lombar, de intensidade suficiente para romper o AF protetor, por exemplo, uma queda Desgaste ao longo do tempo, por má postura, excesso de peso, ou disfunções biomecânicas não corrigidas.

A herniação pode resultar de forças excessivas, esforços repetitivos e tensão prolongada sobre o mecanismo hidráulico ou a presença de um anel defeituoso.

Podem também ser encontrados os seguintes fatores ou a combinação deles: esforço anormal sobre mecanismo normal, esforço normal sobre mecanismo anormal, esforço normal sobre um mecanismo normal quando está despreparado para aceitar o esforço.

"Dois mecanismos tentam explicar a maior incidência das anormalidades observadas na parte anterior dessas apófises nos segmentos torácico e lombar da coluna vertebral: o primeiro, por herniação discal intervertebral, como nos nódulos de Schmori, e o segundo, na osteocondrose de Osgoodschlatter". "As forças de tração atuam na porção anterior da coluna lombar por contração do diafragma, atuando em sentido cranial. Esportes que exigem extensão forçada desse segmento vertebral apresentam maior incidência de lesões nas apófises vertebrais".

"Esse fato tem sido descrito em ginastas, tenistas, jogadores de futebol e participantes de luta romana, entre outros".

Tratamento

O tratamento é feito com o objetivo de restabelecer o equilíbrio da coluna comprometido com o rompimento da estrutura discal.

Há dois tipos de tratamento para a Hérnia

O tratamento tem o objetivo de restabelecer a estabilidade da coluna vertebral comprometida com a ruptura da estrutura discal. Não basta sedar a dor, mas sim restabelecer o equilíbrio da unidade funcional. O tratamento pode ser conservador como repouso, bloqueio anestésico, uso de analgésicos e antiinflamatórios, calor, fisioterapia e reeducação através de exercícios corporais.

Já a cirurgia é aconselhada para garantir o restabelecimento da resistência e estabilidade da coluna vertebral. Sendo esta uma estrutura que suporta grandes cargas, apenas a retirada da hérnia não alcança esse objetivo principal, sendo necessário à fixação dos elementos operados.

Assim, cirurgias de apenas ressecção parcial ou total do disco, estão fadadas ao descrédito, pois em seus resultados a médio e longo prazo os pacientes revelam-se incapacitados para exercer atividades físicas e, na maioria das vezes, há uma reincidência do quadro álgico.

Quando a hérnia ocorre na região cervical, a dor é uma cérvico-braquialgia, ou seja, inicia-se no pescoço e se irradia pelo braço. Além da dor, pode haver alterações da sensibilidade (parestesia).

Tratamento Fisioterapêutico

Objetivos

Recuperar a função, desenvolver um plano de assistência a saúde da coluna e orientar o paciente sobre como evitar recorrências de protusão de disco.

Com a fisioterapia, Adquirimos liberação, relaxamento da musculatura contraturada, fortalecimento dos músculos abdominais e da região dorsolombar e desenvolvimento de apoio muscular ao redor da coluna.

Tratamento Passivo

Calor

Utilizar calor superficial para preparo para a massagem.

Massagem

A massagem deve ser aplicada na região cervical, lombar e ombros. A massagem sub-aquática também é recomendada.

Eletroterapia

As correntes dinâmicas, as correntes de interferência e o ultra-som devem ser aplicados nesses pacientes.

Tratamento Ativo

Pacientes que apresentam sintomas graves devem permanecer em repouso no leito e realizar apenas caminhadas curtas em intervalos regulares. A caminhada provoca uma extensão lombar e estimula o mecanismo dos líquidos, promovendo diminuição do edema no disco e nos tecidos conectivos. Se o paciente não conseguir permanecer ereto, deverá utilizar muletas, que melhoram a postura, evitando a postura inclinada para frente.

Para pacientes que não conseguem realizar flexão repetida, devemos evitar esse movimento e enfatizar o tratamento em movimentos de extensão.

Procedimentos: em decúbito ventral, colocar travesseiros no tórax do paciente e ir aumentando progressivamente a quantidade de travesseiros até o paciente conseguir se apoiar nos cotovelos. O paciente deve permanecer nessa posição de 5 a 10 minutos, para promover a extensão, permitindo o deslocamento do disco com subseqüente centralização ou diminuição dos sintomas. Se o paciente tolerar esse movimento, deverá realizá-lo várias vezes ao dia.

Para corrigir desvios laterais, procedimento: "coloque o paciente em decúbito lateral, com o lado do desvio torácico para baixo. Um pequeno travesseiro ou rolo de toalha é colocado sob o tórax. O paciente permanece nessa posição até que a dor centralize; então vira para o decúbito ventral e começa a fazer extensão passiva com flexões de braço em decúbito ventral".

Quando o paciente iniciar os movimentos de flexão, ele deve realizar exercícios de protusão anterior.

Procedimento: em decúbito dorsal o paciente traz os joelhos até o tórax e mantém essa posição durante alguns minutos, essa posição deve ser repetida várias vezes e progredir, realizando o movimento sentado e em pé, esses exercícios de flexão da coluna diminuem a dor porque alargam os forames.

"A tração pode ser tolerada pelo paciente durante o estágio agudo e tem a vantagem de alargar o espaço discal e possivelmente reduzir a protusão nuclear diminuindo a pressão no disco, ou colocando tensão no ligamento longitudinal posterior".

Orientar o paciente sobre percepção postural, estabilização, exercícios de fortalecimento de tronco, e aumento da resistência à fadiga; além de recomendar exercícios de fortalecimento de membros inferiores para dar suporte ao corpo e para usar o mecanismo corporal. Também devem ser fortalecidos os membros superiores para desviar a sobrecarga do tronco.

Avaliar as atividades de vida diária (AVDS) do paciente, e verificar se elas interferem na patologia, orientar o paciente a evitar posturas de flexão, mas se não for possível, a cada meia hora deverá realizar inclinação da coluna para trás, evitando a progressão dos sintomas.

Tratamento Contra Indicado

Evitar posições ou exercícios que provocam dor, esses devem ser evitados ou substituídos por outros, progredindo gradativamente, respeitando o limite de dor e a evolução do paciente.

Prevenção

O paciente deve evitar qualquer postura por tempo prolongado, realizar freqüentemente exercícios para manter a ADM normal, gerando uma postura equilibrada.

Evitar hiperestender o pescoço ou deixar a cabeça numa posição protraída ou em inclinação para frente por períodos prolongados. Realizar exercícios de fortalecimento, para evitar fadiga, muscular, fornecer um suporte para a coluna lombar, evitando o reaparecimento dos sintomas.

Retorno a Atividade

O paciente só poderá retornar às atividades quando estiver totalmente assintomático.
O paciente irá retornar as suas atividades gradativamente, iniciando apenas com trabalhos para sua readaptação e posteriormente, retornando à sua atividade normal.

Felizmente, na grande maioria dos casos, as dores não são devidas a problemas graves, e ficam curadas com um tratamento simples e alguns cuidados, mas é necessário se fazer um diagnóstico correto para que se possa instituir um tratamento eficaz e adequado ao caso. Às vezes se precisa repouso e suspensão de atividades físicas e até profissionais, e também o uso de medicamentos específicos para combater a dor, inflamação, contratura muscular e compressão de nervos, se estiver presente.

Medidas domésticas como gelo em alguns casos e compressas em outros, podem ser útil, um programa adequado de fisioterapia também pode ser prescrito, a fim de promover o fortalecimento muscular de suas costas e abdome, exercícios de alongamento e postura e muitas vezes, R.P.G. (Reeducação Postural Global).

Alguns casos mais graves dependendo da patologia, idade e condições clínicas do paciente, pode necessitar tratamento cirúrgico, para remoção de hérnias, tumores, correção de fraturas, escoliose severa, estabilização de listeses etc.

Estar fisicamente ativo não significa exercitar-se até o ponto de ficar com o corpo dolorido. Cada dia mais, os especialistas sugerem que despender pouco tempo em alguma atividade física traz benefícios para seus ossos, reduz dor nas articulações e nos músculos, aumenta a mobilidade e equilíbrio, diminuindo conseqüentemente o risco de queda e fraturas e, além disso, desacelera a perda de massa óssea, inevitável com o avançar da idade. No entanto, do mesmo modo que é importante manter-se ativo, é fundamental fazê-lo de maneira segura. Desse modo, algumas dúvidas surgem e as principais são abordadas a seguir.

Se há uma condição crônica afetando seus músculos ou articulações, a falta de exercícios físicos pode piorá-la, ou pelo menos tornar mais difícil conviver com ela. Naturalmente, não deverá se exercitar durante uma crise, ou executar exercícios que causem dor em alguma parte de seu corpo, mas adotar um programa de atividade regular, como natação ou hidroginástica, só trará benefícios.

Somente trinta minutos diários de atividade física moderada são suficientes, sendo que esse tempo pode ser dividido em quinze minutos pela manhã e quinze minutos à tarde. A atividade física não deve ser vigorosa. Na realidade, é melhor a atividade moderada e mesmo a de baixa intensidade do que não se exercitar.

Parando de se exercitar, os benefícios adquiridos começam a desaparecer em duas semanas e se perdem por completo em oito meses. Lembrando que nunca é tarde para começar a exercitar-se. A atividade física é especialmente importante para pessoas idosas, podendo ajudá-las a obter maior independência.

Em geral, pessoas com problemas de dor nas costas, nos ossos e articulações evitam a atividade física, por temerem a dor. Com o início regular de exercícios, pode ocorrer alguma dor nos músculos, mas ela desaparecerá à medida que sua atividade for se tornando regular. Comece os exercícios lentamente, com poucas repetições e vá gradualmente aumentando.

A coluna vertebral pode ser definida como sendo o verdadeiro eixo do corpo humano, cabendo a mesma uma responsabilidade imensa, pois exerce papel de suporte ao tronco e a cabeça dotada de flexibilidade que permite movimentos do tronco nos três planos projetando a medula espinhal e é estabilizada intrinsecamente pelos ligamentos e discos intervertebrais e extrinsecamente pelos músculos.

A coluna é formada por quatro curvaturas fisiológicas que são a lordose cervical, cifose dorsal, lordose lombar e cifose sacral, sendo constituída por sete vértebras cervicais, doze vértebras dorsais, cinco vértebras lombares, cinco vértebras sacrais e quatro vértebras coccigeas. Uma estrutura que compõe a coluna vertebral é o disco intervertebral, que normalmente é o mais lesado ocasionando com freqüência as hérnias de disco, principalmente provocadas por esforços repetitivos ou posturas funcionais errôneas ou viciosas, ou até mesmo pela degradação do disco.

A COLUNA VERTEBRAL

Funções da Coluna Vertebral

Constituição e Manutenção do eixo longitudinal do corpo
Serve de Pivô para suporte e mobilidade da cabeça
Proteção para a Medula Espinhal

As Vértebras

7 Vértebras Cervicais
12 Vértebras Dorsais
5 Vértebras Lombares
5 Vértebras Sacrais
4 Vértebras Coccigeas

Articulações

Podemos encontrar anfiartroses entre os corpos vertebrais e diartroses entre os arcos vertebrais.

Músculos

A função muscular é de executar os movimentos de flexão, extensão, inclinação lateral direita e esquerda, rotação para a direita e esquerda, manter a postura ereta anti-gravitacional, suportar e estabilizar a coluna como um todo.

Amplitude dos Movimentos da Coluna Lombar

Flexão – 60º
Extensão – 35º
Tipos de operação20º
Rotação –

Inervação da Região Lombar

É inervada da seguinte forma, com suas respectivas fibras de origem e os músculos.

HÉRNIA DE DISCO

A Hérnia de Disco surge como resultado de diversos pequenos traumas na coluna que vão, com o passar do tempo, lesando as estruturas do disco intervertebral, ou pode acontecer como conseqüência de um trauma severo sobre a coluna. A Hérnia de Disco surge quando o núcleo do disco intervertebral migra de seu local, do centro do disco para a periferia, em direção ao canal medular ou espaços por onde saem as raízes nervosas, levando à compressão das raízes nervosas.

As Hérnias de Disco podem ser classificadas em:

Hérnia Mediana com lombalgia aguda e irradiação.
Hérnia Centrolateral que compromete a raiz transeunte ou raiz emergente.
Hérnia Foraminal que compromete a raiz emergente.
Hérnia extremolateral que compromete a raiz superior.

A adoção de posturas erradas leva, ao longo do tempo, a lesões das articulações vertebrais, aparecendo conseqüentemente a osteofitose. A osteofitose aparece decorrente da protusão progressiva do anel fibroso do disco intervertebral, dando origem à formação de osteófitos cujos efeitos são agravados pela desidratação gradual do disco intervertebral, causando a aproximação das vértebras, comprimindo a raiz nervosa e causando dores.

SINTOMAS

O quadro clássico de Hérnia de Disco é uma dor, de início aguda na região da coluna lombar e que vai se irradiar, em direção a perna até chegar ao pé. Além da dor, o paciente pode se queixar de formigamento e falta de força na perna afetada. Este quadro é conhecido como lombociatalgia, pois a dor é ao longo do nervo ciático, estes são os sintomas mais freqüentes das hérnias de disco. O suprimento dos sintomas pode afetar jovens com idade entre 20 a 25 anos, mas também pode vir aparecer entre os 35 e os 55 anos de idade.

Geralmente os homens são os mais afetados devido aos esforços repetitivos, trabalhos que exijam muito esforço físico. Os locais mais afetados na coluna pela Hérnia de Disco são L4-L5, L5-S1, mas isto não quer dizer que os outros discos lombares não estão propensos ao colapso.

DIAGNÓSTICO

Os estudos por imagens como, por exemplo, a tomografia computadorizada, a ressonância magnética, RX, eletromiografia, vão influenciar muito no planejamento do tratamento, além de colaborar muito para o bom diagnóstico.

O exame físico irá fornecer a fonte de dor lombar, mas não irá demarcar a área afetada, ajuda a determinar os planos do movimento da coluna são dolorosos sem restrição ao movimento.

A região lombar deve ser examinada na busca de anormalidades anatômicas e palpada para detectar-se a extensão do movimento ativo e passivo com o paciente em pé, dobra-se lateralmente e a rotação determina na adução, flexão e extensão.

A irritabilidade das raízes nervosas é verificada com elevação das pernas esticadas tanto na posição sentada quando na supina. A dor acompanhada de dorsiflexão ativa ou passiva do pé evidencia radiculopatia. Dor referida do lado não doloroso para o lado doloroso durante a elevação da perna em extensão demonstra as raízes nervosas mais sensíveis. Alguns testes podem ajudar no exame físico como a manobra de Valsalva, o teste de campanhia, o teste de Kerning entre outros.

TRATAMENTO

Repouso é a palavra chave, além dos medicamentos analgésicos e relaxantes musculares, por mais ou menos três semanas. Após esta fase, poderá ser utilizado o tratamento fisioterápico que conta com o uso do calor local superficial, como o tens, ultrasom, infra-vermelho e o laser, os quais iram promover o relaxamento muscular e analgesia.

Pode-se também utilizar a massoterapia. Outras formas de tratamento podem ser incluidas como os exercícios de alongamento, reeducação postural global (RPG), exercícios de fortalecimento muscular, propriocepção, podemos ainda associar as técnicas de Mckenzie que tem como objetivo fazer retornar as estruturas do núcleo pulpuso do disco e a de suporte a um estado anatômico mais normal.

A hidroterapia tem uma relevância devido a ação da gravidade e o impacto sobre as articulações serem reduzidos onde são priorizados os exercícios de extensão passiva, correção do alinhamento postural, fortalecimento dos músculos abdominais e extensores, exercícios de alongamento com o propósito se aumentar a amplitude de movimento.

O tratamento cirúrgico só será indicado aos pacientes com sintomas refratários aos tratamentos já expostos à ele. Dentro do tratamento cirúrgico as técnicas percutâneas automatizadas que aspira através de agulhas o centro do disco e a descompressão local a laser que vaporiza a parte do disco intervertebral. Estas técnicas são realizadas com anestesia local, em caráter ambulatorial e permitem a recuperação pós-operatória em 4 a 7 dias.

Quando há o rompimento completo do disco, a técnica mais indicada é a microdiscectomia videoendoscópica. Esta técnica permite com precisão a retirada da hérnia, pois todos os movimentos são monitorados pelo vídeo.

A cirurgia é realizada sobre anestesia peridural, ou seja, o paciente fica acordado anestesiado apenas da cintura para baixo, através de um corte de apenas 2,5mm na pele, utiliza-se um aparelho especial que permite introduzir a microcâmera junto a hérnia discal a ser retirada. Durante todo o ato operatório, o cirurgião e sua equipe acompanham tudo pelo monitor de televisão. O resultado pós-operatório é rápido, a permanencia do paciente no hospital se reduz para um período dentre 24 a 48 horas.

CONCLUSÃO

Diversos fatores podem induzir uma hérnia de disco lombar, principalmente se a pessoa apresentar predisposição para tal. O mecanismo mais comum é a lesão de torcer a coluna ao levantar um objeto do solo mesmo que este não seja pesado.

Estes fatores quando descobertos têm a melhor probabilidade de redução influenciando assim, na recuperação da hérnia discal, sendo possível também identificar as de difícil redução, levando à cirurgia. O tratamento fisioterápico paralelo ao medicamento, onde a fisioterapia apresenta vária alternativas de técnicas com o objetivo de recuperar a função normal da coluna e evitar recorrência de protusão.

Fonte: www.efdeportes.com

Hérnia

A hérnia consiste em uma saída anormal das vísceras do abdome, ou apenas do saco peritoneal, através dos músculos da parede abdominal.

É resultante de uma incapacidade destes músculos em manter o conteúdo visceral da cavidade abdominal em seus locais usuais. A palavra hérnia vem do latim, e significa ruptura de uma porção de uma dada estrutura.

Quais são os tipos de hérnias?

A divisão é feita de acordo com a localização da hérnia no corpo humano.

Podem ser hérnias: inguinais, femorais, umbilicais, e incisionais. As hérnias inguinais são as mais comuns, representando cerca de 75% de todas as hérnias.

As hérnias femorais são mais raras, e ocorrem mais comumente em mulheres. As hérnias incisionais ocorrem em cicatrizes já existentes no abdome, em função de outras cirurgias.

Como detectar uma hérnia inguinal?

As hérnias inguinais surgem como um "caroço"’ na região inguinal. Essa massa inguinal pode surgir aos esforços físicos, como pegar peso, ao caminhar, ou simplesmente ao tossir. Em alguns caso esta massa só retorna ao local quando é "colocada para dentro", não retornando espontaneamente.

A dor é pouco intensa ou ausente, sendo que a dor forte só aparece nas complicações: encarceramento ou comprometimento da irrigação sangüínea. Em alguns casos há dormência das pernas por compressão de nervos que passam neste local.

Quais as causas da hérnia?

Podem ser causadas por um defeito congênito (a grande maioria) ou serem adquiridas. Stress, esforço para urinar ou defecar, tosse, levantar objetos pesados, desnutrição, prática de esportes muito intensa tem sido considerado como os fatores causais, por provocarem enfraquecimento e traumatismo dos músculos do abdome. As hérnias ocorrem mais em fumantes, indicando o ato de fumar como um fator que predispõe seu aparecimento.

A hérnia é mais freqüente em que sexo?

São mais freqüentes em mulheres do que nos homens. Mas acometem os dois sexos de maneira importante.

Como tratar as hérnias?

O tratamento das hérnias é necessariamente cirúrgico. É uma das cirurgias mais realizadas em todo o mundo. Trata-se de uma cirurgia de médio porte, com baixíssimos índices de complicações pós-cirúrgicas. No HUB este tipo de operação é realizada com o paciente permanecendo internado um único dia, podendo retornar ao final do dia para casa. Além disso, o retorno as atividades normais ocorre em poucos dias.

Fonte: www.hub.unb.br

Hérnia

Hérnia de disco

A coluna vertebral é formada por um conjunto de vértebras separadas entre si por pequenos "colchões" denominados discos intervertebrais. As vértebras são constituídas por ossos porosos (parte rígida) e os discos intervertebrais são constituídos por laminas de cartilagem (parte deformável).

Hérnia

A figura acima mostra um corte de um disco, paralelamente ao plano das vértebras (perpendicular à coluna). Na parte perimetral ve-se a formação de laminas de cartilagem com altura média de 6 mm e espessura média um pouco menor que 1 mm.

Hérnia

As vértebras e disco com bolha Corte perpendicular ao plano das vértebras

A figura acima mostra um corte perpendicularmente ao plano das vértebras. Na região central existe uma "bolha de liquido" pulposo separada das extremidades por numerosas laminas de cartilagem.

As maneiras possíveis de deformação e deslocamento de uma lamina de cartilagem, submetida à compressão são as seguintes:

Hérnia
Lâmina normal

Hérnia
Lâmina deormada por compressão

Hérnia
Lâmina deformada por compressão e força lateral

As deformações e deslocamentos nas figuras A e B são baseadas na compatibilidade de deslocamentos da Resistência dos Materiais.

Hérnia
Disco normal

Hérnia
Hérnia de deslizamento

A figura acima mostra uma hérnia de deslocamento transversal (slipped disc), provocada por esforço transversal "H" atuando simultaneamente com alta compressão "Fc" (acidentes com efeitos bruscos).

Hérnia
Hérnia devido à compressão excêntrica - trecho côncavo (compressão + flexão)

Hérnia, na parte côncava da coluna, provocada pelo efeito físico da flexão (Mf = Fc x d) causada pela força de compressão "Fc" (região lombar e região cervical nas costas e região torácica na parte interna do tórax).

Ve-se portanto que, a hérnia de disco é um problema puramente mecânico. Não há "deterioração", não há "desgaste" e muito menos "erosão" da cartilagem do disco intervertebral.

A hérnia de disco é apenas uma alteração da forma de uma lamina de cartilagem que foi submetida à uma compressão excessiva. Essa alteração da forma somente será revertida mecanicamente pela aplicação de uma força de tração adequada.

É a maneira natural de correção.

Quais as conseqüências provocadas pela hérnia de disco?

O feixe nervoso que liga o cérebro à todas as partes do corpo (medula espinhal) acompanha as curvas da coluna. A coluna tem a missão de proteger o feixe nervoso, que corre encostado à ela.

Normalmente as paredes dos discos são retas.

Quando se forma a hérnia, o abaulamento comprime o feixe nervoso ou suas ramificações transversalmente. Essa compressão impede que a irrigação sangüínea alimente os nervos, provocando inflamações, dores e formigamentos em braços ou pernas, dependendo de sua localização na coluna.

A hérnia de disco pode ser eliminada?

Sim. É possível reduzir a compressão do feixe nervoso pela eliminação dos abaulamentos nos discos intervertebrais. Assim ficará restabelecida a irrigação sangüínea bem como a nutrição dos discos intervertebrais.

Numerosos procedimentos ortopédicos, através de esforços aplicados adequadamente, direcionam as deformações de uma cartilagem para uma nova conformação desejada.

Assim, as deformações excessivas, (devido à compressão) nas cartilagens dos discos intervertebrais poderão ser reduzidas ou mesmo eliminadas por meio de uma força de efeito contrario, isto é, uma força de tração adequada.

Fonte: www.magnaspine.com.br

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