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História da Medicina

Os fenômenos sentimentais que diferenciam o homem dos demais animais nasceram quando, ainda na era biológica das origens do ser humano, na luta renhida pela subsistência, um primata agredia o outro com unhas e dentes, e a mãe procurava lamber-lhe as feridas, protegendo-o de novas agressões dos mais fortes.

A esse sentimento protetor, amparador e mitigante, base única da razão de ser da medicina que se denomina de humanidade ou de amor, e que hoje em dia se transformou em milhares de variantes, constitui o fenômeno mais nobre e digno do ser humano. Sentimento esse que nasce, ou melhor, é renovado diariamente, quando o médico entra em contato com o doente. Esse sentimento de humanidade deu origem à medicina na época pré-histórica, isto é, no passado milenar do ser humano, do qual a paleontopatologia procura no estudo dos fósseis as provas ainda persistentes da origem das doenças. Foi no estudo os fósseis que a paleontopatologia conseguiu encontrar os resquícios e as origens da medicina.

Çhegou-se já até aos australopitecos na frica do Sul, que viveram há 15 ou 10 milhões de anos. Neles se encontram sinais evidentes de doenças, agressões,que só poderiam ter sido suportadas mediante o amparo de outrém, que nos primatas era dado pela mãe, depois que os próprios companheiros que foram, pouco a pouco, imitando a proteção materna, depois pelos feiticeiros, curandeiros e finalmente pelo médico.

Esta fase pré-histórica da medicina, dos povos primitivos (oriental, antigo Egito, América antes de Colombo, Grecia de Homero) a ajuda ao enfermo era regida por uma combinação de empirismo e magia, com predomínio maior ou menor de um destes dois elementos que já constitui uma doutrina seguida elos ovos primitivos dessa antiguidade oriental (Mesopotâmia, China, India, etc) antigo Egito e a Grécia Homérica. Esta era se estende desde
começo da humanidade, até a Grécia dos séculos Vl e V antes de J.C.

Depois vem a História da medicina técnica que começou a vislumbrar-se na Magna Grécia, na Sicília e em Jônia, quando se inventou o conceito da medicina técnica, no momento de transição do empirismo para a técnica "isto há 2 mil e quinhentos anos!

O médico se propõe a curar o enfermo sabendo o que faz e porque o faz. O remedio não atua, portanto, pela virtude de quem o aplica (feiticeiro, sacerdote, curandeiro, etc) e nem pelo modo como é aplicado (rito religioso ou mágico) mas sim pelo que é”.

Em consequência disso, o médico inicia uma nova época de sua história, pois descobre a necessidade de indagar o que finalmente ele é, o que constitui uma boa saúde e o que é uma doença e o que é um remédio. chegando posteriormente à conclusão inevitável de que ele é um indivíduo diferenciado entre os demais, pelo hábito que adquiriu desde a infância, em amparar os outros procurando mitigar-lhe os sofrimentos, evitando o medo e orientando o individuo de modo que possa fugir da doença e, portanto, do sofrimento.

A segunda pergunta que o médico se impôs, foi saber o que é saúde e o que se entende por doença.

Dessa indagação nasceram as diferentes ciências que são: morfologia, fisiologia, anatomia patalógica, fisiopatologia, propedêutica, psiquiatria, pediatria, psicologia, neurologia, terapêutica, etc, que, em síntese, se chamou medicina.

Essa é, em resumo, a história da medicina, da antiguidade clássica: Grécia e Roma, a partir do século V a.C. Foi, como já falamos, a época de transição do empirismo para a técnica, ficando a medicina empírica conservada em fósseis, dos quais ainda se retiram os preciosos ensinamentos dessa época.

Posteriormente, a medicina entrou numa fase de grandes e valiosos progressos, começando a época da Idade Média, em Bizâncio, no Islam e no Ocidente com a chegada do cristianismo. Anos 1 à 1450 mais ou menos.

Com o advento do cristianismo, passou-se para a medicina moderna que os historiadores dividem em períodos que são:

a) Renascimento e Barroco de I453 à 1740

b) Ilustração e Romanticismo de E7405: 1848

c) Positivismo Naturalista de 1848 à l9l4

d) Medicina atual desde 1914 até nossos dias.

MEDICINA E PRÉ-HISTÓRIA

Procuraremos relatar, em resumo, os achados da PaleopatoIogia mais interessantes.

Anomalias congênitas - Entre as malformações congênitas que se podem observar nos achados fósseis, são poucas as verdadeiramente encontrados nos ossos.

Sendo o mais comum, os achados representativos dessas anomalias, são por exemplo, a acondroplasia (se encontraram casos magnificamente representados em estatuetas e figuras como as da Nigéria e de várias dinastias egipcias, isto é, há cerca de 6 mil anos). Assim também, se encontrou um crânio com microcefalia, um com mongolismo num fóssil peruano do final da época precolombiana. Crânios com turricefalia ou escafocefalia, isto é, crânio pontiagudo na sua parte superior ou então alargado no sentido anteroposterior e achatado transversalmente. As assimetrias dentárias e anomalias na oclusão dentária são comuns, acompanhadas de graves doenças da boca, com artrite da mandíbula e graves calcificações.

Deformações da pelvis com assimetrias graves nos fósseis da Grécia e da França no periodo neolítico.

Escolioses, pés varus, deformações sacras nas múmias de uma necrópole de Argin, etc. Polidactilia, oligodactilia e sindactilia, falta de um braço que foi notado num esqueleto de Shanidar; hidrocefalia, raquitismo, foram encontrados nos esqueletos da necrópole de Argin (cidade de Núbia, norte do Sudão, África Oriental).

O gigantismo, o nanismo, a acromegalia, foram registrados num esqueleto neolítico na Suiça, etc.

As neoplasias e os tumores benignos deixaram suas marcas nos diferentes ossos do corpo humano que são facilmente identificados na época atual.

As enfermidades infecciosas não deixam marcas nos ossos, porém foram pesquisadas nas figuras, relevos e outras obras de arte, mobiliário, etc, para avaliar seus sinais externos.

Assim, a origem da sífilis tem sido rebuscada insistentemente pelos paleopatólogos, não só na pré-história da Europa, Ásia, lndia, etc, como também nas Américas, onde sempre se negou a presença dela na era précolombiana. Entretanto, foram encontrados nos ossos do crânio de esqueletos do Peru, México e Argentina úlceras caracteristicas destes ossos, com grande perda de matéria óssea em forma de erosões lineares e serpentiformes. Esses ossos são do neolítico desses paises e, também, do neolítico da França, parecendo ser suficiente prova da presença de sífilis nesses crânios. A lepra também deixou seu rastro nos crânios e demais ossos do neolítico. A tuberculose também deixou suas marcas nos fósseis encontrados por todoo mundo,sem a menor sombra de dúvidas, bem como o mal de Poti, que deixou figuras e estatuetas características.

Os virus deixaram também suas pegadas características nos esqueletos dos fósseis pré-humanos e nas figuras e estatuetas.

Assim, a poliomielite deixou, sem sombras de dúvida, sua marca na perna direita de um sacerdote da XVIII dinastia, chamado Ruma, e representado num alto relevo de um barranco de pedra porosa.

Foi, também , representada a poliomielite num bronze do neolitico inglês e nos agricultores do século I e VIII da América do Norte.

A periostite e a osteomielite lesaram várias partes dos esqueletos fósseis e das múmias, deixando sua marca tipica de que por ali passaram, acompanhando as gerações do século III ao I aC.

Os nômades, quando atacados por uma epidemia, deixaram nos seus esconderijos montes de esqueletos, animais domésticos mortos. objetos de uso pessoal, utensílios, etc, e fugiam para outros lugares, pretendendo evitar a epidemia que, contudo, continuava a dizimá-los nos novos esconderijos. onde já se nota menor número de fósseis e de animais domésticos, até que nos supostos novos esconderijos já se encontram 2 ou 3 remanescentes, estes sempre com esqueletos de constituição muito mais desenvolvida do que os do primeiro grupo encontrado.

As patologias bucais são tipicas e inconfundiveis, pois deixam elas suas marcas caracteristicas. São algumas congênitas, outras deficitárias. iiecrosantes, neoplásícas, nfecciosas, traumáticas, etc, que deixaram lesões ósseas ou dentárias que falam exuberantemente por sua etiologia. Assim, apenas para citar um só exemplo, temos o pitecantropo de Lantican, da China, e o caso mais serio de infecção bucal da pre-história, que se irradiou para o crânio, representado pelo homem da Rodésia (fóssil encontrado em escavações da Rodésia).

As cáries dentárias e as anomalias do esmalte dentário são outras tantas janelas abertas para a pré-história da medicina, como se conclue do achado de um caso que data de 1.600.000 anos (o Australopitliecus) que viveu em Olduvai (Africa Oriental) cujos achados paleopatológicos se ligam possivelmente ao mal de Pott, encontrado em uma de suas vértebras torácicas, cuja etiologia atual também admite perturbações dentárias neste mal.

Os traumatismos, seguramente, constituem patologias das mais encontradiças nos fósseis, como as fraturas causadas por golpe ou queda, as erosões e as incísões por armas. O cranio de Neanderthll apresenta uma incisão sem complicações sobre o bordo orbitarío direito, alem de uma grave lesão no úmero esquerdo.

Feridas cranianas índubitavelmente produzidas por mordeduras de crocodilos foram encontradas em vários crânios humanos que datam de 1.600.000 anos.

Consegue-se nitidamente verificar que as arranhaduras guardam distâncias mais ou menos iguais de 2 a 3,5 cm uma da outra e todas profundas, com perda e substância óssea e, às vezes, perfurações até da tábua interna, que só poderiam ser produzidas por objeto pontiagudo penetrante, com bases alargladas como cunha. Os dentes dos crocodilos são em forma de cunha

Não há, até agora, provas suficientes de que havia guerra entre os indivíduos da pré-história. Parece que as guerras só apareceram bem mais tarde. Havia luta entre pequenos grupos e, foram encontrados sinais disso em Olduvai.

Quanto ao canibalismo ou antropofagia parece, fora de dúvidas, que realmente existia comumente entre os indíviduos da pré-hístória, pois achados indicam uma tradição cultural ou um rito religoso. O que reforça esta suposição é o achado evidente de queimaduras em alguns fósseis, atribuídas, certamente. depois da morte por pancada no crânio. Eles costumavam assar a vítima para depois devora-la.

Quanto a arte de curar, muito pouco poderemos dizer dos achados pré-históricos nos períodos Pleistoceno e das culturas póspaleoliticas. Entretanto, são evidentes as fraturas curadas, que demonstram que houve tratamentos especiais e especializados na disposição dos fragmentos. Cita-se o caso especial o Pitecántropo de "Trinil”, espécie de Homo Erectus, que apresentava osteomielite de uma fratura curada não se sabe como. Há restaurações de fraturas complicadas de ossos acavalgados com provas de cura defeituosas, demonstrando a boa intenção de um segundo indivíduo que pretendia endireitá-la e não o conseguiu; pelo contrário, colocou os fragmentos em posições que eles nunca poderiam assumir espontaneamente.

Há casos evidentes de amputações: no período mesolítico, na Criméia encontrou-se uma amputação do dedo minimo do esqueleto de uma mulher, em que não se encontrou sinais de contaminaçao da ferida posteriores à amputação. Em numerosas outras feridas tipicas de amputações não se encontraram sinais de infecções pepticas. Isso faz admitir o uso de substâncias desinfectantes vegetais.

Alem disso, está provado o uso por eles de talas para manter a fratura em boa posição, resultando uma perfeita sutura dos bordos da ferida sem haver a formação de exostoses e mantendo uma perfeita coaptação das fibras ósseas.

O que é de certo modo desconcertante para nós médicos da atualidade, é a prova insofismável da trepanação encontrada nos cranios da pré-história. São encontrados esses achados constantemente nos crânios de várias civilizações pré-históricas, como na época mesolítica em Vasievska na Ucrania, na Hungria, na Alemanha, na Checoslovâquia. etc e também em bronzes antigos da Criméia. Tudo parece provar a existência da trepanação desde a era pré-neolítica.

Qual seria a finalidade de tal operação para curar certas doenças do encéfalo? Rito religioso, pelo número exagerado dessa prática em certas gerações? Parece que a intenção era de aliviar as tensões endocranianas. Apresentar um caráter mágico?

Uma questão ainda em aberto.

Seus sinais cirúrgicos são inegáveis. Parece relacionar-se com os ferimentos do crânio por uma arma daquele tempo, construída com pedra polida.

O interessante e que essa arma começou a ser encontrada nos fósseis pré-históricos, coincidindo com as feridas traumáticas do crânio e os achados das trepanações, parecendo indicar uma nítida correlação entre os dois atos: fratura, formação de hematoma interno do crânio e posterior trepanação para aliviar a tensao endocraniana ou para remoção do hematoma.

Outro fato interessante constatado com o aparecimento da trepanacão é: o de que ela quase desaparece juntamente com o aparecimento da espada e desaparecimento do tacape feito com pedra polida.

Nos fósseis pré-históricos do Peru, é dominante a presença da trepanação, bem como na Bolivia, parecendo ultrapassar as fronteiras terapêuticas e indicar um desenvolvimento muito avançado na intervenção cirúrgica da personalidade. São patentes as provas de numerosas técnicas cirúrgicas empregadas. São constantes nos fósseis peru-boliviano da pré-história as deformações cranianas propositadas com finalidade de intervir na personalidade, por meio da trcpaçâo e enfaixainento compressor do crânio.

É peculiar da medicina atual continuar se inspirando, na medicina da antiguidade, tanto em sua teoria como em suas aplicaçõees eivada, ainda, de certo grau de empirismo.

Salvo alguns motivos, a medicina de todas as idades e de todos os países, se edificou sobre os mesmos alicerces e obedeceu aos mesmos princípios gerais. Não se deve confundir a medicina científica com medicina popular. Esta tem apoio na crendice popular e num fundo de supertições, que se desenvolvem mesmo a na época atual e nas civilizações que cançaram um nivel técnico muito avançado.

Poderíamos citar como exemplo dessa crendice a superstições populares a existência até hoje de indivíduos que se dedicam aos benzimentos, às defumações, à homeopatia, que nada mais são do que exploração da ignorância humana.

Quando um indivíduo procura o médico, ele ainda leve no seu subconsciente resquícios de um assado longínquo que faz do médico um ser superior, um ente dotado de atributos divinos, capaz de protege-lo e livra-lo de qualquer doença.

Assim, vem a medicina crescendo, passo a passo, com a história da humanidade, acompanhando o progresso das ciências gerais se aprofundandi mais e mais na procura da verdade.

Fortunato Gabriel CIANNONI

Fonte: site.fmabc.br

História da Medicina

A medicina vem sendo praticada, de uma forma ou de outra, desde os tempos pré-históricos. Todas as culturas tiveram seus curandeiros. Atualmente, a medicina baseada na ciência é a forma predominante. Mas como essas modernas práticas médicas se desenvolveram? O que veio antes? Como essas tradições mais antigas figuram na história da medicina? Elas ainda têm seu lugar no mundo da medicina?

História da Medicina
Ladakh, na Índia, é uma região remota localizada nos pés da Cordilheira do Himalaia

Hoje em dia, quando pensamos em médicos e curas, pensamos na medicina moderna, de alta tecnologia. Mas esta é a apenas a mais recente de uma longa linha de tradições de cura. Outras formas de se tratar doenças vieram antes da medicina moderna. Em muitos lugares essas tradições mais antigas ainda são usadas em conjunto com a medicina moderna. E, em outras, técnicas antigas têm sido reavivadas para fazer parte de uma abordagem mais ampla de tratamento.

A história da medicina pode ser traçada pelas opções de tratamento disponíveis para uma pessoa doente em Ladakh, Índia. Localizada na remota região trans-Himalaia, no noroeste da Índia, no estado de Jammu e Kashmir, Ladakh tem uma cultura Budista-Tibetana. Em Ladakh, um doente pode se consultar com um shaman, procurar um médico fitoterapeuta que pratique a medicina tibetana tradicional, ou ainda um médico formado em medicina científica. Ele pode até se consultar com cada um desses profissionais separadamente. Embora essas três tradições médicas coexistam nessa região remota, elas também representam os principais estágios no desenvolvimento da medicina.

A forma de cura mais antiga praticada regularmente de que se tem registro é o shamanismo. Essa prática é derivada de religiões animistas, que acreditam que existem espíritos únicos habitando em objetos naturais. O shaman tem acesso a esses espíritos para curar um paciente. O shamanismo já foi mais ou menos universal. Continua a existir de várias formas em diferentes culturas. Pode ser uma das primeiras opções de tratamento de doenças em regiões remotas. Em áreas com melhor acesso à medicina moderna, o shamanismo pode continuar sendo uma parte vital da cultura regional ou uma alternativa aos tratamentos modernos.

A medicina tradicional se desenvolveu em seguida, provavelmente como uma extensão do shamanismo. Esse tipo de medicina normalmente inclui tratamentos físicos e práticos, e remédios fitoterápicos. Essa categoria inclui exemplos como a medicina ayurvédica indiana, a medicina chinesa, e outras tradições observadas em várias culturas nativas. Essas formas, todas com raízes antigas, também estão intimamente ligadas a tradições religiosas. Contudo, a medicina tradicional também é prática em seus tratamentos, valendo-se muito dos remédios fitoterápicos. Alguns tipos de medicina tradicional, por exemplo a acupuntura, se tornaram parte de uma alternativa popular à medicina moderna, mesmo em locais onde os tratamentos médicos modernos prevalecem.

A medicina científica é um produto da tradição ocidental que se difundiu pelo globo. Esse tipo de medicina é estritamente secular e baseado em conhecimentos adquiridos e testados empiricamente. Nos países desenvolvidos, a medicina científica é a forma predominante. Em outras partes do mundo a medicina moderna é popular, mas nem toda a população tem acesso a médicos e hospitais.

Podemos traçar a história da medicina através de avanços no conhecimento feitos por culturas em todo o mundo. No entanto, ?é importante lembrar que, mesmo à medida que o conhecimento do corpo humano e das doenças evoluía, levou muito tempo até que a prática médica real avançasse. Isso ocorreu porque, durante muito tempo, os clínicos médicos eram diferentes dos cientistas. Além disso, muitos dos avanços científicos que verdadeiramente revolucionaram a medicina só ocorreram depois do século XIX ou XX.

Antes disso, os tratamentos médicos ao redor do mundo compreendiam basicamente recomendações relacionadas a dieta, higiene, exercícios físicos e estilo de vida. Pequenas cirurgias eram realizadas, alguns preparados fitoterápicos eficazes eram administrados. Os médicos conseguiam aliviar alguns problemas crônicos e curar males menores, mas não dispunham das ferramentas para combater a maioria das doenças potencialmente fatais. Ao mesmo tempo, contudo, algumas de suas práticas eram eficazes, por motivos que só foram entendidos muito tempo depois.

História da Medicina
Semmelweis—Defensor da Maternidade, Ignaz Semmelweiss, médico austríaco do século XIX,
foi o primeiro a reconhecer que o ato de lavar as mãos, pelos médicos, prevenia infecções em mulheres que davam à luz.

O quadro Semmelweis—Defensor da Maternidade, de Robert Thorn, apresenta Semmelweis na sala de parto de um hospital

Por exemplo, a purificação ritual faz parte de várias religiões e, em alguns casos, traduziu-se em uma ênfase prática à higiene. O ato de lavar as mãos, em particular, foi praticado por séculos até por pessoas que não tinham nenhuma outra grande preocupação relacionada a limpeza. Contudo, a importância desse ato para o controle de doenças só foi compreendida em 1847. Foi quando o médico austríaco Ignaz Semmelweis (1818-65) percebeu que a alta incidência de febre e doenças entre as mulheres que haviam acabado de dar à luz em hospitais era devida às mãos sujas dos médicos que realizavam o parto. Os médicos tinham acabado de atender a outros pacientes ou realizar autópsias sem se lavar. Quando ele instituiu normas rigorosas para a limpeza das mãos, a taxa de mortalidade caiu vertiginosamente. Porém, nem mesmo Semmelweis entendia o motivo disso. Outras décadas se passaram até que se descobriu que muitas doenças são causadas por germes.

História da Medicina
O shaman foi o primeiro curandeiro em várias culturas.
Estas são as vestimentas comuns dos modernos shamans tibetanos

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