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Processo Fotográfico

A Ascensão da Fotografia Contemporânea

No atual universo das relações humanas de alta competitividade, não se permite o descaso, e muito menos a desinformação, com a utilização não adequada de elementos que podem nos conduzir a estágios superiores do conhecimento, concernentes aos micro e macrocosmos ambientais, no qual estamos inseridos.

Além disso, o domínio de tecnologias criativas aliado à qualidade, mais do que nunca passaram a ser pressupostos preponderantes, tanto nas atividades acadêmicas científicas e artísticas, como nas complexidades inerentes às interrelações profissionais contemporâneas.

A fotografia é um destes elementos, ao atuar tanto como fonte de qualidade como de qualificação, mas paradoxalmente é vista apenas como um produto visual , um simples apoio. Considerada apenas como suporte para o desenvolvimento de outras atividades(quer sejam, profissionais, acadêmicas ou de lazer), a fotografia ainda não foi devidamente encarada como um parâmetro ímpar, que exigem leituras e compreensões próprias.

Fotografia

De acordo com Gomes (1996), a imagem fotográfica, ao registrar a experiência, pode, provocar novas percepções, produzir a subjetividade inerente ao ato de olhar, e imortalizar o fato e o espaço captados, contextualizando-os.

A fotografia impõe-se também como uma importante manifestação da poética visual contemporânea. Ao invés de suporte, se transforma, em si mesma, numa fonte de estudos de sociologia da comunicação, através de pesquisas experimentais.

Nessa perspectiva inclui abordagens teóricas de caráter multidisciplinar, desde a preocupação com o significado, até com os aspectos físicos de imagens analógicas, obtidas através de processos fotoquímicos conjugados a sofisticados conteúdos visuais, criados e processados em ambientes virtuais pelo uso de imagens digitalizadas.

A fotografia exerce um papel tão abrangente, tão presente no nosso dia-a-dia que foge-nos à percepção de sua real importância na atualidade. Os diversos meios de comunicação e informação jornalística, publicitária ou cultural que nos envolve e fascina, são essencialmente fotográficas, quer sejam na forma de imagens estáticas ou dinâmicas, que a utilizam. Letras , desenhos ,monocromias, grafismos policromáticos, entre outros que possuem múltiplos padrões tonais, são componentes das milhares de imagens que inquestionavelmente fazem parte do universo visual e ambiental do cidadão comum. Isso acontece em toda e qualquer parte do mundo, de uma forma ou de outra, em maior ou menor escala.

A fotografia, impressa, exposta ou projetada, sempre está presente. Sem dúvida, a fotografia contemporânea integrou-se definitivamente em várias áreas das atividades humanas, proporcionando processos criativos na busca de novos patamares do conhecimento, em todas suas formas e níveis.

Duas imagens, a experiência e a resultante
Duas imagens, a experiência e a resultante

O Desenvolvimento do Processo Fotográfico

A fotografia, enquanto técnica, pode ser definida como imagens graficamente expostas, decorrentes da ação de determinadas radiações ou freqüências, dos espectros que constituem as ondas eletromagnéticas, sobre materiais ou elementos físicos, químicos ou tecnologicamente preparados, sensíveis ou previamente sensibilizados. Essas ações e reações podem ocorrer da forma ocasional ou induzida.

O processo fotográfico baseia-se fundamentalmente nos estudos da oxidação de materiais sob a ação da luz. E, dentre todos o elemento químico Prata destaca-se sobremaneira. As primeiras descobertas das propriedades dos sais de prata se atribuem a Geber, célebre místico, alquimista do século VIII (Fontcuberta, 1990).

O alemão Heinrich Schulze, em 1725, realizou pesquisas laboratoriais na determinação da sensibilidade dos sais de prata, constatando suas diferentes ações e reações sob exposições a variadas fontes de luz e calor , separadamente.

No ano de 1777, o químico alemão Karl Wilhelm Scheele (Clerc,1950), descobriu um importante fato, o escurecimento do sal cloreto de prata sob a ação da luz solar, nos espectros azul e violeta.

Em 1802 Thomas Wedgwood, publicou um artigo no Journal of the Royal Institution, que descrevia um método de imprimir silhuetas sobre lâminas de vidro emulsionadas, a partir da utilização do nitrato de prata como sensibilizante da emulsão, mas ainda sem um processo adequado a fixação da imagem.

O método de fixagem da imagem fotográfica deve-se a Sir John F.W. Herschel, que em 1819, descobriu os sais hipossulfitos , e suas ações de solubilização dos halogêneos de prata.

Um outro precursor da fotografia, Joseph-Nicéphore Niépce, durante os anos de 1818 a 1826 confeccionou as primeiras placas heliográficas sensibilizadas com Betume da Judéia, mas devido as longas exposições que a emulsão requeria, tornou-se quase impraticável um maior desenvolvimento da técnica.

A fotografia começou a alcançar popularidade com Louis-Jacques-Mandé Daguerre , que em 1839 apresentou na Académie des Ciencies at Paris, detalhes de um processo de obtenção de imagens, sendo mais tarde o texto apresentado, traduzido pelo Dr. J. S. Memes, recebendo o título "The History and Pratice of Photogenic Drawing", publicado (1839) em Londres pela Smith, Elder & Co.(Sowerby, 1956) .O processo ficou conhecido como Daguerreótipo.

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