Uma evolução natural neste sentido é explorar a fusão nuclear para se fazer armas, afinal, libera muito mais energia do que a fissão. Em 1946 foram iniciados nos EUA os estudos para a fabricação de uma bomba de hidrogênio. Em 12 de março de 1951, o governo norte-americano informou que "os testes com armas atômicas no Pacífico revelaram grande progresso para o desenvolvimento de uma bomba de hidrogênio". E em primeiro de novembro de 1952, eles realizaram o primeiro teste explodindo uma bomba de hidrogênio com potência de 10 megaton. Essa potência explosiva corresponde a mil vezes a bomba de Hiroshima e quarenta milhões de vezes uma bomba convencional.
Em 1954 os EUA, informaram oficialmente que haviam experimentado, dois anos antes uma bomba de hidrogênio, e que, no mesmo local, explodiram outra a 1º de março de 1954. Em contrapartida, a URSS informou que em agosto de 1953 fizera, também, experiências com este tipo de bomba. A Inglaterra explodiu sua primeira bomba em 1957.
Na época do primeiro teste da bomba de hidrogênio, os americanos
imaginavam que os soviéticos levariam cerca de vinte anos para alcançar
a tecnologia nuclear norte-americana. Entretanto, a estimativa foi totalmente
errada. A União Soviética realizou seu primeiro teste de explosão
de uma bomba de hidrogênio apenas um ano depois e em outubro de 1961
eles testaram a explosão de uma bomba de 58 megatons, a maior bomba
nuclear da história.
A partir daí, os dois países ampliaram suas forças nucleares,
iniciando uma corrida armamentista, a Guerra Fria. Países como a França,
China, Índia e o Paquistão, também realizaram testes
nucleares. Acredita-se também que outros países tenham artefatos
nucleares.
Felizmente este tipo de bomba não foi utilizado em nenhum confronto, ataque ou guerra. Suas únicas explosões ocorreram em testes nos Estados Unidos, URSS, Inglaterra e França. Mesmo sob intensos protestos vários destes testes ainda foram realizados. Por exemplo, depois de muitos protestos mundiais, como oposição de dezenas de países, que lutam a favor do desarmamento nuclear, apoiados por pesquisadores importantes e pela comunidade internacional a França realizou nos últimos anos vários testes de bombas de hidrogênio no atol de Mururoa, oceano Pacífico.
Fonte: www.ifi.unicamp.br