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Herpes Genital

A Infecção O que é herpes genital?

Herpes genital é uma infecção viral comum, causada pelo virus do herpes simples (HSV).

Existem dois tipos deste virus: o tipo 1 e o tipo 2. Além da região genital, o virus pode infectar o orifício retal, as nádegas, a parte superior das coxas, a boca, os lábios ou a face; a infecçã dos lábios ou da face é o herpes facial, que apresenta vesículas dolorosas. Essas infecções possuem aspecto essencialmente idêntoci quando ocorrem em superfícies externas.

O que é um vírus?

Saber o que são virus e como eles crescem é a chave para a compreensão do herpes genital. Por ser um parasita intracelular, o vírus não pode sobreviver sozinho, sendo inteiramente dependente das células que invade.

Os vírus e as bactérias são os microorganismos que mais comumente causam infecção em seres humanos, mas as bactérias são maiores e comparativamente independentes. Esses fatores fazem com que as bactérias sejam mais fáceis de ser isoladas e eliminadas.

Infecções por virus

O vírus invade o organismo humano, com freqüêcia através de um ferimento na pele ou pela mucosa da boca e da área genital.

Uma vez dentro da célula humana, o vírus usa o material da célula do hospedeiro para se reproduzir (processo conhecido como replicação). Neste processo, a célula é destruída. A destruição da célula do hospedeiro é responsável pelos sinais (p.ex., bolhas) e sintomas (p.ex., formigamento, dor) característicos do episódio de herpes.

Além de entrar nas células e destruí-las no local da infecção, as partículas do vírus entram nas fibras nervosas sensoriais no local da infecção e migram para cima, onde começa a fibra. As fibras nervosas sensoriais enviam sinais que nos permitem ter as sensações de dor, tato, frio, luz, etc. Têm origem em um pequeno grupamento de células conhecido como gânglio sensitivo. No caso do herpes facial, o vírus se fixa em um gânglio na base do crânio, conhecido como gânglio trigêmeo. No caso do herpes genital, o vírus volta para os gânglios sacros, situados na base da coluna. Uma vez que o vírus chega ao gânglio, lá permanece pelo resto de nossas vidas. Periodicamente, o HSV sofre reativação no gânglio e partículas virais migram pelas fibras nervosas até a pele ou a mucosa, causando sintomas recorrentes.

O virus do herpes simples não é o único virus com o qual muitos de nós convivemos. Qualquer pessoa que já teve varicela (catatpora) alberga o vírus da varicela zoster. Este vírus permanece latent durante a maior parte do tempo; no entanto, raramente pode sofrer reativação. Quando isto acontece, as particulas virais deixam os gânglios neurais, migram pelas fibras nervosas até a pele e causam o herpes zoster, o qual não tem relação nem com o herpes genital nem com o herpes facial, a não ser o fato de serem doenças causadas por vírus diferentes pertencentes à mesma família. O herpes zoster geralmente manifesta-se apenas uma vez em uma mesma pessoa.

Quando um vírus entra no nosso organismo, são produzidos anticorpos para combatê-lo. Esses anticorpos são encontrados na corrente sangüínea e são importantes para a defesa natural do organismo (resposta imune). Continuam a ser produzidos por várias semanas depois do episódio inicial.

Com relação ao herpes genital, os anticorpos ajudam a tornar os sintomas de reativação mais leves do que os do primeiro episódio. É interessante observar que é muito comum encontrar anticorpos no sangue de pessoas que aparentemente nunca apresentaram um episódio de herpes genital. Ou o episódio foi tão leve que a pessoa não tomou conhecimento do mesmo, ou foi diagnosticado como outra doença ou ainda, ocorreu totalmente sem sintomas passando, portanto, despercebido.

A infecção pelo herpes genital ocorre mediante exposição da região genital ao vírus de um parceiro com herpes em atividade (por contato genital ou oral).

O primeiro episódio é denominado infecção inicial ou primária e é neste estágio que alguns vírus retornam aos gânglios neurais. Os episódios subseqüentes, conhecidos como reativações, ocorrem se e quando o virus sofre replicação no gânglio, liberando partículas virais que migram pelo nervo de volta ao local da infecção inicial.

Locais de infecção

Nas mulheres, as áreas genitais mais comumente acometidas são a vulva e a entrada da genitália.
Algumas vezes, também podem surgir lesões no colo do útero.
Nos homens, as lesões são mais comuns na glande (final do falo), no prepúcio e no corpo do falo.
Algumas vezes podem surgir lesões nos testículos.
Menos comumente, tanto os homens quanto as mulheres podem apresentar lesões ao redor do orifício retal, nas nádegas e na parte superior das coxas.

A infecção inicial pelo HSV genital

Os sintomas da infecção inicial em geral são os mais graves porque o organismo pode não ter sido exposto ao vírus antes e não ter produzido anticorpos para desencadear a resposta imunológica.

O episódio inicial de herpes genital pode durar mais de 20 dias e não é incomum que as pessoas apresentum uma série de sintomas generalizados, como febre, dores e aumento da sensibilidade, aumento dos gânglios, além dos sintomas genitais específicos. Em outras pessoas, a infecção inicial pode ser leve, com pouquíssimos sintomas.

Na maioria das pessoas, as primeiras indicações da presença de infecção são observadas entre dois a 12 dias depois da exposição ao virus. O desenvolvimento dos sintomas pode levar mais tempo ou ser menos grave em algumas pessoas, especialmente naquelas que já desenvolveram imunidade parcial ao virus por já terem apresentado herpes facial, como p.ex., vesículas dolorosas.

Os sintomas podem começar com formigamento, coceira, queimação ou dor, seguidos de surgimento de manchas vermelhas dolorosas que, em um dia ou dois, evoluem para uma fase de bolhas repletas de liquido claro, que rapidamente assumem coloração amarelo-esbranquiçada. As bolhas se rompem, deixando úlceras dolorosas que secam, formam cicatrizes, e evoluem para a cura em aproximadamente 10 dias. Algumas vezes, o desenvolvimento de novas bolhas no estágio precoce de úlcera pode prolongar o episódio. Por outro lado, o estágio de bolha pode passar totalmente despercebido e as úlceras podem surgir como pequenos cortes ou fissuras na pele.

As mulheres em particular apresentam com maior freqüêcia dor ao urinar e, quando isto acontece, é importante evitar problemas de retenção urinária bebendo muito líquido para diluir a urina e assim reduzir a dor e a ardência. Algumas mulheres também podem apresentar corrimento genital.

Reativações

Algumas pessoas não apresentam reativações sintomáticas mas, naquelas que o fazem, as reativações são em geral mais curtas e menos graves do que o episódio inicial. Com o tempo, as reativações podem diminuir, tanto em gravidade quanto em freqüência, embora não haja evidências definitivas de que isto aconteça. As reativações em geral são precedidas de sintomas de alerta (também conhecidos como sintomas prodrômicos) como formiqamento, coceira, queimação ou dor.

Assim como ocorre com o episódio inicial, existe uma grande variação nas experiências de reativação das pessoas. Approximadamente 80% das pessoas que apresentaram o primeiro episódio causado pelo HSV-2 terão pelo menos uma reativação, enquanto que somente 50% das pessoas com HSV-1 apresentarão reativações. A situação mais comum são as reativações ocasionais (cerca de quatro crises por ano). No entanto, uma minoria sofrerá reativações freqüentes.

O herpes genital pode ser enganoso

A gravidade dos sintomas do herpes genital pode variar muito de uma pessoa para outra. O episódio inicial pode ser tão leve a ponto de passar despercebido e a primeira reativação pode surgir muitos anos depois da primeira infecção.

Até 60% das pessoas com infecção pelo HSV genital não mostram gualquer sinal da doença e não sabem que est estão infectadas. No entanto, essas pessoas são capazes de transmitir o vírus para outras pessoas. Nesses casos, a ocorrência de herpes genital pode causar confusão e perplexidade nas pessoas incapazes de compreender o surgimento súbito da infecção e a suposta transmissão feita por outra pessoa.

O que desencadeia o herpes genital?

O episódio inicial em geral ocorre dois a 12 dias após o contato sexual com pessoa portadora de infecção ativa.

A reativação ocorre quando o vírus sofre replicação no gânglio neural e as partículas do vírus migram pelo nervo para o local da infecção primária na pele ou nas membranas mucosas (p.ex., revestimento interno e úmido da boca, genital, etc). Embora não se saiba exatamente por que o vírus sofre reativação em vários momentos, podem-se dividir os fatores causais em físicos e psicológicos.

Físicos

Os fatores físicos diferem de pessoa para pessoa. Esgotamento, outras infecções genitais (que acometem a área de pele local), menstruação, ingestão excessiva de álcool, exposição da área á luz solar forte, condições que tornam a pessoa imunocomprometida (quando o sistema imune do organismo não está funcionando normalmente) e períodos prolongados de estresse são fatores que podem desencadear os episódios. A fricção ou lesão da pele causada, por exemplo, pelas relações sexuais, também pode levar ao surgimento de reativações. Em resumo, qualquer coisa que comprometa seu sistema imunológico ou cause lesão local pode desencadear as reativações.

Piscológicos

Os estudos recentes sugerem que períodos de estresse prolongado podem causar reativações mais freqüentes. Também é comum se observar estresse e ansiedade em conseqüência das reativações.

Transmissão da infecção

As pessoas com herpes podem transmitir a infecção tanto quando a doença está ativa quanto quando não existem sintomas.
As pessoas que apresentam episódio de herpes, seja facial ou genital, podem considerar-se infectantes do início do episódio até a cicatrização da última úlcera.
As lesões do herpes facial (p.ex, vesículas dolorosas) também são fonte de transmissão pela prática do sexo oral. Conseqüentemente, deve-se evitar o sexo oral se o parceiro tiver herpes facial em ativadade.
Os virus infecciosos podem ainda estar presentes nas pessoas sem lesões óbvias, durante períodos de excreção viral assintomática. A excreção viral assintomática não pode ser prevista, mas sabe-se que esta ocorre em pelo menos 5% dos dias.
Ocasionalmente, um parceiro de uma relação prolongada pode desenvolver sintomas de herpes pela primeira vez. Com freqüência isto ocorre porque um ou ambos os parceiros são portadores de HSV e não sabem. O surgimento súbito de herpes não implica necessariamente ter havido transmissão recente por alguém de for a do relacionamento.
Podem-se reduzir as chances de transmissão do herpes evitando-se manter relações sexuais quando houver sinais de herpes e usando-se preservativos com os parceiros sexuais durante os surtos.

Diagnóstico

Como a experiência das pessoas com herpes genital varia muito e como o tratamento de qualquer infecção sexualmente transmissivel é diferente e específico, é essencial que se faça o diagnóstico apropriado.

O diagnóstico apropriado do herpes genital é feito com mais facilidade e correção no momento da infecção ativa, preferivelmente durante a infecção sintomática inicial. Para fazer o diagnóstico, o médico pode colher a história clínica, fazer um exame físico e, em determinadas situações, colher material local para detectar a presença do vírus.

Neste momento, é provável que estejam presentes secreções genitais e bolhas com líquido necessárias para a confirmação da infecção; o diagnóstico definitivo fornece ao paciente e ao médico as informações necessárias para otimizar o tratamento.

Confirmação laboratorial

Para confirmar o diagnóstico de infecção pelo HSV genital, é necessário comprovar a presença do virus do herpes simples. A detecção de anticorpos anti-HSV na corrente sangüinea não é suficiente porque não pode definir o local da infecção pelo HSV.

O procedimento mais apurado é a colheita, pelo médico, do líquido de uma bolha, de úlceras ou de amostra de secreção genital, enviando-o para análise.

A análise laboratorial pode ser feita pela citologia (observaçã do material ao microscópio), mediante cultura do vírus (em que o vírus é cultivado em material conhecido como meio de cultura) ou pela detecção de antígenos, em que se identificam especificamente componentes do vírus. Estes exames mais sofisticados não estão disponíveis, no Brasil, em todos os locais.

Como é possível que uma pessoa com herpes genital tenha outra infecção sexualmente transmissível ao mesmo tempo, deve-se fazer um exame genital completo. Nas mulheres, isto pode incluir um esfregaço cervical.

É importante observar que o herpes genital não está associado ao desenvolvimento de câncer do colo do útero.

Embora o exame de sangue possa revelar a presença de infecção pelo HSV na ausência de sintomas genitais, a confirmação da infecção pelo HSV genital ainda é essencial. Se o exame de sangue for específico para a detecção de anticorpos contra o HSV tipo 2, aumenta a probabilidade de infecção por HSV genital, mas esta não é comprovada. O médico pode pedir-lhe que volte à consulta para colher material local quando surgirem sintomas ou desconforto genital.

O que significa ter herpes genital Saúde em geral

A infecção primária pelo HSV genital pode ser grave e cursar com sintomas generalizados, semelhantes aos da gripe. Esses sintomas, associados à dor e ao desconforto das lesões e, em alguns casos, à infecção bacteriana secundária, podem deixar as pessoas com sensação de esgotamento. Felizmente, a recuperação é rápida uma vez que haja cura das bolhas.

Relações sexuais

As pessoas com herpes genital recorrente podem reconsiderar alguns aspectos da intimidade sexual, como por exemplo, usar formas não genitais de contao sexual durante um episódio ativo. Também significa pensar se, como e quando você dirá ao seu parceiro sexual que tem herpes genital. Convém informar-se sobre os fatos relativos a esta doença antes de informar ter este problema a seu parceiro ou parceira. A maioria das pessoas reage positivamente quando recebe a notícia e aprecia e respeita sua coragem e honestidade. As pessoas que optam por não contar ao parceiro sexual correm o risco de viver com medo, culpa e segredo.

Durante um relacionamento em que ambos os parceiros compreendem completamente quais são as chances de transmissão, pode-se decidir de comum acordo pela não utilização de preservativos.

Para as pessoas que apresentam reativações muito freqüentes do herpes e cujo padrão de relações sexuais torna-se bastante comprometido, o tratamento antiviral, que reduz a freqüêcia de reativações, pode ajudar a proporcionar uma vida sexual com menos incômodos.

Fertilidade

O herpes genital não é hereditário. O virus não afeta a fertilidade nem é transmitido pelo esperma do homem ou pelo óvulo da mulher.

Gravidez

As mulheres com herpes genital podem ter uma gravidez segura e um parto genital normal. Isto é especialmente verdadeiro quando a mulher recebe o diagnóstico de herpes genital antes de engravidar. Quando a mãe já tem história de herpes genital, ela terá anticorpos circulantes no sangue que protegerã o bebê durante a gravidez e o parto.

Existem apenas duas situações em que o feto em desenvolvimento pode correr risco:

Episódio inicial grave durante o primeiro trimestre (12 semanas) de gravidez, que pode ocasionar aborto espontâneo. Este tipo de risco é muito incomum e ocorre também com uma série de outras infecçöes virais, inclusive gripe

Primeiro episódio no último trimestre de gravidez, já que há uma grande quantidade de virus presente e tempo insuficiente para que a mãe produza anticorpos para proteger o feto. A transmissão do vírus ao feto causa herpes neonatal, uma doença potencialmente letal. No entanto, o herpes neonatal é extremamente raro nos países desenvolvidos. A monitoração cuidadosa, o uso adequado de tratamento antiviral e/ou o parto cesáreo podem reduzir o risco para o feto.

Cuidados durante a gravidez

É importante que a mulher grávida informe ao médico/obstetra se ela ou seu parceiro tem herpes genital.

Quando o parceiro tem herpes genital e a mulher não tem evidências de infecção, os procedimentos a seguir podem ajudar a mulher a evitar adquirir o vírus durante a gravidez:

Exame de sangue para estabelecer se a mulher tem anticorpos anti-HSV
Uso de preservativos do momento da concepção até o parto
Administração de medicação antiviral oral ao parceiro da mulher durante a gravidez desta para suprimir os surtos de herpes genital
Se o parceiro da mulher tiver história de herpes facial ou vesículas dolorosas, evitar sexo oral durante a gravidez.
Como último estágio das abordagens durante a gravidez, devem ser feitos exames regulares e a mulher, juntamente com o médico, podem discutir a possibilidade de parto cesáreo ou do uso de fármacos antivirais.
Fora isso, a mulher grávida deve simplesmente seguir o mais completamente possível as diretrizes normais para uma gravidez saudável. Boa nutrição e repouso são ainda mais importantes nesse momento.
O herpes genital recorrente representa somente um risco para a gravidez, embora possa interferir com a capacidade da mulher de desfrutar este período.

Ser pai ou mãe

O herpes genital, em qualquer um dos pais, em geral não afeta os filhos e existe pouco risco de transmissão desde que se tenha hábitos normais de higiene.

No entato, os pais devem estar cientes de que o HSV pode ser transmitido pelas lesões orais simplesmente pelo beijo, podendo causar infecção grave e disseminada no recém-nascido.

Felizmente, quando o bebê atinge cerca de seis meses de idade, seu sistema imunológico fica mai capacitado para lidar com a exposição ao vírus. A exposição inicial dos bebê e das crianças pequenas ao HSV, pelo beijo de alguém com lesões orais, pode causar gengivoestomatitie, uma infecção da boca e das gengivas que passa completamente despercebida e, portanto, não é tratada.

Manejo do Herpes Genital Tratamento

O herpes genital tem tratamento. Com o decorrer dos anos, foi desenvolvida uma série de tratamentos que oferecem alívio eficaz dos sintomas desta doença.

Tratamentos simples para o alívio do desconforto

Os tratamentos não especificos relacionados a seguir podem aliviar a dor e o desconforto das lesões genitais.

COMPRESSAS de gaze embebidas em água boricada, à temperatura ambiente ou geladas, por 10 a 15 minutos, 2 a 3 vezes ao dia, ajudam a aliviar os sintomas e a secar as lesões.

OS MEDICAMENTOS PARA ALÍVIO DA DOR incluem analgésicos simples como aspirina e paracetamol.

CREMES ANTISSÉPTICOS podem ajudar na cicatrização e na prevenção de infecções bacterianas que podem sobrepor-se às lesões de herpes. Estes cremes devem ser prescritos por seu médico, se este achar necessário.

ROUPAS DE BAIXO CONFORTÁVEIS, preferivelmente de algodão (e não de nylon), podem ajudar a minimizar o desconforto e permitir a cicatrização.

Para as pessoas que apresentam muita dor ao urinar, á importante lembrar-se de beber muito líquido para diluir a urina.

Terapia Antivrial

O tratamento padrão, eficaz e específico do herpes genital é a terapia antivrial, em geral na forma de comprimidos. Os fármacos antivirais impedem a replicação do HSV no organismo. O tratamento só funciona enquanto você estiver tomando a droga e não pode evitar futuros episódios uma vez que você o tenha interrompido.

Os tratamentos anivirais podem:

Encurtar a duração do episódio de infecção pelo herpes genital e ajudar a acelerar a cicatrização das lesões
Reduzir o número de episódios ou evitá-los completamente.

As medicações antivirais podem ser usadas de duas maneiras:

1. Para tratar os surtos quando acontecem - conhecido como tratamento 'episódico', tem como objetivo encurtar o tempo de duração de cada surto e aliviar os sintomas. Se estiver lidando bem com a doença e os surtos não forem tão freqüentes, você e seu médico podem chegar à conclusão de que o tratamento episódico é a opção mais adequada.

2. Para prevenir ou retardar os surtos - conhecido como tratamento supressivo. Se os surtos de reativação forem, freqüentes ou graves - ou se você achá-los particularmente incômodos - seu médico pode recomendar-lhe medicação antiviral oral todos os dias para ajudar a evitar o surgímento desses surtos de reativação. O tratamento supressivo é feito de forma contínua, ou seja, diariamente, durante meses ou até anos.

As mediações antivirais orais são vendidas com prescriçáo médica. Se estiver fazendo tratamento 'episódico', quanto mais cedo o tratamento for iniciado depois do primeiro surgimento dos sintomas de um episódio, mais eficaz ele será. Portanto, consulte seu médico e solicite que ele/ela lhe prescreva o tratamento antecipadamente para que você o inicie imediatamente após detectar os sintomas iniciais de um episódio de herpes.

Terapias antivirais específicas Valaciclovir

Quando usado como tratamento episódico, o valaciclovir acelera a cicatrização das lesões e diminui a duração da dor durante o surto. Também diminui o tempo durante o qual o vírus é detectado nas superfícies cutâneas genitais (excreçáo viral) - momento em que a doença pode ser transmitida para o parceiro sexual.

Se você tomar valaciclovir assim que observar os primeiros sinais de um surto - como formigamento, coceira ou vermelhidão - você pode ser capaz de evitar completamente o desenvolvimento de bolhas dolorosas. Nos testes clínicos, o valaciclovir preveniu o desenvolvimento de bolhas e úlceras dolorosas em um terço a mais de pacientes que tomaram o fármaco dentro de 24 horas após observarem os primeiros sintomas de um surto em comparação aos que tomaram um fármaco simulado (placebo).

O valaciclovir é usado duas vezes ao dia no tratamento episódico. Em muitos países, o valaciclovir pode ser usado como 'tratamento supressivo'. Os ensaios clínicos comprovaram que este fármaco previne ou retarda até 85% dos surtos de herpes. No tratamento supressivo, você só precisa tomar valaciclovir uma vez ao dia ou possivelmente duas vezes ao dia caso os surtos sejam muito freqüentes.

Os efeitos colaterais do valaciclovir em geral são leves e podem indluir cefaléia ou náuseas.

Aciclovir

Quando o aciclovir é usado no tratamento episódico, pode reduzir a gravidade e diminuir a duração dos surtos de herpes genital de maneira semelhante ao valaciclovir. Assim como o valaciclovir, o aciclovir também encurta o tempo durante o qual o vírus do herpes é detectado na superficie da pele.

Como tratamento episódio, o aciclovir deve ser tomado cinco vezes ao dia. Também pode ser usado como tratamento supressivo, para ajudar a reduzir o número de surtos. Se tomar aciclovir como tratamento supressivo, você precisará tomar os comprimidos duas, três ou quatro vezes ao dia.Os efeitos colaterais do aciclovir em geral são leves. Incluem náuseas e diarréia.

Famciclovir

Mostrou-se que o famciclovir reduz o tempo de duração dos surtos quando usado no tratamento episódico. Também diminui a gravidade da dor durante os surtos. Como o valaciclovir e o aciclovir, o famciclovir também encurta o período durante o qual o virus é detectado nas superficies genitais. O famciclovir é utilizado três vezes ao dia no tratamento episódico do surto inicial de herpes genital ou duas vezes ao dia no tratamento dos surtos recorrentes.

O famciclovir é aprovado em alguns países para uso diário como tratamento supressivo (seu médico poderá aconselhá-lo se este é o caso em seu país). Os ensaios clínicos mostraram que, quando este fármaco é utilizado desta maneira, aumenta o tempo entre os surtos. Para tratamento supressivo, o famciclovir é usado duas vezes ao dia, todos os dias.

Os efeitos colaterais do famciclovir em geral são leves, tendo sido descritos cefaléia e náuseas. Vocé deve consultar seu médico para mais informções sobre o tratamento antiviral en sua situação particular.

Aconselhamento

O diagnóstico de herpes genital às vezes causa um choque. Informações adequadas a respeito do herpes genital e das implicações para o futuro são uma parte importante do manejo e tratamento clínicos.

O aconselhamento oferece uma maneira de lidar com suas preocupações.

Enfrentando o Herpes Genital Abordagem prática

Os métodos de se lidar com o herpes genital podem diferir de pessoa para pessoa, mas são oferecidas algumas diretrizes práticas.
Uma atitude positiva ajuda muito.
Para as pessoas que acham o estresse um problema especial ou que têm dificuldade de relaxar, existem técnicas específicas, como meditação e cursos sobre controle do estresse, que podem ajudar.
As pessoas que apresentam herpes genital recorrente podem tentar conhecer o padrão das reativações. Deste modo, podem descobrir quais as circunstâncias que desencadeiam os surtos e aprender a evitá-los. O tratamento antiviral pode ajudar a diminuir a freqüência das reativações.
Pode prevenir algumas reativações e proporcionar um "intervalo para descanso" valioso, no qual as pessoas podem aprender a reforçare suas próprias capacidades.

Eis algumas diretrizes práticas que podem ser úteis quando contar a alguém que você tem herpes genital:

É natural que as pessoas se sintam apreensivas em contar a alguém sobre o herpes genital pela primeira vez; mas lembre-se: um relacionamento duradouro sempre se baseia na honestidade.
O momento é importante. Escolha cuidadosamente o momento e o lugar para contar a alguém.
Assim como provavelmente não é necessário contar logo no início do relacionamento, não é justo para a outra pessoa, e certamente não ajuda o relacionamento, deixar esta discussão para quando o relacionamento estiver mais sério.
Esteja preparado. Planeje o que será dito e conheça os fatos a respeito do herpes genital. É uma boa idéia obter algumas informações para que as pessoas possam ler.
Finalmente, considere como se sentiria se os papéis fossem trocados e você recebesse esta notícia.
Você pode obter mais informações sobre o herpes genital com seu médico ou em um serviço de saúde sexual.

Fonte: www.ihmf.org

Herpes Genital

O que é Herpes Genital?

Herpes genital é uma doença comum causada por um vírus chamado vírus herpes simplex II, que causa bolhas dolorosas que se abrem nos órgãos genitais de ambos os sexos.

Como acontece?

Pode haver contágio através de contato íntimo dos genitais durante relação sexual, boca ou área retal e mãos que estejam infectadas.

Uma vez infectado, o vírus permanecerá no corpo pelo resto de sua vida. Normalmente, ficará em estado latente, o que significa que não causará sintomas. No entanto, poderá tornar-se ativo por causa de tensões emocionais, roupas apertadas, relações sexuais sem lubrificação suficiente, ou outras doenças e causar feridas novamente. A herpes é altamente contagiosa, principalmente quando apresenta ferimentos, mas também quando não apresentar sintomas e feridas.

Quais são os sintomas?

Os sintomas podem incluir:

Feridas dolorosas (bolhas) nos genitais (por exemplo, no falo de um homem ou na área ao redor da genitália de uma mulher), coxas e nádegas
Febre (normalmente só na primeira erupção das bolhas)
Mal-estar geral, dor muscular
Corrimento genitália
Dor ao urinar
Dificuldade para urinar
Dor durante a relação sexual
Coceira
Sensibilidade, crescimento de caroços com pus na virilha

Primeiramente, as feridas podem se apresentar como bolhas pequenas e claras, que rapidamente perdem sua cobertura fina causando pequenas feridas (3 a 6mm), rosas ou vermelhas e rasas, sensíveis ao toque e normalmente aparecem em grupos de muitas bolhas ou apenas uma única bolha.

Os sintomas da herpes são normalmente mais fortes durante a primeira erupção, embora algumas pessoas infectadas por herpes não apresentem sintomas.

Como é feito o diagnóstico?

Através de exames laboratoriais das células ou do líquido de uma das feridas.

Como proceder o tratamento?

A herpes genital não tem cura, o vírus permanecerá no organismo e através da injestão de acyclovir ou famciclovir, que será prescrito por seu médico, os sintomas serão amenizados. Coso esteja grávida, informe ao médico responsável pelo tratamento para que possa decidir a medicação.

A herpes ativa durante a gravidez, poderá ser transmitida ao bebê durante o parto portanto, é prudente informar ao médico para que providências sejam tomadas para evitar o contágio.

Qual a duração dos efeitos?

As feridas normalmente começam a cicatrizar depois de aproximadamente 5 dias e geralmente desaparecem entre 1 e 3 semanas, mas algumas vezes elas podem durar por mais de 6 semanas.

Cerca da metade das pessoas infectadas por herpes têm reincidências, que podem ser mais moderadas e as feridas cicatrizam mais rápido.

Que cuidados devem ser tomados durante a infecção ativa?

Siga todo o tratamento prescrito pelo médico. Em complementação, quando tiver feridas:

Use luvas descartáveis para aplicar a medicação para evitar a propagação da infecção a outras partes do corpo através das mãos.
Ao usar o banheiro faça a higienização da frente para trás .
Use roupas soltas, preferivelmente de algodão, para permitir a circulação do ar e evitar pressão sobre pele, o que pode causar mais bolhas.
Tome aspirina, acetamina ou codeína para aliviar a dor.
Evite compartilhar toalhas ou roupas.
Evite usar duchas, sabonetes perfumados, sprays, desodorantes higiênicos femininos, ou outros produtos químicos na área genital.
Evite sol e calor excessivos, o que pode causar mais bolhas.
Evite contato sexual com outras pessoas.

O que pode ser feito para prevenir reincidências?

Tomar toda a medicação prescrita pelo médico.
Seguir as instruções do médico para retornos e exames necessários.

Contar ao(s) seu(s) parceiro(s) sexuais sobre a doença para que ele(s) possa(m) ser examinado(s) e tratado(s), se necessário.

O que fazer para evitar a Herpes Genital?

Pergunte ao seus parceiro se teve ou tem herpes porque pode ser propagada através de áreas não protegidas pelo preservativo, como por exemplo, a virilha, coxas e abdômen.
Evite sexo oral-genital e oral-retal com alguém que tenha feridas secas na boca. Feridas secas são causadas por vírus que podem infectar os genitais.
Sempre usar preservativo durante qualquer contato sexual, pois não é possível saber ou predizer quando o vírus pode ser transmitido à outros, inclusive sexo oral-genital e retal-genital.

Fonte: www.guiamedicogo.com.br

Herpes Genital

Conceito

Infecção recorrente (vem, melhora e volta) causadas por um grupo de vírus que determinam lesões genitais vesiculares (em forma de pequenas bolhas) agrupadas que, em 4-5 dias, sofrem erosão (ferida) seguida de cicatrização espontânea do tecido afetado. As lesões com frequência são muito dolorosas e precedidas por eritema (vermelhidão) local.

A pessoa pode estar contaminada pelo virus e não apresentar ou nunca ter apresentado sintomas e, mesmo assim, pode transmití-lo a(ao) parceira(o) numa relação sexual.

Como identificar?

Lesões em forma de pequenas bolhas agrupadas que, em 4-5 dias, se transformam em feridas, e que cicatrizam-se espontaneamente. As lesões são muito dolorosas e precedidas por vermelhidão local.

Sinônimos Herpes Genital

Agente: DNA vírus

Complicações/Consequências: Abôrto espontâneo, natimorto, parto prematuro, baixo peso, endometrite pós-parto. Infecções peri e neonatais. Vulvite. Vaginite. Cervicite. Ulcerações genitais. Proctite etc.

Transmissão: Frequentemente pela relação sexual.

Período de Incubação: Indeterminado

Tratamento: Não existe ainda tratamento eficaz quanto a cura da doença. O tratamento tem por objetivo diminuir as manifestações da doença ou aumentar o intervalo entre as crises.

Prevenção

Não está provado que a camisinha diminua a transmissibilidade da doença.

Higienização genital antes e após o relacionamento sexual é recomendável.

Herpes Genital
Herpes Genital - Homem

Herpes Genital
Herpes Genital - Mulher

Fonte: www.dst.com.br

Herpes Genital

O herpes genital é uma doença comum, frequentemente dolorosa, que tem certas consequências em algumas populações. A pesquisa médica neste século expandiu muito nossos conhecimentos sobre essa infecção e seu tratamento. Antes do século 19, o termo herpes (do grego "formigar") foi usado para designar várias erupções. Gradualmente o significado do termo se restringiu primariamente ao aspecto clássico de vesículas grupadas em base eritematosa. A etiologia viral foi finalmente sugerida através de experimentos de transmissão no início deste século, sendo confirmada e classificada em relação a outras viroses na década de 50.

O herpes genital é causado pelo vírus herpes simplex (HSV), um grande vírus formado por aproximadamente 152.000 pares de bases de DNA dupla hélice, encapsuladas em um capsídeo protéico, por sua vez envolvido por uma estrutura menos bem definida, conhecida como tegumento. O vírus é contido em uma camada dupla de lípides derivada da célula do hospedeiro, crivada por glicoproteínas específicas do vírus e proteínas integrais da membrana.

Há dois tipos de HSV: HSV tipo 1 e HSV tipo 2. Esses são dois dos oito herpesvírus humanos conhecidos. As sequências de nucleotídeos do HSV-1 e HSV-2 são aproximadamente 50% idênticas e suas proteínas codificadas são ainda mais estreitamente relacionadas. Não há genes únicos para cada vírus.

O HSV-1 é responsável por mais de 90% do herpes orolabial da ceratite herpética, enquanto o HSV-2 é responsável por aproximadamente 90% do herpes genital.

A infecção é caracterizada por derrame viral pela pele ou membrana acometida e pela produção de vários tipos de anticorpos específicos.

Os anticorpos neutralizantes, que são produzidos no início da infecção e persistem por períodos variáveis, não previnem recidivas da fase ativa da doença, porque inativam apenas os vírus extracelulares, enquanto continua a replicação viral e a infecção direta de célula a célula pelos novos vírus. O papel exato dos anticorpos na reativação da infecção não é bem compreendido; parece que atenuam a intensidade da doença, pois a recidiva geralmente é menos grave que a infecção primária.

A resposta imune mediada por células indubitavelmente desempenham um papel importante na infecção por herpes, visto que indivíduos com diminuição de imunidade celular têm infecções graves, prolongadas e recidivantes.

Epidemiologia

Não há dados precisos sobre a incidência e prevalência de herpes genital, apenas estimativas. Estudos em vários países ocidentais mostram grande amplitude de soroprevalência de HSV-2, variando segundo a população, de menos de 10% em alguns grupos de mulheres jovens até 75% em grupos de prostitutas.

Um estudo nacional nos EUA mostrou soroprevalência de 16% em adultos de 15 anos de idade ou mais, com positividade em 13% de brancos e 45% de negros. Menos de 40% de mulheres soropositivas têm sintomas e até 5% delas podem estar eliminando vírus em qualquer época. Esses dados sugerem que os casos de herpes genital são mais prevalentes que sintomáticos. A disseminação da infecção do HSV ocorre quando as partículas virais penetram na pele ou na mucosa através de traumatismo ou fissuras microscópicas.

A fricção das mucosas durante o ato sexual cria um meio favorável para a entrada dos vírus nos ceratinócitos. Uma vez no interior dos ceratinócitos o vírus replica-se no núcleo e invade as células vizinhas. As células epidérmicas infectadas resultam em lesão na pele envolvida (podendo haver lesão até da derme).

O vírus então penetra nas terminações nervosas periféricas sensitivas ou autonômicas e sobe pelas raízes nervosas até os gânglios, onde fica latente.

Posteriormente o vírus pode se reativar, descendo pela raiz nervosa até o local da infecção inicial, ou nas suas proximidades, na pele ou na mucosa. Clinicamente esse fenômeno é chamado "recidiva". A recidiva pode ser sintomática ou assintomática.

A transmissão do vírus se faz prontamente pelo contato com as vesículas abertas, mas também pode ocorrer por eliminação de vírus em indivíduos assintomáticos. De fato a transmissão é mais comum entre parceiros assintomáticos que eliminam vírus do que entre parceiros com lesões ativas. Essa observação não é surpreendente, pois os indivíduos com lesões herpéticas tendem a ser menos sexualmente ativos. A proeminência de eliminação viral assintomática não chama a atenção para práticas sexuais mais seguras.

A antiga afirmação de que a atividade sexual sem proteção é segura na ausência de sinais e sintomas de herpes genital é evidentemente incorreta.

Manifestações Clínicas

Herpes Genital
Herpes Genital - Homem

Há quatro tipos de herpes genital:

Primeiro episódio primário
Primeiro episódio não-primário
Recidiva
Assintomático

O primeiro episódio de herpes genital primário é uma verdadeira infecção primária. O indivíduo acometido não tem história de lesões herpéticas genitais prévias e é soronegativo para anticorpos contra HSV.

Em geral esse tipo de herpes genital é mais grave. O primeiro episódio de herpes genital não-primário refere-se ao primeiro episódio reconhecido de herpes genital em indivíduo cujo soro contém anticorpos contra HSV. Em geral o primeiro episódio não-primário é menos grave que o primeiro episódio de herpes genital primário, mas mais grave que os episódios de recidiva.

Supõe-se que os anticorpos pré-formados atenuem a gravidade da doença.

A distinção entre primeiro episódio primário e primeiro episódio não-primário de herpes genital não pode ser feita clinicamente. A ocorrência prévia de herpes oral diminui a intensidade das infecções herpéticas genitais primárias. Herpes genital recidivante refere-se a episódios repetidos de herpes genital no mesmo indivíduo. O índice de recidiva de infecções genitais é mais alto com HSV-2 do que com HSV-1.

Herpes genital assintomático refere-se a episódios nos quais os indivíduos eliminam HSV em locais genitais na ausência de sintomas. Alguns desses indivíduos não percebem que têm lesões genitais

Fonte: www.fmt.am.gov.br

Herpes Genital

Essa doença é caracterizada pelo surgimento de pequenas bolhas (vesículas), na região genital, que se rompem, formando feridas. Até o presente momento, não existe cura para qualquer tipo de herpes.

Todo o tratamento proposto visa apenas a aumentar os períodos de latência (de inatividade do vírus) da doença em meses ou até anos.

A partir de diagnóstico clínico e laboratorial, medidas preventivas devem ser tomadas para o indivíduo e seus parceiros sexuais.

Enquanto as feridas estiverem abertas, por exemplo, abster-se de relações sexuais é uma medida importante para evitar a transmissão do herpes.

Em mulheres grávidas, maiores cuidados em relação ao feto devem ser adotados, mesmo que o diagnóstico não tenha sido na gestante e sim em seu parceiro sexual.

Fonte: www.aids.gov.br

Herpes Genital

É uma doença que aparece e desaparece sozinha, de tempos em tempos, dependendo de certos fatores como estresse, cansaço, esforço exagerado, febre, exposição ao sol, traumatismo e menstruação. Nas mulheres, o herpes pode também se localizar nas partes internas do corpo. Uma vez infectada pelo vírus da Herpes simples, a pessoa permanecerá com o vírus em seu organismo para sempre.

Sinais e Sintomas

Pequenas bolhas localizadas principalmente na parte externa da genitália e na ponta do falo. Essas bolhas podem arder e causam coceira intensa. Ao se coçar, a pessoa pode romper a bolha, causando uma ferida.

Formas de contágio

O herpes genital é transmitido por meio de relação sexual (oral, retal ou genital) desprotegida (sem uso da camisinha). Essa doença é bastante contagiosa e a transmissão ocorre quando as pequenas bolhas, que se formam durante a manifestação dos sintomas, se rompem, ocasionando uma ferida e eliminando o líquido do seu interior. Esse líquido pode transmitir o vírus ao entrar em contato com a boca ou região do retal e genital do parceiro,. Raramente a contaminação se dá através de objetos contaminados.

As feridas desaparecem por si mesmas. Após algum tempo, porém, o herpes pode reaparecer no mesmo local, com os mesmos sintomas. Enquanto persistirem as bolhas e feridas, a pessoa infectada estará transmitindo a doença. Na presença dessas lesões, a pessoa deve abster-se de relações sexuais, até que o médico as autorize.

Prevenção

Uso de preservativo em todas as relações sexuais, genitais, orais e anais.

Tratamento

A herpes é altamente transmissível.

Por isso, a primeira orientação aos pacientes sempre diz respeito aos cuidados locais de higiene: lavar bem as mãos, evitar contato direto com outras pessoas e não furar as bolhas sob nenhum pretexto são recomendações importantes.

O tratamento é feito com medicamentos antivirais, por via oral e tópica, e tem como objetivo encurtar a duração dos sintomas, prevenir as complicações e diminuir os riscos de transmissão, pois o vírus não pode ser completamente eliminado.

Fonte: www.ses.se.gov.br

Herpes Genital

O Herpes Genital é uma doença viral, sexualmente transmissível (DST), que causa bolhas e úlceras na pele da região dos órgãos genitais. Pode ser causado por qualquer um de dois tipos de vírus do herpes simples (HSV-1 ou HSV-2).

O HSV se difunde pelo contato sexual genitall, oral ou retal ; ou ainda, através do beijo e do contato pele a pele. A transmissão geralmente ocorre quando há bolhas ou úlceras na pele, mas o vírus também pode ser transmitido quando não há nenhum sintoma, principalmente em pessoas que não sabem que têm a doença.

O vírus pode passar de uma mulher grávida contaminada para seu bebê, durante o parto, em quase 50% dos casos, causando infecções no recém-nascido. O vírus também pode ser transmitido pela mãe ao bebê durante a gravidez através da placenta, porém é raro (1 para cada 3500 gestações) e quando ocorre no início da gravidez é causa de abortamento.

O herpes genital afeta aproximadamente um em cada cinco homens e uma em cada quatro mulheres na faixa da adolescência e dos adultos jovens.

Quadro Clínico

Pode não haver nenhum sintoma,
Primeiro episódio: Em geral é o pior e caracteriza-se por febre, dor de cabeça, mal estar e dor no corpo, e aparece aproximadamente uma semana depois do contato com a pessoa infetada,
Dor, coceira, ardor e secreção genital são comuns,
Pequenas bolhas na área genital que se tornam úlceras (feridas na pele) quando as se rompem, irão levar à suspeita diagnóstica,
Disúria (dor ao urinar pelo contato da urina com as úlceras),
Ínguas dolorosas na virilha,
Pode haver manifestações do herpes genitais ao redor da boca.

O período de incubação do herpes genital é de 3 a 14 dias. Quase a metade das pessoas infectadas nunca tem um segundo episódio. Entretanto, em outras, os sintomas voltam de até cinco vezes por ano. Em pessoas com recidiva dos episódios de herpes, os sintomas muito comumente voltam após relações sexuais, depois de tomar banho de sol, e durante períodos de stress físico ou emocional.

O herpes pode ser transmitido ao recém-nascido durante o parto, e os sintomas aparecem normalmente 10 dias depois do nascimento e podem incluir bolhas na pele, olhos vermelhos e uma secreção anormal nos olhos. Se o vírus se espalha pela circulação sangüínea do bebê pode levar a um quadro grave com sonolência, irritabilidade, ataques epiléticos e falta de ar, precisando de cuidados em UTI.

Diagnóstico

O médico pode suspeitar do herpes genital baseando-se na história clínica e sexual, nos sintomas e nos resultados do exame físico. Ele pode querer confirmar o diagnóstico através de um “raspado” da área de pele afetada para exame em laboratório. Como as pessoas que têm um tipo de DST têm risco de ter outras, o médico pode solicitar exames para outra DSTs, como a sífilis, a gonorréia, a clamídia, o trichomonas e o vírus da imunodeficiência humana (o HIV).

Prevenção

Para ajudar a prevenir a expansão do herpes genital, as pessoas que têm a doença devem:

Privar-se da atividade sexual quando estiverem com sintomas
Falar para seus parceiros sexuais sobre a infecção
Usar preservativos durante a atividade sexual (apesar de não ser uma garantia de imunidade). Até mesmo se não houver sintomas, o vírus pode ser transmitido
As mulheres grávidas que têm úlceras de herpes genital visíveis na hora do parto são encorajadas a fazer o parto cesárea para impedir a transmissão ao recém-nascido.

Tratamento

O herpes genital pode ser tratado com medicamentos antivirais orais que incluem:

Aciclovir (Zovirax ®),
Famciclovir (Famvir ®) e
Valacyclovir (Valtrex ®).

Os antivirais não podem curar as infecções pelo herpes genital, mas podem encurtar a duração dos sintomas. Também são freqüentemente usados para impedir que os sintomas voltem ou para fazer com que as recidivas sejam menos severas. Quando a infecção pelo herpes se espalha pela circulação sangüínea e causa infecção difusa, ela pode ser tratada com um medicamento antiviral endovenoso.

Qual médico procurar?

Procure um infectologista se você tem bolhas ou feridas na região dos órgãos genitais, especialmente se você estiver grávida ou tem episódios freqüentes de sintomas.

Prognóstico

A infecção pelo HSV que causa o herpes genital é uma doença que dura o resto da vida cujos sintomas tendem a se devolver em crises. O padrão de recidiva é diferente de uma pessoa para outra.

Embora não haja nenhuma cura para o herpes genital, a freqüência das recidivas freqüentemente diminui com o tempo. Os medicamentos antivirais tomados diariamente também podem diminuir os retornos em quase dois terços dos casos.

Fonte: www.policlin.com.br

Herpes Genital

O herpes genital é causado pelo vírus herpes simples. existem dois tipos desse vírus, o tipo l e o tipo ll. Ambos podem causar o herpes genital, mas geralmente o culpado é o tipo ll. O tipo l afeta a região da boca provocando lesões quando a pessoa tem febre ou quando toma sol. Através do sexo oral, pode-se transmitir o herpes oral para a região genital e o herpes genital para a região da boca, lábios e garganta, pelo contato direto da pele com pele da região infectada com a região de contato. Uma vez que você foi infectado o vírus permanece no seu corpo para sempre. Entretanto, só causa sintomas nas crises ou reativações do vírus.

Sinais e sintomas

Os sintomas incluem feridas com pequenas bolhas na região genital e retal e algumas vezes nas nádegas e nas coxas, após alguns dias as bolhas se rompem e aparecem pequenas ulceras superficiais dolorosas que duram 5 dias a 3 semanas. quando infectado pela primeira vez, você pode sentir sintomas de gripe como gânglios aumentados (íngua) febre e dores no corpo. os ataquem subsequentes geralmente são mais leves e de menor duração.

As crises de recorrência do herpes genital podem ser desencadeadas por estresse emocional, cansaço, menstruação, outras doenças ou por relações sexuais vigorosas. Coceira, irritação e formigamento na região podem ocorrer 1 a 2 dias antes do aparecimento das vesículas (esse período é chamado de pródromo ) o herpes genital é contagioso durante o pródromo, quando as vesículas estão presentes, e até 1 a 2 semanas depois de estas terem desaparecido. se uma mulher grávida tiver uma recorrência de herpes genital no período do parto pode ser necessário a realização de uma cesariana para que o bebê não se contamina durante o parto.

Tratamento

Não existe cura para o herpes genital. Os medicamentos antivirais e as medidas de autocuidado ajudam a aliviar e a tratar apenas os sintomas (veja dicas de autocuidado para herpes genital). A utilização de medicamentos antivirais pode ser útil no primeiro quadro de herpes genital. Durante os períodos de recorrência as medidas de autocuidado provavelmente serão tudo o que você ira precisar.

Nota: Feridas e vesículas semelhantes as do herpes genital podem ser conseqüência do efeito adversos de alguns medicamentos. exemplos de medicamentos são as sulfas. Ligue para seu médico se suspeitar disso.

Fonte: www.lincx.com.br

Herpes Genital

O herpes genital é uma doença de transmissão sexual da zona genital (a pele que rodeia o reto ou as áreas adjacentes), causada pelo vírus do herpes simples.

Existem dois tipos de vírus do herpes simples, chamados VHS-1 e VHS-2.

O VHS-2 costuma transmitir-se por via sexual, enquanto o VHS-1 em geral infecta a boca. Ambos os tipos podem infectar os órgãos genitais e a pele que rodeia o reto ou as mãos (especialmente os leitos das unhas) e podem ser transmitidos a outras partes do corpo (como a superfície dos olhos). As úlceras herpéticas não se infectam habitualmente com bactérias, mas algumas pessoas com herpes têm também dentro das úlceras outros microrganismos transmitidos por via sexual, como por exemplo os agentes da sífilis ou da úlcera mole.

Sintomas

Os sintomas do primeiro surto (primário) iniciam-se de 4 a 7 dias depois da infecção. Costumam ser prurido, formigueiro e dores. Depois aparece uma pequena placa avermelhada, seguida de um grupo de bolhas pequenas e dolorosas. Estas rompem-se e fundem-se para formar úlceras circulares, que em geral são dolorosas e se cobrem de crostas em poucos dias. O afetado pode ter dificuldade em urinar e, em certos casos, sente dor ao andar. As úlceras saram em aproximadamente 10 dias, mas podem deixar cicatrizes. Os gânglios linfáticos da virilha costumam aumentar levemente de tamanho e apresentam sensibilidade ao tato. O primeiro surto é mais doloroso, prolongado e generalizado do que os seguintes, podendo causar febre e mal-estar.

Nos homens, as vesículas e as úlceras podem aparecer em qualquer parte do pénis, incluindo o prepúcio se não houve circuncisão. Nas mulheres, aparece na vulva, dentro e fora da genitália e no colo. Quem tem relações sexuais anais pode apresentar as referidas lesões à volta do orifício retal e no reto.

Nos imunodeficientes, como os infectados com o vírus da imunodeficiência humana (VIH), as úlceras do herpes podem ser graves, propagar-se a outras áreas do corpo, persistir durante semanas ou mais e, em raras ocasiões, tornar-se resistentes ao tratamento com aciclovir.

As lesões tendem a reaparecer nas mesmas zonas e em outras adjacentes, porque o vírus persiste nos nervos pélvicos próximos e reativa-se para reinfectar a pele. O VHS-2 reaciva-se melhor nos nervos pélvicos. O VHS-1 reativa-se melhor nos nervos faciais, onde provoca o herpes labial. De qualquer forma, qualquer dos dois vírus pode causar doença em ambas as áreas. Uma infecção anterior com um destes vírus concede uma imunidade parcial para o outro, fazendo com que os sintomas do segundo sejam mais ligeiros.

Diagnóstico

O médico suspeita da presença de herpes baseando-se nos sintomas do doente. É possível estabelecer um diagnóstico de imediato examinando amostras das úlceras ao microscópio. Para confirmação, enviam-se amostras das mesmas para sua cultura em laboratórios especiais. Os resultados estão disponíveis num prazo de 48 horas. As análises de sangue podem mostrar uma evidência de infecções passadas ou então sugerir que existe uma recente, se se confirmar que os anticorpos estão a aumentar.

Tratamento

Nenhum tratamento cura o herpes genital, mas pode reduzir a duração de um surto. O número destes surtos pode reduzir-se aplicando uma terapia contínua com doses baixas de medicamentos antivirais. O tratamento é mais eficaz se se iniciar rapidamente, em regra dois dias depois do aparecimento dos sintomas. O aciclovir ou os fármacos antivirais relacionados podem ser administrados por via oral, ou então em forma de creme diretamente sobre as lesões. Os antivirais reduzem a propagação do vírus vivo a partir das lesões, diminuindo desta forma o risco de contágio. Também podem reduzir a gravidade dos sintomas durante o surto inicial. Contudo, mesmo o tratamento precoce do primeiro ataque não evita as recorrências.

Os doentes com história de herpes podem contagiar os seus parceiros sexuais, sobretudo porque podem não se dar conta de que estão a passar por outro surto.

Complicações do herpes genital

Cerca de 3 a 12 dias depois do primeiro aparecimento das vesículas (ou bolhas) na área genital, o vírus do herpes pode espalhar-se a outras partes do corpo.

Contudo, as complicações graves são raras. A membrana que cobre o cérebro (meninges) pode ficar infectada, o que causa vómitos, dor de cabeça e rigidez da nuca. A espinhal medula pode ser infectada e isso provoca debilidade nas pernas. Os nervos da zona pélvica também poder ser afetados, o que causa dor temporária, obstipação, incapacidade de urinar e, nos homens, impotência. Apesar de ser raro, o vírus pode propagar-se através da corrente sanguínea à pele, às articulações, ao fígado e aos pulmões, particularmente nos recém-nascidos ou nas pessoas com um sistema imunitário deficiente.

A mais frequente das complicações do herpes genital é o reaparecimento das vesículas, que em regra ficam confinadas a um lado do corpo e são menos intensas do que no surto inicial. A pessoa pode sentir mal-estar e comichão, formigueiro ou dor na zona afetada antes de cada acesso. O risco de recidiva na zona genital é maior com o VHS-2 do que com o VHS-1. No entanto, o índice de recidiva varia grandemente. Em algumas pessoas os surtos repetem-se com frequência durante muitos anos. As bolhas podem recorrer e ultrapassar a zona genital até chegar às nádegas, à virilha ou às coxas

Fonte: www.manualmerck.net

Herpes Genital

O herpes simples (HS) é uma doença infecciosa causada por dois tipos de vírus: o tipo 1 (HSV-1) e o tipo 2 (HSV-2).

O primeiro tem preferência pela região da boca (herpes labial), enquanto o segundo é o principal responsável por uma das doenças sexualmente transmissíveis (DST) mais disseminadas na atualidade: o herpes genital. Apesar de suas localizações preferenciais, porém, qualquer um dos dois tipos pode provocar lesões labiais e/ou genitais; sendo possível, inclusive, a transmissão do vírus de uma região para a outra.

O herpes labial é o mais conhecido – porque é mais evidente -, e ocorre naquelas ocasiões em que há uma diminuição das defesas do organismo como, por exemplo, nas situações de estresse e nos estados febris (gripe). Inicia-se com uma leve sensação de dormência ou coceira, que evolui para a formação de pequeninas bolhas (agrupadas e dolorosas), que se rompem, instalando-se ali uma ferida, que persiste por sete a dez dias até cicatrizar completamente.

O herpes genital, em seu episódio inicial (infecção primária), pode apresentar apenas sintomas locais ou manifestar-se de maneira mais grave e prolongada com febre, mal-estar generalizado, dores pélvicas, aumento dos gânglios (íngua), além das lesões (bolhas e feridas dolorosas) na região genital, ao redor do reto, nas nádegas e na parte superior das coxas. Nas mulheres, quando as úlceras estão na entrada da genitália, o contato destas com a urina – ou mesmo com a água, durante o banho - provoca dor intensa, chamando a atenção da paciente para o problema.

Herpes Genital
As pequenas bolhas coalescem, tranformando-se em úlceras

Cerca de 60% das pessoas que abrigam vírus do herpes em seu organismo não apresentam qualquer sintoma (e não sabem que são portadoras), transmitindo-o, inadvertidamente, em suas relações sexuais. Outro aspecto importante é que, uma vez infectado (na adolescência, por exemplo), o(a) paciente irá abrigar o vírus por toda a sua vida (!), alternando períodos em que não há qualquer tipo de manifestação clínica, com outros em que a recorrência dos sintomas (reativação) se faz presente. O tempo entre as “crises”, assim como a intensidade das recorrências é variável; entretanto, guardam relação com o estado emocional (tensão, ansiedade) da paciente, bem como com o enfraquecimento do seu sistema imunológico (anticorpos).

Como já dissemos, a transmissão do herpes genital pode ocorrer mesmo que o(a) portador(a) não apresente sintomas. Porém, é durante a reativação - desde a fase de bolhas até a completa cicatrização da(s) ferida(s) – que a infecção se dissemina mais facilmente. Portanto, as relações sexuais devem ser completamente evitadas nesse período. Nas gestantes, cujo trabalho de parto se inicia durante o episódio de recorrência da doença, recomenda-se a cesariana para evitar a contaminação do feto e o herpes neonatal.

O diagnóstico dessa virose tem por base a história clínica da paciente (recorrências) e o aspecto das úlceras, podendo ser confirmado por meio de testes laboratoriais.

Infelizmente, não existe cura para essa DST. Os medicamentos atualmente empregados (anti-virais como o aciclovir, famciclovir e valaciclovir) apenas encurtam a duração das “crises” (apressam a cicatrização das feridas) e aumentam o período entre as recorrências. Em alguns casos, em que os episódios são muito freqüentes (coincidindo com a TPM, por exemplo) prolonga-se a prescrição por vários meses (terapêutica supressiva). Uma outra vertente de tratamento – que pode ser usada em conjunto com os anti-virais – propõe o fortalecimento do sistema de defesa do organismo, através do emprego de imunomoduladores. Os mais importantes centros de pesquisa do mundo estão em busca de uma vacina contra o vírus do herpes; o que, no momento, ainda é uma promessa para a próxima década.

As mulheres são muito mais afetadas pelo herpes genital do que os homens. Cabe, portanto, ao ginecologista dar suporte terapêutico, psicológico e educacional sobre este assunto às pacientes.

Fonte: www.drcarlos.med.br

Herpes Genital

Uma dst, que não tem cura

O vírus causador da doença Herpes simplex II (HS-II) é uma variação do Herpes Simplex Hominis, responsável por viroses como a catapora, a varicela, a mononucleose e o herpes oral ou labial. É uma infecção que não tem cura.

Uma vez contaminada pelo vírus, que se aloja em gânglios nervosos próximos dos genitais e ali permanece latente, a doença pode se manifestar se a pessoa sofrer alguma baixa de resistência nos mecanismos de defesa do organismo. Ela produz geralmente um mal-estar inicial, que pode passar despercebido, antes que ocorram as bolhas genitais que a caracterizam.

O tempo de incubação do vírus leva de alguns dias até três semanas após o contágio, mas a infecção pode só se manifestar de forma mais concreta, em bolhas que depois se transformam em feridas, meses mais tarde. Nas mulheres, o herpes genital afeta áreas como a vulva (região dos lábios ao redor da genitália), o canal genitall, ou o colo do útero e reto.

Nos homens, as lesões são observadas no falo e no escroto. O vírus ainda pode infectar a pele das nádegas, pernas e dedos das mãos. As erupções em estágio de pequenas feridas duram de 10 a 14 dias e são dolorosas. No colo uterino o herpes genital pode provocar corrimento e algum sangramento, mas é raro causar dor.

O herpes de boca, cujo vírus transmissor é diferente do genital, também pode ser transmitido por contato sexual para os genitais e vice-versa, por meio da relação oral. A transmissão de um ou outro tipo é possível sem a presença da infecção em bolhas e feridas.

Por isso, toda pessoa sexualmente ativa está sujeita à contaminação se não fizer uso correto do preservativo (camisinha feminina ou masculina). A relação com vários parceiros sexuais sem preservativo e a atividade sexual precoce, na adolescência, são os principais fatores de risco para a DST.

Embora não exista um medicamento que mate o vírus, algumas drogas dificultam sua multiplicação e encurtam o tempo da doença. Existe medicação ainda para tratar as feridas genitais e apressar a cicatrização. Os fatores responsáveis pela repetição das crises de herpes podem ser ambientais -- o calor excessivo ou banho de sol também em excesso – ou orgânicos, como a baixa na imunidade provocada por cansaço físico, estresse emocional, doença ou má alimentação.

O consumo de álcool e o tabagismo e a menstruação são elementos que concorrem para a manifestação da infecção instalada. Cuidar da alimentação e manter bons hábitos de vida para evitar a manifestação do herpes genital e seus efeitos desconfortáveis é crucial para quem tem o vírus.

Fonte: www.sitemedico.com.br

Herpes Genital

O herpes simples é moléstia infecto-contagiosa crônica e, por vezes, recorrente, tendo como agente etiológico duas cepas diferentes do vírus herpes simples (HSV).

Dois quadros distintos podem ser individualizados: o herpes simples extragenital, cujo principal agente é o HSV do tipo 1 (HSV-1), e as formas perigenitais, com preponderância do HSV-2. A moléstia ganhou um novo e especial destaque com o advento da AIDS e com o aumento do número de indivíduos imunodeprimidos, pois as manifestações clínicas tornaram-se atípicas e inusitadas. Outro fato importante, nesse contexto, foi o surgimento de novas opções de drogas anti-herpéticas e das modernas técnicas de imunoprofilaxia envolvendo a biologia molecular. Assim sendo, o herpes simples passou a ser um dos campos da Medicina de maior evolução na última década.

DISCUSSÃO

1. Etiopatogenia

O HSV é um DNA-vírus pertencente à subfamília Alphaherpesvirinae, apresentando quatro componentes básicos: a estrutura helicoidal de DNA em dupla hélice, envolvida por capsídeo icosaédrico e circundada por uma substância amorfa (tegumento), além do envelope lipídico, em que se expressam as glicoproteínas de superfície do HSV.1

A transmissão do HSV ocorre através das superfícies mucosas ou das soluções de continuidade na pele. Os principais sítios incluem a mucosa oral, ocular, genital e retal. O HSV-2 tem como via preponderante de contágio a relação sexual ou o canal do parto, nas gestantes infectadas.1,2

A replicação viral inicia-se na epiderme após a ligação do vírus às moléculas de heparan sulfato da membrana celular. O período de incubação é de cerca de sete dias. A infecção propaga-se para as terminações nervosas livres com disseminação intra-axonal através de transporte retrógrado dos vírions, partículas infectantes básicas dos vírus, para os gânglios sensoriais paravertebrais. A replicação viral prossegue no gânglio sensorial e nos tecidos neurais contíguos, com o estabelecimento da latência viral. Os gânglios sacrais e trigeminais são os mais acometidos, mas outros gânglios paravertebrais também podem servir de epicentro nas recorrências clínicas.1,2

O ciclo biológico do HSV é controlado por suas glicoproteínas (g) de superfície. As glicoproteínas gC, gB e gD são indispensáveis para a replicação viral nas células infectadas, participam da adsorção ao heparan sulfato, além da liberação de vírions. Mutações virais, com translocação no gene codificador da gB, produzem vírions não infecciosos. Quando a translocação afeta a gB e a gD conjuntamente, o vírion efetua a adsorção, mas não penetra a célula. As glicoproteínas gE e gI codificam receptores para a fração Fc da IgG, enquanto a gC atua como receptor para o fragmento C3b do complemento.1,3

2. Latência viral

O HSV apresenta tropismo por ceratinócitos e neurônios. Enquanto os primeiros são altamente permissíveis à replicação do vírus, os neurônios não o são.

Curiosamente, o HSV beneficia-se ao infectar essas células imunes a seu efeito citopático, pois, por não a poder destruir, acaba integrando-se a seu DNA; o resultado final é o estabelecimento da infecção latente.4,5 Parece que, no caso do HSV, ocorre a restrição da transcrição do gene IE durante a infecção dos neurônios. Fatores tissulares necessários à expressão do gene IE são escassos no tecido nervoso, mas os neurônios produzem inibidores específicos para a transcrição do gene IE.6,7A transcrição do genoma viral depende da proteína Oct-1, presente na maioria das células humanas. Alguns neurônios são dotados, no entanto, de uma proteína octamérica correlata, a Oct-2, que promove efeito contrário ao da Oct-1, reprimindo a transcrição dos nucleotídeos codificados pelo locus gênico IE, impedindo assim a reativação das cepas latentes do HSV.7 Os neurônios em que predomina a proteína Oct-2 têm como característica principal a dependência do fator de crescimento neuronal (FCN). A recorrência herpética observada após injúria tecidual pode ter sua origem na redução do nível de fator de FCN dos neurônios com excesso da Oct-2, permitindo que a Oct-1 se torne predominante e permita a transcrição do genoma do HSV.7,8

Os neurônios não são células sujeitas à mitose; assim sendo, o DNA do HSV não precisa ser replicado durante a latência, e os produtos virais necessários à replicação não precisam ser expressos. A total ausência de síntese protéica permite que o HSV fique completamente invisível ao sistema imunológico. O único produto viral detectado durante a latência é conhecido como LAT (latencyassociated transcript), representando um fragmento de RNA sintetizado pelo vírus.8,9

3. Reativação viral

A latência persiste até que ocorra qualquer alteração estrutural na célula infectada, tal como injúria ou diferenciação celular; esses fatos, acredita-se, poderiam alterar a condição de não-permissibilidade da célula. O gene IE é ativado após estímulo apropriado e permite a replicação viral. O LAT, por ser a única fração viral presente durante toda a latência, parece promover a reativação do HSV.7,8

Os fatores capazes de estimular a reativação do HSV são variados, com destaque para imunodepressão, alterações hormonais, radiação ultravioleta (UV) e lesão traumática do nervo acometido. A latência viral nos gânglios pode, hipoteticamente, ser afetada pela presença dos neurotransmissores envolvidos nos estados de ansiedade, depressão e distúrbios comportamentais, também comuns nas recorrências.1,4

4. Epidemiologia

O HSV produz pandemia sem precedentes, disseminando-se por todo o mundo. Estudos soroepidemiológicos confirmam que mais de 90% da população, em geral na quarta década de vida, possui anticorpos séricos contra pelo menos uma das cepas do HSV.10,11

O contato com lesões clínicas do herpes é a forma usual de contágio. Admite-se, no entanto, a participação dos portadores assintomáticos na transmissão do HSV. Excreção salivar do HSV-1 em assintomáticos pode ser observada em até 9% dos adultos e 5% das crianças infectadas. Cerca de 50% dos casos de herpes neonatal ocorrem em mulheres sem evidências clínicas de herpes genital durante o parto. Estima-se que apenas 10 a 20% dos pacientes infectados se definam como portadores de herpes simples; até 60% dos indivíduos soropositivos para o HSV apresentam quadros assintomáticos ou oligossintomáticos não reconhecidos pelos próprios pacientes como herpes simples.12 Essa avaliação ajuda a entender como ocorre a disseminação do vírus na população, pois prováveis recidivas são interpretadas como estados gripais, aftas ou infecções genitais inespecíficas.

A infecção pelo HSV-1 tem-se tornado cada vez mais precoce na população de classe média européia e norteamericana, estando presente na forma latente em indivíduos cada vez mais jovens. A incidência de casos novos do HSV- 1 é de aproximadamente 1,5% por ano, até a idade de 50 anos.11 A prevalência para o HSV-1 oscila de 70%, na maioria dos países europeus, até 95%, na América Central, África e Ásia. Observa-se prevalência de 86% na população da cidade do Rio de Janeiro, em estudo de 1998. As menores prevalências situam-se no Japão (48%) e nos países escandinavos.11,13

O aumento na incidência da infecção herpética genital pelo HSV-1 é, também, tendência mundial. O HSV- 1 é o agente causal de 28,5% das ulcerações genitais de certas populações amazônicas. Essa incidência pode chegar a 50% em certas regiões da Inglaterra.13 A observação dos autores no Rio de Janeiro detectou cerca de 8% dos pacientes com recorrência comprovada de herpes genital, mas soronegativos para o HSV-2.14

Visto que as duas cepas virais podem causar infecção genital ou orolabial, é importante ressaltar que a freqüência da reativação do vírus é influenciada pelo sítio anatômico envolvido. O HSV-2 apresenta acentuada tendência à recorrência (média de quatro episódios/ano), superior à observada na infecção herpética genital causada pelo HSV-1 (média < um episódio/ano). A infecção extragenital causada pelo HSV-1 recorre mais do que a causada pelo HSV-2, em qualquer região.13

A prevalência do HSV-2 nos diversos países é bastante diferente, sendo maior nos EUA (13-52%) do que na Europa (10-27%) e bastante alta na África (30-40%). Austrália (14-40%) e Formosa (14%) apresentam taxas semelhantes às observadas nos países ocidentais mais desenvolvidos. As mais altas prevalências para o HSV-2 ocorrem em Ruanda (33,3%), no Zaire (40,8%) e no Haiti (54%). O extremo Oriente caracteriza-se por prevalências mais baixas (2-7%).11,13,15 Estudo realizado no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, demonstrou que, numa população de doadores de sangue voluntários, a soroprevalência para o HSV-2 foi de 29,1%, mas, desse total, apenas 7% referiram história prévia de herpes genital.14 Outras avaliações similares em doadores de sangue dos EUA detectaram prevalência variável de 1% a 20% para o HSV-2.15

A prevalência do HSV-2 aumenta com a idade, com incremento cumulativo após a puberdade. O herpes simples genital, como esperado para uma DST, tem alta prevalência em pacientes com vida sexual promíscua. Dois estudos realizados no Brasil por Lupi e cols.10,14 entre os anos de 1995 e 1998 avaliaram uma população de 105 pacientes, com idade variando entre 12 e 70 anos. O grupo estudado incluiu homossexuais e bissexuais com história de multiplicidade de parceiros; a prevalência do HSV-2 atingiu 72% nesses pacientes, enquanto nos do grupo controle não ultrapassou 29%. A avaliação comparativa desses dois estudos não deixou perceber influência significativa da faixa etária na soroprevalência para o HSV-2.10,16 Observaram-se, como causas estatisticamente significativas da disseminação do HSV-2, iniciação sexual precoce, história prévia de DST (uretrites gonocócicas, uretrites pela Chlamydia trachomatis e sífilis), multiplicidade de parceiros sexuais, prática do sexo orogenital, coito retal e relações homossexuais com penetração. Mertz17 destaca, também, o grau de alfabetização e a renda familial como fatores importantes. Todas essas variáveis são, provavelmente, mais importantes na caracterização de um grupo de risco para a aquisição do HSV-2 do que fatores diretamente implicados na infecção viral.

5. Manifestações clínicas do herpes simples

As manifestações clínicas do herpes simples dependem, fundamentalmente, do sítio da inoculação viral, da imunidade do hospedeiro e da cepa viral adquirida. A primoinfecção herpética é, geralmente, assintomática ou manifesta-se por meio de sintomatologia inespecífica. Muitos dos quadros infecciosos da infância e adolescência, erroneamente imputados a outros vírus e infecções bacterianas da orofaringe, são, na verdade, primoinfecções herpéticas. Até 95% dos pacientes expostos primariamente ao HSV não apresentam sintomatologia suficiente para a plena caracterização do quadro.18

Herpes Genital
Figura 1 - Primoinfecção herpética em adulto, acometendo o palato

Essa primeira manifestação do herpes simples pode ocorrer em pacientes hígidos que desenvolverão a sintomatologia própria da chamada primoinfecção herpética benigna (Figura 1). O quadro clássico de primoinfecção benigna é freqüentemente precedido por febre, cefaléia, mialgias e adinamia. Em cerca de 24 horas surgem máculas eritematosas no local da inoculação, acompanhadas de ardor, prurido e dor. Sobre a base eritematosa surgem vesículas agrupadas, que permanecem íntegras por cerca de quatro a cinco dias. Erosam, para depois haver a reparação; esse quadro perdura por período de duas a três semanas (Figuras 2 e 3). Ocorre poliadenomegalia regional em até 75% dos casos.18,19

Herpes Genital
Figura 2 - Herpes simples genital

Herpes Genital
Figura 3 - Herpes orolabial recorrente

A complicação local mais comum no herpes genital são as infecções secundárias; nos homens não circuncisados pode ocorrer o quadro de fimose ou parafimose.2,4,18 O herpes extragenital ou labial é menos associado à complicações durante a primoinfecção, apesar da suspeita de que o HSV-1 esteja associado a quadros de paralisia de Bell e síndrome de Guillain-Barré. Itzhaki e cols. detectaram partículas do DNA do HSV-1 no cérebro de portadores da doença de Alzheimer;20 indivíduos geneticamente predispostos parecem, em presença do vírus, produzir quantidades excessivas da apolipoproteína E (ApoE), envolvida no quadro demencial.20,21

Os quadros de primoinfecção maligna ocorrem nos pacientes imunodeprimidos, especialmente quando o inóculo viral é grande, cursando com manifestações mais graves e duradouras. Portadores de dermatoses eritêmatodescamativas extensas ou que cursem com solução de continuidade da pele, tais como o eczema atópico, pênfigo foliáceo, síndrome de Sézary, doença de Darier e doença de Hailey-Hailey, estão expostos a formas disseminadas de infecção herpética, em especial a erupção variceliforme de Kaposi.22,23Portadores de neoplasias hematológicas, com exceção do mieloma múltiplo, e crianças com aplasia tímica congênita podem desenvolver herpes simples crônico e recorrente. Infecções pelo HSV em gestantes, pacientes geriátricos e recém-natos, que pela imaturidade do sistema imunológico funcionam como imunodeprimidos, podem apresentar-se de maneira extensa e com disseminação visceral. É importante também o considerável aumento da morbidade dos grandes queimados com infecção herpética concomitante e de indivíduos em crise de cetoacidose diabética precipitada pelo herpes.24,25

Corticoterapia sistêmica e utilização de imunossupressores, durante longos períodos, associam-se com a eclosão do HSV. O herpes simples é mais comum nos pacientes com pênfigo, principalmente com acometimento perigenital. Os pênfigos formam grupo de alta morbidade no que se refere à infecção pelo HSV, pois, como dermatoses vesicobolhosas, têm seu quadro clínico confundido com a própria erupção cutânea provocada pelos herpes.25

O herpes neonatal é outro tipo de primoinfecção maligna, com mortalidade de 70%. Caracteriza-se pela contaminação no momento do parto, visto que o HSV não se relaciona com infecção intra-útero. O concepto apresentará hepatite e encefalite maciça, com taxa de mortalidade superior a 70%. A incidência do herpes neonatal é francamente crescente, visto o aumento da prevalência do HSV-2. Cerca de 0,2% das gestantes avaliadas no momento do parto apresentam viremia pelo HSV, sem manifestações clínicas. Apenas 30% dos casos de transmissão maternofetal apresentam história prévia de herpes genital.26

Herpes Genital
Figura 4 - Herpes orolabial em paciente HIV+

Herpes Genital
Figura 5 - Detalhe da lesão labial pelo HSV-1 em paciente HIV+

A AIDS é, no entanto, a moléstia mais associada às infecções herpéticas malignas. O herpes simples mucocutâneo ou de acometimento visceral (brônquico, pulmonar ou esofagiano) com mais de um mês de duração é doença definidora da AIDS; admite-se que, em grande parte dos casos, ocorre a reativação do HSV latente (Figura 4 e 5). Os autores acompanharam 100 pacientes HIV positivos por um ano e detectaram soroprevalência para o HSV-1 de 82% e de 73% para o HSV-2 em doentes subclassificados no estádio I da AIDS (soropositivo para o HIV, mas sem manifestações clínicas da moléstia). Efetuaram a mesma avaliação em pacientes do estádio IV (mais de 50% do tempo hospitalizados por complicações relacionadas à AIDS), e a soroprevalência para o herpes foi de 100% para as duas cepas do HSV.14.

O herpes genital no curso da AIDS pode manifestar-se por lesões ulceradas de grandes dimensões, sem tendência à cicatrização espontânea. Ocorrem com maior freqüência na região anorretal ou perigenital, cursando com edema e aumento do volume do falo ou dos grandes lábios e úlceras na bolsa escrotal. São espontaneamente dolorosas e de crescimento rápido, não apresentando sinais evidentes de reparação tecidual. As lesões da face apresentam tendência especial ao crescimento centrífugo, surgimento de crostas hemáticas e necrose. A cronicidade das lesões, por vezes presentes durante vários meses, pode gerar quadros de herpes simples de aspecto verrucoso.25,27

As recorrências clínicas subentrantes representam a manifestação mais comum do herpes simples no curso da AIDS. Safrin e cols.28 detectaram a média de recorrências de 10 episódios/ano, superior à observada na população hígida. O tempo médio de manifestações clínicas foi de 12,3 dias (9,5 - 15 dias), também superior ao observado na população imunocompetente (5 - 12 dias). São típicas de fase avançada da linfopenia, ocorrendo quando a contagem de células CD4+ é inferior a 50 células/mm3.

Herpes simples visceral e encefalite herpética também são mais comuns nos pacientes com AIDS gravemente imunodeprimidos. Os órgãos mais acometidos são o pulmão, esôfago, fígado e as glândulas suprarenais. O trato gastrointestinal é, no entanto, de importância fundamental, dadas sua extensão e a dificuldade no diagnóstico diferencial com outras infecções oportunísticas, tais como o CMV e o sarcoma de Kaposi.25,27

Outro padrão completamente diferente é a infecção herpética recorrente, que se manifesta, quase sempre, na mesma topografia. O herpes simples, em especial o herpes orolabial, chega a acometer 10% da população. As manifestações prodômicas são mais discretas do que as observadas na primoinfecção, com ardor e dor. Seguem-se eritema e vesículas agrupadas, erosões, crosta e reparação. A duração de todo o processo é, em média, de uma semana; a adenite regional restringe-se a 5% dos casos.18

Herpes Genital
Figura 6 - Herpes simples na nádega acompanhado de eritema polimorfo acral, com lesão em íris nos quirodáctilos

A seqüência das recorrências associa-se, raramente, com o desenvolvimento de eritema polimorfo subentrante. O HSV já foi isolado em todos os sítios mucocutâneos e viscerais. A correlação entre eritema polimorfo acral recorrente e infecção herpética é amplamente reconhecida; a superposição temporal das duas moléstias não é imprescindível ao diagnóstico (Figura 6).18,29

6. Diagnóstico

O HSV produz alterações citopáticas próprias no tecido infectado ou em cultura de células. As células balonizadas multinucleadas, de citoplasma homogêneo e eosinofílico, podem ser evidenciadas tanto pelo teste de Tzanck quanto pelo exame histopatológico.30

O padrão ouro no diagnóstico da infecção pelo HSV continua sendo o isolamento do vírus em cultura de células;é de execução mais fácil com material proveniente das vesículas íntegras.31 O efeito citopático é observado após período que varia de quatro a sete dias, em 95% dos casos. O método de amplificação do DNA, conhecido como PCR, apresenta sensibilidade de 98% no diagnóstico da infecção pelo HSV. A utilização do PCR no diagnóstico da infecção herpética latente ou do eritema polimorfo induzido pelo HSV conseguem, por vezes, detectar o vírus.29,32 Ainda não existe, no entanto, sob a forma comercial. A extrema sensibilidade dessa técnica é, por vezes, prejudicial ao diagnóstico da infecção herpética como causadora do eritema polimorfo recorrente, uma vez que o HSV é vírus disseminado e de alta prevalência na espécie humana. Sua identificação em uma biópsia da pele de eritema multiforme não significa, necessariamente, que seja a causa dessa lesão.18,31

As avaliações sorológicas são úteis no diagnóstico diferencial com as buloses, o herpes-zóster e as farmacodermias. São, talvez, o método diagnóstico mais útil na prática do consultório, em que pese o fato de a maioria dos casos de herpes simples ter firmado seu diagnóstico apenas na avaliação clínica. Utiliza-se o método de ELISA por seu custo reduzido, rapidez, sensibilidade (96%) e especificidade (100%). O ELISA presta-se perfeitamente para detectar um episódio de infecção aguda, demonstrando IgM específica para a gG HSV (IgM-anti-gG HSV). De modo semelhante, a detecção da IgG-anti-gG HSV permite identificar a existência de infecção prévia pelo vírus, mesmo em pacientes com latência ou recorrência do HSV.33 A técnica de Western blot fornece especificidade de até 100% na detecção da gG HSV- 2. A sensibilidade do método é de 95%, podendo ser ampliada quando a análise sorológica utiliza a densitometria.

Teste imunoenzimático de detecção direta dos antígenos do HSV, conhecido como Herpchek, chega mesmo a ter mais sensibilidade do que o PCR.34 A imunofluorecência direta também é método altamente sensível (92%). A restrição para o uso dessas duas técnicas decorre da necessidade da existência de lesões clínicas ativas para a obtenção do material a ser examinado. A imunofluorescência realizada na cultura viral, utilizando anticorpos monoclonais com especificidade para a gG HSV, também é capaz de fornecer uma identificação fidedigna do vírus.35

7. Tratamento

O aciclovir é a droga de escolha no tratamento do herpes simples. É um análogo acíclico do nucleosídeo 2'-deoxiguanosina. Age como inibidor seletivo da replicação do HSV, sendo administrado sob a forma de pró-droga inativa. Sua posterior fosforilação (monofosfato de aciclovir) é efetuada por uma enzima viral, conhecida como timidina cinase. Esse novo composto volta a ser fosforilado pelas enzimas celulares, transformando-se, finalmente, na forma ativada (trifosfato de aciclovir).36 A droga ativada concentra-se apenas nas células infectadas, reduzindo os efeitos colaterais observados em antivirais mais antigos. O aciclovir trifosforilado inibe, especificamente, a replicação do DNA do HSV ao competir com o trifosfato de desoxiguanosina pela DNA polimerase viral. A molécula de aciclovir é ligada ao genoma do HSV através da DNA polimerase; a ausência do grupo 3'- hidroxila impede a incorporação dos novos nucleotídeos necessários para a síntese da cadeia de DNA viral, efetuando assim sua terminação obrigatória.36,37

O aciclovir apresenta interação medicamentosa mínima com outras drogas, facilitando a administração em pacientes idosos, hipertensos, diabéticos ou hospitalizados e em uso de prescrição múltipla. A biodisponibilidade é de aproximadamente 30%, com meia-vida plasmática de três horas, sendo excretado na urina. A dose preconizada na primoinfecção benigna é de 1g/dia, fracionada em cinco tomadas. O tempo de tratamento pode estender-se por período de até 10 dias.

O uso endovenoso do aciclovir, na dose de 10mg/kg/dose administrada de 8 em 8 horas, está indicado nos casos de primoinfecção maligna.36

As recorrências eventuais do herpes simples são facilmente controladas com doses semelhantes às administradas na primoinfecção, porém utilizadas por período mais curto (cinco dias).

O uso tópico do aciclovir apresenta poucas vantagens em relação ao placebo. A freqüência das recorrências não é, no entanto, estatisticamente modificada pelo uso episódico do aciclovir, sugerindo que o tratamento episódico da recidiva clínica não é a opção terapêutica ideal. A utilização racional do aciclovir indica que deve ser empregado em todos os casos de primoinfecção herpética e nos casos graves, especialmente o herpes neonatal e a encefalite herpética. Acredita-se que o uso precoce do aciclovir na primoinfecção preveniria o estabelecimento da latência viral.36,38

O uso do aciclovir na gravidez tem sofrido modificações nos últimos anos. A droga foi originalmente proscrita durante a gestação pelo risco aparentemente óbvio de induzir defeitos congênitos ao atuar no DNA celular. O estudo de Smith e cols.39 demonstrou, no entanto, a segurança da droga quando ministrada no final da gravidez e a vantagem econômica dessa estratégia em detrimento do parto cesariano, mais caro e de maior morbidade. Spangler e cols.40 advogam que todas as mulheres grávidas, portadoras de herpes genital, deveriam utilizar o aciclovir no último trimestre da gravidez, na tentativa de minimizar o risco do herpes neonatal.

A supressão da recorrência do herpes simples pode ser obtida, em 85% dos casos, com a administração oral de aciclovir, em doses que variam de 400mg/dia a 600mg/dia, por períodos superiores a seis meses. A droga estaria indicada em pacientes sujeitos a mais de seis recorrências por ano.36,41

Novas opções terapêuticas incluem análogos dos nucleosídeos com melhor biodisponibilidade e maior meiavida intracelular, o que permite esquemas posológicos mais cômodos.42 O valaciclovir, derivado éster L-valina do aciclovir, talvez seja um dos mais promissores entre os novos compostos derivados dos nucleosídeos acíclicos.43 A boa tolerabilidade e a raridade de efeitos colaterais são as mesmas do aciclovir, mas as concentrações médias do pico já são observadas após 1,75 horas da ingestão do medicamento. A biodisponibilidade do aciclovir a partir do valaciclovir é de 54%, e sua ligação com proteínas plasmáticas é mínima. A primoinfecção herpética pode ser tratada com 500mg a cada 12 horas.43,44

Terapêutica de supressão das recorrências do herpes simples com valaciclovir tem sido efetuada com doses variando de 500mg a 1g/dia, obtendo controle das recidivas de perfil similar ao do aciclovir. Acompanhamento por um ano demonstrou raros efeitos colaterais (0,02%) em mais de 2.100 pacientes, comprovando a segurança do fármaco. Seu uso durante a gestação permanece controverso.36,44

O penciclovir, outro análogo purínico, tem baixa biodisponibilidade quando tomado por via oral, sendo, portanto, administrado sob a forma do famciclovir. A transformação no fármaco ativo é rápida, e o penciclovir atinge altas concentrações intracelulares, mantendo meiavida de 12 horas, enquanto o aciclovir restringe-se a uma hora.36,45 Também é trifosforilado graças à ação da timidina cinase, mas sua afinidade pela DNA polimerase do HSV é menor do que a do aciclovir. Os estudos demonstram que não promove o término obrigatório da cadeia de DNA à qual está incorporado. A dosagem preconizada é de 250mg, de 8/8 horas na primoinfecção herpética, por período de cinco a sete dias. A posologia preconizada para as recorrências do herpes simples é de 125mg a cada 12 horas, por cinco dias. Diaz-Mitoma e cols.46 estudaram a introdução da terapia de supressão durante intervalo de até 52 semanas com o famciclovir nas dosagens de 125mg de 8/8 horas e de 250mg a cada 12 horas, sem perceber diferenças significativas. O uso de megadoses do famciclovir 750mg/dia) já permite o tratamento da primoinfecção com dose única diária.36,47

A terapêutica em pacientes imunossuprimidos é controversa. O surgimento de cepas de HSV resistentes ao aciclovir e seus derivados tem sido, no entanto, uma grande barreira à introdução da profilaxia contínua nesses indivíduos. Mutantes virais, desprovidos da timidina cinase, têm sido observados em portadores da AIDS, transplantados e nas deficiências imunológicas congênitas.

A resistência do HSV ao aciclovir também pode ser causada por cepas que sintetizem a enzima DNA polimerase alterada.36,48

O foscarnet (ácido fosfonofórmico trissódico) é a opção no caso dos HSV resistentes ao aciclovir, sendo eficaz na destruição dos vírus desprovidos da timidina cinase. O foscarnet deve ser instituído 10 dias após a utilização ineficiente do aciclovir e mantido até a cura clínica.25,36 O foscarnet é, no entanto, ineficaz para o HSV portador da DNA polimerase, responsável por cerca de 10% das resistências comprovadas ao aciclovir. A despeito da reconhecida nefrotoxicidade induzida pelo fármaco, Tachedjian e cols.49 utilizaram-no por período de até dois anos em pacientes HIV+, sem induzir o surgimento de HSV resistente ao foscarnet.

Existem dois esquemas posológicos do foscarnet que oferecem bons resultados. O primeiro com 40mg/kg/dose EV, correndo em duas horas, a cada oito horas. O outro utiliza doses de 60mg a cada 12 horas, e o tempo de tratamento para ambos os esquemas varia de 14 a 26 dias.36

8. Profilaxia

As primeiras tentativas de vacinação anti-herpética utilizavam o vírus morto ou atenuado, após sucessivas passagens em cultura de células. São as chamadas vacinas de ‘primeira geração’ e predominaram até o fim da década de 1970. Frank50 tentou, já em 1938, efetuar a imunização com o HSV inativado em formalina, observando resultados discretos. Muitos estudos semelhantes foram efetuados entre 1946 e 1982, mas os critérios de melhora clínica foram mal definidos, e faltavam os grupos controle utilizando um placebo.51 O primeiro estudo caso-controle sério, envolvendo o acompanhamento da coorte em estudo por período de até 36 meses, foi efetuado por Kern & Schiff.52 Eles observaram que a melhora no grupo que recebeu o HSV inativado foi de 70%, sendo menor do que a melhora clínica relatada entre os que receberam apenas o placebo (76%).

A primeira evolução real nesse campo ocorreu, curiosamente, por razões erradas. Durante a década de 1970, acreditava-se que o HSV-2 poderia ser a causa ou um co-fator importante para o desenvolvimento do carcinoma no colo do útero. Sabe-se hoje que essa função cabe às cepas oncogênicas do HPV, mas, considerando as dúvidas existentes naquela época, procurou-se sintetizar uma nova vacina anti-herpética que congregasse apenas porções virais importantes na imunogenicidade, mas evitando o uso de todo o vírus. Estavam lançadas as bases para as vacinas glicoprotéicas de ‘segunda geração’.53 Skinner54,55 sintetizou uma vacina que leva seu nome, misturando diversas dessas glicoproteínas, mas não obteve os resultados esperados. Ainda faltavam modelos animais que apresentassem infecção pelo HSV similar ao quadro de herpes simples humano; faltavam também conhecimentos mais aprofundados sobre a função de cada glicoproteína do HSV.

As vacinas glicoprotéicas só se tornaram realidade depois que Stanberry e cols.56,57 descobriram que os porcosda- guiné apresentavam quadro clínico e recorrências que mimetizavam o herpes genital em humanos. De forma concomitante, os avanços na biologia molecular permitiram produzir grande quantidade das glicoproteínas virais de forma rápida e barata.

As glicoproteínas gB e gD são fundamentais na estimulação da imunidade celular específica, ativando a população de linfócitos T citotóxicos. Vacinação em cobaias soronegativas para o HSV-1, com um concentrado de glicoproteínas do vírus, sensibilizou linfócitos T a reconhecer a gB e gD e apresentou ação profilática contra a infecção herpética.58 Zheng e cols.59 observaram que epítopos provenientes da gD, quando expressos no material genômico de adenovírus vetores, poderiam constituir um método seguro de imunização contra o HSV.

As vacinas de 'segunda geração' encontram-se em fase avançada de estudo clínico em cobaias, mas não estão liberadas para uso no ser humano. Apesar de apresentarem resultados encorajadores, têm algumas restrições, como potência imunogênica reduzida, durabilidade curta e necessidade de incorporação a adjuvantes. Seu custo e eficácia ainda não se comparam aos da terapêutica supressiva com o aciclovir.53

As vacinas gênicas ou de DNA, ainda em fase experimental e de padronização, podem tornar-se extremamente úteis no combate à infecção pelo HSV. A diferença fundamental nessa nova geração de vacinas está na forma de apresentar o antígeno ao sistema imunológico. Isola-se a seqüência de DNA que codifica antígenos imunodominantes ou um fator de virulência com a potencialidade de induzir o sistema imunológico à produção de anticorpos específicos ou de estimular a população de linfócitos T auxiliares. O processo de vacinação envolve a inoculação intramuscular do DNA viral, que leva a mensagem para a síntese intracelular do antígeno apropriado. Evitam-se, assim, a inoculação do patógeno vivo ou atenuado que ocorre nas vacinas de 'primeira geração' e, também, os problemas proporcionados pelos adjuvantes necessários ao funcionamento das vacinas de ‘segunda geração’.53,60

Existem, no entanto, fatores restritivos ao uso das vacinas gênicas. Não se sabe ao certo a exata possibilidade de o plasmídeo modificado integrar-se ao genoma da célula hospedeira, causando mutações ou levando ao aparecimento de oncogenes. Especula-se também que essas vacinas poderiam induzir à tolerância imunológica ou à formação de anticorpos contra o plasmídeo administrado.53 A possibilidade de mutações do DNA humano são o ponto principal de questionamento dessa técnica, mas estudos em cobaias demonstraram que o risco de esse evento ocorrer é bem inferior ao da mutação espontânea do DNA.

Omar Lupi da Rosa Santos

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Fonte: www.anaisdedermatologia.org.br

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