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História das Olimpíadas

 

História das Olimpíadas

I - Conceituação

Jogos Olímpicos - ou Olimpíadas - é um conjunto de provas esportivas de caráter mundial, disputadas de 4 em 4 anos em cidades escolhidas.

Pode participar dessas provas qualquer atleta ou equipe representando país filiado ao C.O.I., desde que obedeça às normas estabelecidas pelos regulamentos olímpicos e pelas leis que regem os respectivos esportes. Atualmente, são 19 esses esportes: atletismo, basquete, boxe, canoagem, esgrima, ciclismo, futebol, ginástica, halterofilismo, hipismo, hóquei na grama, iatismo, judô, luta, natação, pentatlon moderno, remo, tiro e vôlei. A cada país organizador é dado o direito de incluir 2 esportes não olímpicos no programa oficial.

Os jogos olímpicos Modernos - que começaram a ser celebrados em 1896 são na verdade, uma nova versão dos festivais esportivos que os gregos realizavam, também de 4 em 4 anos, na antiga Élida na honra de Zeus e de outros deuses que habitavam o Olímpo. Dessa versão modernizada resultaram outras, inclusive a dos Jogos Olímpicos de Inverno.

II- Os jogos na Antiguidade

As origens dos antigos jogos pan-helênicos se perderam no tempo e freqüentemente se confundem com a lenda. Uma das versões sobre a 1ª competição olímpica apoia-se na fantástica história segundo a qual Áugias, rei de Élida, inconformado com o cheiro que saía dos seus currais, encarregou Hércules de limpá-los.

O herói, a quem a lenda atribuiu espantosa força, simplesmente desviou, com as próprias mãos, o curso do rio Alfeu, fazendo a água passar por onde pastavam 3 mil bois. Como Áugias não ficasse satisfeito com a solução, os dois tiveram uma desavença, Hércules matou-o e em seguida instituiu os jogos para penitenciar-se perante aos deuses.

História das Olimpíadas

III - Decadência e extinção

Com a denominação romana da Grécia e da Macedônia, no século II a.C., a cultura e os costumes helênicos, entre os quais a tradição dos jogos, foram sendo assimilados pelos romanos. No entanto, as competições entraram em permanente e contínua decadência, por diversos motivos.

O principal foi o próprio temperamento do povo romano, que não cultuava o esporte com um espírito, quase religioso, como o dos gregos.

Os romanos, na verdade, preferiam o circo aos torneios atléticos. Ao tempo de Augusto, já havia 21 circos em Roma. Esse total triplicaria nas duas décadas seguintes, enquanto não havia mais do que dois ginásios como os que os gregos mantinham em Esparta e Atenas.

Para os romanos, os jogos olímpicos não passavam de inofensivos e insípidos meios esportivos, que pouco a pouco foram perdendo o interesse. Até que em 393 d.C. Teosódio I ( imp. 379-395 ), responsável pela matança de 10 mil escravos gregos, sublevados em Tessalonica, pediu perdão a Ambrósio, bispo de Milão, prometendo em troca converter-se ao catolicismo. Ambrósio concedeu o perdão ao imperador, exigindo que ele concordasse em extinguir todas as festas e cerimônias pagãs, entre as quais os jogos olímpicos.

IV- O renascimento

Pierre de Fredy, barão de Coubertin ( 1863-1937 ), tornou-se o renovador dos jogos olímpicos, reinstituindo-os 16 séculos depois de sua extinção. Amante dos esportes e admirador dos métodos de pedagogia adotados por Thomas Arnold, na Inglaterra, Coubertin lançou, em 1894, numa reunião na Sorbonne, a idéia de reviver a antiga tradição grega, através da qual esperava unir os povos.

Em 1894, apoiado pelo americano William Sloane e pelo inglês Charles Herbert, e contando com a presença de representantes de 15 países, fundou o C.O.I., organismo que até hoje controla todo o mundo olímpico. Dois anos depois, realizava-se em Atenas e 1ª disputa dos jogos olímpicos da era moderna.

Antiguidade

Os Jogos Olímpicos começaram em 776 a.C. em Olímpia, na Grécia antiga, e duraram por mais de mil anos. Entretanto, o evento religioso que deu origem aos Jogos é bem mais antigo, podendo datar do século 13 a.C.

Tal qual a Olimpíada moderna, os jogos eram realizados de 4 em 4 anos. Porém eles sempre aconteciam em Olímpia, os esporte eram menos numerosos e só podiam participar homens que falassem o idioma grego.

Olímpia atraía homens (as mulheres não eram permitidas) de todo o mundo grego. Não se sabe quantas pessoas compareciam aos Jogos, mas o estádio olímpico tinha a capacidade estimada entre 45 mil e 50 mil espectadores. Os competidores chegavam a Olímpia um mês antes do início oficial do Jogos e passavam por um treinamento moral, físico e espiritual sob a supervisão do juízes.

As mulheres não eram permitidas nos Jogos Olímpicos, não porque os atletas competiam nus, mas por ser Olímpia dedicada ao deus Zeus, sendo uma área sagrada para homens. Nas competições de bigas, realizadas fora da área sagrada, as mulheres era permitidas. Havia festivais femininos nos quais os homens eram banidos, sendo o mais famoso o Heraean, em Argos, o qual incluía competição de lançamento de dardo.

A corrida foi o único esporte praticado nas primeiras 13 Olimpíadas. A distância era de um "stadia" que correspondia aproximadamente a 85 metros. Depois foram acrescentadas corridas mais longas como o "diaulos" (365 metros) e o "dolichos" (24 "stadias" ou 2 km). Em 708 a.C. foram acrescentados o pentatlo e eventos de luta, em 688 a.C. o boxe e em 680 a.C. a corrida de bigas.

O prêmio pela vitória era uma simples coroa feita de ramos de Oliveira. Entretanto os atletas viravam celebridades e era comum os vitoriosos receberem benefícios tais como ter toda a sua alimentação paga pelo resto da vida, ou ter um lugar reservado na primeira fileira dos teatros.

Com o domínio romano sobre os gregos, os Jogos Olímpicos foram perdendo sua identidade. Na época do Imperador Nero, no lugar de cidadãos livres, escravos passaram a competir por suas vidas contra animais selvagens. Em 393 d.C. os gloriosos Jogos Olímpicos forma abolidos por decreto do Imperador Romano Teodósio.

O Barão de Coubertin

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Os gloriosos Jogos Olímpicos, interrompidos no anos 393 d.C. por decreto do Imperador Romano Teodósio, tiveram o seu renascimento no final do século XIX. O principal fator deste renascimento foram as escavações, em 1852, das ruínas do templo de Olímpia onde aconteciam os Jogos nos tempos ancestrais.

A redescoberta da história das olimpíadas provocou um renascimento dos valores esportivos do gregos antigos que acabaram influenciando o francês Charles Louis de Feddy, mais conhecido como barão de Coubertin.

Segundo o próprio barão, o final do século XIX apresentava todo um conjunto de circunstâncias que culminariam no renascimento dos Jogos Olímpicos:

Assim, no dia 23 de junho de 1894, o barão convocou um congresso esportivo-cultural e apresentou a proposta para o retorno dos Jogos Olímpicos. Os delegados de 12 países reunidos na Sourbone ficaram tão entusiasmados com o projeto que marcaram a primeira Olimpíada da era moderna para dali a dois anos em Atenas.

Apesar do barão de Coubertin ser mundialmente reconhecido como responsável pelo renascimento da Olimpíada, aconteceram antes outras tentativas de reviver os jogos.

As primeiras tentativas de reviver

Na Grécia do século XIX o ideal dos antigos Jogos Olímpicos não havia sido completamente esquecido. Apesar do barão de Coubertin ser mundialmente reconhecido como responsável pelo renascimento da Olimpíada, aconteceram, muito antes de seu nascimento, outras tentativas de reviver os jogos por parte dos gregos.

HistORIA DAS oLIMPIADAS

Sabe-se que em 1838 a municipalidade de Letrini, perto da antiga Olímpia, decidiu reviver os Jogos Olímpicos. Eles planejavam realizar os Jogos a cada 4 anos na cidade de Pyrgos, mas não há mais informações e historiadores acreditam que o evento nunca aconteceu.

Outra tentativa de maior sucesso foi empreendida pelo rico grego Evangelos Zappas através dos Jogos Olímpicos Zappianos. Aconteceram quatro edições destes jogos nos anos de 1859, 1870, 1875 e 1889 com premiações simbólicas e em dinheiro para os vencedores.

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V - Os jogos de hoje

Desde o seu renascimento, com interrupções apenas durante as duas guerras mundiais, os jogos olímpicos tem se realizado de 4 em 4 anos, cada vez com maior êxito.

Se por um lado, esse crescimento representa a vitória do ideal olímpico moderno, por outro gera, no mundo dos esportes, uma série de problemas que os estudiosos atribuem ao próprio gigantismo dos jogos.

Em primeiro lugar, torna-se cada vez mais difícil organizá-los, pelo altíssimo investimento financeiro que representam (os alemães ocidentais gastaram cerca de 630 milhões de dólares com os de Munique ). Depois, pela importância que a vitória nos campos do esporte passou a ter em termos de prestígio político. Finalmente, por outros problemas mais gerais, como o doping e o falso amadorismo.

Mas alguns dos princípios olímpicos, lançados por Coubertin, ou por aqueles que o sucederam, têm sido mantidos. Oficialmente, os jogos continuam restritos a atletas amadores. O direito de organizá-los é concedido a uma cidade, nunca a um país. Não se contam pontos por países. Ao atleta campeão é concedido uma medalha de ouro; ao segundo lugar, uma medalha de prata; ao terceiro, uma medalha de bronze.

Os que tiraram de quarto a sexto lugar ganham diplomas especiais. Em apenas 4 modalidades de esportes se reconhece recordes olímpicos: atletismo, natação, tiro e halterofilismo. Os jogos nunca podem durar mais de 16 dias, do desfile de abertura à festa de encerramento. Não se permite publicidade, de espécie alguma, nos cartazes, boletins informativos e programas oficiais, ou em material usados pelos atletas.

A bandeira

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Cinco anéis entrelaçados, nas cores azul, vermelho, verde, amarelo e preto, sobre o fundo branco - foi concebida por Coubertin e representa os cinco continentes nas cores com as quais se podiam cobrir, em 1920 - quando foi hasteada pela primeira vez -, as bandeiras de todas as nações olímpicas.

Sob o patrocínio do comitê internacional, celebram-se jogos regionais: pan-americanos, asiáticos, do mediterrâneo, bolivarianos, centro-americanos, ibero-americanos.

Contra o C.O.I., que punira a Indonésia por haver impedido a participação de Israel nos IV Jogos Asiáticos, celebraram-se em Djacarta, por iniciativa pessoal do presidente Sukarno, os I Jogos das Novas Forças Emergentes, destinados a substituir, eventualmente, os jogos olímpicos. Mas os segundos jogos, marcados para Pequim, jamais se realizaram.

VI - Todos os jogos realizados:

Atenas, 1896 - A primeira olimpíada

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Os primeiros jogos Olímpicos contaram com a participação de 13 países e 285 atletas. Realizados no Estádio Olímpico de Atenas- réplica dos antigos estádios gregos, foram uma festa esportiva improvisada dentro dos poucos recursos da época.

Paris, 1900

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Em 1900, Paris, a Cidade Luz, tornou-se ainda mais alegre e movimentada, porém não por causa dos Jogos Olímpicos que ali se realizaram naquele ano. Isso porque a Olimpíada foi realizada paralelamente à Exposição Universal, que ofuscou os eventos esportivos com a exibição dos avanços tecnológicos mais modernos da época.

St. Louis, 1904

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Os III jogos olímpicos tiveram 11 países e 496 atletas participantes. Esses números foram sensivelmente inferiores aos da olimpíada anterior em razão das dificuldades de mandar equipes para o outro lado do Atlântico.

Além disso, os norte-americanos repetiram o erro dos franceses e fizeram as competições coincidirem com a Feira Mundial de St. Louis. Os jogos ficaram assim em segundo plano, o que não impediu tivessem momentos heróicos e até insólitos.

Londres, 1908

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Os IV jogos olímpicos tiveram 22 países e 2.059 atletas participantes. Muita chuva durante a maior parte das competições e intermináveis discussões sobre os resultados caracterizaram uma festa que, no fim, acabou superando todas as anteriores. Os ingleses exigiram a presença de juízes seus, na maioria das provas de atletismo, e daí as discussões.

Estocolmo, 1912

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Os V jogos olímpicos tiveram 18 países e 2.541 atletas participantes. Foram os mais bem organizados até então. Os suecos souberam como divulgá-los e cuidaram de todos os detalhes técnicos necessários ao êxito de cada prova. A grande figura do atletismo foi o índio norte-americano Jim Thorpe, campeão do pentatlo e do decatlo, considerado na época o atleta mais completo do mundo.

Antuérpia, 1920

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Os VII jogos olímpicos (os sextos teriam sido os de 1916, não realizado por causa da 1ª Guerra Mundial, mas contados assim mesmo), tiveram 29 países e 2.606 atletas participantes. Pela primeira vez a bandeira olímpica foi hasteada. O juramento olímpico passou a fazer parte da cerimônia de abertura. E tanto quanto possível, levando-se em conta que a Europa acabava de sair de uma guerra, os jogos tiveram êxito.

Paris, 1924

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Os VIII jogos olímpicos tiveram 44 países e 3.029 atletas participantes. Dessa vez os franceses deram ao acontecimento o destaque que ele merecia, redimindo-se da má organização de 1900.

Amsterdã, 1928

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Os IX jogos olímpicos tiveram 46 países e 3.015 atletas participantes. Nunca até então, as mulheres tinham representado papel tão importante nas competições. Nas provas de atletismo atraíram tanto a atenção do público como os famosos campeões masculinos.

Los Angeles, 1932

Os X jogos olímpicos tiveram 37 países e 1.408 atletas participantes. O mesmo problema de 1904 - a dificuldade que os europeus tinham para mandar equipes números à América - voltaram a contribuir para que o número de inscrições baixassem.

Berlim, 1936

Os XI jogos olímpicos tiveram 49 países e 4.069 atletas participantes. Em pleno apogeu do nazismo na Alemanha, eles foram transformados num gigantesco instrumento de propaganda do regime, com o próprio Hitler acompanhando de perto todos os detalhes da organização. Os alemães superaram em tudo os patrocinadores anteriores. Mas não colheram os melhores resultados, como esperavam.

Londres, 1948

Os XIIV jogos olímpicos tiveram 59 países e 4.468 atletas participantes. Na opinião da maioria dos observadores, os efeitos da guerra ainda eram muito acentuados para que uma competição esportiva de caráter mundial se realizasse com êxito.

Helsinki, 1952

Os XV jogos olímpicos tiveram 69 países e 5.867 atletas participantes.
Organização perfeita, assistência técnica moderníssima, hospitalidade e muita ordem caracterizaram o trabalho dos finlandeses. Os jogos marcaram o ingresso da URSS no mundo olímpico. E estenderam, até o campo do esporte, a "guerra fria" da política internacional.

Melbourne, 1956

Os XVI jogos olímpicos tiveram 67 países e 3.184 atletas participantes. As provas de hipismo, devido à quarentena que as autoridades australianas determinavam para os cavalos vindos do exterior, cumpriram-se em Estocolmo. A organização foi, da mesma forma, elogiável, apesar dos sacrifícios que o país teve de suportar para concluí-la segundo os planos.

Roma, 1960

Os XVII jogos olímpicos tiveram 84 países e 5.396 atletas participantes. Foram um espetacular acontecimento turístico e, como os dois jogos anteriores, um êxito de organização. Pela primeira vez os norte-americanos perderam para os soviéticos no total de medalhas.

Tóquio, 1964

Os XVIII jogos olímpicos tiveram 94 países e 5,565 atletas participantes. Superaram os de Roma em organização e introduziram definitivamente a tecnologia no esporte.

Cidade do México, 1968

Os XIX jogos olímpicos tiveram 109 países e 6.082 atletas participantes. Organizados pelos mexicanos com tremendas dificuldades financeiras, levaram a um protesto de estudantes. Em vários sentidos os jogos foram tumultuados. Além de manifestações e choques com estudantes nas ruas, com violenta intervenção policial, houve o protesto dos negros norte-americanos, alguns deles do grupo denominado Black Power, que erguiam punhos com luvas negras a cada vitória alcançada.

Munique, 1972

Os XX jogos olímpicos tiveram 121 países e 8.500 atletas participantes. Os alemães voltaram a dar exemplo de organização gigantesca. Instalações perfeitas, gastos fantásticos, alojamentos de primeira ordem.

Montreal, 1976

Os XXI jogos olímpicos tiveram 89 países e 9.564 atletas participantes, com destaque para as exibições da ginasta romena Nadia Comaneci e da equipe de ginastas russas lideradas por Ludmila Turischeva. Na natação masculina dominaram os norte-americanos, em todos os títulos; na feminina, as representantes da Alemanha oriental.

Como os jogos de Munique, também os de Montreal foram afetados por problemas políticos, relacionados com República da China e com a Nova Zelândia, contra cuja participação se opuseram as grandes nações negras e norte-africanas, além do Iraque e da Guiana.

Moscou, 1980

Os XXII jogos olímpicos tiveram 81 países e 5.748 atletas participantes. Foram marcados por um fato extra-esportivo, o boicote proposto pelos EUA em protesto contra a invasão do Afeganistão pelos soviéticos. Além dos EUA, não compareceram a Moscou delegações da Alemanha ocidental, Japão e vários outros países.

Los Angeles, 1984

Os XXIII jogos olímpicos tiveram cerca de 7.800 atletas participantes e um número recorde de 140 países. No entanto, foram prejudicados pelo boicote soviético, que afastou 15 países socialistas das competições. A URSS alegou que as autoridades norte-americanas estavam fazendo dos jogos uma arena política e não garantiam a segurança dos atletas.

Seul, 1988

Os XXIV jogos olímpicos realizaram-se de 17 de setembro a 2 de outubro, e tiveram mais de 9.600 atletas participantes, provenientes da nada menos de 160 países. Em solidariedade à Coréia do Norte, que se afastou dos jogos por não lhe ser permitindo sediar parte deles, Cuba boicotou o evento, enquanto a Nicarágua declinou do convite devido à sua situação política interna.

Barcelona, 1992

A história do esporte mudou definitivamente nos Jogos Olímpicos de Barcelona. A máscara do amadorismo, que exigia dos atletas a hipocrisia de fingir não ter patrocínios e profissão, enfim caiu. O Comitê Olímpico Internacional admitiu a presença de atletas profissionais de todas as modalidades e permitiu o surgimento do Dream Team, o time de basquete masculino americano que ganhou o ouro com Michael Jordan e Magic Johnson.

Atlanta, 1996

Os 100 anos do Movimento Olímpico não poderiam ter sido comemorados de forma mais contraditória. Embora Atlanta tenha tido o privilégio de sediar as maiores e mais sofisticadas Olimpíadas da história, a submissão dos membros do Comitê Olímpico Internacional à máquina norte-americana da Coca-Cola foi um capítulo nebuloso. Não bastasse isso, os Jogos viveram seu segundo ato de "terrorismo", com a explosão de uma bomba no superlotado Parque Olímpico, que matou duas pessoas e trouxe o medo de volta ao cenário olímpico.

Sydney, 2000

Com obras grandiosas em estilo futurista, a Austrália mostrou que é muito mais do que um lugar exótico e remoto, habitado por surfistas, aborígines e cangurus. Some-se a isso o esforço do Comitê Olímpico Internacional para apagar da memória o fiasco dos últimos Jogos, em Atlanta, onde os computadores pifaram e a organização virou um caos. Os australianos conseguiram nada menos que a perfeição.

Atenas, 2004

Depois de ter sido surpreendentemente preterida por Atlanta para realizar a edição centenária dos Jogos Olímpicos, Atenas ganhou a disputa pela Olimpíada de 2004 derrotando as cidades de Roma, Buenos Aires, Estocolmo, Cidade do Cabo e San Juan.

A abertura oficial da Olimpíada de Atenas 2004 foi dia 13 de agosto no Estádio Olímpico, porém as partidas de futebol começaram dois dias antes. Um dos eventos mais esperados foi a maratona, que aconteceu no percurso original, com chegada no Estádio de Mármore, que abrigou a Olimpíada de Atenas, em 1896.

Outra volta ao passado se deu no arremesso de peso que ocorreu em Olímpia, sede dos Jogos Olímpicos da Antiguidade, e que também abrigou esse evento em 1896. O local ficou restrito a pouco mais de três mil pessoas.

Os esportes que foram disputados na Olimpíada de Atenas 2004 são: atletismo, badminton, basquete, beisebol, boxe, canoagem, ciclismo, esgrima, futebol, ginástica artística, ginástica rítmica, handebol, hipismo, hóquei na grama, iatismo, judô, levantamento de peso, lutas, nado sincronizado, natação, pentatlo moderno, pólo aquático, remo, salto ornamental, softbol, taekwondo, tênis, tênis de mesa, tiro, tiro com arco, trampolim, triatlo, vôlei, vôlei de praia.

Os mascotes

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A palavra mascote surgiu na década de 1860 e vem do provençal "masco", que significa mágico. Atualmente os mascotes fazem parte do conglomerado de merchandising das olimpíadas. Tornam adultos crianças e fazem as crianças perturbarem os adultos.

O objetivo principal que era criar um laço afetivo com o evento foi dando uma antropofágica corrida ao lucro fácil. Inúmeros mascotes descartáveis foram criados e as pessoas continuam a lembrar apenas dos antigos. Simples e eficientes.

O primeiro mascote das Olimpíadas não foi oficial. Schuss, um esquiador de cabeça vermelha e roupa azul, apareceu em pins e bonecos durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Genebra, em 1968. Sapporo não adotou mascote quatro anos depois, mas os jogos de verão não perderam tempo em recriar o sucesso de Schuss.

Os alemães tornaram o cãozinho basset Waldi o mascote oficial dos jogos de Munique de 1972. Adesivos, bottons, posters de todos os tamanhos foram produzidos com a presença lucrativa de Waldi.

A partir de então, todos os jogos passaram a ter seu mascote oficial para alegria das crianças e realizadores. Nos jogos de verão de Montreal em 1976, a dose se repetiu com Amik (castor na língua indígena) que traduz as tradições do país e à associação dos jogos ao esforço natural do animal.

Os jogos de Moscou foram marcados pelo boicote estadunidense e pelo urso Misha, o mais famoso de todos os mascotes. Misha em russo é o apelido de Mikhail, o mascote tinha até nome completo: Mikhail Potapych Toptygin. O choro de Misha no encerramento simbolizou o fim dos jogos e a política acima do esporte.

Símbolo do país, o urso foi criado pelo ilustrador de livros infantis Victor Chizikov, que demorou seis meses para criar uma centena de variações até chegar ao resultado final. O urso comunista foi comercializado na tradição capitalista: pins, bonecos de pelúcia, selos, porcelana, madeira, vidros e metal encheram os cofres do governo e do mercado-negro.

O sucesso de Misha foi tão grande que desbancou um segundo mascote. O leão-marinho Vigri, criado para ser mascote do iatismo dos jogos, é geralmente esquecido nas matérias sobre a história dos Jogos Olímpicos.

Os EUA não ficaram para trás e na Olimpíada seguinte lançaram a simpática águia Sam, desenhada por C. Robert Moore, veterano desenhista da Disney. A Guerra fria chegava de vez aos mascotes olímpicos! Os russos retribuiram ao boicote e não disputaram as olimpíadas de Los Angeles.

Enquanto isso, os mascotes eram peças tão fundamentais quanto o recorde de medalhas olímpicas. As duas olimpíadas (1980 e 1984) dos grandes boicotes tiveram mascotes voltados para o público infantil buscando a conquista de corações e mentes. Assim como o urso russo, a águia é um símbolo nacional dos EUA.

Em Seul, a linha infantil continuava com o tigre Hodori, desenhado por Kim Hyun. Presente em várias lendas coreanas, o nome do mascote foi selecionado pelos coreanos em mais de 2 mil sugestões. "Ho" significa tigre em coreano e "Dori" é um diminutivo masculino comum na Coréia.

Os temidos tigres asiáticos agora estavam em formato de desenho animado e à venda em bottons e em versões de pelúcia. Assim como Vigri em 1980, Hodori teve uma versão ofuscada, Hossuni, a tigresa, a qual foi praticamente esquecida durante os jogos.

Em 1992 surge um novo tipo de mascote. Após a guerra fria a necessidade de se criar mascotes voltados para as crianças acabou. Cobi, o cão criado por Javier Mariscal para os jogos de Barcelona, começou mal entre seus compatriotas, que esperavam um mascote à altura das edições anteriores. Apesar de lentamente cair na graça dos espanhóis, muitos ainda se perguntam que animal é aquele.

Poderia piorar? Em 1996, nas olimpíadas de Atlanta, apareceu Izzy. Seu nome original seria "Whatizit?" (Oqueéisso?). Criado a partir de sugestões de crianças de todo o mundo, o frankstein de Atlanta foi mudando de aparência até o resultado final, no encerramento dos jogos de 1992. O que não melhorou muito o resultado.

Profª Herizete

Fonte: br.geocities.com

História das Olimpíadas

Em cerca de 2500 a.C., os gregos realizavam festivais esportivos em honra a Zeus no santuário de Olímpia - o que originou o termo olimpíada. O evento era tão importante que interrompia até as guerras.

Os nomes dos vencedores das competições começam a ser registrados a partir de 776 a.C. Participavam apenas os cidadãos livres, disputando provas de atletismo, luta, boxe, corrida de cavalo e pentatlo (que incluía luta, corrida, salto em distância, arremesso de dardo e de disco).

Os vencedores recebiam uma coroa de louros.

Mais tarde, os atletas se profissionalizam e passam a receber prêmios em dinheiro. As Olimpíadas perdem prestígio com o domínio romano na Grécia, no século II a.C.

Em 392, o imperador Teodósio I converte-se ao cristianismo e proíbe todas as festas pagãs, inclusive as Olimpíadas.

História das Olimpíadas
Ruínas de Olímpia: berço das Olimpíadas

Era Moderna

A versão moderna dos festivais esportivos gregos é realizada, pela primeira vez, em 1896, em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy (1863-1937), o barão de Coubertin. Participam 285 atletas de 13 países, disputando provas de atletismo, ciclismo, esgrima, ginástica, halterofilismo, luta livre, natação e tênis. Os vencedores são premiados com medalha de ouro e ramo de oliveira. Adota-se o termo "olimpíadas", no plural, pois na competição cada modalidade é encarada como uma olimpíada em separado.

História das Olimpíadas
Jogos Olímpicos de Atenas em 1896

Nas Olimpíadas seguintes, realizadas em Paris, em 1900, a falta de infra-estrutura e de divulgação tornam os Jogos um fracasso. Em 1904, as Olimpíadas de Saint Louis chegam a durar quase cinco meses.

Política e esporte

Na Era Moderna, as Olimpíadas servem de palco para manifestações políticas, apesar de seu objetivo de promover a amizade entre os povos. Nas Olimpíadas de Berlim, em 1936, o chanceler alemão Adolf Hitler recusa-se a reconhecer as vitórias do atleta norte-americano negro Jesse Owens, ganhador de quatro medalhas de ouro. Nas Olimpíadas de Munique (1972), um atentado do grupo terrorista palestino Setembro Negro mata 11 atletas de Israel.

História das Olimpíadas
Jesse Owens

Até o fim da Guerra Fria ocorrem vários boicotes às Olimpíadas por motivos políticos. Os EUA, por exemplo, não participam dos Jogos de Moscou, em 1980, em protesto contra a invasão do Afeganistão. Os soviéticos, por sua vez, recusam-se a disputar as Olimpíadas de Los Angeles, em 1984, alegando problemas de segurança. Apenas em Barcelona (1992) a competição volta a contar com a maioria dos países.

Fonte: paginas.terra.com.br

História das Olimpíadas

Em honra a Zeus, a Grécia se reunia a cada quatro anos no Peloponeso, na confluência dos rios Alfeu e Giadeo, onde se erguia a cidade de Olímpia, que a partir do ano 776 a.C. cedeu seu nome para aquele que viria a ser a maior competição esportiva em toda a história da humanidade, os Jogos Olímpicos - mais tarde, genericamente Olimpíadas - , que teve como primeiro vencedor o atleta Coroebus, cingido por uma coroa trançada por folhas de louro, único prêmio e símbolo da maior vitória.

Invadindo a era cristã (disputava-se a 194a olimpíada, quando nasceu Jesus Cristo), manteve seu espírito esportivo e seu condão mágico de unir homens fazendo-os disputar desafios, até o ano 394 d.C., quando o imperador Teodósio II ordenou sua interrupção, parecendo então condenada ao desaparecimento, a se transformar em um dado histórico apenas. E por quase 1500 anos (exatamente 1492) foi assim, até a intervenção de um idealista francês, o Barão Pierre de Cobertin.

A princípio, apenas homens eram admitidos na disputa, da qual passou a fazer parte, quase como um símbolo, uma homenagem perpétua dos Jogos à Grécia, a Maratona, corrida de fundo na distância de 42 quilômetros e 500 metros, a mesma percorrida por um soldado grego, que a correr levou até Atenas a notícia da vitória de seu exército na batalha Maratona, cidade da Ática, onde se combatiam os persas. Dada a notícia, caiu morto, tornando-se sinônimo da tenacidade.

Atenas foi escolhida pelo Barão de Cobertin com muita propriedade para a retomada dos Jogos Olímpicos em 1896, passando a serem conhecidos como os Jogos da Era Moderna. Uma era que já não dava ao desporto o poder de interromper guerras, mas, ao contrário, era interrompido por elas. Nestes cem anos, o quadriênio olímpico silenciou seu toque de reunir nos anos de 1916, 1940 e 1944, durante a vigência das chamadas Primeira e Segunda Guerras Mundiais.

Dos 13 países que participaram dos Jogos de 1896, em Atenas, aos 187 países e 10.788 atletas presentes em Atlanta, na 26a Olimpíada da Era Moderna, mudaram conceitos, o amadorismo puro foi esquecido, o mercantilismo encontra cada vez mais espaço, os países investem milhões de dólares em suas delegações, os Jogos são a melhor vitrine que os participantes poderiam ter e a máxima do Barão de Cobertin (Importante é competir, não vencer) está cada vez mais esquecida.

Mas, após cada Olimpíada, o mundo nunca mais é o mesmo.

Gisele k Pereira

Fonte: www.ccibc.com.br

História das Olimpíadas

Los Angeles 1932

História das Olimpíadas

Estes Jogos incorporaram novidades. Foram os primeiros que foram concluídos em duas semanas, de 30 de julho a 14 de agosto, e participaram 1.408 esportistas, entre eles 127 mulheres, representando 37 países.

Em segundo lugar, construiu-se uma Vila Olímpica, que pela primeira vez abrigava os participantes masculinos, uma vez que às mulheres não era permitido o acesso e tiveram que alojar-se num hotel. Para ser mais exatos, a idéia da Vila já havia tido um precedente em Paris 1924, mas naquele caso a idéia não passou de um conjunto de barracas muito precárias.

A de Los Angeles, ao contrário, estava formada por agradáveis "bungalows". Em terceiro lugar, deve-se destacar a quantidade de recordes que foram batidos, já que a qualidade da pista do Memorial Coliseum, fez com que nas provas de atletismo fossem superados 20 recordes mundiais. Os grandes campeões da raça negra começaram a destacar-se: Thomas Eddie Tolan, vencedor nos 100 e 200 metros rasos, e Ralph Metcalfe.

A heroína de 1932 foi a atleta norte-americana Mildred (Babe) Didrikson, do Texas. Ela ganhou duas medalhas de ouro - nos 80 metros com barreiras e no lançamento de dardo - e uma medalha de prata no salto em altura, quando igualou a marca com outra atleta, mas perdeu o primeiro lugar por usar uma técnica diferente (saltar de costas).

Quando perguntaram a Babe se havia gostado da cerimônia de abertura, ela respondeu com seu sotaque texano: "Não me diverti muito nas cerimônias. Tivemos de usar vestidos, meia-calça e sapatos brancos. Acho que foi a primeira vez que usei uma meia-calça em toda a minha vida. E os sapatos realmente machucavam meus pés".

Depois dos Jogos, ela se apresentou em um espetáculo de variedades, em que tocava acordeão e cantava. Jogou ainda beisebol e excursionou com um time de basquete chamado Babe Didrikson All-Americans.

Em meados da década de 30, passou a jogar golfe, até se tornar a melhor jogadora de sua época. Morreu em 1956, com 45 anos, vítima de câncer.

Outro destaque foi a equipe masculina de natação do Japão, composta por adolescentes desconhecidos, que ganhou 11 das 18 medalhas que disputou, sendo quatro de ouro.

O melhor resultado do Brasil foi um quarto lugar no remo. No salto com vara, Lúcio de Castro obteve o sexto lugar.

Berlim 1936

História das Olimpíadas

Esporte e política jamais conseguiram se dissociar ao longo da história das Olimpíadas e a de 1936, em plena Berlim de Adolf Hitler, foi um exemplo clássico. O COI escolheu a capital alemã; em 1931, mas chegou-se a temer pela realização dos Jogos quando Hitler assumiu o poder, dois anos mais tarde.

Mas os nazistas decidiram transformar os Jogos num espelho da superioridade branca e investiram pesado nisso. Houve recorde de participantes: 3.738 homens, 328 mulheres e 49 países. O governo alemão gastou cerca de US$ 30 milhões para ajudar a Alemanha a ficar em primeiro lugar no quadro de medalhas (89 no total, com 33 de ouro), à frente dos EUA (56, sendo 24 de ouro).

A organização instalou circuitos fechados de TV para o público, levou transmissão de rádio para 41 países e criou um serviço de transporte aéreo de documentários feitos por zepelins. Tudo teria sido perfeito não fosse o norte-americano Jesse Owens, um negro que passou sua infância colhendo algodão no Alabama. "Com sete anos, eu colhia 45 quilos por dia", contava.

História das Olimpíadas

Owens faturou quatro medalhas de ouro em Berlim, nos 100 e 200 metros, no 4x100 e no salto em distância. Hitler nunca apertou sua mão, mas ele foi bem recebido pelos próprios atletas alemães. De volta aos EUA, Owens foi homenageado com desfiles e presentes em dinheiro. No mesmo ano, ganhou US$ 2.000 para correr contra um cavalo em Cuba. "Não se pode comer medalhas de ouro", explicou.

Owens teve mais sucesso como palestrante. Fumante inveterado morreu em 1980, aos 66 anos, de câncer no pulmão. O Brasil foi a Berlim com 95 atletas, entre eles duas mulheres, mas foi dividido e não conquistou medalhas. Eram duas delegações: uma representando a Confederação Brasileira de Desportos e outra, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro), recém-criado. Só em território alemão o impasse foi resolvido, com a fusão das equipes.

Os destaques foram as nadadoras Maria Lenk e Piedade Coutinho, as primeiras mulheres do Brasil a competirem em Olimpíadas. O melhor desempenho foi o de Piedade, com um quinto lugar nos 400m nado livre.

Londres 1948

História das Olimpíadas

A segunda Guerra Mundial provocou um vazio olímpico. Finalizado o conflito, Londres passou a se dedicar à organização, por ter sido menos afetada pela guerra. No entanto, os Jogos de 1948 são conhecidos como os "Jogos da Austeridade": os atletas se alojaram em antigos quartéis da RAF, houve escassez de comida e as comunicações foram muito difíceis.

O estádio de Wembley se habilitou como cenário dos Jogos, celebrados do dia 29 de julho ao dia 14 de agosto. Apenas finalizado a construção da Empire Pool para a natação, e foi adaptado também para esgrima, levantamento de peso, basquete e luta greco-romana.

O Polígono de Bisley foi aproveitado para as competições de ciclismo e o porto de Torquay reuniu os concursos de vela. Os países vencidos na guerra, Alemanha e Japão não foram convidados para a edição de 1948, na qual tampouco participou a União Soviética, ainda sem comitê reconhecido. Um total de 4099 participantes representou 59 nações. A prova da maratona foi a mais espetacular de todas.

O atleta belga Etienne Gailly, de 25 anos, encabeçou a prova praticamente solitário até que, a meio quilômetro da reta final, o argentino Delfo Cabrera e o britânico Thomas Richards se adiantaram. Gailly conseguiu a terceira colocação e sofreu um colapso. Fanny Blankers-Koen foi proclamada a rainha da velocidade e apropriou-se do apelido de "a holandesa voadora", ao ganhar os 100 e os 200 metros rasos e os 80 metros com barreira, além de contribuir decisivamente para a vitória do revezamento 4 x 100. Outro dos grandes ídolos foi o norte-americano Robert Mathias que, com apenas 17 anos, foi proclamado vencedor da prova de decatlon e se consagrou como o campeão mais jovem da história das Olimpíadas.

Quatro anos mais tarde, em Helsink-1952, voltou a ganhar e se converteu no primeiro decatlonista a reeditar um título. O atletismo teve a sorte de conhecer o checo Emil Zatopek, que ganhou uma corrida inicialmente dominada pelo finlandês Vilijo Henio e seu recorde lhe rendeu o apelido de "locomotiva humana".

Helsinki 1952

História das Olimpíadas

O povo finlandês demonstrou um peculiar conhecimento de quase todos os esportes, seguindo aos 4.925 participantes de 69 países inscritos. Desta maneira, foi compensada a falta de grandiosidade das instalações esportivas que eram apenas funcionais. A cerimônia de inauguração dos Jogos de Helsinki-1952 é lembrada como a mais bela e singular de todas as celebradas até então.

A surpresa surgiu no trajeto da tocha, quando o público identificou o veterano esportista finlandês Paavo Nurmi como o penúltimo do revezamento. A pira olímpica foi acesa por outro veterano, Hannes Kolehmainen.

As provas ocorreram entre 19 de julho e 13 de agosto, e significou um importante passo adiante para o movimento esportivo de alcance mundial. Além disso, permitiu a readmissão do Japão e Alemanha após a guerra, ainda que a República Democrática da Alemanha não estivesse presente. Os soviéticos deslocaram uma numerosa e treinada equipe que apesar de não ter conseguido vencer os EUA, ganhou 22 medalhas de ouro contra as 40 de ouro do concorrente. Por decisão própria, a delegação da URSS não se hospedou na vila, mas ficou isolada do resto dos participantes. Os grandes fracassos foram para a Finlândia e Grã-Bretanha: uma medalha de bronze foi o único prêmio para os finlandeses, e um ouro para os britânicos, no Grande Prêmio das Nações de hípica.

Como em Londres-1948, o checo Emil Zatopek voltou a ser a grande figura, ao ganhar as provas de 5.000, 10.000 metros e maratona, uma conquista que ninguém havia sido capaz de repetir.

Melbourne 1956

História das Olimpíadas

A fatalidade acompanhou os Jogos de Melbourne, dada a conflitiva situação mundial: havia guerra no Canal de Suez, a França tinha sérios problemas na Argélia e a URSS invadira a Hungria.

Apesar de tudo, o COI apostou no aspecto estritamente esportivo, e seu presidente, Avery Brundage, teve a destreza de defender a opção olímpica acima de qualquer outra determinação.

A contundência de sua reflexão faz parte do melhor legado do olimpismo: " Os Jogos são uma competição entre indivíduos, não entre nações". Apesar das dificuldades políticas, o olimpismo viveu um grande momento na cidade australiana de Melbourne. Até então, todas as edições haviam tido lugar na Europa, com duas únicas edições nos EUA. Viajar até a Oceania confirmou o espírito ecumênico dos Jogos.

O clima australiano obrigou a celebrar as provas entre 22 de novembro e 8 de dezembro, um período não usual para os atletas, acostumados a estar em seu melhor estado físico durante o verão europeu. Além do que, a quarentena de meio ano a que estavam obrigados os cavalos, fez transferir as provas hípicas para Estocolmo durante o mês de junho.

Assim, Melbourne teve duas cerimônias de inauguração distintas: em Estocolmo, o fogo olímpico encontrava-se no dorso de um cavalo, e na cidade australiana acendeu a pira um jovem atleta Ron Clarke, desconhecido até bater recordes mundiais repetidas vezes. Uma das conquistas desta feita foi protagonizada pelo norte-americano Harold Connolly, recordista de martelo, ao alcançar a medalha de ouro e desbancar os soviéticos Krivonosov e Samotsvetov. A checoslovaca Olga Fikotova também surpreendeu ao vencer as soviéticas Beglyakova e Ponomaryeva. Connolly e Fikotova se casaram poucos meses depois em Praga, após haver superado inumeráveis entraves políticos entre seus países.

Melbourne significou também uma mudança na hierarquia olímpica, dado que os soviéticos ganharam mais medalhas que os norte-americanos. Um nome para recordar é o de Vladimir Kuts, que se destacou sobre os outros.

Na ginástica ganhou o soviético Viktor Chukarin, seguido do japonês Takashi Ono e de outro soviético, Yuri Titov.

Roma 1960

História das Olimpíadas

A mistura de modernidade e antiguidade diferenciou os Jogos de Roma do restante. Os grandes monumentos da época clássica, a Basílica de Magencio, as Termas de Caracalla e o Capitólio, conviveram com novas e luxuosas instalações esportivas, como o Foro Itálico, o Palácio de Esportes e o Velódromo.

A determinação que tomou o COI a partir de Roma foi expulsar a África do Sul do esporte mundial, em conseqüência de sua política segregacionista. Neste jogos ocorreu a estréia do videotape, permitindo assim a cobertura mundial pela TV.

O encontro olímpico aconteceu do dia 25 de agosto ao dia 11 de setembro, foi o último que contou com este país africano, até seu reingresso nos Jogos de Barcelona - 1992. A África conseguiu triunfar com dois de seus representantes, o etíope Abebe Bikila e o marroquino Rhadi Bem Abdesselam. Bikila seria relembrado como o primeiro que ganhou em duas ocasiões a maratona olímpica, além de ser o primeiro corredor da África Negra a ganhar ouro no atletismo.

Aos 28 anos, Abebe Bikila venceu a maratona correndo descalço. Consagrou-se num belo e histórico percurso, com largada no Capitólio, passando pela via Apia, na única maratona olímpica que não terminou em um estádio, pois seu final foi no Arco de Constantina. O que poucos sabem é que ele e seu técnico haviam feito o percurso antes e notaram que o ponto da arrancada final deveria ser no Obelisco de Axun, que ficava aproximadamente, 1,5 km antes do final da prova. Este marco para o sprint final tinha um especial significado para ele, pois o obelisco era etíope e havia sido trazido para Roma depois de ser roubado pela tropas italianas invasoras.

Bikila estabeleceu nova marca mundial com o tempo de 2h65’16"02. Ele, que era guarda imperial etíope, foi promovido a sargento e ganhou um carro novo. Foi nesse carro que em 1969, sofreu um grave acidente que o deixou paraplégico.

A supremacia da URSS, o ressurgir da Alemanha, o retrocesso dos EUA e o êxito da Itália foram outros dados ressaltados. O quinto continente, logrou destaque com os neo zelandeses Peter Snell e Murray Halberg, e com o australiano Herbert Elliot.

Na categoria feminina, somente a norte-americana Wilma Rudolph conseguiu três ouros, dentro da clara supremacia soviética. Seu desempenho lhe valeu o apelido de "gazela negra", dado pela imprensa especializada.

O boxe revelou o nome de Nino Benvenuti (Itália) e especialmente o de Cassius Marcellus Clay (EUA), que ganhou a medalha de ouro nos pesos médios com apenas 18 anos.

Clay ficou tão orgulhoso com sua medalha de ouro, que ficou com ela no pescoço ininterruptamente por 2 dias. Mesmo jovem já era um show-man, falando sem parar. Cassius Clay foi o grande campeão mundial do boxe na categoria peso-pesado e responsável por acender a pira olímpica nos Jogos de Atlanta de 1996, numa cena que comoveu o mundo.

A tristeza dos jogos ficou para o ciclismo, com o falecimento do dinamarquês Knud Jenses, 23 anos, devido a um colapso decorrente de uma overdose de estimulantes. As provas de vela foram realizadas na Baía de Nápoles e destacaram o dinamarquês Paul Elvstrom na categoria Finn, pela quarta vez consecutiva, e o príncipe Constantino, herdeiro da coroa da Grécia, ganhou ouro na classe Dragão.

A vitória mais discutível foi a do australiano John Devit, nos 100 metros nado livre, pois a grande maioria achava que o vendedor havia sido o americano Lance Larson. O slow motion mostrava a vitória do americano, mas 2 dos 3 árbitros de chegada consideraram o australiano como vencedor. Prevaleceu a vitória do australiano, mas estes jogos foram os últimos sem cronometragem eletrônica na natação.

O Brasil participou nos seguintes esportes: atletismo (o bicampeão olímpico Adhemar Ferreira da Silva foi o 11° no salto triplo), remo, tiro, hipismo, pólo aquático, boxe, pentatlo moderno, futebol (fomos eliminados pela Itália por 3 a 1, depois de termos derrotado a Inglaterra e Taiwan), levantamento de peso, iatismo (na classe Finn, Reinaldo Conrad obteve o 5° lugar na classificação geral, vencendo uma das regatas), natação (Manoel dos Santos obteve a medalha de bronze nos 100 livres, tendo vencido a eliminatória e a semifinal. Fernando Nabuco de Abreu competiu nos 100 metros livres e, anos depois, veio a ocupar a presidência da Confederação de Ciclismo), basquete e ciclismo.

Tóquio 1964

História das Olimpíadas

O predomínio da tecnologia constituiu a característica mais marcante dos Jogos de 1964 e, por esta razão, acabou sendo denominado "perfeito". Conceder Ásia a XVIII edição dos jogos era uma forma de suavizar as feridas da guerra. E foi um reconhecimento público o fato de que um jovem sobrevivente de Hiroshima, Yashinori Sakai, cobrisse a última parte do caminho percorrido pela tocha Olímpica.

O Japão parecia consciente de ter de superar uma prova diante de todo mundo, e construiu um estádio para 72.000 pessoas, uma piscina e um ginásio, além de orquestrar uma autêntica renovação urbanística.

Tóquio reuniu entre os dias 10 e 24 de outubro um total de 5.140 esportistas, procedentes de 93 países. O frio intenso e uma pista coberta de cinzas estão até hoje relacionadas à corrida de Bob Hayes que, apesar de tudo, continuou sendo o mais potente corredor do atletismo. Seu desempenho em Tóquio foi espetacular, além de terminar ileso nas suas últimas 48 finais. Billy Mills foi a outra grande surpresa norte-americana, especialmente porque era um desconhecido antes de superar uma prova repleta de promessas.

E os EUA se destacaram também no lançamento de disco, graças à precisão e potência de Al Oerter. O etíope Abebe Bikila repetiu em Tóquio a sua proeza de Roma, e se destacaram ainda o soviético Valeri Brumel e o norte-americano John Thomas, em salto em altura.

México 1968

História das Olimpíadas

Os assassinatos de Martin Luther King e de Robert Kennedy, a repressão soviética da Primavera de Praga, a Guerra do Vietnã e o Maio Francês fazem parte do contexto histórico dos Jogos de 1968. A capital asteca inclusive viveu um protesto de 300.000 estudantes, sufocado pela polícia e denominado "a matança de Tlateloco" na Praça das Três Culturas.

Apesar de tudo, entre 12 e 27 de outubro o México organizou o que se denominou "Jogos da Alegria", com uma intervenção popular fervorosa.

Além disso, o esforço que o evento requeria em infra-estrutura e comunicações, converteu a capital asteca numa urbe moderna. A eleição do México como sede olímpica implicava algo relevante: os 2.277 metros sobre o nível do mar distorceram notavelmente os recordes do atletismo. Por isso os atletas de raça negra foram favorecidos e aproveitaram para transformar seus êxitos em tribunas de difusão do "Black power", presente nos EUA desde o assassinato de Martins L. King.

Ficaram na memória coletiva os punhos com luvas e as boinas de John Carlos, Tommie Smith ou do mítico Lee Evans, desde o pódio. Neste despertar da consciência negra se incluíram os esportistas de alguns países africanos, como Etiópia, Tanzânia e o Quênia, ainda que com menor articulação política.

Sua subida ao pódio teve também uma freqüência pouco comum. Outros nomes próprios que se consolidaram foram os norte-americanos Jim Hines, Charlie Greene, Larry James e Ron Freeman, além da polonesa Irena Szawinska. Todos eles em provas de atletismo. Mas foi curiosamente na modalidade dos saltos, onde se produziu uma maior fusão entre espetáculo e esporte: o norte-americano Dick Fosbury e o soviético Viktor Saneiev inscreveram seus nomes nos anuários olímpicos. E a grande proeza foi a do norte-americano Bob Beamon, que surpreendeu com os 8,9 metros na prova de salto em distância, uma marca até então inexistente no medidor oficial.

Com a supremacia da televisão ao vivo, a união entre esporte, política e espetáculo foi definitiva.

Munique 1972

História das Olimpíadas

Na história dos Jogos haverá sempre um antes e um depois, a partir daquele 5 de setembro, no qual um comando de terroristas palestinos invadiu os apartamentos de Israel. O grupo terrorista capturou nove israelenses, após assassinar outros dois. Às 10 da noite parecia que havia um acordo entre as autoridades alemãs e os raptores.

Três helicópteros decolaram da Vila em direção ao aeroporto militar. Neles iam os palestinos, os reféns e vários oficiais alemães. Israel deveria libertar 250 prisioneiros, em troca eles e os esportistas voariam até um país árabe onde seriam colocados em liberdade.

Quando os helicópteros pousaram deu-se início à tragédia. Os atiradores começaram a disparar. Mas os palestinos fizeram uso dos explosivos. O resultado: todos os reféns mortos e cinco dos terroristas também.

O COI deu liberdade para tomar a decisão que acreditasse ser a mais adequada. Somente a equipe de Israel partiu. Todos os demais países continuaram. E o tema da segurança passou a ser prioridade para os organizadores.

O atletismo teve várias notas a serem destacadas. O duplo êxito do finlandês Lasse Viren, que ganhou os 5.000 e os 10.000 metros; o soviético Valeri Borzov, com as medalhas de ouro em 100 e 200 metros, rompendo com a habitual supremacia norte-americana nas provas de sprint. A URSS foi quem dominou o atletismo masculino, mas a África demonstrou uma galopante melhora. Kipchoge Keino, do Quênia, ganhou os 3.000 metros com obstáculos, e John Akii-Bua, de Uganda se impôs nos 400 com obstáculos, baixando o recorde dos 48 segundos. E a Alemanha Federal também teve suas rainhas: Heide Rosendhal no salto em distância e Ulrike Meyfarth, de 16 anos, em altura. Na natação a revelação foi o norte-americano Mark Spitz, que somou sete medalhas de ouro: 100 e 200 livres, 100 e 200 borboleta e revezamentos 4x100, 4x200 e 4x100 peito.

Na ginástica destacou-se a soviética Olga Korbut, de 17 anos, que alcançou duas medalhas de ouro.

Montreal 1976

História das Olimpíadas

Esta edição iniciou uma nova época marcada por uma renovação de conceitos. A fatalidade ocorrida em Munique reforçou ao máximo a segurança. Dois fatos alheios ao esporte marcaram os Jogos de Montreal: a corrida contra o relógio para poder acabar a tempo as instalações esportivas, e o boicote de duas dezenas de países africanos.

O boicote da África era motivado por questões políticas. Momentos antes da inauguração, 20 delegações africanas decidiram retirar-se.

O motivo foi o protesto pela presença da Nova Zelândia na África do Sul, para participar de uma competição esportiva. O Conselho Superior de Esportes da África solicitou a exclusão da Nova Zelândia de Montreal. Diante da negação do COI, toda a África, com exceção da Costa do Marfim e Senegal, abandonou a competição.

O brilhantismo foi indiscutível no plano esportivo. Assim no atletismo foram batidos 10 recordes mundiais: o cubano Alberto Juantorena, o finlandês Lasse Viren e o soviético Viktor Saniev são nomes para recordar. Na ginástica, o domínio dos países do Leste foi absoluto, com o soviético Nikolai Andrianov como campeão mundial. A retirada das nações africanas foi notada principalmente no boxe, que tendo 370 inscritos, somente 90 competiram, e o cubano Teófilo Stevenson era o destaque. Stevenson é um caso único na história do boxe nos Jogos, alcançou uma importante posição esportiva e nunca quis se profissionalizar.

Na categoria feminina, a romena Nadia Comaneci impôs sua supremacia na ginástica, ao conseguir pela primeira vez na história olímpica, a máxima nota. Comaneci voltaria a conquistar pontuação máxima em seis ocasiões ao longo dos Jogos, estreando aos 13 anos.

Moscou 1980

História das Olimpíadas

O boicote dos EUA, defendido pelo presidente Jimmy Carter, como forma de protesto pela invasão soviética no Afeganistão, teve efeitos negativos sobre as competições olímpicas em muitos esportes.

Os países que aderiram ao boicote foram a Alemanha Federal, o Canadá, o Japão e a China. Nestes jogos participaram 5.353 atletas (4.265 homens e 1.088 mulheres) de 81 países em 21 esportes.

Pela primeira vez na história dos jogos, o esportista mais destacado não foi o rei do estádio e sim da piscina. O nadador Vladimir Salnikov realizou a façanha mais notável da competição ao baixar pela primeira vez na história do recorde, 15 minutos na prova de 1.500 metros livres. Em sua formidável exibição, Salnikov melhorou todos os tempos parciais do anterior campeão olímpico, o norte-americano Brian Goodell, conseguindo entrar para a história com seu recorde excepcional. Na natação feminina, as alemãs orientais Bárbara Krause e Rica Reinisch foram as rainhas.

E o domínio das nadadoras da RDA nestes jogos foi impressionante: ganharam 11 das 13 provas femininas e levaram 26 das 39 medalhas. No atletismo, a ausência de algumas potências fez notar a falta de competidores de nível para disputar com as estrelas de quatro e oito anos atrás.

De fato o atletismo de alto nível estava passando por uma crise, da qual não tardaria em sair. O duelo mais esperado era o dos meio-fundistas Steve Ovett e Sebastian Coe, que acabou em empate, com vitória do primeiro nos 800 metros e do segundo nos 1.500 metros. Cabe destacar também a proeza de um etíope de idade indeterminada, Mirtus Ylfter que cinco dias depois de ganhar os 10.000 metros se permitiu ao luxo de ganhar os 5.000 metros.

Outro vencedor com auréola foi Pietro Mennea, que ganhou os 200 metros e que ainda ostenta o recorde mundial de distância. A polêmica dessa vez concentrou-se nas mãos dos juízes. Em Moscou, as tradicionais dúvidas acerca das possíveis convenções causaram indignação geral, a partir do momento em que o exercício de Nadia Comaneci na barra fixa foi pontuado abaixo do que todos asseguraram que ela merecia, deixando-a em segundo lugar na competição individual.

Vale lembrar que, hoje se sabe que o nosso saudoso João do Pulo foi literalmente roubado pelos juízes na prova de salto em distância.

Los Angeles 1984

História das Olimpíadas

O boicote aos Jogos de Moscou, teve sua réplica imediata nos Jogos de Los Angeles.

O boicote soviético teve adesão da maioria dos países do Leste Europeu, com a desculpa de que não estavam garantidas "nem a segurança nem a dignidade" de seus atletas.

O grande herói de Los Angeles foi o atleta Carl Lewis, cujo objetivo era ganhar quatro medalhas de ouro para igualar-se a Jesse Owens.

Logrado seu objetivo, que ele mesmo confessou que não acreditava possível um ano atrás, Carl Lewis declarou :"Estou psicologicamente cansado, mas me dá pena que isso termine". Outros nomes também brilharam com luz própria. Começando pela norte-americana Valerie Brisco-Hooks, com suas três medalhas de ouro, as de 200, 400 e 4x400. Sebastian Coe voltou a repetir a vitória nos 1.500 metros. A norte-americana Evelyn Ashford dominou o sprint e o britânico Daley Thompson ganhou no decathlon. Mary Decker foi um protagonista ilustre, ao lado de sua competidora Zola Budd, quando quis ultrapassar a britânica que corria descalça.

Um tropeção acabou com Mary Decker e o esperado duelo acabou com as esperanças de vitória de ambas. Outro nome a se lembrar foi o da suíça Gabriela Andersen-Scheiss, por sua dramática chegada a reta final na primeira maratona feminina da história olímpica. Se em Moscou quase todos os recordes couberam aos nadadores, em Los Angeles aconteceu praticamente o contrário. A natação esteve por conta dos EUA nas duas categorias. Na masculina, obteve nove das quinze medalhas de ouro, incluídas as três de revezamento, seis de prata e nenhuma de bronze.

Os EUA foram seguidos da Austrália e dos países que haviam boicotado os Jogos de Moscou: Canadá e a RFA.

Seul 1988

História das Olimpíadas

A escolha de Seul como sede dos Jogos de 88 foi controvertida e por pouco não se converteu em novo cenário de briga política. Afinal, a Coréia do Sul, de orientação norte-americana, ainda estava tecnicamente em guerra contra os comunistas da Coréia do Norte, numa luta que deixou milhares de mortos.

Apesar de algumas ameaças de boicote - no final, assumido unicamente por Cuba - a paz voltou ao esporte.

Os comunistas deram sua resposta aos norte-americanos e dominaram os Jogos. A URSS faturou 132 medalhas (55 de ouro), seguida pela Alemanha Oriental, com 102 (37 de ouro). No total, foram 6.983 homens e 2.438 mulheres, de 160 países. O Brasil faturou seis medalhas (uma de ouro, duas de prata e três de bronze).

Seul marcou o fim da era amadora no esporte internacional, ainda que algumas modalidades esportivas tenham resistido ao profissionalismo por mais de uma década. O Comitê Olímpico Internacional admitiu a presença dos tenistas profissionais, embora o torneio olímpico ainda não valesse medalhas, e assim houve espaço para a final entre Steffi Graf e Gabriela Sabatini, um marco que tornaria possível a chegada dos astros da NBA nos Jogos de Barcelona, quatro anos depois.

Os Jogos de Seul também foram os últimos do poderoso time da Alemanha Oriental. Em novembro de 1989, o muro de Berlim caiu e, com ele, a devoção cega ao esporte construída pelo comunismo. O acaso quis que uma das estrelas de 88 fosse justamente uma jovem da Alemanha Oriental, Kristin Otto, de 22 anos, que ganhou seis medalhas na natação, um recorde no esporte feminino em se tratando de uma única olimpíada. Mais surpreendente ainda foi o fato de ter ganhado medalhas em três estilos diferentes: nado livre, nado costas e borboleta, proeza que nem mesmo Mark Spitz alcançou.

Otto se aposentou após Seul e retornou a Berlim para participar dos movimentos revolucionários que levaram à derrubada do muro. No início dos anos 90, os técnicos da Alemanha Oriental começaram a confessar prática ilegal de treinamento, tais como o uso de esteróides, muitas vezes sem o conhecimento dos atletas. Kristin Otto se indignou com a insinuação que ela também teria se valido de doping. "Ninguém poderá tirar meu sucesso em Seul. Eu era como o Mark Spitz, as medalhas foram resultado de anos de trabalho. Mas não posso ter certeza sobre o que foi colocado na minha comida".

Foram justamente os esteróides que provocaram o grande escândalo dos Jogos, quando o canadense Ben Johnson foi pego no exame antidoping e perdeu a medalha de ouro e o recorde mundial nos 100 metros. Saiu foragido da Coréia, ficou quatro anos suspenso e depois fez seu retorno às pistas.

Mas um segundo positivo por anabolizante acabou por eliminar Johnson definitivamente do esporte.

O Brasil não repetiu em Seul o desempenho de Los Angeles, mas teve resultados inesperados. O melhor deles aconteceu no judô que, após uma série de conquistas de prata e bronze iniciada em 72, finalmente alcançou o lugar mais alto do pódio. O primeiro ouro olímpico do judô brasileiro - e também o único daquela delegação - foi conquistado pelo judoca paulista Aurélio Miguel, na categoria meio-pesado.

Aurélio vinha obtendo importantes resultados internacionais desde 83, incluindo o vice-campeonato na tradicional Copa Jigoro Kano e o ouro nos Jogos Pan-americanos de 87. Miguel tinha conquistado medalha em todos os grandes torneios preparatórios europeus antes de ir a Seul.

Barcelona 1992

História das Olimpíadas

A história do esporte mudou definitivamente nos Jogos Olímpicos de Barcelona. A máscara do amadorismo, que exigia dos atletas a hipocrisia de fingir não ter patrocínios e profissão, enfim caiu.

O Comitê Olímpico Internacional admitiu a presença de atletas profissionais de todas as modalidades e permitiu o surgimento do Dream Team, o time de basquete masculino americano que ganhou o ouro com Michael Jordan e Magic Johnson.

Barcelona bateu todos os recordes de participação. Foram 7.108 homens e 2.851 mulheres, de 172 países. Os Jogos também viram o último capítulo da União Soviética, batizada de CEI, que ainda terminaram em segundo lugar, com 102 medalhas (45 de ouro). Os norte-americanos somaram 108, mas com apenas 37 vitórias. O Brasil levou 198 atletas e voltou a ganhar duas medalhas de ouro, além de uma outra de prata.

Pela primeira vez em 40 anos, os Jogos foram realizados sem problemas políticos, ainda que encontrasse um país-sede dividido entre espanhóis e catalães, o que exigiu o hasteamento de duas bandeiras e o entoar de dois hinos diferentes na cerimônia de abertura. Nenhum atleta fez protesto político.

Atlanta 1996

História das Olimpíadas

Os 100 anos do Movimento Olímpico não poderiam ter sido comemorados de forma mais contraditória. Embora Atlanta tenha tido o privilégio de sediar as maiores e mais sofisticadas Olimpíadas da história, a submissão dos membros do Comitê Olímpico Internacional à máquina norte-americana da Coca-Cola foi um capítulo nebuloso.

Não bastasse isso, os Jogos viveram seu segundo ato de "terrorismo", com a explosão de uma bomba no superlotado Parque Olímpico, que matou duas pessoas e trouxe o medo de volta ao cenário olímpico.

Atlanta ultrapassou a barreira e organizou 17 dias de Jogos, que reuniram o recorde absoluto de 10.750 atletas e 197 países. A previsível vitória norte-americana no quadro geral de medalhas, com 101 de ouro, misturou-se à incrível confusão gerada por falhas constantes em todo o sistema de informática. Pela primeira vez, 52 diferentes nações chegaram à medalha de ouro. Costa Rica, Equador e Síria enfim subiram no lugar mais alto do pódio. Hong Kong faturou sua primeira e última medalha de ouro, já que passou a integrar a China em 97.

Não faltaram estrelas e emoções. A final dos 100m foi tão extraordinária que o namíbio Frankie Fredericks, derrotado pelo jamaicano Donovan Bailey, fez um tempo suficiente para levar o ouro em quaisquer outras Olimpíadas.

O mesmo aconteceu nos 800 metros, onde o quarto colocado, o cubano Norberto Tellez, fez tempo superior a todos os antigos campeões olímpicos. No campo dos fenômenos, certamente o velocista norte-americano Michael Johnson conseguiu ser mais rápido do que Donovan Bailey. O jamaicano correu com velocidade média de 36,26 km/h para marcar o novo recorde mundial dos 100 metros, enquanto Johnson chegou à incrível média de 37,23 km/h para vencer os 200.

Johnson tornou-se o primeiro atleta da história a faturar o ouro olímpico nos 200 e 400 metros nos mesmos Jogos. E ainda por cima com recordes mundiais nas duas corridas. Cinco semanas antes de Atlanta, Michael conseguira quebrar o recorde dos 200m do italiano Pietro Menea, o mais antigo do atletismo, ao correr em 19s72. Nas Olimpíadas, cravou 19s66 e deixou adversários boquiabertos. "Eu achava que o homem mais veloz do mundo era o campeão dos 100m, mas hoje acredito que ele está sentado ao meu lado", declarou Ato Boldon, durante a entrevista coletiva.

O atletismo produziu ainda duas estrelas. A francesa Marie-José Pérec, que também faturou o ouro nos 200 e 400 metros, e o veterano Carl Lewis, vencedor do salto aos 35 anos. Foi sua nona vitória olímpica em quatro Olimpíadas consecutivas.

Curiosa façanha veio com a também jamaicana Merlene Ottey. Ao chegar em terceiro no revezamento 4x100, ela se tornou a primeira mulher a ganhar cinco medalhas de bronze (em quatro Jogos). Outra atleta, a nadadora norte-americana Jenny Thompson, somou cinco medalhas de ouro em sua carreira e igualou o feito da esquiadora Bonnie Blair como a atleta dos Estados Unidos com maior número de vitórias olímpicas.

Os Jogos evidenciaram supremacias bem conhecidas. Os oito primeiros colocados nos 10 mil metros masculinos foram africanos. Nada menos que 11 dos 12 medalhistas do tênis de mesa eram asiáticos.

No campo das emoções, nada mais ilustrativo do que o então recordista mundial do salto em extensão, o norte-americano Mike Powell. Ele se contundiu na quinta tentativa e foi para o último salto mancando. Fez um esforço para embalar e caiu de rosto na caixa de areia, entre lágrimas de dor e decepção. "Nunca me senti mais ferido na mente, no corpo e no coração",avaliou ele, que nunca mais competiu. Outra decepção ficou para o britânico Linford Christie, que queimou duas vezes a largada na final dos 100m, acabou eliminado e se recusou a abandonar a raia.

Fora das pistas e quadras, um certo Richard Jewell virou duas vezes notícia. Quando a bomba de fabricação caseira explodiu no Parque Olímpico, resultando na morte de duas pessoas, o policial se transformou numa celebridade por salvar centenas de outras vítimas. Dias depois, Jewell terminou como o vilão da história, responsabilizado por ele próprio ter colocado a bomba.

Para o Brasil, Atlanta só teve boas recordações. Pela primeira vez, a equipe brasileira somou 15 medalhas numa única edição e pela primeira vez saímos com três novos campeões olímpicos. O iatismo confirmou Robert Scheidt e a dupla Torben Grael/Marcelo Ferreira como as melhores do mundo e o estreante vôlei de praia deram uma inédita medalha de ouro para o esporte feminino nacional. Melhor ainda, realizou a primeira final olímpica totalmente verde-e-amarela da história, já que Jacqueline e Sandra venceram na decisão Mônica e Adriana.

A prata coroou as carreiras de Hortência e Paula no basquete, com direito a idolatria até dos norte-americanos. Gustavo Borges também garantiu um segundo lugar nos 200m e, com outro bronze nos 100m, saiu de Atlanta como o atleta nacional que mais subiu ao pódio olímpico em todos os tempos.

O bronze foi uma surpresa para o 4x100m do atletismo, para o judoca Henrique Guimarães e para a equipe de saltos do hipismo. Confirmou, por seu lado, a competência de Lars Grael no iatismo, do judoca Aurélio Miguel, do nadador Fernando Scherer e do ascendente vôlei feminino. Mas não evitou a frustração do futebol masculino, que perdeu talvez a maior chance de conquistar o único triunfo que lhe falta. Na semifinal contra a Nigéria, vencíamos por 3 a 1, antes de ceder o empate e perder a vaga na final na "morte súbita". O tabu fica para ser vencido em Sydney.

História das Olimpíadas

Com obras grandiosas em estilo futurista, a Austrália mostrou que é muito mais do que um lugar exótico e remoto, habitado por surfistas, aborígenes e cangurus. Some-se a isso o esforço do Comitê Olímpico Internacional para apagar da memória o fiasco dos últimos Jogos, em Atlanta, onde os computadores pifaram e a organização virou um caos. Os australianos conseguiram nada menos que a perfeição.
Para isso, os australianos começaram cedo. Ao todo foram nove anos de preparação - dois quando Sydney ainda era um das cidades candidatas a sediar os Jogos Olímpicos e mais sete depois que ela venceu a disputa - e um investimento de 3,4 bilhões de dólares.

Stadium Austrália, construído especialmente para a Olimpíada.
Fonte: Super Interessante - agosto/2000.

Resumo de todos os dias da competição

15/09/2000

Show na Abertura dos Jogos. Com a entrada de cavaleiros e amazonas, ao som de trompetes, e o hino nacional da Austrália, interpretado por Julie Anthony, foi aberta a Cerimônia da Olimpíada de Sydney.

Nikki Webster, uma menina de 13 anos personagem central do espetáculo, simbolizou na praia, com a presença dos aborígenes, um sonho que se transformou na formação das lendas e história da Austrália. Com muitos recursos técnicos e mais de 2.000 figurantes que dançaram e cantaram com a forte presença do público, que participou ativamente dos festejos, os Australianos deram um espetáculo inesquecível de competência, amor ao esporte e cidadania.

A delegação Olímpica Brasileira entrou no Stadium Austrália ao som de "Aquarela do Brasil" e a porta-bandeira da delegação foi a atleta do vôlei Sandra Pires. Outro destaque da delegação brasileira foi o tenista Gustavo Kuerten.

A primeira medalha de ouro nas Olimpíadas saiu na prova do tiro feminino, modalidade carabina de ar 10 metros. A atleta norte-americana Nancy Johnson foi a vencedora. A prata ficou com a sul-coreana Kang Cho-hyun e o bronze com a chinesa Gao Jing.

O Basquete Feminino Brasileiro estreou também com vitória, ao vencer a Eslováquia por 76 a 60.

Com um tempo de 2h20s, a suíça Brigitte McMachon surpreendeu e levou o ouro na prova de Triatlo Feminino. Uma das favoritas, a australiana Michellie Jones ficou com a prata e outra suíça, Magali Messmer, ficou com a medalha de bronze.

Entre as brasileiras, apenas Sandra Soldan completou a prova chegando na 11ª posição, com o tempo de 2h3m19s.

O Vôlei Feminino Brasileiro, venceu fácil a seleção do Quênia por 3 sets a zero, parciais 25-8, 25-11 e 25-13, numa partida que durou 55 minutos. Já o Futebol Feminino perdeu para a Alemanha por 2 a 1.

16/09/2000

A primeira medalha do Brasil saiu na Natação Masculina. Gustavo Borges, Fernando Scherer, Edvaldo Valério e Carlos Jayme garantiram a medalha de bronze na prova do revezamento 4 x 100.

A medalha de ouro ficou com os Australianos e a de prata com os Estados Unidos.

Com essa medalha, Gustavo Borges passou a ser o brasileiro com mais medalhas olímpicas: quatro. Ganhou prata nos 100m livre em Barcelona/92, prata nos 200m livre e bronze nos 100m livre em Atlanta/96.

O nadador Fernando Scherer desistiu de competir nos 100m livre devido ao seu problema no tornozelo, deixando a missão para Gustavo Borges. Scherer vais disputar os 50m.

As primeiras provas de natação dos Jogos de Sydney viram duas quebras de recordes olímpicos. Nos 400 m livre masculino, o australiano Ian Thorpe estabeleceu a nova marca, com 3min44s65, enquanto a holandesa Inge de Bruijn, nos 100m borboleta, marcou 57s60. Os dois também são os recordistas mundiais das provas.

A ginasta canadense Emile Fournier, 17, teve sua perna esquerda fraturada durante uma seção de treinamento e ficará fora dos Jogos Olímpicos. A atleta deverá ser substituída por Crystal Gilmore.

A Equipe Brasileira de Atletismo fez ontem (15/09) treinos leves na pista de aquecimento do Estádio Olímpico de Sydney, sob o comando dos técnicos Jayme Netto e Nélio Moura. A modalidade de atletismo estréia nos Jogos no dia 21.

O Handebol Feminino começou bem a sua participação nos Jogos. As meninas do Brasil venceram a seleção Australiana por 32 a 19.

17/09/2000

A dupla feminina de Vôlei de Praia, Sandra Pires e Adriana Samuel, venceram a seleção de Cuba por 15 a 4. Em outra partida, Adriana Behar e Shelda fizeram 15 a 3 contra as búlgaras Tzvetelina e Petia Yanchulova, e deram um show na praia de Bondi Beach. A partida durou apenas 25 minutos.

O Brasil voltou a vencer no Tênis de Mesa em duplas. Hugo Hoyama e Carlos Kawai derrotaram os checos Petr Korbel e Josef Plachy por dois sets de 21 a 17. O próximo desafio dos brasileiros pode ser os poloneses Lucjan Blaszczyk e Tomasz Krzeszewski.

No Ciclismo, apesar do esforço da australiana Michelle Ferris na prova dos 500m contra o relógio, o ouro ficou com a francesa Felicia Ballanger, que quebrou o recorde mundial da prova. O terceiro lugar ficou com a chinesa Jiang Cuihua.

O atleta Sanderlei Parrela viajou ontem para Sydney, junto com seu técnico Luis Alberto de Oliveira, com a esperança de ainda poder disputar a prova dos 400 m, para a qual está classificado. Alguns membros da Comissão Antidoping do COI chegarão a Sydney hoje. O presidente da CBAt, Roberto Gesta, se reunirá com eles para obter uma resposta sobre o caso antes do dia 21 - início das provas de atletismo.

A equipe norte-americana feminina de revezamento 4x100m livre (natação) quebrou o recorde mundial da prova, com o tempo de 3min36s61. A antiga marca pertencia s nadadoras da China e havia sido conquistada em 1994.

No Futebol Masculino, o Brasil perdeu de 3 a 1 para a seleção da África do Sul e ficou em situação difícil. Terá obrigação de vencer o Japão na próxima partida, se não quiser ficar com sua classificação comprometida nos Jogos de Sydney.

Daniele Hypólito é finalista da Ginástica Artística. A brasileira, de apenas 16 anos é uma das três atletas mais baixinhas presentes em Sydney, ficou em 31° lugar na classificação geral e estará entre as 36 atletas que disputarão a final a partir das 5 horas da madrugada desta quinta-feira.

18/09/2000

O Judoca paulista Tiago Camilo, de apenas 18 anos, faz uma campanha brilhante e conquista a segunda medalha do Brasil nos Jogos de Sydney. Ele faturou a medalha de prata, perdendo para o italiano Giuseppe Maddaloni na final.

Tiago Camilo é o mais jovem brasileiro a conquistar uma medalha olímpica em modalidades individuais.

O Canoísta brasileiro Cássio Petry está fora da disputa por medalhas nos Jogos de Sydney. Ele foi desclassificado na prova de slalom após as duas baterias realizadas na madrugada de ontem. O atleta terminou a prova em 14° lugar, e apenas os 12 primeiros se classificam para a segunda fase.

A nadadora holandesa Inge de Brujin confirmou favoritismo e venceu a prova dos 100m borboleta. Além do ouro, ela bateu o recorde mundial, com o tempo de 56s61.

A Seleção Brasileira masculina de Vôlei não encontrou dificuldades em sua partida de estréia e venceu a Austrália por 3 sets a 0. As parciais foram 25/13, 25/14 e 25/21. Nos dois primeiros sets o Brasil manteve-se a frente do placar. Fechou o primeiro em 18 minutos, o segundo em 19 minutos e o terceiro em 24 minutos.

A brasileira Maria Elizabete Jorge, 43 anos, terminou em décimo lugar na prova de Levantamento de Peso. Apesar de não conquistar uma medalha, o reconhecimento do público, que a aplaudiu depois de sua atuação, foi um valioso prêmio de consolação, que pode motivar a veterana atleta a sonhar com a Olimpíada de Atenas, em 2004.

A Seleção Brasileira feminina de Vôlei confirmou seu favoritismo diante das australianas: venceu por 3 sets a 0 e sem dificuldades, o duelo com as anfitriãs dos Jogos. As parciais foram 25/13, 25/18 e 25/17.

Cuba comemora a sua primeira medalha de ouro do país nesta Olimpíada. A Judoca Legna Verdecia, venceu a japonesa Norito Narasaki, campeã mundial, na categoria 52 kg.

Hugo Hoyama vence novamente na estréia do torneio masculino individual de Tênis de Mesa. Ele derrotou o canadense Kurt Liu por 3 a 0. Já a brasileira Lígia Silva perdeu para a romena Otilia Badescu.

19/09/2000

O velocista brasileiro Sanderlei Parrela foi liberado para disputar a prova dos 400m. A participação do atleta, que havia sido pego no exame antidoping, dá uma injeção de ânimo em toda a equipe de Atletismo em Sydney. Agora o Brasil passa a ter mais chances de conquista de medalhas na Olimpíada.

Finalmente a primeira vitória brasileira no Boxe. Valdemir Pereira, o Sertão, venceu o australiano James Swan por 8 a 4, em combate realizado no Exhibition Centre de Sydney. Para conquistar o ouro, Sertão precisa vencer mais quatro combates no torneio. Seu próximo adversário será o turco Ramazan Palyani. O confronto acontece sábado, dia 23.

A dupla brasileira do Tênis de Mesa, integrada por Hugo Hoyama e Carlos Kawai, foi derrotada no torneio masculino dos Jogos de Sydney. Os brasileiros perderam para os poloneses Lucjan Blaszczyk e Tomasz Krzeszewski. Hugo Hoyama continuará disputando apenas o torneio individual.

O Basquete Feminino perdeu para a seleção da Austrália por 81 a 70. Segundo o técnico Antônio Barbosa, o fator decisivo foi a instabilidade da Seleção Brasileira. O próximo compromisso das meninas é na madrugada de quinta-feira (0H30) contra a seleção do Senegal.

O remador brasileiro Anderson Nocetti não conseguiu se classificar, na repescagem, para as semifinais do skiff simples. Nocetti chegou em terceiro lugar. O holandês Gerard Egelmeers venceu a prova seguido pelo eslovaco Jean Zyska.

A atleta brasileira naturalizada americana, Gabrielle Rose, conseguiu se classificar para a final dos 200m medley. Gabrielle, que é filha de brasileira, representou o Brasil nos Jogos de Atlanta, em 1996, mas não havia conseguido ir para a final. Pelos EUA, conquistou o sétimo melhor tempo na semifinal.

A equipe brasileira do revezamento 4x200m livre nadou muito mal em sua eliminatória e não entrou na final da modalidade dos Jogos. A equipe vencedora foi a norte-americana.

Gustavo Kuerten venceu fácil o tenista Christophe Pognon, de Benin, em pouco mais de meia hora. O brasileiro marcou 2 sets a 0, parciais 6/1 e 6/1.

O nadador americano Lenny Krayselburg conquistou a medalha de ouro nos 100m nado costas e bateu o recorde mundial com o tempo de 53s72. O segundo lugar ficou com o australiano Mathew Welsh e o alemão Stev Theloke ficou com o bronze.

A Seleção Brasileira masculina de Vôlei derrotou o Egito por 3 sets a 0, parciais 30/28, 25/10 e 25/21. Mesmo assim, a equipe encontrou um adversário bem mais complicado do que se esperava no princípio. Nesta partida, o atacante Tande estreou, depois de ter sido poupado na partida contra a Austrália.

A nadadora da Romênia Diana Mocanu marcou um novo recorde mundial nos 100m nado costas, com 1min0s21. A romena ganhou a medalha de ouro, vencendo a final no Centro Aquático Internacional de Sydney.

20/09/2000

A terceira medalha do Brasil, saiu das mãos do judoca Carlos Honorato, na categoria Peso Médio, ele ganhou a medalha de prata. Inicialmente Honorato foi a Sydney para ser reserva da equipe brasileira. Com a contusão do atleta Edelmar Branco Zanol, Carlos Honorato teve a sua oportunidade e soube aproveitá-la.

Honorato, 26 anos, começou bem nos Jogos ao derrotar na estréia o indonésio Krisna Bayu, com um ippon por imobilização. Seguiram-se mais três vitórias até o final. Mesmo derrotado, Honorato comemorou a prata como o maior troféu de uma carreira com altos e baixos.

Mais uma vitória das meninas do Futebol, desta vez derrotando a seleção da Austrália e classificando-se para as semifinais. O placar foi de 2 a 1 para as brasileiras. A atacante Kátia Cilene, deixou o gramado chorando, e as lágrimas no rosto explicaram o empenho do time para conquistar a classificação. O outro gol do Brasil foi marcado por Raquel aos 10 minutos do 1° tempo.

O nadador Eric Moussambani, da Guiné Equatoriana, na África, emociona Sydney e torna-se um símbolo dos Jogos Olímpicos. O atleta de 22 anos participou da 1ª eliminatória, bateria disputada pelos nadadores com os piores tempos. Além de Moussambani, estavam escalados o nigeriano Karim Bare e Farkhood Oripov, do Tadjiquistão. Os outros dois queimaram a largada e foram desclassificados.

Sozinho na piscina, o nadador percorreu ida e volta lentamente, mostrando a habilidade de quem aprendeu a nadar em janeiro deste ano (foi sua primeira vez em uma piscina de 50 metros). A cada braçada, os espectadores não paravam de aplaudir.

Ao sair da piscina, Moussambani, exausto, foi tratado pelo público como se fosse um dos campeões da casa. Seu tempo foi de 1min52s72, enquanto que o recorde da prova, cravado pelo holandês Pieter van den Hoogenband foi de 47s84.

A Seleção Brasileira masculino de Futebol sofreu e conseguiu vencer o Japão pelo magro placar de 1 a 0. Alex fez o gol aos 4 minutos do primeiro tempo.

No Iatismo, os brasileiros Kiko Pelicano e Maurício Santa Cruz, da classe mistral, permanecem em 10° lugar na classificação geral, com 39 pontos perdidos.

O ciclista alemão Jens Lehmann, depois de cair aos prantos com a conquista da medalha de ouro na competição por equipes, comove o público em Sydney: ele desceu do pódio e beijou a pista do Velódromo Dunc Gray, logo depois da premiação.

A equipe Brasileira de Hipismo encerrou sua participação no Concurso Completo de Equitação em sexto lugar. Uma colocação surpreendente diante do 15° lugar alcançado em Atlanta/96. O resultado também é o melhor do Brasil nessa modalidade em toda a história dos Jogos.

21/09/2000

Gustavo Kuerten avança para as oitavas-de-final do torneio olímpico de Tênis. Hoje de madrugada, ele derrotou o alemão Rainer Schuttler com um duplo 6/4 em uma partida relativamente fácil. Seu próximo adversário será o croata Ivan Ljubicic, 90° colocado no ranking mundial de Entrada e o 82° no ranking da Corrida dos Campeões da ATP.

A Seleção Brasileira masculina de Vôlei derrotou a Holanda por 3 sets a zero. Parciais de 25/20, 25/17 e 27/25.

A ginasta brasileira Daniele Hypólito fez história na final individual por aparelhos em Sydney, encerrada hoje, às 8 horas da manhã (horário de Brasília). Ela terminou em 21° lugar, com 37.337 pontos, melhor colocação de uma brasileira em Olimpíada. A Romênia levou as três medalhas: ouro (Andreea Raducan), prata (Simona Amanar) e bronze (Maria Olaru), confirmando o título por equipes do dia anterior.

As duplas brasileiras de Vôlei de Praia Feminino continuam indo bem em Sydney. Na madrugada de hoje, as duplas Adriana Behar/Shelda e Sandra/Adriana venceram com tranquilidade os seus jogos e se classificaram para as quartas-de-final, que serão disputadas no sábado.

Sandra e Adriana venceram a dupla portuguesa por 15 a 6. Adriana Behar e Shelda venceram as alemãs por 15 a 9. No sábado elas enfrentarão uma dupla da casa, formada pelas australianas Gooley e Manser.

O Cavaleiro brasileiro Roberto Macedo, do Concurso Completo de Equitação, sofreu uma queda ao participar de uma prova da categoria individual. Montando Fricote, o cavaleiro caiu ao saltar um obstáculo e acabou sendo atingido pelo animal. Roberto fraturou a bacia e seu estado geral é bom.

A Seleção Brasileira feminina de Handebol sofreu a primeira derrota em Sydney. Na madrugada de hoje, a equipe foi derrotada pela Áustria por 45 a 26. As austríacas, medalha de bronze no último mundial, conseguiram a primeira vitória.

O maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima embarca amanhã para Sydney para disputar a segunda Olimpíada da carreira. Em Atlanta/96, ele terminou a maratona em 47° lugar. Agora Vanderlei sonha com uma medalha.

O boxer brasileiro meio-médio ligeiro Kelson Pinto estreou com vitória, nocauteando no quarto assalto, o paquistanês Ghulan Shabbir. O próximo adversário de Kelson Pinto será o campeão mundial de 99, Abdullaev Mahamadkadyz, do Uzbequistão.

22/09/2000

Começou ontem à noite a batalha para definir quem é o homem mais rápido do mundo. A prova dos 100m rasos, a mais importante do atletismo, concentrou todas as atenções no primeiro dia da modalidade nos Jogos Olímpicos. A grande surpresa foi a eliminação do atual campeão olímpico, o canadense Donovan Bailey. Mal recuperado de uma forte gripe, ele chegou em último lugar na terceira prova da segunda fase eliminatória, tendo praticamente abandonado a prova a partir da metade do percurso.

O americano Maurice Greene, recordista mundial e grande favorito ao ouro, não forçou o ritmo e fez 10s10 na segunda eliminatória. O melhor tempo do dia foi 10s04, marcado por Ato Boldon, de Trinidad e Tobago e Obadele Thompson, de Barbados.

Três brasileiros disputaram as eliminatórias dos 100m rasos. Enquanto Raphael Oliveira foi eliminado logo na primeira rodada, Vicente Lenílson Lima e Cláudio Sousa conseguiram chegar à segunda eliminatória, onde foram eliminados com os tempos de 10s28 e 10s47 respectivamente.

A americana Marion Jones começou bem a sua tentativa de entrar para a história dos Jogos, com a conquista de cinco medalhas de ouro. Jones iniciou seu desafio pessoal com as eliminatórias dos 100m rasos, uma de suas especialidades. Na segunda eliminatória da prova, disputada no início da manhã de hoje, ela marcou o tempo de 10s83 e conseguiu a melhor marca do dia.

A Seleção Brasileira feminina de Vôlei manteve aproveitamento de 100% na Olimpíada. Na madrugada de hoje, a vítima foi a Croácia, derrotada por 3 sets a 0, parciais de 25/21, 25/23 e 25/23. Com o resultado, a quarta vitória em quatro jogos, a equipe permanece na liderança do Grupo A e se mantém como a única que ainda não perdeu nenhum set.

No Vôlei de Praia Masculino, a dupla Emanuel e Loiola perdeu para os espanhóis Diez e Bosma por 17 a 16 e deram adeus aos Jogos Olímpicos.

O controle do jogo foi dos brasileiros durante boa parte do tempo e pareciam caminhar para uma vitória tranquila, mas os espanhóis endureceram e empataram em 10 a 10. Mais tranquilos, os espanhóis fizeram o ponto decisivo e acabaram com o favoritismo da dupla do Brasil.

A Seleção Brasileira feminina de Basquete voltou a jogar mal e sofreu a segunda derrota em quatro jogos na Olimpíada. Demonstrando instabilidade emocional, a equipe perdeu na madrugada de hoje para a França, na prorrogação, por 73 a 70, após empate em 63 pontos no tempo normal.

23/09/2000

No Vôlei de Praia Feminino o Brasil já é no mínimo, medalha de prata. Com a suada vitória de Adriana Behar e Shelda, por 15 a 11 sobre as japonesas Takahashi e Saiki, o Brasil carimbou passaporte para a grande final, que será realizada às 14h desta segunda-feira, dia 25 de setembro, ( 00h de Segunda, em Brasília ), na arena de Bondi Beach. Na decisão, Behar e Shelda vão enfrentar as australianas Cook e Pottharst, que derrotaram Adriana Samuel e Sandra Pires na outra semifinal. Adriana e Sandra brigam pelo bronze em confronto com as japonesas, às 12h de segunda (22h do domingo, dia 24 de setembro, horário de Brasília).

A Seleção Brasileira masculino de Futebol dá vexame e está eliminada da Olimpíada de Sydney. Os brasileiros perderam para a Seleção dos Camarões por 2 a 1, com um gol na prorrogação com morte súbita. Lamentável.!!

A japonesa Naoko Takahashi levou o ouro na prova da Maratona Feminina, disputada hoje a noite, e estabeleceu um novo recorde olímpico para a competição. A atleta completou a prova em 2h23min14s, superando o antigo recorde de 2h24min52s, da norte-americana Joan Benoit, em Los Angeles/84.

O segundo lugar ficou com a romena Lidia Simon, que fez o tempo de 2h23min22s. O bronze ficou com a queniana Joyce Chepchumba, com o tempo de 2h24min45. As grandes favoritas ao ouro, a queniana e recordista mundial Tegla Loroupe, e a etíope Fatuma Roba, abandonaram a prova antes da metade da competição.

24/09/2000

A Seleção Brasileira feminina de Futebol apesar de ter feito a melhor apresentação dos últimos anos e dominado o jogo, foi derrotada pelos Estados Unidos por 1 a 0, na semifinal disputada neste domingo, dia 24, em Canberra. Agora, resta a chance de disputar o inédito bronze, dia 28, contra a Alemanha, que perdeu para a Noruega, na outra semifinal realizada em Sydney. Brasileiras e alemães voltam a se encontrar. Na primeira fase, vitória da Alemanha por 2 a 1.

A dupla Zé Marco e Ricardo já garantiu neste domingo, dia 24, o melhor resultado do Brasil no torneio olímpico de vôlei de praia masculino. Em pouco mais de meia hora, os brasileiros venceram por 15 a 5 a semifinal contra Ahmann e Hager (Alemanha) e vão enfrentar os americanos Blant e Fonomoiana na disputa pelo ouro, na terça-feira, dia 26, às 14h (0h do mesmo dia, horário de Brasília), na quadra principal da arena montada em Bondi Beach.

Atletismo

110m c/barreiras - Márcio Simão se classificou na eliminatória com o 21o. tempo, com 13s70. Na segunda eliminatória marcou 13s71 e acabou eliminado.

400m - semifinal - Sanderlei Parrela se classificou para a final marcando 45s17.

400m c/barreiras - Eronides Araújo se classificou para a semifinal marcando 50s06.

Basquete Feminino

Brasil 60 x 61 Canadá (31/28) - O Brasil ficou em terceiro lugar na fase classificatória. Nas quartas-de-final enfrentará a Rússia.

Boxe

Categoria até 63,5kg - Kelson Carlos perdeu para Mahamadkadyz Abdullaev (UZB) por nocaute técnico e foi eliminado.

Ciclismo

Montain Bike - Renato Seabra não completou a prova. Ele terminou na 43a. colocação.

Iatismo

Mistral Mas - Ricardo Winick ficou na 15a. colocação final. Ele foi 21o. na décima rodada e 26o. na décima-primeira e última regata.

Mistral Fem - Christina Mattoso ficou na 26a. colocação final. Na décmia-primeira e última regata ela ficou em 28o. lugar.

470 Mas - Alexandre Paradeda e André Fonseca ocupam a 23a. colocação geral. Na sétima regata eles foram 27o. e na oitava regata 25o.

470 Fem - Maria Krahe e Fernanda Oliveira ocupam a 18a. colocação. Na sétima regata elas ficaram em 17o. lugar e na oitava em 15o. lugar.

Tornado

Maurício santa Cruz e Henrique Pelicano terminaram a competição na 11a. colocação. Na décima-primeira e última regata eles ficaram em 11o. lugar.

Nado Sincronizado

Dueto técnico - Isabela e Carolina de Moraes terminaram em 13o. lugar.

Tênis - Dupla Fem

Vanessa Menga e Joana Cortez 2/6, 3/6 Petra Mendula/Katalin M.Aracama (Hungria). A dupla brasileira foi eliminada.

Vôlei Feminino

Brasil 3 x 1 Estados Unidos (25/17, 20/25, 25/15, 25/15). O Brasil terminou em primeiro lugar do grupo A. Nas quartas-de-final, dia 26, o Brasil enfrentará a Alemanha, quarta colocada do grupo B.

25/09/2000

O Vôlei de Praia Feminino é medalha de prata e de bronze. Apesar da frustração pela derrota na disputa do ouro, Adriana Behar e Shelda ficaram com a medalha de prata, e Sandra e Adriana Samuel com a de bronze.

A dupla Adriana Samuel e Sandra festejou muito a façanha. Na decisão do terceiro lugar, disputada na arena de Bondi Beach, elas derrotaram com facilidade as japonesas Yukiko Takahashi e Mik Saiki por 2 sets a 0, com parciais de 12/4 e 12/6, em pouco mais de meia hora de jogo.

A outra dupla brasileira formada por Adriana Behar e Shelda, tricampeã mundial e favorita absoluta ao ouro, foi surpreendida na final pelas australianas Cook e Pottharst, que venceram na madrugada de hoje por 2 sets a 0, parciais de 12/11 e 12/10.

O mais importante é que as quatro brasileiras mostraram garra, competência, talento e acima de tudo, amor à camisa do Brasil. Parabéns meninas.

No Tênis, o brasileiro Gustavo Kuerten foi eliminado, no início da madrugada de hoje, ao perder para o russo Yevgeny Kafelnikov por 2 sets a 0, parciais 6/4 e 7/5. Apesar da decepção, Guga mostrou tranquilidade e disse que adorou a experiência de participar de uma Olimpíada.

O brasileiro Sanderlei Parrela chegou em quarto lugar na final dos 400m rasos, prova realizada hoje de manhã, por volta das 6h30, e que foi vencida com facilidade pelo super-astro americano Michael Jonhson, com o tempo de 43s84. O corredor brasileiro largou bem e até fez boa prova, chegando sozinho na quarta colocação.

O brasileiro Cassius Duran, de 21 anos, fez história no salto ornamental, ao se classificar para a semifinal da prova do trampolim de 3 metros. Ele ficou em 14° lugar entre 49 competidores. Foi a primeira vez que um brasileiro foi tão longe.

Duran teve performance excelente, marcando 382,08 pontos e terminando na frente de outros 35 competidores. Apenas os 18 primeiros conseguiram passar próxima fase.

26/09/2000

O Vôlei de Praia masculino também é prata nos Jogos Olímpicos de Sydney. A dupla formada por Zé Marco e Ricardo, cotada para ficar com o título, perdeu a chance de dar a primeira medalha de ouro para o Brasil ao perder a final no início da madrugada de hoje. A dupla perdeu para os americanos Dain Blanton e Eric Fonoimoana por 2 sets a 0, parciais de 12/11 e 12/9. A medalha de bronze ficou para a dupla alemã Axel hager e Jorg Ahman por 12/9 a 12/5.

A final do torneio masculino de Futebol vai ser disputada entre Espanha e Camarões, sexta-feira à noite. Hoje em Sydney a Espanha bateu os Estados Unidos por 3 a 1, enquanto em Melbourne Camarões venceu o Chile por 2 a 1, de virada.

A Seleção Brasileira feminina de Vôlei venceu a Alemanha por 3 a 0, parciais de 25/22, 25/18 e 25/17, mesmo resultado da vitória de Cuba sobre a Croácia. Agora o Brasil enfrentará a seleção de Cuba, pelas semifinais na próxima quinta-feira.

O queniano Paul Tergat conquistou a medalha de prata nos 10.000m. O campeão foi o etíope Haile Gebselassie. Paul Tergat já é conhecido do público brasileiro, pelas suas participações e vitórias na Corrida Internacional de São Silvestre.

Os brasileiros Guto Campos e Sebastian Cuattrin classificaram-se na madrugada de hoje para a semifinal da canoagem de velocidade no K-2 1000, no Penrith International Regatta Centre. Os dois voltam à raia quinta-feira, em busca de um lugar na final. Na eliminatória de hoje, eles fizeram o sétimo tempo, com 3min21s228.

No Iatismo, os brasileiros Torben Grael e Marcelo Ferreira seguem firmes na liderança da classe Star. Ontem à noite e no início da madrugada de hoje, foram disputadas a quinta e sexta regatas da competição e os brasileiros terminaram na liderança com 13 pontos perdidos, sete a menos que os vice-líderes, os barcos da Austrália e de Bermundas.

As ciclistas brasileiras Cláudia Carceroni e Janildes Fernandes não deram sorte no ciclismo de estrada. Cláudia terminou a prova em 44° lugar, 17min48s atrás da holandesa medalha de ouro, Leontien Zijlaard. Janildes, bronze no Pan-Americano de Winnipeg-99, chegou na 49ª colocação.

A australiana Cathy Freeman levou a medalha de ouro na prova dos 400m rasos. A corredora aborígene, vestida dos pés à cabeça com uma roupa especial, completou a prova em 49s11. A prata ficou com a jamaicana Lorraine Grahan e o bronze com a britânica Katharine Merry.

27/09/2000

Com uma cesta da pivô Alessandra a 1s4 do fim da partida, a Seleção Brasileira feminina de Basquete venceu a seleção da Rússia por 68 a 67. Foi uma vitória histórica, com as brasileiras jogando como heroínas e colocando o Brasil nas semifinais dos Jogos Olímpicos. Agora as brasileiras encaram mais uma vez a seleção a Austrália.

A atleta brasileira Maurren Higa Maggi, grande esperança do atletismo brasileiro feminino, terminou sua última tentativa no salto em distância deitada sobre a areia. A atleta sentiu uma fisgada na coxa direita no começo de sua arrancada e sequer chegou a realizar o salto.

Maggi ficou por alguns segundos no chão sentindo muitas dores, até ser levantada com o auxílio dos prestativos fiscais de prova. Oficialmente, Maurren teve apenas dois saltos. Ainda não se sabe a gravidade da contusão da atleta.

O velocista Claudinei Quirino garantiu hoje, às 6 horas, sua classificação semifinal dos 200m rasos, sem forçar a barra. Ele venceu sua série na primeira eliminatória (20s70) e chegou em terceiro lugar na segunda tentativa, com o tempo de 20s24, seu segundo melhor tempo no ano.

Já o atleta Hudson de Souza ficou de fora da final dos 1.500m. Ele chegou em oitavo lugar numa das semifinais com o tempo de 3m14s.

A norte-americana Marla Runyan disputou a primeira eliminatória dos 1.500m rasos e conseguiu passar às semifinais da prova. A atleta tem apenas 10% da sua capacidade visual. A legislação dos Estados Unidos a considera como cega.

No tênis, Venus Williams cumpriu as previsões e faturou a medalha de ouro em Sydney. Na final, disputada no início desta madrugada, ela venceu sem grandes problemas a russa Elena Dementieva por 2 sets a 0, parciais de 6/2 e 6/4. Venus não terá muito tempo para comemorar, já que ainda hoje à noite ela faz a decisão no torneio de duplas.

A Seleção Brasileira masculina de Vôlei amarelou e ficou fora das semifinais da Olimpíada de Sydney. Depois de uma campanha impecável na fase de classificação, com cinco vitórias em cinco jogos, a equipe decepcionou ao perder para a rival Argentina por 3 a 1, parciais de 17/25, 25/21, 25/19 e 27/25. Agora, como em Atlanta-96, a equipe brasileira está fora da disputa por medalhas e pode alcançar no máximo o quinto lugar.

28/09/2000

Quatro anos depois de sua primeira medalha olímpica, a equipe brasileira de Hipismo repetiu o resultado de Atlanta e, na madrugada de hoje, ficou com o bronze nos Jogos de Sydney. O resultado foi conseguido no sufoco - através de um desempate contra a equipe da França - e com uma grande atuação do cavaleiro Rodrigo Pessoa, o número 1 do mundo.

A equipe brasileira foi formada por Rodrigo Pessoa, Luiz Felipe Azevedo, André Johannpeter e Álvaro de Miranda Neto, o Doda.

A norte-americana Marion Jones faturou mais um ouro em Sydney. Com uma velocidade impressionante comparada ao desempenho de suas adversárias, Marion conquistou hoje de manhã a medalha de ouro, sua segunda na Austrália, nos 200m rasos para mulheres. A corredora já havia faturado o ouro nos 100m e ainda é promessa de pódio também nos 4x100, 4x400 e salto em distância.

Ela completou a prova em 21s84, 43 décimos à frente da segunda colocada, a corredora de Bahamas, Pauline Davis-Thompson, medalha de prata.

O grego Konstantinos Kenteris surpreende favoritos e ganha prova dos 200m rasos. O grego fez o tempo de 20s09. A prata ficou com o britânico Darren Campbell (20s14) e o bronze foi para o corredor de Trinidad & Tobago, Ato Boldon (20s20).

Claudinei Quirino terminou a prova em sexto (20s28), à frente dos americanos Coby Miller e John Capel Júnior. Claudinei ainda terá chance de medalha no revezamento 4x100m.

A atleta brasileira Maurren Higa Maggi ficará pelo menos quatro semanas longe das pistas. Este é o prazo que o chefe médico do COB, João Grangeiro, calcula para que a atleta se recupere de uma ruptura de um músculo da coxa direita, causada quando ela corria para seu terceiro salto na madrugada de ontem.

A Seleção Brasileira feminina de Vôlei reviveu na manhã de hoje o pesadelo de Atlanta-96. Depois de estar vencendo Cuba por 2 sets a 1 e ficar com a partida nas mãos, o time caiu de produção e acabou derrotado novamente por 3 a 2, parciais de 27/29, 25/19, 21/25, 25/19 e 15/09. Só resta ao time agora brigar pelo bronze, amanhã, contra os Estados Unidos. Cuba e Rússia vão fazer a final.

A Seleção Brasileira feminina de Futebol perdeu nesta madrugada a chance de ficar com o bronze nos Jogos de Sydney. As meninas do Brasil voltaram a perder para a Alemanha, desta vez por 2 a 0, e repetiram na Austrália o quarto lugar conquistado em Atlanta-96.

Foi uma melancólica despedida do time brasileiro, que será todo reformulado daqui para frente, inclusive sua comissão técnica.

A Noruega conquistou sua primeira medalha de ouro em Sydney ao vencer hoje os EUA por 3 a 2, no torneio de Futebol Feminino. No tempo normal houve empate por 2 a 2. Mellgren fez o gol da vitória na prorrogação com morte súbita, aos 12 minutos.

Após um dia positivo, o brasileiro Robert Scheidt encostou no britânico Ben Ainslie e está mais perto da medalha de ouro na classe Laser. Nas duas regatas realizadas nesta madrugada na Baía de Rushcutters, ele foi primeiro colocado em uma e quinto na outra. Agora, apenas quatro pontos o separam do primeiro colocado. As duas últimas regatas serão disputadas hoje, a partir das 22 horas.

Carmen Carolina, a única representante do Brasil no taekwondo, não teve sorte no sorteio de sua primeira adversária. Pegou logo de cara a italiana Cristina Corsi, atual campeã européia da categoria até 57 kg, e perdeu por 5 a 2, em luta realizada ontem. Como Corsi acabou não avançando na competição, Carmen não conseguiu vaga na repescagem e está fora dos Jogos de Sydney.

A equipe brasileira de Ginástica Artística Desportiva está na final do torneio nos Jogos de Sydney e vai brigar por medalha. A classificação das meninas foi definida nesta madrugada em exercício realizado no Pavilhão 3 do Parque Olímpico. O Brasil conseguiu o sétimo lugar na prova de conjunto e garantiu sua presença entre os oito países finalistas, que se enfrentarão novamente no sábado, a partir das 5h30.

A Seleção Brasileira feminina de Handebol está fora da luta por medalhas na Olimpíada. Na madrugada de hoje, a equipe brasileira perdeu para a Coréia do Sul por 35 a 24, após derrota parcial no primeiro tempo por 19 a 12. Agora só resta ao Brasil disputar o torneio de consolação, que definirá do 5° ao 8° lugares.

Na madrugada de hoje, as irmãs americanas Serena e Venus Williams atropelaram as holandesas Kristie Boogert e Miriam Oremans, vencendo a decisão por 2 sets a 0, com parciais de 6/1 e 6/1. Foi simplesmente um show. Venus pôs no peito sua segunda medalha de ouro olímpica, já que, no dia anterior havia faturado também o torneio individual de tênis.

29/09/2000

Quatro anos depois de ter perdido o ouro da classe Laser do iatismo em Atlanta, o inglês Ben Ainslie se vingou do brasileiro Robert Scheidt na madrugada de hoje. O iatista inglês jogou sujo, atrapalhando o caminho do iatista brasileiro e faturou a medalha de ouro. Apesar das reclamações, Robert Scheidt ficou com a medalha de prata.

Depois da sensacional vitória sobre a Rússia por apenas um ponto nas quartas-de-final, a equipe brasileira feminina de basquete abusou do direito de errar e acabou derrotada pela Austrália por 64 a 52, na madrugada de hoje, dando adeus à chance de disputar a segunda final olímpica consecutiva.

A meninas agora vão tentar o bronze amanhã, às 4 horas, contra a Coréia do Sul que perdeu na outra semifinal para os EUA por 78 a 65. Austrália e EUA decidem o ouro.

O Brasil ainda tem uma última chance de conseguir uma medalha de ouro no atletismo dos Jogos de Sydney, amanhã, a partir das 6 horas no revezamento 4x100m. Os velocistas brasileiros fizeram bonito na segunda semifinal da prova e garantiram passagem para a final, chegando em 2° lugar, atrás de Cuba, com o tempo de 38s27.

O Brasil correu na semifinal com Vicente Lenílson de Lima, Edson Luciano Ribeiro, André Domingos e Claudinei Quirino.

A Seleção Brasileira masculina de Vôlei perdeu para a Holanda e terminou sua participação nos Jogos de Sydney na 6ª colocação.

No Iatismo, os brasileiros Torben Grael e Marcelo Ferreira da classe Star, após terem queimado a largada da última série, ficaram com a medalha de bronze.

A Seleção Brasileira feminina de Vôlei garantiu a medalha de bronze, ao vencer a equipe dos Estados Unidos por 3 sets a 0 em uma bela partida. Parciais de 25/18, 25/22 e 25/21.

Não mostrando sinal de abatimento pela derrota sofrida para Cuba na semifinal, as meninas do vôlei entraram em quadra dispostas a trazer a medalha de bronze para o Brasil; e conseguiram.

Após uma dramática partida contra a seleção da Espanha, o time de Camarões conquistou a medalha de ouro no futebol. A seleção espanhola, com dois jogadores a menos, esteve vencendo a partida por 2 a 0. Camarões empatou e levou a partida prorrogação, que terminou também empatada. Nos pênaltis os africanos venceram por 5 a 3.

30/09/2000

No Atletismo, a equipe de revezamento 4 x 100m do Brasil conquistou a medalha de prata na manhã deste sábado. Claudinei Quirino, que fechou a prova, estava em terceiro quando pegou o bastão, mas conseguiu ultrapassar o cubano que vinha em segundo e garantiu a sexta medalha de prata do Brasil nos Jogos de Sydney.

A equipe foi composta por Vicente Lenílson de Lima, Edson Luciano Ribeiro, André Domingos e Claudinei Quirino.

A Selação brasileira Feminina de Basquete é medalha de bronze nos Jogos de Sydney. As meninas mostraram garra e venceram a Coréia do Sul por 84 a 73 na prorrogação.

O último atleta a completar a marcha atlética dos 50 quilômetros foi aclamado pelos 94 mil espectadores do estádio olímpico. O britânico Chris Maddocks completou a prova uma hora depois do campeão, o polonês Robert Korzeniowski. " Foi a coisa mais emocionante que já senti", confessou Maddocks, que teve problemas no tendão-de-aquiles.

A competição de nado sincronizado por equipes serviu para quebrar um tabu. Desde Los Angeles-84 a equipe dos Estados Unidos vinha acumulando medalhas nessa modalidade. Na história, foram cinco de ouro e duas de prata. Em Sydney, as norte-americanas defendiam o ouro, mas ficaram com o quinto lugar.

01/10/2000

Cento e cinco atletas largaram na maratona masculina, evento que encerrou os Jogos Olímpicos de Sydney, neste domingo, 1 de outubro. Destes 105, 81 terminaram a prova, sendo que o vencedor foi o etíope Abera Mezehgne, com 2h60m11s. Dos três brasileiros que largaram, apenas um completou o percurso de 42,195 km: Vanderlei Cordeiro de Lima, na 75a. colocação (o recorde de Vanderlei é 2h08m31s). "Senti muitas dores na perna esquerda, principalmente a partir do km 30", explicou Vanderlei (até então ele estava entre os 35 primeiros). Éder Moreno Fialho e Osmiro Souza e silva, que também largaram, não conseguiram completar o percurso.

Depois de completar com perfeição o percurso na primeira etapa do dia (sem faltas), o brasileiro Rodrigo Pessoa, montando Baloubet du Rouet, foi eliminado do torneio de hipismo dos Jogos de Sydney na parte da tarde. O conjunto cometeu duas infrações, sofreu sete pontos de penalidade e não conseguiu superar um dos obstáculos na parte da tarde (o cavalo refugou três vezes). O brasileiro André Johannpeter também não conseguiu medalha, ao cometer mais quatro pontos na parte da tarde. Ele somou oito pontos e ficou com uma das cinco melhores colocações do torneio, mas sem chance de lutar pelos três primeiros lugares.

Com uma gigantesca queima de fogos que começou sobre o Estádio Olímpico e prosseguiu até a Baía de Sydney, cruzando os céus da cidade por mais de trinta minutos, terminou a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Sydney-2000.

Pouco antes, foi a vez do maior símbolo da Olimpíada se apagar. Após 15 dias ardendo sobre o Estádio Olímpico, em Sydney, foi apagada a pira olímpica. Ao lado da queima de fogos, foi o ponto alto e de maior simbologia da cerimônia.

O fogo se extinguiu enquanto um caça da força aérea australiana fez um vôo rasante sobre o estádio.

No início da cerimônia, discursaram o presidente do Comitê Organizador dos Jogos de Sydney, Michael Knight, e do Comitê Olímpico Internacional (COI), o espanhol Juan Antonio Samaranch.

``Estes são meus últimos Jogos como presidente do COI. Não poderiam ter sido melhores. Portanto, estou orgulhoso e feliz em proclamar que vocês presenciaram os melhores Jogos Olímpicos já realizados'', disse ele no Stadium Austrália (Olímpico), diante de 110 mil espectadores e mais de 7 mil atletas.

Samaranch seguiu a tradição dos jogos e convocou a juventude mundial a juntar-se novamente nos próximos Jogos, que serão realizados daqui a quatro anos em Atenas, berço das Olimpíadas.

É tradicional que, ao encerrar as Olimpíadas, o COI as qualifique como ``as melhores de todos os tempos''. Mas isso não aconteceu com os Jogos de Atlanta, em 1996, que teve problemas de organização e um atentado a bomba.

A festa começou por volta das 6h deste domingo (horário de Brasília) com alguns números musicais. Logo depois, os atletas, sem qualquer ordem ou trajes de gala, entraram no gramado do estádio e se confraternizaram.

Diversos números musicais, acompanhados de alegorias retratando símbolos da Austrália (surfe, danças de salão etc) foram apresentados no Estádio Olímpico.

Bandas pop, como Midnight Oil, INXS e Men at Work dividiram os aplausos do público com a modelo Elly McPherson, as drag queens do filme "Priscila, a Rainha do Deserto" e até com Crocodilo Dundee. De quebra, outra criação australiana, as Bananas de Pijama, arrancaram aplausos do público.

Fonte: Percorrere

História das Olimpíadas

A história dos Jogos

Os primeiros registros oficiais da existência dos Jogos Olímpicos datam de 776 a.C. Os Jogos eram realizados em um vilarejo chamado Olímpia, na Grécia.

Uma das finalidades dos Jogos Olímpicos era homenagear Zeus, maior divindade do Olímpio, segundo a mitologia grega. Os Jogos eram realizados de quatro em quatro anos e tinham o poder de interromper guerras, batalhas e combates. As disputas reuniam atletas e espectadores de todas as cidades da Grécia.

As modalidades disputadas na Era Antiga

Nos Jogos Olímpicos de 776 a.C, a única prova disputada foi uma corrida de 192,27 m, vencida pelo cozinheiro Coroebus de Elis, considerado o primeiro “campeão olímpico”. Aos poucos, o número de provas disputadas foi aumentando:

Corrida

Esporte mais nobre das Olimpíadas da Era Antiga. Até os 13ºs Jogos, em 728 a.C., foi a única competição disputada. Os atletas corriam nus uma distância de192,27 m.

Pentatlo

Era a combinação de cinco esportes (salto em distância, corrida, arremesso de disco, lançamento de dardo e luta livre).

Salto em distância

Os atletas competiam utilizando halteres em suas mãos e as provas eram disputadas ao som de flautas.

Arremesso de disco

Esporte muito apreciado pelos gregos e que foi até mesmo citado em um poema de Homero.

Lançamento de dardo

Era dividido em "ekebolon", em que era avaliada a distância alcançada pelo arremesso, e "stochastikon", onde se observava se o dardo havia atingido um determinado alvo.

Luta livre

Esporte popular na época e também citado em um poema de Homero.

Boxe

Um dos esportes mais antigos.

Pancrácio

Mistura de boxe e luta livre, considerado um dos mais dignos esportes da Antiguidade. Entretanto, na primeira vez em que foi disputado, o vencedor acabou morrendo estrangulado por seu oponente durante a luta.

Corrida de cavalos

Disputado em hipódromos com várias modalidades.

Corrida de bigas

Variação da corrida de cavalos, em que os animais puxavam uma pequena charrete.

Fonte: uol.com.br

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