Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  História da Bandeira Brasileira - Página 9  Voltar

História da Bandeira Brasileira

História da Bandeira Brasileira

DIA DA BANDEIRA

A bandeira do Brasil foi instituída quatro dias após a Proclamação da República, que foi no dia 15 de novembro de 1889. Assim como as demais bandeiras, cujas cores geralmente têm algum significado, a bandeira do Brasil tem as cores ligadas aos símbolos nacionais.

O nosso verde significa nossas matas e também traz à lembrança o primeiro objeto que funcionou como bandeira: os ramos arrancados das árvores pelos homens primitivos em atitude de alegria. O nosso amarelo representa a riqueza mineral e a aventura dos bandeirantes à procura do ouro. Uma interpretação mais poética faz com que imaginemos o amarelo como o sol que brilha em nosso céu, astro que garante as condições da sobrevivência humana. O azul significa o nosso céu e também uma homenagem à Nossa Senhora, padroeira de Portugal e do Brasil. O branco simboliza a paz, incluindo os brasileiros aos povos que enxergam Deus como plenitude do ser e do poder, assim como o branco é a plenitude das cores.

Além de todas essas cores, a bandeira brasileira tem 27 estrelas que correspondem às 26 unidades federativas brasileiras e o Distrito Federal. Na faixa que corta a bandeira nacional estão escritas as palavras “Ordem e Progresso”. Isso significa decisão e visão clara dos problemas da pátria e também meta de ascensão para os homens de valor. Essas palavras são a síntese de um sistema filosófico que surgiu na Europa, chamado “Positivismo”. Em nosso país, Benjamin Constant, Demétrio Ribeiro, Teixeira Mendes e Miguel Lemes são grandes nomes dessa filosofia.

A bandeira do Brasil fica permanentemente hasteada na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Ela só é arriada quando uma nova é hasteada. As bandeiras brasileiras em mau estado de conservação devem ser entregues em uma unidade militar para serem incineradas no dia 19 de novembro. As bandeiras de outros países só podem ser hasteadas no Brasil se ao lado estiver a Bandeira Nacional, do mesmo tamanho e ao lado direito. A única exceção é para embaixadas e consulados.

Fonte: UFGNet

História da Bandeira Brasileira

Boa tarde a todos e obrigado pela oportunidade de falar sobre este nosso glorioso pendão.

A nossa Bandeira Nacional é a própria imagem da Pátria e da nossa soberania, razão pela qual se impõe ao culto dos brasileiros. A lei regulamenta a sua apresentação, mas é necessário que o costume a conserve como uma sugestão permanente de nacionalidade aos olhos do povo.

É nosso dever propagar o culto à Bandeira, como uma exigência dos hábitos nacionais por todo o território pátrio. Presente por toda parte, seja ela o emblema insubstituível da brasilidade. Consideram-na, os que têm a responsabilidade de ensinar, a materialização amável do tempo e do espaço nacional, símbolo comum às gerações.

É preciso que a educação se faça nas escolas e fora delas, sob esse signo de união e fidelidade, a todos os cidadãos que estudam e trabalham; pelas suas cores que, desde a independência, lhe compõem o retrato sentimental: "auriverde pendão" da nossa terra!

A Bandeira do Brasil foi projetada em 1889 por Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemos, com desenho de Décio Linhares. Foi inspirada na bandeira do Império, desenhada pelo pintor francês Jean Baptiste Debret, com a esfera azul-celeste e a divisa positivista "Ordem e Progresso" no lugar da coroa imperial.

A expressão foi extraída da fórmula máxima do Positivismo: "O amor por princípio, a ordem por base, o progresso por fim", que se decompõe em duas divisas usuais - uma moral, 'viver para outrém' (altruísmo, termo criado por Comte), ou seja, colocar o interesse alheio acima de seu próprio interesse, e outra divisa de natureza estética, 'Ordem e Progresso', que significa cada coisa em seu devido lugar para a perfeita orientação ética da vida social.

Dentro da esfera, está representado o céu do Rio de Janeiro, com a constelação do Cruzeiro do Sul, às 8h30 de 15 de novembro de 1889, dia da Proclamação da República. As estrelas foram inspiradas nas que, realmente, brilhavam no céu do Brasil, na histórica madrugada de 15 de novembro de 1889. Eram as estrelas Espiga, Procium, Sirius, Canopus, Delta, Gama, Epsilon, Seta, Alfa, Antares, Lambda, Mu, Teta e outras".

Mas, companheiros, qual a razão das cores verde, amarelo, azul e branco em nossa Bandeira?

Ao analisarmos as cores e a inscrição da Bandeira de nossa Pátria, veremos o quanto elas representam para nós:

O verde da Bandeira tem muitos significados, pois remonta o primeiro objeto que provavelmente funcionou como bandeira: ramos de árvores arrancados em instantes de alegria espontânea.

Na Bandeira do Brasil, o verde tem outros significados históricos, como a Casa de Bragança, a filiação com a França e o estandarte dos Bandeirantes. Tem o verde também o significado da vastidão territorial que nos foi legada pelos intrépidos bandeirantes Antonio Raposo Tavares, Fernão Dias Paes e tantos outros que, com sua tenacidade e desprendimento, deram nova dimensão ao Brasil e dormem sepultados sob a poeira dos tempos; como por aqueles que, expondo suas vidas em memoráveis batalhas, expulsaram os invasores que formavam novos países dentro do nosso país; ou ainda pelos ilustres autores de nossa Independência José Bonifácio de Andrada e Silva, D. Pedro I e D. João VI, que fizeram abortar os sonhos dos brasileiros mal avisados, que procuravam semear em nossa terra pequenas repúblicas o que, está provado, pelo que podemos ver na Hispano-América, transformaria o grande, o imenso Brasil, em pequenos e insignificantes países, em imensa e desunida colcha de retalhos, estraçalhando e dividindo este corpo de proporções gigantescas que será, se Deus o quiser, sempre unido e coeso, o celeiro do mundo futuro, graças ao seu extraordinário povo e a sua imensidão territorial.

O amarelo, não só do ouro e das riqueza que povoam o nosso subsolo, mas o ouro da pureza de alma e da imensa bondade que brota do coração dos brasileiros. Um povo extraordinariamente cristão que não quer verter sangue, que não é vingativo porque tem a correr-lhe nas veias o sangue dos cruzados que ostentavam no denodado peito a Cruz rubra de Cristo a atestar a fé e a razão de viver. O amarelo recorda, ainda, o período imperial e, poeticamente, é a representação do Sol. Essa cor, historicamente, nos remete ainda à Casa dos Habsburgos e também à Casa de Castela e à Casa de Lorena, a que pertencia a D. Leopoldina, esposa de D. Pedro I.

O azul, historicamente, remonta a nacionalidade lusitana, bem como homenageia a história do Cristianismo e a mãe de Jesus, padroeira de Portugal e do Brasil. No campo da Astronomia, o azul, dentro do seu círculo interno, corresponde a uma imagem dessa esfera, inclinada segundo a latitude do Rio de Janeiro às 8h37 - ou 12 horas siderais - do dia 15 de novembro de 1889 (data e local da Proclamação da República). Trata-se da mais completa ilustração celeste já imaginada para uma bandeira nacional. O firmamento sempre exerceu fascínio e tem sido permanente fonte de inspiração para a humanidade. Com o progresso das cidades, nosso cotidiano ficou mergulhado em luzes artificiais e há muito deixamos de contemplar o céu. Talvez por ironia, observá-lo sistematicamente foi o que nos ajudou a chegar tão longe. Todas as nações sabem disso e muitas expressam esse significado em seus símbolos nacionais.

Várias foram as alterações havidas nessa esfera azul, pois no início a nossa Bandeira possuía 21 estrelas pertencentes a oito constelações: Cruzeiro do Sul (5), Escorpião (8), Triângulo Astral (3), Cão Menor (1), Cão Maior (1), Argus (1), Virgem (1) e Oitante (1).

Posteriormente, em 1960 e 62, foram acrescentadas mais duas estrelas, Alphard (Alfa) e Gama, pretencentes à constelação Hidra Fêmea e referentes aos novos Estados da Guanabara e do Acre, Lei nº 5443, de 28-05-1968.

A Lei nº 5700, de 01-09-1971, deu nova redação à Lei acima mencionada, dispondo detalhadamente, sobre a forma e apresentação dos símbolos nacionais - Bandeira, Hino, Armas e Selo.

Em 1992, a Lei nº 11 alterou a bandeira para permitir que todos os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal fossem representados por estrelas, ocasião em que foram adicionadas mais quatro estrelas à constelação do Cão Maior: Mirzam (Beta), Muliphen (Gama), Wezen (Delta) e Adhara (Épsilon), referentes aos Estados do Amapá, Rondônia, Roraima e Tocantins, respectivamente. E, por fim, o Estado de Mato Grosso do Sul ficou com a estrela Alphard que pertencia ao Estado da Guanabara, extinto em 1975.

As Leis em questão ressaltam a necessidade da Bandeira Nacional ser atualizada sempre que ocorrer a criação ou extinção de Estados e deixam bem evidente que a Bandeira brasileira é aquela que foi adotada pelo Decreto de nº 4, de 19-11-1889.

E quanto a cor branca, plenitude das cores, ela traduz os desejos de paz. Vale destacar também a ausência do vermelho e do preto, excluindo da Bandeira lembranças de guerras, ameaças e agressões. A Bandeira do Brasil é um pendão idealista e limpo, estando bem mais próxima dos antigos estandartes, erguidos apenas para coreografar o bem-estar e o jubilo aos deuses.

A área branca, ainda em sentido oblíquo e descendente, da esquerda para a direita, com a legenda "Ordem e Progresso", cuja posição exata na Bandeira não constou no decreto que a criou, foi motivo de dúvidas e especulações diversas.

A área branca de nossa Bandeira se trata apenas de um espaço, não pertencente à Esfera Celeste, onde se pudesse inscrever a expressão positivista já citada, parte de um dos lemas mais conhecidos do filósofo francês Augusto Comte (1798-1857), fundador do positivismo, que contava com numerosos seguidores no Brasil, entre eles o professor Raimundo Teixeira Mendes, o mentor da Bandeira Republicana.

A nossa primeira Bandeira, com certeza, nasceu no ano de 1139, das cinco quinas que simbolizavam as chagas de Cristo, que dizem ter aparecido a D. Afonso Henriques, na Batalha de Ouriques. A elas vieram se unir a Bandeira da Ordem de Cristo, instituída em 1318, que tremulou no topo dos mastros das caravelas que singravam aos mares dos cinco continentes. Em 1495 é instituída a Bandeira de D. Manoel I, o venturoso, que sobre a Cruz de Cristo coloca as armas portuguesas. São estas duas bandeiras que desembarcaram no Brasil a 22 de abril de 1500 pelas mãos de Pedro Alvares Cabral.

No Brasil, a primeira bandeira, que vigorou após a Independência e que foi instituída por decreto de 18 de setembro de 1822, foi o resultado de um estudo solicitado por D. Pedro I ao célebre artista francês Jean Baptiste Debret, estudo esse que, apresentados ao mestre Felix Emile Taunay, mereceu reparos, considerados por D. Pedro I que finalmente o aprovou.

Entretanto, como fora escolhido o título de Imperador para a cerimônia de coroação, não havia mais razões para a sobrevivência da coroa portuguesa, de quem o Brasil se emancipara, sendo substituída pela coroa imperial brasileira. Essa bandeira ficou imutável até 15 de novembro de 1889, data da implantação da República.

Com uma pequena modificação, nossa Bandeira adaptou-se à nova situação sem quebrar a sua continuidade. Do símbolo heráldico do Império para o aspecto do céu da capital brasileira no momento em que a constelação do Cruzeiro se acha no Meridiano. Ao centro a legenda que bem exprime o desejo de todo o brasileiro, por muitos tachada de sectária, mas que permanece até o presente como a prognosticar o Brasil que sempre renasce.

Vale ressaltar a letra do Hino à Bandeira, de autoria do poeta Olavo Bilac:

Salve, lindo pendão da esperança! Salve, símbolo augusto da paz! Tua nobre presença à lembrança, a grandeza da Pátria nos traz.

Salve, lindo pendão, bandeira de nossa terra que desejamos, de coração, presente em todas as salas de aula, em todos os lares humildes ou poderosos, e em as forjas de trabalho deste imenso e amado Brasil.

Salve símbolo augusto da paz. Paz que sentimos presente em nossos lares e em nosso ambiente de trabalho.

Tua nobre presença, bandeira da minha terra, à lembrança a grandeza da Pátria nos traz. Grandeza que não é mais futuro, mas presente porque nós somos o presente e o Brasil está alicerçado no amor, na justiça e na honestidade de cada um de nós.

Bandeira do meu Brasil! Contemplando o teu vulto sagrado, compreendemos o nosso dever; e o Brasil, por seus filhos amado, poderoso e feliz há de ser.

Pedro Paulo Penna Trindade

Fonte: www.achetudoeregiao.com.br

História da Bandeira Brasileira

História da Bandeira Brasileira

A Bandeira Brasileira foi um projeto de Teixeira Mendes, com a colaboração de Miguel Lemos. O professor Manuel Pereira foi responsável pela organização das estrelas, e o desenho foi executado por Décio Villares. O projeto foi aprovado em 19 de novembro de 1889, através do Decreto nº 4.

A nova bandeira manteve as tradicionais cores verde e amarela, uma vez que elas "recordam as lutas e as vitórias gloriosas do exército e da armada na defesa da Pátria", e que "independentemente da forma de governo, simbolizam a perpetuidade e integridade da Pátria entre as outras nações."

O amarelo primeiro apareceu na bandeira do Principado do Brasil (1645), colorido uma esfera armilar, que era um dos instrumentos usados no aprendizado da arte de navegação, lembrando então a descoberta do Brasil.

O verde apareceu bem mais tarde (13 de maio de 1816) na Bandeira do Reino do Brasil, decretada por D. Pedro I. A bandeira foi desenhada por Jean-Baptiste Debret, membro da Missão Artística Francesa, contratada anos antes por D. João IV para pintar "as belezas naturais e humanas do Brasil." D. Pedro teria afirmado que o verde e o amarelo representariam "a riqueza e a primavera eterna do Brasil."

A esfera armilar é novamente lembrada através da esfera azul celeste, que representa o céu idealizado. A faixa branca que atravessa a esfera dá à mesma a noção de perspectiva. Trata-se da idealização da linha zodiacal.

A legenda, escrita em verde, "Ordem e Progresso", é um resumo do lema de Auguste Comte, criador do Positivismo, do qual Teixeira Mendes era adepto. O lema completo era "o amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim." Segundo o próprio Teixeira Mendes, o objetivo do lema era mostrar que a revolução "não aboliu simplesmente a monarquia", mas que ela aspirava "fundar uma pátria de verdadeiros irmãos, dando à Ordem e ao Progresso todas as garantias que a história nos demonstra serem necessárias à sua permanente harmonia."

As estrelas, parte do "céu idealizado", têm uma história que se inicia também com a Bandeira do Reino de D. Pedro I, para honrar as 19 províncias daquele tempo. Quando a Bandeira Republicana foi criada, as estrelas representavam os vinte Estados da República e o Município Neutro. Hoje são 26 Estados e o Distrito.

A disposição das estrelas deve ser a mesma daquela vista no céu do Rio de Janeiro nas primeiras horas da manhã do dia 15 de novembro de 1889, por isso a presença do Cruzeiro do Sul.

No entanto, vale lembrar a presença da Cruz na primeira bandeira a chegar em território brasileiro: a Bandeira da Ordem Militar de Cristo, símbolo da ordem militar e religiosa restrita a nobres, que financiou várias expedições marítimas portuguesas. Tal ordem possuía uma cruz vermelha e branca num fundo branco e estava nas velas das 12 embarcações que chegaram em terras brasileiras no dia 22 de abril de 1500.

Bandeira

De um lado havia um grande desconforto em relação ao regime imperial no Brasil. De outro havia o positivismo, uma corrente de pensamento fundada na França por Auguste Comte (1798-1857) que foi mais que um sistema filosófico, trouxe uma nova concepção do mundo, uma nova classificação das ciências e um programa político de construção. Apesar de afirmar que o método científico é o único válido para se chegar ao conhecimento, acabou exercendo um fascínio muito mais próximo da religião, tendo excelente penetração em muitos países, sobretudo no Brasil. Neste cenário, do fim do século XIX, surgiu a nova bandeira republicana.

Um reino por uma bandeira

A república instalou-se rápido. De 15 de novembro de 1889 bastariam 15 meses para ser aceita em praticamente todo o país. Interrompendo por quatro dias a seqüência entre a bandeira imperial de 1822 e a republicana de 1889 surgiu, por meios não oficiais, aquela que ficaria conhecida como "Bandeira Provisória da República".

Possuía treze listras alternadas com duas cores e uma cantoneira com estrelas em número equivalente aos Estados Federados. Uma "cópia servil do pavilhão da república norte-americana", segundo declarou o escritor positivista Miguel Lemos (1854-1917). Esta bandeira nem chegou a ser utilizada pelas Forças Armadas, e mesmo sem originalidade, ao conservar o verde e amarelo das cores imperiais, manteve aproximação com o regime a qual acabavam de romper.

O projeto de Teixeira Mendes

Uma nova bandeira republicana foi idealizada por Raimundo Teixeira Mendes, com a colaboração de Miguel Lemos e do Professor catedrático em Astronomia Manuel Pereira Reis, sendo o desenho executado por Décio Vilares. Eles insistiram numa "fuga positivista a qualquer imitação norte-americana", preferindo fixar-se na França.

A divisa "Ordem e Progresso" por si só já lembraria a França, sua origem foi o lema positivista de Auguste Comte: "o amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim".

Para atrair a simpatia - e garantir aprovação - Teixeira Mendes e Miguel Lemos pretendiam fazer entender que o criador da bandeira havia sido o General Benjamim Constant (1836-1891). Mas ele foi pouco mais que um intermediário entre os autores do projeto e o Governo Provisório. Constant apenas sugeriu destacar a constelação do Cruzeiro do Sul na bandeira, o que foi feito.

O Decreto No 4, de 19 de novembro de 1889, estabeleceu as diretrizes para a nova bandeira, armas e selos nacionais. A primeira bandeira republicana foi bordada por D. Flora Simas de Carvalho.

Para entender a bandeira

A bandeira republicana afinal não rompeu definitivamente com o Império. O retângulo e o losango permaneceram e com as mesmas tonalidades da bandeira imperial. O círculo central em azul, no decreto simplesmente definido como "esfera", é um antigo emblema usado pelos romanos e que também aparece na bandeira do Principado do Brasil instituída por D. João IV, onde já constava, inclusive, a faixa branca no sentido descendente. Tal faixa conferiu ao círculo a perspectiva esférica e permitiu a inscrição da legenda "Ordem e Progresso".

CORES DA BANDEIRA

A popular relação entre o verde e as matas, o amarelo e as riquesas e o azul ao céu historicamente existiu apenas na antiga bandeira imperial. Na verdade, tanto as cores como as formas geométricas da bandeira são remanescentes do período imperial, e mostram que a bandeira republicana afinal não rompeu definitivamente com o perído que a precedeu.

Na bandeira do Brasil o verde tem muitos significados históricos, como a Casa de Bragança, a filiação com a França e o estandarte dos Bandeirantes.

O amarelo recorda o período imperial e, poeticamente, é a representação do Sol. Essa cor recorda à Casa dos Habsburgos e também à Casa de Castela e a Casa de Lorena, a que pertencia D. Leopoldina, esposa de D. Pedro I. Combinado ao verde, o amarelo irmaniza-nos com os povos africanos.

O azul, juntamente com o branco também remonta a nacionalidade lusitana, bem como homenageia a história do Cristianismo e a mãe de Jesus, padroeira de Portugal e do Brasil.

O branco, plenitude das cores, traduz os desejos de paz. Vale destacar a ausência do vermelho e do preto, excluindo da bandeira lembranças as guerras, ameaças e agressões. A bandeira do Brasil é um pendão idealista e limpo, estando bem mais próxima dos antigos estandartes, erguidos apenas para coreografar o bem-estar e o jubilo aos deuses.

Formas geométricas

O losango amarelo presente na bandeira do Brasil é a representação da mulher na posição de mãe, esposa, irmã e filha. A esfera azul é o antigo símbolo do mundo, unindo o Brasil a Portugal através de D. Manuel, em cujo reinado se deu o descobrimento. Essa esfera é também um antigo emblema romano, presente na bandeira do Principado do Brasil instituída por D. João IV, onde já constava inclusive a faixa descendente.

O LEMA "ORDEM E PROGRESSO"

O projeto da bandeira do Brasil é de autoria de Raimundo Teixeira Mendes, com a colaboração de Miguel Lemos. O professor Manuel Pereira Reis, catedrático em Astronomia da Escola Politécnica tratou da posição das estrelas e o desenho foi executado por Décio Vilares.

A faixa central, branca, no sentido descendente, contém a síntese de um sistema filosófico que por algum tempo foi muito bem aceito em certas regiões da Europa e da América (inclusive influenciando na independência dos Estados Unidos) e especialmente no Brasil.

O lema não reflete um estado temporal do país, mas é uma convocação ao desenvolvimento, indica uma meta, valores a serem buscados.

A divisa "Ordem e Progresso" recorda diretamente à França, sendo originária do lema positivista de Auguste Comte:

História da Bandeira Brasileira
"o amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim".

ESTRELAS E ESTADOS

A bandeira do Brasil, uma das mais belas e sugestivas do mundo, é também a única a possuir uma esfera celeste, o globo imaginário que envolve a Terra com o firmamento.

Adotada desde 19 de novembro de 1889, seu círculo interno, em azul, corresponde a uma imagem dessa esfera, inclinada segundo a latitude da cidade do Rio de Janeiro às 12 horas siderais (8 h e 37 min) de 15 de novembro de 1889 (Proclamação da República) e cada estrela representa um Estado da federação. Trata-se da mais completa ilustração celeste já imaginada para uma bandeira nacional.

Cada vez que um Estado é extinto retira-se sua estrela. Quando ocorre uma fusão, apenas uma permanece para representar o novo Estado. Novas estrelas podem ser acrescentadas, na medida da criação de novos Estados, sempre obedecendo a configuração original.

A capital federal é representada pela estrela polar do sul, Sigma do Oitante, em torno da qual todas as demais efetuam um movimento aparente. Sigma não é a estrela isolada acima da faixa branca, essa estrela é Spica (alfa da constelação de Virgem) e sua presença isolada representa a extensão territorial do Brasil.

Nenhum outro país com dimensão geográfica semelhante ocupa parte dos dois hemisférios da Terra.

História da Bandeira Brasileira

No entanto, não devemos entender as estrelas representadas na bandeira como um aspecto verdadeiro do céu. Na verdade é como se estivéssemos com uma esfera celeste em nossas mãos, ou seja, as constelações ficam invertidas em relação ao firmamento real.

História da Bandeira Brasileira

Fonte: www.bandeiranacional.com.br

 

 

voltar 123456789avançar
Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal