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História da Bandeira Brasileira

 

Ela passou por diversas transformações no decorrer dos anos até chegar ao que conhecemos hoje.

BANDEIRA DA ORDEM DE CRISTO

1332 -1651

História da Bandeira Brasileira

A Ordem de Cristo, rica e poderosa, patrocinou as grandes navegações lusitanas e exerceu grande influência nos dois primeiros séculos da vida brasileira. A cruz de Cristo estava pintada nas velas da frota cabralina e o estandarte da Ordem esteve presente no descobrimento de nossa terra, participando das duas primeiras missas. Os marcos traziam de um lado o escudo português e do outro a Cruz de Cristo.

BANDEIRA REAL - D. MANUEL

1500 - 1521

História da Bandeira Brasileira

Era o pavilhão oficial do Reino Português na época do descobrimento do Brasil e presidiu a todos os acontecimentos importantes havidos em nossa terra até 1521. Como inovação apresenta, pela primeira vez, o escudo de Portugal

BANDEIRA REAL - D. JOÃO III

1521

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O lábaro desse soberano, cognominado o "Colonizador", tomou parte em importantes eventos de nossa formação histórica, como as expedições exploradoras e colonizadoras, a instituição do Governo Geral na Bahia em 1549 e a posterior divisão do Brasil em dois Governos, com a outra sede no Maranhão.

BANDEIRA SOB DOMÍNIO ESPANHOL

1616 - 1640

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Este pendão, criado em 1616, por Felipe II da Espanha, para Portugal e suas colônias, assistiu às invasões holandesas no Nordeste e ao início da expansão bandeirante, propiciada, em parte, pela "União Ibérica".

BANDEIRA REAL D. JOÃO IV OU RESTAURAÇÃO

1640 - 1683

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Também conhecida como "Bandeira de D. João IV", foi instituída, logo após o fim do domínio espanhol, para caracterizar o ressurgimento do Reino Lusitano sob a Casa de Bragança O fato mais importante que presidiu foi a expulsão dos holandeses de nosso território. A orla azul alia à idéia de Pátria o culto de Nossa Senhora da Conceição, que passou a ser a Padroeira de Portugal, no ano de 1646.

BANDEIRA DO PRINCIPADO DO BRASIL

1645 - 1816

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O primeiro pavilhão elaborado especialmente para o Brasil. D João IV conferiu a seu filho Teodósio o título de "Príncipe do Brasil", distinção transferida aos demais herdeiros presuntivos da Coroa Lusa. A esfera armilar de ouro passou a ser representada nas bandeiras de nosso País.

BANDEIRA DE D. PEDRO II - PORTUGAL

1683 -1706

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Esta bandeira presenciou o apogeu de epopéia bandeirante, que tanto contribuiu para nossa expansão territorial. É interessante atentar para a inclusão do campo em verde (retângulo), que voltaria a surgir na Bandeira Imperial e foi conservado na Bandeira atual, adotada pela República.

BANDEIRA REAL SÉCULO XVII

1600 -1700

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Bandeira Real Século XVII (1600 - 1700). Esta bandeira foi usada como símbolo oficial do Reino ao lado dos três pavilhões já citados, a Bandeira da restauração, a do Principado do Brasil e a Bandeira de D. Pedro II, de Portugal.

BANDEIRA DO REINO UNIDO DO BRASIL

1816 - 1821

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Criada em conseqüência da elevação do Brasil à categoria de Reino, em 1815, presidiu as lutas contra Artigas, a incorporação da Cisplatina, a Revolução Pernambucana de 1817 e, principalmente, a conscientização de nossas lideranças quanto à necessidade e à urgência de nossa emancipação política. O Brasil está representando nessa bandeira pela esfera armilar de ouro, em campo azul, que passou a constituir as Armas do Brasil Reino.

BANDEIRA DO REGIME CONSTITUCIONAL

1821 - 1822

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A Revolução do Porto, de 1820, fez prevalecer em Portugal os ideais liberais da Revolução Francesa, abolindo a monarquia absoluta e instituindo o regime constitucional, cujo pavilhão foi criado em 21 de agosto de 1821. Foi a última bandeira Lusa a tremular no Brasil.

BANDEIRA DO IMPÉRIO DO BRASIL

1822 - 1889

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Criada por Decreto de 18 de setembro de 1822, era composta de um retângulo verde e nele, inscrito, um losango ouro, ficando no centro deste o Escudo de Armas do Brasil. Assistiu ao nosso crescimento como Nação e a consolidação da unidade nacional.

BANDEIRA PROVISÓRIA

15 a 19 Nov. 1881

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A República acabava de ser proclamada e o novo regime buscava em todos os seus atos e nos mínimos detalhes a sua afirmação política.

Um dos primeiros atos referiu-se à Bandeira. Foi feita uma bandeira que era uma cópia da bandeira americana, só que em verde e amarelo. Foi repudiada pelo povo e pelos próprios republicanos, suscitou tal oposição que, durou apenas quatro dias, e foi substituída pela atual.

Esta bandeira foi hasteada na redação do jornal "A Cidade do Rio", após a proclamação da República, e no navio "Alagoas", que conduziu a família imperial ao exílio.

BANDEIRA ATUAL

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Bandeira atual

Decidiu-se então manter o losango em fundo verde, mas menor, sem tocar as bordas e, no centro, foi desenhado o globo azul, com estrelas e a faixa com a frase: "Ordem e Progresso".

Esta conservou as cores verde e amarela, que, além de representarem as Casas Reais de Bragança e Hadsburgo-Lorena, representavam ainda:

O verde - nossos mares e florestas;

O amarelo - a riqueza de nosso solo.

O azul e o branco dizem respeito às cores da Bandeira lusa, ao tempo de Afonso Henriques, 1º rei de Portugal.

As estrelas, no céu de primavera, fixam a presença ideal de todos os Estados, na noite da Proclamação da República, no Rio de Janeiro.

Cortando a esfera aparece a faixa branca com o dístico: "Ordem e Progresso", grafado em letras verdes, lema que sugere a dinâmica da vida nacional.

A faixa branca significa: o Equador Terrestre, daí porque apenas uma estrela está colocada acima dos hemisfério norte, representado pela estrela "Spica".

O projeto da Bandeira foi aprovado e entregue, para sua execução, ao pintor Décio Vilares. Ao astrônomo Manuel Pereira dos Reis coube a localização das estrelas.

Fonte: fr-scubabrasil.sites.uol.com.br

História da Bandeira Brasileira

A história da bandeira do Brasil remonta um longo caminho a 15 de Novembro de 1889.

Este foi o dia em que Marechal Deodoro da Fonseca derrotado imperador Pedro II do Brasil e passou a declarar o Brasil uma república, assim, acabar com o Império do Brasil e estabelecer o que veio a ser conhecido como República Velha ou República Velha.

Foi quando Ruy Barbosa propôs um projeto que se tornaria a bandeira brasileira. Barbosa se inspirou na bandeira americana e sua bandeira projetado foi levado partir de 15 de novembro de 1889. No entanto, esse desenho da bandeira durou apenas quatro dias depois que Fonseca, que era o então presidente provisório do Brasil vetou o projeto, alegando que o projeto da bandeira, assemelhava-se de outro estado.

Assim, Fonseca vez mudou o curso da história da bandeira brasileira e sugeriu que a nova bandeira da nova república deve assemelhar-se a antiga bandeira imperial que muitos identificou o Brasil com, as cores que representavam as famílias do primeiro casal imperial e os fundadores da monarquia brasileira. Assim, ele queria uma bandeira que tinha as cores verde, que representava a Casa de Bragança do primeiro Imperador, Dom Pedro I, eo amarelo, que representava a Casa de Habsburgo do consorte de Pedro, Maria Leopoldina de Áustria. Foi decidido que o centro da bandeira imperial arcar com os braços do Império do Brasil.

No final, foi só esta crista real colocado centralmente sendo substituídas com o globo azul, estrelas eo lema que é sinônimo de Brasil e contribui grandemente para o Brasil flag significado . Todas essas medidas foram tomadas para mostrar o espírito nacional continua em face de uma mudança de ser uma monarquia para uma república. Assim, no final, foi projeto Raimundo Teixeira Mendes, que vai ficar na história da bandeira brasileira, como sendo o que foi prontamente aceito por Fonseca.

Fatos

Existe um protocolo rígido que deve ser seguido quando se trata da bandeira brasileira. Este protocolo foi estabelecido em 1 de Setembro de 1971.
Um fato interessante sobre a bandeira do Brasil é que ela é a maior bandeira hasteada regularmente no mundo! A bandeira brasileira voando na Praça dos Três Poderes, ou Praça dos Três Poderes, na capital, Brasília pesa cerca de 1300 quilos e se estende por uma área de 7.000 m², com uma largura de 230 pés e um comprimento de 330 pés Isso torna Praça dos Três Poderes um dos lugares famosos do Brasil.
Nas escolas públicas e privadas, a cerimônia de bandeira especial deve ser realizada, no mínimo uma vez por semana, ao longo do ano letivo.
O globo azul que está presente na bandeira é o símbolo do céu noturno que estava presente sobre o Rio de Janeiro em 15 de novembro de 1889, a noite, o país foi declarado uma república.
Sempre que o Presidente declara luto oficial, a bandeira deve ser hasteada a meio mastro. Além disso, uma vez que durante toda a história, sempre que houver luto oficial declarado, a bandeira tem de primeiro ser levantada para a parte superior do mastro, e em seguida reduzido para a metade do caminho.
Bandeiras estrangeiras só pode ser feita no Brasil, com uma bandeira brasileira voando ao seu lado, à direita. A única exceção a esta regra é quando a bandeira estrangeira é hasteada em uma embaixada ou um consulado.
Quando há muitas bandeiras que precisam ser aumentado ou reduzido, a bandeira do Brasil deve ser o primeiro a atingir o topo ea última a ser diminuída.
Quando a bandeira não é de uso, então ele deve ser entregue a uma unidade militar, a fim de ser queimado em uma cerimônia especial em 19 de novembro, que é conhecido como o Dia da Bandeira.

Isso foi tudo sobre a história e alguns fatos interessantes da bandeira brasileira. Há muita coisa que vai fazer em uma bandeira, uma vez que é um símbolo de todo o país. Assim, a bandeira do Brasil não é diferente, uma vez que capta a essência do país e do povo do Brasil.

Sumaiya Khan

Fonte: www.buzzle.com

História da Bandeira Brasileira

DIA DA BANDEIRA

A bandeira do Brasil foi instituída quatro dias após a Proclamação da República, que foi no dia 15 de novembro de 1889.

Assim como as demais bandeiras, cujas cores geralmente têm algum significado, a bandeira do Brasil tem as cores ligadas aos símbolos nacionais.

O nosso verde significa nossas matas e também traz à lembrança o primeiro objeto que funcionou como bandeira: os ramos arrancados das árvores pelos homens primitivos em atitude de alegria. O nosso amarelo representa a riqueza mineral e a aventura dos bandeirantes à procura do ouro.

Uma interpretação mais poética faz com que imaginemos o amarelo como o sol que brilha em nosso céu, astro que garante as condições da sobrevivência humana. O azul significa o nosso céu e também uma homenagem à Nossa Senhora, padroeira de Portugal e do Brasil.

O branco simboliza a paz, incluindo os brasileiros aos povos que enxergam Deus como plenitude do ser e do poder, assim como o branco é a plenitude das cores.

Além de todas essas cores, a bandeira brasileira tem 27 estrelas que correspondem às 26 unidades federativas brasileiras e o Distrito Federal. Na faixa que corta a bandeira nacional estão escritas as palavras “Ordem e Progresso”. Isso significa decisão e visão clara dos problemas da pátria e também meta de ascensão para os homens de valor. Essas palavras são a síntese de um sistema filosófico que surgiu na Europa, chamado “Positivismo”. Em nosso país, Benjamin Constant, Demétrio Ribeiro, Teixeira Mendes e Miguel Lemes são grandes nomes dessa filosofia.

A bandeira do Brasil fica permanentemente hasteada na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Ela só é arriada quando uma nova é hasteada. As bandeiras brasileiras em mau estado de conservação devem ser entregues em uma unidade militar para serem incineradas no dia 19 de novembro. As bandeiras de outros países só podem ser hasteadas no Brasil se ao lado estiver a Bandeira Nacional, do mesmo tamanho e ao lado direito. A única exceção é para embaixadas e consulados.

Fonte: UFGNet

História da Bandeira Brasileira

A bandeira é um símbolo.

Ela pode representar um time de futebol, uma instituição, um grupo étnico-cultural, enfim, são várias as idéias que podem ser expressas através de uma bandeira.

Seu significado é tão forte, que todos os países possuem sua própria bandeira, aquela que representa a nação e que, por isso, deve ser respeitada. A atual bandeira do Brasil foi instituída quatro dias depois da Proclamação da República.

Por conta disso, no Brasil, comemoramos o Dia da Bandeira em 19 de novembro. Parabéns, Bandeira do Brasil, pelo seu dia.

As cores

As primeiras bandeiras da história do homem costumavam representar um grupo sócio-cultural através da imagem de um animal, de um vegetal ou objeto. Com o tempo é que as cores passaram a ter também um significado importante, principalmente após a Revolução Francesa, quando passaram a exprimir a nacionalidade, independente de existirem ou não figuras ou emblemas na estampa.

Antigamente, a escolha das cores se dava de forma arbitrária. Hoje em dia, estão relacionadas a fatores religiosos e políticos. A cor vermelha, por exemplo, é geralmente associada a movimentos revolucionários.

No caso da bandeira brasileira, o verde traria à lembrança o primeiro objeto que funcionou como bandeira: os ramos arrancados das árvores pelos homens primitivos em atitude espontânea de alegria. O verde nos remeteria ainda à nossa filiação com a França, à juvenilidade do país e ao imenso mar, literariamente verde nos escritos de José de Alencar.

O amarelo, por sua vez, representaria nossa riqueza mineral e a aventura dos bandeirantes à procura do ouro. De maneira poética, nos levaria à imagem do sol, astro que nos garante condições essenciais de sobrevivência.

Numa homenagem à Nossa Senhora, padroeira de Portugal e do Brasil, o azul, ao lado da cor branca, nos colocaria no esquema bandeirológico latino-americano, onde predominam essas duas cores: azul e branca.

E finalmente o branco. Traduzindo nossos desejos de paz, nos inclui nas filosofias que enxergam Deus como plenitude do ser e do poder, assim como o branco é a plenitude das cores.

As estrelas hoje

Sabemos que para cada estrela de nossa bandeira corresponde um estado brasileiro.

Com a criação de novos estados no país, se estabeleceu uma dúvida: continuaria a correspondência?

Conforme a Lei número 5.700, de 1º de setembro de 1971, essa correlação não existiria mais.

Uma outra lei, no entanto, número 8.421, de 11 de maio de 1992, retificou a anterior, através da seguinte comunicação: a bandeira nacional deve ser atualizada sempre que algum estado da federação for criado ou extinto; os novos estados serão representados por novas estrelas, a serem incluídas, sem que afete a disposição estética original do desenho da primeira bandeira republicana; as que forem correspondentes a estados extintos serão retiradas, permanecendo aquela que represente um novo estado mediante a fusão.

Nessa lei de 1992 consta ainda um anexo, trazendo uma lista dos estados e sua respectiva relação com as estrelas. A informação, portanto, de que essa correspondência estelar não existiria mais, deve ter se tratado de um erro de interpretação da lei de 1971.

A polêmica das estrelas

Quando foi instituída pelo decreto número 4, de 19 de novembro de 1889, a bandeira brasileira recebeu muitas críticas devido a sua relação com a astronomia.

Isto porque a disposição das estrelas na esfera azul da bandeira não se encontrava da mesma forma como costumamos vê-la no céu. Tudo por conta da perspectiva escolhida pelos criadores do desenho original.

A intenção era representar o céu do Rio de Janeiro às 8h30m da manhã do dia 15 de novembro, data da Proclamação, mas com um pequeno detalhe: o observador desse céu estaria do lado de fora da esfera, vendo-a a partir do espaço cósmico.

E, mais ainda: essa bola imaginária (o espaço celeste) teria todas as estrelas grudadas nela, com a terra situada em seu centro. Daí a polêmica. Consta também que a constelação do Cruzeiro do Sul estava, nessa hora exata, com o braço maior na vertical e no meridiano da cidade do Rio.

Tanta discussão para algo bastante simples: o céu da bandeira nacional aparece do lado oposto de nossa visão aqui da terra.

O Hino à Bandeira

Olavo Bilac

Salve, lindo pendão da esperança,
Salve, símbolo augusto da paz.
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz.

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas
E o esplendor do Cruzeiro do Sul.

Contemplando o teu vulto sagrado
Compreendemos o nosso dever,
E o Brasil por seus filhos amado,
Poderoso e feliz há de ser.

Sobre a imensa Nação brasileira
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre, sagrada bandeira
Pavilhão da justiça e do amor.

Ordem e Progresso

A inscrição “Ordem e Progresso”, na faixa ao centro de nossa bandeira, é a síntese do positivismo, sistema filosófico que surgiu na França no começo do século XIX. Para os positivistas, só é possível afirmar que uma teoria é correta se ela foi comprovada através de métodos científicos válidos. Portanto, desconsideram os conhecimentos relacionados a crenças ou superstições, por exemplo. Assim, o positivismo defende o progresso da humanidade através dos avanços científicos.

A palavra de ordem inscrita em nossa bandeira, trata-se da síntese de um sistema filosófico aceito não só no Brasil, como também na Europa: o positivismo. Os grandes nomes dessa filosofia em nosso país no fim do século XIX eram Benjamin Constant, Demétrio Ribeiro, Teixeira Mendes e Miguel Lemos. Numa visível homenagem a esses cidadãos, convoca os brasileiros para uma arrancada concreta e irreversível pelo desenvolvimento. A significação de ordem não é ditadura, mas sim decisão e visão clara dos problemas, enquanto progresso não indica riqueza para os indolentes, mas meta de ascensão para os homens de valor.

Um dos três únicos casos em que o idioma da pátria em questão aparece na bandeira, possui o seu recanto para o culto coletivo de toda a nação: a Praça dos Três Poderes, em Brasília, onde fica sempre hasteada, tendo na base do mastro as seguintes palavras: "Sob a guarda do povo brasileiro, nesta Praça dos Três Poderes, a bandeira sempre no alto, a visão permanente da pátria".

Curiosidades

Você sabia que...

Uma bandeira em mau estado de conservação não pode ser hasteada. Deve ser entregue a uma unidade militar para ser incinerada no dia 19 de novembro.
A Bandeira Nacional fica permanentemente hasteada na Praça dos Três Poderes em Brasília. Quando for substituída, só é arriada quando a nova for hasteada.
Em alguns locais, a bandeira deve ser hasteada todos os dias.
São eles:
palácio da Presidência da República; residência do presidente; Congresso Nacional; nos ministérios; no Supremo Tribunal Federal; nos edifícios-sede dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário; em repartições consulares; em repartições federais, estaduais e municipais situadas na faixa da fronteira etc. Tradicionalmente, a bandeira é hasteada às 8h da manhã e arriada às 18h. Se ficar hasteada durante a noite, deve estar iluminada.
Não é permitido hastear bandeira de outro país em terras brasileiras se ao lado não estiver a Bandeira Nacional de igual tamanho e posicionada ao lado direito. A exceção é somente para embaixadas e consulados.

Outras palavras

Não faltam sinônimos para a palavra bandeira, originária do gótico "bandvja" e do latim "bandaria".

São eles: auriflama, balsa, bandeirola, emblema, estandarte, flâmula, galhardete, gonfalão, guião, insígnia, lábaro, pálio, pavilhão, pendão e vexilo.

Veja agora o que significa cada uma dessas palavras:

Auriflama - pequeno estandarte de seda vermelha entregue aos reis da França pelo abade S. Dinis.
Balsa -
é o estandarte usado pelos templários nas expedições contra os mouros.
Bandeirola -
pequena bandeira usada pelos engenheiros quando querem marcar o ponto de um alinhamento.
Emblema -
figura ou símbolo.
Estandarte -
insígnia militar dos corpos de cavalaria.
Flâmula -
tira ou faixa que tem a ponta farpada, sendo colocada no topo dos mastros das embarcações.
Galhardete -
bandeira colocada nos mastros para adornar ou sinalizar. Também pode servir de enfeite nas ruas.
Gonfalão -
bandeira de guerra com partes que prendem perpendicularmente a uma haste, sob a qual se enfileiravam os vassalos.
Guião -
é o estandarte que encabeça as tropas ou procissões.
Insígnia -
adorno emblemático de autoridades.
Lábaro -
estandarte usado entre os romanos no tempo dos imperadores. Aparece na letra do hino nacional brasileiro.
Pálio -
ornamento que o papa concede aos patriarcas e arcebispos e eventualmente as bispos.
Pavilhão -
símbolo marítimo de uma nacionalidade.
Pendão -
bandeira grande em cruz levada em procissões.
Vexilo -
o termo é usado como destacamento militar e o vocábulo vexilalogia é a ciência que estuda das bandeiras como símbolos.

Fonte: www.ibge.gov.br

História da Bandeira Brasileira

A Bandeira Brasileira foi um projeto de Teixeira Mendes, com a colaboração de Miguel Lemos. O professor Manuel Pereira foi responsável pela organização das estrelas, e o desenho foi executado por Décio Villares. O projeto foi aprovado em 19 de novembro de 1889, através do Decreto nº 4.

A nova bandeira manteve as tradicionais cores verde e amarela, uma vez que elas "recordam as lutas e as vitórias gloriosas do exército e da armada na defesa da Pátria", e que "independentemente da forma de governo, simbolizam a perpetuidade e integridade da Pátria entre as outras nações."

O amarelo primeiro apareceu na bandeira do Principado do Brasil (1645), colorido uma esfera armilar, que era um dos instrumentos usados no aprendizado da arte de navegação, lembrando então a descoberta do Brasil.

O verde apareceu bem mais tarde (13 de maio de 1816) na Bandeira do Reino do Brasil, decretada por D. Pedro I. A bandeira foi desenhada por Jean-Baptiste Debret, membro da Missão Artística Francesa, contratada anos antes por D. João IV para pintar "as belezas naturais e humanas do Brasil." D. Pedro teria afirmado que o verde e o amarelo representariam "a riqueza e a primavera eterna do Brasil."

A esfera armilar é novamente lembrada através da esfera azul celeste, que representa o céu idealizado. A faixa branca que atravessa a esfera dá à mesma a noção de perspectiva. Trata-se da idealização da linha zodiacal.

A legenda, escrita em verde, "Ordem e Progresso", é um resumo do lema de Auguste Comte, criador do Positivismo, do qual Teixeira Mendes era adepto. O lema completo era "o amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim." Segundo o próprio Teixeira Mendes, o objetivo do lema era mostrar que a revolução "não aboliu simplesmente a monarquia", mas que ela aspirava "fundar uma pátria de verdadeiros irmãos, dando à Ordem e ao Progresso todas as garantias que a história nos demonstra serem necessárias à sua permanente harmonia."

As estrelas, parte do "céu idealizado", têm uma história que se inicia também com a Bandeira do Reino de D. Pedro I, para honrar as 19 províncias daquele tempo. Quando a Bandeira Republicana foi criada, as estrelas representavam os vinte Estados da República e o Município Neutro. Hoje são 26 Estados e o Distrito.

A disposição das estrelas deve ser a mesma daquela vista no céu do Rio de Janeiro nas primeiras horas da manhã do dia 15 de novembro de 1889, por isso a presença do Cruzeiro do Sul.

No entanto, vale lembrar a presença da Cruz na primeira bandeira a chegar em território brasileiro: a Bandeira da Ordem Militar de Cristo, símbolo da ordem militar e religiosa restrita a nobres, que financiou várias expedições marítimas portuguesas. Tal ordem possuía uma cruz vermelha e branca num fundo branco e estava nas velas das 12 embarcações que chegaram em terras brasileiras no dia 22 de abril de 1500.

Bandeira

De um lado havia um grande desconforto em relação ao regime imperial no Brasil. De outro havia o positivismo, uma corrente de pensamento fundada na França por Auguste Comte (1798-1857) que foi mais que um sistema filosófico, trouxe uma nova concepção do mundo, uma nova classificação das ciências e um programa político de construção. Apesar de afirmar que o método científico é o único válido para se chegar ao conhecimento, acabou exercendo um fascínio muito mais próximo da religião, tendo excelente penetração em muitos países, sobretudo no Brasil. Neste cenário, do fim do século XIX, surgiu a nova bandeira republicana.

Um reino por uma bandeira

A república instalou-se rápido. De 15 de novembro de 1889 bastariam 15 meses para ser aceita em praticamente todo o país. Interrompendo por quatro dias a seqüência entre a bandeira imperial de 1822 e a republicana de 1889 surgiu, por meios não oficiais, aquela que ficaria conhecida como "Bandeira Provisória da República".

Possuía treze listras alternadas com duas cores e uma cantoneira com estrelas em número equivalente aos Estados Federados. Uma "cópia servil do pavilhão da república norte-americana", segundo declarou o escritor positivista Miguel Lemos (1854-1917). Esta bandeira nem chegou a ser utilizada pelas Forças Armadas, e mesmo sem originalidade, ao conservar o verde e amarelo das cores imperiais, manteve aproximação com o regime a qual acabavam de romper.

O projeto de Teixeira Mendes

Uma nova bandeira republicana foi idealizada por Raimundo Teixeira Mendes, com a colaboração de Miguel Lemos e do Professor catedrático em Astronomia Manuel Pereira Reis, sendo o desenho executado por Décio Vilares. Eles insistiram numa "fuga positivista a qualquer imitação norte-americana", preferindo fixar-se na França.

A divisa "Ordem e Progresso" por si só já lembraria a França, sua origem foi o lema positivista de Auguste Comte: "o amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim".

Para atrair a simpatia - e garantir aprovação - Teixeira Mendes e Miguel Lemos pretendiam fazer entender que o criador da bandeira havia sido o General Benjamim Constant (1836-1891). Mas ele foi pouco mais que um intermediário entre os autores do projeto e o Governo Provisório. Constant apenas sugeriu destacar a constelação do Cruzeiro do Sul na bandeira, o que foi feito.

O Decreto No 4, de 19 de novembro de 1889, estabeleceu as diretrizes para a nova bandeira, armas e selos nacionais. A primeira bandeira republicana foi bordada por D. Flora Simas de Carvalho.

Para entender a bandeira

A bandeira republicana afinal não rompeu definitivamente com o Império. O retângulo e o losango permaneceram e com as mesmas tonalidades da bandeira imperial. O círculo central em azul, no decreto simplesmente definido como "esfera", é um antigo emblema usado pelos romanos e que também aparece na bandeira do Principado do Brasil instituída por D. João IV, onde já constava, inclusive, a faixa branca no sentido descendente. Tal faixa conferiu ao círculo a perspectiva esférica e permitiu a inscrição da legenda "Ordem e Progresso".

CORES DA BANDEIRA

A popular relação entre o verde e as matas, o amarelo e as riquesas e o azul ao céu historicamente existiu apenas na antiga bandeira imperial. Na verdade, tanto as cores como as formas geométricas da bandeira são remanescentes do período imperial, e mostram que a bandeira republicana afinal não rompeu definitivamente com o perído que a precedeu.

Na bandeira do Brasil o verde tem muitos significados históricos, como a Casa de Bragança, a filiação com a França e o estandarte dos Bandeirantes.

O amarelo recorda o período imperial e, poeticamente, é a representação do Sol. Essa cor recorda à Casa dos Habsburgos e também à Casa de Castela e a Casa de Lorena, a que pertencia D. Leopoldina, esposa de D. Pedro I. Combinado ao verde, o amarelo irmaniza-nos com os povos africanos.

O azul, juntamente com o branco também remonta a nacionalidade lusitana, bem como homenageia a história do Cristianismo e a mãe de Jesus, padroeira de Portugal e do Brasil.

O branco, plenitude das cores, traduz os desejos de paz. Vale destacar a ausência do vermelho e do preto, excluindo da bandeira lembranças as guerras, ameaças e agressões. A bandeira do Brasil é um pendão idealista e limpo, estando bem mais próxima dos antigos estandartes, erguidos apenas para coreografar o bem-estar e o jubilo aos deuses.

Formas geométricas

O losango amarelo presente na bandeira do Brasil é a representação da mulher na posição de mãe, esposa, irmã e filha. A esfera azul é o antigo símbolo do mundo, unindo o Brasil a Portugal através de D. Manuel, em cujo reinado se deu o descobrimento. Essa esfera é também um antigo emblema romano, presente na bandeira do Principado do Brasil instituída por D. João IV, onde já constava inclusive a faixa descendente.

O LEMA "ORDEM E PROGRESSO"

O projeto da bandeira do Brasil é de autoria de Raimundo Teixeira Mendes, com a colaboração de Miguel Lemos. O professor Manuel Pereira Reis, catedrático em Astronomia da Escola Politécnica tratou da posição das estrelas e o desenho foi executado por Décio Vilares.

A faixa central, branca, no sentido descendente, contém a síntese de um sistema filosófico que por algum tempo foi muito bem aceito em certas regiões da Europa e da América (inclusive influenciando na independência dos Estados Unidos) e especialmente no Brasil.

O lema não reflete um estado temporal do país, mas é uma convocação ao desenvolvimento, indica uma meta, valores a serem buscados.

A divisa "Ordem e Progresso" recorda diretamente à França, sendo originária do lema positivista de Auguste Comte:

História da Bandeira Brasileira
"o amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim".

ESTRELAS E ESTADOS

A bandeira do Brasil, uma das mais belas e sugestivas do mundo, é também a única a possuir uma esfera celeste, o globo imaginário que envolve a Terra com o firmamento.

Adotada desde 19 de novembro de 1889, seu círculo interno, em azul, corresponde a uma imagem dessa esfera, inclinada segundo a latitude da cidade do Rio de Janeiro às 12 horas siderais (8 h e 37 min) de 15 de novembro de 1889 (Proclamação da República) e cada estrela representa um Estado da federação. Trata-se da mais completa ilustração celeste já imaginada para uma bandeira nacional.

Cada vez que um Estado é extinto retira-se sua estrela. Quando ocorre uma fusão, apenas uma permanece para representar o novo Estado. Novas estrelas podem ser acrescentadas, na medida da criação de novos Estados, sempre obedecendo a configuração original.

A capital federal é representada pela estrela polar do sul, Sigma do Oitante, em torno da qual todas as demais efetuam um movimento aparente. Sigma não é a estrela isolada acima da faixa branca, essa estrela é Spica (alfa da constelação de Virgem) e sua presença isolada representa a extensão territorial do Brasil.

Nenhum outro país com dimensão geográfica semelhante ocupa parte dos dois hemisférios da Terra.

No entanto, não devemos entender as estrelas representadas na bandeira como um aspecto verdadeiro do céu. Na verdade é como se estivéssemos com uma esfera celeste em nossas mãos, ou seja, as constelações ficam invertidas em relação ao firmamento real.

Fonte: www.bandeiranacional.com.br

História da Bandeira Brasileira

Como hastear bandeira do Brasil

A Bandeira do Brasil deve pode ser hasteada e arriada a qualquer hora, respeitando apenas quando ficar hasteada durante a noite deve haver iluminação direcionada para a mesma. somente no dia da bandeira (19/11), as bandeiras que não passam a noite hasteada, devem ser hasteada ao meio dia e arriada as 18 horas.

A bandeira NACIONAL, NUNCA DEVE SER MENOR do que qualquer outra bandeira, quando hasteadas juntas e deve ficar sempre no meio, quando forem em número ímpar, e quando em números par, ela deve estar sempre mais próxima do centro, porém do lado direito (considera-se lado direito, o lado do interlocutor ou do prédio que esta voltado para a platéia ou para a rua).

A bandeira nacional brasileira, instituída pelo decreto n° 4, de 19 de novembro de 1889, com a Proclamação da República, foi alvo de muitas críticas desde sua criação. Uma das críticas refere-se ao seu conteúdo astronômico, especialmente porque as estrelas aparecem em posições diferentes daquelas que estamos acostumados a ver.

Na verdade, os criadores de nossa bandeira republicana tiveram a intenção de representar as estrelas no céu do Rio de Janeiro às 8h 30min da manhã do dia 15 de novembro de 1889, momento em que a constelação do Cruzeiro do Sul encontrava-se com o braço maior na vertical e no meridiano do Rio de Janeiro.

No entanto, as estrelas foram posicionadas como se estivessem sendo vistas por um observador desde o espaço cósmico e de fora da esfera celeste, entendendo-se esta como sendo uma grande esfera imaginária (o céu) na qual todas as estrelas estariam grudadas, tendo a Terra situada em seu centro.

Assim, uma pessoa que pudesse colocar-se fora da esfera celeste enxergaria um céu invertido em relação àquele que vemos aqui da Terra. Seria o mesmo que desenharmos dois pontos "A" e "B" numa transparência, distanciados entre si no sentido horizontal, com o ponto "A" situado à esquerda.

Ao olharmos esta transparência, tendo-se uma outra pessoa à nossa frente, veríamos o ponto "A" na nossa esquerda, enquanto que esta outra pessoa veria este mesmo ponto à sua direita. Trata-se, simplesmente, de posição relativa do observador. Por tal razão, o céu da bandeira brasileira aparece invertido em relação à nossa visão aqui da Terra, o que já não acontece em outros casos, como nas bandeiras da Austrália e Papua Nova Guiné, por exemplo, em que as estrelas do Cruzeiro do Sul aparecem em sua posição real como se estivessem sendo vistas de dentro da esfera celeste.

Quando ministrávamos um curso de Astronomia voltado para professores de Geografia de 1° e 2° graus, surgiu uma dúvida com relação à correspondência entre as estrelas de nossa bandeira com os Estados da Federação.

Naquela oportunidade, nos foi mostrada uma apostila de uma conceituada escola particular de Florianópolis, na qual havia a seguinte nota sobre a bandeira brasileira: "De acordo com a Lei n° 5.700, de 1° de setembro de 1971, não há mais correspondência das estrelas da Bandeira Nacional com o Distrito Federal e os Estados Brasileiros."

Diante da dúvida, buscamos o devido esclarecimento na legislação correspondente: decreto n° 4, de 19/11/1889; decreto-lei n° 4545, de 31/07/1942; lei n° 5389, de 22/02/1968 ; lei n° 5443, de 28/05/1968 ;lei n° 5700, de 1/09/1971 e lei 8421, de 11/05/1992.

Esta última, altera a lei n° 5700 de 1/09/1971, ficando claro o seguinte: A bandeira nacional brasileira deve ser atualizada sempre que ocorrer a criação ou a extinção de Estados da Federação; as constelações correspondem ao aspecto do céu da cidade do Rio de Janeiro, às 8 horas e 30 minutos do dia 15/11/1889, e devem ser consideradas como vistas por um observador situado fora da esfera celeste; os novos Estados da Federação serão representados por novas estrelas, incluídas sem que isto venha afetar a disposição estética original constante do desenho proposto pelo decreto n° 4 de 19/11/1889; as estrelas correspondentes aos Estados extintos serão suprimidas da bandeira; permanecerá a estrela que represente um novo Estado resultante de fusão. Na lei n° 8421, de 8/05/1992, consta um apêndice que traz uma relação dos Estados brasileiros, mostrando a respectiva correspondência com as estrelas. Portanto, a informação de que não haveria mais correspondência entre os Estados brasileiros e as estrelas da bandeira acreditamos ter sido um erro de interpretação da lei n° 5700, de 1/09/1971.

Fonte: media.wix.com

História da Bandeira Brasileira

Quando surgiu

A Bandeira do Brasil foi adotada pelo decreto no 4 de 19 de novembro de 1889. Este decreto foi preparado por Benjamin Constant, membro do Governo Provisório

Quem foram os responsáveis pela sua criação

A idéia da nova Bandeira do Brasil deve-se ao professor Raimundo Teixeira Mendes, presidente do Apostolado Positivista do Brasil. Com ele colaboraram o Dr. Miguel Lemos e o professor Manuel Pereira Reis, catedrático de astronomia da Escola Politécnica. O desenho foi executado pelo pintor Décio Vilares.

As cores

As cores verde e amarelo estão associadas à casa real de Bragança, da qual fazia parte o imperador D. Pedro I, e à casa real dos Habsburg, à qual pertencia a imperatriz D. Leopoldina Círculo interno azul:

Corresponde a uma imagem da esfera celeste, inclinada segundo a latitude da cidade do Rio de Janeiro às 12 horas siderais (8 horas e 30 minutos) do dia 15 de novembro de 1889.

As estrelas

Cada estrela representa um estado da federação.

Todas as estrelas têm 5 pontas.

As estrelas não têm o mesmo tamanho; elas aparecem em 5 (cinco) dimensões: de primeira, segunda, terceira, quarta e quinta grandezas.

Estas dimensões não correspondem diretamente às magnitudes astronômicas mas estão relacionadas com elas. Quanto maior a magnitude da estrela maior é o seu tamanho na Bandeira.

A faixa branca

Embora alguns digam que esta faixa representa a eclíptica, ou o equador celeste ou o zodíaco, na verdade a faixa branca da nossa bandeira é apenas um lugar para a inscrição do lema "Ordem e Progresso". Ela não tem qualquer relação com definições astronômicas.

O lema "Ordem e Progresso": É atribuído ao filósofo positivista francês Augusto Comte, que tinha vários seguidores no Brasil, entre eles o professor Teixeira Mendes.

Quando foi modificada:

Foi modificada pela Lei no 5443 (Anexo no 1) de 28 de maio de 1968
Foi modificada pela Lei no 5700 de 1 de setembro de 1971
Foi modificada pela Lei no 8421 de 11 de maio de 1992

Você conhece a legislação que rege a forma e o uso da Bandeira do Brasil?

A forma e o uso das bandeiras nacionais é, em geral, regido por regras bastante severas. As suas dimensões, sua forma, suas cores, enfim toda a sua geometria, é regulamentada por alguma lei. No caso da Bandeira do Brasil, é a lei no 5700 de 1 de setembro de 1971 que "dispõe sobre a forma e a apresentação dos símbolos nacionais".

Note que esta lei fala dos "símbolos nacionais" ou seja, ela rege o uso e as formas da bandeira, hino, armas e selo nacionais.

Segundo a lei 5700, seção II, temos

SEÇÃO II - Da Bandeira Nacional

Art. 3o

§ 1o - As constelações que figuram na Bandeira Nacional correspondem ao aspecto do céu, na cidade do Rio de Janeiro, às 8 horas e 30 minutos do dia 15 de novembro de 1889 (doze horas siderais) e devem ser consideradas como vistas por um observador situado fora da esfera celeste. [Parágrafo alterado pela Lei 8421, de 11/05/1992]
§ 2o -
Os novos Estados da Federação serão representados por estrelas que compõem o aspecto celeste referido no parágrafo anterior, de modo a permitir-lhes a inclusão no círculo azul da Bandeira Nacional sem afetar a disposição estética original constante do desenho proposto pelo Decreto no 4, de 19 de novembro de 1889 [Inclusão de parágrafo pela Lei 8421, de 11/05/1992]
§ 3o -
Serão suprimidas da Bandeira Nacional as estrelas correspondentes aos Estados extintos, permanecendo a designada para representar o novo Estado, resultante de fusão, observado, em qualquer caso, o disposto na parte final do parágrafo anterior. [Inclusão de parágrafo pela Lei 8421, de 11/05/1992]

Explicando a Astronomia que está na nossa Bandeira

Nove constelações, com um total de 27 estrelas, estão representadas na nossa Bandeira. São elas (o seu "mouse" ajudará na identificação):

Localizando os estados na Bandeira do Brasil

História da Bandeira Brasileira

Fonte: www.on.br

História da Bandeira Brasileira

História da Bandeira Brasileira
A quinta e última bandeira do Brasil veio com a Proclamação da República

A bandeira do Brasil foi projetada em 1889 por Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemos, com desenho de Décio Vilares.

Ela é inspirada na bandeira do Império, desenhada pelo pintor francês Jean Baptiste Debret, com a esfera azul-celeste e a divisa positivista "Ordem e Progresso" no lugar da coroa imperial, deve-se a Benjamim Constant que o sugeriu a Raimundo Teixeira Mendes.

A expressão foi extraída da fórmula máxima do Positivismo: "O amor por princípio, a ordem por base, o progresso por fim", que se decompõe em duas divisas usuais - Uma moral, 'Viver para outrém' (altruísmo - termo criado por Comte), ou seja, por o interesse alheio acima de seu próprio interesse, e outra estética, 'Ordem e Progresso', ou seja, cada coisa em seu devido lugar para a perfeita orientação ética da vida social. Dentro da esfera está representado o céu do Rio de Janeiro, com a constelação do Cruzeiro do Sul, às 8:30 horas de 15 de novembro de 1889, dia da Proclamação da República.

As estrelas foram inspiradas nas que, realmente, brilhavam no céu do Brasil, na histórica madrugada de 15 de novembro de 1889: "Espiga, Procium, Sirius, Canopus, Delta, Gama, Epsilon, Seta, Alfa, Antares, Lambda, Mu, Teta e outras".

Em 1992, uma lei alterou a bandeira para permitir que todos os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal estejam representados por estrelas.

A BANDEIRA NACIONAL FOI ADOTADA PELO DECRETO-LEI N0 4 DE 19 DE NOVEMBRO DE 1889 E CUJO TEOR É O SEGUINTE:

"- O Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil, considerando que as cores da nossa antiga bandeira recordam as lutas e as vitórias gloriosas do exército e da armada na defesa da Pátria; Considerando, pois, que nossas cores, independentemente da forma de governo simbolizam a perpetuidade e a integridade da Pátria entre as nações; Decreta: a Bandeira adotada pela República mantém a tradição das antigas cores nacionais, verde-amarelo, do seguinte modo: um losango amarelo em campo verde, tendo no meio a esfera azul-celeste, atravessada por uma zona branca em sentido oblíquo e, descendo da esquerda para a direita com a legenda "Ordem e Progresso" e ponteada por 21 estrelas, entre as quais as da constelação do Cruzeiro, dispostas na sua situação astronômica quanto à distância e no tamanho relativos representando os 20 Estados da República e o Município Neutro. . . - Sala das sessões do Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil.

19 de novembro de 1889.

Manuel Deodoro da Fonseca; Aristides da Silva Lobo; Rui Barbosa; Manuel Ferraz de Campos Salles; Quintino Bocaiúva; Benjamin Constant Botelho de Magalhães; Eduardo Wandenkolk. "

A primeira bandeira republicana foi bordada pela Sra Flora Simas de Carvalho, em pano de algodão, e a segunda, pela mesma senhora, em seda, tendo sido hasteada com solenidade na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, no dia de sua adoção oficial.

("A PÁTRIA" famoso quadro de Pedro Paulo Bruno, figura no verso da antiga nota de duzentos mil cruzeiros do antigo dinheiro brasileiro.)

Pintor respeitado internacionalmente até os dias de hoje, Pedro Bruno, nasceu na Ilha de Paquetá - RJ/RJ a 14/10/1888.

A ÁREA BRANCA DA BANDEIRA BRASILEIRA

A Área Branca em sentido oblíquo e descendente da esquerda para a direita com a legenda - "ORDEM E PROGRESSO" - cuja posição exata na bandeira não constou no decreto que a criou, foi motivo de dúvidas e especulações diversas.

Alguns diziam ser ela a Eclítica (círculo máximo da esfera celeste corresponde trajetória do Sol em seu movimento anual aparente, em torno da Terra, cujo plano forma com o do Equador um ângulo de 23º.27"), outros acreditavam tratar-se do Equador Celeste (círculo máximo da esfera celeste resultante da interseção da esfera celeste com o plano que passa pelo equador da Terra), e outros ainda afirmavam que se tratava da Zona Zodiacal ou Zodíaco (faixa de 8º para cada lado da Eclítica, por onde transitam o Sol a Lua e os planetas, e que contêm 12 constelações zodiacais).

A Área Branca de nossa Bandeira se trata, apenas, de um espaço, não pertencente Esfera Celeste, onde se pudesse inscrever a expressão positivista "ORDEM E PROGRESSO", parte de um dos lemas mais conhecidos do filósofo francês AUGUSTE COMTE (1798-1857), fundador do positivismo, que contava com numerosos seguidores no Brasil, entre eles o Professor RAIMUNDO TEIXEIRA MENDES, o mentor da Bandeira Republicana.

AS ALTERAÇÕES NA ESFERA AZUL-CELESTE

No início, a nossa Bandeira possuía 21 estrelas pertencentes a oito constelações, a saber: Cruzeiro do Sul (5), Escorpião (8), Triângulo Austral (3), Cão Menor (1), Cão Maior (1), Argus (1), Virgem (1) e Oitante (1).

Posteriormente, em 1960 e 1962, foram acrescentadas mais duas estrelas, Alphard (Alfa) e Gama, pertencentes à constelação de Hidra Fêmea e referentes aos novos Estados da GUANABARA e do ACRE, respectivamente LEI No 5443 DE 28/05/1968.

A LEI No 5700 DE 01/09/1971, alterada pela Lei Nº 8.421 de 11 de maio de 1992, deu nova redação à Lei acima mencionada, dispondo detalhadamente, sobre a forma e apresentação dos símbolos nacionais - Bandeira, hino, Armas e Selo.

Em 1992, foram adicionadas mais quatro estrelas à constelação do Cão Maior: Mirzam (Beta), Muliphen (Gama), Wezen (Delta) e Adhara (Épsilon), referentes ao Estados do AMAPÁ, RONDÔNIA, RORAIMA E TOCANTINS, respectivamente - LEI No 11/05/1992.

O Estado de MATO GROSSO DO SUL ficou com a estrela Alphard que pertencia ao Estado da GUANABARA, extinto em 1975, e cuja estrela não chegou a ser retirada da Bandeira.

Assim sendo, a atual Bandeira Brasileira já possui incorporada, 27 estrelas, referentes aos 26 Estados e ao Distrito Federal, e pertencentes a nove constelações assim distribuídas: Cruzeiro do Sul (5), Escorpião (8), Triângulo Austral (3), Oitante (1), Virgem (1), Cão Maior (5), Cão Menor (1), Carina - ex-Argus (1), e Hidra Fêmea(2).

As Leis em questão ressaltam a necessidade da Bandeira Nacional ser atualizada sempre que ocorrer a criação ou extinção de Estados e deixam bem evidente que a Bandeira Brasileira é aquela que foi adotada pelo Decreto No 4 de 19/11/1889.

O DESENHO DA BANDEIRA

As regras para a feitura da bandeira encontram-se definidas no Art 5º da Lei Nº 5.700/71. O desenho é modular, o que facilita a sua reprodução e confecção.

Para o cálculo das dimensões, toma-se por base a largura desejada, dividindo esta em 14 partes iguais. Cada uma das partes será considerada uma medida ou módulo.

O comprimento da bandeira será de 20 módulos.

DIA DA BANDEIRA

O Dia da Bandeira é comemorado em 19 de novembro, data em que ela foi adotada em 1889.

(No dia da Proclamação da República, 15 de novembro de 1889, o Governo Provisório adotou como bandeira oficial o estandarte do Clube Republicano Lopes Trovão, instituição que participou ativamente da campanha pela adoção do novo regime. Por ser quase idêntica à bandeira dos Estados Unidos, o que contrariava o nacionalismo dos republicanos, acabou sendo substituída quatro dias depois)

CERIMONIAL DA BANDEIRA NO "DIA DA BANDEIRA"

(Artigo 4.3.4. do Cerimonial da Marinha de Guerra)

No "Dia da Bandeira", deverá ser observado o seguinte cerimonial:

a) cinco minutos das 12h00 deverá ser dado o toque de Bandeira e, ao ser assim feito, içar o sinal respectivo
b)
arriar a Bandeira e proceder dessa ocasião em diante como no cerimonial para o hasteamento da Bandeira
c)
por ocasião de ser hasteada a Bandeira, será içada o embandeiramento nos topese, logo após, dada a salva de 21 tiros
d)
após a salva, deverá ser executada pela banda de música o Hino à Bandeira, que será cantada por toda a oficialidade e guarnição presente à cerimônia.

Fonte: www.brasilrepublica.com

História da Bandeira Brasileira

A Bandeira Brasileira atual é utilizada desde 19 de Novembro de 1889. Foi desenhada pelo pintor Décio Vilares e é formada por um grande losango amarelo com um retângulo verde ao fundo, mais um círculo azul e uma faixa branca.

Cores e Demais Elementos da Bandeira Brasileira:

Verde: Representa as florestas brasileiras.
Amarelo:
Representa o ouro, motivo do surgimento de muitas cidades importantes.
Círculo Azul:
Representa o céu das áreas tropicais do planeta.
Faixa Branca: Localiza-se no centro da bandeira e nela está escrito em verde:
"Ordem e Progresso".
27 Estrelas:
Representam os 26 estados brasileiros, mais o Distrito Federal.

Significado das Estrelas na Bandeira do Brasil:

Cada estrela está localizada em um ponto especifico na bandeira. Isto se explica pelo fato de que esta sendo reproduzido a constelação do céu da cidade do Rio de Janeiro no dia 15 de novembro de 1889, no horário das 8:30h.

Sendo este o lugar, data e hora da Proclamação da República no Brasil.

Veja abaixo os nomes da estrelas que representam cada estado brasileiro:

ESTADO NOME DA ESTRELA
Acre
Gama da Hidra Fêmea
Alagoas
Teta do Escorpião
Amapá
Beta do Cão Maior
Amazonas
Procyon (Alfa do Cão Menor)
Bahia
Gama do Cruzeiro do Sul
Brasília (DF)
Sigma do Oitante
Ceará
Epsilon do Escorpião
Espírito Santo
Epsilon do Cruzeiro do Sul
Goiás
Canopus (Alfa de Argus)
Maranhão
Beta do Escorpião
Mato Grosso do Sul
Alfard (Alfa da Hidra Fêmea)
Mato Grosso
Sirius (Alfa do Cão Maior)
Minas Gerais
Delta do Cruzeiro do Sul
Pará
Spica (Alfa da Virgem)
Paraíba
Capa do Escorpião
Paraná
Gama do Triângulo Austral
Pernambuco
Mu do Escorpião
Piauí
Antares (Alfa do Escorpião)
Rio de Janeiro
Beta do Cruzeiro do Sul
Rio Grande do Norte
Lambda do Escorpião
Rio Grande do Sul
Alfa do Triângulo Austral
Rondônia
Gama do Cão Maior
Roraima
Delta do Cão Maior
Santa Catarina
Beta do Triângulo Austral
São Paulo
Alfa do Cruzeiro do Sul
Sergipe
Iotá do Escorpião
Tocantins
Epsilon do Cão Maior

Fonte: www.estudamos.com.br

História da Bandeira Brasileira

ORIGEM

Da época de seu descobrimento até o dia de hoje, o Brasil teve nove bandeiras:

1) de 1500 a 1580 - Bandeira do Brasil colônia portuguesa
2) de 1580 a 1645 -
Bandeira do Brasil colônia espanhola
3) de 1645 a 1808 -
Bandeira do Brasil colônia, principado de Portugal
4) de 1808 a 1816 -
Bandeira do Brasil sede do Reino Português
5) de 1816 a 1821 -
Bandeira do Brasil Reino Unido de Portugal e Algarves
6) de 1821 a 1822 -
Bandeira do Brasil Reino Unido Constitucional, proclamado em 1821, com assentimento de D. João VI
7) de 1822 a 15/11/1889 -
Bandeira do Brasil Império
8) de 15/11/1889 a 19/11/1889 -
Bandeira provisória da República Brasileira, inspirada na Bandeira Norte-Americana
9) 19/11/1889-
Bandeira Brasileira atual

Como sabemos, a Proclamação da República deu-se em 15/11/1889 e, já no dia 19, tínhamos um decreto, oficializando a nossa bandeira. O projeto vencedor foi o de autoria de Raimundo Teixeira Mendes, assessorado tecnicamente pelo astrônomo Manuel Pereira Reis e, artisticamente, pelo pintor Décio Vilares.

Em 24/11/1889, mediante o Diário Oficial, o autor fez a exposição de motivos, alegando, entre outras coisas, que a posição relativa das estrelas, na bandeira, obedecia ao aspecto do céu, na cidade do Rio de Janeiro, às 8 horas e 30 minutos do dia 15/11/1889 (12 horas siderais), no qual, a Constelação do Cruzeiro do Sul, se apresentava verticalmente, em relação ao horizonte da cidade do Rio de Janeiro.

Na época, com referência a posição das estrelas, críticas foram feitas ao projeto vencedor.

Raimundo Teixeira Mendes alegou, em sua defesa, que o projeto tinha sido elaborado e desenhado, contrariando o parecer do astrônomo, derivando mais para uma disposição estética que sideral.

CARACTERÍSTICAS ESTÉTICAS DA BANDEIRA NACIONAL BRASILEIRA

A Bandeira Brasileira é constituída por um retângulo verde, simbolizando a pujança de nossas matas; sobre esse retângulo temos um losango amarelo, representando as riquezas minerais do nosso solo.

Bem ao centro, temos um circulo azul, cortado por uma faixa branca, com uma ligeira inclinação, contendo o dístico "Ordem e Progresso".

No círculo, estão desenhadas estrelas brancas, representando os Estados e o Distrito Federal.

Em 1889 a divisão política, sem o Distrito Federal, era como segue:

DIVISÃO POLÍTICA DO BRASIL EM 1889: Acompanha, da esquerda para à direita, o posicionamento das estrelas, na Bandeira da República.

Com a lei do Ato Adicional, de 12 de agosto de 1834, foi criado o Município Neutro, como sede da Corte do Império do Brasil, desmembrado da Província do Rio de Janeiro, que passou a ter como capital administrativa a antiga Vila Real da Praia Grande, elevada a cidade com o nome de Niterói.

História da Bandeira Brasileira

DISTRITO FEDERAL

Denominação dada onde está localizada a capital do Brasil, conforme a Constituição, que assim dispõe no ce Capítulo 1, Artigo 2 :

"O Distrito Federal é a capital da União."

O Distrito Federal, até 21 de abril de 1960, localizou-se na cidade do Rio de Janeiro, depois elevado a Estado da Guanabara(Decreto Lei 48.124 de 16/04/1960); o dispositivo legal da mudança foi o Artigo 4, parágrafo 4, do Ato das Disposições Transitórias da Constituição de 1946( quinta Constituição, promulgada após a queda do Presidente Getulio Vargas).

A Bandeira Brasileira é constituída por um retângulo verde, simbolizando a pujança de nossas matas; sobre esse retângulo temos um losango amarelo, representando as riquezas minerais do nosso solo.

Bem ao centro, temos um circulo azul, cortado por uma faixa branca, com uma ligeira inclinação, contendo o dístico "Ordem e Progresso".

Pelo que se constata, é a única Bandeira Nacional que contém um dístico.

No círculo, estão desenhadas estrelas brancas, representando os Estados e o Distrito Federal.

INCORPORAÇÕES DE NOVOS ESTADOS EM COMPARAÇÃO COM O PARÁGRAFO ACIMA

ESTADO

CAPITAL

DATA DO EVENTO

ACRE

RIO BRANCO

15/06/1962

AMAPÁ MACAPÁ 05/10/1988
MATO GROSSO CUIABÁ 1977
MATO GROSSO DO SUL CAMPO GRANDE 01/01/1979
RONDÔNIA PORTO VELHO 1981
RORAIMA BOA VISTA 1988

CONSTRUÇÃO MODULAR DA BANDEIRA NACIONAL BRASILEIRA (ATUAL)

Guardando-se as devidas proporções, o modulo oficial da nossa bandeira esta representado na figura abaixo:

27 ESTRELAS (27 ESTADOS)

História da Bandeira Brasileira
Bandeira Nacional Brasileira Oficial (Construção Modular)

NOME DAS ESTRELAS DO CRUZEIRO DO SUL

Alfa = Estrela de Magalhães ou Acruz
Beta =
Mimosa
Gama =
Rubineia
Delta =
Pálida
Epsilon =
Intrometida (Crucis)

SIGMA DO OITANTE

Atualmente, essa estrela gira em um circulo de apenas 1 grau de raio, ou, ela nunca se afasta mais de 1 grau do Polo Sul Celeste.

Dessa forma, sua altura nunca ultrapassa 1 grau, para mais ou menos, do que a nossa Latitude, o que a torna preciosa na medição de distancias, sendo a circunferência da Terra aproximadamente 40.074 quilometros, o método fornecerá a distancia do observador ao Equador, com um erro não superior a aproximadamente 111 quilometros, para mais ou menos (40.074 dividido por 360 graus).

Necessitando-se de maior precisão, poderemos tirar a média aritmética de duas aferições feitas a mesma hora, distanciada de seis meses, pois que, nessa ocasião, ela ocupará um local diametralmente oposto.

CORRESPONDÊNCIA DOS ESTADOS BRASILEIROS E O DISTRITO FEDERAL COM AS ESTRELAS

ESTADO ESTRELA ESTADO ESTRELA
ACRE Gama da Hidra Fêmea RIO DE JANEIRO Beta do Cruzeiro do Sul
AMAPÁ Beta do Cão Maior SÃO PAULO Alfa do Cruzeiro do Sul
AMAZONAS Procyon (Alfa do Cão Menor) PARANÁ Gama do Triângulo Austral
PARÁ Spica (Alfa de Virgem) SANTA CATARINA Beta do Triângulo Austral
MARANHÃO Beta do Escorpião RIO GRANDE DO SUL Alfa do Triângulo Austral
PIAUÍ Antares (Alfa do Escorpião) MINAS GERAIS Delta do Cruzeiro do Sul
CEARÁ Epsilon do Escorpião GOIÁS Canopus (Alfa de Argus)
RIO GRANDE DO NORTE Lambda do Escorpião MATO GROSSO Sirius (Alfa do Cão Maior)
PARAÍBA Capa do Escorpião MATO GROSSO DO SUL Alphard (Alfa da Hidra Fêmea)
PERNAMBUCO Mu do Escorpião RONDÔNIA Gama do Cão Maior
ALAGOAS Teta do Escorpião RORAIMA Delta do Cão Maior
SERGIPE Iota do Escorpião TOCANTINS Epsilon do Cão Maior
BAHIA Gama do Cruzeiro do Sul BRASILIA (DF) Sigma do Oitante
ESPÍRITO SANTO Epsilon do Cruzeiro do Sul    

Atenção: Mesmo entre doutos, confunde-se o estado do Pará, representado pela estrela Spica (Alfa de Virgem), pelo Distrito Federal, representado pela estrela Sigma do Oitante.

O DECRETO REPUBLICANO

O projeto de Teixeira Mendes provocou desacordos:

Benjamim Constant e Rui Barbosa apoiaram-no, já Quintino Bocaiúva era contrário a sua aprovação.

Contudo, mesmo com as discordâncias, o projeto foi aprovado em 19 de novembro, através do Decreto N.º4,

Decreta: O Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil: Considerando que as cores da nossa antiga bandeira recordam as lutas e as vitórias gloriosas do exército e da armada na defesa da Pátria; Considerando, pois, que essas cores, independentemente da forma de governo, simbolizam a perpetuidade e integridade da Pátria entre as outras nações.

Decreta:

Art. 1º - A bandeira adotada pela República mantém a tradição das antigas cores nacionais, verde e amarelo, do seguinte modo: um losango amarelo em campo verde, tendo no meio a esfera celeste azul, atravessada por uma zona branca, em sentido oblíquo e descendente da esquerda para a direita, com a legenda, Ordem e Progresso, e pontuada por vinte e uma estrelas, entre as quais as da constelação do CRUZEIRO, dispostas na sua situação astronômica, quanto a distância e ao tamanho relativos, representando os vinte Estados da República e o Município Neutro, tudo segundo o modelo debuxado no Anexo n.º 1.
Art. 2º -
As armas nacionais serão as que se figuram na estampa anexa, n.º 2.
Art. 3º -
Para os selos e sinetes da República, servirá de símbolo a esfera celeste, qual se debuxa no centro da bandeira, tendo em volta as palavras - República dos Estados Unidos do Brasil.
Art. 4º -
Ficam revogadas as disposições em contrário. Sala das sessões do Governo Provisório, 19 de novembro de 1889, 1º da República."

Esse decreto foi redigido por Rui Barbosa e foi assinado por:

Marechal Manuel Deodoro da Fonseca, chefe do Governo Provisório, Quintino Bocaiúva, Aristides da Silveira Lobo, Rui Barbosa, M. Ferraz de Campos Sales, Benjamin Constant Botelho de Magalhães e Eduardo Wandenkolk

No dia 24/11/1889, o autor, Raimundo Teixeira Mendes,publica no Diário Oficial, a exposição de motivos do projeto, cujo documento recebeu o nome de "Apreciação Filosófica"; pincelamos os principais trechos:

"...o símbolo nacional devia manter do antigo tudo o que pudesse ser conservado, de modo a despertarem nossa alma o mais ardente culto pela memória de nossos avós."
"...tendo no meio a esfera celeste azul..."
"...lembra naturalmente a fase do Brasil-Colônia nas cores azul e branca que matizam a esfera, ao mesmo tempo que esta recorda o período do Brasil-Reino, por trazer à memória a esfera armilar."
"... atravessada por uma zona branca, em sentido oblíquo e descendente da esquerda para a direita..."

A legenda era mais extensa do que "ORDEM E PROGRESSO"

"o amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim"
"A nova divisa significa que essa revolução não aboliu simplesmente a monarquia, que ela aspira a fundar uma pátria de verdadeiros irmãos, dando Ordem e ao Progresso todas as garantias que a história nos demonstra serem necessárias a sua permanente harmonia."
"Era preciso figurar um céu idealizado, isto é, compor uma imagem que em nossa mente evocasse o aspecto do nosso céu..."

Quanto ao posicionamento das estrelas, muitas criticas foram feitas; alegava-se lapso do desenhista, pois as estrelas pareciam refletir uma posição sideral, como se fôssem vistas através de um espelho.

Posteriormente, para dirimir um pouco essa visão crítica, foi incluido no texto legal, o seguinte:

"As constelações que figuram na Bandeira Nacional correspondem ao aspecto do céu, na Cidade do Rio de Janeiro, às 8 horas e 30 minutos do dia 15 de novembro de 1889 (12 horas siderais) e devem ser consideradas como vistas por um observador situado fora da esfera celeste."

LEGISLAÇÃO ATUAL

Lei número 8.421, de 11 de maio de 1992 (Altera a Lei número 5.700, de primeiro de setembro de 1971, que "DISPÕE SOBRE A FORMA E A APRESENTAÇÃO DOS SIMBOLOS NACIONAIS".

A BANDEIRA NACIONAL BRASILEIRA SOB O PONTO DE VISTA SIDERAL

Eis ai uma questão bem polêmica; tanto no passado como atualmente.

É evidente que houve um erro de posicionamento; querer justificar a liberdade artistica do pintor é apenas mais uma forma de embuste, com certeza a primeira fraude da República.

A colocação no texto legal " ...devem ser consideradas como vistas por um observador situado fora da esfera celeste " , é, sob todos os pontos de vista, lamentável.

Pergunto: Teriamos que simular a posição de um astronauta, e de cabeça para baixo ? Seria mais viável até, dizer "Sob o ponto de vista de um observador no Hemisfério Norte".

Um outro ponto que poderíamos questionar é a manutenção do Distrito Federal, representado pela Sigma do Oitante; é evidente que nesse particular, aceitou-se tal posicionamento para não deixar a representação sideral de Brasília num segundo plano, ao lado de outras estrelas.

Porém, critério é critério; e nesse particular prevaleceu a exceção.

Na verdade, sabemos o quanto seria problemático e caro tal mudança; um caso clássico é o simbolo islâmico do Crescente Fértil (Meia Lua com uma estrela posicionada antes do satélite).

Se não nos enganamos, somente a Turquia reformulou a sua bandeira, colocando a estrela, bem ao lado da meia lua, simulação essa mais lógica.

Como ilustração, com um numero limitado de estrelas, apresentamos uma bandeira do Brasil apócrifa, simulando um posicionamento sideral, nas circunstâncias do dia 15 de novembro de 1889.

História da Bandeira Brasileira

Fonte: www.calendario.cnt.br

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