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Hirsutismo

 

ETIOLOGIA

Hirsutismo não é uma doença, mas sim um estado que indica uma desordem subjacente (aumento da produção de andrógenos ou na sensibilidade cutânea aos mesmos).

Caracteriza-se pelo o desenvolvimento de pêlos terminais (duros e pigmentados) em locais andrógeno dependentes (face, tórax, abdome e dorso), onde normalmente eles não são encontrados em mulheres.

Essa definição pode variar dependendo do grupo étnico e do que é considerado normal em cada população (Ex.: mulheres asiáticas e americanas têm pouco pêlo no corpo, enquanto que mulheres do Mediterrâneo têm mais pêlos).

O hirsutismo deve ser diferenciado de lanugem (pêlo andrógeno independente encontrado principalmente em crianças) e de hipertricose ou "hirsutismo andrógeno independente" (aumento difuso dos pêlos corporais, que pode ser induzido por drogas [fenitoína, penicilamina, diazóxido, minoxidil e ciclosporina] ou por doenças sistêmicas [hipotireoidismo, anorexia nervosa, malnutrição, porfiria e dermatomiosite]).

Por volta de 6-8 anos de idade (adrenarca) começa a produção de andrógenos, que aumenta gradualmente durante a adolescência e começa a diminuir após a terceira década de vida. O andrógeno elevado é proveniente de um aumento na produção no ovário, na adrenal ou, mais raramente, nos órgãos alvos. A testosterona (TES) geralmente tem origem ovariana; o sulfato de dihidroandrosterona (SDHEA) tem origem adrenal e a androstenediona pode ser originada em ovários ou adrenais.

As formas benignas de hirsutismo geralmente inicia na puberdade ou após um período de ganho de peso ou parada do uso de anticoncepcionais, e têm uma progressão lenta. Hirsutismo que começa em outros períodos da vida, com rápida progressão e sinais e sintomas de virilização (clitoromegalia, aumento de massa muscular, voz grave) pode ser decorrente de neoplasia.

Causa comuns

A síndrome de ovários policísticos (SOP) e o hirsutismo idiopático são as principais causas, sendo outras patologias responsáveis por 2,3% dos casos.1

SOP. É a mais comum causa.1,2 Os critérios mínimos para seu diagnóstico são: irregularidade menstrual; hiperandrogenismo clínico (hirsutismo, acne, calvície padrão masculino) ou bioquímico; exclusão de outras desordens. O quadro se torna evidente na puberdade, quando aumenta a produção ovariana e adrenal (adrenarca) de andrógenos, e piora com a idade.

Hirsutismo idiopático. Geralmente, não há irregularidade menstrual e nenhumas outra causa identificável. Os níveis séricos de andrógeno estão dentro da variação normal.

Causas raras. Hiperprolactinemia, drogas (danazol, progestinas androgênicas de anticoncepcionais orais como o norgestrel), hiperplasia adrenal congênita (HAC) forma não-clássica (geralmente há irregularidade menstrual ou amenorréia primária), hipertecose (aumento da produção de andrógenos pela teca ovariana; não se sabe se é uma desordem distinta ou se faz parte da SOP), tumores ovarianos ou adrenais (os adenomas secretam principalmente TES e os carcinomas secretam TES, DHEA e SDHEA e cortisol. Alguns carcinomas perdem a capacidade de sulfatar o DHEA e os níveis de SDHEA são normais); síndromes de resistência insulínica (a insulina diminui a produção de globulina ligadora de hormônios sexuais e estimula receptores na teca, aumentando andrógenos; pode se associar com intolerância à glicose, obesidade, acantose nigricans, dislipidemias, hipertensão, etc).

DIAGNÓSTICO

Na história clínica, devemos pesquisar sobre a menarca, regularidade nos ciclos menstruais, gestações, uso de contraceptivos, sintomas de ovulação (dor ovulatória, mastodínea), aparecimento de acne e/ou alopécia frontal, idade do início e progressão do hirsutismo, história familiar (pesquisar SOP, hiperplasia adrenal congênita), uso de medicações com efeito androgênico ou que causem hirsutismo.

A determinação do grau do hirsutismo e sua extensão podem ser realizados no exame físico utilizando a tabela de Ferriman, a qual analisa nove locais andrógeno dependentes e classifica o hirsutismo em graus (0 a 4); se a soma deste escore for 8 ou mais, por definição, a mulher é hirsuta.3 Esta tabela, por ser muito subjetiva não tem valor em trabalhos científicos, porém quando empregada por um mesmo observador, pode monitorizar a melhora ou piora do hirsutismo. O padrão de distribuição da gordura corporal pode sugerir a presença de síndrome de Cushing. No exame da pele, pesquisamos a presença de acne, seborréia, acantose nigricans, estrias e pele fina. A presença de galactorréia sugere hiperprolactinemia e o exame do abdome pode revelar tumores secretores de andrógeno.

Mulheres com hirsutismo leve, de evolução lenta e com menstruações regulares não necessitam ser avaliadas do ponto de vista hormonal, pois geralmente não têm uma doença séria.

Com valores de TES abaixo de 150ng/dl, a hipótese de neoplasia é improvável e valores maiores que 150ng/dl também podem ser encontrados na SOP.

Dosagem de 17 OH-progesterona menor que 7nmol/L (2 mg/l) afasta e maior que 45nmol/L (13.6mg/l) confirma HAC.

Para valores basais entre 7 e 45nmol/L, indica-se o teste de estímulo com cortrosina: concentrações maiores que 45nmol/L também confirma HAC.2

Outras dosagens hormonais incluem prolactina (se suspeita de prolactinoma), LH, FSH (se suspeita de insuficiência ovariana) e SDHEA. Nos casos de SOP, devemos fazer uma avaliação para diabetes e dislipidemia.

TRATAMENTO

O tratamento não farmacológico consiste em remoção do pêlo através de métodos físicos (barbear, depilação química, eletrólise) e perda de peso quando necessário. O hirsutismo andrógeno independente deve ser tratado através dessas medidas e do abandono de drogas que possam estar causando-o.

Antes do tratamento farmacológico, cada paciente deve ser orientado a não esperar resultados antes de 3 a 6meses, já que a vida média do folículo piloso é de vários meses. A terapia farmacológica é continuada indefinidamente, pois a hipersensibilidade e a produção elevada de andrógenos são estados duradouros.

Supressão ovariana

O uso de anticoncepcionais orais é mais efetivo nos casos de hiperandrogenismo ovariano (SOP). Sua ação inclui a inibição do LH e, conseqüentemente, da produção de andrógeno na teca ovariana; estímulo da produção da globulina ligadora de hormônios sexuais pelo fígado, a qual tem maior afinidade pelos andrógenos do que pelos estrógenos, diminuindo a fração de andrógeno livre; e inibição da secreção adrenal de andrógeno. Porém, formulações contendo norgestrel e levonorgestrel devem ser evitadas devido à ação androgênica destas substâncias. Etinilestradiol com desogestrel (Mercilonâ) ou com acetato de ciproterona (Dianeâ) são as associações mais usadas. Se sangramento ou amenorréia ocorre após os primeiros meses, uma pílula mais estrogênica deve ser iniciada.

Análogo do GnRH inibe a secreção de gonadotrofinas e, conseqüentemente, de andrógenos ovarianos. Como também induz a uma deficiência estrogênica, deve ser associado com reposição de estrógeno e progesterona ou contraceptivos orais. Seu custo é elevado e sua eficácia é semelhante a dos contraceptivos orais.

Antiandrógenos

Essas drogas têm efeitos teratogênicos e quando administradas a mulheres sexualmente ativas, deve-se usar algum método contraceptivo. Atuam impedindo a ligação da TES e diidrotestosterona aos receptores androgênicos. A espironolactona (Aldactoneâ) é efetiva em 60 a 70% dos casos (principalmente no hirsutismo idiopático), na dose de 25 a 100mg duas vezes ao dia.1,2 Deve-se ficar atento aos seus efeitos indesejáveis (hipercalemia, desconforto gastrointestinal, sangramento menstrual).

Acetato de ciproterona (Androcurâ 50mg) é um progestínico com atividade antiandrogênica e eficácia semelhante a da espironolactona.

Esquemas de administração incluem: 25 a 100mg/dia durante os primeiros 10dias do ciclo com contraceptivos orais ou com reposição estrogênica; mulheres sem útero, a administração contínua de 25mg/dia pode ser feita. Doses elevadas podem causar ganho de peso, amenorréia e hepatite.

Flutamida (250mg) é tão efetivo quanto a espironolactona e a ciproterona, porém é caro e, nas doses utilizadas, pode causar hepatites fatais.1, 2

Inibidores da 5a-redutase

A conversão de TES para diidrotestosterona se faz pela ação da 5a-redutase. Finasterida (Fenastenâ 5mg, Proscar, Propecia) é um inibidor da 5a-redutase tipo 1 (encontrada na próstata) em outros tecidos como na pele, essa reação é catalisada pelo tipo 2. Sua eficácia é igual ou menor que a da espironolactona. A dose diária utilizada é de 5mg, porém a dose de 1mg parece ser tão efetiva quanto a de 5mg.2 Há risco de genitália ambígua em fetos masculinos expostos à finasterida durante o primeiro trimestre. Tem sido usado com boa segurança em mulheres menopausadas.2

Supressão adrenal. Está indica naqueles casos de hiperplasia adrenal congênita.

Existem vários regimes: 10-20mg de hidrocortisona, 2,5 a 5 mg de prednisona, 0,25 a 0,5 mg de dexametasona.

Josivan Gomes de Lima

Bibliografia recomendada:

1 - Taylor A E. Evaluation of women with hirsutism. UpToDate in medicine 1996; 4:3.
2 - Rittmaster, R S. Hirsutism. Lancet 1997; 349: 191-5.
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Fonte: www.angelfire.com

Hirsutismo

O hirsutismo é definido como a presença de pêlos terminais na mulher, em áreas anatômicas características de distribuição masculina. Pode manifestar-se como queixa isolada, ou como parte de um quadro clínico mais amplo, acompanhado de outros sinais de hiperandrogenismo, virilização, distúrbios menstruais e/ ou infertilidade.

CRESCIMENTO NORMAL DOS PÊLOS CORPORAIS, HIPERTRICOSE E HIRSUTISMO

A maior parte dos pêlos corporais pode ser classificada como velus ou terminal. Os pêlos velus são finos e não-pigmentados. Os pêlos terminais são mais grossos e escuros e podem ser dependentes de hormônios sexuais, como os pêlos da região torácica e abdominal dos homens, ou não, como os cílios e sobrancelhas. Os androgênios promovem a conversão dos pêlos velus em terminais, na maioria das regiões dependentes de hormônios sexuais. Uma exceção é a região do escalpo, onde por ação de androgênios ocorre a involução do folículo piloso 1 (D).

A diferenciação entre hipertricose e hirsutismo é importante, pois decorrem de etiologias diferentes e o manejo clínico será também diferenciado. A hipertricose é a transformação de pêlos velus, de textura fina e distribuídos em todo o corpo, em pêlos terminais. Não é causada por um aumento na produção de androgênios, podendo ser congênita ou adquirida. A hipertricose adquirida pode ser ocasionada por ingestão de medicamentos, algumas doenças metabólicas, como hipotireoidismo e porfirias, ou doenças nutricionais, como anorexia, desnutrição ou síndromes de má absorção 2 (D).

O hirsutismo é definido como a presença de pêlos terminais na mulher, em áreas anatômicas características de distribuição masculina, como acima dos lábios, no mento, em torno dos mamilos e ao longo da linha alba em abdome inferior. De acordo com a etiologia, o hirsutismo pode manifestar-se como queixa isolada ou acompanhado de outros sinais de hiperandrogenismo (acne, seborréia, alopécia), virilização (hipertrofia do clitóris, aumento da massa muscular, modificação do tom de voz), distúrbios menstruais e/ou infertilidade ou ainda alterações metabólicas.

O hirsutismo decorre da ação dos androgênios circulantes sobre a pele. Esta ação ocorre devido à presença e atividade de enzimas capazes de disponibilizar ou não metabólitos androgênicos mais ativos no interior do folículo pilo-sebáceo 3 (B) 4 (C) 5 (D).

ETIOLOGIA DO HIRSUTISMO E QUADRO CLÍNICO

O hirsutismo pode ser classificado em três categorias:

a) excesso de androgênios produzido pelos ovários e/ou adrenais,
b) aumento na sensibilidade cutânea aos androgênios circulantes ou
c) outras situações que envolvam alterações secundárias no transporte e/ou metabolismo de androgênios.

No primeiro caso, estão agrupados a Síndrome dos ovários policísticos (SOP), a hiperplasia adrenal congênita forma não clássica ou de início tardio, a Síndrome de Cushing e os tumores produtores de androgênios ovarianos ou adrenais. O segundo grupo, corresponde ao hirsutismo dito “idiopático”, caracterizado por hirsutismo isolado, na presen- ça de ciclos menstruais regulares e ovulatórios. No terceiro grupo, outras situações como doenças da tireóide, hiperprolactinemia, uso de drogas (fenotiazinas, danazol, metirapona, ciclosporina, entre outras), podem levar secundariamente a um quadro de hirsutismo 6 (D).

SOP é a causa mais freqüente de hirsutismo de origem glandular. A prevalência em mulheres em idade reprodutiva varia de 4% a 8% para a população geral de mulheres 7 (B) 8,9 (C) .

O quadro cl ínico associa hirsutismo , o ligo / amenorréia e infertilidade. Os sintomas iniciam no período peripuberal e progridem com o tempo. Um número expressivo de pacientes apresenta obesidade e em 30% a 60% dos casos, em especial nas pacientes obesas, a resistência insulínica com hiperinsulinemia compensatória estará presente 10,11 (B) 12 (C). Estas pacientes apresentam maior risco para desenvolver tolerância diminuída à glicose e diabetes mellitus 10 (B) 13 (C). Outras manifestações dermatológicas como acne e alopecia são observadas, em um número menor de pacientes 14 (C). Embora a etiopatogenia da SOP não tenha sido ainda esclarecida, a ocorrência de um padrão familiar sugere um componente genético da doença, possivelmente de herança autossômica dominante 15 (B)

Os tumores ovarianos secretor esdeandrogênios são relativamente raros, mas devem ser sempre lembrados como causa de hirsutismo, com início recente e progressão rápida com virilização importante. Entre as neoplasias de ovários, devem ser destacados os arrenoblastomas, androblastomas (tumor de células Sertoli-Leydig), tumores de células da teca-granulosa, tumores de células hilares, disgerminomas, teratomas, gonadoblastomas, tecomas luteinizados e luteomas

Alguns casos podem se apresentar como hirsutismo isolado na presença de ciclos regulares. Em geral, o início é peripuberal, mas pode ocorrer mais cedo, como um quadro de pubarca precoce 19,20 (C).

Ainda em relação às causas de hirsutismo de origem adrenal, deve-se lembrar a Síndrome de Cushing, especialmente em pacientes que apresentam obesidade central, estrias purpúreas, hipertensão e diabete. Por outro lado, os tumores virilizantes adrenais são raros, mas graves e o quadro clínico tem início abrupto e progressão rápida.

O hirsutismo idiopático caracteriza-se por maior atividade androgênica no folículo pilosebáceo dos hormônios circulantes em níveis normais, sem outras manifestações clínicas ou alterações laboratoriais 21 (B) 22 (D).

AVALIAÇÃO CLÍNICA E COMPLEMENTAR

Deve ser realizada anamnese e exame físico completos. Pesquisar início e evolução do hirsuti smo e sintomas associados ( acne , seborréia , alopecia ) .

Determinar da tadamenarca, padrão menstrual, paridade e antecedentes familiares, incluindo história familiar de diabete. Deve ser igualmente pesquisada a presença de sintomas sugestivos de disfunção tireoideana ou adrenal ou hipoestrogenismo.

O exame físico deve incluir, entre outros, o índice de massa corporal (IMC: peso/altura 2 ) e a relação cintura/quadril, que permitem de forma simplificada, avaliar pacientes com maior risco metabólico (IMC >25:sobrepeso e >30:obesidade; relação cintura/quadril em mulheres > 0,85); a avaliação da presença de pêlos corporais, sua distribuição corporal, pigmentação e os sinais habituais que podem acompanhar o hirsutismo: acne e seborréia e eventualmente, alopecia. Sugere-se a utilização de uma classificação semiquantitativa do grau de hirsutismo, escore de Ferriman e Gallwey, para avaliação inicial e evolução clínica 23 (C). Este escore é definido pela soma da pontuação de nove áreas do corpo (de zero a quatro pontos, cada uma). O ponto de corte para definir hirsutismo é 8 – apenas 5% das mulheres pré-menopáusicas apresenta escore superior a este valor 22 (D) (Figura 1)

Hirsutismo
Escore semiquantitativo de Ferriman e Gallwey modificado 22 (D)

Devem ser pesquisados outros sinais de virilização como: hipertrofia de clitóris, aumento da massa muscular e modificação do tom de voz. Outros aspectos importantes a serem avaliados no exame físico incluem: presença ou não de galactorréia e sinais de distúrbio na função tireoideana ou adrenal.

Os exames laboratoriais e de imagem serão solicitados de acordo com as hipóteses diagnósticas apoiadas pela avaliação clínica.

Em termos gerais, serão solicitados: testosterona e prolactina séricas e a determinação da 17 hidroxi-progesterona basal e/ou após o estímulo com ACTH (teste descrito mais adiante).

Em pacientes com hirsutismo isolado e ciclos regulares (ciclos menstruais de 25-35 d), a avaliação laboratorial pode ser desnecessária, a não ser que haja infertilidade inexplicada associada. Se houver suspeita de hipoestrogenismo, especialmente nos casos com amenorréia ou sintomas menopáusicos, deve-se solicitar o FSH.

Nos casos de SOP, rastrear dislipidemia, diabete e tolerância diminuída à glicose por meio da glicemia em jejum e 2 h após sobrecarga com 75 g de glicose oral e perfil lipídico. Se houver suspeita clínica para tumores secretores de androgênios, exames de imagem serão solicitados para localização da lesão ovariana ou adrenal. Nestes casos, a determinação de DHEA-S pode ser útil. Exames de função tireóide (TSH) ou rastreamento para Síndrome de Cushing serão solicitados apenas em casos específicos.

CRITÉRIOS PARA O DIAGNÓSTICO ETIOLÓGICO

Os critérios diagnósticos foram redefinidos recentemente, no consenso de Rotterdam, em reunião conjunta das Sociedades Européia e Americana de Reprodução Humana.

Estes incluem, pelo menos, 2 dos 3 critérios seguintes:

1) disfunção ovulatória;
2)
evidência de hiperandrogenismo clínico (sinais e sintomas) ou laboratorial (concentrações aumentadas de androgênios séricos);
3)
aparência policística dos ovários à ultrasonografia, ou seja, 12 ou + foliculos 2-9 mm e/ou volume ovariano> 10 cm3 . Outras causas reconhecidas de hiperandro - genismo devem ter sido excluídas 24 (D).

HIRSUTISMO IDIOPÁTICO

O diagnóstico é estabelecido em pacientes com hirsutismo isolado, com ciclos menstruais regulares, ovulatórios e fertilidade preservada 25 (C) 22 (D). Nestas pacientes, se solicitados, os níveis de androgênios circulantes são normais.

HIPERPLASIA ADRENAL CONGÊNITA, FORMA NÃO CLÁSSICA (HAC-NC)

O diagnóstico clínico de HAC-NC por deficiência em 21-hidroxilase é confirmado pela medida da 17-hidroxiprogesterona sérica basal (valores >5 ng/ml) e/ou após teste de estímulo com corticotrofina, em solução aquosa (0,25 mg, IM ou EV), iniciando entre 7 e 9 h da manhã e dosagem da 17OHP e cortisol nos tempos 0 e 60 min, se a administração de cortrosina foi IM ou 0, 30 e 60 min, se EV. Valores plasmáticos de 17OHP pós ACTH > 10-12 ng/ml são diagnósticos de HAC-NC17 (C) 16,18 (D). Por outro lado, estudos recentes sugerem que o ponto de corte para o teste do ACTH possa ser mais elevado (17,0 ng/ml) 26 (D). A confirmação do diagnóstico pode ser desnecessária em alguns casos de hirsutismo isolado, uma vez que a resposta terapêutica ao tratamento antiandrogênico é semelhante ao de pacientes com hirsutismo idiopático 27 (A). No entanto, em mulheres com irregularidade menstrual ou infertilidade, o diagnóstico de hiperplasia adrenal ou sua exclusão tem impacto positivo sobre a decisão da melhor opção terapêutica.

OUTRAS CAUSAS

Causas mais raras de hirsutismo devem ser suspeitadas na presença dos seguintes critérios: início abrupto e evolução rápida do hirsutismo ou piora repentina; início mais tardio, após a terceira década de vida; presença de sinais ou sintomas de virilização, incluindo clitoromegalia, aumento de massa muscular e engrossamento da voz. No caso de tumores secretores de androgênios, a testosterona sérica costuma ser > 150 ng/dl e os exames de imagem serão necessários para localizar a origem adrenal ou ovariana do tumor 28, 29 (C) .O sulfato de dehidroepiandrosterona poderá estar elevado na presença de neoplasia adrenal. Se houver suspeita clínica para Síndrome de Cushing (estrias purpúreas, fascies em lua-cheia, obesidade central, diabete, hipertensão), rastreamento inicial pode ser realizado a partir da determinação da cortisolúria de 24 h (e creatininúria) e/ou teste de supressão com 1 mg VO de dexametasona (às 23 h, e dosagem de cortisol no dia seguinte, às 8 h da manhã). Todos estes casos devem ser encaminhados para serviços de atenção terciária com presteza.

É necessário, também, realizar o diagnóstico diferencial do hirsutismo com outras causas, como distúrbios da função tireóide, hiperprolactinemia e uso de drogas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Fonte: www.projetodiretrizes.org.br

Hirsutismo

O hirsutismo, descrito como o crescimento excessivo dos chamados “pêlos terminais” em mulheres, em áreas anatômicas características de distribuição masculina, o hirsutismo pode se manifestar como queixa isolada ou como parte de um quadro clínico mais complexo.

Pode, por exemplo, estar acompanhado de distúrbios menstruais ou alterações metabólicas.

As causas, os sinais, a classificação de hirsutismo e os tratamentos são alguns dos destaques da entrevista com o médico endocrinologista Dr. Cristiano Barcellos, no Pod Ter Saúde.

Colaborador do Ambulatório de Hirsutismo do Serviço de Endocrinologia do Hospital das Clínicas (FMUSP), o especialista fala ainda sobre a relação entre hirsutismo e síndrome de ovários policísticos.

Fonte: www.podtersaude.com.br

Hirsutismo

Hirsutismo é a pilosidade excessiva sobre as mulheres naquelas partes do corpo onde o cabelo terminal normalmente não ocorre ou é mínimo - por exemplo, um fio de cabelo barba ou no peito. Refere-se a um padrão masculino do cabelo do corpo (cabelo androgénica) e é, portanto, essencialmente de preocupação cosmética e psicológicos. O hirsutismo é um sintoma, em vez de uma doença e pode ser um sinal de uma doença mais grave, especialmente se desenvolve bem após a puberdade. A quantidade e localização do cabelo é medido por uma pontuação Ferriman-Gallwey.

Sintomas

Hirsutismo afeta as mulheres e homens, por vezes, uma vez que o aumento de andrógenos provoca um padrão masculina de pêlos no corpo, às vezes excessiva, especialmente nos locais onde as mulheres normalmente não desenvolvem pêlos terminais durante a puberdade (tórax, abdômen, costas e face). O termo médico para o crescimento excessivo de pêlos que afetam homens e mulheres é hipertricose.

Causas

O hirsutismo pode ser causada por qualquer um nível aumentado de andrógenos, os hormônios masculinos, ou uma hipersensibilidade dos folículos pilosos para andrógenos. Hormonas masculinas tais como a testosterona estimular o crescimento de cabelo, aumentar o tamanho e intensificar o crescimento e pigmentação do cabelo. Outros sintomas associados com um elevado nível de hormonas masculinas incluem o acne, engrossamento da voz, e aumento da massa muscular.

Evidência crescente implica elevados níveis circulantes de insulina em mulheres para o desenvolvimento de hirsutismo.

Esta teoria é especulado para ser consistente com a observação de que obesos (e, assim, presumivelmente hiperinsulinêmico resistentes à insulina) mulheres estão em alto risco de se tornar piloso. Além disso, os tratamentos que os níveis mais baixos de insulina irá conduzir a uma redução na hirsutismo.

Especula-se que a insulina, a uma concentração suficientemente alta, estimula as células da teca do ovário para produzir androgénios. Também pode haver um efeito de níveis elevados de insulina para ativar o crescimento semelhante à insulina fator-I (IGF-1) do receptor nessas mesmas células. Mais uma vez, o resultado é o aumento da produção androgénio. Sinais que são sugestivos de um tumor secretor de andrógenos em um paciente com hirsutismo é rápido início, virilização e massa abdominal palpável.

Diagnóstico

Um método de avaliação de hirsutismo é a pontuação Ferriman-Gallwey que dá uma pontuação com base na quantidade e localização de crescimento do cabelo em uma mulher.

Diagnóstico de pacientes com hirsutismo leve mesmo deve incluir a avaliação da ovulação e ultra-som ovariano (por causa da alta prevalência de síndrome dos ovários policísticos, bem como 17-hidroxiprogesterona (por causa da possibilidade de encontrar a deficiência da 21-hidroxilase não clássicos.

Valor outro sangue que podem ser avaliados no workup do hirsutismo incluem:

O andrógenos testosterona e sulfato de dehidroepiandrosterona
Estimulador da tireóide, hormônio
Prolactina

Tratamento

Muitas mulheres com pêlos indesejáveis ??procurar métodos de depilação. No entanto, as causas do crescimento do cabelo deve ser avaliada por um médico, que pode realizar exames de sangue, identificar a origem específica do crescimento anormal de pêlos, e aconselhar sobre o tratamento.

O tratamento mais eficaz que foi testado é o Flutamida oral para um ano. Dezassete dos dezoito mulheres com hirsutismo tratados com terapia de combinação de 250 mg duas vezes por dia Flutamida e um contraceptivo oral tinha uma redução rápida e acentuado na sua pontuação hirsutismo. Entre eles, uma mulher com a perda de cabelo padrão mostraram notável melhoria.

Fonte: www.hairchick.com

Hirsutismo

Excesso de pêlos em mulheres

Hirsutismo corresponde ao excesso de pêlos em mulheres, em áreas onde normalmente sua presença deveria ser mais discreta. É o caso da face, tórax, abdome, face interna das coxas, virilha e nádegas. O hirsutismo pode decorrer apenas de um padrão genético em uma família, mas em muitos casos está ligado a sérios problemas hormonais. Apesar de as mulheres portadoras de hirsutismo se preocuparem muitas vezes apenas com a questão estética, há a necessidade de se avaliar cada caso visando descartar doenças que podem comprometer a saúde e a vida das pacientes.

Principais causas

Várias condições podem cursar com hirsutismo. Em cerca de 80% dos casos o hirsutismo é provocado por uma alteração no funcionamento dos ovários, conhecida como Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). As mulheres portadoras de SOP apresentam uma produção exagerada de hormônios masculinos pelos ovários, sendo esses hormônios os responsáveis pelo aumento dos pêlos no corpo e aparecimento de acne. Além disso, essas mulheres apresentam grande tendência para obesidade, diabetes, infarto, alterações da menstruação e infertilidade.

Outras causas de hirsutismo são: tumores de ovários, tumores de glândulas adrenais, hiperplasia de glândulas adrenais, excesso de produção de prolactina, excesso de produção de cortisol (Doença de Cushing), uso de certas medicações. Praticamente todas as causas de hirsutismo necessitam de tratamento e acompanhamento especializado por poderem comprometer todo o organismo. Em muitos casos, o tratamento requer cirurgia ou uso de medicações por tempo prolongado.

Sinais de alerta

Existem situações onde a avaliação por médico especialista deverá ser realizada o mais precoce possível. São os chamados sinais de alerta para possíveis causas que vão exigir tratamento urgente.

Os principais são:

Hirsutismo associado a virilização (calvície, aumento do clitóris, voz grossa)
Piora rápida do hirsutismo
Hirsutismo associado a edemas (inchaços) ou ganho de peso exagerados
Hirsutismo acompanhado de acne exagerada
Alterações da menstruação em mulheres com Hirsutismo
Produção de leite pelas mamas em mulheres com hirsutismo

Tratamento

O excesso de pêlos pode ser tratado de diversas formas, como depilação a laser, eletrólise, uso de hormônios anticoncepcionais, medicações que combatem os efeitos dos hormônios masculinos, alguns cremes tópicos. Em certos casos onde a paciente se encontra obesa, a própria perda de peso pode reduzir a intensidade do hirsutismo. Cada paciente vai precisar de um tratamento dependendo da causa de seu hirsutismo. Mais importante do que se preocupar com a questão estética, deve ser a preocupação em afastar as causas graves de hirsutismo. O melhor tratamento para o hirsutismo é aquele voltado para a causa do problema. Assim, nos casos de tumores produtores de excesso de hormônios, indica-se cirurgia para sua retirada. No caso dos Ovários Policísticos, existem medicações que normalizam o funcionamento dos ovários.

Fonte: www.jornalcco.com.br

Hirsutismo

O hirsutismo é o crescimento excessivo de pêlo em zonas onde as mulheres habitualmente não o têm, já que o pêlo nestas zonas depende dos androgénios (hormonas masculinas). Estas zonas são o lábio superior, a zona das patilhas, o queixo, o pescoço, as auréolas mamárias, o tórax, a área em volta do umbigo, as virilhas, as coxas ou as costas. O hirsutismo não deve ser confundido com a hipertricose, que é o aumento simples do pêlo em zonas não androgénicas, como os braços ou as pernas.

O crescimento excessivo de pêlo nas mulheres ocorre geralmente devido à presença de demasiadas hormonas masculinas (androgénios). Nesta situação, denominada hiperandrogenismo, o pêlo fino e pouco pigmentado torna-se grosso e escuro e, frequentemente, é associado à acne.

Uma causa comum do hirsutismo é a síndrome do ovário poliquístico, noutros casos pode haver um componente familiar hereditário; no entanto, noutros casos, a causa específica nunca chega a ser identificada.

Se o hirsutismo se desenvolver subitamente ou em excesso e for acompanhado de outras características típicas de masculinidade, como o engrossar da voz ou o aumento da massa muscular (no seu nível máximo, chama-se virilização), a sua causa pode ser um transtorno mais importante, pelo que deves consultar o teu médico de família ou o ginecologista.

É possível melhorar o hirsutismo leve com simples alterações do estilo de vida. Uma alimentação saudável, a prática de exercício físico diário e a perda de peso de forma controlada (nas mulheres com excesso de peso) podem melhorar o hirsutismo. Nos casos mais agudos, é aconselhável recorrer a tratamentos com medicamentos, sempre sob controlo médico, que podem ser complementados com tratamentos cosméticos.

A Síndrome do Ovário Poliquístico

Ovários poliquísticos e síndrome de ovários poliquísticos não é a mesma coisa. Os ovários poliquísticos são um diagnóstico ecográfico que pode ou não ser acompanhado de sintomas, enquanto que a síndrome dos ovários poliquísticos (SOP) é um desequilíbrio hormonal (leve ou grave) que pode causar períodos menstruais irregulares, hirsutismo e acne. É uma afecção comum, cuja causa exata se desconhece, que em muitos casos começa na puberdade.

As adolescentes com SOP podem ter inúmeros sintomas, entre os quais podemos destacar:

Períodos irregulares com pausas de alguns meses ou, pelo contrário, períodos muito frequentes
Hirsutismo
Acne
Aumento de peso e/ou dificuldade em perdê-lo

Pelo fato de se ter ovários poliquísticos não quer dizer que se tenha quistos nos ovários. Muitas vezes, este diagnóstico ecográfico provoca confusões mas refere-se apenas ao grande número de folículos de pequeno tamanho (inferiores a 10 mm) que existem nos ovários em estado de repouso, que é muito superior ao que encontramos nos ovários normais. Além disso, muitas adolescentes têm ovários poliquísticos mas não a síndrome, pelo que, em muitos casos, se trata de uma descoberta casual, que não tem grande importância.

Em princípio, o tratamento da síndrome de ovários poliquísticos é farmacológico e dietético e é levado a cabo sob o controlo de um ginecologista.

Fonte: www.evax.pt

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