Facebook do Portal São Francisco
Google+
+ circle
Home  História da Música - Página 14  Voltar

História da Música

SUA OBRA

Praticamente toda a obra de Scarlatti composta na Itália se perdeu, restando apenas alguns libretos de ópera e fragmentos de partituras. Sua produção portuguesa se perdeu no célebre terremoto de primeiro de novembro de 1755, em Lisboa.

De modo igual, das cerca de 555 sonatas para cravo - a parte principal da obra de Domenico - não sobrou nenhum manuscrito autógrafo; somente cópias feitas na época pôr outros músicos.

Scarlatti criou uma das mais originais obras do século XVIII e uma das mais importantes da literatura para teclado. Virtuose sem rival - pela técnica e brilho que extraía do cravo - libertou o instrumento das limitações. Introduzindo saltos e harpejos extensíssimos, notas de passagem dupla, cruzamento de mãos e rápidas repetições de notas, Scarlatti fez avançar a técnica do teclado a tal modo que, um século depois - com Chopin e Liszt - surgiriam inovações de grande importância.

As sonatas compostas em sua sua "fase virtuosística"contém dificuldades somente superadas com muita maestria técnica. Embora o autor tenha prometido compor peças de fácil interpretação, estas sonatas estão cheias de acrobacias...o seu gosto pôr estas proezas acrobática decorria tanto de seu amor ao instrumento e de sua alegria em tocá-lo, quanto uma nítida tendência exibicionista. É tal sua ânsia neste sentido que, parece que todo o corpo do intérprete é chamado a participar. Os mais fantásticos cruzamentos de mãos são encontrados nestas sonatas.

O Scarlatti da maturidade é encontrado a partir de 1752. O compositor mostra-se mais lírico e , até certo ponto, introvertido. Suas peças são temperadas com uma certa doçura e refinamento, e muitas delas são em movimentos mais lentos.

GEORG PHILIPP TELEMANN

George Philipp Telemann nasceu em Magdeburgo, a 14 de março de 1681, e foi batizado a 17 do mesmo mês. De formação autodidata como instrumentista e compositor, o jovem teve que lutar para seguir sua carreira de músico, já que sua família se opunha decididamente. Seu pai, Heinrich Telemann, foi diácono e vinha de uma família que, por várias gerações, formara pastores protestantes.

A tradição de sua família obrigava-o a receber uma formação universitária. Telemann foi bom aluno no colégio e, ainda adolescente, era capaz de escrever versos em alemão, latim e francês. A partir dos 10 anos tocava com perfeição flauta, violino e outros instrumentros, mas não conhecia teoria musical. Seu único período de aprendizagem musical coincidiu com os anos em que freqüentou o liceu, onde estudou com Benedict Christiani, compositor de música sacra.

Em 1701, a fim de agradar a família, iniciou os estudos de Direito na Universidade de Leipzig, abandonando-os pouco depois.

Meses depois de ter se instalado em Leipzig fundou um Collegium Musicum formado por quarenta estudantes. Esta instituição, conhecida pelo nome de Colegium Telemanniano, passou a ser dirigida, a partir de 1729, por Johann Sebastian Bach.

Em 1704 foi nomeado organista e mestre de capela da Neue Kirche ou igreja Nova de Leipzig, a capela universitária. Em 1705 entrou para o serviço da corte do conde Erdmann von Promnitz, que residia em Sorau. Telemann escreveu cerca de duzentas aberturas francesas para a capela musical da corte. De Sorau mudou-se, acompanhando a corte, para Pless, Alta Silésia e Cracóvia, onde conheceu a música popular polonesa.

No ano de 1706 regressa à Alemanha, mudando-se para a cidade de Eisenach, o centro da música alemã e foi nomeado diretor de concertos e mestre-de-capela pelo duque Johann Wilhelm. Telemann escreveu um grande número de cantatas profanas e obras instrumentais, em especial sonatas a trio, iniciando também a composição de cantatas religiosas.

Em 1712, o compositor trocou o serviço da corte por outras funções artísticas em Frankfurt am Main.

Foi contratado para dirigir a música em duas igrejas: a de Barfüsser e a de Santa Catarina. Como secretário da Sociedade Frauenstein, reorganizou o Collegium Musicum de acordo com suas idéias e, no ano seguinte, apresentou numerosas peças instrumentais.

Apesar da magnífica posição que tinha em Frankfurt, Telemann mudou-se para Hamburgo em 1715, mas continuou a enviar para Frankfurt suas obras religiosas até 1757. Segundo a tradição de Hamburgo, o compositor era obrigado a compor todos os anos uma paixão e peças para as datas cívicas e religiosas. Em 1722 começou a dirigir a Ópera de Hamburgo, que estava em crise, e conseguiu animar a vida musical desta cidade, permitindo o acesso de todos os cidadãos ( e não apenas os nobres) aos concertos, mediante o pagamento de uma entrada.

Em 1737 deslocou-se a Paris, onde morou por oito meses, o que representou sua consagração internacional. A partir de 1740, a sua atividade como compositor diminuiu. Morreu em Hamburgo, no dia 25 de junho de 1767, aos 86 anos de idade.

É autor de 40 óperas, 12 séries de cantatas para todos os domingos e festas do ano, 46 paixões, 600 aberturas à francesa, inúmeros oratórios, obras incidentais e música de câmara.

HENRY PURCELL

(Londres, Inglaterra 1659 - Londres 1695)

Henry Purcell nasceu em um dia indeterminado no ano de 1659, no seio de uma família de músicos. Seu pai, também Henry, foi cantor e professor da abadia de Westminster; seu tio, Thomas, foi músico da corte do rei Carlos II.

Logo muito novo, Purcell entrou para o coro da Capela Real, onde começou a estudar composição.

Em 1673 foi nomeado conservador dos instrumentos da corte, cargo não remunerado, mas que o ajudou a obter trabalho como copista, afinador e reparador de órgãos.

Em 1679, tornou-se um dos organistas da Abadia de Westminster, sucedendo o famoso John Blow. Em 1680, escreveu uma série de fantasias para cordas, uma canção de boas-vindas a Carlos II (Welcome, viceregent of my mighty King) e a música para a tragédia de Nathaniel Lee (Theodosius or The Force of Love).

Em 1681, Purcell casou-se e, no ano seguinte foi nomeado organista da Capela Real. A partir deste ano revelou-se um compositor muito requisitado.

O ano de 1683 foi muito importante para Purcell: sua primeira série de sonatas a trio foi publicada e o compositor foi nomeado para o cargo de construtor dos órgãos reais.

No ano de 1689 escreveu sua única ópera autêntica, Dido e Enéias, representada no Josias Priest's, um colégio de meninas em Chelsea. A partir de 1690, Purcell compôs regularmente obras cênicas com importantes episódios musicais à maneira das mascaradas.

As mais importantes são: Diocleciano (1690), O Rei Artur (1691), A Rainha das Fadas (1692) e A Rainha Indiana (1695). Purcell escreveu, durante estes anos, música de acompanhamento para peças teatrais.

Paralelamente ao teatro, o compositor jamais abandonou os outros estilos de composição. Escreveu canções e música sacra, não só para a Capela Real, mas para as datas festivas, como a celebração anual do dia de Santa Cecília (Te Deum and Jubilate, em ré maior - 1694) e a magnífia música fúnebre para a rainha Ana (1695).

Purcell morreu em Londres em 21 de novembro de 1695, no auge da fama e foi enterrado na Abadia de Westminster, perto da galeria do órgão.

É autor de vastíssima obra religiosa, peças de circunstância, coro, hinos, óperas e música de cena.

Compôs também odes e cantatas dedicadas aos reis Carlos II e Jaime II, bem como à rainha Maria: Sound the Trumpet (1687); odes à Santa Cecília; música instrumental (Musick's Hand Maid; para cravo, As Lições; para órgão, Voluntaries; para cordas, Fantasias; sonatas a três e quatro partes).

JEAN-PHILIPPE RAMEAU

Jean-Philippe Rameau nasceu em Dijon, no dia 25 de setembro de 1683. Os estudos musicais foram feitos com o seu pai, Jean, organista de Dijon. Estudou até os 16 anos no colégio jesuíta, onde adquiriu seus conhecimentos gerais.

Até os quarenta anos vive uma vida relativamente itinerante: aos 19 anos viaja para a Itália, onde passa a integrar, como violinista, uma trupe de músicos italianos.

Exerceu a atividade de organista em muitas cidades francesas: Avignon, Clermont, Paris, Dijon e Lyon. Os resultados de um conhecimento tecladístico pleno estarão fixados na produção para cravo, iniciada em 1706 e estendendo-se até 1747.

Em 1715, quando era organista da catedral de Clermont, redigiu o seu Tratado de Harmonia reduzida a seus principios naturais (1722).

Fixou-se em Paris e ali escreveu escreveu uma segunda coletânea, Peças para Cravo com um Método (1724), e as Novas suítes para peças para cravo (1728).

Estreou como compositor de óperas em 1733 com Hippolyte et Aricie, à qual se sucederam Les indes galantes (1735), Castor et Pollux (1737), Les fêtes d'Hébé (1739), Dardanus (1739), Platée (1745), Zaïs (1748), Pygmalion (1748) e Zoroastre (1749).

Durante seus últimos dez anos, trabalhou em suas obras teóricas e compôs mais duas óperas, Les paladins (1760) e Les boréades.

Rameau foi um dos grandes compositores de sua época e elevou a ópera francesa ao seu mais alto nível. Em suas obras teóricas, racionalizou a harmonia.

JOSÉ ANTÔNIO CARLOS DE SEIXA

Organista, cravista e compositor português. Nasceu no dia 11 de junho de 1704, em Coimbra e faleceu precocemente, aos 38 anos, em Lisboa, no dia 25 de agosto de 1742. Seu pai, Francisco Vaz, organista da Catedral de Coimbra, foi seu primeiro professor.

Ocupou o posto de organista por dois anos, após a morte de seu pai e, graças ao seu talento e grande desenvolvimento musical, ocupou o cargo de organista na Catedral de Lisboa. Carlos Seixas estava com apenas 16 anos.

Em Lisboa tornou-se amigo de Domenico Scarllatti , Mestre de Capela Real, que considerava Carlos Seixas o melhor professor de cravo já visto. Alguns anos depois, o jovem compositor foi nomeado Vice Mestre de Capela Real.

Sua obra é composta, em grande parte, de peças para instrumentos de teclado, chamadas de tocatas ou sonatas. É autor de cerca de 700 tocatas para cravo, das quais somente 105 chegaram até nossos dias. Deixou ainda minuetos e fugas para órgão, clavicórdio e cravo, um concerto para cravo e acompanhamento de cordas, duas aberturas para orquestra e algumas obras religiosas. É considerado o maior compositor português de música para instrumento de teclado.

Música clássica

O termo ‘Clássico’, em música, é empregado em dois sentidos diferentes.

As pessoas, as vezes, usam a expressão ‘música clássica’ considerando toda a música dividida em duas grandes partes: ‘clássica’ e ‘popular’.

Para o musicólogo, entretanto, ‘Música Clássica’ tem sentido especial e preciso: é a música composta entre 1750 e 1810, que inclui a música de Haydn e Mozart, bem como as composições iniciais de Beethoven.

A serviço da alta nobreza, o músico não passava de um criado que, depois de fornecer música para fundo de jantares e conversas, ia jantar na cozinha com os demais empregados da casa. Para agradar seus patrões, precisava seguir as tradições musicais. Em sua obra respeitava e refletia as emoções da corte. A imaginação criadora não seria bem vinda se representasse a quebra das estruturas tradicionais. Haydn aceitou esse trato e cumpriu suas obrigações. Mozart não aceitou estes limites e pagou um preço alto pela obstinação em se manter fiel à seus princípios. As cortes o relegaram ao esquecimento e o deixaram morrer como um mendigo. Beethoven foi o primeiro a decidir que não devia obrigações a ninguém e exigiu ser respeitado como artista. Nascia, com Beethoven, o pensamento romântico.

voltar 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32avançar
Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal