
A origem do azeite remonta a Atenas.
Diz a lenda que Zeus prometeu conceder o território, a quem trouxesse o presente mais útil para a humanidade: Poseidon levou um cavalo, animal resistente e capaz de aliviar o trabalho dos homens.
Atena apareceu com um pequeno galho retorcido nas mãos, de sutis folhas na cor verde-prata: uma planta forte, capaz de viver longos anos e de produzir frutos apetitosos e saborosos, dos quais os homens podiam extrair um líquido ideal para temperar alimentos, dar força ao organismo, curar feridas e também iluminar a noite.

Alimento essencial na dieta mediterrânica, é o azeite de oliva por excelência, que destaca as características e os sabores dos alimentos. É considerado o melhor dos óleos para fritar os alimentos porque pode atingir temperaturas elevadas com baixa alteração de suas condições.

O chamado ouro líquido agora é usado em muitos cremes, géis, máscaras, fluidos e todos os tipos de derivativos de beleza, que formam uma poderosa indústria a nível mundial . As marcas e firmas de maior prestígio no mercado têm esse arsenal de estética a base de óleos, com efeitos miraculosos na pele e no organismo.

O azeite possui extraordinárias propriedades curativas e salutares e é usado para esses fins desde a antiguidade. Atualmente, é o modelo de alimentação saudável e equilibrada.
O azeite de oliva exerce grande influência sobre o organismo, nos sistemas digestivo e cardiovascular e também nos processos oxidativos.
Fonte: www.alconesolive.com
Os Benefícios do Consumo de Azeite de Oliva para a Saúde
No século XII a.C. no Egito, foi encontrada a mais antiga referência à oliveira que se tem notícia. Num papiro, o faraó Ramsés III oferta ao Deus-Sol Ra: destas árvores pode ser extraído o óleo mais puro para manter acesas as lâmpadas de teu santuário.
Segundo vários estudos, como variedade silvestre, as oliveiras surgiram na Ásia menor, numa região extensa, desde a Síria até a Grécia. A Bíblia contém 100 citações referentes às oliveiras e mais de 140 sobre o óleo de oliva.
Gregos e fenícios atravessavam o Mar Mediterrâneo com as oliveiras, com o próprio óleo de oliva e com trigo, comercializando, principalmente, com a Itália, França, Espanha e norte da África.
Além do uso culinário, e de combustível de lamparinas, o óleo de oliva era usado na medicina e como tônico para pele e para o cabelo.
A Espanha é o maior produtor e exportador de azeite de oliva para o mundo, incluindo mais de 100 países nos cinco continentes.
A Itália é o segundo maior produtor mundial. Toscana, Úmbria e Ligúria são os maiores regiões produtoras.
A Grécia, embora sendo o terceiro maior produtor mundial, é o campeão mundial de consumo média de 23 litros/pessoa/ano.
Outro dado importante é a qualidade: 70% da produção são extra virgem.
Portugal é também um importante produtor e consumidor, mas não exportador. Por tradição, porém é maior exportador para o Brasil. As melhores regiões são o Porto e Trás-os-Montes.
A França é pequeno produtor, mas de excelente qualidade. Do Vale do Rhone até Valance e em Nyons. A Austrália também vem se destacando.
O consumo de azeite de oliva no Brasil = 0,2 litros/pessoa/ano (baixíssimo).
Lavagem - Moagem Prensagem do fruto inteiro - Centrifugação Rendimento do processo: 4 a 6 kg de olivas = 1 litro azeite
Segundo a União Européia, hoje:
Azeite de oliva extra virgem acidez menor que 0,8% Azeite de oliva virgem acidez entre 0,8 e 2,0%
Azeites de oliva que superam os 2,0% de acidez, ou com outros defeitos, tem que ser refinados para depois serem misturados com os virgens ou extra virgens, para a produção do Azeite de Oliva, próprio para o consumo.
A Composição dos Azeites de Oliva é a seguinte:
Rico em ácido graxo oléico monoinsaturado.
Vitaminas D, E e A.
Bons teores de Cálcio e Fósforo para um óleo.
Doenças Cardiovasculares Numerosos estudos em todo o mundo comprovaram: Ácido oléico proteção ao sistema cardiovascular. Redução do LDL e do Colesterol total.
Vitaminas E, D e A antioxidantes.
Hipertensão Pesquisa na Espanha mulheres entre 50 e 60 anos consumiram por um mês dietas à base de azeite. Redução da pressão arterial.
Digestão O azeite promove a contração da vesícula biliar, liberando mais bílis e ajudando na digestão.
Melhora o trânsito intestinal.
Diabetes Azeite reduz muito a taxa de glicemia em jejum maior controle da hiperglicemia.
Recomenda-se aos diabéticos substituir a maior parte das gorduras, ao invés de consumir uma dieta pobre em carboidratos.
Câncer de Mama e de Próstata Vários estudos na Espanha, Itália, Suécia e Grécia comprovaram que há uma redução entre 25 e 45% da incidência destes cânceres com o consumo de azeite, no lugar de margarinas, por exemplo.
Tomate e alho são outros alimentos funcionais que atuam nesta prevenção.
Longevidade e Memória Vários estudos na Itália e na Grécia Proteção contra o declínio de funções cognitivas relativas à idade e á doença de Alzheimer.
Dieta baseada em azeite de oliva virgem proporciona um envelhecimento saudável e uma maior longevidade.
Vitamina E antioxidante de radicais livres Ácido oléico proteção nas membranas que ligam os neurônios.
Osteoporose A vitamina D fortalece a estrutura dos ossos. O ácido oléico favorece a absorção intestinal do cálcio, do fósforo e da Vitamina D, prevenindo a desmineralização dos ossos.
Doenças Reumáticas Estudo realizado na Grécia mostra que o consumo de azeite e legumes cozidos, reduz em 25% o risco de ocorrência de doenças reumáticas. Devido ao ácido oléico, que previne inflamações.
1- Primeira prensagem a frio: só existe uma prensagem e ela não pode passar dos 35 C 2- Azeites com acidez baixa podem ser fracos de aromas e sabores. E viceversa.
3- Azeites com uma coloração verde mais forte indicam que o óleo provém de uma oliva verde quase madura, produzindo um sabor muito intenso e frescor. Uma coloração verde mais intensa pode trazer certo amargor, que é do excesso de clorofila presente nos frutos muito verdes. Azeites muito amarelos, frutos colhidos tardiamente.
4- Azeite não contém colesterol, assim como qualquer azeite ou óleo vegetal.
5- Prazo de validade quanto mais jovem o azeite, melhor.
6- Degustar é o melhor caminho para identificar a qualidade do azeite.
7- Ler bem as embalagens para ver se não estão comprando óleo composto com soja e oliva. E tem também as fraudes.
Silnei Nunes Martins
Fonte: 2009.campinas.sp.gov.br