Hérnia significa a passagem anormal de estruturas de uma cavidade para outra. Hérnias podem ser encontradas em vários locais podendo ser divididas em externas e internas.
A hérnia inguinal ( na virilha ) é um exemplo comum de hérnia externa. Nesse caso há uma protrusão de conteúdo abdominal ( intestinos e gorduras ) para o saco herniário que se situa logo abaixo da pele e no homem pode ocupar espaço na bolsa escrotal. Outros exemplos são aquelas localizadas na região umbilical e, na parede abdominal, logo acima do umbigo - denominadas umbilical e epigástricas. Essas últimas são erroneamente chamadas de hérnia no estômago.
Ainda, outra forma bastante comum são as hérnias incisionais que surgem quando há cicatrização deficiente de ferida operatória em cirurgias abdominais. Já nas hérnias internas o conteúdo da hérnia não pode ser percebido pelo paciente.
As hérnias abdominais internas mais comuns são a hérnia hiatal ( hérnia do estômago ), hérnia diafragmática e hérnias que se formam dentro do abdome após cirurgias. Podem ainda existir hérnias congênitas decorrentes de má-rotação intestinal ainda no período embrionário que, felizmente, são extremamente raras.
O mecanismo pelo qual a hérnia surge não é bem compreendido. Ao passo que na criança pode ser percebida logo ao nascer, no adulto, entretanto a parede abdominal é fraca e incapaz de suportar a tensão que sobre ela é exercida.
Além disso o fumo, o trabalho pesado, a obesidade, hereditariedade são fatores que frequentemente estão associados. Doenças da próstata também estão relacionadas ao aparecimento de hérnias nos homens.
Nas hérnias externas, com freqüência, o diagnóstico é realizado pelo próprio paciente. Geralmente este refere um aumento de volume que é percebido quando o mesmo permanece em pé ou quando faz esforço com o abdome - por exemplo, aumentar a pressão do tórax com os lábios fechados de forma a distender o abdome.
Nos casos de hérnias internas o diagnóstico é realizado conforme a doença. Nas hérnias hiatais (estômago) o diagnóstico pode ser realizado tanto pela endoscopia como pelo Rx de esôfago/estômago, nas hérnias diafragmáticas pelo RxTórax e nas pós-cirúrgicas, muitas vezes somente com a cirurgia.
Nas hérnias externas existem complicações como o encarceramento e, em estágio mais avançado, o estrangulamento. O primeiro ocorre quando as estruturas herniadas permanecem presas dentro do saco. No estrangulamento ocorre corte à circulação sanguínea levando morte do órgão herniado. Essa representa quadro extremamente grave e fatal.
Outras seriam obstrução intestinal, sangramento, escoriações da pele e celulites. Nas hérnias internas, esofagite, dor e dificuldade para engolir. Ainda, em casos graves, obstrução intestinal que é manifestado por distensão abdominal e vômitos.
Carlos Augusto Scussel Madalosso
Fonte: www.gastrobese.com.br
Hérnia é uma protrusão (protuberância) do conteúdo do abdômen (órgãos e/ou tecido adiposo) através da camada de músculos que o envolve.
A hérnia causa dor no abdômen. A dor piora após muito tempo em pé, durante a evacuação ou micção, tosse e gravidez, ou seja, situações de esforço que sobrecarregam a parede abdominal. Em alguns casos, é possível perceber a protuberância sob a pele.
Nos casos mais graves, a dor é acompanhada de febre, vômitos e impossibilidade de eliminar fezes e gases.
O diagnóstico é clínico, ou seja, com base nas informações de sintomas relatados pelo paciente e sinais percebidos pelo médico. Exames de imagem, principalmente o ultrassom, são utilizados para confirmar o diagnóstico e verificar o estado da hérnia.
A hérnia é causada por fraqueza ou lesão na parede abdominal, o que permite que a forte pressão interna do abdômen empurre seu conteúdo em direção ao exterior.
Elas podem ser congênitas (o bebê já nasce com ela) ou adquirida em qualquer idade.
O esforço físico pode piorar a hérnia quando já existe fraqueza da parede do abdômen. Fatores que podem agravar a hérnia são: levantamento de peso, exercícios abdominais, tosse crônica, obesidade, prisão de ventre, doença na próstata, gravidez e trabalhos braçais.
As hérnias abdominais dividem-se em crural (próxima à coxa), epigástrica (região do estômago), incisional (incisão de cirurgia), inguinal (na virilha ou na bolsa escrotal), umbilical (através do umbigo, área naturalmente sem proteção muscular) e incomum (ciática, de Littre, lombar, obturadora, perineal, de Richter e de Spigel).
Além das hérnias abdominais, hérnias podem acontecer nos discos intervertebrais, no tórax e no crânio.
A hérnia redutível é aquela que desaparece quando se está relaxado, deitado, ou quando empurrada.
A hérnia irredutível é a que não cede em nenhuma situação de relaxamento ou compressão. Esse tipo de hérnia necessita de tratamento cirúrgico urgente, pois causa sintomas mais fortes e leva a comprometimentos graves. Suas características são dor local forte e incapacidade de evacuar e eleiminar gases. Se não for tratada com rapidez, pode levar à perfuração intestinal e choque.
Quando o orifício pelo qual a hérnia está passando é pequeno, o conteúdo abdominal pode não conseguir retornar após passar por ela, caracterizando assim uma hérnia estrangulada. A circulação sanguínea para essa alça do intestino fica comprometida, podendo levar à necrose (morte) de parte do órgão.
O principal tratamento de hérnia é cirúrgico. A cirurgia é feita de forma que o conteúdo protuberante seja novamente posicionado ou removido, dependendo do comprometimento, e o fechamento da abertura que permitiu a passagem da hérnia.
O tratamento conservador consiste em evitar os esforços que agravam o quadro e fortalecer a parede abdominal. Entretanto, a herniação tende a se agravar com o passar do tempo, sendo por fim necessária a cirurgia. Quanto antes ela for feita, menores os riscos de complicações da hérnia.
A adoção de posturas erradas leva, ao longo do tempo, a lesões das articulações vertebrais. A osteofitose aparece decorrente da protrusão progressiva do anel fibroso do disco intervertebral, dando origem à formação de osteofitos cujos efeitos são agravados pela desidratação gradual do disco intervertebral, causando a aproximação das vértebras, comprimindo a raiz nervosa e causando dores.
Fonte: renatapinheiro.com