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Hidradenite

A hidradenite é uma doença supurativa bacteriana que compromete os ductos das glândulas sudoríparas apócrinas.1-10 Foi descrita pela primeira vez por Velpeau (1839) que relatou a localização peculiar de abscessos axilares, mamários e perineal.

Coube a Aristides Verneuil, em publicações entre 1854 e 1865, difundir os conhecimentos sobre a doença, baseados em aspectos clínicos. Pollitzer e Dubreuilh (1893) relacionaram a afecção com as glândulas sudoríparas.

Finalmente, Brunsting (1939) publicou um trabalho completo e esclarecedor, pela primeira vez em língua inglesa, feito na clínica Mayo.

As principais localizações são axilar, inframamária, retroauricular, inguinal e perineal.

As lesões perineais, glúteas e sacrais são pouco freqüentes, porém, quando são crônicas, extensas e recidivantes necessitam atuação multidisciplinar, principalmente do coloproctologista e cirurgião plástico. A doença é mais freqüente no homem e manifesta-se com maior intensidade na fase adulta.

Anatomia patológica

À microscopia, verifica-se uma reação celular na luz das glândulas sudoríparas apócrinas, com distensão por leucócitos e infiltração celular do tecido conjuntivo circundante. Do ponto de vista macroscópico, há um espessamento dos tecidos subcutâneos, descoloração purpúrea da pele e presença de orifícios fistulosos com pouca secreção purulenta. A cultura da secreção pode isolar Streptococcus milleri, Stasphylococus aureus, Streptococcus anaerobios e Bacteróides.

DIAGNÓSTICO

Quadro clínico

Os sintomas e sinais são de longa duração, podendo chegar a 30 anos de evolução. Caracterizam-se por presença de abscessos e fístulas recidivantes, que, após cessada a fase inflamatória, deixam como seqüelas áreas de fibrose, orifícios fistulosos e escassa secreção purulenta.

Quando a doença é de localização perineal, raramente ocorre envolvimento do aparelho esfincteriano.

O diagnóstico, na forma crônica, é clínico e feito com facilidade, dependendo da experiência do coloproctologista. Em determinadas situações, necessita-se fazer biopsia para se firmar o diagnóstico, como nos casos atípicos de Crohn perineal, úlcera tuberculosa e carcinoma.

A associação com carcinoma espinocelular, nos casos de evolução prolongada, é muito rara.

Complicações clínicas

A complicação aguda mais importante é caracterizada por processo inflamatório e, posteriormente, infeccioso, atingindo tecidos superficiais e profundos com celulite, abscessos e supuração.

As crônicas são decorrentes de fístulas e do comprometimento de estruturas importantes, como o sacro e o cóccix, aparelho esfincteriano, uretra e vasos calibrosos, como os inguinais.

Exames complementares

A necessidade de exames complementares somente se justifica nos casos de áreas supurativas extensas, fístulas profundas e invasão de estruturas nobres. Podem ser feitas bacterioscopia e cultura de secreções, radiografia de sacro e cóccix, fistulografias e tomografia computadorizada de pelve.

Fonte: www.apm.org.br

Hidradenite


Hidradenite (hidrosadenite)

O que é?

Antigamente classificada entre as infecções bacterianas da pele, a hidradenite é hoje considerada um processo inflamatório que atinge as glândulas sudoríparas apócrinas decorrente de uma predisposição pessoal e que pode ser agravado por infecção.

A obstrução do ducto folicular parece ser o fator gerador da doença e o uso de desodorantes anti-transpirantes e a depilação são considerados fatores predisponentes ou agravantes para o surgimento da doença, que atinge principalmente as mulheres.

Manifestações clínicas

A doença ocorre nas axilas, regiões perianal e pubiana, virilhas e mamas, locais onde são encontradas as glândulas apócrinas.

Caracteriza-se por um nódulo avermelhado e doloroso, semelhante a um furúnculo. Pode ser pequeno e pouco inflamatório ou grande com muita inflamação, vermelhidão e dor. A ruptura da lesão deixa sair pus mas, nem sempre, isto é suficiente para a sua regressão.

Hidradenite

Podem ser uma ou várias lesões e atingir mais de um local ao mesmo tempo. A evolução varia, podendo ocorrer um único episódio ou se repetir ao longo dos anos. Nestes casos, as diversas inflamações acabam deixando cicatrizes fibrosas nos locais afetados (foto abaixo).

Hidradenite

Tratamento

Como a obstrução folicular pode estar associada ao surgimento ou à agravação da hidradenite, deve-se evitar o uso de desodorantes anti-transpirantes, depilação e raspagem excessiva dos pelos com gilete. No caso das mulheres, deve-se apenas cortar os pelos bem rente à pele.

O tratamento é feito com antibióticos locais e sistêmicos. Nas lesões maiores, geralmente muito dolorosas, pode ser feita a drenagem da lesão, facilitando a saída da secreção e diminuindo a dor.

Quando a doença apresenta episódios de repetição, pode ser realizado tratamento cirúrgico, com o esvaziamento glandular, quando as glândulas sudoríparas da região afetada são retiradas. O médico dermatologista é o profissional qualificado para indicar o melhor tratamento para cada caso.

Fonte: www.dermatologia.net

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