A história de Portugal se inicia nos primeiros séculos da era cristã. Mesmo sendo parte da Ibéria, a revolta na Lusitânia contra os romanos no século II a.C. é reividicada como uma demonstração de unidade nacional anterior à criação da nação portuguesa.
Entre 1095 e 1279, o Reino de Portugal estabelece as suas fronteiras continentais, praticamente inalteradas até hoje. Depois deste período,a monarquia se consolida mesmo com a resistência do Reino de Castela.
Localizado entre a Espanha e o mar, Portugal se lança na aventura marítima rumo à conquista de novas terras. Considerada uma das quatro quinas da Europa, junto com Inglaterra, Rússia e Turquia, os portugueses, naturalmente iniciaram sua epopéia ao redor do mundo.
O século XV é marcado pelas Cruzadas e descobertas marítimas. Com as conquistas, o país se torna um império de proporções mundiais. Este avanço é interrompido com a fusão política com a Espanha de 1581 a 1640. Retomada a independência, iniciam-se as reformas que desencadeam a transformação do absolutismo em monarquia constitucional em 1826. Na mesma década o Brasil se torna independente de Portugal.
A partir do século XVII, Portugal perde o seu poderio dos séculos anteriores. O gigante terremoto de Lisboa em 1755 piorou ainda mais a situação do páis. A ocupação do país pelas tropas de Napoleão e a fuga da família real para o Brasil é um exemplo claro do poder perdido.
A República implantada em 1910, dura até o golpe de estado de 1926. Na Primeira Guerra Mundial, Portugal entra no conflito ao lado dos Aliados. O país sofre uma grave crise no período de entreguerras, o que forneceu o surgimento do "Estado Novo", no mesmo período que governos fascistas dominavam na Europa. Mesmo neutro na Segunda Guerra, Portugal era cortejado pelo Eixo, Salazar, assim como Vargas, entrou no conflito bélico ao lado dos Aliados apenas em 1945, quando a guera esta paticamente encerrada. No Guerra Fria, as ditaduras ibéricas eram toleradas pelos países ocidentais no combate ao bloco comunista.
Mesmo com a retirada de Salazar, a ditadura só termina em 25 de abril de 1974 com o golpe militar que derrubou Marcello Caetano, A Revolução dos Cravos. Após golpes e contra-golpes, a democracia se restabelece em Portugal, o país retoma a via do desenvolvimento, impulsionado ainda pela adesão à Comunidade Económica Européia (CEE) em 1986.
As colônias africanas foram decisivas para o fim do regime salazarista. Apoiado pela Igreja e pelo ultranacionalismo de um Portugal uno e indivisível de Lisboa ao Timor, o regime perdeu o apoio dos militares nas sucessivas guerras coloniais e da população. Após a queda do salazarismo, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau declararam sua indepêndencia.
As marcas da expansão marítima ainda persistem, o português hoje é uma das línguas mais faladas em todo o mundo. São cerca de 200 milhões de lusófonos em oito países distribuidos por cinco continentes (Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Timor-Leste e Cabo Verde), além de Macau, Goa, Damão e Diu.
Mesmo sendo um país pequeno e tendo uma população menor do que a da cidade de São Paulo, Portugal tem uma história grande de um dos grandes impérios da história.
O país tem um alto índice de desenvolvimento humano (0.896), mesmo assim, tem um dos menores desempenhos da Europa Ocidental. Portugal tem um desnível em relação ao bloco em índices de desemprego, analfabetismo e PNB.
Depois de 48 anos de ditadura, Portugal consolida a sua democracia. A constituição de 1976 reestabele os direitos e deveres básicos do estado democrático com um regime semipresidencialista. Enquanto o presidente, eleito por sufrágio universal, representa a república e é o Comandante Supremo das Forças Armadas, o Primeiro-Ministro é nomeado pelo Presidente da República de acordo com o resultado das eleições para a Assembleia da República. Esta é composta por um mínimo de 230 deputados eleitos pela população com um mandato de 4 anos. O sistema português é unicameral.
Administração local portuguesa é praticamente autônoma. Exercida pelas autarquias locais, municípios e as freguesias. Elas tem um larga tradição histórica.
Portugal não tem mais colônias mas permite autonomia à Açores e Madeira. Estas Regiões autônomas, separadas do continente, têm estatutos políticos e administrativos e órgãos do Governo próprios.
Portugal foi um exemplo no combate às ditaduras latinas nos anos 70. Depois do 25 de abril, os países que viviam em regimes chamados democráticos viram a esperança das ditaduras acabarem, mesmo que lentas, graduais e seguras para seus impositores. Desde o fim da ditadura, o país melhora a qualidade de vida aos seus cidadãos, mesmo enfrentando os problemas de imigração ilegal, desemprego e pobreza, Portugal hoje é palco de grandes eventos, como a Exposição Mundial em 1998 e, neste ano, o páis sedia a primeira edição europeia do Rock in rio e o Campeonato Europeu de Seleções, maior evento futebolístico entre seleções depois da Copa do Mundo.
Portugal é a prova de que sem as ditaduras os países melhoram. Sem o salazarismo e o franquismo, os países ibéricos estariam em situações melhores. O 25 de abril trouxe experiências negativas e frustrações, mas é inegável que se o salazarismo estivesse perdurado até os dias de hoje a hisótia seria outra, felizmente não foi.
Fonte: www.duplipensar.net
A História de Portugal apresenta diversos denominadores comuns entre as nações europeias mais antigas, cujas origens remontam ao início da Idade Média, e que, com este país, se tornaram grandes potências durante a Era dos Descobrimentos, dispondo de um vasto Império. A seguir a ao apogeu de Portugal como potência, este país perdeu muito do seu estatuto e reconhecimento, em grande parte devido ao Terramoto de 1755 em Lisboa, à ocupação durante as Guerras Napoleónicas, e à independência do Brasil em 1822 como colónia. Uma revolução em 1910 iria depôr o regime monárquico e, durante a maioria do tempo nas seis décadas seguintes, o país foi governado repressivamente. Em 1974, a ala política de esquerda liderou o colapso desse regime, procedendo a grandes reformas democráticas. No ano seguinte, Portugal consentia a independência das colónias africanas. Actualmente, Portugal é um dos membros fundadores da NATO e pertence à União Europeia (incialmente designada por Comunidade Económica Europeia) desde 1986.
Cerca de 10 000 a.C. a Península Ibérica era habitada por dois povos autóctones: os Iberos e os Lusitanos. Entre eles estão os Tartessos. Quatro mil anos depois, a região passou a ser habitada por um povo indo-europeu, os Celtas. As tribos Iberas e Celtas misturaram-se, dando origem aos Celtiberos (como os Calaicos ou Gallaeci e os Cónios, entre outras menos significativas, tais como os Brácaros, Célticos, Coelernos, Equesos, Gróvios, Interamici, Leunos, Luancos, Límicos, Narbasos, Nemetatos, Pésures, Quaquernos, Seurbos, Tamagani, Taporos, Zoelas, Turodos). Influências menores foram os Gregos e os Fenícios-Cartagineses (com pequenas feitorias comerciais costeiras semi-permanentes).
Em 409 d.C. os chamados povos bárbaros, Suevos, Alanos e Vândalos (Silingos e Asdingos) fixam-se na Hispânia. Em 411 estes povos dividem entre si o território: os Vândalos Asdingos ocuparam a Galécia, os Suevos a região a norte do Douro, os Alanos ocuparam as províncias da Lusitânia e a Cartaginense, e os Vândalos Silingos a Bética.
Ao mesmo tempo ocorre a entrada dos Visigodos na península ao serviço do Império Romano e com o objectivo de subjugar os invasores.
De todos estes povos, os Suevos e os Visigodos seriam aqueles que teriam uma presença mais duradoura no território que é hoje Portugal. Estabelecendo a capital do seu reino em Braga, a certa altura os Suevos expandem o seu território no sentido da Galiza e da Lusitânia. Os Suevos eram pagãos, tendo sido evangelizados por S. Martinho de Dume. A partir de 470 crescem os problemas do reino suevo com o vizinho reino visigodo. Em 585 o rei visigodo Leovigildo toma Braga e anexa o reino suevo. A partir daqui toda a Península Ibérica fica unificada sob o reino visigodo (com excepção de algumas zonas do litoral sul e levantino, controladas pelo Império Bizantino) até à queda deste reino em 711.
Os povos bárbaros eram numericamente inferiores à população hispano-romana, pelo que foram obrigados à miscigenação étnica e cultural com esta. Muitas cidades foram destruídas durante este período e verificou-se uma ruralização da vida económica.
Em 711 a Península Ibérica foi invadida pelos muçulmanos (basicamente Berberes com alguma componente de Árabes). Estes dominaram partes da península por mais de cinco séculos: inicialmente sobre o controlo de Damasco, como uma província do império omíada, o Al-Andalus, mais tarde sob a forma de um emirado e califado e, devido ao colapso deste, em pequenos reinos (taifas) com autonomias características. Durante estes séculos, nas Astúrias, a única região que resistiu à invasão árabe, desenvolvia-se um movimento de reconquista da Península, culminando no fim do poder político islâmico nesta com a tomada de Granada pelos Reis Católicos (1492). A esta altura, já o reino de Portugal estava formado, soberano e completo e, talvez por isso, o país explorava o além-mar, em parte sob o pretexto do espírito das Cruzadas, para difundir o Cristianismo.
Se rápida foi a invasão árabe, a reconquista pelos visigodos foi francamente mais lenta. Este processo gradual originou o nascimento de pequenos reinos que iam sendo alargados à medida que a Reconquista era bem sucedida. Primeiro, o Reino das Astúrias, que viria a dividir-se entre os filhos de Afonso III das Astúrias quando morreu. Assim nasciam os reinos de Leão e Castela e, mais tarde, de Navarra e Aragão e da Galiza. Para ajudar na ambição de Afonso VI de Leão e Castela (autodenominado Imperador de toda a Espanha), vem um conde da Borgonha, D. Henrique a quem, por mérito, lhe é conferido o governo do território meridional, o Condado Portucalense. A sucessão do título far-se-ia, naturalmente, pela linhagem, não fosse seu filho, Afonso Henriques, almejar a soberania do seu território e revoltar-se contra Leão e Galiza, conseguindo, em 1143, a independência de Portugal. Durante o período que se segue, as atenções seguiam, sempre que possível, em assegurar essa soberania (que ficou dificultada durante a crise dinástica de 1383) e prolongar o território para Sul.
Algures na pasagem para o século XV iniciaram-se várias campanhas além-mar, na conquista de praças em África, como Ceuta e Tânger. Vendo a riqueza com que se vivia na região, os portugueses empenharam-se em descobrir mais e mais território. O pretexto inicial da conversão cristã começava a revelar-se agora um verdadeiro espírito aventureiro, o gosto por descobrir. Portugal inicia uma longa caminhada pela costa Africana, descobrindo a Madeira, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Angola e a Guiné até que D. João II, baseado em boatos que procurou esclarecer, inicia o planeamento de um projecto que iria lançar Portugal entre as potências mundiais: uma rota comercial marítima para a Índia. O projecto passa a empreendimento, e eis que Vasco da Gama, já no tempo de D. Manuel I, vê a luz ao Oceano Índico e espalha a presença portuguesa pela costa oriental africana, até à Índia. Entretanto tomava-se conhecimento, através de Cristóvão Colombo, de novo território a Oeste, as mais tarde chamadas Índias Ocidentais, as Américas, portanto. E seria a curiosidade de Pedro Álvares Cabral que traria, para o novo Império Português, o Brasil. Com todas as suas colónias estabelecidas, Portugal tornou-se rapidamente um importante explorador comercial, tornando a Península Ibérica a maior potência mundial da altura.
Em 1580, Portugal enfrenta uma crise dinástica cuja análise se mostrava complexa. Apesar dos esforços de D. António, o Prior do Crato, o trono caía nas mãos dos reis de Espanha, sob a forma de dois reinos , um rei. Face ao ocorrido, e à instabilidade social provocada pela quebra de promessas pelos reis castelhanos, Portugal vive um período de guerra interna pela restauração da Independência, até conseguir a Paz que elevaria D. João IV ao trono português.
Após 1640 (fim da dinastia filipina), a Coroa Portuguesa criou o Conselho Ultramarino, encarregado de uma nova política colonial, com o objetivo de superar a situação econômica enfrentada pela Metrópole. Neste contexto, o Brasil, como a maior e a mais rica das colônias, foi alvo de um arrocho econômico e administrativo, e ao mesmo tempo, estimulou-se a busca pelo ouro e pedras preciosas. Assim, procurou-se reduzir os poderes das Câmaras Municipais, caracterizados no localismo político dos “Homens Bons” da Colônia.
Fonte: pt.wikipedia.org
PORTUGAL, é um pequeno país europeu famoso sobretudo pelas importantes descobertas marítimas que ampliaram o mundo conhecido no século XVI. Povos pré-históricos viveram há mais de 100.000 anos na região onde hoje está Portugal. Os primeiros habitantes conhecidos foram os Iberos que ali viveram há 5.000 anos. Os fenícios povoaram a região, precisamente a costa leste do Mar Mediterrâneo, no sec. XI a.C.
Os Celtas e os gregos estabeleceram povoações entre os secs. X e VII a.C. respectivamente. Os fenícios de Cartago dominaram grande parte da península no séc.V a.C. No ano 201 a.C. o Império Romano derrota Cartago na Segunda Guerra Púnica e domina a península Ibérica acelerando o seu desenvolvimento sob todos os aspectos. Porém tribos de origem germânica, os Visigodos, expulsaram os romanos no séc. V d.C. Os Visigodos já estavam convertidos ao cristianismo e Portugal permaneceu sob seu domínio, numa instável sucessão de Chefes/Reis, que acaba com a organização deixada pelos romanos e estabelece vários pequenos estados sempre em litígio entre si.
Em princípios do séc. VIII d.C. chegam os muçulmanos, donos de uma sociedade avançada e organizadíssima, com um refinamento cultural muitíssimo superior ao que havia em toda a Europa medieval; eles conquistaram o que é hoje Portugal e Espanha e mantém a sua influência de maneira muito acentuada nesses países com o seu Califado de Córdoba. Os cristãos se refugiaram ao Norte de Portugal lá mantendo sua influência e independência política/religiosa e, após séculos de lutas, reconquistaram em meados do séc. XIII a supremacia, tanto em Portugal quanto na Espanha. A nação portuguesa foi criada a partir do apoio dado por Henrique de Borgonha, filho do Conde da Borgonha, uma das grandes famílias do Reino de França, aos Reis Cristãos de Espanha em sua luta contra os muçulmanos. Em 1094 Alfonso VI (1035-1109), 14o Rei de Leão e 3o Rei de Castela, doou a Henrique de Borgonha, (que era casado com uma de suas filhas) como recompensa pela sua ajuda militar no combate aos muçulmanos, os condados do Porto e de Coimbra pois, Portugal, nessa época, pertencia à Espanha.
Afonso Henriques (1109-1185), filho de Henrique de Borgonha, e neto de Afonso VI, após muitas vitórias sobre os muçulmanos, tomou o título de Rei de Portugal, a 25/7/1139, tornando-o independente da Espanha e iniciando a 1a Dinastia Real de Portugal, a Dinastia de Borgonha (1139-1383). Em 1383, com o término da dinastia de Borgonha, subiu ao trono português o rei João 1o, que inicia a 2a Dinastia Real de Portugal, a dinastia de Avis (1383-1580), garantindo a independência de Portugal e fazendo aliança política com a Inglaterra para se defender da Espanha. Em 1415, os portugueses conquistam Ceuta, no Marrocos, pois já haviam se tornado exímios navegadores e adquirido grandes conhecimentos náuticos. Graças à Escola de Sagres, aprimoram a técnica da navegação e constroem navios para suportar longas viagens.
Tinha início a era dourada das navegações e dos descobrimentos que tornam Portugal o país mais rico da Europa. Assim, em 1419, os navegantes portugueses chegaram as Ilhas da Madeira e em 1431 alcançaram os Açores e a partir de então, se lançam na ampliação das rotas marítimas que culminam com a descoberta do Caminho das Índias por Vasco da Gama e do Brasil por Cabral e criam o Império Português que foi maior que o Romano e o Inglês e era muito bem organizado tanto no Códice de Leis como na Educação que tornavam portugueses iguais aos da Metrópole Lisboeta, todos os súditos espalhados pelo mundo afora.
A dinastia de Avis termina em 1580 com a morte de D. Sebastião, sem herdeiros, e Portugal passa a ser governado pela Espanha de cujo jugo só se libertará com a restauração dos Braganças quando João, 8o Duque de Bragança, é feito Rei de Portugal a 1/12/1640, como D. João 4o, o Restaurador, iniciando a 3a Dinastia Real de Portugal, a Dinastia de Bragança que, de 1640 reinou até 1910 sendo, a partir de 1820, uma Monarquia Constitucional, que deu ao Brasil os seus 2 Imperadores, de 1822 a 1889. Com a queda da Monarquia a partir de 1910 se estabelece a 1a República Portuguesa que mantém as suas colônias na Indonésia, Angola, Guiné e Moçambique, este período inclui a fase de autoritarismo de Antonio de Oliveira Salazar que termina com a Revolução dos Cravos, a 25/4/197 dando inicio à 2a República Portuguesa que perdura até hoje sem possuir mais nenhuma Colônia Ultramarina e fazendo parte da Europa Unificada que deu grande desenvolvimento econômico a Portugal inserindo-o no mundo contemporâneo.
Fonte: www.jbcultura.com.br