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Hidroavião

 

O hidroavião é um avião equipado para utilizar uma superfície aquática como pista de pouso e decolagem.

O hidroavião verdadeiro é um barco voador, com a própria fuselagem projetada para operar na água, mas a maioria dos aviões convencionais pequenos pode ser equipada com flutuadores, ao invés de rodas, e desta forma receberam a designação específica de hidroplanos.

Hidroavião

O primeiro hidroavião foi projetado pelo francês Alphonse Penaut (1876), mas nunca foi construído. Outro francês, Henri Fabre, realizou o primeiro vôo de hidroavião em Martigues, França (1910), mas foi o projetista de aviões norte-americano Glenn Curtiss que pilotou o primeiro hidroavião prático em San Diego, EUA, e transportou o primeiro passageiro, ambos os feitos realizados em 1911.

Nas décadas de 20 e 30, muitos países estavam construindo hidroaviões para uso civil e militar.

Na segunda metade dos anos 30 começou a era dos hidroaviões gigantes, iniciada pelo Dornier Do.X alemão, de 12 motores, que porém nunca chegou a entrar em serviço regular; o terreno foi dominado pelos enormes Sikorsky e Martin Clipper norte-americanos. Com o lançamento do Boeing 314 Clipper, em 1939, começou o transporte regular de passageiros unindo Europa e EUA.

Para projetar um hidroavião é necessário conhecer tanto aero como hidrodinâmica.

Os fatores aerodinâmicos são semelhantes aos dos aviões comuns, a não ser pela preferência em manter tanto quanto possível as asas, o leme horizontal e o motor afastados dos respingos de água.

O maior volume dianteiro do hidroavião obriga a uma maior área de leme de direção para garantir seu controle; o mecanismo de pouso necessita de atenções especiais, como flutualidade e estabilidade, resistência e leveza, além da sustentação hidrodinâmica com a menor quantidade possível de espelhamento de água.

A forma do casco deve ser projetada para que ele se desprenda rapidamente da água e passe a planar como uma lancha de corrida, até que seja atingida a velocidade de vôo.

Assim, o fundo do casco é desenhado de forma a empurrar a água para baixo: tem forma de V aberto de braços retos ou, algumas vezes, ligeiramente côncavos, para abafar o respingar da água e melhorar a sustentação.

HIDROAVIÃO

Os flutuadores aplicados aos aviões convencionais para transformá-los em hidroaviões são pouco mais que cascos estanques; sua eficiência é limitada pela necessidade de se conciliar a sustentação na água com a redução de peso e a aerodinâmica imprescindível para manter o avião em vôo. O mais comum é usar nessas aeronaves flutuadores gêmeos.

Embora não sejam comuns nos serviços de regulares de cargas e passageiros, nem por isso o número de hidroaviões tem decrescido no mundo.

Eles desempenham tarefas importantes em regiões dotadas de muitos lagos e portos e com acesso terrestre limitado; esse é o caso dos países nórdicos, da Rússia e do Alasca.

No Canadá são o único meio de transporte rápido possível para as regiões do norte, onde existem às centenas como táxis, cargueiros, ambulâncias e aviões-tanques no combate ao fogo florestal.

Fonte: br.geocities.com

O maior helicentro da América Latina inicia restauração do Hidroavião Jahú.

O Helipark , maior centro de serviços especializados para manutenção de helicópteros da América Latina, decide investir na cultura do país ao trazer para suas oficinas o hidroavião Jahú, primeiro avião a cruzar o Atlântico pilotado por um brasileiro e único “sobrevivente” mundial entre as 170 unidades produzidas na Itália durante a década de 20.

Hidroavião

Setenta e sete anos após a grande epopéia da história da aviação, o hidroavião Jahú ganha casa nova e começa a ser restaurado pelo Helipark , que presta assim uma homenagem a todos os mestres da aviação brasileira.

A restauração faz parte de um convênio firmado entre o Helipark , o Ministério da Aeronáutica (IV Comar), a Fundação Santos Dumont e a Aeronáutica Italiana, com apoio da família do piloto João Ribeiro de Barros, e do Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo).

O hidroavião Jahú esteve exposto por vários anos no Museu da Aeronáutica da Fundação Santos Dumont, no Parque do Ibirapuera, e hoje está em um dos hangares do Helipark , que já disponibilizou seis profissionais, entre engenheiros aeronáuticos e técnicos de manutenção, para iniciar a recuperação.

“Foi a paixão pela aviação que nos levou a investir na recuperação do hidroavião Jahú. Queremos contribuir para a preservação do patrimônio histórico brasileiro e também prestar uma homenagem ao piloto João Ribeiro de Barros”, declara João Velloso, proprietário do Helipark .

Segundo ele, deverão ser investidos mais de R$ 1 milhão no restauro total do hidroavião. “A previsão do Helipark é arcar com 20% deste valor com a locação do espaço, mão de obra e pintura. O restante virá pelo apoio da iniciativa privada”.

A restauração deverá ser finalizada no segundo semestre de 2006, às vésperas das comemorações do centenário do vôo do piloto brasileiro Santos Dumont.

“O Helipark quer devolver o Jahú restaurado para exposição ao público como um tributo à saga desses heróis quase esquecidos durante a comemoração deste centenário”, afirma Élson Sterque, diretor técnico do Helipark.

O Hidroavião Jahú e Sua História

Hidroavião

O brasileiro João Ribeiro de Barros, nascido em 1900 na cidade de Jaú, interior de São Paulo, tornou-se o primeiro aviador das Américas a cruzar o Oceano Atlântico no ano de 1927.

Saindo de Gênova e chegando, finalmente, em Santo Amaro (SP), Ribeiro de Barros e sua tripulação tornaram-se heróis nacionais depois de concluir a travessia de 12 horas sobre o mar sem escalas.

O ousado projeto não teve apoio do Governo brasileiro, que considerou a idéia absurda para a época. Assim, João Ribeiro de Barros comprou com recursos próprios o hidroavião italiano Savóia Marchetti, que mais tarde seria renomeado Jahú, em homenagem à sua terra natal.

Após alguns reparos e alterações de aerodinâmica no aparelho, Ribeiro de Barros prepara-se para a grande aventura: cruzar o Atlântico com seu hidroavião e sem navios de apoio.

Com quatro integrantes na tripulação, o navegador Newton Braga, o mecânico Vasco Cinquino e o co-piloto João Negrão, que se uniu ao grupo em Porto Praia, além do comandante Ribeiro de Barros, o Jahú partia, em 13 de outubro de 1926 para uma aventura que consumiria seis meses de esforço e obstinação.

A viagem foi marcada por muitos desencontros em seu trajeto como, por exemplo, sabotagens de ‘inimigos’ interessados em cumprir antes a travessia, surtos de malária e desentendimentos entre a tripulação.

Durante o percurso, o hidroavião fez diversas paradas para manutenção como, por exemplo no Golfo de Valência e Gibraltar e Porto Praia, na África, de onde o Jahú finalmente levantou vôo rumo a terras brasileiras.

Na madrugada de 28 de abril de 1927, voando a uma velocidade de 190km/h (recorde absoluto para a época), o Jahú permaneceu durante 12 horas no ar e, ao entardecer, mesmo com problemas em uma das hélices, o avião pousou vitorioso próximo a Fernando de Noronha.

A equipe teve ainda disposição para pilotar até Natal e Recife e, enfim Rio de Janeiro e São Paulo, terminando a viagem na represa de Santo Amaro, no dia 02 de agosto de 1927.

Hidroavião

Apesar de não ser o primeiro no mundo a fazer a travessia do Atlântico, João Ribeiro de Barros foi o primeiro comandante das Américas a completar esta façanha.

Muitos ainda atribuem, equivocadamente, a honraria a Charles Lindbergh que, na verdade, realizou um vôo solitário pelo Atlântico Norte em 20 de maio de 1927, 23 dias após o final da saga do Jahú.

Fonte: www.helipark.net

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