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Televisão Digital

Especidicações do Padrão Brasileiro de TV digital

O Sistema de TV digital Terrestre Brasileiro está sendo definido, com base no padrão ISDB-T japonês e terá como base as seguintes características:

Transmissão Padrão japonês ISDB-T
Áudio Dolby 5.1, equivalente aos melhores filmes em DVD
Resolução
de Vídeo
HDTV: 1080i (linhas entrelaçadas) e 720p (linhas progressivas) para qualidade de alta definição.
SDTV: 480p (linhas progressivas) para qualidade padrão, equivalentes aos DVD's atuais,
Compressão
Vídeo
O padrão japonês adotou o MPEG-2, mas o padrão brasileiro pretende adotar o MPEG 4, que permite transmitir no mesmo canal um programa com qualidade de alta definição (HDTV), informações de interatividade e programas adicionais com qualidade de definição padrão (SDTV).

Dentre as características apresentadas, vale observar que as resoluções de vídeo definidas já levam em consideração as características de apresentação de imagens detalhadas a seguir.

Técnicas de apresentação de imagens

Linha entrelaçadas (do inglês: interlaced): técnica de apresentação de imagens mais antiga, onde são apresentados 2 campos (quadros parciais) sucessivos, o primeiro com as linhas pares e o segundo com as linha limpares, para compor 1 quadro do sinal de vídeo recebido. Como o sinal de TV convencional apresenta 30 quadros por segundo, são necessários 60 campos por segundo para compor as imagens finais. Esta técnica apresenta alguns problemas de qualidade de imagem que se refletem principalmente em imagens de movimento ou com objetos muito pequenos.

Linhas progressivas (do inglês: progressive scan): técnica de apresentação de imagens mais moderna, que faz uso de circuitos mais complexos que melhoram a qualidade das imagens, tanto nas cenas em movimento, como em cenas com objetos muito pequenos, e que tem sido adotada nos equipamentos de apresentação de imagens, tais como televisores ou aparelhos de DVD, e também nos equipamentos de captação de imagens, tais como câmeras amadoras e profissionais.

Devido ao uso da técnica de apresentação de imagens por linhas progressivas, mesmo equipamentos com resolução menor podem ter qualidade igual a equipamentos com melhor resolução que adotam a técnica de linhas entrelaçadas.

Tipos de Receptores de TV

Os tipos principais de TVs existentes atualmente são:

Tubo de Raios Catódicos (CRT)

Usado tanto em computadores como em televisores, são os dispositivos mais antigos, embora tenham evoluído bastante. Sua resolução é medida em número de linhas, e apresentam 480 linhas por quadro, para compatibilidade com os sinal de TV analógica atual.

Possuem resolução compatível com a definição padrão (SDTV), têm brilho, contraste e tempo de apresentação de boa qualidade, mas podem apresentar, no máximo, 480p linhas, se o televisor tiver um circuito progressive scan incorporado.

Apresentam consumo médio de energia e tamanho grande principalmente em telas maiores, fazendo com que os seus gabinetes ocupem bastante espaço devido a profundidade do CRT.

LCD (Liquid Cristal Display)

Adotado inicialmente para computadores, seu uso tem sido difundido para televisores digitais, que normalmente já possuem incorporados também os circuitos progressive scan.

Esses dispositivos podem ter as seguintes resoluções: [480x240] para definição padrão 480i, [640x480, 800x600, 1024x768, 1024x1024] para definição padrão melhorada 480p, [1280x720, 1280x768, 1280x1024, 1366x768, 1440x900] para alta definição 720p, e [1920x1080] para alta definição melhorada 1080p.

Possuem bom brilho, contraste de menor qualidade que os dispositivos de plasma (embora ainda tenham muito espaço para aperfeiçoamentos), e tempo de apresentação de imagens mais lento, compensado por circuitos específicos para esse fim para adequarem-se as imagens de movimento.

Seu consumo de energia é bem inferior aos dispositivos de plasma e o tamanho bem inferior ao dos gabinetes com CRT's, principalmente na sua profundidade. Atualmente existem dispositivos LCD de 15 a 40 polegadas.

Plasma

Seu uso aplica-se principalmente aos televisores digitais de maior porte, que normalmente já possuem incorporados também os circuitos progressive scan.

Esses dispositivos podem ter as seguintes resoluções: [640x480, 852x480, 1024x720, 1024x768, 1024x1024] para definição padrão melhorada 480p, e [1280x768, 1366x768] para alta definição 720p. Possuem bom brilho, contraste e tempo de apresentação de imagens, embora apresentem burn-in (marcas permanentes na tela) elevado, dependendo do uso.

Seu consumo de energia é superior aos dispositivos de LCD e o tamanho, como no caso dos LCD's, é bem inferior ao dos gabinetes com CRT's. Atualmente existem dispositivos de plasma a partir de 42 polegadas, podendo chegar até 70 polegadas.

Retroprojeção

Sua aplicação inicial deu-se em TV's analógicas de grande porte, e hoje existem também dispositivos de retroprojeção digitais. A técnica consiste em ter um "display" interno de pequeno porte que projeta a imagem na tela frontal do televisor.

Estes televisores normalmente possuem incorporados também os circuitos progressive scan. Podem ser encontrados dispositivos com as seguintes resoluções: [1280x720, 1366x768, 1388x788] para alta definição 720p e [1920x1080] para alta definição melhorada 1080p. Possuem bom brilho, contraste e tempo de apresentação de imagens.

Seu consumo de energia é compatível com os dispositivos de LCD e o tamanho é bem superior ao dos gabinetes com LCD's e Plasma. Atualmente existem dispositivos de retroprojeção partir de 40 polegadas, e sua aplicação principal está voltada para TV's de grande porte.

E como fica a TV Aberta via Satélite?

A TV aberta via satélite tem uma configuração parecida com a apresentada anteriormente, ou seja, para ter acesso ao sinal de TV é necessário ter um conversor de acesso por satélite. Esse conversor recebe o sinal do satélite, sintonizando o canal desejado, e depois converte para o sinal de TV analógica compatível como os televisores convencionais.

A TV por satélite era usada inicialmente para as emissoras transmitirem a programação para as repetidoras ou para as suas afiliadas, sem contudo ter por objetivo enviar sinal para os telespectadores propriamente ditos.

Entretanto, alguns fabricantes desenvolveram sistemas de recepção do sinal de satélite para vender aos telespectadores que habitavam em regiões onde o sinal da TV aberta não chegava e, como o preço desses sistemas caiu muito, atualmente existem cerca de 15 milhões de usuários desses sistemas.

Hoje as emissoras de TV têm um problema sério, pois devem começar a transmissão de TV digital, e o uso do satélite pode não ser feito da mesma forma, já que em alguns casos os sinais poderão ser transmitidos por outros tipos de redes.

Desta forma, não existe nenhuma decisão ainda sobre o que acontecerá com as transmissões via satélite. Por enquanto, será transmitido o sinal no padrão atual, que é o da TV analógica.

Ao se aproximar o fim da transmissão de TV analógica, a grande probabilidade é que o sinal digital seja transmitido e que o conversor usado nesse tipo de recepção seja alterado para o novo padrão.

Levando-se em consideração que o processo atual já faz uso de um conversor para receber o sinal de TV analógica, para o caso da recepção de sinal de satélite de TV digital o sistema usará os equipamentos apresentados na figura a seguir:

Televisão Digital

Antena Parabólica: deve ser o mesmo tipo de antena usada para recepção de TV analógica convencional;

Conversor para TV Digital: assim como no caso da TV digital terrestre, o conversor de TV digital via satélite fará a recepção do sinal de TV digital, a seleção dos canais e conversão do sinal para uso em televisores convencionais, compatíveis com a TV analógica atual. Os conversores avançados devem ter, além da saída RF - canal 3, as saídas de Vídeo e Áudio digital para os televisores digitais mais avançados, usando padrões compatíveis com a TV digital aberta, ou seja, áudio no formato Dolby 5.1 e vídeo no formato MPEG 4.

TV convencional: deve ser usado para a apresentação dos programas do canal selecionado. Poderão ser usados tanto os televisores convencionais analógicos, mais comuns e mais baratos, como os televisores convencionais digitais.

Tecnologias

Existem em todo o mundo três sistemas de TV digital  o sistema americano (ATSC), o sistema europeu (DVB) e o sistema japonês (ISDB).

TVA lança conversor HD 25/07/2007

A TVA lançou hoje seu novo conversor de alta-definição (HD) para tecnologias cabo e MMDS (Multipoint Multichannel Distribution System). O conversor está disponível para São Paulo e será lançado no Rio de Janeiro depois das olímpiadas. O produto é fabricado em Taiwan e o processo de importação é demorado, por isso será destinado primeiro ao mercado paulista depois para o Rio de Janeiro.

TV digital terá conversores populares em 30 dias

Nesta terça-feira (15/07/08) a Proview confirmou que em 30 dias colocará a venda uma linha com três conversores populares para TV digital com preço sugerido de 299 reais. Os conversores serão vendidos nas lojas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte com interface HDMI e conexão web.

A figura a seguir apresenta o modelo de referência para os padrões de TV digital Terrestre.

Televisão Digital

Existem em todo o mundo três sistemas de TV digital o sistema americano (ATSC), o sistema europeu (DVB) e o sistema japonês (ISDB).

  ATSC DVB ISDB
Digitalização de Vídeo MPEG-2 MPEG-2 MPEG-2
Digitalização de Áudio DOLBY AC-3 MPEG-2 ACC MPEG-2 AAC
Multiplexação MPEG MPEG MPEG
Transmissão dos Sinais

Modulação

8-VSB

Modulação COFDM Modulação COFDM
Middleware DCAP MHP ARIB

Estes padrões são utilizados também em TV digital via cabo ou satélite com especificações para transmissão dos sinais diferentes das apresentadas na tabela acima, válida para radiodifusão terrestre.

Está também em discussão, no contexto da convergência das redes de telecomunicações, a adoção destes padrões para a transmissão da TV digital para telefones celulares, através da rede celular ou sendo captados diretamente pelo telefone celular.

Implantação da TV digital no Brasil

Em Jun/06 o Brasil adotou o padrão japonês (ISDB) para a TV digital terrestre.

A definição ocorreu através do Decreto 5.820. Os principais pontos definidos no decreto são:

O decreto definiu que o Sistema Brasileiro de Televisão digital Terrestre (SBTVD-T) adotará, como base, o padrão de sinais do ISDB-T e possibilitará transmissão digital em alta definição (HDTV) e em definição padrão (SDTV); transmissão digital simultânea para recepção fixa, móvel e portátil; e interatividade.

Ás emissoras de TV receberão um canal de radiofreqüência com largura de banda de 6 MHz para cada canal analógico que possuam.


A transmissão analógica continuará ocorrendo, simultaneamenteà digital, por um período de 10 anos até 29/06/2016. A partir de Jul/2013 somente serão outorgados canais para a transmissão em tecnologia digital.

Deverão ser consignados pelo menos quatro canais digitais para a exploração direta pela União Federal como canal do Poder Executivo, Canal de Educação, Canal de Cultura e Canal de Cidadania.

Em Out/06 foram definidas as etapas a serem cumpridas por cada Emissora de TV analógica para implantação da TV digital no Brasil (Port MC 652).

O início das transmissões de TV digital terá início na cidade de São Paulo e se estenderá depois para as demais capitais e principais cidades, até atingir todo o país.

Normas aplicáveis a TV digital no Brasil

Os equipamentos utilizados para a transmissão de TV digital no Brasil devem ser homologados pela Anatel atendendo os requisitos da Norma:

Norma para Certificação e Homologação de Transmissores e retransmissores para o SBTVDT, Anexo à Resolução Anatel Nº 498, de 27/03/2008.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), publicou em novembro de 2007, homologou as Normas Brasileiras relacionadas ao padrão de transmissão de televisão digital adotado no Brasil, desenvolvidas pelo Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão digital (SBTVD).

Referência Título
ABNT NBR15601 Televisão digital terrestre - Sistema de transmissão
ABNT NBR 15602-1 Televisão digital terrestre - Codificação de vídeo, áudio e multiplexação - Parte 1: Codificação de vídeo
ABNT NBR 15602-2 Televisão digital terrestre - Codificação de vídeo, áudio e multiplexação - Parte 2: Codificação de áudio
ABNT NBR 15602-3 Televisão digital terrestre - Codificação de vídeo, áudio e multiplexação - Parte 3: Sistema de Multiplexação de sinais
ABNT NBR 15603-1 Televisão digital terrestre - Multiplexação e serviços de informação (SI) - Parte 1: Serviços de informação do sistema de radiodifusão
ABNT NBR 15603-2 Televisão digital terrestre - Multiplexação e serviços de informação (SI) - Parte 2: Sintaxes e definições da informação básica de SI
ABNT NBR 15603-3 Televisão digital terrestre - Multiplexação e serviços de informação (SI) - Parte 3: Sintaxe e definição da informação estendida do SI
ABNT NBR 15604 Televisão digital terrestre - Receptores
ABNT NBR 15606-1 Televisão digital terrestre - Codificação de dados e especificações de transmissão para radiodifusão digital - Parte 1: Codificação de dados
ABNT NBR 15606-2 Televisão digital terrestre - Codificação de dados e especificações de transmissão para radiodifusão digital - Parte 2: Ginga-NCL para receptores fixos e móveis - Linguagem de aplicação XML para codificação de aplicações
ABNT NBR 15606-3 Televisão digital terrestre - Codificação de dados e especificações de transmissão para radiodifusão digital - Parte 3: Especificação de transmissão de dados
ABNT NBR 15606-5 Televisão digital terrestre - Codificação de dados e especificações de transmissão para radiodifusão digital - Parte 5: Ginga-NCL para receptores portáteis - Linguagem de aplicação XML para codificação de aplicações
ABNT NBR 15607-1

Televisão digital terrestre - Canal de interatividade - Parte 1: Protocolos, interfaces físicas e interfaces de software

Fonte: www.teleco.com.br

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