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Humor na Televisão

Sônia Mamede

Humor na Televisão

Estreou na Rede Globo em 1963 em "Oh! Que Delícia de Show", como a burra Ofélia, mulher de Fernandinho (Lúcio Mauro). Outra personagem famosa foi Terta, a mulher de Pantaleão que era obrigada a confirmar as mentiras do marido em Chico City.

Tião Macalé (Augusto Temóstocles da Silva Costa)

Humor na Televisão

Notabilizou-se como o "Nojento", no programa Balança Mas Não Cai. Outro frase sua que ficou famosa foi: "Ô, crioula difícil!". Gravou a música "Melô do Ricardão" e foi eleito "muso" do verão de 1990.

Lilico

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"Tempo bom não volta mais, saudades do tempo de paz." Fez sucesso acompanhado acompanhado de seu bumbo.

Carlos Leite

No programa Balança Mais Não Cai, fazia um gay que vivia seduzindo o machão Zé Trindade. Trabalhou, ainda, como bailarino na abertura do Faça Humor Não Faça Guerra.

Paulo Gracindo

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Seu personagem Primo Rico fez história juntamente com o Primo Pobre vivido por Brandão Filho.

Brandão Filho

Veterano cômico, célebre como Primo Pobre, um de seus bordões mais famosos era "mata o velho, mata".

Costinha (Lírio Mário da Costa)

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Seu último trabalho foi na Escolinha do Professor Raimundo da TV Globo, em que fazia o personagem Mazarito, (em homenagem aos comediantes Mazzaropi e Oscarito). Participou ainda dos programas Balança Mas Não Cai e O Planeta dos Homens, entre outros.

Nádia Maria (Leda Soares Gomes)

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Zélia Caridosa de Mello, uma paródia da ex-ministra Zélia Cardoso de Mello, foi um de seus personagens mais famosos na Escolinha do Professor Raimundo. Participou de vários programas e tinha uma gargalhada característica.

Grande Otelo

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Surgiu no quadro musical Samba de Branco, do programa Time Square, baseado no Café Bola Branca, uma espécie de bar em que todos os personagens se pintavam de preto. Fez muitos filmes de sucesso e programas de TV.

Mussum e Zacarias

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Os eternos trapalhões. Sucesso na TV Tupi e posteriormente na TV Globo, sempre ao lado de Renato Aragão e Dedé Santana.

Renato Côrte-Real

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Na TV Globo, trabalhou nos programas Faça Humor Não Faça Guerra e Satiricom. No primeiro, contracenava com Jô Soares no quadro Lelé & Dacuca, dois pirados vestidos de Napoleão cavalgando cavalinhos de pau e soltando frases malucas. Criou e representou os personagens Sigismundo Fraude, o analista louco, e o faxineiro Humirde.

Zezé Macedo

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Consagrou-se em papéis de mulheres feias, como Biscoito e Dona Bela.

Rony Cócegas

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Seu personagem mais famoso foi Galeão Cumbica, da Escolinha do Professor Raimundo.

Fonte: www.microfone.jor.brs

Humor na Televisão

Introdução

Mergulhando um pouco mais a fundo no tema “humor na TV”, vemos que fazer rir é um trabalho sério, influencia pessoas, rodas de conversas e que traz benefícios mil para a da saúde população. Quem não gosta de dar uma boa risada? Até nosso sistema imunológico agradece o sorriso que nasce na boca e faz bem ao coração.

Percebemos que o povo brasileiro é particularmente diferente do americano, e por isso acabou desenvolvendo um humorismo televisivo totalmente distinto, que foge do formato “Sitcom”, mesmo esse tendo ainda alguns méritos honrosos, como é o caso da “Grande Família”.

Além de reconhecer a importância de quem conta a piada na frente da televisão, fomos atrás de quem as escrevia e até descobrir que muitos bordões que ficaram eternizados nasceram de uma mesma mente criativa, como é o caso de Max Nunes, com suas duas décadas dedicadas ao trabalho de fazer rir, criador de um dos esquetes mais hilários da história da TV, “O Primo Rico e o Primo Pobre”. Em determinada hora precisamos ser “convidados” a nos retirar da sala de leitura da biblioteca do Centro Cultural Banco do Brasil, por pura incapacidade de conter o riso.

Citando o quadro do porteiro Severino do “Zorra Total”, que tem sua função básica de conferir “cara – crachá, cara – crachá”, por diversas vezes Severino cisma que a foto no crachá do diretor é a de vossa excelência Max Nunes, uma homenagem mais do que merecida a um dos roteiristas de “Viva o Gordo”.

Mas o destino de quem escreve nem sempre é o de ficar por trás das câmeras, o pessoal do Casseta e Planeta por exemplo, eles eram “figuras” demais para ficar apenas no cargo de mentor intelectual da gozação. Foram mais de vinte anos assinando sucessos como “TV Pirata” e “Doris para Maiores”, até que eles arriscaram um vôo mais alto, um dos programas humorísticos mais originais da TV brasileira.

Foram semanas que deram margem à boas recordações, durante a preparação deste trabalho, memórias hilárias recentes ou nem tanto, fomos aprendendo a classificar diferentes tipos de humor, critérios que serviram também para dividir o trabalho em: as origens do humor brasileiro para TV, Sitcom, Humor “jornalístico”, humor “cultural”, e termos técnicos. Dessa forma pretendemos esclarecer o assunto e descobrir os rumos que humor nacional para televisão tomou para chegar ao estágio em que nos encontramos.

ORIGENS DO HUMOR BRASILEIRO PARA TV

Antes da primeira transmissão de TV, o Brasil vivia ardentemente a era de ouro do Rádio. A população tinha o hábito de acompanhar programas humorísticos, gravados ao vivo nos estúdios de rádio, contando com grandes talentos, atores que fizeram história na televisão brasileira como Mazzaropi, Walter Forster, Lima Duarte, Hebe Camargo e Lolita Rodrigues.

Já no primeiro dia de TV, o humor teve seu espaço garantido. Era a “Escolinha do Ciccilo” estreando na TV TUPI em 1950 para tentar repetir na telinha o imenso sucesso que o programa fazia no rádio. O aparelho televisor ainda era um artigo de luxo e as transmissões feitas ao vivo, já que ainda não havia o recurso do Vídeo Tape.

SITCOM, uma abreviação da expressão americana Situation Comedy (Comédia da Situação), uma nova história é contada a cada episódio, envolvendo um núcleo fixo

HUMOR

Podemos defini-lo como qualquer mensagem expressa por atos, palavras,escritos, imagens ou músicas- cuja intenção é a de provocar o riso ou o sorriso.No sentido estrito, a noção de humor é relativamente nova.

Em seu significado moderno, foi pela primeira vez registrada na Inglaterra em1682, já que antes disso, significava disposição mental ou temperamento.Pesquisas médicas já comprovaram que, quando uma pessoa ri, todo o organismo ri também. Assim, o que era apenas uma crendice popular teve sua comprovação científica: quem ri, adoece menos. Até o sistema imunológico e respiratório se fortalecem, depois de umas boas gargalhadas.

SITCOM"

Abreviação do inglês Situation Comedy (comédia de situação).Gênero de seriado humorístico, originalmente característico da televisão Norte-Americana, apresentando geralmente em episódios com duração de 25 a 50 minutos, produzidos em filme ou VT. Difere da telenovela, pois os episódios são quase sempre histórias completas, que têm em comum os personagens".

(Dicionário de comunicação) No Sitcom uma nova história é contada a cada episódio, envolvendo um núcleo fixo de personagens em um ambiente em comum. Ex: A grande Família, Meu cunhado, Os Aspones, Zorra Total...

A GRANDE FAMÍLIA

É um bom exemplo para se demonstrar esse esquema de programação, inspirada pela série Norte-Americana produzida pela rede CBS a partir de 1971, os roteiristas Max Nunes e Marcos Freire desenvolveram um projeto para substituir o programa humorístico "Uau" já existente na Rede Globo, por esse "A Grande família", que entrou ao ar no ano seguinte, ainda sem ouriçar o público. Cada dia que o programa vai ao ar ele traz um tema diferente, no decorrer do mesmo esse tema é desenvolvido e concluído, não há um segmento da história.

INFLUÊNCIA DO HUMOR TELEVISIVO

O humor na TV tem ganhado cada vez mais força e voz nos domicílios do nosso país. Milhares de brasileiros já criaram o hábito de se reunirem com suas famílias a fim de assistir variados programas de humor que hoje em dia as emissoras de TV oferecem, algumas até gratuitamente.

Muitos desses programas abordam temas cotidianos e fazem críticas a muitos hábitos da sociedade, as pessoas muitas vezes estão rindo de suas próprias situações de vida ou até mesmo de um desarranjo político-econômico que os aflige diariamente.

É interessante como o humor consegue transmitir pontos de vistas críticos de uma grande massa, estereotipando de forma cômica as tristezas e as vergonhas de nossa sociedade.

Essa mesma massa é contaminada de maneira divertida pelos bordões lançados, ou até mesmo por algum cacoete do personagem humorístico encenado na TV.Grande exemplo disso é Sitcom "Zorra Total", que abrange todo tipo de humor, do mais popular ao mais sofisticado. Estreou em 1999, e logo voltou a investir de forma clássica em bordões, escalando veteranos e revelando novos comediantes.

BORDÕES HUMORÍSTICOS QUE CAIRAM NA BOCA DO POVO:* "Onde foi que eu errei?" (Maurição, sobre seu filho gay Alfredinho)* "Pergunta idiota, tolerância zero!" (Impaciente Saraiva)* "Olha a faca! Mexe com quem ta quieto!" (Patrick)* "Vem cá, te conheço?" (Laura)* "Isso póde!" (Dra. Lorca)* "Tô pagando!" (Lady Kate)

A comédia cultural

Os programas de televisão usam assuntos que promovem um fértil intercâmbio entre as regiões e os agentes da cultura, fomentando as trocas culturais e conscientizando a população acerca de seus valores artísticos e de seu inesgotável patrimônio cultural.

Documentar a memória , criando laços entre as diversas gerações e preservando as raízes da cultura, contribuindo para que se mantenham vivas as tradições populares.

Os sitcoms que é aquela em que geram situações para daí se tirar a comédia, geralmente em formato de seriado. Ex: Sai de Baixo, Grande Família, etc. Na ficção seriada, tanto nas séries e sitcoms, quanto na telenovela, há um comprometimento do espectador já que elas são apresentadas em capítulos, impondo certo acompanhamento da história apresentada.

E, a partir do momento que há comprometimento, há envolvimento. Dos anos 70 para cá, as tecnologias avançaram, mas no cenário cultural brasileiro, produzir este tipo de programa ainda não é uma prática. Dentro da ficção seriada, a telenovela é a preferência nacional e detentora de todas as atenções nas grandes redes de televisão, nos lares da maioria dos brasileiros e nas produções científicas.

A cultura seriada norte-americana tomou força no Brasil com o advento da televisão a cabo. Entretanto,pode ter sido a televisão aberta – através, principalmente, da Rede Globo - que deu visibilidade para as séries televisivas norte-americanas a partir dos anos 80 e construiu uma cultura de assisti-las no Brasil.

Sob o título de Sessão Aventura, as séries norte-americanas foram formalmente apresentadas ao público brasileiro semanalmente, de segunda a sexta-feira, às 16h20, dentro da programação da emissora.

Cada dia da semana uma delas era apresentada, tendo sua continuidade na semana seguinte. Fizeram parte desta faixa Magnum, As Panteras, A Ilha da Fantasia, Anjos da Lei, Profissão Perigo, Duro na Queda, entre outros.

Desde então a Rede Globo mantém ao menos uma série norte-americana em sua programação durante o ano. Em 2006 apresentou Lost, tendo anteriormente exibido 24Horas, ambos sucesso de público em seus países de origem.

No momento em que se assiste no Brasil uma série como Lost, apesar do prazer envolvido e da realidade ou não que se possa experimentar ali,estamos assimilando situações e costumes naturais a um outro contexto. Este fato, independentemente de nossa posição em relação ao texto do programa, gera uma desconexão cultural, um conflito entre culturas.

Para deixar mais transparente esta disparidade, utilizaremos como exemplo uma das produções consideradas pela Revista Veja de maior popularidade nos Estados Unidos, CSI: Crime Scene Investigation.

Neste, temos uma equipe de cientistas forenses que desvendam mortes e complicados casos policiais em Las Vegas através de perícia criminal. Apesar da popularidade no Brasil, CSI pode ser considerado um produto televisivo totalmente desconectado de nossa cultura. No mínimo três motivos apontam para isso.

O primeiro deles é a condição financeira do país: se os recursos para saúde e segurança pública já são escassos, o que dizer então aos destinados à pesquisa científica – base para as descobertas ali representadas? Outro é a disparidade entre as estruturas públicas dos EUA e Brasil: a estrutura de qualquer órgão público, como o IML – bastante visualizado na série -, é precária em qualquer cidade do país e está muito longe de chegar à organização demonstrada no produto televisivo.

Por último, a justiça: no Brasil,esta é lenta e carece também de recursos que façam o sistema penitenciário funcionar agilmente, diferentemente da realidade americana. Sendo assim, a inserção de sitcoms e séries televisivas na grade de programação nacional confronta diferenças e expõe desigualdades.

As séries televisivas são um mercado em expansão mundial. É chegada a hora de o Brasil dar importância para a produção nacional e investir de forma mais marcante neste mercado que até então esteve jogado a um segundo plano. O êxito da telenovela brasileira fez com que esta fosse internacionalizada , uniformizou o formato televisivo e apagou a identidade plural que nela antes transparecia. Este não deve ser seu propósito.

Embora este número não represente a rodução brasileira, a verdade é que dentro da televisão ainda não há espaço para a experimentação e para nossa própria diversidade cultural .

As produções seriadas brasileiras em vigor são sitcoms, programas com teor leve e humorístico, que privilegiam estereótipos da classe popular: a dona de casa, a faxineira, o funcionário público, a mecânica, as donas de bar, entre outros. Seriados como Mulher, A Justiceira - e o próprio Cidade dos Homens -, da Rede Globo que, mais do que somente estereotipar, tematizaram , entre questões, a condição da mulher na sociedade, a lentidão da justiça, a vida na favela, são preteridos.

Os programas humorísticos tem liberdade de abordar assuntos como preconceitos, estigmas, estereótipos e discriminação. A idéia de homossexualidade é associada à doença, desvio, pecado, à perspectiva de marginalidade e crime.

A piada pode ser considerada uma expressão cultural legítima e inocente, desde que não atinja ninguém e não incite ao ódio e à violência como no programa do Tom Cavalcante onde brincam com o famoso “Bofe de elite”– critérios esses que, não estão sendo respeitados pelos programas nominalmente citados.

O retrato satirizado da realidade brasileira deve tratar de temas polêmicos, mas não pode reproduzir posturas opressoras e discriminatórias. A televisão tem papel educativo. Como ela é uma concessão pública, outorgada pelo governo, ela deve veicular conteúdo educativo sempre.

A tv Globo por exemplo reflete sua preocupação com seu papel social inserindo em seus programas mensagens que visam levar ao público toda a difícil realidade brasileira para que, juntos, possamos construir um país melhor.

Nos programas como a grande família que incorpora à realidade atual, e outros personagens foram incorporados à história, que deixou de focar apenas na família e passou a tratar de assuntos atuais onde a cada semana ocorre um fato novo, onde o programa sai de baixo que se tratava de uma família também abordava outros temas não só aquele cotidiano familiar , abordavam temas culturais e polêmicos .

Bibliografia:

Dicionário de comunicação
Uma história cultural de humor, Jam Bremes e Herman Roodenburg, Ed.Record, RJ, 2000.
Almanaque da Tv, Bia Braune e Rixa, Ed. Ediouro,2007.
Rede Globo 30 anos: Uma história ilustrada- São Paulo: Globo,1996.

Fonte:sites.google.com

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