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Herpes

Herpes é um vírus que pode se espalhar de uma pessoa para outra através da pele-a-pele. Ele pode aparecer em muitas áreas diferentes do corpo e é normalmente marcado por uma erupção de um aglomerado de bolhas, embora algumas pessoas apresentam sintomas muito leves ou nenhuma.

O que é ?

Herpes é uma infecção comum causada pelo vírus do herpes simplex (HSV).

Este vírus tem dois sub-tipos: HSV1 e HSV2.

Ambos os subtipos causar bolhas e úlceras na boca, face, órgãos genitais. Uma vez que uma pessoa é infectada com o herpes, que permanece por toda a vida.

No entanto, o vírus permanece frequentemente "latente" e não causa sintomas durante longos períodos.

Como é que a herpes é transmitida ?

Herpes é transmitida através do contato com a pele íntimo com uma pessoa infectada. Embora o vírus pode ser transmitido através do contato com lesões ou secreções, a transmissão é principalmente de lesões ignoradas ou cair vírus assintomática. O vírus pode ser transmitido quando o parceiro infectado não tem erupção ativa de vesículas ou úlceras ou outros sintomas. É possível que as pessoas nunca têm sintomas e não sabem que estão infectadas com o vírus da herpes.

No entanto, podem transmitir o vírus para outras pessoas. Os herpes oral é transmitida através de beijos e herpes genital através do contato sexual.

Durante o sexo oral, o vírus pode passar da região oral para a área genital e vice-versa.

Herpes: é uma doença viral.

Herpes genital (feridas) é uma infecção devido à presença de um vírus chamado Herpes Simplex Vírus HSV.

Existem duas estirpes diferentes:

O HSV1 é responsável por herpes localizadas acima do cinto. Ou, mais frequentemente, no lábio - mais conhecido como o frio ferida, mas também da boca, nariz, rosto ou olho

O vírus HSV2 é, por sua vez, inicialmente herpes abaixo da cintura. Ela provoca principalmente herpes nos genitais, mas também as áreas vizinhas, como as coxas e nádegas. Atenção, pode haver reações cruzadas. De fato, durante o sexo oral desprotegido, HSV1 pode ser transmitida no sexo. Este é o caso de 20% do herpes genital.

Durante a primeira infecção (chamada infecção primária), o vírus vai ficar em seu covil, perto de um centro nervoso (a parte inferior das costas para a HSV1 HSV2 pescoço). De acordo com a agressividade do vírus, a primeira infecção pode conduzir a uma crise de herpes. Mas na maioria dos casos, essa "primeira vez" passa despercebida.

Inativa, o vírus entra dormente durante um tempo, e algumas vezes muito longa: do período de latência é apenas sob a influência de um sinal externo, um gatilho, o vírus será acordar.

Ele saiu de sua caverna para retornar através dos nervos para a área afetada (HSV2 genital para HSV1 ou boca) para multiplicar: o início do herpes crise.

Doença Infecciosa

Herpes é uma doença viral infecciosa doença responsável pela pele e membranas mucosas caracterizada por uma erupção vesicular de botões agrupados.

Herpes é uma doença como leve em indivíduos saudáveis, mas pode ser muito grave em pessoas com deficiência imunológica, crianças ou mulheres grávidas.

Esta doença, às vezes dolorosamente experimentado, nunca pode ser completamente curada e, portanto, requer o suporte de tomar precauções, inclusive fora de crises, onde há potencialmente infecciosos.

A história de herpes

Onde veio isso?

O vírus do herpes tem sido em torno de um tempo muito longo, documentado pelos gregos antigos como feridas que pareciam 'fluência' sobre a superfície da pele.

De fato, o termo "herpes", é derivado da palavra grega "to creep".

É também evidente que há dois mil anos, o imperador romano Tibério tentou conter uma epidemia de herpes labial (herpes na boca) proibindo beijando durante as cerimônias e rituais públicos.

O herpes simples termo foi introduzido em 1906 e incluiu herpes labial (herpes labial) eo herpes progenitalis (herpes genital) na crença de que ambos os transtornos eram a mesma doença que afeta diferentes locais anatômicos. Vidal (1873) herpes simplex primeiro demonstrou ser infecções causadas por inoculação humana.

A origem do herpes na história humana é desconhecido. HSV-1 provavelmente tem sido em torno enquanto alguém poderia diagnosticar as bolhas de febre distintas.

Estudos de idosos na Europa e nos Estados Unidos mostraram que 90% tenham sido expostos ao vírus. A propagação do HSV-1 diminuiu com o entendimento de que as feridas herpéticas lançar o vírus e que estes podem ser distribuídos com apenas um beijo. HSV-2 é principalmente transmitida por contato sexual entre os seres humanos.

Panarício herpético é uma infecção por herpes nos dedos que ocorreram em profissionais antes da era de uso de luvas obrigatória. Como lesões herpéticas em outra parte do corpo, os surtos de herpes são frequentemente dolorosos e às vezes incapacitantes.

O vírus do herpes está relacionado com os vírus que causam a varicela, herpes, mononucleose infecciosa e vírus de Epstein-Barr. O vírus Epstein-Barr foi descoberto em 1964 por M. Anthony Epstein e colegas de trabalho em células de linfoma de Burkitt.

No entanto, não foi até 1968 que Gertrude e Werner Henle descobriu que era realmente um vírus do herpes e, depois de um dos seus técnicos de laboratório desceu com mononucleose, descobriu sua ligação com o vírus herpes simplex.

Herpes

São lesões localizadas, provocadas pelo vírus da catapora, o herpes vírus, que fica incubado em um músculo do corpo e se manifesta quando há uma queda na resistência imunológica da pessoa.

Os tipos

Existem dois tipos de herpes: o simples, mais comum, que não tem cura e aparece de vez em quando; e o herpes zoster, que só ataca uma vez e imuniza a pessoa;

Ambos causam dor intensa, mas o herpes zoster provoca uma dor desesperadora porque destrói o nervo onde está alojado. Essa dor persiste por meses e até anos porque o nervo demora muito para se regenerar;

O herpes simples é contagioso e geralmente aparece no contorno dos lábios, ao lado da boca, nos órgãos genitais, nádegas e até dentro dos olhos (casos mais raros), podendo levar à cegueira.

Como aparecem

Herpes simples

Dá em surtos, por isso é chamado de gripe da pele, porque vai e volta. Pelo menos 90% da população já teve contato com o vírus da catapora, causador da herpes, que se desenvolve em 40% dos infectados.

Herpes zoster

Acomete nervos e pele, causando dor terrível, de pessoas com baixa imunidade. Geralmente ataca os nervos que ficam entre as costelas (na horizontal) e o nervo trigêneo da face, a partir da orelha. Pode durar de quatro a seis semanas, mas a dor permanece por meses ou anos, quase enlouquecendo a pessoa.

Onde aparece

Herpes simples

Contorno dos lábios
Rosto
Órgãos genitais
Nádegas

Herpes zoster

Nervo trigêmeo, próximo da orelha até a testa
Abdômen, acompanhando o trajeto do nervo

Herpes

1). Superfície da pele repleta de conjuntos de bolhas vermelhas e infeccionadas
2).
Ramificação de nervos sob a pele, fazendo com que a pessoa sinta a dor também na superfície
3).
Bainha que envolve o conjunto de nervos
4).
Conjunto de nervos sendo atacados pelo Herpes Vírus
5).
Estrutura do nervo repleto de vírus

Evolução

Quando entra na célula do músculo o vírus se reproduz rapidamente, destruindo as fibras nervosas. Os surtos de herpes do tipo simples duram de cinco a sete dias e do tipo Zoster, de 4 a 6 semanas.

Formas de contágio

Beijo: É uma forma de contágio fácil, mesmo que a pessoa não tenha nenhuma ferida aparente, pode ser portadora do vírus, o que é suficiente para infectar o outro, mas não significa que a doença irá se manifestar.
Copo:
Beber água no mesmo copo de uma pessoa portadora do vírus também facilita o contágio. A pessoa também pode se contaminar apenas estando em um ambiente onde há alguém com o vírus.
Sol:
A radiação dos raios ultra-violeta (UVA e UVB) agem bloqueando a ação das células de defesa do organismo e reduzindo a proteção imunológica. Estresse, fadiga, cigarro, bebida alcólica em excesso e menstruação também baixam a resistência imunológica.

Tratamento

Quando mais cedo se iniciar tratamento, menor a destruição do nervo e menos dor (chamada dor pós-herpética);

O tratamento é feito à base de antivirais, antinflamatórios e analgésicos;

É possível prevenir a doença fortalecendo o sistema imunológico, evitando tomar muito sol e mantendo um estilo de vida saudável (menos estresse, bebida alcoólica, cigarro).

Fonte: www.santalucia.com.br

Herpes

A principal manifestação do herpes simples, uma infecção causada por vírus, é a presença de pequenas vesículas agrupadas que podem aparecer em qualquer parte do corpo, mas que em geral surgem nos lábios (Herpes tipo I) e atinge boa parte da população.

Pode ser transmitido pelo beijo, ou utilizando-se os mesmos talheres, copos, toalhas ou outros objetos pessoais. O quadro de herpes labial começa normalmente com um formigamento, um desconforto ou coceira que antecede o aparecimento de bolhas (vesículas) na boca ou gengivas.

As crianças normalmente se contaminam através do contato com membros da família ou amigos portadores do vírus.

Após a primeira infecção o vírus migra através dos nervos para gânglios nervosos podendo ficar em estado de latência (sem causar sintomas) durante muito tempo. Quando reativado, por diversas causas (machucados, sol, tensão emocional, menstruação e outras infecções), o vírus volta para a pele através do nervo novamente e produz as lesões características. O período entre uma crise e outra pode ser de dias ou meses, dependendo da susceptibilidade do individuo.

É muito importante então, aprender a identificar os primeiros sintomas do herpes, pois se o tratamento for realizado na fase inicial, pode-se evitar o aparecimento de bolhas e até mesmo diminuir, encurtar a duração das crises. Normalmente pode-se caracterizar precocemente o herpes pelo ardor, coceira, dor e vermelhidão que surgem antes do aparecimento das vesículas.

Para contornar a situação, normalmente, são utilizadas pomadas ou cremes que aliviam os sintomas.

Fonte: www.herbarium.net

Herpes

A Herpes é uma doença que aparece e desaparece sozinha, de tempos em tempos, dependendo de certos fatores como estresse, cansaço, esforço exagerado, febre, exposição ao sol, traumatismo e menstruação. Nas mulheres, o herpes pode também se localizar nas partes internas do corpo. Uma vez infectada pelo vírus da Herpes simples, a pessoa permanecerá com o vírus em seu organismo para sempre.

Sinais e Sintomas

Manifesta-se através de pequenas bolhas localizadas principalmente na parte externa do órgão genital feminino e na ponta do falo. Essas bolhas podem arder e causam coceira intensa. Ao se coçar, a pessoa pode romper a bolha, causando uma ferida.

Formas de contágio

O herpes genital é transmitido por meio de relação sexual (oral, retal ou vaginal) desprotegida (sem uso da camisinha). Essa doença é bastante contagiosa e a transmissão ocorre quando as pequenas bolhas, que se formam durante a manifestação dos sintomas, se rompem, ocasionando uma ferida e eliminando o líquido do seu interior. Esse líquido, ao entrar em contato com mucosas da boca ou da região ano-genital do parceiro, pode transmitir o vírus. Raramente a contaminação se dá através de objetos contaminados.

As feridas desaparecem por si mesmas. Após algum tempo, porém, o herpes pode reaparecer no mesmo local, com os mesmos sintomas. Enquanto persistirem as bolhas e feridas, a pessoa infectada estará transmitindo a doença. Na presença dessas lesões, a pessoa deve abster-se de relações sexuais, até que o médico as autorize.

Prevenção

Uso de preservativo em todas as relações sexuais, vaginais, orais e anais.

Tratamento

A herpes é altamente transmissível.

Por isso, a primeira orientação aos pacientes sempre diz respeito aos cuidados locais de higiene: lavar bem as mãos, evitar contato direto com outras pessoas e não furar as bolhas sob nenhum pretexto são recomendações importantes.

O tratamento é feito com medicamentos antivirais, por via oral e tópica, e tem como objetivo encurtar a duração dos sintomas, prevenir as complicações e diminuir os riscos de transmissão, pois o vírus não pode ser completamente eliminado.

Fonte: www.aids.gov.br

Herpes

Um surto de herpes envolve feridas ou úlceras dolorosas que afetam a boca ou a genitália. A doença é causada por um vírus comum chamado vírus herpes simples (HSV).

Uma vez que você foi infectado, o vírus permanece na pele e nas células nervosas por toda a vida. No entanto, é possível que você não saiba que está infectado com o HSV. Na maioria das vezes, está inativo e não causa sintomas. De tempos em tempos, erupções realmente ocorrem, especialmente se seu sistema imunológico estiver enfraquecido. Mesmo entre pessoas sem HIV, estresse, um frio comum ou exposição a fortes raios ultra-violetas podem causar a deflagração da herpes ativa.

Herpes oral e genital

Existem dois tipos principais de HSV e ambos causam infecção oral e genital. O HSV-1, normalmente, causa herpes oral ou herpes simples – formigamento ou espinhas dolorosas na borda do lábio, onde há a junção com a pele do rosto. Podem ocasionalmente desenvolver-se na narina, nas gengivas ou no céu da boca.

O HSV-2 é, normalmente, a causa da herpes genital – úlceras dolorosas genitais ou anais, algumas vezes acompanhado por febre, dor de cabeça, dor muscular e mal-estar. As lesões da herpes freqüentemente começam com dormência, formigamento ou coceira. Essa sensação indica que o vírus está se deslocando de um nervo para a pele, onde causa pequenos choques que, rapidamente, desenvolvem pequenas vesículas cheias de líquido. Estas rompem e formam uma crosta cobrindo a superfície, a qual, tipicamente, em pessoas com sistema imunológico normal, leva uma semana para cicatrizar.

Transmissão

O vírus pode ser transmitido de pessoa para pessoa através do contato entre as lesões e as membranas mucosas, por exemplo, com beijo ou contato sexual.

Mesmo quando não existem feridas, a herpes também pode ser transmitida, nos casos em que o HSV está se replicando e partículas contagiosas de HSV estão caindo da pele ou, mais provavelmente, das membranas mucosas. Pessoas HIV-positivas sofrem essas perdas mais freqüentemente.

Herpes e infecção por HIV

Há evidências de que a infecção recente por úlceras de herpes genital aumenta substancialmente as chances de uma pessoa ser infectada por HIV.

Em pessoas com HIV, a reaparição da herpes tende a ser mais freqüente, mais grave e com maior duração. Algumas vezes, as lesões podem se tornar infectadas por outras bactérias ou fungos. Além de causar grandes lesões orais ou genitais, a herpes pode ocasionalmente afetar a garganta, o cólon e outros órgãos incluindo o fígado, olho e pulmão. A encefalite herpética é uma inflamação do cérebro que causa dor de cabeça, náusea, alterações mentais, perda da coordenação e ataques, o que é raro em pessoas com HIV, mas potencialmente fatal se realmente ocorrer.

Uma pessoa HIV-positiva com úlceras de herpes durando quatro semanas ou mais é diagnosticada como tendo AIDS. Há evidências de que os vírus da herpes podem agir como um co-fator para a AIDS, ativando o HIV e fazendo com que seja mais fácil para o HIV contagiar certas células.

Diagnóstico

O HSV é diagnosticado através do crescimento (cultura) do vírus, removido de uma lesão, ou pelo uso de um exame fluorescente que o detecta. Este, usado para fins de pesquisa, olha diretamente para o material genético do vírus, porém não está geralmente disponível. A herpes no esôfago (garganta) ou cólon pode ser examinada com a utilização de instrumentos de fibra óptica.

Tratamento e prevenção

Infecções por herpes são tratadas com aciclovir, também chamado de ‘Zovirax’, seu nome comercial. Outros medicamentos para herpes incluem o valaciclovir, conhecido comercialmente como ‘Valtrex’, e o famciclovir.

O aciclovir é tomado em forma de comprimido (200-800 mg, cinco vezes ao dia, durante 5 – 10 dias) e trata ataques sérios de herpes oral e genital ou úlceras anais. Embora eficazes na prevenção dos surtos da herpes, uma vez que um surto genital é estabelecido, o aciclovir, freqüentemente, não traz muitos benefícios. É também administrado com gotejamento intravenoso (5 – 10 mg/kg, de oito em oito horas) em casos muito graves. Este medicamento quase não acarreta efeitos colaterais.

O aciclovir não elimina o vírus HSV das células nervosas, então surtos de herpes podem reaparecer após o anterior ter sido tratado. O aciclovir creme está disponível de farmecêuticos para tratamento do herpes simples; no entanto, muitos médicos questionam a sua eficácia.

O aciclovir pode ser tomado com regularidade para prevenir reaparições de ataques de herpes (400mg duas vezes ao dia). Seu uso freqüente, para tratamento ou prevenção, pode levar à resistência do medicamento.

A resistência ocorre quando o vírus não é mais sensível ao medicamento e não é comum, exceto entre pessoas com sistemas imunológicos bem prejudicados. Se você toma terapia de manutenção a longo prazo, é imprudente interromper abruptamente, já que isso pode levar a um sério surto de herpes. Experimentos controlados por placebo provaram que surtos de herpes oral podem ser prevenidos por hidratantes (por exemplo, lipsil) que contêm proteção contra luz ultra-violeta.

Tratamentos alternativos

Algumas pessoas acreditam que a dieta exerce um papel importante no estímulo ou supressão dos ataques de herpes, mesmo não havendo evidências conclusivas que apóiem essas afirmações. Há pesquisas que sugerem que aminoácidos chamados lisina (encontrados em laticínios, fermento e batatas) podem ajudar a prevenir a herpes.

Banhos de sal são bons para aliviar a dor das lesões da herpes genital.

Fonte: www.aidsmap.com

Herpes

Conceito

O herpes é uma infecção causada por um vírus, que acomete o ser humano em todas as faixas etárias, sem distinção de raça ou sexo. Grande parte da população é considerada infectada pelo vírus do herpes, entretanto, apenas uma pequena parcela apresenta a doença.

Tipos de Herpes

Existem dois tipos de vírus: herpes simples e varicela zoster.

O herpes simples é responsável pela doença localizada nos lábios, boca e na região genital (órgão genital masculino, feminino, etc...), enquanto que o varicela zoster é responsável pelo herpes zoster, também conhecido como "cobreiro".

Herpes Simples

Cerca de 90% da população é infectada pelo herpes simples entre o 4º e 5º anos de idade. O vírus permanece em estado latente dentro dos gânglios por toda a vida, manifestando-se esporadicamente. As crises duram cerca de 02 a 03 semanas, desaparecendo sem deixar seqüelas.

Transmissão

Herpes labial: Contato direto de outra pessoa infectada, através de objetos colocados na boca, ou mesmo pelo beijo.

Herpes genital: Através do ato sexual com pessoas infectadas, com doença ativa,caracterizada por bolhas e feridas com secreção.

Evolução

Independente da localização, o herpes simples se caracteriza por 04 estágios:

Ardor ou coceira na pele.
Formação de bolhas com inchaço e vermelhidão no local.
Ruptura das bolhas com formação de uma ferida com secreção (é neste período que a doença pode ser transmitida com maior facilidade).
A ferida seca, forma-se uma "casca", e ocorre a cicatrização.

Complicações

A infecção pelo herpes simples pode ser responsabilizada pelas seguintes complicações: piodermite (infecção da pele), eczema, encefalite (manifestação no sistema nervoso), esofagite (acometimento do esôfago) e infecção fetal transplacentária (transmissão ao feto através da placenta). A encefalite é a complicação mais grave, sendo responsável inclusive por diversos casos de morte.

Recorrência

O herpes simples (labial e genital) é recorrente, ou seja, reaparecem de novo.

Sabe-se que algumas situações precipitam o aparecimento de novas lesões, tais como: stress, tensão emocional, distúrbios menstruais, esgotamento físico e febre prolongada.

Herpes Zoster

Ocorre apenas nas pessoas que já tiveram varicela (catapora). A localização das lesões acompanha o trajeto de um nervo do corpo.

Transmissão

O vírus varicela zoster é altamente contagioso, sendo transmitido através do contato direto com a pessoa infectada.

Evolução

A dor geralmente é o primeiro sintoma, aparecendo cerca de 48 horas antes das lesões, aumentando de intensidade gradativamente, inclusive após o desaparecimento das lesões. As lesões são constituídas por um grupo de vesículas em linha, amarelo-esbranquiçadas, que secam e formam crostas em aproximadamente 01 a 03 semanas.

Complicações

Podem ocorrer: nevralgia persistente (dor nevrálgica devido a infecção do nervo), sensação de anestesia na área afetada (posterior à cura), paralisia do nervo acometido, encefalite (da mesma forma que no herpes simples), e acometimento ocular que pode levar a cegueira.

Recorrência

Ao contrário do herpes simples, o herpes zoster não te o caráter recorrente, ou seja, a manifestação é única.

Medidas Preventivas

Lave bem as mãos antes e depois de tocar a lesão.
Evite furar as bolhas.
Não retire as crostas das feridas.
Cuidado com a secreção (líquido das feridas), pois ela transmite a doença.

Não toque nos olhos ou nariz sem antes lavar bem as mãos.

Orientações Finais

O herpes em pacientes idosos pode significar a ocorrência de outras doenças, que ainda não se manifestaram;

A nevralgia pós-herpes zoster pode durar mais de 01 ano, principalmente nos pacientes com idade superior a 60 anos;

O herpes simples também é conhecido como úlcera do frio ou da febre;

As lesões do herpes zoster se manifestam mais freqüentemente na face e no tronco, sempre de forma unilateral.

Godofrêdo Chaves Sampaio

Fonte: www.hospitalpitangueiras.com.br

Herpes

Qualquer um pode ter

Depois da gripe a doença contagiosa por vírus mais comum no mundo é o Herpes.

Para se explicar sobre esta patologia, precisamos esclarecer o que é vírus:

Vírus são partículas submicroscópicas (DNA ou RNA) que infectam células vivas específicas; integram-se com o material genético da célula e utilizam o próprio metabolismo celular para se reproduzirem, gerando, assim, novas partículas virais.
O herpes tem afinidade por células derivadas do tecido ectodérmico, principalmente as células epiteliais e células do tecido nervoso (dermoneurotrópico).

A palavra herpes designa um grupo especial de DNA vírus da família herpesviridae, dentre eles:

1 - Vírus varicela-zoster - que causa Varicela ou Catapora
2 - Herpes vírus hominis - ou vírus herpes simplex I e II
3 - Epstein-Barr vírus - causador da Mononucleose infecciosa
4 - Citomegalovírus

Esses vírus, após a primeira infecção, produzem anticorpos neutralizantes. Em seguida, entram num período de latência por tempo indeterminado, mas podem ser reativados em caso de imunodepressão.

Todos estes vírus, por serem de fácil contágio, são adquiridos na infância, na maioria das vezes.

Milhões de pessoas são portadoras da doença em uma forma latente ou apresentam crises recorrentes, sendo um sério problema de saúde pública.

O vírus e as lesões herpéticas têm o seguinte comportamento:

Fácil disseminação.

Graus diferentes de morbidade, dependendo da imunidade de cada pessoa. Geralmente de evolução benigna, podendo chegar a quadros gravíssimos.

Não há um tratamento eficaz para a sua erradicação no organismo. Pode se instalar no corpo de um paciente e ficar em fase estacionária ou, ao contrário, apresentar recidivas frequentes da doença.

O HSV I (herpes tipo I) é a forma mais comum da doença, principalmente nos lábios, rosto e nariz - áreas de constantes traumas ou micro-traumas.

Os sintomas, após a contaminação, podem aparecer entre dois a vinte dias ou até mais. Por outro lado, pode-se ter o contágio sem sintoma algum e a primeira lesão só surgir anos depois, numa outra crise da virose.

A duração da doença é em torno de sete dias, evoluindo assim:

Primeiramente surgem na pele ou mucosa uma vermelhidão e edema (inchaço).

Depois aparecem vesículas (bolhas), geralmente pequenas, múltiplas, circunscritas, que se rompem com muita facilidade, eliminando um líquido claro

Após a ruptura espontânea das bolhas, este local toma aspecto de feridas abertas, com a base da cor branco-acinzentada e perímetro avermelhado. Se houver infecção secundária por bactérias, estas lesões tomam aspecto amarelado ou purulento. Nesta situação, é comum se confundir herpes com impetigo, que são lesões bolhosas causadas por estafilococos e estreptococos.

Os gânglios linfáticos (que estão produzindo aceleradamente anticorpos para combater esta agressão) aumentarão de tamanho e poderão ser percebidos à palpação. As cadeias linfáticas mais perceptíveis estão no pescoço, axilas e região inguinal (popularmente chamado de íngua).

Sintomas gerais podem acontecer em qualquer quadro herpético: febre, cansaço, fraqueza muscular, cefaléia (dor de cabeça) e artralgias (dores articulares). Nas crianças isto é mais comum, evoluindo com inapetência e perda de peso.

É comum na infância a estomatite herpética - na fase de erupção dentária, entre um a seis anos. O herpes agride toda a mucosa oral (principalmente gengiva, palato e língua), região peribucal e orofaringe. O diagnóstico pode ser confundido com aftas.

Na fase de remissão do herpes, a área se torna crostosa, seca e muito frágil, levando a fissuras, que podem até provocar pequenos angramentos, o que é comum nos lábios - por serem região de constante agressão do sol, ar, frio, ácidos da saliva, traumas da mastigação etc.

Cessada a fase aguda, o vírus se aloja num nervo e permanece em estado latente, podendo agredir em outras ocasiões, de acordo com o estado imunológico de cada um.

A dor é uma constante.  O vírus se prolifera no nervo (responsável pela sensibilidade, inclusive da dor) e esta proliferação se estendendo para a pele ou mucosa, causando, então, lesões ulceradas, extremamente dolorosas (nevralgia, dor de origem nervosa).

Complicações do Herpes

O nervo trigêmio é responsável pela sensibilidade da face lateral, testa e do ouvido. Em caso de herpes em qualquer área da cabeça, pode-se observar dor em todo o trajeto deste e de outros nervos.

Também é comum arder, coçar, dar pontadas ou choques e sensação de queimação - tanto no local da ferida, quanto no segmento nervoso sensitivo correspondente.

O herpes oftálmico (no olho) pode causar destruição da retina e do nervo óptico, levando à cegueira parcial ou total. Caso o nervo auditivo (do ouvido) seja afetado, pode levar à surdez.

Uma grande complicação é a encefalite herpética, onde o vírus migra para o cérebro através dos nervos. Isso acontece mesmo sem haver lesão primária no tegumento.

É importante ficar atento a possíveis sintomas iniciais das complicações neurológicas: vertigens, náuseas, febre persistente, dor de cabeça e confusão mental.

O HSV II (herpes tipo II ou genital) afeta a vulva, canal vaginal, colo uterino, peniano, uretra masculina e feminina, reto, região perianal e períneo. O contato retal, genital e oral é a via de transmissão.

Pode haver queixas de dor ao urinar no herpes genital. Até o contato da água com as lesões pode causar intenso incômodo.

As recidivas do herpes simples (I e II) geralmente são nas mesmas áreas, porém isso pode variar com o tempo e outros tecidos serem contaminados.

Contágio do Herpes I e II

Herpes vitima qualquer pessoa em qualquer idade, mesmo as crianças.

O HSV pode sobreviver por 2 horas na pele, por 4 horas em superfícies plásticas e por até 3 horas em tecidos.

As formas de contágio são:

Contato direto com as lesões ou utensílios recentemente contaminados.
 Tecnicamente é difícil identificar o tipo I e II. Os dois podem acometer qualquer área do corpo que tenha pele ou mucosa (cabeça, tronco, membros superiores e inferiores). Os dois tipos podem afetar boca e genitália.
 O vírus também se transmite por perdigotos (gotículas eliminadas pela boca e nariz), pela saliva e pelo sangue.
 É possível o contágio, mesmo na fase da crosta - quando a lesão está em regressão.
 Há controvérsias no que diz respeito ao contágio na fase de latência do vírus, quando não há qualquer lesão.
 As lesões subclínicas, imperceptíveis ou pouco valorizadas, permitem que não haja precaução no ato sexual ou no contato físico. Muitos portadores jamais desconfiarão estar com herpes, se as lesões não forem aparentes.
 A autoinoculação (autocontaminação) talvez explique porque muitas pessoas apresentem áreas diferentes do corpo com herpes.
 As mãos e o uso imprudente de lenços e toalhas contaminados carregam o vírus para partes anteriormente sãs.

Zoster

Herpes Zoster tem as mesmas características do Herpes simples, no que tange o aspecto das lesões, mas, no herpes zoster o agente etiológico é o vírus varicella-zoster - da Catapora (Varicela).

Se a pessoa não criar imunidade total, após desenvolver catapora, pode futuramente adquirir Zoster, em situação de baixa imunidade.

Nessa situação, o vírus permanece latente em gânglios nervosos próximos à coluna vertebral, e posteriormente reativa, migrando para a pele através dos nervos correspondentes a estes gânglios.

São lesões mais extensas e muito mais dolorosas que o Herpes Simples, acometendo qualquer nervo do corpo, sendo mais frequente no abdome e tórax, principalmente nos nervos intercostais (entre as costelas).

Sintomas de dor ou fenômenos parestésicos (formigamento, pontada, pele sensível, queimação) podem anteceder o aparecimento das bolhas, devido à inflamação destes nervos.

É mais comum nos adultos, idosos e em portadores de doenças crônicas, como câncer, AIDS e doenças autoimunes.

Uso prolongado de corticóides e quimioterapia propiciam o aparecimento do Zoster nos portadores do vírus.

A duração é de quatro a seis semanas, entretanto a dor pode persistir por semanas, meses ou anos a fio - nevralgia pós-herpética.

Ter herpes zoster é sinal de que a imunidade, naquele momento, está muito comprometida e deve-se investigar possíveis doenças associadas, ainda sem diagnóstico.

A vacina para Zoster foi manipulada com o vírus morto e oferece mais condições para o corpo se defender e criar anticorpos. Apesar de não oferecer total imunidade, se propõe a diminuir mais de 50% dos casos e está sendo preferencialmente direcionada aos idosos.

Fatores predisponentes para se adquirir Herpes

Devemos enfatizar um agente extremamente importante que favorece o surgimento dos episódios de Herpes, principalmente nos países tropicais e litorâneos: O SOL.

Os raios ultravioleta (UVA e UVB) inibem a ação das células de defesa da pele, além de causarem fissuras e queimaduras, comuns nos lábios e região perioral.

Nesta situação, com a imunidade celular fragilizada (mesmo que o portador esteja em boas condições de saúde), as lesões herpéticas podem se reativar.

É imprescindível o uso de cremes com filtro solar (em todo o corpo, inclusive os lábios) e evitar a longa exposição a esses raios solares (que incidem com maior intensidade de 10 às 16 h), além de usar chapéus ou se proteger na sombra.

O tabagismo, uso de drogas e de bebidas alcoólicas predispõem à menor produção de anticorpos. Atuam da mesma forma, os hábitos alimentares incorretos, a falta de proteínas e vitaminas naturais, adquiridas através dos alimentos.

O stress físico e emocional, o cansaço e poucas horas de sono levam ao herpes; são o estopim para centenas de doenças, incluindo esta. A conscientização de sua condição de portador desta virose deve ser levada em conta, para que consiga enfrentar todas as situações adversas.

Febre, infecções bacterianas e as viroses consomem as defesas orgânicas. Levam ao aparecimento do herpes, principalmente entre as crianças.

Qualquer doença grave ou tratamentos agressivos ao corpo, como no cão se quimioterapia ou corticoterapia podem levar a infecções secundárias, incluindo o herpes herpes.

São comuns surtos de herpes na menopausa e na gravidez, possivelmente por deficiência imunológica.

Prevenção e tratamento

Existem medicações antivirais específicas (por via oral ou tópica) e precisam ser usadas, principalmente se o episódio for muito agressivo.

Cremes e pomadas cicatrizantes, que devem se determinados pelo médico.

Medicação de apoio - analgésica e antiinflamatória.

Higiene local, para evitar infecção bacteriana oportunista e disseminação do vírus para áreas adjacentes – autoinoculação.

Higiene com as mãos, toalhas, roupas, vasos sanitários e utensílios que possam estar contaminados e carrear o vírus. O beijo é a forma mais comum de se passar o vírus.

Fazer abstinência sexual até total resolução da doença (total desaparecimento das crostas). O preservativo pode (apenas pode) evitar a transmissão, mas, como no caso do Papovavírus, é muito comum o contato de mucosa ou pele contaminadas no ato sexual ou nas carícias preliminares, mesmo com todos os cuidados.

Boa alimentação. Incluir em seu cardápio frutas, legumes e verduras. Não fumar, não beber, não usar drogas e melhorar a sua cabeça. Isso tudo não vale só no período da doença, mas para manter seu sistema imunológico sempre alerta. Você pode ter um simples episódio sem maiores estragos e, um dia, vir a ter um quadro exuberante e sofrido, mesmo muitos anos depois.

Saiba identificar a lesão precocemente, para se tomar as devidas providências. Quanto mais cedo se começa o tratamento, mais fácil de abortar a evolução do herpes.

Devemos aqui lembrar que esta doença não é patognomônica de promiscuidade sexual, nem de falta de higiene - qualquer um pode ter herpes.

Fatores que propiciam as complicações

Ignorância quanto ao que é herpes e suas consequências.
 Falta de acesso aos medicamentos específicos e orientação médica, principalmente por dificuldade financeira.
 Crendices e tratamentos caseiros. Aí se inclui furar as bolhas e colocar uma série de substâncias totalmente inúteis.
 Vergonha em revelar que está com herpes e negligenciar as formas de prevenção para não contaminar o próximo.
 Não acreditar que esta virose pode complicar sua saúde.

CUIDEM-SE. QUEM TEM HERPES TEM MEDO.

Fonte: recantodasletras.uol.com.br

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