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História do Automóvel

Já faziam parte das primeiras exposições do Museu Histórico Nacional, registradas no catálogo de 1924, alguns veículos de transporte terrestre, de tração humana e animal, que deram origem a uma das mais importantes coleções do gênero no Brasil.

Essa coleção, que teve grande expansão entre 1946 e 1948, quando foram a ela incorporadas onze viaturas, é formada por veículos "particulares", utilizados no transporte de pessoas, principalmente na cidade do Rio de Janeiro. Em 1925, integrou-se ao acervo do Museu um dos primeiros automóveis a circularem na primeira década do século XX, também na então capital da República.

Devido às características das viaturas, não foram abordados nesta exposição os transportes coletivos ou de cargas, tendo sido priorizado o enfoque no Rio de Janeiro, onde o uso de cadeirinhas, berlindas e carruagens foi amplamente disseminado a partir da chegada da corte portuguesa, em 1808.

Caminhando ...

Houve um tempo no qual os automóveis ainda não existiam, ou seja, ainda não haviam sido inventados. Como as pessoas faziam para ir de um lugar a outro? Simplesmente caminhavam! Os que eram mais abastados ou precisavam percorrer distâncias maiores, usavam cavalos, mulas ou jumentos, na época designados apenas como bestas.

Aos poucos, foram sendo adotados novos hábitos de locomoção. Assim, as redes, usadas inicialmente para transportar enfermos ou mortos, passaram a ser utilizadas na cidade também para transportar as pessoas de posses, que dispunham de escravos para carregá-las.

Na periferia do Rio de Janeiro, além de animais para montaria, eram utilizados os carros de bois. E, ao contrário de hoje em dia, faziam parte da periferia ou da zona rural locais como a Rua do Riachuelo, a Praça Onze, o Largo do Machado, chamados respectivamente de Mata-Cavalos, Rossio Pequeno e Campo das Pitangueiras, onde havia olarias, fazendas e engenhos.


Mulher transportada em rede
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Móveis de Arruar

Em 1639, na cidade do Rio de Janeiro, a casa da Câmara transferiu-se do Morro do Castelo (região aterrada em 1922) para a várzea da cidade (hoje arredores da Rua 1º de Março), gerando a necessidade de novos meios de locomoção, especialmente para o transporte de funcionários do governo. Surgiram, assim, as cadeirinhas, que, inicialmente, nada mais eram do que adaptações da rede, primeiramente com uma cobertura acima do varal e depois, com um piso, transformando-se, finalmente, num meio de transporte individual utilizado por homens abastados. Quanto às mulheres, no século XVIII só as da nobreza ou casadas com nobres podiam andar de cadeirinha, conforme as ordenações portuguesas em vigor. Somente após a chegada da corte portuguesa, seu uso foi estendido às pessoas de ambos os sexos que podiam arcar com as despesas. De tração humana, pois eram carregadas por escravos, as cadeirinhas passaram a ser conhecidas como "de arruar", numa referência à maneira como eram usadas: eram móveis domésticos - ou seja, cadeiras - que iam à rua. Quando não estavam sendo utilizadas, eram guardadas nos vestíbulos das residências, geralmente suspensas no teto, com o auxílio de cordas e roldanas. Paralelamente, para as distâncias maiores foram adotadas as liteiras, de tração animal, com espaço interno para duas pessoas. As liteiras chegaram a ser usadas até o início do século XX nas regiões rurais do país.


Cadeirinha de Arruar
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Liteira
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Liteira
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