A Emulsão de Gelatina Seca

Imagem com gelatina de bromuro, 1882.
Cafeteros Río de Janeiro, 1882 por Marc Ferrez
Em 1871 outro processo suplantou o anterior, deixando-se de usar as delicadas chapas de vidro. O seu autor foi o médico Richard L. Maddox. E usava uma emulsão de gelatina seca de alta sensibilidade.
Também já era possível ter os filmes em rolos. Com isto pôde-se fabricar as câmaras em tamanho menores do que as encontradas até então. Estas máquinas passaram a dominar o mercado fotográfico.
Exposição do negativo fotográfico a seco
Depois da dificuldade que apresentava a manipulação nos exteriores do colódion, para aperfeiçoar um tipo de negativo que se pudesse expor a seco, sem que se precisasse revelar imediatamente depois de sua exposição, leva a um novo estudo em investigação da placa seca.
Depois de muitas tentativas sem sucesso se propôs a gelatina de bromuro, ficando desbancado o colódion (1882). A placa seca com gelatina de bromuro.
Foi o fotógrafo britânico Charles E. Bennett em 1878, quem inventou um ferro a seco recoberto com uma emulsão de gelatina e de bromuro de prata, similar às modernas. Em 1879, Swan patenteou o papel seco de bromuro.
O afã de procurar um suporte mais prático do que o cristal, faz o colódion e outros similares a nos levar para 1886 onde aparece a celulose como superfície fotográfica e com alguns excelentes resultados.
Mais adiante, o acetato de celulose substituirá ao celulóide. As emulsões se relacionam segundo os diferentes tipos de sensibilidade e a exposição à luz e o suporte da emulsão. Estes tipos de sensibilidade se denominam de forma bem escalonada em Din ou em Asa/Iso.
Enquanto se iam pesquisando e fazendo experimentos para aumentar a eficácia da fotografia em branco e preto, levaram-se a cabo grandes esforços para conseguir imagens dos objetos em cor natural. Para isso se utilizavam ferros recobertos de emulsões.
Em 1861, o físico britânico James Clerk Maxwell obteve a primeira fotografia em cor, com o procedimento aditivo de cor.
A Kodak
A partir daí um homem chamado George Eastman escreveu o seu nome na história da fotografia ao criar a emulsão de gelatina e brometo de prata em forma de rolos.
Juntou a estes a fabricação de câmaras pequenas, leves, fáceis de usar e com preço baixo o suficiente para que qualquer um pudesse adquirir uma delas. A produção em massa destas câmaras foi responsável pela enorme popularização da fotografia desde então.
Para os usuários destas máquinas bastava tirar as fotos e entregá-las a “Eastman’s American Film” que processava-os e entregava as câmaras já com filmes prontos para novas fotos. Em 1888 foi lançada a câmara Kodak Brownie, uma das mais populares produzidas em larga escala pela industria de George Eastman.
Passados mais de cem anos esta técnica fotográfica que utiliza filmes em rolos ainda permanece como a mais utilizada por profissionais e amadores. Os filmes se aprimoraram, mas o processo continua praticamente inalterado.
Primeiro filme fotográfico em carretel
Em 1884 o americano George Eastman fabricou o primeiro filme em carretel de 24 exposições.
Em 1888 lançou ao mercado outro aparelho revolucionário de pequenas dimensões (18cm de comprimento) que estava provisto de um carregador de 100 exposições. Dotado de um foco fixo e uma velocidade de obturação de 1/25 segundos. Depois de realizar o último disparo, enviava-se à casa, que revelava as 100 fotos e recarregava de novo a máquina com outro carretel.

"Você aperta o botão, nós faremos o resto"
Custava ao redor de 25 dólares e se publicou com o slogan "Você aperta o botão, nós faremos o resto". Este novo invento recebeu um nome que se faria famoso na história da fotografia: Kodak.
Eastman ao criar a primeira câmera fotográfica, fundou também em (1854-1932) a casa Kodak.
Eastman incluiu em 1891 o primeiro filme intercambiavel à luz do dia.
Do filme sobre o papel passou em 1889 para filme à celulóide, sistema que continuamos empregando até hoje em dia.
Cinematógrafo. Primeiro aparelho cinematográfico
Os irmãos Lumière, Auguste Marie Louis Nicholas Lumière (19 de Outubro de 1862–10 de Abril de 1954) e Louis Jean Lumière (5 de Outubro de 1864–6 de Junho de 1948) nasceram em Besançon, na França. Foram os inventores do projector cinematográfico e considerados, por muitos, como os pais do cinema.
Eram filhos de um fotógrafo e dono de empresa de papéis fotográficos. Foram os criadores do projetor cinematográfico, a partir do qual se desenvolveu a Sétima Arte. Louis viria mais tarde a dedicar por completo a sua vida ao cinema, realizando documentários curtos, e Auguste, mais tarde, seguiu carreira na medicina. Casaram-se com duas irmãs e moravam todos na mesma mansão.
O primeiro espectáculo pago dos Irmãos Lumière ocorreu em Paris, no Grand Café no Boulevard des Capucines. Fizeram um digressão com o cinematógrafo, em 1896, visitando Mumbai, Londres e Nova Iorque. As imagens em movimento rapidamente tiveram uma forte influência na cultura popular, com L'Arrivée d'un train en gare de la Ciotat (pt: Chegada de um comboio) e com os filmes de actualidades, muitas vezes citados como os primeiros documentários - ainda que o tema seja algo polémico - tal como La Sortie des ouvriers de l'usine Lumière (pt: Saída dos operários das Fábricas Lumière) ou Le Déjeuner de Bébé (O almoço do bebé), incluindo algumas das primeiras tentativas cómicas, incluindo o humor pastelão de L'Arroseur Arrosé (O regador regado).
Cinematógrafo

Cinematógrafo-Lumière (1895)
De cinemat(o) + grafo. Nome dado ao aparelho inventado pelos Irmãos Lumière - um aperfeiçoamento do cinetoscópio de Thomas Edison - e que constitui um marco na História do Cinema. Na descrição dos próprios inventores, tal aparelho permite armazenar, previamente, por uma série de instantâneos (fotogramas), os movimentos que durante um certo tempo, sucedem diante de uma lente fotográfica e depois reproduzir estes movimentos projetando estas imagens sobre um anteparo (v.g.: tela, parede).