O azeite é um produto alimentar, usado como tempero, produzido a partir da azeitona, fruto das oliveiras. Trata-se de um alimento antigo, clássico da culinária moderna e está presente na maioria das cozinhas do mundo. Além dos benefícios para a saúde o azeite adiciona à comida um sabor e aroma diferentes dos óleos comuns.
A região mediterrânea, atualmente, é responsável por 95% da produção mundial de azeite, favorecida pelas suas condições climáticas, propícias ao cultivo das oliveiras, com bastante sol e clima seco.

A origem da oliveira, na sua forma primitiva é anterior portanto ao aparecimento do homem, e a Síria ou na Palestina são regiões onde foram descobertos vestígios de instalações de produção de azeite e fragmentos de vasos e também encontradas folhas de oliveira fossilizadas, datadas do período Paleolítico e do Neolítico de nossa história.
A propagação da cultura do azeite pelas demais regiões provavelmente deve ter ocorrido por meio dos fenícios e dos gregos. Assim, já na Grécia antiga se cultivava a oliveira, bem como a vinha. E, desde o século VII a.C. o óleo de oliva começou a ser investigado por filósofos, méicos e historiadores da época em razão de suas propriedades benéficas ao ser humano.
O Brasil é o sétimo maior importador mundial de azeite de oliva e o segundo de azeitonas. A principal causa é que o país não planta oliveiras, e por isso mesmo, não produz azeitonas e muito menos, o azeite. No dia 29 de Fevereiro de 2008, foi realizada com sucesso a primeira extração de azeite de oliva em terras brasileiras, e na análise de laboratório, o óleo extraído foi classificado como extra-virgem, comparável aos melhores do mundo, com índices de acidez entre 0,3 a 0,7.
São necessárias de 1.300 a 2000 azeitonas para produzir 250 mililitros de azeite. O azeite da oliveira deve ser produzido somente a partir de azeitonas e não podem ser denominados desta forma óleos extraídos por solvente ou re-esterificação, nem misturas com outros tipos de óleo.
Verifique a acidez ideal para cada tipo de prato a ser preparado É indicado o consumo do azeite em até 12 meses Prefira embalagens mais escuras dos azeites, elas protegem da oxidação precoce do produto e prefira os de embalagens de vidro Luz e calor prejudicam o sabor do azeite, armazêne-o em lugares sem incidência de luz A cor do azeite algumas vezes pode indicar nuances em seu sabor. Normalmente os azeites mais verdes tem aromas e sabores mais frutados. O aroma do azeite não deve indicar a presença de defeitos como ranço ou mofo.
O seu gosto deve ser frutado e pode conter outros aromas como o de ervas, plantas ou pasta de azeitona, pode ainda conter alguns traços importantes, tais como gosto amargo ou levemente picante. Elementos como sabor metálico, avinagrados ou acidez perceptível são fatores negativos ao paladar e indicam um azeite de baixa qualidade. Normalmente, os azeites mais leves e doces são mais próprios a serem usados em saladas, legumes e carnes brancas. Os mais acentuados são melhor aproveitados se usados em carnes vermelhas e cozidos.

| USO CULINÁRIO DO AZEITE POR NÍVEL DE ACIDEZ | ||
| Tipo | Acidez | Utilização |
| Extra Virgem | Menor que 0,8% | Saladas e molhos |
| Virgem fino | 1,5% | Saladas e molhos |
| Semifino | 3,0% | Saladas e frituras |
| Refinado | Maior que 3,0% | Frituras de imersão |
| Puro | Maior que 2,0% | Frituras, assados e marinados |
AZEITE DE OLIVEIRA VIRGEM: é obtido por processos mecânicos. Dependendo da acidez do produto obtido, este azeite pode ser classificado como sendo do tipo extra, virgem ou comum. O azeite virgem apresenta acidez máxima de 2%.
AZEITE DE OLIVA REFINADO: produzido pela refinação do azeite virgem, que apresenta alta acidez e incidência de defeitos a serem eliminados na refinação. Pode ser misturado com o azeite virgem.
AZEITE EXTRA-VIRGEM: o azeite não pode passar de 0,8% de acidez (emácido oélico) e nem apresentar defeitos. O órgão que os regulamenta e define quais defeitos são catalogados é o Conselho Oleícola Internacional.
AZEITE DE OLIVA COMUM: é obtido da mistura do azeite lampante (inadequado ao consumo), reciclado por meio de processos físico-químicos e sua mistura com azeite virgem e extra-virgem. O azeite de oliva comum não possui regulamentação.
O óleo de oliva possui várias substancias benéficas à saúde. Ele pode reduzir a quantidade de LDL (mau colesterol) do organismo, devido a sua grande quantidade de gordura monoinsaturada, o fator importante é que essa gordura não se transforma em colesterol. Esse fator reduz o risco de infarto ou AVC, uma vez que o consumo regular do óleo de oliva reduz a formação de placas de gordura nas paredes dos vasos sanguíneos.
Outro fator importante para a saúde é que o óleo de oliva previne oxidações biológicas porque é rico em polifenóis, que reduzem a formação de radicais livres.
Os radicais livres são muito nocivos à saúde pois são responsáveis pelo envelhecimento, e doenças degenerativas, como o câncer por exemplo. Cientistas observaram que os povos das regiões do mediterrâneo tem vida mais saudável com baixo nível de infarto e câncer, por esses povos serem os maiores consumidores do óleo de oliva, e outras substâncias de uma dieta saudável, como peixe e verduras.
Fonte: www.chaim.com.br