O nome chocolate vem do grego "Theobroma", que quer dizer "alimento dos deuses".
Este nome foi dado por Carlos Linnaeus, um botânico sueco que conhecia a trajetória do chocolate através da história dos povos.
Tudo começou há séculos atrás, com as civilizações asteca e maia, mais precisamente no México e na Guatemala. No México, os astecas cultuavam o deus Quetzalcoatl. Ele personificava a sabedoria e o conhecimento e foi quem lhes deu, entre outras coisas, o chocolate. Os astecas acreditavam que Quetzalcoatl trouxera do céu para o povo as sementes de cacau, que também servia como moeda para este povo. Eles festejavam as colheitas, oferecendo às vítimas de sacrifícios taças de chocolate.
Então um dia, diz a lenda, Quetzalcoatl ficou velho e decidiu abandonar os astecas. Partiu em uma jangada de serpentes para o seu lugar de origem - a Terra do Ouro. Antes de partir, porém, ele prometeu voltar no ano de "um cunho", que ocorria uma vez a cada ciclo de 52 anos no calendário que ele mesmo criara para os astecas. Enquanto isso, por volta de 600 a.c., os maias, que também conheciam o chocolate, estabeleciam as primeiras plantações de cacau em Yucatan e na Guatemala. Considerados importantes comerciantes na América Central, eles aumentaram mais ainda suas riquezas com as colheitas de cacau. Dele se obtinha uma bebida fria e espumante, chamada "tchocolath". O valor do cacau também estava em suas sementes. Elas eram as moedas.
Quando Cristóvão Colombo chegou à América provou o chocolate e o levou para a Europa. O "tchocolath" não era a bebida agradável de hoje. Era bastante amarga e apimentada. As tribos da América Central geralmente o preparavam misturando com vinho ou com um purê de milho fermentado, adicionado com especiarias, pimentão e pimenta. Naquela época, o chocolate era reservado apenas aos governantes e soldados, pois acreditava - se que, além de possuir poderes afrodisíacos, ele dava força e vigor àqueles que o bebiam.
Mais tarde foi Cortez quem pisou naquelas terras e, sem dúvida, ficou muito impressionado com a mística que envolvia o chocolate e mais ainda com o seu uso corrente. Assim, com o intuito de gerar riquezas para o tesouro de seu país, ele estabelece uma plantação de cacau para o rei Carlos V, da Espanha. E, como bom negociante, começa a trocar as sementes de cacau por ouro, um metal indiferente àqueles povos. Os espanhóis aos poucos se acostumavam com o chocolate e, para atenuar o seu amargor, diminuíam a proporção de especiarias e o adoçavam com mel. Já o rei Carlos V tinha o hábito de tomá-lo com açúcar.
Rapidamente, o chocolate se espalha entre a família real e os nobres da corte espanhola. Cortez levara para a Espanha todo o conhecimento daquelas tribos primitivas de como lidar com o cacau e preparar o chocolate. Sabia como colher, retirar as sementes dos frutos e depois espalhá-las ao sol para fermentar e secar. Sabia também que elas deviam ser assadas sobre o fogo e depois esmagadas em uma gamela de pedra, até se obter uma pasta aromática, a qual era misturada com água para se chegar à bebida.
Na Espanha, as cozinhas dos mosteiros serviam como local de experiência para o aprimoramento do chocolate e a criação de novas receitas. Os monges aperfeiçoaram o sistema de torrefação e a moenda do chocolate, transformando-o em barras e tabletes para serem dissolvidos em água quente, como era apreciado nos salões aristocráticos.
Durante todo o século XVI, porém, os espanhóis conservaram para si esta preciosa iguaria, não querendo compartilhá-la com outros países. No entanto, seus planos foram por água abaixo em meados do século XVII, quando começaram a vazar as primeiras informações sobre o chocolate.
Já em 1657, surge em Londres a primeira loja de chocolate. Em 1660, o filho de Ana da Áustria, Luís XIV, que subira ao trono, casa-se com outra princesa espanhola, Maria Teresa. Esta segunda união ibérica acaba firmando de vez o domínio de chocolate na França. A corte comentava que Maria Teresa, uma esposa devotada, tinha duas paixões: o rei e o chocolate.
Enquanto a monarquia solidificava o hábito de consumir chocolate na França, outros países também começavam a se interessar por ele e a procurar pela sua própria fonte de suprimento. O governo espanhol mantivera o comércio de chocolate fechado até o século XVI. E, para sustentar o seu monopólio, estabelecera taxas pesadas de importação, de forma que ele permanecesse ainda durante muito tempo uma bebida apenas das classes privilegiadas. Como se não bastasse, os estoques de sementes de cacau da Espanha eram limitados.
Em 1765, um médico, James Barker de Dorchester, se associa a um fabricante de chocolate recém-chegado da Irlanda, John Honnon, e funda a primeira fábrica de chocolate dos EUA: a Companhia Barker. Naquela época, o chocolate já podia ser consumido temperado com cravo ou almíscar, dissolvido em vinho ou leite quente e adoçado com açúcar. Ele começa a ser aperfeiçoado e surgem novidades.
Em 1819, François Louis Cailler abre a primeira fábrica de chocolates suíços. Sete anos depois, em 1826, Philipp Suchard começa a fazer chocolate misturado com avelãs moídas. Em 1875, Daniel Peter e Henri Nestlé inventaram o chocolate ao leite.
Em 1914 estoura a Primeira Guerra Mundial, determinando o fim da expansão das indústrias chocolateiras. São feitas restrições às exportações do produto. Tabletes de chocolate passam a fazer parte da ração de emergência dos soldados americanos em serviço, pois além de bastante energético, mantém a temperatura do corpo estável, mas a experiência não dá muito resultado. Para cumprir o papel de ração de emergência, o chocolate era demasiado irresistível para ser guardado sem ser comido.
Em 1945, fim da segunda guerra e com ela as barreiras ao desenvolvimento das indústrias chocolateiras. A lavoura cacaueira começa a se expandir na Bahia no século XVIII. A partir de 1954 instalam-se no Estado de São Paulo as primeiras plantações. Hoje, o Brasil ocupa a posição de sexto maior produtor mundial de cacau.
Fonte: www.abrasellondrina.com.br
A amêndoa de cacau já era adorada pelos índios Maias há mais de 2000 anos atrás. Em 1519, Hernando Cortez experimentou pela primeira vez o "Cacahuatt", uma bebida apreciada por Montezuma II, último imperador Asteca. Cortez observou também que aquele povo tratava as amêndoas de cacau como um tesouro inestimável, o que aumentou ainda mais sua admiração pela nova descoberta. Imediatamente, Cortez trouxe o cacau para a Espanha, onde a bebida era preparada incluindo adoçantes e posteriormente aquecida. Sua fórmula foi mantida em segredo por anos e era apreciada pela nobreza européia, porém com alguma ressalva, pois era considerada uma bebida rústica e bárbara.
Em meados do século XVII, a bebida de chocolate ganhou fama e popularidade na França, pois, em 1615, a Rainha francesa Anne, esposa de Luiz XIII, declarou o chocolate como "A bebida da corte francesa". Tais acontecimentos levaram um francês a abrir a primeira loja do ramo em Londres e já no século XVIII as casas de chocolate eram tão famosas quanto as cafeterias.
Em 1828, Conrad Van Houten, um químico holandês inventou uma prensa de cacau que permitiu separar e retirar a manteiga de cacau da amêndoa, reduzindo assim o amargor e a acidez do chocolate. Em 1876, Daniel Peter, um doceiro suíço, tentou adicionar leite ao chocolate, porém nunca chegava a um resultado satisfatório. Somente após oito anos de tentativas, levou seu produto até Henry Nestlé, um fabricante de leite evaporado.
Nesta época, Nestlé havia aprimorado sua receita de leite condensado. Ele e Peter tiveram a idéia de adicionar leite condensado ao chocolate. Nasceu assim o chocolate ao leite. Peter também foi responsável pela criação do processo de conchagem, o qual confere ao chocolate uma textura mais fina e aveludada. O processo recebeu tal nome, pois as pás que mexiam e refinavam o produto possuíam formato de conchas. Foi então que, em 1879, Rodolphe Lindt pensou em adicionar a manteiga de cacau de volta ao chocolate, o que gerou um produto mais elaborado, que derretia na boca e que era igual ao chocolate que conhecemos atualmente.
Descobrir o por quê da paixão das pessoas pelo chocolate é fácil, afinal, ele melhora o humor das pessoas!! Isso acontece porque o chocolate estimula a produção de uma substância cerebral chamada serotonina e evita a oxidação e a deterioração das células.
Muitas pessoas em estados depressivos recorrem ao chocolate para se acalmar. Tem gente que, quanto mais nervosa e mais ansiosa, mais consome chocolate. O problema maior acontece com os chocólatras obesos, já que muitos entram em depressão quando têm que restringir completamente o chocolate de sua dieta. Para evitar que o chocólatra venha a não aderir a dieta, alguns nutricionistas se vêem obrigados a incluir algumas porções de chocolate em seus cardápios.
Há pessoas que sofrem de “sugar craving” (compulsão por açúcar) e apresentam um déficit de serotonina. Essa falta de serotonina, indispensável às células cerebrais, impede a sensação de calma e estabilidade de humor. O tratamento é feito através de um medicamento que eleva o nível de serotonina no cérebro, dando uma sensação de saciedade. Médicos lembram que os "ataques" dos chocólatras costumam ocorrer à noite, quando são comuns as crises depressivas.
Sobre o desejo incontrolável por chocolate que algumas mulheres sentem no período pré-menstruais, especialistas afirmam que a causa está relacionada às alterações no nível de hormônios. Uma vez deprimida, a mulher sente vontade de ingerir alimentos com alto teor de gordura.
Além da participação da serotonina, há também quem culpe a teobromina, uma substância do cacau, como a responsável pela "atração fatal" exercida pelo chocolate. E quem aponte a responsabilidade para a feniletilamina, a mesma substância que o cérebro libera quando a pessoa está apaixonada.
Um estudo desenvolvido por cientistas da Universidade da Califórnia e publicado no "The Lancet" mostrou que o chocolate contém fenóis. Estas substâncias também são encontradas no vinho e, segundo os cientistas, são substâncias químicas antioxidantes, que evitam a oxidação do colesterol (LDL). Quando este tipo de colesterol oxida, transforma-se em uma placa que pode bloquear as artérias e levar ao desenvolvimento da arteriosclerose. Um copo de chocolate quente contendo 7,3 gramas de cacau possui 146 mg de fenol e 41 gramas de chocolate em barra, 205 mg, segundo o autor do estudo, Dr. Andrew Waterhouse.
Para alguns especialistas, o chocolate tem grande valor nutricional, sendo, portanto, um componente importante em nossa dieta. O chocolate é considerado alimento, uma vez que contêm 1/3 de leite e 1/3 de cacau, o que equivale a proteínas, energia e gorduras. O chocolate também se constitui em fonte de potássio, cálcio, magnésio, vitaminas do complexo B, além de incluir substâncias tônicas que estimulam as pessoas com fadigas físicas e mentais.
Um tablete de 100 gramas de chocolate contém, em média, 540 calorias (1/4 da necessidade diária de um homem adulto). Muitos se preocupam porque o chocolate não é compatível com uma dieta com baixos níveis de gordura e colesterol, mas, segundo cientistas da Universidade da Califórnia, o chocolate não é o vilão que se pensava. Ele pode conter pequenas quantidades de gordura não saturada, que reduz levemente os níveis de colesterol do sangue. Também pode conter pequenas quantidades de óleos poliinsaturados que são um bom caminho para reduzir o colesterol. Se alguns disserem que o chocolate é rico em manteiga de cacau, vale a contestação: segundo os cientistas, uma dieta rica em manteiga de cacau tem efeito completamente neutro sobre os níveis de colesterol.
Saudável, saboroso e energético, o chocolate é hoje um alimento universal!
Relaxar: É assim que você se sente depois de comer chocolate. Isso acontece porque ele tem em sua composição triptofano e magnésio, que estimulam diretamente a produção de serotonina. A serotonina é um neurotransmissor cerebral responsável pela sensação de prazer e felicidade.
Energizar: A cafeína e a teobromina, presentes no chocolate, são substâncias estimulantes que, em doses sensatas, aumentam a concentração e o pique.
Amenizar a TPM: No período pré-menstrual ocorrem alterações nos níveis hormonais do organismo feminino. Cai a produção de serotonina, substância responsável pela sensação de felicidade, prazer e bem-estar. O déficit desse neurotransmissor aumenta a sensação de tristeza e abatimento, tornando as mulheres mais irritáveis e deprimidas. Por isso, elas saem correndo atrás de um chocolate, que contém um aminoácido chamado triptofano, responsável pela produção de serotonina no cérebro.
Prevenir o mau colesterol: Cinqüenta gramas de chocolate escuro têm a mesma quantidade de flavonóides (antioxidantes) que um copo de vinho tinto. Além disso, 1/3 da gordura do chocolate é composta de ácido esteriático e outro 1/3 é composto de ácido oléico. Tanto os flavonóides como esses dois ácidos previnem o aparecimento do LDL, o mau colesterol.
Apaixonar: o chocolate contém também feniletilamina, substância química liberada no cérebro quando estamos apaixonados.
Boa notícia para os chocólatras. Estudo apresentado em reunião da Sociedade Britânica de Ciência, aponta o chocolate como fonte de flavonóides, compostos químicos que diminuem as chances de coagulação do sangue, principal causa de derrames e ataques cardíacos. A pesquisa mostrou que a quantidade dessas substâncias contida em uma pequena barra de chocolate preto equivale à concentração de flavonóides de seis maçãs, quatro xícaras e meia de chá, 22 copos de vinho branco ou dois copos de vinho tinto, tradicionalmente conhecido como protetor do coração.
Para avaliar o impacto do consumo de cacau na circulação sanguínea, o nutricionista Carl Keen, da University of California, em Davis, observou a formação de coágulos no sangue de 25 voluntários, divididos em dois grupos. Um deles comeu 25g de chocolate com alta concentração de flavonóides e o outro ingeriu apenas pão. Keen coletou amostras de sangue dos voluntários duas horas e seis horas após a ingestão do alimento. Verificou que os que comeram chocolate apresentaram reduzida atividade de plaquetas - partículas responsáveis pelo processo de coagulação. Já nos voluntários que comeram pão, a atividade das plaquetas não foi alterada.
O estudo reforça a teoria de que o cacau age da mesma forma que a aspirina, tornando o sangue mais fino e, portanto, dificultado a formação de trombos. ''Cada vez mais, um número maior de estudos vem mostrando que o consumo de chocolate tem efeitos positivos sobre o sistema circulatório'', afirmou Keen. O pesquisador alertou, no entanto, que o doce não deve substituir os medicamentos, pois os mecanismos de ação são distintos.
''Os resultados de minha pesquisa nos levam a crer que o chocolate contribui para a saúde, porém, dentro de uma dieta balanceada'', disse o nutricionista. E vale lembrar que alimentos que contêm vitaminas C e E, como a laranja, também são ricos em flavonóides.
Pretinho básico: Chocolate amargo faz bem à pressão arterial e ao coração O chocolate era considerado um delicioso atentado contra a saúde. Na última década, contudo, a guloseima começou a ser alforriada pela ciência. Estudos realizados em vários centros de pesquisa mostram que o consumo moderado deste doce pode fazer bem à saúde. Especialmente de chocolate amargo.
Um dos mais novos trabalhos sobre o assunto foi publicado no Journal of the American Medical Association , a revista da Associação Médica Americana. Segundo pesquisadores da Universidade de Colônia, na Alemanha, duas barras pequenas de chocolate amargo por dia podem baixar a pressão arterial de pessoas vítimas de hipertensão e diminuir, assim, riscos de infartos e derrames. Os participantes do estudo tinham entre 55 e 64 anos, não recebiam tratamento medicamentoso para a pressão alta e foram acompanhados ao longo de duas semanas pelos médicos alemães. Ao término desse período, registrou-se uma queda de 5 pontos na pressão máxima, a sistólica, e de quase 2 pontos na mínima, a diastólica.
As evidências de que o chocolate amargo é um poderoso aliado do coração foram reforçadas pela divulgação de outro estudo, este publicado na revista Nature e conduzido por pesquisadores da Universidade de Glasgow, na Escócia, e do Instituto de Pesquisa em Alimentos e Nutrição da Itália. O consumo de chocolate amargo por homens e mulheres saudáveis, com idade entre 25 e 35 anos, aumentou em até 20% a quantidade de substâncias antioxidantes circulantes no organismo. Esses compostos previnem danos as artérias coronárias.
O chocolate amargo é rico em flavonóides. Também encontradas na casca da uva vermelha, essas substâncias têm poderes antioxidantes, ou seja, combatem os radicais livres, as moléculas tóxicas que comprometem o bom funcionamento do organismo. Os flavonóides impedem o depósito de placas gordurosas nas artérias, causadoras de infarto e derrame.
Outro poderoso antioxidante é o polifenol, encontrado em abundância no chocolate amargo. Esse composto mostrou-se eficaz no combate à hipertensão, um dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares.
Os dois grupos de pesquisadores compararam os benefícios do chocolate amargo com os efeitos do branco e do ao leite. Nenhum deles é páreo para o amargo. Isso porque só o amargo tem uma grande concentração de cacau. É no cacau que estão as substâncias que protegem o coração. Em média, o amargo tem o triplo de antioxidantes que o ao leite. Ele é rico em flavonóides e polifenóis, compostos presentes na uva vermelha e responsáveis por, na década de 80, alçar o vinho tinto à condição de aliado da saúde cardíaca.
Apesar das boas notícias em relação ao chocolate amargo, que ninguém pense em se empanturrar dele. "Tanto o chocolate ao leite quanto o amargo são ricos em açúcar e gorduras saturadas, o que contribui para o aumento do peso e dos níveis de colesterol" , diz a nutricionista Cristina Menna Barreto, de São Paulo. Quer dizer; até duas barras pequenas por dia é aceitável. Nem tudo é perfeito!
Fonte: www.morganachocolates.com.br