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História do Cinema

Quem pensa que cinema é uma arte relativamente atual, está completamente enganado! O mais antigo parente do cinema de que se tem notícia é o Jogo de Sombras, que surgiu na China por volta de 5.000 a.C. Nestes Jogos de Sombras, os chineses faziam a projeção, sobre paredes ou telas de linho, de animais, humanos ou objetos recortados e manipulados. O cara que manipulava as sombras narrava a história, que quase sempre envolvia príncipes, guerreiros e dragões (sim, os filmes medievais). Mais tarde, no século XV, o físico napolitano Giambattista Della Porta inventa a Câmara Escura, que é uma caixa fechada com um pequeno orifício coberto por uma lente. Através dela penetram e se cruzam os raios refletidos pelos objetos exteriores. A imagem, invertida, inscreve-se na face do fundo, no interior da caixa. A invenção mais bizarra surgiu na metade do século XVII, realizada pelo alemão Athanasius Kirchner, e que é praticamente o inverso da Câmara Escura. É composta por uma caixa cilíndrica iluminada por uma vela, que projeta as imagens desenhadas em uma lâmina de vidro.

Viram como o cinema não é coisa nova? Estes são alguns métodos que os antigos criaram, entretanto, o primeiro aparelho para captar e reproduzir a imagem do movimento foi o Fenacistoscópio, inventado pelo físico belga Joseph-Antoine Plateau. O Fenacistoscópio foi o primeiro aparelho a medir o tempo da persistência retiniana. Mais tarde, Plateau ficou famoso por inventar um aparelho formado por um disco com várias figuras desenhadas em posições diferentes. Quando o disco é girado, as imagens adquirem movimento. Já em 1877, o francês Émile Reynaud inventou o Praxinoscópio, que é um aparelho que projeta na tela imagens desenhadas sobre fitas transparentes. Para terem uma idéia de como o Praxinoscópio era um aparelho rústico, basta lhes informar de que ele era formado de uma caixa de biscoitos e um único espelho. Porém, mais tarde ele ficou mais fashion. Mas foi em 1878 que o fisiologista francês Étienne-Jules Marey desenvolveu o fuzil fotográfico. Era um tambor forrado por dentro com uma chapa fotográfica circular. O Fuzil Fotográfico apresentava uma pequena projeção de um cavalo correndo.

Em 1887, Étienne-Jules Marey desenvolveu mais uma máquina. A cronofotografia, que era a fixação fotográfica de várias fases de um corpo em movimento(é a própria base do cinema). Mais tarde, Thomas Edison (conhecido por ter inventado a luz) desenvolveu o filme perfurado. Em 1890, ele rodou uma série de curtos filmes em seu estúdio, o Black Maria, que foi o primeiro da história do cinema. Ao contrário de hoje em dia, os filmes não foram projetados em uma tela, e sim no interior de uma máquina intitulada cinetoscópio. Porém as imagens só podiam ser vistas por um espectador por vez.

Os Pais do Cinema

Se você resolvesse perguntar para alguém quando o cinema surgiu, certamente ele responderia 1895. Você deve estar se perguntando: "Mas porque, se até agora vimos que ele surgiu há mais de 2000 anos?". A resposta para esta pergunta é (tan, tan, tan, tan...) "Lumière". August Lumière e seu irmão Louis Lumière foram os responsáveis pela invenção do cinematógrafo, o sistema de projeção que é a base do moderno cinema. A primeira seção pública de cinema foi em 28 de dezembro de 1895 no Grand Café do boulevard des Capucines, em Paris. O filme se chamava "L'Arrivée d'un train en gare" e mostrava um trem chegando na estação. O público, que jamais havia tido qualquer contato com o cinema, se assustou com um trem vindo em sua direção, e as pessoas saíram correndo desesperadas do cinema.

Nos filmes dos irmãos Lumière não eram contadas histórias, mas sim exibidas cenas do cotidiano, como a saída de funcionários de uma fábrica, e eram de curta duração (atingiam um minuto no máximo). Ao contrário dos irmãos Lumière, Georges Méliès acreditava que o cinematógrafo tinha futuro, assim ele comprou um cinematógrafo. Como ele era um mágico, resolveu dar uns toques dramáticos em seus filmes, usando atores, cenários e figurinos. Assim, ele realizou a primeira ficção científica da história do cinema em 1902: Viagem à Lua, que tem 13 minutos de duração e é baseado em um livro de Julio Verne (Vinte Mil Léguas Submarinas).

Preço do bilhete da primeira projeção do Cinematógrafo: 50 centavos
Preço de venda ao público de um Cinematógrafo: 1650 francos

O Cinema Mudo

A partir de 1896 o cinema substituiu o cinetoscópio. As telas americanas passaram a exibir filmes curtos de dançarinas, atores de Vaudeville, desfiles e trens. O cinema passou a tomar conta do mundo. Era a "sensação" da época! Entretanto, naquela época o cinema era mudo, era posto no palco um pianista que tocava uma certa música em devida cena, assim dando mais emoção ao filme. Surge então, em 1903, o primeiro filme de bang-bang: O Grande Roubo de Trem, de Edwin S. Porter. Também foi prestigiado por ser o primeiro filme a mostrar cenas de ação simultâneas. Mas foi em 1915 que o americano David Ward Griffith revolucionou a história do cinema com o filme Intolerância, de duas horas de duração. Além disso, ele ainda criou closes nos rostos dos atores, nas mãos e nos objetos, o que mostrava que David estava a fim de mudar a narrativa do cinema.

Charles Chaplin

Charles Spencer Chaplin nasceu em 16 de abril de 1889, em Londres. Seu pai morreu muito cedo, e sua mãe vivia internada em hospitais psiquiátricos. Por isso, viveu grande parte de sua vida em orfanatos ou nas ruas. Ingressando no teatro, durante uma turnê pelos EUA foi descoberto por um diretor americano, e estreou nos cinemas em dezembro de 1913. Logo, passou a dirigir seus próprios filmes e acabou se tornando uma personalidade nacional. Seu maior personagem foi o "Vagabundo", que usava grandes sapatos, um bigodinho peculiar, um chapéu de coco e uma bengala, que conquistou o público. Seu andar bamboleante foi suficiente para levar o pessoal às gargalhadas. No cinema mudo, o "Vagabundo" foi astro de diversas comédias de curta duração. Algumas delas se tornaram clássicos do cinema, como Rua da Paz, O Imigrante, Vida de Cachorro, O Garoto e Rastro de Almas. Quando foi fundada a United Artists, Chaplin fez os filmes unicamente para esta produtora. Nela ele fez clássicos como Em Busca do Ouro, O Circo, Luzes da Cidade, Tempos Modernos, O Grande Ditador, Senhor Verdoux, Luzes da Ribalta e Um Rei em Nova York. Perseguido pelo McCarthismo, devido à irreverência de seus filmes, Chaplin passou a residir na Sicília. Em 1972, voltou aos EUA para receber um prêmio especial da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Mais tarde recebeu, das mãos da Rainha Elizabeth II, o título de Sir. Chaplin morreu em 25 de dezembro de 1977 na Suíça.

O Cinema Falado

Uma nova notícia: eis que surge o cinema falado! A Warner Brothers é a responsável pelo primeiro filme com música e efeitos sonoros sincronizados: Don Juan, de Alan Crosland, onde temos passagens faladas e outras cantadas. Entretanto, o primeiro filme inteiramente falado foi O Cantor de Jazz (1927), também de Alan Crosland. Desnecessário dizer que, com o advento do áudio, logo o cinema ganhou trilhas sonoras especialmente compostas para os filmes, de autoria de grandes compositores como Max Steiner, Frans Waxman e Erich Wolfgang Korngold. Certamente isso mereceria uma coluna própria.

Hollywood se deu bem

Pode-se afirmar que Hollywood, símbolo do predomínio norte-americano na produção cinematográfica mundial, viveu seus melhores anos em 1938 e 1939. Nestes dois anos, surgiram nas telas mega-produções que entraram para a história, como A Dama das Camélias, ...E o Vento Levou, O Morro dos Ventos Uivantes e Casablanca. Surgiram novas técnicas, que possibilitaram levar para o cinema qualquer gênero. Mas o filme que revolucionou a estética do cinema foi Cidadão Kane, dirigido e protagonizado por Orson Welles em 1941.

Atualidade

Hoje em dia, a tecnologia impressiona! Vemos nas telonas desenhos em computação gráfica, extraterrestres, monstros e tudo que se possa imaginar, criados de forma cada vez mais realista. Os efeitos visuais de computação gráfica, que temos hoje em dia, produzem milagres (vamos dizer assim). Mas isso é assunto para outra Cine & Música!

Fonte: www.scoretrack.net

História do Cinema

Estabelecer marcos históricos é sempre perigoso e arbitrário, particularmente, no campo das artes. Inúmeros fatores concorrem para o estabelecimento de determinada técnica, seu emprego, práticas associadas e impacto numa ordem cultural. Aqui serão apresentados alguns, no intuito de melhor conhecer esta complexa manifestação estética a qual muitos chamam de a 7ª Arte. De fato, a data de 28 de dezembro de 1895, é especial no que refere ao cinema, e sua história. Neste dia, no Salão Grand Café, em Paris, os Irmãos Lumière fizeram uma apresentação pública dos produtos de seu invento ao qual chamaram Cinematógrafo. O evento causou comoção nos 30 e poucos presentes, a notícia se alastrou e, em pouco tempo, este fazer artístico conquistaria o mundo e faria nascer uma indústria multibilionária. O filme exibido foi L'Arrivée d'un Train à La Ciotat.

Nascimento


Animação

A questão de saber quem inventou o cinema é problemática. Hoje em dia, o cinema se baseia em projeções públicas de imagens animadas. O cinema nasceu de várias inovações que vão desde o domínio fotográfico até a síntese do movimento utilisando a persistência da visão com a invenção de jogos ópticos. Dentre os jogos ópticos inventados vale a pena destacar o thaumatrópio (inventado entre 1820 e 1825 por William Fitton), fenacistoscópio (inventado em 1829 por Joseph-Antoine Ferdinand Plateau), zootropo (em 1834 por William George Horner) e praxinoscópio (em 1877 por Émile Reynaud). Em 1888, Émile Reynaud melhorou sua inveção e começou projetar imagens no Musée Grévin durante 10 anos.

Em 1876, Eadweard James Muybridge fez uma experiência, primeiro colocu doze e depois 24 câmaras fotográficas ao longo de hipódromo e tirou várias fotos da passagem de um cavalo. Ele obteve assim a decomposição do movimento em várias fotografias e através de um zoopraxinoscópio pode recompor o movimento. Em 1882, Étienne-Jules Marey melhorou o aparelho de Muybridge.

História do Cinema
Experiência de Eadweard Muybridge

Em 1888, Louis Aimée Augustin Le Prince filmou uma cena de 2 segundos mas a fragilidade do papel utilisado fez com que a projeção ficasse inadequada.

William Kennedy Laurie Dickson, chefe engenheiro da Edison Laboratories, inventou uma tira de celulóide contendo uma sequência de imagens que seria a base para fotografia e projeção de imagens em movimento. Em 1891, Thomas Edison inventou o cinetógrafo e posteriormente o cinetoscópio. O último era uma caixa movida a eletricidade que continha a película inventada por Dickson mas com funções limitadas. O cinetoscópio não projetava o filme.


História do Cinema
Programa da primeira exibição

Baseado na invenção de Edison, Auguste e Louis Lumière inventaram o cinematógrafo, um aparelho portátil que consistia em um aparelho três em um (câmara, impressora e porjetor). Em 1895, o pai dos irmãos Lumière, Antoine, organizou uma exibição pública paga de filmes no dia 28 de dezembro no Salão do Grand Café de Paris. A exposição foi um sucesso. Esta data, data da primeira porjeção pública paga, é comumente conhecida como o nascimento do cinema mesmo que os irmãos Lumière não tenham reivindicado para si a invenção de tal feito. Porém as histórias americanas atribuem um maior peso ao americano Thomas Edison pela invenção do cinema.

Os irmãos Lumière enviaram ao mundo a fim de apresentar pequenos filmes, os primeiros documentários como um início do cinema amador. "Sortie de l'usine Lumière à Lyon" (ou "Empregados deixando a Fábrica Lumière") é tido como o primeiro documentário da história sendo dirigido e produzido por Louis Lumière. Do mesmo ano, ainda dos irmãos Lumiére o filme "The Sprinkler Sprinkled", uma pequena comédia. Menos de 6 meses depois, Edison projetaria seu primeiro filme, "Vitascope".

Cinema Mudo

Desde o início, inventores e produtores tentaram casar a imagem com som sincronizado. Mas nenhuma técnica deu certo até a década de 20. Assim sendo, durante 30 anos os filmes eram praticamente silenciosos sendo acompanhados muitas vezes de música ao vivo, outras vezes de efeitos especiais e narração e diálogos escritos presentes entre cenas.

Desenvolvimento e Negócio

O ilusionista francês, Georges Méliès começou a exibir filmes em 1896, ele ganhou uma "filmadora" e imediatamente começou a produzir alguns filmes. Ele foi pioneiro em alguns efeitos especiais. Seu filme "Le Voyage dans la Lune" (ou "Viagem à Lua") de apenas 14 minutos foi o primeiro a tratar sobre o assunto de alienígenas.

Edwin S. Porter que se tornou camaramen de Thomas Edison usou pela pirmeira vez a técnica de edição de imagens. Em seu filme "Life of an American Fireman" de 1903 é possível ver duas imagens diferentes mas que ocorreram simultâneamente, a visão de uma mulher sendo resgatada por um bombeiro e a mesma cena com a visão do bombeiro resgatando a mulher. Em "The Great Train Robbery" (1903), um dos primeiros westerns do cinema, o grande legado foi o "cross-cutting" com imagnes simultâneas em diferentes lugares.

O desenvolvimento de filmes fez crescer os nickelodeons, pequenos lugares de exibição de filmes onde se pagava o ingresso de 1 nickel. O filmes também começaram a crescer em duração. Antes um filme durava de 10 a 15 minutos. Em 1906, o filme australiano "The Story of the Kelly Gang" tinha 70 minutos sendo lembrado até hoje como o primeiro longa metragem da história do cinema. Depois do filme australiano, a Europa começou a produzir filmes até mais longos: "Queen Elizabeth" (filme francês de 1912), "Quo Vadis?" (filme italiano de 1913) e "Cabiria" (filme italiano de 1914, este último com 123 minutos de duração.

Imagem do polêmico filme "The Birth of a Nation"Pelo lado americano, o diretor D. W. Griffith conseguia destaque. Seu filme, "The Birth of a Nation" (ou "O Nascimento de uma nação") de 1915, foi considerado um dos filmes mais populares da época do cinema mudo, causou polêmica pela golorificação da escravatura, segregação racial e promoção do aparecimento da Ku Klux Klan e Intolerance (1916) já "Intolerance: Love's Struggle Throughout the Ages" (ou "Intolerância") é considerado uma das grandes obras do cinema mudo.

Em 1907, os irmãos Lafitte criaram os filmes de arte na França com a intenção de levar as classes mais altas ao cinema já que estes pensavam ser o cinema para classes menos educadas.

Hollywood

Até esta época, Itália e França tinham o cinema mais popular e poderoso do mundo mas com a Primeira Guerra Mundial, a indústria européia de cinema foi arrasada. Hollywood começou a se destacar no mundo do cinema fazendo e importando diversos filmes. Thomas Edison tentou tomar o controle dos direitos sobre a exploração do cinematógrafo. Alguns produtores independentes emigraram de Nova York à costa este em pequeno povoado chamado Hollywood, encontraram condições ideais para rodar: dias ensolarados quase todo ano, diferentes paisagens que puderam servir como locações. Assim nasceu a chamada "Meca do Cinema", e Hollywood se transformou no mais importante centro cinematográfico do planeta.

Nesta época foram fundados os mais importantes estúdios de cinema (Fox, Universal, Paramount) controlados por judeus (Daryl Zanuck, Samuel Bronston, Samuel Goldwyn, etc.) que viam o cinema como um negócio. Lutaram entre si e as vezes para competir melhor, juntaram empresas assim nasceu a 20th Century Fox (da antiga Fox) e Metro Goldwyn Meyer (união dos estúdios de Samuel Goldwyn com Louis Meyer). Os estúdios contraram diretores e atores e com isso nasceu o "star system", sistema de promoção de estrelas de Hollywood.

Começaram a se destacar nesta época comédias de Charlie Chaplin e Buster Keaton, aventuras de Douglas Fairbanks e romances de Clara Bow. Foi o próprio Charles Chaplin e Douglas Fairbanks junto a Mary Pickford e David Wark Griffith que acabaram criando a United Artist com o motivo de desafiar o poder dos grandes estúdios.

O cinema no mundo

Em alternativa a Hollywood existiam vários outros lugares que investiam no cinema e contribuiam para seu desenvolvimento.

Na França, os cineastas entre 1919 e 1929 começaram um estilo chamado de Cinema Impressionista Francês ou cinema de vanguarda (avant garde em francês). Se destacaram nesta época o cineasta Abel Gance com seu filme épico "J’Accuse" e Jean Epstein com seu filme "A queda da casa de Usher" de 1929

Na Alemanha surgiu o expressionismo alemão donde se destacam os filmes "Das Kabinett des Doktor Caligari" ("O gabinete do doutor Caligari") de 1920 do diretor Robert Wiene, "Nosferatu", "Phantom" ambos de 1922 e do diretor Friedrich Wilhelm Murnau e Metrópolis de Fritz Lang de 1929.

Na Espanha surgiu o cinema surrealista donde se destacou o diretor Luis Buñel. "Un Perro andaluz" (ou "Um Cão Andaluz" em português) de 1928 foi o filme que mais representou o cinema surrealista de Buñel.

Na Rússia se destacou o cineasta Serguei Eisenstein que criou uma nova técnica de montagem, chamada montagem intelectual ou dialéctica. Seu filme de maior destaque foi "The Battleship Potemkin" (ou br: "O Encouraçado Potemkin", pt: "O Couraçado Potemkin") de 1925.

A Era do Som

Até então já haviam sido feitos experimentos com som mas com problemas de sincronização e amplificação. Em 1926, a Warner Brothers introduziu o sistema de som Vitaphone (gravação de som sobre um disco). Em 1927, a Warner lançou o filme "The Jazz Singer", um musical que pela primeira vez na história do cinema possuia alguns dialogos e cantorias sincronizados aliados a partes totalmente sem som. O filme "The Lights of New York" de 1928 também da Warner se tornaria o primeiro filme com som totalmente sincronizado. O som gravado no disco do sistema Vitaphone foi logo sendo substituído por outro sistema como o Movietone da Fox, DeForest Phonofilm e Photophone da RCA com sistema de som no próprio filme.

No final de 1929, o cinema de Hollywood já era quase totalmente falado. No resto do mundo, por razões economicas, a transição do mudo para o falado foi feito mais lentamente. Neste mesmo ano já lançado grandes filmes falados como "Blackmail" de Alfred Hitchcock (o primeiro filme inglês falado), "Applause" do diretor Rouben Mamoulian (um musical em preto e branco) e "Chinatown Nights" de William Wellman (mesmo diretor de "Uma estrela nasce" de 1937). Foi também no ano de 1929 criado o prêmio Oscar ou Prêmios da Academia que serve até os dias atuais como premiação aos melhores do cinema.

Criatividade

O uso do som fez com que o cinema se diversificasse mais em termos de gêneros nascia entre eles o musical com a assenção de diretores/coreográfos como Busby Berkeley ("42nd Street", 1933, "Dames", 1934). Algumas comédias despontavam como "The Front Page" de 1931 (br: "A primeira página") e "It Happened One Night" de 1934 (br: "Aconteceu naquela noite" - pt: "Uma noite aconteceu") de Frank Capra. E com a junção dos dois surgia a comédia musical.

Filmes históricos ou bíblicos na maioria das vezes caminharam de mãos dadas. Dentre os que misturavam este dois gêneros se destacaram "Os dez mandamentos" (versão original de 1923), "Rei dos Reis" de 1932 e Cleopatra de 1934.

Filmes de gangsters se tornaram populares como por exemplo "Little Caesar" e "The Public Enemy" ambos de 1931. Este tipo de filme foi fortemente influenciado pelo Expressionismo Europeu. Talvez o ator que mais se destacou neste gênero foi Humphrey Bogart.

O gênero ficção cinetífica já existente desde o cinema mudo foi se desenvolvendo cada vez mais com a produção de clásicos como "Drácula" (com Bela Lugosi) de 1931 e "Frankenstein" (com Boris Karloff) do mesmo ano.

O duplo sentido com conotações sexuais de Mae West em "She Done Him Wrong" de 1933. A comédia anarquica sem sentido dos Irmãos Marx.

Em 1939 os maiores êxitos do cinema foram "O Maravilhoso Mágico de Oz" e o "Gone with the Wind" (pt: "E tudo o vento levou"; br: "E o vento levou").

Na Itália foi criada a Cinecittà por ordem de Mussolini em 1937. Na América Latina se destacaram o mexicano Cantinflas e a luso-brasileira Carmem Miranda. Carmem Miranda estreou no filme "Alô, Alô Carnaval" de 1936 mas conseguiria sucesso internacional na década seguinte atuando em Hollywood.

Anos 40

História do Cinema
O filme "Casablanca" de 1943

A Segunda Guerra Mundial fez com que a Inglaterra e Estados Unidos produzissem vários filmes com apelo patriota e que serviram de propaganda de guerra. Haviam também já no final da guerra filmes anti-nazistas. Dentre os filmes que retrataram a época da guerra se destacou o popular "Casablanca" de 1943 com o ator Humphrey Bogart.

No começo da década, o diretor Orson Welles lançou o filme "Citizen Kane" (em Portugal, "O Mundo a seus Pés"; no Brasil, "Cidadão Kane") com inovações como ângulos de filmagem e narrativa não linear. Em 1946, o diretor Frank Capra lançou o filme "It's a wonderful life". Ambos os filmes estão classificados entre os melhores de todos os tempos.

No ano de 1947, o Comitê de Segurança dos Estados Unidos fez a primeira lista negra de Hollywood acusando 10 diretores e escritores de promover porpaganda comunista. Os filmes "Mission to Moscow" e "Song of Russia" foram considerados propaganda pró-soviética.

Na Itália nascia o Neorrealismo como reação ao cinema facista do regime de Mussolini, e buscava a máxima naturalidade, com atores não profissionais, iluminação natural e com uma forte crítica social. Se considera inagurado o gênero com "Roma, cidade aberta" (de 1945), ainda que se considera como seu maior representante "Ladrão de bicicletas" de Vittorio de Sica.

Anos 50

O Comitê de Segurança amplia a lista negra incluindos diretores, atores e escritores incluindo até mesmo Charles Chaplin.

Nos anos 50, o cinema passou a enfrentar a concorrência da televisão. O aumento da popularidade da TV fez com que várias casas de cinema fechassem suas portas. Para atrair mais telespectadores a indústria cinematográfica começou a investir em novos formatos, na verdade os grandes formatos. Em 1952 surgiu o Cinerama, em 1953 o Cinemascope da 20th Century Fox, em 1954 a VistaVision da Paramount todos com a idéia de quanto maior melhor. Alguns filmes bíblicos e históricos se deram muito bem no novo formato como "The Ten Commandments" (ou "Os Dez Mandamentos") de 1956, "The Vikings" de 1958, "Ben-Hur" de 1959, "Spartacus" de 1960 e "El Cid" de 1961.

Os filmes 3-D porém duraram pouco tempo, de 1952 até 1954 dentre os quais se destacou o filme "House of Wax" de 1953.

No final da década de 50 surgia na França o maravilhoso nouvelle vague donde se destacaram Claude Chabrol, Jean-Luc Godard ("O Acossado") e François Truffaut ("Os Imcompreendidos").

O cinema da Índia era produzido em grande escala mas no ano de 1955 pela primeira vez ganhou reconhecimento internacional com o filme "Pather Panchali" (ou "A canção do caminho").

Anos 60

Nos anos 60 o sistema Hollywood começou a entrar em declínio. Muitas produções passaram a ser feitas em Pinewood Studios na Inglaterra e Cinecittà na Itália ficando fora de Hollywood. "Mary Poppins" de 1964 da Walt Disney Productions, "My Fair Lady" também de 64 e "The Sound of Music" (br: A noviça rebelde — pt: Música no coração) de 1965 estão entre os filmes mais rentáveis da década.

Iniciado pelo diretor John Cassavetes, o cinema americano passou a tomar novos rumos com a produção independente com orçamento reduzido.

Na França o destaque ficou para "Jules e Jim" de 1962 (br: "Uma mulher para dois" do diretor François Truffaut. Na Itália foi o filme "La dolce Vita" de Federico Fellini de 1960. Na Inglaterra o destaque ficou para o início da série de filmes de 007 com o filme "Dr.No" em 1962. Na América Latina o maior destaque ficou por conta da Argentina e do diretor Fernando Solanas.

Fonte: pt.wikipedia.org

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