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História das Cidades

 

A Origem das Cidades

história das cidades do mundo em geral é longa, sendo que as primeiras cidades teriam surgido entre quinze a cinco mil anos atrás, dependendo das diversas definições existentes sobre o que define um antigo assentamento permanente como uma cidade. Sociedades que vivem em cidades são frequentemente chamadas de civilizações.

O ramo da história e da urbanismo encarregado do estudo das cidades e do processo de urbanização é a história urbana. As primeiras verdadeiras cidades são por vezes consideradas grandes assentamentos permanentes onde os seus habitantes não são mais simplesmente fazendeiros da área que cerca o assentamento, mas passaram a trabalhar em ocupações mais especializadas na cidade, onde o comércio, o estoque de alimentos e o poder foram centralizados.

Usando esta definição, as primeiras cidades conhecidas apareceram na Mesopotâmia, tais como Ur, ao longo do Rio Nilo, na Civilização do Vale do Indo e na China, entre aproximadamente sete a cinco mil anos atrás, geralmente resultante do crescimento de pequenos vilarejos e/ou da fusão de pequenos assentamentos entre si.

Antes desta época, assentamentos raramente alcançavam tamanho significativo, embora exceções como Jericó, Çatalhöyük e Mehrgarh existam. Harappa e Mohenjo- daro, ambas cidades da Civilização do Vale do Indo, eram as mais populosas destas antigas cidades, com uma população conjunta estimada entre 100 e 150 mil habitantes.

O crescimento de impérios antigos e medievais levou ao aparecimento de grandes cidades capitais e sedes de administração provincial, como Babilônia, Roma, Antioquia, Alexandria, Cartago, Selêucida do Tigre, Pataliputra (localizada na atual Índia), Changan (localizada na atual República Popular da China), Constantinopla (atual Istambul), e, posteriormente e sucessivamente, diversas cidades chinesas e indianas aproximando-se ou mesmo superando a marca do meio milhão de habitantes.

Roma possuía mais de um milhão de habitantes no século I a.C., sendo considerada por muitos como a única cidade a superar esta marca até o início da Revolução Industrial. Alexandria possuia uma população próxima à de Roma na época (em um censo de 32, Alexandria possuía 180 mil cidadãos (adultos do sexo masculino).

Outros grandes centros administrativos, comerciais, industriais e cerimoniais emergiram em outras áreas, mais notavelmente Bagdá, que segundo algumas estimativas teria sido a primeira cidade a superar a marca de um milhão de habitantes, ao invés de Roma. Nos territórios anteriormente ocupados pelo Império Romano, a população das grandes cidades cairia drasticamente entre os séculos V e VI, com as migrações dos povos bárbaros, o colapso do Império Romano do Ocidente e o início do feudalismo.

Durante a Idade Média na Europa, uma cidade era tanto uma entidade político- administrativa como um agrupamento de casas. Morar nas cidades passou a ser considerada um ato de liberdade, em relação às obrigações rurais para o Senhor e para a comunidade feudal à época. Stadtluft macht frei (O ar das cidades torna você livre) era um ditado popular em regiões da atual Alemanha.

Na Europa, algumas cidades possuíam um legislativo próprio, com as leis de cidades sendo criadas fora do campo, e válidas somente nas cidades, com o Senhor de uma cidade sendo frequentemente outro que não o mesmo da região rural que cerca a cidade. No Sacro Império Romano-Germânico (Alemanha e Itália medieval), porém, algumas cidades não possuíam outro Senhor além do Imperador.

Algumas cidades, excepcionalmente, tais como Veneza, Gênova ou Lübeck, tornaram-se Cidade-Estados poderosas, por vezes tomando controle de terras próximas ou estabelecendo extensivos impérios marítimos. Tal fenômeno não limitou- se somente à Europa, como é o caso de Sakai, que possuía um considerável grau de autonomia no Japão medieval. Na Europa, nesta época as maiores cidades eram assim Veneza, que creceu devido ao seu porto onde se faziam as trocas comerciais para o centro da Europa, uma espécie de Roterdão, Florença, que se desenvolveu no Renascimento devido à indústria e à arte e Lisboa, que foi dada por Dom Quixote como a maior cidade da época, gráças ao seu grande porto que era o maior do mundo na época, destronando assim a supremacia económica de Veneza.

A maioria das cidades do mundo, após a ascensão do feudalismo, eram pequenas em termos de população, sendo que em 1500, existiam somente aproximadamente duas dúzias de cidades com mais do que cem mil habitantes. Em 1700, este número era pouco menor do que quarenta, um número que pularia para 300 em 1900, graças Revolução Industrial.

Enquanto as Cidades-Estados situadas no litoral dos mares Mediterrâneo e Báltico passaram a desaparecer a partir do século XVI, as grandes capitais européias se beneficiaram do crescimento do comércio que surgira após a ascensão de uma economia trans-atlântica, abastecida pela prata vinda do Peru. No final do século XVIII, Londres havia tornado-se a maior cidade do mundo, com uma população aproximando-se dos um milhão de habitantes, com Paris, Bagdá, Pequim, Istambul e Kyoto sendo outras grandes cidades.

O início da Revolução Industrial e a ascensão e o crescimento da indústria moderna, no final do século XVIII, levou à massiva urbanização e à ascensão de novas grandes cidades, primeiramente na Europa, e posteriormente em outras regiões, na medida em que as novas oportunidades geradas nas cidades fizeram com que grandes números de migrantes provenientes de comunidades rurais instalassem- se em áreas urbanas.

Conclusão

O desenvolvimento da agricultura irrigada nas planícies dos grandes rios foi o fator econômico decisivo na fundação das primeiras cidades, no Oriente Próximo. O principal progresso técnico que a acompanhou foi a descoberta e uso do bronze (metal conseguido a partir da mistura do cobre e do estanho), que substituiu definitivamente a pedra na manufatura de todas as espécies de armas e ferramentas.

As primeiras cidades surgiram entre 3 500 e 3000 a. C., nos vales dos rios Nilo, no Egito e Tigre e Eufrates, na Mesopotâmia; posteriormente, mais ou menos em 2 500 a.C., no vale do rio Indo, na Índia e por volta de 1 500 a. C., na China.

Agricultura, trabalho coletivo e cidade As enchentes periódicas dos rios deixavam nas margens uma camada de húmus que favorecia a produtividade da terra. Entretanto, os rios que fertilizavam o solo e serviam de acesso às fontes de matérias primas precisavam ser drenados e controlados, o que demandava a cooperação entre os homens.

A abertura de canais de irrigação, a drenagem de pântanos, a construção de represas e poços eram obras que requeriam o trabalho coletivo da população de várias aldeias, para o melhor aproveitamento das águas. Exigiam também uma direção centralizada, capaz de dividir e racionalizar as tarefas.

A necessidade de centralização levou ao aparecimento da cidade, centro administrativo que reunia várias aldeias surgido em torno do templo do principal deus totêmico da comunidade. Nesse templo era armazenada a produção excedente das aldeias; sua volta, viviam as pessoas que se dedicavam à administração, ao comércio e ao artesanato.

Entre os servidores do templo, destacavam-se os sacerdotes (herdeiros dos “feiticeiros” das aldeias neolíticas), intérpretes da vontade dos deuses, que acabavam por assumir a função de dirigentes das cidades. Exerciam tarefas de muita importância. Como a distribuição das águas e das sementes, a supervisão das colheitas e a armazenagem dos grãos, apropriando-se também de boa parte das terras e da produção dos camponeses, como pagamento de impostos devidos aos deuses.

A Divisão do Trabalho, as desigualdades sociais, o Estado Além do desenvolvimento da agricultura, com direção centralizada dos trabalhos coletivos de irrigação, outros fatores contribuíram para transformar as aldeias em cidades. As técnicas de trabalhar metais, ouro, prata, bronze, se desenvolveram com rapidez, tornando-se profissões especializadas, como joalheiros e metalúrgicos.

A existência das primeiras cidades dependia também da possibilidade de se organizar o transporte eficaz de grandes quantidades de produtos e de matérias primas. Os habitantes das cidades precisavam receber com regularidade alimentos vindos dos campos ou de localidades distantes. Era indispensável ir buscar em florestas e montanhas, por vezes longínguas, madeira, metais e até pedra. Essas necessidades levaram a um grande aperfeiçoamento dos meios de transporte e ao desenvolvimento do comércio.

As canoas primitivas foram sendo aperfeiçoadas, até se transformarem em autênticos navios, capazes de transportar artigos volumosos. A descoberta da vela aumentou o raio de ação dos navios. De igual significação foi o desenvolvimento dos transportes terrestres, com a invenção da roda, da tração animal e também do arado de metal.

O comércio, de início, se processava por simples troca; depois, pelo uso do gado (pecúnia) como unidade de troca, ou por meio de artigos valiosos facilmente transportáveis, tais como os metais (cobre e posteriormente ouro e prata). O aparecimento de mercadores especializados deveu-se à necessidade de se adquirir produtos estrangeiros em regiões distantes, transformando essa atividade numa profissão.

O desenvolvimento do comércio e da vida urbana em geral tornou inevitável a invenção da escrita, dos processos de contagem, dos padrões de medida e do calendário, que foram sendo melhorados com o tempo.

Nas cidades, os cidadãos passaram a ser classificados de acordo com a sua função, incluindo os sacerdotes, os escribas, os mercadores, os artesãos, os soldados, os camponeses, os escravos domésticos, os estrangeiros. A divisão do trabalho e as desigualdades de riquezas entre os cidadãos criaram a necessidade de leis e de forças capazes de fazer cumprir as leis. A liderança natural do grupo, que nas aldeias era exercida pelos mais velhos e sábios, cedeu lugar ao governo de um só homem, geralmente o principal administrador do templo ou um grande chefe guerreiro, surgindo assim a cidade-Estado.

Por volta de 3 500 a.C., as cidades dos vales dos rios Nilo, Tigre e Eufrates já constituíam civilizações com governo centralizado nas mãos do rei e o trabalho baseado na servidão dos camponeses.

Thiago Souza Araújo

Fonte: www.scribd.com

História das Cidades

O desenvolvimento das cidades

Para muitos historiadores, a colonização do Nesta aula Brasil foi, em grande parte, um empreendimento urbano, apesar de a economia da Colônia ter se baseado na exportação de produtos rurais. O núcleo urbano foi o ponto de partida para a ocupação da terra.

As cidades coloniais tinham a nítida finalidade de civilizar a Colônia. As cidades eram o centro de difusão de hábitos e costumes da Metrópole.

Fundar cidades fazia parte da estratégia portuguesa de colonização, que não visava apenas à exploração predatória mas à permanência e à fixação do homem na terra. Foi a partir delas que o colonizador português exerceu o domínio econômico e militar do território.

Vamos ver o papel das cidades no processo de colonização e a herança cultural que elas significam.

Como eram as cidades no Brasil colonial

Além de serem parte integrante da estratégia portuguesa de colonização, as cidades no Brasil colonial também serviram de entrepostos comerciais e sedes do poder administrativo.

As primeiras cidades brasileiras foram fundadas junto ao mar, e isso tornouse uma marca da colonização portuguesa na América.

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Até hoje, Parati mantém o visual arquitetônico que adquiriu desde a fundação, com suas fachadas simples, pintadas de branco.

Com características diferentes das que marcaram as cidades da América espanhola - que eram planejadas como um tabuleiro de xadrez, com ruas e quarteirões retos e uniformes -, as cidades brasileiras foram resultado da dinâmica do dia-a-dia, ou seja, de um crescimento desordenado.

Por isso, elas apresentavam certo naturalismo, obedecendo mais ao rigor do relevo local que a planos geométricos. Rio de Janeiro, Salvador e Olinda são exemplos de urbanização portuguesa no mundo colonial.

Embora a cidade colonial brasileira apresentasse uma certa desordem, em todas elas havia a presença do poder religioso - representado por igrejas e conventos de diversas ordens religiosas -, e do poder metropolitano - expresso pela Câmara, pelas fortificações e pelo porto.

Na cidade não havia indústria nem imprensa. A cidade colonial tinha uma vocação econômica notadamente mercantil. Nela, tudo se vendia e tudo se comprava. Era o espaço do grande comércio de exportação de mercadorias da Colônia e de importação de escravos.

A estrutura urbana era rudimentar. Somente algumas ruas eram calçadas e iluminadas com lampiões a óleo de baleia.

Não havia esgoto: os dejetos eram transportados pelos escravos em tonéis denominados tigres. Por causa das péssimas condições de higiene, as cidades eram freqüentemente assoladas por febres e endemias. Não havia transporte público; as famílias mais abastadas transitavam em carruagens ou liteiras. Na paisagem da cidade colonial, a mulher branca quase não aparecia, pois só lhe era permitido o percurso da casa para a igreja, onde quase sempre se cobria com véu.

Nosso patrimônio histórico-cultural

A maioria dos brasileiros de hoje não conhece a história da cidade onde mora, não conhece a riqueza do país onde nasceu. No entanto, vive perto de um patrimônio material e cultural originalíssimo, que define sua identidade como brasileiro.

Conservar essa herança, esse patrimônio histórico-cultural, é uma tarefa de todos os brasileiros, e não apenas do Governo. Afinal, esse legado pertence a todos nós. Um povo sem passado não pode se constituir enquanto Nação, não pode exercer plenamente seus direitos e deveres de cidadão.

Para garantir a preservação desse legado, a Constituição brasileira reconhece alguns bens históricos e culturais como patrimônio nacional. O último censo, realizado em 1991, registrou que 74% da população brasileira vive no meio urbano. Em 296 municípios, existem bens tombados e calcula-se que 1/3 da população (aproximadamente 50 milhões de pessoas) tenha contato, direto ou indireto, com esses bens. Além disso, há trinta sítios históricos preservados pelo governo federal.

A evolução das cidades

No final do século, as cidades brasileiras evoluíram rapidamente. O Rio de Janeiro já possuía 50 mil habitantes e, desde 1763, era sede da Colônia e porto por onde se exportava a produção das minas de ouro. Salvador, antiga capital colonial e importante centro de exportação do açúcar, contava 45.500 moradores.

Outras cidades populosas eram Recife, com 30 mil pessoas, São Luís do Maranhão, com 22 mil, e São Paulo, com 15.500.

Na Região das Minas, graças à mineração, surgiram mais cidades, como Mariana, Vila Rica (atual Ouro Preto), Sabará e São João del Rei. As cidades criadas com a riqueza trazida pelo ouro foram abandonadas quando as minas se esgotaram. Não houve outra atividade econômica que desse continuidade ao progresso e modernização dessa região.

No litoral do Rio de Janeiro, a cidade de Parati, que foi a primeira a escoar o ouro das Minas, permaneceu praticamente inalterada. Pelas características de sua arquitetura e pelo valor artístico e cultural que representam, Ouro Preto e Parati são hoje consideradas patrimônio da humanidade pela Organização para a Educação, Ciência e Cultura das Nações Unidas - UNESCO.

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Depois da chegada da Corte, a cidade do Rio de Janeiro prosperou e expandiu-se.

O tempo não pára

As cidades coloniais brasileiras nos deixaram um rico patrimônio históricocultural.

Nesse período, surgiu o chamado estilo barroco colonial brasileiro, que até hoje podemos observar na arquitetura e na ornamentação das igrejas.

Mas não foi apenas a riqueza do barroco que marcou a beleza e as características das novas cidades coloniais. A arquitetura adaptada ao clima tropical, a integração com a natureza, o traçado tortuoso das ruas e a simplicidade de largos e praças também fazem parte dessa herança. Preservá-la é manter vivas as origens de nossa história e de nossa identidade cultural.

Fonte: www.cienciamao.usp.br

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O SURGIMENTO DAS CIDADES

O desenvolvimento da agricultura irrigada nas planícies dos grandes rios foi o fator econômico decisivo na fundação das primeiras cidades, no Oriente Próximo. O principal progresso técnico que a acompanhou foi a descoberta e uso do bronze (metal conseguido a partir da mistura do cobre e do estanho), que substituiu definitivamente a pedra na manufatura de todas as espécies de armas e ferramentas.

As primeiras cidades surgiram entre 3 500 e 3000 a. C., nos vales dos rios Nilo, no Egito e Tigre e Eufrates, na Mesopotâmia; posteriormente, mais ou menos em 2 500 a.C., no vale do rio Indo, na Índia e por volta de 1 500 a. C., na China.

AGRICULTURA, TRABALHO COLETIVO E CIDADE

As enchentes periódicas dos rios deixavam nas margens uma camada de húmus que favorecia a produtividade da terra. Entretanto, os rios que fertilizavem o solo e serviam de acesso às fontes de matérias primas precisavam ser drenados e controlados, o que demandava a cooperação entre os homens.

A abertura de canais de irrigação, a drenagem de pântanos, a construção de represas e poços eram obras que requeriam o trabalho coletivo da população de várias aldeias, para o melhor aproveitamento das águas. Exigiam também uma direção centralizada, capaz de dividir e racionalizar as tarefas.

A necessidade de centralização levou ao aparecimento da cidade, centro administrativo que reunia várias aldeias surgido em torno do templo do principal deus totêmico da comunidade. Nesse templo era armazenada a produção excedente das aldeias; sua volta, viviam as pessoas que se dedicavam à administração, ao comércio e ao artesanato.

Entre os servidores do templo, destacavam-se os sacerdotes (herdeiros dos “feiticeiros” das aldeias neolíticas), intérpretes da vontade dos deuses, que acabavam por assumir a função de dirigentes das cidades. Exerciam tarefas de muita importância. Como a distribuição das águas e das sementes, a supervisão das colheitas e a armazenagem dos grãos, apropriando-se também de boa parte das terras e da produção dos camponeses, como pagamento de impostos devidos aos deuses.

A DIVISÃO DO TRABALHO, AS DESIGUALDADES SOCIAIS, O ESTADO

Além do desenvolvimento da agricultura, com direção centralizada dos trabalhos coletivos de irrigação, outros fatores contribuíram para transformar as aldeias em cidades. As técnicas de trabalhar metais, ouro, prata, bronze, se desenvolveram com rapidez, tornando-se profissões especializadas, como joalheiros e metalúrgicos.

A existência das primeiras cidades dependia também da possibilidade de se organizar o transporte eficaz de grandes quantidades de produtos e de matérias primas. Os habitantes das cidades precisavam receber com regularidade alimentos vindos dos campos ou de localidades distantes. Era indispensável ir buscar em florestas e montanhas, por vezes longínguas, madeira, metais e até pedra.

Essas necessidades levaram a um grande aperfeiçoamento dos meios de transporte e ao desenvolvimento do comércio.

As canoas primitivas foram sendo aperfeiçoadas, até se transformarem em autênticos navios, capazes de transportar artigos volumosos. A descoberta da vela aumentou o raio de ação dos navios. De igual significação foi o desenvolvimento dos transportes terrestres, com a invenção da roda, da tração animal e também do arado de metal.

O comércio, de início, se processava por simples troca; depois, pelo uso do gado (pecúnia) como unidade de troca, ou por meio de artigos valiosos facilmente transportáveis, tais como os metais (cobre e posteriormente ouro e prata). O aparecimento de mercadores especializados deveu-se à necessidade de se adquirir produtos estrangeiros em regiões distantes, transformando essa atividade numa profissão.

O desenvolvimento do comércio e da vida urbana em geral tornou inevitável a invenção da escrita, dos processos de contagem, dos padrões de medida e do calendário, que foram sendo melhorados com o tempo.

Nas cidades, os cidadãos passaram a ser classificados de acordo com a sua função, incluindo os sacerdotes, os escribas, os mercadores, os artesãos, os soldados, os camponeses, os escravos domésticos, os estrangeiros. A divisão do trabalho e as desigualdades de riquezas entre os cidadãos criaram a necessidade de leis e de forças capazes de fazer cumprir as leis. A liderança natural do grupo, que nas aldeias era exercida pelos mais velhos e sábios, cedeu lugar ao governo de um só homem, geralmente o principal administrador do templo ou um grande chefe guerreiro, surgindo assim a cidade-Estado.

Por volta de 3 500 a.C., as cidades dos vales dos rios Nilo, Tigre e Eufrates já constituíam civilizações com governo centralizado nas mãos do rei e o trabalho baseado na servidão dos camponeses.

Fábio Costa Pedro

Olga M. A. Fonseca Coulon

Fonte: br.geocities.com

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História das cidades: da Antiguidade ao final da Idade Média

As primeiras cidades, como Ur e Babilônia, foram construídas cerca de 3 000 anos antes da era cristã, na Mesopotâmia, região dos vales dos rios Tigre e Eufrates, no atual Iraque (veja o mapa abaixo).

Outras cidades surgiram nessa época, quase sempre associadas a grandes rios, que proporcionavam terras férteis e irrigação, garantindo a produção necessária de alimentos para abastecê-las: Mênfis e Tebas, no vale do Nilo; Mohenjo-Daro, no vale do Indo; Pequim no vale do Rio Amarelo, entre outras. Para nosso referencial atual, eram cidades pequenas, mas, para a época, tratava-se de grandes aglomerações. Calcula-se que, por volta de 2500 a.C., Ur chegou a ter 50 mil habitantes e Babilônia, 80 mil. 

Cidades da Antiguidade na Mesopotâmia e Egito

História das Cidades

Babilônia, capital do império de Hamurábi, foi uma das maiores cidades da Antiguidade. Localizava-se na região denominada posteriormente Mesopotâmia (atual Iraque). Na foto, de 1996, ruínas da Babilônia.

Por volta de 500 a.C, cidades foram erguidas também na parte do mundo que mais tarde viria a ser designada como continente americano. O melhor exemplo é Teotihuacán (posteriormente Tenochtitlán, capital do Império Asteca, hoje Cidade do México), que chegou a ter 100 mil habitantes.

Com o passar do tempo, as cidades foram ficando maiores. Atenas, a mais importante cidade-estado grega, em sua fase áurea chegou a ter cerca de 250 mil habitantes. Mas, sem dúvida, a grande cidade da Antiguidade foi Roma. A capital do Império Romano chegou a contar, em seu apogeu, no início da era cristã, com um milhão de habitantes. Foi também o grande centro econômico e cultural do período.

O que levou a humanidade, ao longo de sua história, a concentrar-se em cidades, a ponto de algumas terem se tornado, em determinados períodos, muito grandes?

As cidades se desenvolveram no momento em que algumas sociedades passaram a ter condições de produzir alimentos suficientes, graças às inovações técnicas e às mudanças culturais e políticas mencionadas, para garantir não só a subsistência dos agricultores, mas também abastecer os moradores urbanos, que, assim, puderam dedicar-se a outras atividades. Ocorreu, com isso, uma nítida divisão de trabalho entre o campo e a cidade. Foi na cidade que se desenvolveram o comércio e o artesanato. Particularmente, essa região passou a ser o lugar do poder.

A história mostra que a elite dirigente de uma sociedade mais complexa vive na cidade, pois é nela que se localiza todo o aparato de manutenção do poder sobre os territórios conquistados e os povos submetidos.

Quando e como surgiram as primeiras cidades?

Cumpre sublinhar que o aparecimento e a proliferação de cidades pelo mundo antigo, na Mesopotâmia, no vale do Nilo e no vale do Rio Indo, e mais tarde na China, na bacia do Mediterrâneo e na América das civilizações pré-colombianas, teve relação não apenas com as inovações técnicas que permitiram a agricultura e a formação de excedentes alimentares capazes de alimentar uma ampla camada de não-produtores diretos — com destaque, aqui, para a irrigação em larga escala —, mas com mudanças culturais e políticas profundas, mudanças da ordem social em geral.

A regra foi a de que o surgimento de formas centralizadas e hierárquicas de exercício do poder; e, com efeito, foi justamente a formação de sistemas de dominação, com monarcas e seus exércitos, que permitiu, ao lado das inovações técnicas, uma crescente extração de excedente alimentar, sobre o fundamento da opressão dos produtores diretos.

Os impérios da Antiguidade foram, além disso, disseminadores de cidades, como observou Gideon Sjoberg [professor do Departamento de Sociologia da Universidade do Texas em Austin], pois elas eram pontos de apoio para manter a supremacia militar nas regiões conquistadas.[...]

Recapitulando: as primeiras cidades surgem como resultado de transformações sociais gerais — econômicas, tecnológicas, políticas e culturais —, quando, para além de povoados de agricultores (ou aldeias), que eram pouco mais que acampamentos permanentes de produtores diretos que se tornaram sedentários, surgem assentamentos permanentes maiores e muitos mais complexos, que vão abrigar uma ampla população de não-produtores: governantes (monarcas, aristocratas), funcionários (como escribas), sacerdotes e guerreiros.

A cidade irá, também, abrigar artesãos especializados, como carpinteiros, ferreiros, ceramistas, joalheiros, tecelões e construtores navais, os quais contribuirão, com suas manufaturas, para o florescimento do comércio entre os povos. Em vários sentidos, por conseguinte, a cidade difere do tipo de assentamento neolítico que a precedeu, menos complexo. SOUZA, Marcelo Lopes de. ABC do desenvolvimento urbano. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003. p. 45-6.

Compreende-se, assim, por que justamente a cidade servia de centro para impérios que abrangiam territórios muitas vezes enormes, polarizados por esse centro, que concentrava todo o aparato administrativo e o poder político e militar. Não é por acaso que as cidades que mais cresceram foram as capitais, primeiro as dos impérios e, mais recentemente, as dos Estados nacionais.

Vê-se, portanto, que as principais cidades são exatamente aquelas que têm um papel político importante, que são centros de poder. Na Antiguidade, o melhor exemplo é Roma. Aliás, o próprio termo capital é derivado do latim caput, que significa “cabeça”. De fato, Roma foi a “cabeça” do Império Romano e comandava um vasto território  circunstância que originou o ditado “Todos os caminhos levam a Roma”. Pelo fato de concentrar um enorme poderio econômico, político e militar, essa cidade controlava muitos lugares na Europa, na África Setentrional e na Ásia Ocidental, ligados a ela por estradas e pelo mar.

Veja os mapas a seguir:

História das Cidades

Estradas romanas

História das Cidades

Roma foi a grande cidade do final da Antiguidade e início da era cristã. Foi para o Império Romano o que Londres foi para o Reino Unido ou Nova York é para os Estados Unidos. Polarizava vastos territórios interligados ao centro do Império por várias estradas. Na foto, de 1998, ruínas do Fórum Romano.

Com a decadência do império romano, que culminou com a queda de Roma em 476 d.C.  fato que marca o início da Idade Média , a urbanização entrou em crise e as cidades foram gradativamente perdendo importância, conforme o feudalismo se implantava.

“Todos” os caminhos levam a...


Para a maioria dos atuais Estados, “todos” os caminhos levam à sua capital, à “cabeça” do país, à cidade que polariza política e economicamente o território nacional. Pode-se dizer, por exemplo, que “todos” os caminhos franceses levam a Paris, “todos” os caminhos britânicos levam a Londres, “todos” os caminhos japoneses levam a Tóquio e “todos” os caminhos russos levam a Moscou.

Entretanto, isso nem sempre é verdadeiro. Nos países que construíram cidades especialmente para serem capitais, como Brasil (Brasília), Estados Unidos (Washington DC) e Austrália (Canberra), os principais fluxos não convergem para as capitais, que são apenas “cabeças” políticas e não as principais cidades (portanto não polarizam a maioria dos fluxos como nos exemplos citados).

No Brasil, a cidade mais importante, que atrai a maior parte dos fluxos do território brasileiro, é São Paulo, nos Estados Unidos é Nova York e na Austrália, Sydney. A importância da capital é muito grande em um Estado nacional e seu poder polarizador torna-se desmesurado quando coincide de ser a “cabeça” política e econômica do território, como no caso da capital francesa. Observe no mapa que há uma grande convergência das rodovias francesas para Paris, cidade que, além de capital, é o centro econômico e cultural da França.

As cidades na Idade Média

Chamamos de Idade Média a fase da história européia que se estendeu do século V ao XV e coincidiu, em linhas gerais, com o período de ascensão e queda do feudalismo, um sistema de produção que tendia à auto-suficiência.

Os feudos produziam praticamente todos os alimentos de que necessitavam, por intermédio da agricultura e da pecuária, e em seu interior passou a se desenvolver um artesanato rudimentar. Com isso, o comércio reduziu-se significativamente e a cidade perdeu importância econômica, pois deixou de ser o centro de trocas e de produção artesanal.

Politicamente, o feudalismo caracterizou-se por uma forte descentralização territorial de poder. Os senhores feudais, por possuírem grandes extensões de terras, praticavam um regime de servidão que obrigava os servos a pagarem pelo uso da terra. Esse pagamento era feito em mercadorias, principalmente alimentos, que abasteciam o feudo.

A Europa Ocidental estava, nesse período, fragmentada em uma infinidade de feudos. O território sob o poder dos senhores feudais, portanto, era muito pequeno se comparado ao dos antigos impérios. No interior do feudo, porém, o poder era centralizado, exercido unicamente pelo senhor feudal, dono das terras e dos meios de produção.

As cidades, que perderam as funções políticas e comerciais, perderam igualmente sua função cultural, que foi praticamente monopolizada pela Igreja. Todo o conhecimento técnico e científico, assim como toda a produção literária e artística acumulada e registrada nos séculos anteriores, acabou arquivado nas bibliotecas dos conventos e mosteiros das muitas ordens religiosas.

Ocorreu um refluxo no processo de urbanização, que já vinha acontecendo havia muito tempo, sobretudo no Império Romano. Não se desenvolveram novas cidades e as antigas se esvaziaram.

As cidades medievais da Europa Ocidental eram fortificações construídas para proteger castelos, igrejas e uma pequena população, mas sem uma função urbana definida. Somente no final da Idade Média é que houve um renascimento urbano, identificado na construção de novas cidades e no crescimento das remanescentes.

História das Cidades

Na Idade Média, as cidades perderam importância, pois o poder político estava descentralizado, estava nas mãos dos senhores feudais. No desenho de Guillaume Revel, feito no século XV, Castelo de Cautrenon.

O renascimento das cidades

A partir do século XIII, iniciou-se na Europa uma lenta retomada do comércio, em parte como conseqüência do movimento das Cruzadas, que abriram o Mar Mediterrâneo, fechado pelos muçulmanos desde o século VIII, e permitiram a circulação de produtos orientais.

A rede urbana foi se ampliando à medida que o comércio se libertava das amarras do imobilismo feudal. Em fins do século XV algumas cidades tinham proporções consideráveis para a época, destacando-se Veneza, Milão, Paris, Nápoles e Constantinopla (veja o mapa a seguir). As principais rotas comerciais eram marítimas e se conectavam com as rotas asiáticas, em Constantinopla, no Cairo e em outros pontos comerciais do Oriente Médio.

O comércio no final da Idade Média

A retomada do comércio no final da Idade Média gradativamente formou uma rede de rotas comerciais interligando cidades na Europa, norte da África e Oriente Médio. Mas em comparação aos dias de hoje as distâncias eram muito longas e os transportes, deficientes.

A atual Revolução Técnico-científica aproximou os lugares e sustentou a enorme expansão do comércio. Distâncias que hoje em dia são transpostas em horas, no século XV eram percorridas em dias ou meses.

O renascimento comercial e, paralelamente, o urbano, foi o prenúncio de um novo sistema de produção que estava se estruturando em substituição ao feudalismo: o capitalismo. Esse novo sistema econômico provocaria profundas transformações políticas, sociais e culturais que, evidentemente, teriam repercussões fundamentais no espaço geográfico, sobretudo urbano.

Como viria a ser a cidade capitalista? Que função ela exerceria nesse novo sistema? O que mudaria na organização do espaço geográfico?

Fonte: www.scipione.com.br

História das Cidades

Cidades na Antiguidade

As primeiras cidades que se conhece foram erguidas em, aproximadamente, 4.000 a.C. nas proximidades do Rio Eufrates, na Mesopotâmia, para aproveitar as terras férteis que o rodeava, assim, plantavam de tempos em tempos, pois as civilizações eram seminômades.

O objetivo da criação das cidades era de ter poder firmado nas mãos de uma só pessoa e para isso construíam edificações rodeadas por muralhas com a finalidade de cercar seu território e ter a cidade controlada pelo rei. Esse demonstrava seu grande domínio em pirâmides, palácios, templos e outras construções.

Os habitantes das cidades tinham o rei como autoridade divina que representava os deuses na terra e este habitava num palácio juntamente com seus descendentes e serviçais ao lado do templo de adoração aos deuses.

Também tinha controle sobre os celeiros da região que estocava grande quantidade de alimento e permitia que seus serviçais dividissem entre a população em tempo de seca para aumentar seu prestígio e poder.

O rei ordenava que lhe fosse pago certa quantia relacionada a impostos, impunha leis que lhe eram cômodas, fazia com que o povo trabalhasse como forma de servidão e ao mesmo tempo protegia o povo das invasões externas que porventura poderiam acontecer.

Ao rei também cabia a decisão da guerra como forma de dominar e destruir outras cidades e matar aqueles que iam contra sua vontade.

O povo já utilizava animais para auxiliá-los na produção e na locomoção da colheita e se dedicavam ao artesanato e ao comércio.

Gabriela Cabral

Fonte: www.diaadiaeducacao.pr.gov.br

História das Cidades

A Organização das Cidades na Antiguidade

História das Cidades

As primeiras cidades surgiram há cerca de 5000 anos e foram construídas, maioritariamente, próximas de grandes afluxos de água, como mares ou rios, uma vez que estes proporcionavam terras férteis e irrigação, garantindo, assim, a produção necessária de alimentos para abastecê-las. É o caso de Tebas, no vale do Nilo, Mohenjo-Daro, no vale do Indo, e de Pequim, no vale do rio Amarelo.

As cidades primogénitas eram, em comparação com as da atualidade, de pequenas dimensões. No entanto, com o passar dos tempos, tornaram-se cada vez maiores, como é o caso de Atenas, a mais importante cidade-Estado da Grécia Antiga, que chegou aos 250 mil habitantes, ou Roma, que chegou a um milhão. Estas cidades tornaram-se as duas mais importantes da Antiguidade, apresentando uma organização do espaço cívico bastante perspicaz.

A Grécia é um país que apresenta um relevo acentuado. Este fato teve grandes impactos na organização política do país.

De fato, o relevo conduziu o país, na época clássica, à autarcia – cada cidade tem o seu próprio governo, a sua própria lei e o seu próprio culto religioso. Assim, a Grécia não era vista como um país, mas como um conjunto de cidades independentes umas das outras, denominadas polis (cidade-Estado). De entre as várias polis, Atenas, a atual capital da Grécia, teve um lugar de destaque, sendo uma das primeiras cidades a instituir a democracia, acabando por se tornar modelo para as outras cidades-Estado.

O espaço cívico – espaço urbano vivido pelo cidadão – das polis gregas estabelecia-se, frequentemente, em torno da acrópole – área mais alta da cidade (akros = alto; polis = cidade). Na acrópole encontrava-se o centro religioso e político da cidade, ou seja, os templos e os palácios. Era nesta zona que se concentrava aquilo que era considerado o mais importante das cidades, como forma de protecção. A parte mais baixa da cidade, a ágora, era a praça pública, onde se encontrava o comércio, o ensino e o espaço de convívio. Com a instituição da democracia, a ágora torna-se também o espaço político por excelência, onde funcionava a Eclésia (Assembleia dos cidadãos).

A atual Itália não era, na Antiguidade, como a Grécia, um conjunto de cidades-Estado, mas sim dominada por uma única cidade:Roma.

Esta cidade conquistou um dos maiores impérios da História, que ia desde a Península Ibérica à atual Turquia.

De fato, “o espaço de Roma era a cidade e o Mundo”, já dizia o poeta romano Ovídio, no século I d. C. De forma a gerir este vasto império, contrariamente a Atenas, centralizaram-se todos os poderes numa única pessoa, institucionalizando, assim, um Estado Imperial.

A organização do espaço urbano da civilização romana caracterizou-se pelo pragmatismo: filosofia ou corrente de pensamento que valoriza o senso comum, ou juízo prático e objetivo, como orientação de vida. Assim, a construção dos espaços urbanos tinha como objetivo simbolizar e refletir o poder e a grandeza.

Em Roma, a praça pública não se designava ágora, mas fórum, e era lá que se encontravam os edifícios mais importantes ligados à política e à religião.Na periferia da cidade encontravam-se os espaços de lazer, como as termas, os teatros, os anfiteatros e os estádios, uma vez que se tornava mais fácil o abastecimento de água e outras necessidades. 

O centro urbano era decorado com várias estátuas e outros monumentos decorativos, como arcos do triunfo e colunas.

A nível estrutural as ruas eram construídas paralelamente, com o objetivo de facilitar a circulação, de conseguir uma cidade organizada e de controlar os inimigos em caso de invasão.

No entanto, havia um grande contraste entre o majestático centro e os depauperados bairros populares, também conhecidos como ínsulas (ilhas). Estes bairros apresentavam ruas muito estreitas e sujas e, muitas vezes, eram vítimas de incêndios.

Estas cidades da época clássica cresceram e desenvolveram-se até aos dias de hoje, tornando-se, assim, a base das cidades do século XXI.

Fonte: dhumanitas.com

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