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História da Moeda no Brasil

Quando a divisão social do trabalho ainda não havia atingido grandes proporções e as sociedades eram menores, os homens podiam trocar diretamente sua mercadoria por outra de que necessitassem. Assim, se alguém tinha lã e precisava de couro, procurava quem possuísse couro e quisesse trocá-lo por lã. Como a possibilidade de troca dependia do grau de utilidade da mercadoria para cada pessoa, as trocas tornavam-se mais difíceis com o crescimento das comunidades. Era preciso encontrar um meio de troca, uma mercadoria que fosse aceita por todos. Esse meio de troca é a moeda.

Para que uma mercadoria seja aceita como moeda é preciso que haja um acordo entre os participantes do mercado. Conchas, peles, sal, gado, cereais, metais, serviram como moeda em épocas diferentes. Sempre que uma mercadoria passava a ter valor de dinheiro, sua Procura aumentava. Ela devia ser acumulada para pagar dívidas, salários, etc. Por isso devia ter certas características físicas, como não se deteriorar e ser fácil de transportar e dividir. Dentre todas as mercadorias-moeda usadas, o ouro e a prata foram as que melhor se prestaram a essa finalidade.

Durante muito tempo os metais preciosos foram usados como meio de troca em forma de barras, lingotes, ou em pó, sem nenhum controle exterior ao dos participantes do mercado. Em épocas que variaram para cada sociedade, o Estado passou a afixar seu selo na unidade monetária, de modo a torná-la oficial. Essa prática - a cunhagem da moeda - evitava sua falsificação. O primeiro povo a usar moedas cunhadas foram os lídios, da Ásia Menor, por volta do século VII a.C. Mas, segundo alguns autores, os chineses teriam utilizado moedas em tempos anteriores. As moedas primitivas tinham formas irregulares e eram cunhadas com estampas rústicas. Em certo período de sua história, os chineses adaptavam a forma de suas moedas à mercadoria que precisava ser comprada. Assim, a moeda destinada a comprar roupa era cunhada com a forma do corpo humano.

Até recentemente, o valor da moeda dependia do valor do metal de que era feita. Atualmente, a maioria dos países usa moedas nominais: elas trazem estampado no metal seu valor e este não equivale ao valor do metal de que são feitas. Mas o governo garante seu valor de troca.

As moedas de metal são hoje substituídas, em grande escala, pelo papel-moeda, mais fácil de se carregar. Os pagamentos podem ser feitos também com cheques, emitidos por bancos autorizados pelo governo. As pessoas depositam o dinheiro de que não necessitam imediatamente nos bancos e, através de cheques, podem efetuar pagamentos ou retirar seu dinheiro.

Atualmente o uso das moedas é controlado pelo governo de cada país. Cabe-lhe decidir qual a unidade básica de moeda em circulação, que papel-moeda deve ser feito e que metal deve ser empregado para fabricar moedas. O valor nominal da moeda está relacionado ao seu valor de compra. O seu valor real depende da quantidade de mercadoria que pode ser comprada com ela. Se esse valor real cai, isto é, se a quantidade de mercadorias que se compra com ela é menor do que em tempos normais, diz-se que há inflação.

Mercadoria que serve de equivalente geral para todas as mercadorias. Bem de troca aceito numa comunidade de pagamentos. Reserva de valor. Ligação entre o presente e o futuro.

Esta série de definições reflete a dificuldade em conceituar a "moeda" (do latim, moneta) ou seu sinônimo "dinheiro” (da expressão denarius, uma das moedas romanas).

A moeda desempenha várias funções na economia de um país: instrumento de troca, reserva de valor, medida comum do calor dos bens, padrão de pagamentos futuros. Seu aparecimento foi uma conseqüência do desenvolvimento do fenômeno da troca ou permuta de bens e serviços.

Do boi ao ouro

Antes que a moeda aparecesse. os povos escolhiam, para suas transações comerciais, produtos naturais ou fabricados que lhes eram familiares: assim, serviam de dinheiro as peles de animais entre os caçadores, peixe entre os pecadores, produtos da terra entre os agricultores. Na "Ilíada" de Homero é citado o boi como moeda da época: século VIII a.C. E foi do gado (em latim, pecus) que vieram as palavras pecúnia e pecúlio.

Quando se tornou necessário adotar um instrumento de troca menos perecível e menos volumoso que as mercadorias e objetos de uso Pensou-se logo num artigo apreciado por todos. Assim o ouro passou a ser o metal monetário por excelência, embora outros também tivessem curdo como moeda: a prata o cobre, o níquel, etc.

Essas moedas eram, de início unidades de peso. Tinham a forma de barras irregulares e, para serem utilizadas nas transações, não dispensavam a balança. Muitas das moedas atuais lembram essa particularidade no próprio nome. libra, peso, peseta...

Alguns comerciantes, entretanto para evitar o trabalho de pesagem, começaram gravar nas barras as suas marcas e o peso de cada uma, de tal modo que pudessem ser reconhecidas e recebidas em confiança. Essa origem da moeda Fiduciária, ou dinheiro de confiança, como diz a palavra fiduciária (confiança). As Falsificações no peso marcado levaram as autoridades a fazer a moeda em forma de discos cunhados dos lados e em toda a superfície. A cunhagem da moeda pelo Estada data provavelmente do século VII a.C., mas não se sabe a quem atribuir essa iniciativa. Talvez a Giges, rei da Lídia - grande,reino da Ásia Menor.

Do ouro ao papel

Aos poucos a moeda oficial se expandiu por toda parte e, no século III a.C., era de uso corrente em todo o mundo o civilizado. Mais tarde os primeiros grandes comerciantes - especialmente os grandes ourives da Idade Média - e também os primeiros banqueiros passaram a fornecer um bilhete (ou recibo) às pessoas que depositavam valores e moedas de ouro em seus cofres. Com o tempo, notaram que esses bilhetes circulavam livremente. Quase ninguém retirava o ouro depositado. Surgiram então outros bilhetes que emitidos como promessa de pagamento, pois podiam ser trocados por ouro quando desejasse seu possuidor. A esse recibo conversível se dá o nome de moeda-papel.

Muitos banqueiros, porém, abusando da confiança e raciocinando que não era necessário ter 100% da reserva em ouro passaram a emitir em quantidade, de sorte que os bilhetes não mais ofereciam garantia de conversão em ouro. Essa nota desvalorizada chama-se modernamente de papel-moeda, cuja circulação e aceitação são asseguradas por lei. Possui, pois, um valor legal, sem qualquer direito de conversibilidade em metal.

A teoria econômica distingue, portanto, em resumo, dois tipos de moedas:

1. Moeda metálica

Moedas de ouro ou prata (ou moeda-mercadoria); e moedas divisionárias (ou moedas de troco).

2. Moeda fiduciária

Moeda-papel (ou bilhete de banco), conversível em metal; moeda escritural (ou moeda bancária), constituída por cheques, ordens de pagamentos, títulos de crédito, etc.


O valor da moeda está em relação com a quantidade de bens e serviços que ela pode pagar, uma vez que os valores monetários não são mais medidos pelo padrão-ouro. Eis algumas das moedas do mundo:

Libra esterlina. É a moeda inglesa que, ao contrário das outras, não seguia o sistema decimal até 1970, ano em que passou a ser dividida em cents, ao invés de 20 xelins (shillings) e 12 pence (Plural de penny). Provavelmente, a primeira cunhagem de libras esterlinas remonta ao reinado de Ricardo II, em 1190. A palavra "esterlina" vem de steora ou star (estrela), ou talvez do nome da família Esterlings, habilidosos na cunhagem de ouro.

Dólar. É a moeda norte-americana, de fundamental importância no mercado internacional. Seu nome deriva da palavra alemã taler, moeda mandada cunhar na Boêmia em 1517, com prata da mina de Saint Joachimsthal (vale de São Joaquim), e que de início eram chamadas de Joachimstaler.

Lira. O dinheiro italiano é um dos mais antigos em circulação. Seu nome vem do latim libra, equivalente ao peso de 8 onças (1 onça = 30 g). A primeira cunhagem foi ordenada por Carlos Magno, em 790. Naquela época tinha tanto valor que era possível viver com uma lira por todo um ano. Depois esse valor se foi depreciando enquanto o uso se estendia por toda a Itália. Napoleão Bonaparte lá chegou, no início do século passado decidiu unificar a moeda, pois existiam liras romanas, florentinas, vênetas, etc. Assim, em 1806 surge a primeira lira italiana, com o peso de 5 g de prata.

Franco. Tem mais de 600 anos, pois foi em 1360 que o Rei João II, da França, fez cunhar uma moeda que representava o soberano a cavalo e armado. Foi chamada de franc a cheval, isto é, Franco a cavalo, por causa da inscrição Francorum Rex (Rei dos Francos) que trazia gravada. Existiam também os franc a pied, que representavam o rei a pé.

Rublo. A primeira cunhagem de moedas metálicas na Rússia remonta ao século Xll. Um século depois, foi adotada uma moeda de prata chamada rublo, nome provavelmente derivado da palavra russa rubl (do verbo rubitj, cortar). De fato, o antigo rublo era um pedaço de prata sem cunhagem, que servia para o cálculo do valor das transações. A primeira cunhagem regular do rublo (o chamado rublo-escudo) foi no século XVII.

Marco. O nome da moeda alemã procede da palavra medieval marc, que significa “sinal” (marco ou marca). Inicialmente foi uma unidade de peso, com o valor de 8 onças. Nos fins do século X, o marco surge como moeda nos países da Europa ocidental, especialmente na Inglaterra. Na Alemanha, fala-se dele pela primeira vez num documento de 1088-1092, mas é muito provável que tenha sido adotado antes disso. A partir do século XIII, o dinheiro de ouro ou prata mais usado nos reinos germânicos foi o marco de Colônia ou marco imperial.

Zloty. Este é o nome da moeda polonesa. É único que faz referência ao ouro. Pois a palavra significa literalmente dourado.

Peça metálica (ouro, prata. cobre e. atualmente. metais de pouco valor) cunhada pela autoridade monetária de um país. cujo valor (seja intrínseco ou convencionado) serve como medida para fixar o preço dos bens e como meio de pagamento nos intercâmbios comerciais.

História

As primeiras transações consistiam no intercâmbio de produtos (troca). posteriormente apareceu uma unidade-medida de valor. Essa moeda não-metálica mudou segundo os povos: grãos, cabeças de gado, sal, etc. A possibilidade de deterioração fez com que se realizassem equivalências em peças metálicas (ouro, prata. bronze. cobre), que se tornaram a nova unidade-medida de valor. O valor provinha de seu peso e não de sua pureza nem forma. Mais tarde imprimiu-se nos metais uma marca ou selo que garantia seu peso e valor; foi o nascimento da moeda, Ao que parece, teve lugar nas colônias gregas das ilhas Jônica Ásia Menor aproximadamente no século VII a.C e propagou-se por todo o âmbito grego o padrão monetário do dracma. Cada cidade tinha seu próprio sistema monetário. Nos territórios asiáticos, o padrão monetário era o siclo. Na Sicília e no sul da Itália era o nomos em unidade superior e a onça a unidade inferior. Na Itália central utilizouse como padrão a libra romana (327 g).

Durante o Império romano. as moedas mas correntes foram e o aureus e o quinária de ouro, o denárìo e o quinário de prata e sestércio de cobre. O imperador Constantino reformo o sistema monetário e emitiu o solidus (soldo). O sistema monetário romano se estendeu no Império Bizantino e aos povos germânicos. No tempo dos carolingios se centralizou a cunhagem e foram abolidas as emissões em ouro no século X outorgo-se ás casas feudais o privilégio da cunhagem, o que desequilibrou o mercado monetário. A reativação comercial do século XIII promove a necessidade de criar moeda solventes. Assim, Florença emitiu o florim de ouro, e Veneza o ducado de ouro. Nos principados alemães se estendeu o tálero. No final do século XV e no século XVI cunharam-se as primeiras moedas de cobre. Mas o ouro não substituiu a prata como metal monetário até o século XIX. Em 1816. a Inglaterra introduziu a moeda de ouro, e seu exemplo foi seguido pela maioria dos Estados. Mas durante a Primeira Guerra Mundial, quase todas as nações participantes tiveram de abandonar o câmbio em ouro A moeda metálica em ouro e prata foi substituída por papel moeda depois da Segunda Guerra Mundial tiveram as tentativas a partir do acordo de Brentton Woods, de conseguir a livre conversibilidade das diferentes moedas. Mediante um sistema de valorização e desvalorização manteve-se a relação das diferentes moedas com o dólar norte-americano, que nos países ocidentais tomou a posição de moeda base substituiu o padrão-ouro.

Cunhagem da moeda

Até fins da Idade média. as moedas eram cunhadas a mão, com um troquel gravado. A cunhagem fazia-se dando uma ou mais marteladas sobre o anverso. As primeiras máquinas de cunhagem foram introduzidas no século XV. A partir do século XVII! passou-se a trabalhar também o canto da moeda, para evitar que fosse recortada.

Fonte: www.jcpaes.hpg.ig.com.br

História da Moeda no Brasil

Origem e Evolução do Dinheiro

Escambo

A moeda, como hoje a conhecemos, é o resultado de uma longa evolução.

No início não havia moeda. Praticava-se o escambo, simples troca de mercadoria por mercadoria, sem equivalência de valor.

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Assim, quem pescasse mais peixe do que o necessário para si e seu grupo trocava este excesso com o de outra pessoa que, por exemplo, tivesse plantado e colhido mais milho do que fosse precisar. Esta elementar forma de comércio foi dominante no início da civilização, podendo ser encontrada, ainda hoje, entre povos de economia primitiva, em regiões onde, pelo difícil acesso, há escassez de meio circulante, e até em situações especiais, em que as pessoas envolvidas efetuam permuta de objetos sem a preocupação de sua equivalência de valor. Este é o caso, por exemplo, da criança que troca com o colega um brinquedo caro por outro de menor valor, que deseja muito.

As mercadorias utilizadas para escambo geralmente se apresentam em estado natural, variando conforme as condições de meio ambiente e as atividades desenvolvidas pelo grupo, correspondendo a necessidades fundamentais de seus membros. Nesta forma de troca, no entanto, ocorrem dificuldades, por não haver uma medida comum de valor entre os elementos a serem permutados.

Moeda-Mercadoria

Algumas mercadorias, pela sua utilidade, passaram a ser mais procuradas do que outras.

Aceitas por todos, assumiram a função de moeda, circulando como elemento trocado por outros produtos e servindo para avaliar-lhes o valor. Eram as moedas–mercadorias.

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O gado, principalmente o bovino, foi dos mais utilizados; apresentava vantagens de locomoção própria, reprodução e prestação de serviços, embora ocorresse o risco de doenças e da morte.

O sal foi outra moeda–mercadoria; de difícil obtenção, principalmente no interior dos continentes, era muito utilizado na conservação de alimentos. Ambas deixaram marca de sua função como instrumento de troca em nosso vocabulário, pois, até hoje, empregamos palavras como pecúnia (dinheiro) e pecúlio (dinheiro acumulado) derivadas da palavra latina pecus (gado). A palavra capital (patrimônio) vem do latim capita (cabeça). Da mesma forma, a palavra salário (remuneração, normalmente em dinheiro, devida pelo empregador em face do serviço do empregado) tem como origem a utilização do sal, em Roma, para o pagamento de serviços prestados.

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No Brasil, entre outras, circularam o cauri – trazido pelo escravo africano –, o pau-brasil, o açúcar, o cacau, o tabaco e o pano, trocado no Maranhão, no século XVII, devido à quase inexistência de numerário, sendo comercializado sob a forma de novelos, meadas e tecidos.

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Com o passar do tempo, as mercadorias se tornaram inconvenientes às transações comerciais, devido à oscilação de seu valor, pelo fato de não serem fracionáveis e por serem facilmente perecíveis, não permitindo o acúmulo de riquezas.

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Metal

Quando o homem descobriu o metal, logo passou a utilizá-lo para fabricar seus utensílios e armas anteriormente feitos de pedra.

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Por apresentar vantagens como a possibilidade de entesouramento, divisibilidade, raridade, facilidade de transporte e beleza, o metal se elegeu como principal padrão de valor. Era trocado sob as formas mais diversas. A princípio, em seu estado natural, depois sob a forma de barras e, ainda, sob a forma de objetos, como anéis, braceletes etc.

O metal comercializado dessa forma exigia aferição de peso e avaliação de seu grau de pureza a cada troca. Mais tarde, ganhou forma definida e peso determinado, recebendo marca indicativa de valor, que também apontava o responsável pela sua emissão. Essa medida agilizou as transações, dispensando a pesagem e permitindo a imediata identificação da quantidade de metal oferecida para troca.

Moeda em Formato de Objetos

Os utensílios de metal passaram a ser mercadorias muito apreciadas.

História da Moeda no Brasil

Como sua produção exigia, além do domínio das técnicas de fundição, o conhecimento dos locais onde o metal poderia ser encontrado, essa tarefa, naturalmente, não estava ao alcance de todos.

A valorização, cada vez maior, destes instrumentos levou à sua utilização como moeda e ao aparecimento de réplicas de objetos metálicos, em pequenas dimensões, que circulavam como dinheiro.

É o caso das moedas faca e chave que eram encontradas no Oriente e do talento, moeda de cobre ou bronze, com o formato de pele de animal, que circulou na Grécia e em Chipre.

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