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Tipos de Cachaça

Os bons apreciadores da “caninha” consideram uma ofensa à “marvada” quando alguém trata aguardente ou pinga como sinônimo de cachaça. Aguardente é qualquer destilado, o que inclui, como exemplo, a vodca, o gim, o run, a tequila ou o uísque. Para eles, pinga é apelido. O nome correto seria cachaça.

Tipos de Cachaça

Porém, para os mais radicais, a “cachaça industrializada” é apenas aguardente de cana. A palavra “cachaça” é apenas utilizada para a aguardente de cana produzida artesanalmente.

A legislação brasileira atual (decreto nº 4.072, de 2002) define aguardente de cana como sendo toda bebida obtida do destilado alcoólico simples de cana-de-açúcar ou pela destilação do mosto fermentado de cana-de-açúcar, com graduação alcoólica variando entre 38% e 54% em volume (v/v), a 20º C.

Já a cachaça é definida como uma aguardente de cana de fabricação típica e exclusivamente brasileira, também a partir do mosto fermentado, com graduação alcoólica mais controlada (de 38% a 48% v/v, a 20ºC).

A diferença entre a cachaça artesanal e a aguardente de cana também está no processo de produção.

cachaça artesanal é elaborada em alambiques de cobre, tem colheita manual e processo de fermentação artesanal ou caipira, que pode levar de 15 a 30 horas. Já a aguardente de cana é produzida nas grandes indústrias, em alambiques de aço inox, a colheita é feita com máquinas e o processo de fermentação é químico, de apenas seis horas. A fermentação artesanal acontece de forma espontânea, a partir da cana-de-açúcar moída, e a fermentação caipira utiliza agentes catalisadores naturais, como o farelo de trigo, o arroz, a soja ou o milho.

Fonte: www.alambiquedacachaca.com.br

Tipos de Cachaça

cachaça é definida pela legislação brasileira como produto alcoólico obtido a partir da destilação do caldo de cana fermentado, devendo apresentar teor alcoólico entre 38% e 48 % de alcool. Por sua forma de produção, pode ser dividida em dois grupos: de alambique e industrializada.

Cachaça de Alambique

cachaça de alambique diferencia-se por ser produzida em pequenas destilarias, que utilizam cana-de-açúcar cortada a mão, sem a queima das folhas. A moagem ocorre no máximo 24 horas após o corte e utiliza apenas cana selecionada, com o descarte da ponta e da palha.

O processo de fermentação, que pode levar de 24 a 30 horas, é peculiar, podendo utilizar fermentos produzidos no próprio alambique ou então fermentos selecionados, disponíveis no mercado. A produção por esse sistema é sempre em pequenas quantidades, sendo que a média brasileira fica entre 300 e 1.000 litros/dia.

Os alambiques utilizados são de cobre, similares aos que se usa para destilação do conhaque, aquecidos com fogo direto ou vapor. A escolha desse material se deve às suas propriedades como bom condutor de calor e também por catalisar reações químicas que eliminam substâncias com odores desagradáveis, como mercaptanas e ácidos graxos.

As Cachaças de Alambique podem ser:

Jovens

Produto saído do Alambique logo após a destilação, com apenas um período de repouso. É consumida em coquetéis, caipirinhas ou supergelada, em pequenos copos de cristal.

Envelhecidas

Esta cachaça passa no mínimo um ano em barris de madeiras nobres de origem brasileira (como amendoim, grápia, umburana, ipê, bálsamo, jequitibá) ou de carvalho importado. Com isto, a bebida amadurece, arredonda, aromatiza, bonificando suas propriedades. Este processo transforma a cachaça em um destilado fino, nobre e único.

De acordo com a legislação, para ser considera envelhecida, a cachaça não pode ser armazenada em barris com capacidade superior a 700 litros.

Cachaça Industrial

cachaça industrial, também chamada de aguardente de cana, é produzida em grandes destilarias, localizadas especialmente em São Paulo e no Nordeste. A cana utilizada é colhida com máquinas, após a queima das folhas no campo, e transportada em grandes caminhões até as moendas. Ali é extraído o suco da cana, que passa então por uma fermentação de apenas 6 horas, no qual se usam catalisadores químicos, que aceleram o processo.

A destilação é feita em grandes colunas de aço inox, sem a separação da cabeça e da cauda, em um processo de destilação contínua. Com isto, a produção é muito maior, com grande rendimento, mas sem o refinamento de um destilado nobre.

Fonte: www.alambiquesgauchos.com.br

Tipos de Cachaça

Cachaça brasileira é um produto sui generis, tem uma rica aplicação na gastronomia, sua utilização é feita para abrir o apetite como aperitivo, descontrair uma conversa seja ela difícil ou prazerosa, afogar as mágoas, festejar, brindar saúde, amizade, prosperidade e reencontros. Na verdade esta gostosa bebida detém em sí própria uma centena de argumentos para ser degustada.

Os tipos variam muito de produtor para produtor, de produto para produto, de região para região, enfim as melhores cachaças brasileiras são aquelas que o produtor já fez muito laboratório para melhor apurar o sabor e a textura da bebida e aqueles que já fizeram tradição produzindo muita cachaça.

Tipos de Cachaça

  • Cachaça Amarela
  • Cachaça Branquinha
  • Cachaça Rosada
  • Cachaça Verde
  • Cachaça Escurecida
  • Outras variedades.
  • Todos estes tipos são produzidos com cana-de-açúcar, banana, arroz, outros frutos e cereais.

    Contudo de cada um deles, pode se extrair uma variante de nuances, texturas e aromas. Alguns tipos mais fortes, outros mais suaves e outros semi-adocicados, podendo se chegar a cachaça licorosa.

    Fonte: www.netbabillons.com.br

    Tipos de Cachaça

    Histórico da Produção da Cachaça

    Por volta do século XVIII, o Nordeste do Brasil era considerado o produtor de qualidade da cachaça.

    A aguardente de cana produzida em Minas Gerais, e em outras regiões onde se fazia pelo mesmo processo, era condenada. A cachaça mineira era fabricada com caldo de cana-de-açúcar, em instalações primitivas e em condições precárias de higiene.

    A própria atividade agrícola, na época, contribuiu para a depreciação da aguardente mineira. As fazendas mistas de criação de gado e produção de cachaça foram responsáveis, em parte, pela contaminação durante o processo de fermentação da aguardente, uma vez que o trabalhador que alimentava o gado leiteiro com o vinhoto servia também de agente transmissor, permitindo maior contaminação do produto de fermentação alcoólica pela inoculação do fermento láctico, que é portador natural e involuntário.

    Toda essa falta de higiene, e naquela época se acreditava que a limpeza era inimiga da produção da cachaça, comprometeu o sabor da bebida, conforme relata Miguel Costa Filho (1963):

    Sendo a cachaça mineira fabricada com caldo de cana, em instalações primitivas, desconhecendo-se as normas de higiene e os cuidados essenciais do processo de fermentação, esta se processava em condições altamente favoráveis às infecções e contaminações prejudiciais ao sabor e ao odor, predominando uma aspereza ao paladar, proveniente de forte acidez, esta por sua vez provocada por fermentos indesejáveis presentes na cana, nos locais infectos onde ocorria a fermentação do caldo (s. p.).

    A acidez provocada pelos fermentos indesejáveis e o contato com as paredes de cobre dos alambiques resultavam em vapores alcoólicos condensados que continham azinhavre (camada esverdeada formada pela oxidação do cobre), que eram passados para o líquido. A ação tóxica dos sais de cobre provocava as reações mais nocivas ao organismo, atacando principalmente o fígado. Além disso, os álcoois superiores produzidos (álcoois que contêm um maior número de átomos de carbono) durante a etapa da fermentação em condições precárias de higiene, conhecidos também como óleo de cana, eram altamente prejudiciais à saúde e aceleravam os efeitos da embriaguez alcoólica. Sua eliminação era mais lenta e provocava envenenamento.

    Miguel Costa Filho (1963) descreve, ainda, o modo de produção da aguardente baiana e justifica a sua qualidade:

    Quanto à aguardente da Bahia (acertadamente Luís Gomes Ferreira não a classificou como cachaça), feita com "mel depurado", mel proveniente da concentração do caldo de cana para fabricação de açúcar bruto ou rapadura, sofria, pela ação do calor, uma esterilização da flora selvagem, com menores possibilidades de infecções, havendo uma aclimatação natural de raças de fermentos existentes em estado residual nas instalações. As condições de clima, de umidade relativa do ar e de seleção natural faziam prevalecer as raças que se multiplicam em líquidos mais concentrados. A sensibilidade do paladar e do olfato é que permite a distinção entre os dois produtos de procedência diversa, porém, com características químicas semelhantes. 
    (...) A fabricação de aguardente com mel de engenho não ataca tão fortemente a aparelhagem de cobre, reduzindo assim a atuação do azinhavre (s. p.).

    Porém, nas usinas da Bahia, era acrescentado o gás sulfuroso como agente químico na fabricação de açúcar branco. Tal fato depositava excesso de enxofre, transformando-o em gás sulfídrico, no mel residual. Além disso, ocorria a produção de "puba" - infecção microbiana por agente de putrefação - que provocava um mau cheiro e paladar desagradável na aguardente produzida.

    Fonte: www.chefonline.com.br

    Tipos de Cachaça

    As cachaças famosas do Brasil

    cachaça é uma mistura das tradições de imigrantes europeus e escravos africanos, que imortalizaram a história e a cultura desta bebida.

    Por ser tão popular e consumida, tornou-se parte da preferência nacional, assim como a cerveja na Alemanha, o whisky na Escócia, o vinho na Itália e a Tequila no México.

    Entre seus adoradores, existem aquelas que se tornaram as preferidas e mais consumidas no território brasileiro. Com tanta admiração a pinga, veja a história e produção de dez cachaças conhecidas entre o público bom de dose.

    Coqueiro

    Tipos de Cachaça

    cachaça coqueiro é a primeira bebida brasileira a receber o selo de qualidade e excelência do Ministério do Agricultura. Originária de Paraty (RJ), ela mantém seu processo de fabricação artesanal dos antigos engenhos da região. Com seus mais de 450 anos de existência, está aliada aos novos recursos tecnológicos de controle e melhoria constante da qualidade.

    João Mendes

    Tipos de Cachaça

    Uma das cachaças mais conhecidas no mercado, a João Mendes se destaca por ser pura e original. Sua produção iniciou-se na década de 80, em Minas Gerais.

    Hoje, ela segue os padrões de qualidade de uma autêntica e verdadeira cachaça mineira.

    Santa Terezinha

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    Criada no Espírito Santos, em 1942, a Cachaça Santa Terezinha é feita do mesmo jeito, como há cem anos. Seu processo de produção segue o tradicional método de fermentação e destilação, dentro de um alambique de cobre, com cana de açúcar em alto teor de sacarose.

    Seleta e Boazinha

    Tipos de Cachaça

    As duas cachaças surgiram do mesmo fabricante, na década de 70 em Salinas, Minas Gerais. A Boazinha recebeu este nome dos próprios consumidores, que apreciavam o sabor desta cachaça, envelhecida em tonéis de embalsamo.

    Uma das mais consumidas no Brasil, a cachaça Seleta é envelhecida em tonéis de umburana. Seu nome é derivado da palavra "seleção", coisa especial, que caracteriza o seu saber e a sua fabricação.

    Salinas

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    A cachaça mineira Salinas é envelhecida por 10 anos em dornas de bálsamo. O cuidado especial em sua produção garante que a sua cor, sabor e aroma, não exerçam grande influência sobre a bebida.

    Gabriela

    Tipos de Cachaça

    Produzida em pequena escala, nos alambiques de cobre, a Cachaça Gabriela tem nome e embalagem própria desde 2002, quando começou atender um público em maior escala. Ela foi criada em 1963, na fazenda Santa Esilia, Ribeirão Preto/SP

    Desde 2003 é certificada pela Associação de Agricultura Orgânica. Ecologicamente correta, seu grande diferencial é primar pela forma como a sua produção é feita, atendendo todas as exigências de conservação ambiental.

    3 Muinho

    Esta histórica cachaça, criada na região de Salinas, Minas Gerais, em 1885, é considerada a mais "potente" do mercado brasileiro.

    Olho de Boi

    Tipos de Cachaça

    A Olho de Boi é uma cachaça artesanal, produzida em Minas Gerais, na cidade de Ubá. É utilizada a plantação de cana-de-açúcar, sem agrotóxicos. A aguardente composta com Jatobá, resgata o processo de curtimento com essências, resultando em uma bebida de sabor suave e macio.

    Caninha 51

    Tipos de Cachaça

    A famosa 51 é uma marca de cachaça brasileira conhecida e comercializada mundialmente. Ela é produzida pela Companhia Müller de Bebidas, desde 1951 - razão da origem do nome -, na cidade paulista de Pirassununga.

    Lua Cheia

    Tipos de Cachaça

    cachaça Lua Cheia surgiu em 1972, na fazenda de João Fernandes Sobrinho na cidade de Salinas, Minas Gerais. Mesmo com sua produção simples de aguardente de cana, ela alcançou os bares e restaurantes dos apreciadores da legítima cachaça artesanal brasileira.

    Fonte: www.obaoba.com.br

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