Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Processos de Fabricação da Cerveja  Voltar

Processo de Fabricação da Cerveja

Estima-se que o homem começou a utilizar bebidas fermentadas há 30 mil anos, sendo que a produção de cerveja deve ter se iniciado por volta de 8000 a.C. Essa bebida foi desenvolvida paralelamente aos processos de fermentação de cereais e difundiu-se lado a lado com as culturas de milho, centeio e cevada nas antigas sociedades estáveis. Há registros sobre a utilização de cerveja, na Antiguidade, entre os povos da Suméria, Babilônia e Egito. A bebida também é produzida por gregos e romanos durante o apogeu dessas civilizações.

Dentre os povos que ocuparam a Europa durante o Império Romano, os de origem germânica destacaram-se na arte de fabricar cerveja. Na Idade Média, século XIII, os cervejeiros germânicos foram os primeiros a empregar lúpulo na cerveja, conferindo-lhe as características básicas da bebida atual.

Com a Revolução Industrial o modo de produção e distribuição sofreu mudanças decisivas, estabelecendo-se fábricas cada vez maiores na Inglaterra, Alemanha e Império Austro-Húngaro.

Atualmente as cervejarias possuem processos automatizados que garantem uma maior qualidade do produto acabado, além do fato de a produção de cervejas ter se difundido pelo mundo todo.

As tabelas abaixo apresentam dados relacionados aos principais produtores e consumidores de cerveja em todo o mundo:

Principais Produtores:

País
Produção (10^9 litros)
1. Estados Unidos 23,9
2. Alemanha 11,8
3. China 8,0
4. Japão 6,8
5. Brasil 6,5
6. Inglaterra 6,0
7. Rússia 5,0
8. México 4,1
9. Espanha 2,7
10. República Tcheca 2,4
11. Canadá 2,3
12. França 2,3
13. Austrália 2,0
14. Argentina 0,9

Principais Consumidores:

País Consumo per capita 
(litros/habitantes ano)
1. República Tcheca 160
2. Alemanha 140
3. Dinamarca 125
4. Irlanda 120
5. Áustria 115
6. Bélgica 105
7. Inglaterra 100
8. Austrália 90
9. Estados Unidos 85
... Brasil 40

Características das Matérias-Primas

Água

A água é um dos principais fatores a ser levado em consideração na fabricaçào de cervejas. Basicamente ela define o local de onde a cervejaria deve ser instalada. Para cada 1L de cerveja produzida é gasto em média 10L de água, considerando todas as etapas do processo.

Em termos gerais, a água para produção de cervejas deve possuir as seguintes características :

Parâmetro Unidade Especificação
Sabor - insípida
Odor - inodora
pH pH 6,5-8,0
Turbidez NTU menor que 0,4
Matéria Orgânica mg O2/L 0-0,8
Sólidos Totais Dissolvidos mg/L 50-150
Dureza Total mgCaCO3/L 18-79
Sulfatos mgSO4/L 1-30
Cloretos mgCl/L 1-20
Nitratos mgNO3/L ausente
Cálcio mgCa2+/L 5-22
Magnésio mgMg2+/L 1-6
CO2 livre mgCO2/L 0,5-5

Dessa forma, podemos observar que a água para cervejaria deve ser insípida e inodora para não interferir no gosto e aroma da carveja acabada. Também deve possuir um pH entre 6,5 e 8,0, faixa onde as enzimas do malte atuam para a transformaçào do amido em açucares fermentáveis.

Muito do sucesso de certas cervejas deve-se às características da água com que são produzidas. Por exemplo, a cerveja produzida em Pilsen na Tchecoslováquia ficou famosa porque a água utilizada em sua produção apresentava uma característica peculiar, com baixíssima salinidade, o que conferia a bebida um paladar especial que conquistou fronteiras, chegando a originar um tipo de cerveja conhecido no mundo inteiro como "cerveja tipo Pilsen".

Outro exemplo pitoresco da importância da água é o da Cervejaria Coors, nos EUA. Durante anos a imagem da companhia foi construída apregoando-se que sua cerveja era feita com as águas cristalinas das montanhas do Colorado. A estratégia deu certo e a cerveja tornou-se um sucesso de vendas. A fábrica foi então sendo ampliada sucessivamente e hoje é a maior fábrica individual do mundo. Certamente a Coors gostaria de construir novas fábricas em outros locais dos EUA e racionalizar sua logística, mas agora está impedida, visto que as águas cristalinas das montanhas do Colorado só existem no Colorado.

Atualmente, a tecnologia de tratamento de águas evoluiu de tal forma que, em tese, é possível adequar a composição de qualquer água às características desejadas. Digo em tese, porque o custo de alterar a composição salina da água normalmente é muito alto, motivo pelo qual as cervejarias ainda hoje consideram a qualidade da água disponível como fator determinante da localização de suas fábricas. No Brasil, a maioria das regiões dispõe de águas suaves e adequadas à produção das cervejas laager, denominação genérica do tipo de cerveja clara e suave que é produzida no País.

Malte

O malte utilizado em cervejaria é obtido a partir de cevadas de variedades selecionadas especificamente para esta finalidade. A cevada é uma planta da família das gramíneas, parente próxima do trigo, e sua cultura é efetuada em climas temperados. No Brasil é produzida em algumas partes do RS durante o inverno, e na América do Sul a Argentina é grande produtora.

Após a colheita da safra no campo, os grãos (sementes) de cevada são armazenados em silos, sob condições controladas de temperatura e umidade, aguardando o envio para a Maltaria, que é a indústria que irá fazer a transformação da cevada em malte. Este processo consiste, basicamente, em colocar o grão de cevada em condições favoráveis à germinação, deixar esta começar a ocorrer, e interrompê-la tão logo o grão tenha iniciado o processo de criação de uma nova planta. Nesta fase- o amido do grão apresenta-se em cadeias menores que na cevada, o que o torna menos duro e mais solúvel, e, no interior do grão, formam-se enzimas que são fundamentais para o processo de fabricação de cerveja. A germinação é então interrompida por secagem a temperaturas controladas, de modo a reduzir o teor de umidade sem destruir as enzimas formadas.

Malte portanto é o grão de cevada que foi submetido a um processo de germinação controlada para desenvolver enzimas e modificar o amido, tornando-o mais macio e solúvel. Utiliza-se neste processo, estritamente, as forças da natureza, que proveu as sementes da capacidade de germinar para desenvolver uma nova planta. Tudo o que o homem faz neste processo é controlar as condições de temperatura, umidade e aeração do grão.

Lúpulo

O lúpulo (Humulus lupulus L.) é uma trepadeira perene, cujas flores fêmeas apresentam grande quantidade de resinas amargas e óleos essenciais, os quais conferem à cerveja o sabor amargo e o aroma que caracterizam a bebida. Pode-se dizer que é o tempero da cerveja e é um dos principais elementos que os mestres cervejeiros dispõem para diferenciar suas cervejas das demais. A quantidade e o tipo (variedade) de lúpulo utilizado é um segredo guardado a sete chaves pelos cervejeiros.

Trata-se de uma cultura dos climas frios do hemisfério norte, sendo os países do norte europeu e os Estados Unidos os grandes produtores. No Brasil não existem condições climáticas adequadas à produção de lúpulo, e todo o suprimento nacional é importado da Europa e Estados Unidos.

A forma mais comum de utilização do lúpulo é em pellets, que nada mais são que pequenas pelotas obtidas a partir da prensagem das flores. Consegue-se assim reduzir substancialmente os volumes de lúpulo a transportar, mantendo-se as características originais e puras das flores. Mas nada impede que a flor seja adicionada à cerveja na sua forma original, conforme colhida na lavoura.

Fermento

É o nome genérico de microorganismos, também conhecidos por leveduras, e que são utilizados na indústria cervejeira graças à sua capacidade de transformar açúcar em álcool. Especificamente, a levedura utilizada em cervejaria é a espécie Saccharomyces Cerevisiae e cada cervejaria possui sua própria cepa (o leigo pode entender cepa como raça).
Embora todas as cepas façam basicamente o mesmo trabalho de transformar açúcar em álcool e gás carbônico, o sabor do produto obtido difere de uma cepa para outra, em função de pequenas diferenças de metabolismo e consequente formação de substâncias capazes de conferir aroma e sabor ao produto, mesmo estando presentes em quantidades muito pequenas. O fermento é portanto elemento essencial para a produção de cerveja.

Outros Cereais

Conforme já dissemos acima, na maioria dos países, Brasil inclusive, é costume substituir parte do malte de cevada por outros cereais, também chamados de adjuntos. Consegue-se desta forma uma vantagem econômica, caso o cereal substituto seja mais barato que o malte, e produz-se uma cerveja mais leve e suave que aquela obtida exclusivamente com malte de cevada. Os adjuntos normalmente usados para este fim são o arroz e o milho, embora seja possível utilizar qualquer fonte de amido para esta finalidade.

Processo de Produção de Cervejas

Embora as cervejas de mesma classificação apresentem variações de marca para marca, elas são produzidas seguindo basicamente o mesmo processo de fabricação. Uma vião geral do processo de obtenção de cervejas pode ser visualizado através no fluxograma abaixo.

Processo de Fabricação da Cerveja

As etapas do processo encontram-se descritas abaixo:

Recebimento e Armazenagem do Malte : Em grandes empresas o malte é recebido à granel a partir de caminhões (1) e armazenado em silos (2).

Moagem do Malte : No início da produção o malte é enviado até moinhos(3) que possuem como função promover um corte na casca e então liberar o material amiláceo (amido) para o processo. Outra função da moagem é também promover a diminuiçào do tamanho de partícula do amido de modo a aumentar sua área superficial que futuramente vai ocasionar um aumento na velocidade de hidrólise do amido.

Mosturação : Após ser moído o malte é enviado até os tanques de mostura (4). Nessa etapa o malte moído é misturado com água e submetido a aquecimento. As enzimas contidas no malte são liberadas para o meio e sob ação de calor são ativadas pra promover a hidrólise catalítica do amido. O aquecimento não costuma ultrapassar temperaturas de 72C pois as enzimas são inativadas em temperaturas acima desses valores.

Filtração : A mistura obtida, também chamada de mostura, atravessa um sistema de filtros (5) que tem por função separar a casca da mistura. Na torta formada ainda existem frações de açucares que poderão ser utilizados na fermentaçào. Dessa forma, uma operação bastante útil é lavar a torta com água aquecida com o objetivo de solubilizar o açúcar existente na torta. Após filtrada, a mostura passa a denominar-se mosto.

Fervura : Em seguida o mosto é adicionado a um tanque (7) onde recebe a adição de lúpulo (6). A mistura é fervida por volta de 30min. Durante esse intervalo, ocorre a extração e isomerizaçào de alguns óleos essenciais extraídos do lúpulo.

Resfriamento : Terminada a fervura, a mosto fervido acrescido de lúpulo é resfriado por trocadores de calor, com o objetivo de receber a levedura (8) que irá promover a fermentação.

Fermentação : Nessa fase, as leveduras irão consumir os açúcares fermentiscíveis, irão se reproduzir e além disso irão produzir álcool e dióxido de carbono e também alguns ésteres, ácidos e álcoois superiores que irão transmitir propriedades organolépticas à cerveja. A fermentação ocorre em tanques fechados, revestidos por uma camisa externa que permite a passagem de fluído refrigerante (amônia ou etileno glicol) para manter o sistema na temperatura desejada de filtração que pode variar de 10 a 25C de modo geral.

O tipo de Fermentação dependerá da levedura utilizada, de forma que podemos encontrar :

Cerveja de Alta Fermentação - Levedura : Saccharomyces Cerevisiae

Cerveja de Baixa Fermentação - Levedura : Saccharomyces Uvarum

Na alta fermentação, as leveduras tendem a se situar nas partes superiores do fermentador e na baixa fermentação, nas partes inferiores.

Processo de Fabricação da Cerveja

Tanques de Fermentação

Maturação : Terminada a fermentação, a cerveja obtida do fermentador (cerveja verde) é enviada aos tanques de maturação (10) onde é mantida por períodos variáveis a temperaturas de aproximadamente 0C. Essa fase é importante pois ocorre sedimentação de algumas partículas em suspensão e também desencadeiam-se algumas reações de esterificaçào que irão produzir alguns aromatizantes essenciais para a cerveja.

Segunda Filtração : Nessa nova filtração (12), é acrescido terra diatomácea (11) a cerveja madura, com o objetivo de remover as partículas em suspensão e também adsorver certas substâncias que conferem cor desagradável para a cerveja.

Acabamento : Após a segunda filtração, a cerveja passa por uma fase de acabamento (13) onde irá receber dióxido de carbono (que após de ser obtido da fermentação é armazenado), e também outras substâncias que irão garantir a qualidade da cerveja e aumentar seu tempo de prateleira, como estabilizantes e antioxidantes.

Engarrafamento : A cerveja acabada (14) é enviada para a engarrafadora (16) que recebe as garrafas limpas (15) com solução de hidróxido de sódio;

Pasteurização : A cerveja engarrafada ates de ser pasteurizada recebe a denominação Chopp. Após ser pasteurizada ela passa a se denominar-se cerveja. O objetivo da pasteurização (17) é eliminar alguns microorganismos que irão prejudicar as características originais da cerveja.

Assim, a pasteurização costuma ser realizada a temperaturas por volta de 70C, de modo que essa seja a temperatura letal dos microorganismos em questão. Quando a cerveja é engarrafada antes da pasteurização, esse processo é conduzido em câmaras onde a cerveja recebe jatos de vapor e em seguida é refrigerada com jatos de água fria.

Caso a pasteurização ocorra antes do engarrafamento, a cerveja é pasteurizada através de seua passagem por trocadores de calor como no esquema abaixo :

Processo de Fabricação da Cerveja
Fluxograma para representação da pasteurização com trocadores de calor. 

Expedição : Após pasteurizada, a cerveja é encaminhada para a fase de expedição (18) para ser comercializada.

Fonte: www.enq.ufsc.br

Processo de Fabricação da Cerveja

" Existem muitos métodos de produção de cerveja mas existe apenas um método básico de produção, e desde que se obtenham os resultados esperados, um método não é necessariamente melhor que o outro "

A escolha do método de produção sempre depende de alguns fatores:

O tipo de cerveja que será produzido pode determinar o processo de produção. É só pensar por exemplo , nas diferenças entre uma cerveja tipo CARACU e uma tipo PILSEN

A qualidade da matéria-prima usada pode interferir na escolha do método de produção

A combinação das matérias-primas usadas, malte e adjuntos, precisa ser levada em consideração

Os equipamentos instalados na cervejaria

Processo de Fabricação da Cerveja

Veja um resumo do processo em 10 passos:

1- Moagem do Malte

O malte, que pode ser armazenado em silos ou sacarias, é moído em moinhos de rolos ou martelos para que o amido contido em seu interior fique exposto para ser transformado durante o processo.

2- Maceração

O malte moído é misturado com água em temperaturas pré-estabelecidas para que se inicie a ação de enzimas, que quebrarão as cadeias de amido em cadeias menores de açúcares como glicose, maltose entre outros.

3- Filtração do mosto

Após ter todo o amido transformado, a "pasta" formada (macerado), é levada ao filtro onde cascas e bagaço são separados do líquido açucarado chamado mosto, que já tem cor de cerveja.

4- Fervura do Mosto

O mosto é levado à ebulição e fervido durante alguma tempo (60 a 90 minutos) para que substâncias não desejáveis se volatilizem, proteínas coagulem e o mosto seja esterilizado.

Nesta etapa também é adicionado o lúpulo, responsável por fornecer amargor e aroma característico à cerveja.

5- Decantação

O mosto fervido passa por um processo de decantação onde as proteínas coaguladas no processo anterior são depositadas no fundo do equipamento, enquando o mosto límpido é retirado pela parte lateral/superior.

6- Resfriamento do Mosto

O mosto é resfriado a temperaturas baixas (7 a 12 graus) dependendo do tipo de fermentação que vai sofrer e do tipo de levedura a ser utilizado. Após ser resfriado, a levedura (fermento) é inoculada e a mistura é colocada em um tanque para ser fermentada.

7- Fermentação

Durante alguns dias os açúcares do mosto são consumidos pela levedura, e são transformados em álcool e CO2, além de calor. Estes tanques possuem temperatura controlada para que a fermentação seja sempre homogênea. A fermentação pode ocorrer entre 8 e 15 graus aproximadamente, levando de 2 a 20 dias, dependendo da cerveja a ser fabricada.

8- Maturação

O mosto fermentado é agora chamado de cerveja verde. Ela é maturada em baixas temperautas (zero graus ou menos) por período que pode levar algunas dias ou semanas. Nesta fase, algumas substâncias ainda são transformadas pela levedura em suspensão na cerveja, além de haver separação da levedura da cerveja (decantação ou flotação), incorporação de CO2 e retirada de alguns gases formados durante a fermentação.

9- Filtração

A cerveja maturada é filtrada para que se torne límpida e brilhante, como a que conhecemos nos bares.

Nesta fase é ainda adicionado mais CO2 e podem ser adicionados estabilizantes de espuma e coloidal além de anti-oxidante.

10- Envasamento

A cerveja, após a filtração, é acumulada em tanques que alimentam as linhas de envasamento.

As linhas podem ser de latas, garrafas retornáveis (600 ml no Brasil) e garrafas descartáveis.

Em todas elas a cerveja é embalada com o máximo de cuidado para que não seja incorporado oxigênio dentro do frasco onde será acondicionada. Após embalada, a cerveja é pasteurizada para que possa ter estabilidade microbiológica durante os meses que poderá ficar armazenada.

Fonte: www.acerveja.com.br

Processo de Fabricação da Cerveja

Fabricação

A primeira fase do processo produtivo ocorre na chamada sala de fabricação, onde as matérias-primas (malte e adjuntos) são misturadas em água e dissolvidas, para que se obtenha uma mistura líquida açucarada chamada mosto, que é a base para a futura cerveja.

Os processos envolvidos são:

Moagem do malte e dos adjuntos
Mistura com água
Aquecimento para facilitar a dissolução
Transformação do amido em açúcar pelas enzimas do malte
Filtração para separar as cascas do malte e dos adjuntos
Adição do lúpulo
Fervura do mosto para dissolução do lúpulo e esterilização
Resfriamento

O processo de produção do mosto baseia-se exclusivamente em fenômenos naturais, tendo grande semelhança com o ato de cozinhar. A fase fundamental é a transformação de amido em açúcar por meio das enzimas do malte.

Enzimas são substâncias que ocorrem na natureza e que são a chave da vida: todos os fenômenos envolvendo os seres vivos – respiração, crescimento, procriação, etc. – são regulados por enzimas.

Fermentação - Após o resfriamento, o mosto recebe fermento e é acondicionado em grandes tanques, chamados de fermentadores, dando início à fase de fermentação. Nessa fase, o fermento transforma o açúcar do mosto em álcool e gás carbônico, obtendo, assim, a energia necessária à sua sobrevivência.

Esse fenômeno é similar à respiração. É muito importante o controle preciso da temperatura, normalmente entre 10º C e 13º C, durante todo o processo de fermentação, pois somente nessas temperaturas baixas o fermento produzirá cerveja com o sabor adequado.

Processo de Fabricação da Cerveja

A fermentação é certamente a fase mais importante para o paladar da cerveja, visto que, paralelamente à transformação de açúcar em álcool e gás carbônico, o fermento produz outras substâncias, em quantidades muito pequenas, responsáveis pelo aroma e o sabor do produto.

O desenvolvimento das técnicas de análise química nos últimos anos permitiram obter uma visão mais completa da composição da cerveja. Em uma cerveja tipo Pilsen, pode-se encontrar mais de 3 mil compostos químicos diferentes, a maior parte deles originada durante a fermentação. É, portanto, durante a fermentação que o carater da cerveja é formado.

Maturação - Uma vez concluída a fermentação, a cerveja é resfriada a zero grau, a maior parte do fermento é separada por decantação (sedimentação), e tem início a fase de maturação. Nela, pequenas e sutis transformações ocorrem, que ajudam a arredondar o sabor da cerveja.

Algumas substâncias indesejadas, oriundas da fermentação, são eliminadas e o açúcar residual é consumido pelas células de fermento remanescentes, em um fenômeno conhecido por fermentação secundária. A maturação costuma levar de seis a 30 dias, variando de uma cervejaria para outra, em razão da cepa de fermento e do toque pessoal do cervejeiro. Ao término dessa fase, a cerveja está praticamente concluída, com aroma e sabor finais definidos.

Processo de Fabricação da Cerveja

Filtração - Depois de maturada, a cerveja passa por uma filtração, que busca a eliminação de partículas em suspensão, principalmente células de fermento, deixando a bebida transparente e brilhante. A filtração não altera a composição e o sabor da cerveja, mas é fundamental para garantir sua apresentação, conferindo-lhe um aspecto cristalino.

Enchimento - O enchimento é a fase final do processo de produção. Pode ser feito em garrafas, latas e barris. A cerveja é basicamente a mesma em qualquer das embalagens. O processo de enchimento não altera as características do produto.

Pasteurização - Logo após o enchimento, é prática comum nas cervejarias submeter a cerveja ao processo de pasteurização, principalmente quando as embalagens garrafa e lata são utilizadas (no barril, a cerveja normalmente não é pasteurizada e, por isso, recebe o nome de chope).

A pasteurização nada mais é do que um processo térmico, no qual a cerveja é submetida a um aquecimento a 60 oC e posterior resfriamento, buscando conferir maior estabilidade ao produto. Graças a esse processo, é possível às cervejarias assegurar uma data de validade ao produto de seis meses após a fabricação. O processo de pasteurização é muito difundido em toda a indústria de alimentos e bebidas, e em nada altera a composição do produto.

Processo de Fabricação da Cerveja

Conclusão - A cerveja é um produto de origem natural, fabricado com água e cereais. Dada à sua condição de derivado de produtos agrícolas, tem sua normatização e controle subordinados ao Ministério da Agricultura, tanto no Brasil como na maioria dos demais países.

Ingredientes

Matérias-primas - São quatro os elementos fundamentais para produzir cerveja: água, malte, lúpulo e fermento.

Modernamente, em países que não a Alemanha, cereais como milho, arroz e trigo também são utilizados, em substituição parcial ao malte. O açúcar, em pequenas proporções, também pode ser adicionado.

Cerveja – um produto natural - A cerveja, produzida e consumida pelo homem há milênios, foi, provavelmente, descoberta por acaso, quando uma mistura de água e cereais entrou espontaneamente em fermentação e foi provada e aprovada por alguém.

Desde então, o homem vem aprimorando sua descoberta. Muito antes de o conhecimento científico começar a ser estabelecido, as civilizações européias desenvolviam as técnicas de produção de cerveja, utilizando-se, para isso, da seleção permanente das matérias-primas e aprimoramento dos procedimentos de fabricação.

Surgia assim a arte cervejeira, profundamente enraizada na cultura de países como Alemanha, Bélgica e Tchecoeslováquia.

Particularmente na Alemanha, a evolução das técnicas de produção de cerveja deu-se à luz de uma antiga lei, Reinheitsgebot, ou Lei da Pureza, proclamada em 23 de abril de 1516, segundo a qual para a produção de cerveja apenas quatro insumos seriam permitidos: a água, o malte, o lúpulo e o fermento.

Até hoje, na Alemanha, essa lei está em vigor e determina os procedimentos permitidos na indústria para a produção de cerveja. Nos demais países, embora sem o peso da Lei da Pureza e contando com a possibilidade de substituir parcialmente o malte por outros cereais, a tradição de produzir cerveja apenas com componentes naturais permanece e é motivo de orgulho para a indústria.

Água

Em quantidade, a água é o principal componente da cerveja. A excelência da água já foi um detalhe que tinha influência decisiva sobre a qualidade da cerveja.

Hoje, pode-se dizer que a tecnologia se encarrega de garantir a pureza e a quantidade adequada de sais minerais.

Agora, o detalhe mais surpreendente de todos: nos últimos anos, com as técnicas mais modernas de filtragem e de mineralização, a água utilizada na produção de boa parte da cerveja feita em qualquer uma das fábricas da AmBev é praticamente igual à água da região de Pilsen, de onde se origina o tipo de cerveja mais apreciado no país. Atualmente, todas as cervejas de uma determinada marca utilizam em sua fórmula exatamente a mesma água.

Fonte: www.ambev.com.gt

Processo de Fabricação da Cerveja

Como ela é feita?

A cerveja, tal como conhecemos, é composta de água, malte, lúpulo e leveduras e seu processo básico de fabricação consiste das etapas descritas logo adiante.

Qualquer variação nesses ingredientes e/ou processos gera diferentes tipos de cerveja, de tão complexa que é a personalidade deste ser.

O Processo de Fabricação e Seus Ingredientes

A cerveja, tal como conhecemos, é composta de água, malte, lúpulo e leveduras e seu processo básico de fabricação consiste das etapas descritas logo adiante. Qualquer variação nesses ingredientes e/ou processos gera diferentes tipos de cerveja, de tão complexa que é a personalidade deste ser.

Os Ingredientes:

A água

É parte fundamental na composição da cerveja, deve ser essencialmente pura, sua boa qualidade é diretamente ligada na qualidade final do produto.

O malte

O malte é a cevada que passa por um processo de germinação controlada, chamado malteação, sendo uma das principais matérias primas na confecção da cerveja.

Adjuntos

Eventualmente são adicionados outros cereais, como milho ou arroz, maltados ou não, resultando em cervejas de sabor e coloração diferenciados.

O lúpulo

O lúpulo é uma planta trepadeira da família das moráceas, originária das regiões temperadas do norte da Europa, Ásia e Américas, de cuja flor é extraída a lupulina, substância responsável pelo sabor amargo e aroma da cerveja, além de auxiliar na formação da espuma. São empregadas somente as flores femininas não fecundadas.

As leveduras

As leveduras ou a grosso modo, o fermento, como a bactéria Saccharomices cerevisiæ e suas variantes, são responsável pelo processo de fermentação da cerveja, transformando o mosto em álcool e gás carbônico (CO2).

O Processo

Cozimento

Primeiramente o malte, após ser moído, é misturado a água, em condições de tempo, temperatura, concentração e agitação controladas. Esta mistura é denominada mosto.

Na sequência do processo o mosto é clarificado, separando-se a parte sólida (o bagaço do malte) da líquida e filtrado, para em seguida ser fervido e ter o lúpulo adicionado.

O mosto é então decantado, refrigerado e areado para dar-se início ao processo de fermentação.

Fermentação

A levedura é adicionada e dá-se o início da fermentação, que pode durar de seta a doze dias, em temperaturas que podem ir de 5 a 16° C para cervejas de baixa fermentação e 16 a 26° C para as de alta fermentação. A etapa é compreendida de fase aeróbica e anaeróbica.

Maturação

Terminado o processo de fermentação, a cerveja é maturada, é resfriada para temperaturas próximas a 3,5° C e transferida para tanques onde é mantida por até trinta dias em temperaturas em torno de 0°C.

Filtração e acondicionamento

Após a maturação a cerveja é por fim filtrada para a retirada de partículas em suspensão e garantir seu brilho e transparência. Finalizando o processo, a cerveja é acondicionada em garrafas, latas ou barris e pasteurizada.

Fonte: www.cafevilhena.com.br

Processo de Fabricação da Cerveja

OS INGREDIENTES

ÁGUA

A água responde por 90% da qualidade numa cerveja. No passado, reservas de águas minerais disponíveis nos locais de fabricação das cervejas eram fatores determinantes tanto na qualidade da cerveja obtida quanto no tipo específico da bebida, dependendo das propriedades minerais exclusivas de cada água.

Hoje, os mestres cervejeiros podem manipular quimicamente a água de maneira a obter o estilo exato de cerveja que desejam. Na maioria dos casos, são adicionados sais minerais que estimulam os óleos do lúpulo a desenvolver características de sabor específicas que acentuam seu papel de agente flavorizante.

CEVADA MALTADA

Podem ser usados outros cereais, mas o mais comum é o uso da cevada. A cevada é um cereal pobre em glúten, e não é apropriada para fazer massas e pães, como, por exemplo, o trigo. Há três tipos principais de cevada, diferenciadas pelo número de sementes que crescem no topo de cada haste.

As sementes de cevada crescem em duas, quatro ou seis fileiras ao longo de uma haste central. A preferência por cada tipo de cevada pode variar em decorrência de fatores econômicos, ou de melhor aproveitamento das enzimas presentes, etc. A cevada precisa ser "maltada" antes de ser usada no processo de fabricação da cerveja.

Malteação é o processo de levar o cereal ao ponto em que concentra a maior quantidade de amido possível, permitindo assim que ele comece a germinar raízes a fim de se tornar uma planta fotossintética. Nesse ponto a semente está rica em amido, que ela usaria como alimento para seu crescimento.

Quando o nível máximo de concentração de amido é alcançado, o crescimento é interrompido aquecendo-se o grão a uma temperatura suficiente para parar o processo, mas ainda assim permitindo à importante enzima natural diastase (que converte amido em açúcar) continuar ativa.

Depois que a cevada é maltada, ela encontra-se rica no tipo de amido que a diastase (encontrada naturalmente na superfície do grão) pode converter facilmente num açúcar chamado maltose. Esse açúcar é metabolizado pelas leveduras do tipo Ale ou Lager, resultando em dióxido de carbono (CO2) e álcool etílico.

Porções de cevada maltada são então aquecidas a temperaturas mais altas para torrar. Essa cevada torrada não apresenta mais as enzimas ativas necessárias para transformar os amidos em açúcar, mas adiciona características de sabor à cerveja. O grau de torragem resulta em cevada malteda que varia do dourado ao marrom-escuro. Esses maltes torrados dão cor e características flavorizantes tanto às cervejas do tipo Ale quanto às do tipo Lager.

LEVEDOS

Levedo é o microorganismo que transforma a maltose em dióxido de carbono e álcool etílico, introduzido no mosto de cerveja. Adiante, explicaremos mais detalhadamente o que vem a ser mosto de cerveja.

A fermentação ocorre em dois estágios: no primeiro, a maior parte da maltose em álcool etílico e CO2, e na segunda o processo é finalizado com a conversão do açúcar restante em CO2 para dar à cerveja seu aspecto espumante. Na produção em larga escala, muitas vezes o CO2 é introduzido artificialmente durante o processo de engarrafamento - ou acondicionamento em latas, barris, etc.

Existem dois tipos de levedo usados na fermentação: Saccharomyces cerevisiae e Saccharomyces uvarum.

O Saccharomyces cerevisiae, usado na produção das cervejas tipo Ale, é um microorganismo aeróbico, que necessita de O2 para metabolizar, assim sendo forma uma grossa camada sobre o mosto. Dessa forma, o processo de produção é conhecido como alta fermentação - já que os levedos ficam no "alto" do mosto.

O Saccharomyces uvarum, por sua vez, é um microorganismo anaeróbio, não necessitando de O2 para processar a fermentação. Por isso, ele concentra-se no fundo do mosto de cerveja - o que também explica o nome "baixa fermentação" usado para designar o processo de produção das Lagers.

LÚPULO

Utiliza-se a flor do lúpulo, de onde se extrai a lupulina, substância que confere à cerveja seu aroma característico e sabor amargo. O lúpulo é uma planta que é cultivada em países de clima frio. Exatamente por isso, todo o extrato de lúpulo utilizado na fabricação de cervejas brasileiras é importado.

ADJUNTOS

Milho, arroz e outros podem, eventualmente, ser adicionados, resultando em diferentes sabores/tipos de cerveja.

Fonte: www.beberroes.com.br

Processo de Fabricação da Cerveja

Chopp é cerveja?

Sim. É a cerveja na sua forma mais fresca e pura! Não existe fora do Brasil nenhum país que utilize esta denominação para identificar a cerveja embarrilada, na sua forma mais natural. Lá fora é sempre bier, beer, cerveza, birra, mas sempre cerveja!

A origem da palavra Chopp é da língua alemã antiga e significava uma pequena caneca usada como medida. É só. Daí foi para o barril, que antigamente era vendido em vários tamanhos, e acabou ficando sinônimo de cerveja vendida à granel.

Quando definitivamente optou-se pelo uso da garrafa como embalagem titular, e com o crescimento da indústria cervejeira, percebeu-se que precisavam dar um fôlego a mais para que o produto tivesse uma sobrevida no mercado.

Veio então a pasteurização, o anti-oxidante e o grande responsável pela diferença entre o chope e a cerveja: a dose extra de gás carbônico.

Fonte: www.chopperiacompanhia.com.br

Processo de Fabricação da Cerveja

Moagem do Malte

Ainda que as palavras "trituração" e "moagem" se utilizem com frequência como sinônimos, o termo "trituração" é o que melhor descreve esta etapa do processamento, na indústria cervejeira. A grande maioria das indústrias buscam com a moagem, a redução de toda a matéria a um grau uniforme de finura.

No Brasil, as indústrias cervejeiras preferem não utilizar malte de uma só procedência mas, sim, uma mistura de diversos maltes com o objetivo de obter um mosto mais padronizado.

Processo de Fabricação da Cerveja

Para o malte, os objetivos nesta etapa são os seguintes:

Rasgar a casca, para deixar exposto a porção interior do grão

Produzir, a desintegração total do endospermo, a parte interna do grão, para que todos os seus elementos constituintes estejam acessíveis à atuação da ação enzimática.

Manter a quantidade de elementos finos (farinha) a um mínimo, para evitar a formação de substâncias que produzam uma quantidade excessiva de pasta dentro do mosto.

A moagem do malte não deve ser muito fina a ponto de tornar lenta a filtragem do mosto ou, ao contrário, muito grossa, o que dificultaria a hidrólise do amido. A maior dificuldade provém de partículas finas de endosperma, proteína e de grãos de amido muito pequenos, como consequência de grãos muito moídos.

Em termos práticos, um malte bem triturado teria as seguintes características:

Nenhum grão sem ter sido triturado.

A maioria das cascas rasgadas de um extremo ao outro sem aderência de partículas de endospermo.

O endospermo reduzido a um tamanho uniforme de partículas pequenas.

Um mínimo de farinha fina.

A Mosturação

Compreende a mistura do malte moído com água e a adição de seu complemento. O objetivo é promover a liquefação e posterior hidrólise do amido a açúcares. O pH e a temperatura interagem para controlar a degradação do amido e das proteínas.

Pelo processo de mosturação, obtém-se a extração de 65% dos sólidos totais do malte que, em dissolução ou suspensão em água, constituirão o mosto para a fermentação da cerveja.

Para se entender o processo de mosturação é necessário fazer algumas colocações: existem enzimas específicas para cada reação e todo processo enzimático depende da temperatura, do tempo e do grau de acidez do meio em que atuam. Enzimas são substâncias existentes em todos os seres vivos, animais ou vegetais. São responsáveis pelas transformações bioquímicas que se realizam nos processos de vida.; podem acelerar as reações químicas até um pré-determinado grau e agem como catalisadores. Portanto, não são consumidas pela reação.)

No processo cervejeiro, as enzimas do malte têm como função transformar o amido em açúcar e solubilizar as proteínas.

A enzima amilase (diástase) é a responsável pela decomposição do amido em dois procedimentos distintos:

liquefação do amido pela alfa amilase

açucaração pela beta amilase

A enzima peptidase, rompe os complexos protéicos do malte proporcionando maior quantidade de proteínas solúveis no mosto.

O malte ainda é o único agente sacarificante permitido na fabricação da cerveja, embora técnicas sejam propostas para sua substituição pelo uso de enzimas puras. A liquefação do amido facilita a atuação das enzimas já que expõe as cadeias do polissacarídeo que, em sua forma cristalina, é mais resistente ao ataque enzimático.

Amidos de maior teor de amilopectina, fécula de raízes e tubérculos ou cereais "cerosos", proporcionam menor rendimento alcoólico e cerveja mais encorpada. O uso adequado do complemento permite jogar com esses fatores, levando-se em conta o tipo de cerveja que se pretende produzir, ou seja, leve ou densa.

Pesquisas recentes têm proposto o uso de enzimas bacterianas, como a pululanase, capazes de agir sobre as ligações alfa 1,6, desdobrando as cadeias ramificadas das dextrinas em cadeias retilíneas que as fazem suscetíveis às enzimas do malte. As enzimas desdobram o amido do próprio malte e podem ainda hidrolisar o correspondente a 50% do peso do malte, em forma de complemento acrescentado. Acima deste limite, torna-se necessária a adição de enzimas suplementares.

A Filtração

Após a açucaração da mistura há a clarificação do mosto com a sedimentação natural do bagaço, uma massa resultante da aglutinação da casca com resíduos do processo.

A remoção do mosto limpo é efetuado por gravidade através do bagaço nas tinas de filtração, que possuem fundo falso tipo peneira. Pode ser feita ainda em filtros, prensas e através de panos de algodão ou nylon

A Cocção

A fervura do mosto a 100ºC com lúpulo estabiliza sua composição, inativando as amilases e proteases por causar coagulação das proteínas e de tanino do lúpulo por reação com a proteína, que se precipitam em flocos denominados "trubs. Outros efeitos da fervura do mosto são a aromatização, a concentração e a esterilização, além da caramelização de alguns açúcares.

Muitas vezes, o lúpulo é acrescentado quando a fervura vai ao meio ou mesmo no final. Outras vezes pode ser adicionado em parcelas durante o processamento. A razão é que os óleos essenciais responsáveis pelo desenvolvimento do aroma são voláteis, podendo perder-se na fervura.

O processo de ebulição proporciona estabilidade ao mosto em quatro sentidos: biológico, bioquímico, coloidal e sabor.

Os fatores físicos que participam do desenvolvimento da estabilidade são: duração e vigor da ebulição.

As borbulhas de vapor que aparecem em uma ebulição intensa ajudam a formar um bom coágulo. Por isso é importante que todo o mosto mantenha uma temperatura uniforme, sem a formação de sítios de menor temperatura. Da tina de filtração para a de cozimento, não é permitida a entrada de ar, pois a presença de oxigênio no mosto inibe a coagulação da proteína, assim como os taninos se oxidam à formas mais precipitáveis na presença do ar.

A Decantação e o Resfriamento

Os objetivos do resfriamento do mosto são:

Abaixar a temperatura do mosto de cerca de 100ºC até a temperatura do início de fermentação ( entre 9º e 12ºC)

Eliminar os constituintes do mosto que sejam produtores de turbidez

Aeração adequada do mosto para permitir que opere devidamente a levedura.

A Fermentação

Consiste na decomposição dos açúcares fermentáveis do mosto em álcool e gás carbônico pela ação da levedura. O levedo produz álcool e gás carbônico ao dissociar os açúcares fermentáveis alimentando-se, ao mesmo tempo, de proteínas, sais minerais e alguns açúcares.

As leveduras mais utilizadas em cervejaria são duas espécies do gênero Saccharomyces, S. cerevisiae e S. uvarum (S. carlsbergensis). A cerveja americana e a alemã Pilsener do tipo Lager são produzidas pela fermentação profunda (baixa), por cepas de S. uvarum. São consideradas como de alta atividade fermentativa e de menor capacidade respiratória que a S. cerevisiae.

As cervejas inglesas Porter ou Stout do tipo Ale são, em geral, produzidas por fermentação superficial (alta), realizadas por cepas de S. cerevisiae. Outras leveduras, como as dos gêneros Schizosaccacharomyces, Hansenula, Pichia, Torulopsis, Candida, Brettanomyces assim como algumas outras espécies de Saccharomyces estão relacionadas com a deterioração da cerveja e são normalmente denominadas leveduras "selvagens", no sentido de ser diferente das cultivadas.

Elas proporcionam sabor e aroma anormais, razão por que são consideradas como infecções perigosas e representam sério risco à qualidade da cerveja. Exames microbianos de rotina devem ser feitos para esses contaminantes, assim como para bactérias, a fim de que seja mantida a qualidade da cultura do fermento utilizado.

Maturação

Consiste no armazenamento da cerveja fermentada a baixa temperatura durante um determinado período de tempo. Uma lenta fermentação ocorre na cerveja, proporcionando a clarificação por precipitação de leveduras e proteínas, assim como de sólidos solúveis. Além destas, ocorrem alterações químicas que auxiliam a clarificação e melhoram o aroma e sabor. Ao iniciar-se a maturação, a maior parte dos açúcares foi metabolizado a álcool etílico, gás carbônico, glicerol, ácido acético e álcoois superiores.

As importante funções da maturação são:

Carbonatação: é feita por contrapressão no próprio tanque de maturação com o gás carbônico produzido na fermentação do extrato restante; O gás carbônico produzido é suficiente para fornecer à cerveja o teor quase correto, sendo somente corrigido após a filtração para uma padronização das produções.

Clarificação: realizada após a fermentação, já que devido a presença de leveduras, encontra-se turva

Maturação do sabor

Três reações têm grande influência sobre a maturação do sabor: a redução na concentração de ácido sulfídrico, de acetaldeído e de diacetil.

Todos estes compostos são produtos da fermentação da levedura. Podem ser minimizados mediante a menor temperatura de fermentação, a seleção da levedura e a composição do mosto.

Álcoois superiores e ácidos graxos se formam durante a fermentação e não se modificam significativamente durante a maturação. O álcool amílico pode aumentar durante o repouso prolongado. Os ésteres aumentam na mesma proporção que se produz etanol.

Durante o período de maturação são formados ésteres dando origem a aroma e sabor que caracterizam a cerveja "madura". Entre os ésteres predominam o acetato de etila em média de 21,4 mg/l e o acetato de amila com 2,6 mg/l.

Filtração

Podemos dividir a filtração em três etapas:

1.Primeira etapa: retenção das partículas de maior porte. São as leveduras em maior porcentagem. Para esta etapa, utilizam-se filtros de terra diatomácea

2.Etapa intermediária: consiste na retenção de moléculas médias, geralmente proteínas. Como agente de filtração é empregado o PVPP (polivinil pirrolidona).

3.Filtração de polimento: é a etapa final, responsável por dar o brilho à cerveja

Envasamento

A cerveja acondicionada em latas e garrafas é esterilizada por pasteurização. A pasteurização da cerveja envasada é realizada em túneis onde a temperatura é elevada à 60ºC e mantida nessa temperatura até garantir a morte dos microorganismos deterioradores. Em seguida, sofre um drástico resfriamento.

A cerveja em barris, denominada chope, não é pasteurizada e, por isso, deve ser armazenada a baixa temperatura em recipiente de aço inoxidável, alumínio ou madeira, de volume variável e ainda assim, tem conservação limitada.

Fonte: www.virtual.epm.br

Processo de Fabricação da Cerveja

O processo de produção da cerveja

1. As matérias-primas

As matérias-primas utilizadas no fabrico da cerveja são:

Malte- é uma das matérias-primas fundamentais, obtendo-se da cevada, que é sujeita a um processo de germinação sob condições controladas. Esta operação (denominada maltagem) permite, numa fase posterior do processo de produção de cerveja, o desdobramento dos hidratos de carbono e das substâncias azotadas pelas enzimas formadas no processo de germinação.

Variando as condições de maltagem (temperatura e humidade) obtêm-se diferentes tipos de malte que conferem diferentes cores e características aromáticas à cerveja.

Processo de Fabricação da Cerveja

Outros cereais não maltados- de entre os cereais não maltados normalmente utilizados, recorre-se frequentemente ao milho, que depois de lhe ser extraída a gordura, é moído e denominado gritz. Pode também utilizar-se cevada, arroz ou trigo. A utilização destes cereais tem como finalidade diminuir a percentagem de proteínas existentes no mosto. Os cereais não maltados conferem à cerveja menos cor e características específicas consoante o cereal escolhido.

Lúpulo (humulus lupulos)- é uma planta aromática que confere à cerveja aroma e amargo característicos. Contribui para a formação de uma boa espuma e protege a cerveja contra contaminações microbiológicas. Hoje, a sua utilização industrial é feita através de extratos desta planta, obtidos de forma a preservar as suas capacidades. Conforme a quantidade de resina e de óleos essenciais, as variedades de lúpulo são classificadas em variedades de amargo e variedades de aroma.

A água utilizada tem de ser própria para consumo e possuir uma composição em sais minerais adequada à fabricação de cerveja.

Processo de produção

2. A fabricação do Mosto

A primeira fase no processo de produção de uma cerveja é a fabricação do mosto.

Esta fase compreende as seguintes etapas:

Moagem- a fim de possibilitar a rápida extração e conversão dos componentes do malte, este é moído obtendo-se uma farinha grosseira. Os outros cereais não maltados são habitualmente aprovisionados com um grau de moagem adequado.

Brassagem- a farinha proveniente dos cereais (malte e outros cereais não maltados) é submetida, após mistura com água, a condições operatórias em que as variáveis tempo, temperatura e PH são utilizadas de forma a obter-se um mosto de composição adequada ao tipo de cerveja a produzir. Com estas condições está a promover-se o desdobramento das moléculas complexas de amido e proteínas noutras mais simples, através das enzimas formadas durante a produção do malte. A brassagem dura 2 a 4 horas e termina a uma temperatura próxima de 75 ºC.

Filtração do mosto- após a brassagem, todo o volume é sujeito a uma filtração para separar a parte insolúvel (drêche, que é um excelente alimento para o gado) do filtrado (mosto). A filtração do mosto diluído pela entrada de água à mesma temperatura para obtenção de um rendimento adequado, é efetuada num filtro prensa ou numa cuba filtro, tendo uma duração de cerca de 2-3 horas, conduzida a uma temperatura de 75-80 ºC.

Ebulição do mosto- o mosto, assim diluído e filtrado, é levado à ebulição durante cerca de 2 horas. É nesta fase que é adicionado o lúpulo.

A operação de ebulição tem as seguintes finalidades principais:

Solubilização e transformação das substâncias amargas do lúpulo;

Eliminação de substâncias voláteis indesejáveis;

Esterilização do mosto;

Precipitação de proteínas de peso molecular elevado;

Fixação da concentração final do mosto.

Após a ebulição, é necessária a separação do precipitado proteico e dos componentes do lúpulo não solubilizados do mosto quente. A separação pode ser realizada num decantador pela ação da gravidade ou pela força centrípeta num "whirlpool".

Antes do mosto, já lupulado, entrar para as cubas de fermentação é arrefecido até uma temperatura de cerca de 9 ºC e arejado em condições estéreis.

3. A Fermentação, Maturação e Estabilização

A fermentação é a operação durante a qual os açúcares do mosto pela ação da levedura se transformam em álcool e dióxido de carbono. A fermentação inicia-se com a adição de levedura de cultura seleccionada para o tipo de cerveja que se pretende produzir, ao mosto arrefecido e saturado em oxigénio.

A fermentação é conduzida a temperaturas controladas e tem uma duração de cerca de 7 dias. Ao princípio ela é tumultuosa, tornando-se depois progressivamente mais lenta, até que a levedura se deposita no fundo do tanque.

A maturação é a fase subsequente à da fermentação, corresponde ao período de estacionamento da cerveja a temperaturas adequadas com o fim de permitir a libertação dos componentes voláteis indesejáveis ao "bouquet" final da cerveja.

A estabilização é a operação seguinte. Consiste em deixar estabilizar a cerveja, a temperaturas entre os 0 ºC e os 2 ºC, de forma a permitir que esta se equilibre coloidalmente.

4. A Clarificação da cerveja

A clarificação é a operação que dá à cerveja a sua limpidez, eliminando os últimos elementos de turvação ainda em suspensão. Consiste em bombear o líquido através de um meio filtrante adequado. A cerveja filtrada é então armazenada em tanques, estando assim pronta a ser enviada para o enchimento.

5. O Enchimento

A etapa final da produção de cerveja é o enchimento, podendo a cerveja ser acondicionada em diferentes embalagens (garrafa, barril, lata...).

Antes ou após o enchimento é necessário proceder à estabilização biológica da cerveja. Esta operação poderá ser efetuada a frio (filtração esterilizante) ou a quente (recorrendo-se então à pasteurização que poderá ser praticada, ou imediatamente antes - pasteurização flash - ou, após a bebida ser introduzida na sua embalagem - pasteurização túnel). No enchimento, a cerveja é acondicionada em diferentes formas (garrafa, barril, lata...) ficando disponível para ser apreciada com moderação.

Fonte: www.unicer.pt

Processo de Fabricação da Cerveja

Elaboração de cerveja a partir de extrato de malte e lúpulo

Após a elaboração de cervejas a partir de kits sentirá a vontade de aprofundar os conhecimentos sobre o fabrico de cerveja. O método que lhe propomos consiste na utilização de extrato de malte, malte de especialidade e lúpulo para a preparação do mosto. A principal diferença em relação à elaboração de cerveja com base em kits consiste na fervura do mosto de cerveja com lúpulo para extração do amargor. Esta forma de fazer cerveja permite-lhe obter cervejas únicas, feitas a seu gosto e com maior frescura de aroma. Experimente!

Equipamento necessário:

Processo de Fabricação da Cerveja

Panela 20-30L
Espátula cervejeira
Termómetro (opcional)
Densímetro (opcional)
Fermentador (com borbulhador)

Ingredientes

Variam consoante a receita:

Extrato de malte (xarope ou pó)
Lúpulo
Maltes de especialidade
Outros (açúcar, frutos, etc.)

Infusão

Caso a receita que está a usar inclua malte de especialidade começe pela infusão do malte em água, caso contrário avançe para o passo seguinte.

Processo de Fabricação da Cerveja

Aqueça 5 - 10 litros de água a 70ºC

Mergulhe o malte de especialidade moído na água quente com o auxílio de uma saco de musselina

Deixe ficar em infusão 20-30 miuntos mexendo de vez em quando

Retire o malte da infusão e escorra.

Dissolução do extrato de malte

Processo de Fabricação da Cerveja

Deite o conteúdo das latas de extrato de malte numa panela. Dissolva completamente o extrato de malte com o auxilio de água quente. Caso tenha feito uma infusão de malte de especialidade dissolva o extrato nessa água.

Adicione água até perfazer o volume total da cerveja.

Fervura

Processo de Fabricação da Cerveja

Aqueça a panela até levantar fervura. Cuidado para não deitar por fora!

Adicione o lúpulo de amargor . Começe a contar o tempo de fervura.

Próximo do final da fervura (normalmente os tempos são indicados na receita) adicione o lúpulo de aroma.

Final da fervura. Apague o lume.

Arrefecimento

Processo de Fabricação da Cerveja

O mosto deve ser arrefecido até uma temperatura suficientemente baixa para se poderem adicionar as leveduras (abaixo de 25 ºC). É importante que o mosto arrefeca o mais rápido possivel,

Depois de arrefecer transfira o mosto para o fermentador deixando o lúpulo e o precipitado de proteínas na panela.

Fermentação

Processo de Fabricação da Cerveja

Inocule as leveduras, mexa bem. Aconselha-se o uso de um pré-fermentador (ver abaixo como preparar). Deixe fermentar 1-2 semanas no fermentador primário.

Transfira a cerveja para um outro fermentador, chamado fermentador de guarda e deixe maturar 2-4 semanas antes do engarrafamento. Este procedimento permite obter uma cerveja mais límpida e de maior qualidade.

Fonte: www.cervejacaseira.com

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal