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Hidroponia

Hidroponia é uma técnica agrícola, através da qual se cultivam plantas sem a necessidade do solo como fonte dos nutrientes necessários ao seu desenvolvimento.

Cultura de Alface em Sistema de Leitos Flutuantes
Cultura de Alface em Sistema de Leitos Flutuantes

A palavra Hidroponia, de origem grega, é formada pela composição das palavras HYDOR, que significa água, e PONOS (do grego antigo), significando trabalho, no sentido de obra executada (o livro de um escritor - o quadro de um pintor).

Na prática da Hidroponia, as plantas podem ser cultivadas com as raizes suspensas no seio da água - Cultura em Água, suspensas no ar húmido - Aeroponia, ou ancoradas num Substrato ou Meio de Cultura, isento de Matérias Orgânicas Biodecomponíveis - Hidroponia em Substratos.

Então, na prática da Hidroponia podemos utilizar o solo?

Sim, desde que êste esteja isento de matérias passíveis de biodecomposição, e de sais minerais, organo-minerais ou orgânicos, passíveis de dissolução e ionização em água.
Pratica-se Hidroponia normalmente, nas areias de desertos.

A História da Hidroponia, remonta às civilizações antigas, desde a Egípcia e a Chinesa, passa pela Civilização Azteca na América Central, e chega aos nossos dias, quando se conclui que sua aplicação é a única forma de produzirmos alimentos frescos para os futuros astronautas, em viagens espaciais, e na sua estadia em estações no espaço.

Alface em Sistema NFT com canais semi-circulares
Alface em Sistema NFT com canais semi-circulares
Plantas suportadas por placas de polistireno expandido

A Hidroponia desenvolveu-se juntamente com a Química, na busca do Homem pelo conhecimento de "como e porquê as plantas crescem".

Esse conhecimento, começou na verificação e comprovação da necessidade de água para a sobrevivência das plantas, até à necessidade dos sais minerais dissolvidos na mesma, para o seu desenvolvimento.

E, na procura desse conhecimento, participaram filosofos e cientistas, como Aristóteles, Teofrasto, Dioscorides, Leonardo da Vinci, Andrea Cesalpino, Luca Ghini, John Woodward, e muitos outros mais atuais, cujos nomes ficaram gravados para sempre, na História da Hidroponia.

Porém, esta técnica sòmente foi chamada de Hidroponia, em 1935, pelo então professor e pesquisador de Nutrição de Plantas, da Universidade da Califórnia, Dr. William Frederick Gericke, por muitos chamado Pai da Hidroponia.

Gericke, como tantos outros pesquisadores de nutrição de plantas, usavam esta técnica a nível laboratorial, e foi êste o primeiro cientista, que desenvolveu sua aplicação a nível comercial.
Hoje, a Hidroponia está difundida pelo mundo, sendo utilizada para cultivar os mais diversos vegetais, sejam eles de que tipo ou estatura forem.

Muitos paises já definiram os padrões de qualidade dos produtos vegetais, baseados naqueles que se obtém através da Hidroponia, na sua maioria impossíveis de se obterem pela prática da agricultura convencional.

Outros, atualmente, produzem várias plantas exclusivamente através da Hidroponia, como é o caso das orquídeas da Nova Zelândia, um dos maiores exportadores mundiais dessas plantas.

Alface em vários estagios de desenvolvimento
Sistema NFT em tubos de secção circular
Alface em vários estagios de desenvolvimento

PORQUE USAR A HIDROPONIA?

Considerando um solo agricultável normal, é muito difícil manejá-lo, de forma que as plantas nele cultivadas consigam no mesmo os alimentos que lhes são necessários.

Mesmo fertilizando êsse solo corretamente, os alimentos necessários às plantas são dele desviados pelas águas da chuva ou da irrigação artificial, perdendo-se para áreas superficiais não utilizáveis, para cursos de águas, e mesmo para o sub-solo, atingindo até os lençóis freáticos.

A ação das águas sôbre o solo, causa enormes perdas de fertilizantes adicionados a ele, além de desequilibrar sua constituição química.

Além disso, o solo não existe sòmente para o benefício das plantas.

Ele também é o "habitat" de um sem número de sêres vivos minúsculos, como larvas e insectos, bem como milhões de bactérias, sendo estas tanto saprófitas quanto patogénicas.

Mudas de morangueiro ancoradas em blocos de lã de rocha prontas para transplante
Mudas de morangueiro ancoradas em blocos de lã de rocha prontas para transplante

Larvas e insectos também saem do solo, e se alimentam das plantas que nele existirem, algumas constituindo muitas pragas que às vezes dizimam lavouras inteiras.

As bactérias, também se deslocam do solo para as plantas, nelas se alojando, e delas também se alimentando, direta ou indiretamente.

As bactérias saprófitas, alimentam-se de matérias orgânicas provenientes de seres vivos mortos, pelo que não constituem grande risco para a nossa saúde.

Porém, as bactérias patogénicas alimentam-se de matérias orgânicas de seres ainda vivos, e constituem a maior parte das doenças que afetam o ser humano e outros seres, neles se incluindo as plantas.

Felizmente para nós, a Natureza é pródiga, e mantém um equilíbrio perfeito entre os seres vivos.

E neste equilíbrio, as bactérias patogénicas são mantidas em minoria, ficando sua ação dominada pela maioria das bactérias saprófitas.

Quando, de alguma forma, esse equilíbrio é perturbado ou desfeito, podemos ter a dominância de bactérias patogénicas, e a incidência de doenças causadas por elas, nem sempre são de fácil domínio pela medicina.

E, lamentàvelmente, o ser humano é especialista em provocar tais desequilíbrios.

Na prática da hidroponia, as plantas não têm contacto com o solo, pelo que ficam isentas da invasão das larvas, insectos e bactérias dele provenientes.

Isto traduz-se na obtenção de plantas de altíssimo nível de sanidade para o seu consumo pelo ser humano.

Por outro lado, os alimentos dados às plantas para o seu desenvolvimento, estarão sempre perfeitamente em equilíbrio com as necessidades das mesmas, pois que não sofrem as perdas devidas à ação das chuvas e da irrigação artificial.

Na hidroponia, o equilíbrio e as quantidades de alimentos fornecidos às plantas, são rìgidamente controlados, e com isso, não há desperdício dos mesmos.

Consequência disso, as plantas desenvolvem-se dentro de um alto nível de salubridade, apresentando os níveis ideais de vitaminas, açúcares e proteinas, que serão sempre muito maiores do que os apresentados pelas plantas cultivadas em solos convencionais.

Embora não seja uma exigência da hidroponia, as culturas levadas a efeito pela sua prática, são feitas dentro de estufas, umas mais, outras menos sofisticadas, de acôrdo com o clima da região onde são instaladas, e mesmo para atender às necessidades das plantas a cultivar.

Consequência disso, por estarem as plantas confinadas, estão muito protegidas contra os ataques de pragas e sujeiras transmitidas pelo ar.

Morangos hidroponicos
Cultivo em Tubos
Morangos hidroponicos - variedade Oso Grande

As plantas e frutos hidropónicos são colhidos perfeitamente limpos, e podemos dizer, prontos para consumo, embora sempre seja aconselhável sua higienização, pois que o manuseio das mesmas desde sua colheita até chegarem às mãos do consumidor, sempre proporcionará algum tipo de sujeiras ou contaminações, que necessitam ser eliminadas.

Por serem as plantas hidropónicas muito sãs, sua durabilidade após colhidas é muito grande, sendo normal atingirem vida útil de dez a vinte vezes maior do que as plantas oriundas de culturas em solos convencionais.

Muitas plantas, como a alface, são fornecidas aos consumidores com as raizes, e se forem de colheita recente, poderão ser conservadas em casa, num vaso com água, vivas e prontas para consumo quando necessário.

NA HIDROPONIA USAM-SE AGROTÓXICOS?

Nos dias de hoje, é uma utopia falar-se de produtos vegetais cultivados intensivamente, isentos de agrotóxicos.

Para cultivarmos plantas, seja a nível de subsistência familiar, como passa-tempo, ou a nível comercial, sempre estaremos provocando desequilíbrios no meio ambiente, pois que nos locais de cultivo estaremos forçando a predominância de um vegetal sobre outros.

E a cada desequilíbrio provocado, estaremos sempre sujeitos ao desenvolvimento de pragas das mais variadas espécies, e das mais variadas origens.

Caberá sempre a nós, seja de que maneira fôr, amenizar tais desequilíbrios, para reduzir ao mínimo essas pragas.

Mas elas sempre estarão presentes, e para erradicá-las, ou no mínimo reduzir a possibilidade de seu desenvolvimento, necessitamos usar vários artifícios, sendo que a utilização de agrotóxicos é um deles.
É um êrro afirmar que todos os agrotóxicos são danosos à saude humana.

Lembremo-nos que, o veneno que mata, também cura, desde que devidamente utilizado. O envenenamento provocado pela mordida de uma cobra, é curado pela ingestão controlada do veneno da própria cobra.

Existem agrotóxicos naturais e artificiais, sendo que os naturais, regra geral, não são danosos ao ser humano.

Os agrotóxicos mais naturais são as próprias plantas, como a Cravo de Defunto (Tagates minuta L.), ou como a "Neem" ou Nim, árvore de origem indiana.

É uma prática secular, cultivarem-se plantas repelentes de insectos e outras pragas, no meio das hortas.
Também se plantam árvores Neem no meio dos pomares, pois que estas exalam princípios ativos que repelem muitos insectos.

É também comum usarem-se chás e infusões de plantas repelentes, aplicados geralmente por aspersão ou por pulverização.

O chá ou infusão de folhas de Neem, é um grande repelente de pragas tanto para vegetais quanto para animais.

A Neem, também possui vários princípios ativos de cunho medicinal para muitas afecções, pelo que na Índia, essa árvore é conhecida como "A Farmácia das Aldeias".

Chás ou infusões de folhas de tabaco e de pimenta malagueta, usados independentemente ou em conjunto, são repelentes e destruidores de muitas pragas.

Cabe ressaltar aqui, que devemos hoje abandonar a utilização dos chás, infusões, ou extratos de folhas de tabaco, pois seu princípio ativo é a nicotina, composto hoje comprovadamente cancerígeno, quando utilizado sem controle.

Quanto aos agrotóxicos artificiais, devemos considerar os inorgânicos e os orgânicos.

Os inorgânicos, quando usados com parcimónia, de forma alguma afetam a saúde do ser humano e de outros animais superiores, e, por uma simples lavagem, se desprendem das plantas.

Assim, podemos dizer que não são residuais, e na sua maioria, são constituidos de sais de metais muitas vêzes necessários ao ser humano em doses ínfimas, chamados de micronutrientes.

Já os agrotóxicos orgânicos, na sua maioria, são residuais nas plantas, e usados em doses até pequenas, a curto ou a longo prazo, são prejudiciais ao ser humano e a outros animais superiores.

Lamentàvelmente, na agricultura extensiva, são os mais utilizados, e de forma desmesurada.

As plantas hidroponicas são muito sãs, resistem muito bem a muitas pragas, e geralmente são colhidas antes que tais pragas possam ser-lhes prejudiciais.

Porém, quando as pragas produzem seu efeito antes da colheita das plantas, necessário se faz o uso de agrotóxicos, e dentre êstes, os hidroponistas utilizam sempre os naturais, ou, em doses homeopáticas, os artificiais inorgânicos.

As doses de agrotóxicos utilizados na Hidroponia, quando necessários, o que é um fato raríssimo, são na ordem de um décimo ou um centésimo por cento daquelas usadas na hoje tão falada Agricultura Orgânica, ou mesmo na agricultura convencional.

Eis porque, geralmente se diz, que na Hidroponia não se usam agrotóxicos, o que, até certo ponto, é uma verdade.

Raul Vergueiro Martins

Fonte: www.hydor.eng.br

Hidroponia

A hidroponia é um sistema de cultivo, dentro ou fora de estufas, onde as plantas não crescem fixadas ao solo. Os nutrientes que a planta precisa para seu desenvolvimento e produção são fornecidos somente por água.

Mas como?

As plantas são colocadas em canais ou recipientes por onde circula uma solução nutritiva, composta de água pura e de nutrientes dissolvidos em quantidades individuais que atendam a necessidade de cada espécie vegetal cultivada. Esses canais ou recipientes podem ou não ter algum meio de sustentação para as plantas, como pedras ou areia. A solução nutritiva tem um controle rigoroso para manter suas características, periodicamente é feito um monitoramento de pH e de concentração de nutrientes, assim as plantas crescem sob as melhores condições possíveis.

Quais plantas já são cultivadas pela hidroponia?

A alface é a mais cultivada, mas pode-se encontrar: brócolis, feijão-vagem, repolho, couve, salsa, melão, agrião, pepino, berinjela, pimentão, tomate, arroz, morango, forrageiras para alimentação animal, mudas de árvores, plantas ornamentais, entre outras espécies; teoricamente, qualquer planta pode ser cultivada no sistema.

Quais as vantagens para o consumidor?

Já que o cultivo é feito longe do solo, as plantas não tem contaminantes desse meio, como bactérias, fungos, lesmas, insetos e vermes. As plantas são mais saudáveis, pois cresceram em um ambiente controlado procurando atender as exigências da cultura. Todo produto hidropônico tende a ser vendido embalado, não entrando em contato direto com mãos, caixas, caminhões, etc. Devido ao cultivo em ambiente fechado, o ataque de pragas e doenças é baixo, diminuindo ou anulando a aplicação de defensivos. Com o uso da embalagem você pode identificar: marca, cidade da produção, nome do produtor ou responsável técnico, características do produto e telefone de contato. Os vegetais hidropônicos duram mais na geladeira. A única possível desvantagem pode ser o preço: maior em alguns poucos centavos.

Quais as vantagens para o produtor?

O trabalho é mais leve e limpo, não sendo necessárias operações como: aração, gradeação, coveamento, capina. Não há preocupação com rotação de culturas. A produtividade e uniformidade da cultura é maior. Maior qualidade e aceitação do produto no ponto de venda é um ponto forte na comercialização. Não há desperdício de água e nutrientes, diminuindo custos e evitando contaminação do meio ambiente e diminuição dos recursos naturais. Há uma sensível redução no número de pulverizações. Devido a independência do tipo de solo, a cultura hidropônica pode ser realizada em qualquer local.

Tem desvantagens?

Algumas: os custos iniciais são elevados, devido a necessidade de terraplenagens, construção de estufas, mesas, bancadas, sistemas hidráulicos e elétricos. Dependência grande de energia elétrica. O negócio para ser lucrativo exige conhecimentos técnicos e de fisiologia vegetal. Em um sistema fechado, com uma população alta de plantas, poucos indivíduos doentes podem contaminar parte da produção. Exige rotinas regulares e periódicas de trabalho.

  

Fonte: www.achetudoeregiao.com.br

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