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Cerveja e Saúde

 

Cerveja faz bem para a visão, dizem cientistas

Cientistas canadenses e americanos acreditam que a cerveja faz bem para a visão e pode ajudar a evitar o aparecimento de doenças como a catarata.Segundo eles, as cervejas contém altos índices de enzimas antioxidantes que, além de melhorar a visão, também podem prevenir doenças cardíacas e fazer bem para os diabéticos.

Mas os pesquisadores advertem que isso não é desculpa para exagerar na cerveja. Eles recomendam tomar uma dose de cerveja por dia para aproveitar os benefícios que a bebida pode trazer para a saúde. As cervejas que mais contêm antioxidantes são as do tipo Ale e Stout, muito consumidas na Grã-Bretanha e outros países europeus. No Brasil, as cervejas mais populares são as Pilsen.

Arteriosclerose

As propriedades da cerveja que fazem bem à visão foram identificadas após a realização de testes com ratos.Os cientistas concluíram que as enzimas antioxidantes evitam o surgimento de lesões nos olhos que no futuro podem levar à catarata. Os Estados Unidos gastam US$ 4 bilhões por ano para pagar operações de tratamento de catarata.

Em outro estudo, pesquisadores da Pensilvânia suspeitam que a cerveja pode ajudar a reduzir em até 50% as ocorrências de arteriosclerose.Eles deram cerveja para hamsters e observaram que a chance de desenvolver a doença caiu consideravelmente. Mas os antioxidantes responsáveis pelo fenômeno também podem ser encontrados em outras bebidas como o chá e o suco de uva.

CERVEJA faz bem à SAÚDE

Um abismo silencioso parece dividir comunidade médica quando o assunto é álcool. De um lado, a maioria dos médicos do planeta se desdobra para combater o alcoolismo, mal que, segundo o Conselho Internacional de Álcool e Adição, afeta mundialmente 140 milhões de pessoas.

De outro, um grupo mais modesto, cada vez mais se interessa em estudar os benefícios do consumo moderado de cerveja para a saúde. Incentivados pela Associação de Cervejeiros da Europa, médicos de distintas especialidades e regiões se reúnem, desde 1999, há cada dois anos para apresentar estudos e novidades sobre o assunto.

A terceira edição do evento, o Beer and Health Simposyum (Simpósio de Cerveja e Saúde), aconteceu em outubro em Bruxelas, na Bélgica, e apresentou benefícios para a saúde capazes de fazer até os abstêmios mais convictos tremerem diante de uma cerveja gelada.

Cruzamentos de estudos epidemiográficos anteriores foram analisados pelos especialistas do simpósio e mostraram que pessoas que consomem de uma a quatro doses diárias de cerveja têm menos chances de desenvolver uma série de patologias. Entre elas, a diabete tipo 2 (aquela adquirida na vida adulta), a osteoporose (mal que enfraquece os ossos) e doenças cardiovasculares, como arteriosclerose, isquemias cerebrais e derrames.

Isso porque o álcool “afina” o sangue e aumenta o HDL (o bom colesterol) e diminui o mal (LDL). A dose ideal, entretanto, varia de pessoa para pessoa, mas os defensores dos benefícios da cerveja aconselham até duas latas da bebida para mulheres e até quatro para os homens. “Isso porque o organismo feminino é mais suscetível aos efeitos do álcool do que o masculino”, explicou o cardiologista alemão Ulrich Keil.

O trabalho apresentado pelo especialista da Universidade de Münster mostrou que quanto menor o consumo de álcool nos países europeus maior a incidência de doenças coronárias.

E mais: o consumo de até 30 gramas de álcool por dia (aproximadamente quatro latinhas de cerveja) reduz em até 25% as chances de desenvolver doenças cardíacas.

O estudo apresentado pelo endocrinologista Ivo de Leeuw, chefe do departamento de diabetologia da Universidade da Antuérpia, na Bélgica, traz boas novas para os portadores de diabete tipo 2. Além de a incidência da doença ser 36% menor em pessoas que fazem uso moderado da cerveja, a bebida não precisa mais estar na lista dos alimentos proibidos. “A combinação do lúpulo com o álcool, ainda não se sabe ao certo por que, ajuda a regularizar a produção de insulina no organismo, e com isso mantém as taxas de glicose mais sob controle”, disse.

Outra grande novidade do 3rd Beer and Health Simposyum foi o trabalho apresentado pelo ortopedista inglês Jonathan Powell, do King’s College. “Pessoas com histórico familiar de perda de massa óssea, a chamada osteoporose, devem pensar em substituir todas as bebidas alcoólicas por cerveja”, disse o especialista. Isso porque o etanol, presente no álcool, afeta a saúde dos ossos.

A cerveja, por sua vez, além de ter as menores porcentagens etílicas, possui silício em sua fórmula. A substância, um mineral presente no solo, está tanto na água quanto no malte que vão dar origem à cerveja, e é tão importante para a saúde óssea quanto o zinco e o cálcio.

BEBER CERVEJA REDUZ O RISCO DE MAL DE PARKINSON

O mais tardar desde a tocante aparição da legenda do boxe Muhammad Ali, a doença de Parkinson possui para a maioria de nós um rosto. Apesar de pesquisa intensa, ainda não foi esclarecido de como podemos nos proteger contra esta doença dos nervos.

Cientistas dos Estados Unidos descobriram agora uma nova pista para mais pesquisas. A equipe do Dr. Hernan, da Harvard School of Public Health em Boston, descobriu que quem bebe cerveja moderadamente, possui um risco 30% menor de contrair Parkinson, do que pessoas que nunca bebem cerveja.

Também ao beber cerveja sem álcool se reduz o risco do Mal de Parkinson, o que não acontece com bebedores de vinho e bebidas destiladas. O estudo conclui que o álcool não tem importância neste efeito. Muito antes parecem ser os saudáveis componentes da cerveja, que atuam de modo favorável nos nervos e cérebro.

Para a sua pesquisa, os cientistas avaliaram os dados de dois grandes estudos americanos. O "Nurses Health Study" e o "Health Professionals‘ Follow-up Study" entrevistaram desde 1976, respectivamente 1986, mais de 170.000 mulheres e homens regularmente a cada dois anos sobre seu estado de saúde e seu modo de vida.

A cerveja do “happy-hour” reduz o stress

Um copo de cerveja após o expediente pode ajudar a reduzir os sintomas do stress causado pelo trabalho. Este é o resultado de um grande estudo científico da Universidade de Montreal.

Muitas pessoas que trabalham fazem isso certo, intuitivamente: ao voltarem para casa dão uma passada no bar ou usufruem de uma cerveja no jantar, para desligarem e se prepararem para a noite. Agora foi cientificamente provado que esta cerveja após o término do expediente faz bem ao corpo e à alma.

O grupo de pesquisadores sociais que trabalham com Alain Marchand queria saber:existe uma relação entre as exigências no trabalho, consumo de álcool e bem estar psicológico?

Para isto eles entrevistaram mulheres e homens que trabalham, com uma média de idade de 37 anos, sobre sua carga pessoal de trabalho, sintomas de stress e hábitos de consumo de bebidas.

O estudo chegou à conclusão de que pessoas que apresentam um consumo moderado de álcool sofriam menos sob sua carga pessoal de trabalho. Seu stress psicológico relativo ao trabalho se encontrava 25% mais baixo do que o dos abstêmios. Consumidores que bebem em excesso por sua vez sofriam com freqüência 75% mais stress relativo ao trabalho do que os consumidores moderados de álcool.

Os pesquisadores tiraram a seguinte conclusão: “que o consumo moderado de álcool traz uma contribuição positiva para a redução do stress e para a saúde psicológica”.

A cerveja é rica em substâncias vegetais secundárias

Valiosos componentes da cerveja são uma contribuição importante para uma alimentação saudável.

A cerveja é especialmente rica nas chamadas substâncias vegetais secundárias.

Com essas substâncias ativas as plantas se protegem contra influências ambientais nocivas :também o ser humano assimila essas substâncias de origem vegetal ao se alimentar. A Sociedade para Medicina Alimentar e Dietética valoriza essas substâncias como importante proteção contra muitos causadores de doenças no ser humano.

Na cerveja encontram-se inúmeras substâncias vegetais secundárias do lúpulo, que desdobram um espectro completo de ações positivas para o ser humano. As substâncias vegetais secundárias do lúpulo podem – mediante um consumo moderado e sensato de cerveja – dar uma boa contribuição para uma alimentação saudável.

Elas possuem efeito antimicrobiano, enquanto bloqueiam o crescimento de diversos causadores de doenças (polifenóis protegem contra cáries dentárias, ácidos beta previnem contra intoxicações alimentares, lupulona reduz o crescimento da bactéria Helicobacter pylori, que afeta o trato estomacal e intestinal).

Elas são antioxidantes e protegem assim contra os nocivos radicais livres no corpo (polifenóis e flavonóides previnem, por exemplo, contra problemas do coração e circulação, alguns polifenóis amenizam a formação de substâncias cancerígenas).

A cerveja consumida com moderação é especialmente valiosa, pois possui também uma ação contra trombose e inibe infecções (flavonóides colocam em ordem o sistema de coagulação do sangue e reduzem sintomas de infecção).

E por último, o consumo regular - porém moderado - de cerveja, pode também proteger contra o câncer. Atualmente ainda estão em andamento as pesquisas médico-científicas. Diversos flavonóides do lúpulo - por exemplo, xanthohumol – inibiram o crescimento de células cancerosas em uma série de experiências.

“Bebam diariamente um copo de cerveja e viverão mais”. Com essas palavras o médico Prof. Dr. Manfred Walzl resume esses efeitos benéficos do consumo moderado de cerveja. Mas essa recomendação vale realmente apenas para um consumo moderado. E esse consumo fica em torno de 1 litro por dia para os homens e 0,5 litro por dia para as mulheres.

Consumo moderado de álcool pode proteger contra o endurecimento das artérias

Quem bebe álcool moderadamente, faz bem às suas artérias e com isso também ao seu coração. Pois as características anti-inflamatórias do álcool agem evidentemente de modo favorável sobre a saúde das artérias e retardam seu endurecimento.

Este foi o resultado de um estudo divulgado recentemente (*) pelas Universidades de Heidelberg e Ulm.

Os cientistas ao redor dos professores Hoffmeister e König, foram atrás da pergunta “até que ponto a quantidade consumida de álcool influencia diversos indicadores de inflamação”. Indicadores de inflamação são substâncias no sangue, que indicam uma inflamação no corpo. Para isso a equipe examinou o sangue de 478 doadores saudáveis entre 40 e 68 anos de idade. Mais de 80% declararam consumir álcool, na maioria tratava-se de cerveja.

A divisão em quatro grupos diferentes determinou o consumo de álcool: de 0 grama até acima de 40 g de álcool diariamente.

Os resultados são inequívocos: os valores de ambos os grupos com baixo e médio consumo de álcool (até 40 g diariamente, o que corresponde a cerca de 1 litro de cerveja) mostraram-se claramente melhores do que os dos abstêmios.

O estado das artérias é determinante para a saúde do coração. Quem então consome pouca ou moderada quantidade de álcool, vive com um risco reduzido de sofrer um ataque cardíaco.

Quem bebe álcool moderadamente protege seu coração

O consumo moderado de álcool reduz os fatores de risco para doenças do coração e circulatórias. A essa conclusão chegou um estudo publicado recentemente pelo Instituto Robert Koch em Berlim.

A equipe de cientistas de Martina Burger avaliou os resultados das análises de sangue de mais de 7.000 alemães saudáveis, com idades entre 18 e 79 anos.

Os resultados mais importantes: aqueles que bebiam moderadamente tinham substancialmente mais colesterol HDL no sangue do que os abstêmios.

O HDL ou “colesterol bom” protege as paredes dos vasos sanguíneos contra depósitos de gordura. Simultaneamente se reduziam, nos consumidores de álcool, os valores de fibrinogênio, pelo que o risco de obstrução de vasos sanguíneos é reduzido. Redes de fibrina (um tipo de “adesivo da natureza”) podem obstruir vasos sanguíneos e desencadear enfarte do miocárdio ou ataque do coração.

A homocisteína vale como fator de risco adicional para doenças cardio-circulatórias e demência vascular. Esse aminoácido também estava presente no sangue daqueles que bebiam álcool moderadamente, em uma concentração reduzida.

Mas quando os pesquisadores observaram exatamente de que tipo de álcool se tratava, fizeram uma descoberta espantosa: apenas quem bebia cerveja apresentava uma taxa reduzida de homocisteína. Isso poderia estar relacionado às vitaminas do complexo B – principalmente o ácido fólico, um bloqueador natural da homocisteína – que pode ser encontrado em elevada concentração na cerveja.

Congresso Europeu de Cardiologistas confirma que a cerveja possui ação protetora para o coração

Estudos médicos já provaram várias vezes: um consumo moderado de cerveja pode ser uma boa contribuição para a proteção contra um infarto do coração. Esta conhecida ação positiva foi confirmada de maneira impressionante durante Congresso Europeu de Cardiologistas, que aconteceu de 28 de agosto a 1 de setembro 2004 em Munique.

Foi apresentado um estudo canadense (Estudo Interheart), comprovando que a maioria dos infartos do coração pode ser prevista, baseado em nove fatores de risco que podem ser facilmente medidos. Esses fatores são válidos mundialmente e para todos os grupos étnicos.

As oito características nocivas foram: consumo de cigarro, elevados valores para gordura no sangue, pressão alta, diabetes, obesidade, stress, sedentarismo e alimentação inadequada.

A nona característica, ao contrário, foi de natureza positiva: um consumo regular e moderado de álcool foi atestado pelos pesquisadores como sendo uma ação protetora contra infartos. De acordo com o resultado do estudo, a partir da combinação desses nove fatores, podia-se prever mais de 90% da possibilidade de sofrer um infarto.

Com isso o estudo reforça mais uma vez de modo claro: quem consome cerveja moderadamente, pode reduzir e influenciar positivamente o risco pessoal de sofrer um infarto, desde que efetue um trabalho conjunto com o combate direcionado e evitando os demais fatores.

"Bebam diariamente um copo de cerveja e vivam por mais tempo" – com essas palavras o médico de Graz, Prof. Dr. Manfred Walzl, resume os numerosos efeitos benéficos do consumo moderado de cerveja. E essa afirmação é provada mais uma vez pelo Congresso Europeu de Cardiologistas. Mas essa recomendação vale realmente apenas para um consumo moderado. E esse consumo fica em torno de 1 litro por dia para os homens e 0,5 litro por dia para as mulheres.

A cerveja é mais saudável que o vinho

Estudo atesta a ação de proteção da cerveja contra doenças cardiovasculares

Consumidas de modo moderado, as bebidas alcoólicas protegem contra doenças cardiovasculares. Um estudo publicado na revista especializada "American Journal of Clinical Nutrition" comprovou que o consumo moderado de cerveja age de modo mais positivo que o consumo moderado de vinho. Neste estudo os cientistas pesquisaram a relação entre a concentração de homocisteína no sangue dos pesquisados e o consumo de diversas bebidas alcoólicas na população francesa.

Homocisteína é um indicador reconhecido pela medicina para o risco de adoecer de problemas cardiovasculares: se a concentração no sangue for elevada, sobe o risco. Se ao contrário for baixa, o risco de adoecer é menor.

O claro resultado do estudo: o consumo de vinho aumentou a concentração de homocisteína no sangue dos pesquisados, enquanto que o consumo de cerveja não demonstrou esse efeito. Ao contrário, trouxe um efeito redutor. A Sociedade para Medicina da Nutrição e Dietética, de Bad Aachen, Alemanha, atribui esta ação positiva do consumo de cerveja às elevadas concentrações de ácido fólico, vitamina B6 e vitamina B12 na cerveja.

Antes de tudo uma carência de ácido fólico pode contribuir para um nível elevado de homocisteína e com isso aumenta o risco de se sofrer problemas cardiovasculares.

A cerveja é uma fonte muito importante de ácido fólico e com isso um legítimo bloqueador de homocisteína: já um litro de cerveja cobre quase um terço das necessidades diárias de ácido fólico.

Com isso o consumo moderado de cerveja é confirmado mais uma vez como uma contribuição importante para uma alimentação saudável. E esse consumo moderado se encontra em torno de um litro de cerveja por dia para os homens e 0,5 litro de cerveja para as mulheres.

Quanto álcool existe na cerveja?

Meio litro de cerveja tem em média 5% de álcool em volume (isso consta no rótulo da garrafa). Ao dividirmos esse “vol %” pelo fator 0,252, dá-se a quantidade de álcool puro, e com isso, para meio litro de cerveja pilsen ou cerveja de trigo, em torno de 20 g de álcool.

Longos estudos de abrangência mundial comprovaram que um consumo regular (diário) de 20 g de puro álcool para mulheres e 40 g para homens não apresentam inconvenientes para a saúde.

Consequentemente, 0,5 litro de cerveja para as mulheres e 1 litro para os homens não prejudicam a saúde.

Os mais recentes estudos comprovam inclusive, que o consumo regular de 140 g de álcool semanalmente – isso equivale a 3,5 litros de cerveja com 5% de álcool – é a quantidade ideal para reduzir em quase 40% o risco de perda da audição (em função da idade) em altas e baixas freqüências.

O Prof. Dr. Hans Hoffmeister da Universidade Livre de Berlim (Freien Universität Berlin) reforça: “O consumo moderado de cerveja possui uma influência positiva sobre diversos riscos à saúde, principalmente sobre o coração e circulação”.

Diretrizes para o consumo responsável de cerveja

O médico alemão Dr. Karl-Heinz Ricken, autor do livro “Saudável com cerveja“, resumiu a relação responsável com a cerveja em 6 diretrizes:

1.Pesquisas científicas comprovam as ações positivas do consumo moderado de cerveja sobre a saúde.

As seguintes quantidades diárias não apresentam inconvenientes:
20 g de álcool para a mulher (corresponde a 0,5 litro de cerveja)
40 g de álcool para o homem (corresponde a 1 litro de cerveja)

2.As seguintes fases da vida e âmbitos não combinam com o consumo mesmo moderado de álcool:

Durante toda a gravidez e amamentação
No consumo de determinados medicamentos
Para muitas funções no lugar de trabalho
Na participação ativa no trânsito
Para crianças e jovens
Para dependentes de álcool e pessoas ameaçadas pelo álcool.

3.A cerveja é a bebida mais antiga do mundo com cultura e tradição.
Os efeitos positivos no bem estar físico, psíquico e social justificam as recomendações de um consumo moderado de cerveja para adultos.

4.O cultivo de hábitos de consumo (como por exemplo, o prazer de comer) e um estilo de vida saudável (por exemplo, alimentação mediterrânea, esporte, carência de nicotina) podem prevenir o abuso.

5.São responsabilidades da família, das cervejarias e suas associações, dos políticos e jornalistas, o ensinamento da relação cultivada com a cerveja e informar de modo responsável os adultos e as novas gerações sobre as vantagens de um consumo moderado de cerveja.

6.O esclarecimento, a informação e o fortalecimento da própria responsabilidade fazem mais sentido e são mais eficientes do que proibições e outras medidas drásticas.

Consumo moderado e regular de cerveja prolonga a vida

Novo estudo dinamarquês comprova a ação positiva da cerveja

O consumo moderado de álcool pode proteger contra as múltiplas dores da idade – e ele até prolonga a vida. Este é o resultado de um grande estudo dinamarquês recentemente publicado (*).

Um grupo de pesquisas do Ministério Nacional da Saúde em Copenhague observou ao longo de sete anos cerca de 57.000 mulheres e homens em idades entre 55 e 65 anos. Ao mesmo tempo as pessoas foram questionadas, entre outros, sobre seus hábitos de consumo de bebidas.

Na análise dos dados do estudo os pesquisadores comprovaram uma diferença essencial: pessoas com um consumo moderado de álcool vivem em média mais e sofrem com menos freqüência de dores relativas à idade. Doenças cardíacas, diabetes, osteoporose, Mal de Alzheimer ou ataque do coração ocorreram sensivelmente de modo mais raro do que em abstêmios ou bebedores inveterados.

Decisiva para a ação promotora da saúde do álcool não é apenas sozinha a quantidade total consumida, mas sim antes de tudo os hábitos de consumo:moderado, mas regular reza a regra de ouro.

O coordenador do estudo, Prof. Morton Gronbaek: "Os resultados mostram que o álcool pode ser bom para a saúde, contanto que lidemos com ele de modo sensato.” Ele confirma com isso muitos estudos internacionais, que comprovam a ação benéfica à saúde do consumo moderado de cerveja.

(*)Tolstrup J et al, Drinking pattern and mortality in middle-aged men and women, Addiction, 99, 232-330.

Cerveja e vinho tinto protegem da mesma forma

Estudo canadense mostra: a cerveja coloca os radicais livres em xeque

Os consumidores de cerveja podem brindar a um novo estudo(*)do Canadá: pesquisadores da Universidade de West-Ontario descobriram que a cerveja possui os mesmos efeitos positivos sobre a saúde que o vinho tinto.

O bioquímico Prof. John Trevithick pôde determinar no sangue das pessoas que participaram dos testes, que haviam bebido antes uma garrafa de cerveja ou uma taça de vinho, um idêntico aumento elevado da atividade antioxidante. "Isso poderia explicar parcialmente o menor risco de arteriosclerose com um consumo moderado de bebidas alcoólicas”, disse o responsável pelo estudo.

Nas pessoas que participaram do teste e beberam uma solução de água e álcool, não houve uma atividade antioxidante mais elevada. Para aqueles que beberam cerveja sem álcool houve uma atividade antioxidante, confirmando a suposição de que polifenóis são co-responsáveis pelo efeito promotor da saúde. Essas substâncias vegetais estão contidas tanto nas uvas como nos cereais com os quais a cerveja é produzida.

Explica o professor: "polifenóis possuem características antioxidantes, semelhante às vitaminas C ou E, enquanto que eles eliminam radicais livres."

“Nós ficamos muito surpresos que a cerveja possui as mesmas vantagens que o vinho", comentou o professor, "principalmente porque o vinho contém 20 vezes mais polifenóis do que a cerveja. Mas aparentemente eles não são tão bem assimilados pelo organismo.

" O Prof. Trevithick lembrou ao mesmo tempo sobre um consumo moderado de álcool: uma garrafa de cerveja diariamente promove a saúde – três garrafas ou mais produzem efeito contrário.

(*)O estudo do Prof. John Trevithick foi publicado na edição de dezembro/2004 da revista "Nonlinearity in Biology, Toxicology and Medicine".

Com consumo regular de cerveja as artérias do coração esclerosam menos

Pessoas que usufruem regular, porém moderadamente de álcool, protegem seu coração contra a arteriosclerose. Isso comprova um novo estudo(*)da Holanda. É o primeiro estudo, que não apenas interpreta dados existentes, ma sim efetua estudos próprios e pesquisa a conexão entre consumo de álcool e arteriosclerose.

A equipe de pesquisadores ligada ao Dr. Rozemarijn Vliegenthart concentrou seu trabalho em pessoas idosas. Foram examinados 1.795 habitantes com mais de 65 anos de Roterdã, nos quais ainda não havia sido diagnosticada uma doença do coração. Foi feita uma tomografia computadorizada do coração de cada um dos participantes, através da qual o estado de saúde das artérias se torna visível. Se esses vasos estiverem esclerosados, aumenta o risco de um ataque cardíaco.

Simultaneamente os entrevistados foram perguntados sobre os seus hábitos de consumo. Mostrou-se um perfil típico da média da população desde os abstêmios totais até pessoas que bebem mais de dois drinques diariamente.

Nisso se destacou que o álcool age positivamente e de modo inequívoco sobre a circulação do sangue no coração. "Os melhores valores foram das pessoas que consumiram diariamente um a dois copos de bebida alcoólica. Neles o risco de haver esclerose dos vasos foi reduzido em 50 %", disse o Dr. Vliegenthart.

O grupo mais ameaçado é o de abstêmios: eles representam a maior parte do grupo com esclerose avançada.

Quem bebe cerveja moderadamente, mas regularmente, faz bem ao seu coração.

(*)Vliegenthart R, et al, "Alcohol Consumption and Coronary Calcification in a General Population", Arch Intern Med. 2004; 164: 2355-2360

A cerveja é apropriada para uma alimentação fisiologicamente adequada

A maior parte da composição da cerveja recai sobre a água. Em um quilo de cerveja – tomemos como exemplo uma cerveja clara ou pilsen – encontramos ainda em torno de 920 g de água. A necessidade de líquido de um adulto corresponde diariamente de 2 a 3 litros. A cerveja pode com isso dar uma importante contribuição para o fornecimento de líquido para o organismo humano.

Os outros três ingredientes naturais da cerveja, malte, lúpulo e fermento, contêm mais de 2.000 componentes e grupos de componentes hoje comprovados: carboidratos, aminoácidos, substâncias minerais, vitaminas, ácidos orgânicos, em menores quantidades fibras, ligações fenólicas e substâncias amargas do lúpulo.

As cerca de 40 g de álcool, que se encontram em um litro de cerveja, se equilibram com 40 g de componentes não-alcoólicos.

Com isso a cerveja não é uma bebida alcoólica “vazia”, ingerindo-se nutrientes importantes simultaneamente com o álcool.

Mas uma cerveja não é igual à outra! Isso vale não apenas para o paladar, mas também pelas várias apresentações das 4 matérias-primas básicas e as inúmeras possibilidades de variação, específicas para cada tipo de cerveja, sua respectiva proporção de mistura como também para sua exata composição analítica.

Outros aspectos de saúde relevantes ligados ao consumo moderado de cerveja

Cerveja e diabetes

O consumo moderado de cerveja leva a um aumento da insulina e provoca com isso inclusive uma redução do nível de açúcar no sangue. Também o diabético não precisa renunciar à cerveja. Deve-se especialmente indicar para esse grupo-alvo as cervejas dietéticas, que pelo seu elevado grau de fermentação apresentam apenas 0,75% de carboidratos em comparação aos 3% de uma cerveja normal de baixa fermentação.

Cerveja e câncer

O consumo moderado, porém regular de cerveja não aumenta o risco de contrair câncer!

As causas para sofrer de câncer podem ser muito variadas. A alimentação tem grande importância nessa relação, assim como o fumo. Há estudos epidemiológicos de certas formas de câncer e sua relação com o álcool, como câncer da cavidade bucal, nasal e faringe, do esôfago, da laringe ou do fígado. Enquanto o álcool é consumido apenas em quantidades moderadas, não existe o aumento de risco de adoecer. Isso se modifica no entanto, no instante em que adicionalmente se fuma.

Certos componentes da cerveja (antioxidantes como fenóis, flavanóides etc), que em sua maioria se originam do lúpulo, possuem até mesmo uma ação protetora (preventiva) contra o câncer. As relações com esses efeitos estão sendo pesquisadas intensivamente no momento.

Cerveja e cálculos renais

Segundo o ditado popular “beber dois e largar três” que descreve de modo bem claro a ação diurética da cerveja. Enquanto que após o consumo de um litro de água excretamos em média 385 ml de urina, quando ingerimos um litro de cerveja, excretamos 1.012 ml – um efeito de enxágüe ideal para pacientes renais!

Consumo moderado de cerveja diminui o risco de diabetes

Quem bebe álcool moderadamente, reduz o risco de adoecer de diabetes da idade em cerca de 30% - de acordo com o resultado do primeiro estudo comparativo sobre o tema Diabetes e Álcool.
A equipe de pesquisa holandesa do Dr. Lando Koppes analisou os resultados de 15 estudos internacionais sobre diabetes com no total quase 370 mil participantes.

Estudos fundamentais dos Estados Unidos, Finlândia, Coréia, Holanda, Inglaterra e Alemanha chegaram à mesma conclusão: o consumo moderado de álcool pode agir de modo preventivo contra diabetes tipo 2, a chamada diabetes da idade.
Os melhores valores foram apresentados por pessoas que ingeriram diariamente entre 6 g e 48 g de álcool. Isso corresponde a um consumo diário entre 150 ml e 1.200 ml de cerveja.
Do mesmo modo, aqueles que bebem menos ou nenhum álcool demonstraram um risco mais elevado para o diabetes, como aqueles que consomem mais de 48 g de álcool.

O Dr. Lando Koppes vê uma dramática evolução vir ao nosso encontro: até o ano 2030 o número de diabéticos aumentará em um terço. Mas existem possibilidades de se reduzir o risco de adoecer. Paralelo a muito movimento (exercício) e uma alimentação saudável, um consumo freqüente, porém moderado de álcool também pode ajudar.

“O consumo moderado de álcool, assim sabemos, possui uma influência positiva sobre a pressão sangüínea, a sensibilidade à insulina e em inflamações crônicas. Além disso, ele favorece diversas substâncias no sangue como o colesterol HDL, que protege o coração e os vasos sangüíneos. Nós supomos que uma combinação desses fatores leva à ação protetora contra o diabetes 2”, diz o Dr. Koppes.

* Koppes, Dekker et al, "Moderate Alcohol Consumption Lowers the Risk of Type 2 Diabetes", Diabetes Care, 28:719-725, 2005

Um copo de cerveja fortalece a memória

Um até dois copos de cerveja ao dia mantém o cérebro saudável na idade. Esse é o resultado de um estudo norte-americano divulgado recentemente(*), que observou mais de 12.000 mulheres.

Uma equipe de cientistas de Boston (EUA) foi atrás da pergunta se o álcool influencia a capacidade do cérebro de mulheres mais velhas. Eles utilizaram para isso os dados do grande estudo americano "Nurses Health Study", um estudo de enfermeiras com mais de 120.000 participantes.
Os pesquisadores selecionaram as mulheres saudáveis entre 70 e 81 anos. Elas tiveram que ser submetidas a diversos testes de memória por telefone. Elas deveriam, por exemplo, enumerar animais por um minuto e se lembrar de seqüências de números. Dois anos mais tarde os testes foram repetidos e os resultados comparados entre si.

Os resultados do estudo são inequívocos: mulheres, que bebem regularmente um pouco de álcool, fazem com isso também bem ao seu cérebro. Os melhores valores mostraram aquelas, que consomem um copo de cerveja diariamente (aprox. 375 ml de cerveja, que possuem um teor alcoólico de cerca de 15 g). Elas obtiveram melhores resultados nos testes; seu desempenho de memória foi até 23 % melhor do que o das abstêmias.

(*)Stampfer, MJ et al, "Effects of Moderate Alcohol Consumption of Cognitive Function in Women", The New England Journal of Medicine, 2005; 352:245-253.

Cerveja sem álcool – mata a sede sem muitas calorias

Nos quentes dias de verão vale antes de tudo a regra: beber muito!

Em temperaturas elevadas o corpo sua mais, e com o suor são excretados minerais importantes para a vida. Já em temperaturas normais deveríamos beber diariamente de 1,5 a 2 litros; no verão devem ser adicionalmente 1 a 2 litros de bebida que contenham minerais, para compensar as perdas. Quem quer se alimentar de modo saudável e consciente das calorias, – levando em conta que deve ter sabor – não tem a vida fácil.

A cerveja sem álcool é a bebida ideal para o verão. Ela preenche todas as exigências dos especialistas em nutrição – a cerveja (sem álcool e normal) contém substâncias minerais em abundância, que podem ser rapidamente assimiladas pelo corpo.

Adicionalmente: a cerveja quase não contém açúcar e apresenta muito poucas calorias e, além disso, é um produto natural rico em vitaminas, produzido sem a adição de qualquer produto químico.

Na tabela de calorias da obra "Dicionário de valor nutricional e calorias"(*)a cerveja sem álcool está cotada como a número um.

Com 52 quilocalorias (kcal) ela vence a limonada (84 kcal) assim como o suco de maçã, que apresenta 98 kcal.

Bem distante está o refrigerante sabor cola, com 122 kcal.

Teor calórico em 200 ml:
Cerveja sem álcool:52 kcal
Limonada:84 kcal
Cerveja pilsen:84 kcal
Suco de maçã:98 kcal
Refrigerante sabor cola:122 kcal

(*)Dicionário de Valor Nutricional e Calorias - Schlütersche Verlagsgesellschaft, 2003

A cerveja protege contra a carência de ácido fólico

Mulheres na gravidez e na amamentação possuem uma considerável elevação da necessidade de ácido fólico. Sobre isso chama a atenção a Sociedade para Medicina da Alimentação e Dietética (GfED) em Aachen – Alemanha.

Assim uma carência de ácido fólico na gravidez pode ser, por exemplo, um motivo para partos prematuros.

A cerveja, também em suas variantes sem álcool, é um dos melhores fornecedores de vitaminas:um litro de cerveja contém mais de um terço das necessidades diárias de um adulto em ácido fólico. Cervejas sem álcool podem ser assim um importante complemento alimentar para todos adultos, mas principalmente para mulheres grávidas e que amamentam com uma elevada necessidade de vitaminas e substâncias minerais.

Estudos científicos demonstraram:a cerveja, através de seu conteúdo de fermento e malte, é um dos mais eficientes fornecedores de vitaminas entre osalimentos:ela contém elevadas concentrações da importante Vitamina B e mais de 30 diferentes substâncias minerais e oligoelementos.

Assim, um litro de cerveja (também sem álcool), cobre quase que a metade da necessidade diária de magnésio, 65% da necessidade de niacina por dia, cerca de 20% da necessidade diária de um adulto em potássio ou precisamente 38% da necessidade diária de ácido fólico. Para ingerir a mesma quantidade de ácido fólico através de outros alimentos, um adulto deveria, por exemplo, comer 0,5 kg de tomates ou beber 1,5 litro de leite.

E ainda melhor:não apenas o puro teor de vitaminas decide sobre o valor de um alimento:as vitaminas devem poder ser bem absorvidas pelo corpo. Estudos mostraram de modo inequívoco, que as vitaminas contidas na cerveja podem ser absorvidas pelo organismo particularmente bem e rápido.

Isso comprova o que as gerações passadas já sabiam:a cerveja é - se consumida de modo moderado – uma contribuição muito importante para uma alimentação saudável, equilibrada e uma alimentação complementar. E na sua variante sem álcool, também para grávidas e mulheres que amamentam.

Fonte: www.cervesia.com.br

Cerveja e Saúde

Cerveja pode fazer bem à saúde, indicam pesquisas

  Pesquisas indicando que o consumo de cerveja pode trazer alguns benefícios para a saúde levaram a Associação Nacional dos Varejistas de Cerveja dos EUA e a AmBev, no Brasil, a adotar um novo lema: cerveja é saúde.

A entidade norte-americana chegou a organizar um seminário e a divulgar comunicado dizendo: "Tenha alimentação equilibrada, faça exercícios e beba uma cerveja por dia para evitar doenças." O alvo é a fama do vinho tinto de ser um protetor do coração.

Dois estudos recentes serviram de estopim para a onda da cerveja saudável. Um deles acompanhou 70 mil enfermeiras e mostrou que as que bebiam cerveja eram menos hipertensas do que as que consumiam vinho e destilados. A outra avaliou mais de 120 mil homens e concluiu que os consumidores de cerveja apresentavam risco menor de doença coronariana que os bebedores de vinho e destilados. Tudo isso em termos de consumo moderado, uma cerveja por dia.

Boa notícia para os fabricantes, num mercado que só nos Estados Unidos movimenta US$ 55 bilhões por ano. Como não podem pôr nos rótulos que cerveja faz bem, as associações partiram para um marketing diferente, com apelo à saúde. A maioria das pesquisas compara cerveja e vinho. Nenhuma compara quem bebe e quem não bebe. Até mesmo Julie Bradford, editora da revista "All About Beer" ("Tudo sobre Cerveja"), com 25 mil assinantes, mostra uma certa cautela. "A gente não está dizendo que a cerveja é uma droga milagrosa nem sugerindo que as pessoas bebam duas latinhas por dia para ter saúde", diz.

Há questionamentos sobre as virtudes que a cerveja teria para a saúde, entre elas o fato de conter vitaminas do complexo B e de reduzir os níveis de homocisteína, uma proteína que, em grandes quantidades, está associada ao risco de enfarte. Mas o professor Eric Rimm, da Escola de Medicina de Harvard, diz que os efeitos benéficos do álcool e qualquer outra bebida são decorrentes do etanol, que é um anticoagulante como o ácido acetil-salicílico.

Etanol

O problema é que a cerveja tem baixo teor de etanol e precisaria ser consumida em grandes quantidades - que são prejudiciais - para causar esse efeito.

Mas mesmo os especialistas que endossam esses trabalhos reconhecem que nos EUA e por aqui o consumo está longe de ser moderado: basta um jogo de futebol, americano ou não, para o número de garrafinhas ou latas disparar para uma média de meia dúzia por partida. E isso põe o consumidor em maior risco para obesidade - que pode causar enfarte, diabetes e outros problemas.

"É preciso tomar muito cuidado com associações estatísticas, porque estatisticamente pode-se provar até que TV a cabo aumenta o risco de enfarte", diz o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Juarez Ortiz. Sabe-se, por exemplo, que fumar faz mal para o coração porque há um número bem maior de enfartados fumantes do que não fumantes. Mas há uma enorme distância entre constatar que um número maior de enfartados usava camisa azul-clara quando sofreu um ataque e concluir que camisas azuis causam enfarte.

"Não existem evidências científicas de que cerveja faça bem para o coração, tanto que nenhuma sociedade de cardiologia do planeta recomenda o consumo da bebida como forma de prevenção", garante. De acordo com ele, é até possível que pessoas que consumam cerveja tenham menos risco, não por causa da cerveja, mas do estilo de vida mais relaxado, com menos estresse.

Ele recomenda cautela diante dessas alegações. Ortiz lembra que a crença muito difundida de que suco de berinjela com laranja baixava colesterol foi motivo de pesquisa da entidade, que descartou como puro mito. "A única forma de obter informação correta é recorrer às associações, que têm dados especialmente organizados para leigos", diz.

Fonte: www.cardiol.br

Cerveja e Saúde

 Benefícios de um consumo moderado de cerveja

1-A cerveja, sabe-se hoje, reduz, juntamente com outras bebidas alcoólicas (vinho por exemplo), o risco de doenças do coração e parece ter evidentes benefícios para a saúde, demonstrados por investigações atuais.

A “American Heart Association” fez saber que não há nenhuma evidência de que o vinho seja mais benéficona proteção do coração que a cerveja.

Para o Prof. alemão Hoffmeister, se os europeus deixassem de beber cerveja notar-se-ia um aumento das doenças cardiovasculares, uma diminuição na esperança de vida de cerca de 2 anos e um abaixamento geral na sensação de bem-estar.

Segundo um estudo médico (British Medical Journal, 319:1523-1528), três bebidas alcoólicas por dia (30 g de álcool) podem reduzir em 25% o risco de um ataque de coração.

2-Beber cerveja não parece fazer engordar, desde que num contexto de uma dieta equilibrada e consumida com moderação às refeições.

3-Deve ser lembrado que há situações em que beber bebidas alcoólicas representa um risco e pode ser apropriado o fazer: durante a gravidez, antes de conduzir ou trabalhar com máquinas, antes de praticar desporto ou quando se está a seguir certo tipo de medicações.

Consciente dos perigos do abuso do álcool, a indústria participa em campanhas educativas para evidenciar o risco de beber em situações como as acabadas de referir.

4-O estilo de vida e a dieta praticada, entre outros fatores, condicionam os resultados do estudo da influência do álcool sobre as doenças do coração. Contudo, foi já demonstrado que, de per si, o consumo moderado de álcool pode dar lugar a uma redução de 17% no risco de doença coronária.

Beber 5-6 copos (50-60 g álcool) numa “sessão” não protege das doenças cardiovasculares mesmo que o consumo, no total da semana seja moderado.

O consumo frequente e moderado de álcool diminui o risco de formação de pedras nos rins e protege os ossos do risco de osteoporose.

O consumo moderado de álcool é eficaz na redução do stress e tensão nervosa e aumenta a sensação de bem-estar.

A cerveja pode fazer parte de uma dieta equilibrada, fornecendo vitaminas essenciais (especialmente do grupo B: B1, B2, B6 e B9–folatos) e sais minerais (é rica em potássio e de baixo teor em sódio, rica em magnésio e tem pouco cálcio). É produzida a partir de cevada maltada, lúpulo, levedura e água que são materiais que têm componentes que contribuem para uma dieta equilibrada. O seu teor de água é de cerca de 93%. Não contém quantidades significativas de colesterol e apresenta baixo teor de açucares livres.

Recentes trabalhos sugerem que as vitaminas B6 e B9 (folatos), presentes na cerveja, podem significar uma proteção adicional para os seus consumidores moderados, face às doenças cardiovasculares. Isto porque estas vitaminas parecem ajudar a reduzir o nível de homocisteína no sangue e teores elevados desta, tal como acontece com o”mau colesterol” (LDL), estão associados a riscos elevados de doença. Estudos epidemiológicos, foram realizados, para o efeito, no País de Gales, República Checa e África do Sul.

Os bebedores moderados de cerveja estão protegidos da ação nefasta da bactéria <helicobacter pylori> no estômago.
A cerveja é uma fonte de fibra solúvel, proveniente das células das paredes da cevada (1litro de cerveja contém, em média, 20% da dose diária recomendada, chegando, algumas, a cerca de 60%).

A cerveja contém antioxidantes naturais, de possível efeito benéfico na saúde. O seu teor varia com o tipo de cerveja e, logo, com as matérias primas empregues e o processo de fabrico seguido.

Para a mesma dose de álcool, a cerveja contém mais de 2 vezes o teor de antioxidantes presentes no vinho branco mas apenas cerca de metade dos que contém o vinho tinto. Contudo, muitos dos antioxidantes presentes no vinho tinto são moléculas de grande peso molecular, menos bem absorvidas pelo organismo humano que as pequenas moléculas que se encontram na cerveja.

Acervejaé uma boa fonte de silício, sob forma bio-utilizável.
Certos componentes do lúpulo, planta que se emprega apenas na produção de cerveja, têm, recentes investigações o começam a indicar, potenciais benefícios para a saúde:os seus flavanoides tem a capacidade de proteger contra algumas doenças e podem ajudar na luta contra certos tipos de cancro, como o demonstram estudos in vitro, que estão, agora, a ser complementados com investigações in vivo.

Esta informação não tem por objetivo encorajar as pessoas a beber cerveja (ou outra qualquer bebida alcoólica) apenas pelo fato, cada vez mais comprovado, de poder ser benéfica para a saúde das pessoas saudáveis;
Pretende-se, apenas, informar e reafirmar àqueles que a apreciam que, quando consumida moderadamente, a cerveja parece não ter riscos para a saúde e pode, até, significar um benefício para a saúde do consumidor,

FONTE
(Extractos traduzidos de “Beer & Health – The Benefits of Moderate Beer Consumption, 2nd. Edition, CBMC-The Brewers of Europe, October 2001)

Fonte: www.ibesa.pt

Cerveja e Saúde

BEBA CERVEJA E COLABORE COM SEU CORAÇÃO!

Estudos comprovam que cerveja, assim com o vinho, faz bem à saúde e auxilia na prevenção de doenças.

É só convidar para tomar uma cervejinha que aquele amigo que está de regime já vem dizendo que cerveja engorda. A cerveja, embora poucas pessoas saibam, faz bem para saúde. Isso mesmo, a cerveja faz bem para a saúde!

Mas como assim?

Detentora de inúmeros componentes necessários a uma alimentação diária saudável e composta por mais de 90% de água, a cerveja de qualidade elevada e consumida com moderação traz inúmeros benefícios à saúde. Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) a cerveja possui vitaminas, minerais, carboidratos e proteínas, além do álcool que como todos sabem, consumido sem exagero, também é benéfico.

Ainda segundo o Sindicerv, as cervejas são repositoras de eletrólitos e possuem 400kcal/litro, o que corresponde a aproximadamente 15% das necessidades diárias de um adulto e equivale, em termos de proteína, a 100g de carne, 700ml de leite integral ou seis ovos cozidos. Os sais minerais incluídos em sua composição - 0,4g/l - correspondem a 10% das necessidades de um ser humano.

Além disso, as cervejas são ricas em vitaminas, em especial as do complexo B, que proveem em grande maioria do fermento, organismo vivo da fabricação da cerveja que transforma carboidrato, na forma de açúcar, em álcool e gás carbônico.

Elas auxiliam no funcionamento dos músculos, nervos e cérebro; colaboram para a manutenção dos tecidos e atuam no metabolismo dos carboidratos e gorduras. Os minerais, como cálcio e fósforo, são essenciais para a composição dos ossos; e o potássio, junto com o cálcio, assegura, entre outros benefícios, o bom funcionamento do coração.

A cerveja pode ainda auxiliar na prevenção da osteoporose. Foi o que comprovou um estudo apresentado no 1º Simpósio Interna¬cional sobre a Cerveja, em Valên¬cia (Espanha). Os especialis¬tas em Epidemiologia, Nutrição e Cardiologia concluiram que o con¬sumo moderado de cerveja pode contribuir para a prevenção da os¬teoporose, dado que o silício con¬tido na bebida está presente na sua forma bioativa, facilitando a sua absorção pelo organismo.

Em relação à osteoporose existem muitos outros trabalhos, o ortopedista inglês Jonathan Powell, do King’s College diz que o etanol, presente no álcool, afeta a saúde dos ossos, mas a cerveja, por sua vez, além de ter as menores porcentagens etílicas, possui silício em sua fórmula. A substância, um mineral presente no solo, está tanto na água quanto no malte que vai dar origem à cerveja, e é tão importante para a saúde óssea quanto o zinco e o cálcio.

Consumo diário

Lembra aquela história de que um cálice de vinho por dia faz bem ao coração? Pois é, isso também é válido para a cerveja, embora a quantidade seja um pouco diferente. O ideal seria o consumo moderado, no entanto, a dose ideal varia de pessoa para pessoa. Segundo um estudo da Associação dos Produtores Privados de Cerveja da Alemanha, o consumo de cerveja se limita a um litro por dia para os homens e meio litro para as mulheres – em torno de duas latas para mulheres e até quatro para os homens. "Isso porque o organismo feminino é mais suscetível aos efeitos do álcool do que o masculino", explicou o cardiologista alemão Ulrich Keil.

Não há evidências claras de que o vinho seja melhor para o coração do que a cerveja. Na verdade, o agente protetor é o álcool em si, presente nas duas bebidas. Um estudo comparativo entre os benefícios das duas bebidas foi realizado na República Checa – o país europeu com maior índice de consumo de cerveja por pessoa -, junto de 945 homens e 1.052 mulheres.

Os resultados alcançados mostram que os benefícios são similares e que as pessoas que consomem, em média, uma cerveja por dia estão mais protegidas contra as doenças cardiovasculares do que as que nunca ingerem a bebida. Contudo, o estudo orientado pelo professor inglês Martin Bobak revelou igualmente que a proteção está associada apenas ao consumo moderado, já que as pessoas que bebem, em média, duas cervejas por dia têm maior risco de enfarte do que aqueles que não o fazem – os abstêmios.

Embora o álcool faça bem à saúde, na cerveja também estão presentes em sua fórmula um grupo de proteínas pré-digeridas, sais minerais e açúcares de fácil digestão, o que confere à bebida uma característica importante, o tamponamento, que reduz sensivelmente o seu efeito alcoolizante. Essa particularidade é perceptível principalmente quando se compara a ingestão de cervejas com a ingestão das mesmas quantidades de álcool contidas em outras bebidas. Confira a quantidade de nutrientes encontrados na cerveja e em outras bebidas alcoólicas no gráfico do Departamento de Agricultura do Governo dos Estados Unidos.

Benefícios

A relação da cerveja com a saúde tem sido muito discutida por especialistas da área, tanto é que em 2000 foi criado um encontro anual para se discutir a relação da cerveja com a saúde. Nesse encontro são apresentados pesquisas científicas e estudos realizados por pessoas de renome no assunto. O Simpósio de Saúde e Cerveja é realizado todos os anos na cidade de Bruxelas.

No simpósio de 2001 foi apresentado um trabalho que fala sobre a ação antioxidante da cerveja, já que os cereais e grãos são uma ótima fonte de antioxidantes. Além disso, as cervejas com alto teor de antioxidantes têm ainda grande quantidade de polifenóis, os quais também possuem propriedades antioxidantes comprovadas.

A propriedade antioxidante da cerveja provém dos flavonóides. Segundo Alvaro Dertinate Nogueira, farmacêutico, bioquímico e mestre cervejeiro, este composto químico, com propriedades antiinflamatórias e antioxidantes, vem do lúpulo e da casca da cevada malteada, produzindo o mesmo efeito benéfico de redução de radicais livres atribuído a ele quando inserido na alimentação ou através da ingestão de vinho.

Além disso, a cerveja escura, decorrente da grande concentração de flavonóides, auxilia na prevenção da formação de plaquetas e coágulo, segundo um professor de Wisconsin, EUA. Um estudo mostra também que o lúpulo – um dos ingredientes principais da cerveja – possui ação antiinflamatória e compostos sedativos que combatem o estresse e induzem ao sono.

Além disso, a cerveja possui inúmeras propriedades nutritivas, como valor energético, vitaminas e minerais, presentes em suas matérias primas. O valor energético da cerveja varia desde 38 kcal em 100 ml nas loiras tradicionais (Pilsener) a 45 kcal nas cervejas preta, o que, comparado com outras bebidas, em especial as açucaradas, mostra que a cerveja contém menos calorias. Já a cerveja sem álcool tem em torno de 14 kcal por 100ml.

A cerveja ainda possui minerais necessários a uma alimentação diária saudável. Em 500 ml de cerveja podemos encontrar 10% das necessidades diárias de potássio; 22,5% de magnésio e até 20% das necessidades diárias de fósforo. Como possui pouco sódio, e a relação do potássio com o sódio ainda faz com que a cerveja seja diurética.

“Estudos recentes publicados em congressos em Portugal, Espanha e Alemanha demonstraram que a cerveja pode inclusive auxiliar na prevenção de algumas doenças. Segundo esses mesmos estudos, o álcool nas quantidades encontradas nas cervejas e respeitando-se um consumo máximo de 40 g de álcool por dia, ajuda na prevenção de cardiopatias como pressão alta ou variação de pressão, através da redução das pressões cistólica e diastólica e consequentemente os infartos”, nos conta Alvaro.

A cerveja também auxilia na prevenção do câncer do trato gastrointestinal, segundo o médico cervejeiro José Luiz Leal de Oliveira, provavelmente pelo efeito protetor do lúpulo e da levedura no estômago (válido apenas para as cervejas que têm estes compostos), e no intestino grosso pela prevenção da constipação intestinal devido ao seu efeito laxativo. Além disso, ainda segundo ele, a cerveja auxilia também na prevenção da anemia devido à ingestão de ácido fólico presente naquelas cervejas contendo levedura.

O consumo de cerveja pode ainda prevenir enfartes, pois pequenas quantidades de álcool reduzem bastante o risco de doenças cardíacas, além de que a cerveja serve para equilibrar o nível de colesterol, elevando o colesterol ‘bom’ (HDL) – que protege o sistema vascular – e reduz o colesterol ‘ruim’ (LDL), informa Conrad Seidl, o papa da cerveja. O consumo de cerveja ainda previne trombose e contração coronária.

Além de todas essas propriedades, a cerveja auxilia na prevenção da osteoporose. O estudo apresentado no 1º Simpósio Interna¬cional sobre a Cerveja, em Valência (Espanha), em 2003, mostrou que, segundo especialis¬tas em Epidemiologia, Nutrição e Cardiologia, o con¬sumo moderado de cerveja pode contribuir para a prevenção da osteoporose.

Isso porque o silício contido na bebida está presente na sua forma bioativa, facilitando a sua absorção pelo organismo, além de promover a formação de minerais e colágeno. Estudo comprovado posteriormente por Manuel Rocha de Meto, que sublinhou ainda que a cerveja é a maior fonte de silício na alimentação - elemento fundamental à boa minera¬lização óssea e que ajuda a pre¬venir a osteoporose.

A cerveja ainda tem ação diurética resultante da ação do álcool sobre a atividade do rim. O aumento da diurese é recomendado em casos onde a eliminação de sais da corrente sanguínea é desejada, porém, a ingestão de cerveja não é recomendada para pessoas que apresentam dificuldade de eliminação de oxalatos, responsáveis entre outros pela dor da gota que é a consequência de alta concentração de ácido úrico no sangue, informa Alvaro.

Quantidades

Tudo bem! Já entendi que beber cerveja faz bem a saúde, mas e se eu não beber nada? Estudos comprovam que é mais saudável beber moderadamente do que não beber. Segundo o livro ‘O Catecismo da Cerveja’ da Conrad Seidl, comparado ao abstêmio, aquele que consome quantidades mínimas de álcool tem, estatisticamente, uma redução do risco de mortalidade.

Um consumo de 10g de álcool por dia já reduz entre 10% e 40% o risco de mortalidade de uma pessoa saudável. Com um consumo entre 10 e 20g, o risco diminui mais ainda, começando depois a subir – quem consome entre 30 e 50g por dia, volta a ter o mesmo risco de mortalidade que uma pessoa abstêmia.

Além de Conrad, o professor berlinense Hans Hoffmeister, docente da Universidade Livre de Berlim, declaram que quem bebe moderadamente leva uma vida mais longa, além de que, quem sabe apreciar cerveja tem mais alegria de viver, sente-se melhor e é mais feliz do que os abstêmios ou aquele que bebem demais. Talvez seja por isso que normalmente se representa o bebedor de cerveja como alguém jovial, alegre e cheio de vida.

O consumo responsável e moderado de cerveja é benéfico à saúde, enquanto o consumo exagerado de álcool, além de reverter esse cenário, acrescenta inúmeros fatores prejudiciais - seja pela própria ingestão e danos aos órgãos do nosso corpo, seja pelas consequências da embriaguez, como acidentes de trânsito. Lembrando que embora a cerveja faça realmente bem à saúde, é preciso consumi-la moderadamente. Não adianta pensar que pode beber toda a quantidade de uma semana nos dois dias do fim de semana. Nada disso!

Maíra Porto

Fonte: www.beerlife.com.br

Cerveja e Saúde

Benefícios de um consumo moderado de cerveja

A cerveja é uma bebida saudável e que faz parte da dieta do Homem desde tempos ancestrais. Sendo muitas vezes olhada como uma bebida dos pobres e inferior ao vinho, tem vindo a crescer não só em termos de qualidade como também de consumo.

Desde as extraordinárias cervejas com frutos da Bélgica, passando pelas Porters e Stouts de Inglaterra ou pelas Malt Liquor norte-americanas, é hoje bem nítido que elas não são apenas boas para beber, como também fazem bem à nossa saúde, desde que consumidas moderada e regularmente, isto é, não mais de 2 garrafas de 25cl a 33cl por dia.

De fato, há muita publicidade que se refere aos benefícios do vinho na saúde, levando a que as pessoas considerem que apenas esta bebida nos trará bem-estar.

Todavia, a cerveja, tal como o vinho, contem um grande número de componentes, entre os quais antioxidantes e vitaminas, provenientes dos cereais maltados empregues, pelo que podem ser igualmente benéficas para a saúde.

O consumo moderado de cerveja, vinho e bebidas espirituosas, ao contrário do que acontece com o consumo excessivo e com a abstenção, pode proteger as pessoas de doenças cardiovasculares, como por exemplo ataques de coração e algumas formas de trombose (1), conforme já foi demonstrado em muitos estudos feitos um pouco por todo o mundo. Deste modo, estima-se que a ingestão de 30g de álcool por dia (cerca de 3 copos de cerveja), pode reduzir o risco de doenças coronárias em 25% (2).

A explicação para esta situação reside no fato de a quantidade de colesterol no sangue (HD2, o bom colesterol) aumentar quando se consome álcool, diminuindo assim o risco de doenças. Investigações realizadas mostram que 2 copos de cerveja por dia (20g de álcool) pode aumentar o colesterol HDL na ordem dos 4% (3).

É claro que o consumo em excesso não vai fazer este valor subir, indo, ao invés, provocar vários problemas noutros sistemas do nosso organismo. Outra explicação para os benefícios atrás descritos baseia-se na tendência que existe para a redução do aparecimento de coágulos no sangue quando se consome álcool (4).

Outras investigações foram efetuadas no sentido de se aferir da influência do consumo de álcool em certo tipo de doenças. Deste modo, obtiveram-se resultados que evidenciam que o consumo moderado de cerveja ou vinho pode proteger contra a formação de pedra na vesícula (5), osteoporose (6) e até a diabetes (7).

Contudo, deve realçar-se que o fato de bebermos dois copos de cerveja não evitará por completo o aparecimento de qualquer uma das doenças atrás mencionadas. Outros fatores como o controlo do peso, uma dieta equilibrada ou o exercício físico regular são também essenciais para uma melhor qualidade de vida.

A cerveja como elemento de uma dieta saudável

Cerveja e Saúde

Por outro lado, a cerveja pode contribuir positivamente para uma dieta saudável. A sua produção, efetuada a partir de cereais como a cevada maltada, o lúpulo, o trigo, o arroz ou o milho, ajudam ao estabelecimento de uma dieta equilibrada. Para além destes ingredientes, a cerveja é basicamente água (cerca de 93%), constituindo pois uma fonte excepcional deste bem essencial à vida, servindo igualmente para saciar a sede.

Como já atrás ficou dito, a cerveja pode integrar uma dieta equilibrada, fornecendo vitaminas essenciais e diversos sais minerais (8), podendo realçar-se o seu elevado teor de potássio e baixo valor de sódio, indispensável a uma tensão sanguínea normalizada (9). Tem baixo teor de cálcio e é rica em magnésio o que ajuda à proteção contra a formação de pedra na vesícula.

Contém, igualmente, compostos do lúpulo, ativos na prevenção da descalcificação óssea. Isto pode ser uma das razões pela qual o consumo diário de cerveja (33cl de cerveja ± igual a cerca de 13g de álcool) tem sido referido como capaz de reduzir em 40% o risco de formação de pedra nos rins (10).

Para além de todos os benefícios já mencionados, outros há que não são de menor importância. Por exemplo, está provado que quem bebe cerveja conscienciosamente, fica fortemente protegido contra a ação nefasta do Helicobacter Pylori, elemento causador de úlceras estomacais e que pode ser um fator de risco para o cancro do estômago (11).

A cerveja é ainda uma fonte de fibra solúvel, derivada das paredes das células dos grãos de cevada maltada. Um litro de cerveja contém, em média, 20% da dose diária recomendada de fibra, chegando algumas a fornecer 60% (12). Além de ajudarem a uma saudável função intestinal, as fibras têm uma ação benéfica ao encurtarem o tempo de digestão e absorção dos alimentos, para além de reduzirem os níveis de colesterol o que, por sua vez, diminui o risco de doenças do coração (13).

Cerveja e Saúde

A lista de efeitos benéficos que o consumo moderado de cerveja pode trazer à nossa saúde é vasta e encontra-se em constante crescimento. Os estudos sobre os diversos ingredientes que a compõem, levam a descobertas que estão longe de ser imaginadas pela maior parte de nós.

No entanto, facilmente se percebe que, tendo em conta os produtos que servem para elaborarmos uma cerveja, muitas outras virtudes poderão ser investigadas nos próximos anos. Para já, sabe-se que a cerveja é uma excelente fonte de vitaminas, sendo especialmente rica em vitaminas do grupo B, como por exemplo a niacina, a ribofalvina, a piridoxina e os folatos.

De fato, a piridoxina (vitamina B6) dá uma proteção adicional aos seus consumidores contra as doenças cardiovasculares, comparativamente com o que acontece aos consumidores de vinho e bebidas espirituosas (14). Por seu lado, os folatos também têm uma ação protetora contra as doenças cardiovasculares e certos tipos de cancro (15), sendo que para este último fato também contribui a existência de antioxidantes, provenientes da cevada maltada e do lúpulo (16).

A cerveja contém, por bebida (de teor equivalente de álcool), mais do que duas vezes os antioxidantes do vinho branco e apenas metade dos que contém o vinho tinto.

Contudo, muitos dos antioxidantes do vinho tinto são constituídos por moléculas de elevado peso que, por isso, não são tão facilmente absorvidas pelo organismo como as moléculas mais pequenas presentes na cerveja. Para além do mais, recentes investigações demonstraram que certos antioxidantes (flavanóides do lúpulo) têm capacidade para ajudar na luta contra o cancro (do trato gastrointestinal, do peito e tiróide, pelo menos) (17).

A cerveja é uma mistura complexa de centenas e centenas de constituintes, originários das matérias-primas empregues e das transformações que se dão durante a sua produção. Muitos desses componentes são bioativos, podendo, assim, influenciar a saúde do consumidor.

Destacam-se os que provêm do lúpulo, que são conhecidos por conferir uma atividade sedativa, estrogénica, inibidora de crescimento de tumores de dependência hormonal, bacteriostática e anti-inflamatória, diurética, etc. (18).

Beber cerveja engorda?

É habitual associar-se o consumo excessivo de cerveja com situações de obesidade, nomeadamente o aparecimento de uma barriga dilatada. Se é verdade que beber cerveja em grandes quantidades pode ajudar à distenção dos músculos da barriga, não o é menos dizer-se que isso também se deve ao fato dos grandes consumidores de cerveja serem, em geral, pessoas com um estilo de vida menos saudável.

A realidade é que beber cerveja não engorda, desde que o seu consumo seja parte integrante de uma dieta equilibrada e se faça com moderação às refeições (19). Como é facilmente constatável, para uma quantidade idêntica de cerveja, um yogurte de fruta, um copo de leite ou um sumo de maçã têm muitas mais quilocalorias, sendo, esses sim, produtos que podem contribuir para um aumento da massa corporal, independentemente de também serem produtos saudáveis e essenciais ao nosso bem-estar.

Cerveja e Saúde

Recentemente, realizou-se um estudo em Espanha que mostrou que os bebedores regulares de cerveja não ganham, obrigatoriamente, peso.

De fato, o consumo moderado de cerveja significou 4% das calorias totais das dietas dos homens e 3% das das mulheres. O estudo evidenciou ainda que quem bebe cerveja com moderação tem uma dieta de maior qualidade nutricional que os não consumidores, uma vez que ingerem uma maior quantidade de ácido fólico e outras vitaminas do grupo B, essenciais para a prevenção de certas enfermidades e para garantir uma correta alimentação (20). Também em Portugal se fizeram várias pesquisas para aquilatar das qualidades da cerveja.

Na busca do equilíbrio cervejeiro, o Dr. Manuel Rocha de Melo, da Faculdade de Ciências da Alimentação e Nutrição da Universidade do Porto, debruçou-se sobre as propriedades nutricionais da cerveja e concluiu que contém vitaminas do complexo B, polifenóis, fibra solúvel, minerais e álcool, frequentemente esquecidos pela dieta ocidental, que exercem benefícios na prevenção de várias doenças. Para além disso, o fato de ser pobre em lípidos e açúcares, leva-o a concluir que esta bebida pode ser, se (e apenas se) consumida de forma moderada, integrada numa dieta saudável.

Conheça, pois, a composição desta refrescante poção:

1 -93% de água. Os adultos necessitam de mais de dois litros de água por dia. Comparada com outras bebidas alcoólicas, a cerveja combate melhor a sede pelo seu alto conteúdo de água, que compensa os efeitos desidratantes do álcool.

2 -Álcool (etanol) 3,4%-9%. Se for ingerido em doses moderadas, o álcool contribui para evitar a acumulação de gordura nas paredes arteriais.

3 -Hidratos de carbono 2% a 3%. Proporciona cerca de 15 g da maior fonte de energia do corpo humano.

4 -Calorias. 33 cl de uma cerveja normal contêm cerca de 150 kilocalorias, menos 60 do que um refrigerante de cola, com a vantagem acrescida de não provocar cáries. Com certeza que 9 em cada 10 dentistas lha recomendariam.

5 -Gorduras. Zero... tinha dúvidas?

6 -Magnésio (48 mg, 12% da DDR*) e silício (6 mg). O consumo de cerveja associa- se a uma maior densidade mineral nos ossos, atuando como fator preventivo face à osteoporose.

7 -Potássio (190 mg, 12% da DDR). Compensa a perda excessiva deste mineral através da urina, importante na prevenção das cãibras musculares.

8 -Vitamina B12 (0,8 mcg, 48% da DDR). Produz serotonina e dopamina, as duas substâncias químicas responsáveis pela sensação de bem-estar.

9 -Vitamina B2 - Riboflavina (8% da DDR). Contribui para o crescimento da pele, do cabelo e das unhas e também atua como cicatrizante.

10 -Vitamina B5 - Ácido Panthoténico (4% da DDR). Sintetiza os lípidos e o açúcar dos alimentos. Essencial para digerir as batatas bravas.

11 -Vitamina B3 - Niacina (6 mcg, 8% da DDR). Ajuda a queimar os hidratos de carbono e as gorduras, e atrasa a formação de cabelos brancos.

*Dose Diária Recomendada

Cerveja e Saúde

Finalmente, deve ser lembrado que há situações em que consumir bebidas alcoólicas representa um risco e é completamente desaconselhado, nomeadamente durante a gravidez (clique aqui para ler mais sobre o assunto), antes de conduzir ou trabalhar com máquinas, antes de praticar desporto ou quando se está a seguir certo tipo de medicação.

Os benefícios anteriormente referidos não têm por objetivo encorajar as pessoas a beber cerveja ou qualquer outra bebida alcoólica. Antes se destinam a, através de diferentes estudos, demonstrar o fato cada vez mais comprovado de que a cerveja pode ser benéfica para a saúde das pessoas. Deste modo, pretende-se, apenas, informar e reafirmar àqueles que a apreciam que, quando consumida moderadamente, a cerveja não apresenta riscos para a saúde, podendo até significar uma ajuda para a manutenção de uma vida saudável por parte do consumidor.

Referências bibliográficas

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Fonte: www.cervejasdomundo.com

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