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Ninja

Os ninjas eram os guerreiros das sombras; mercenários pagos para fazerem os mais variados tipos de serviços furtivos, entre eles: sabotagem, assassinatos e especialmente o de espionagem.

Embora sempre se faça uma distinção entre os samurais e os ninjas, geralmente os ninjas também eram samurais. Isso porque eles também serviam a um daimyô em troca de um estipêndio, como os samurais convencionais. A diferença crucial entre os dois é que os ninjas não obedeciam rigorosamente ao bushidô (código de ética samurai), e, ao invés disso, tinham o seu próprio código de ética. Não se importavam em utilizar-se de métodos covardes para alcançar seus objetivos, mesmo porque tinham sua identidade sob sigilo em suas missões, de forma que não prejudicariam a sua imagem.

Depois de árduos estudos sobre a anatomia humana, os ninjas dominaram, entre outras, a arte da camuflagem. Através dessa técnica os ninjas tornavam-se invisíveis e simplesmente não eram vistos à noite, apenas escondendo-se pelas sombras. Além disso, eles eram temidos por serem incrivelmente traiçoeiros e rápidos: faziam tudo em silêncio, de modo que dificilmente eram descobertos. Os ninjas costumavam matar suas vítimas em sono ou pelas costas, de modo que estas não lhe apresentariam defesa alguma. Os daimyô costumavam contratar os ninjas para que estes matassem os generais inimigos antes de uma guerra, o que desestruturava o exército inimigo, ou simplesmente para conseguirem informações secretas e sabotarem os planos inimigos. Muitas mortes que oficialmente eram registradas como "acidentes" ou "envenenamento" eram na verdade obra dos ninjas.

Havia toda uma mística envolvendo o ninja e o seu trabalho. Eles acreditavam que, para que tudo desse certo, deviam estar com o corpo e o espírito em perfeita harmonia com o universo.

Pouco se sabe sobre esse hábeis guerreiros, e sua história é cercada de grande mistério. Isso porque pouca informação histórica se tem sobre eles, visto que nenhum daimyô costumava admitir o uso desses agentes em guerras (o que era considerado uma tática covarde).

Mitos e lendas cercam os ninjas e as suas origens

Uma delas conta que pássaros-demônio chamados tengu, da mitologia japonesa, seriam os ancestrais dos ninjas. Esses pássaros eram mestres nas artes da espada e do desaparecimento, tornando-se assim evidente a sua relação com os ninjas.

Acredita-se que as reais raízes da arte ninja se encontrem na China. O famoso general e filósofo chinês Sun Tzu, já relatava em seu livro "A Arte da Guerra", por volta de 500 A.C, a importância dos espiões nas guerras. Sun Tzu descreveu os chamados "espiões vivos", aqueles que penetravam na fortaleza inimiga, conseguiam informações secretas sobre os planos do general inimigo e voltavam para contar tudo ao seu soberano. Esses profissionais eram os servos mais íntimos do general, e a confiança neles era de primordial importância. A partir daí, esse "espiões" aos poucos se aperfeiçoaram, mais precisamente no Japão, e viraram posteriormente os ninjas, com todo o seu ocultismo, princípios filosóficos e profundidades técnicas que os diferem de outros espiões. A primeira aparição ninja data do final do século VI.

Os ninjas eram organizados em clãs. Seus rostos eram escondidos por trás de panos, de modo que o ninja mantinha sua identidade sob sigilo em suas missões. O ninja descoberto era instruído a se matar, pois não tinha mais valor; Em pouco tempo seria caçado e morto.

As espadas ninja, conhecidas por Ninja-To, eram devidamente adaptadas a suas técnicas; ao contrário da espada samurai, a Ninja-To possuía a lâmina reta, para que o seu ocultamento fosse facilitado e para que ela produzisse menos ruídos ao ser usada.

Além das espadas, os ninjas utilizavam também vários outros equipamentos e armas, que eram importantes recursos em suas missões. A Kawanaga, ou ganche de agarre, era muito utilizada para ultrapassar muros e similares. Alguns ninjas usavam uma espécie de luva, chamada de Shuko (mão de gato), que possuía garras nas palmas. Elas facilitavam a prática da escalada e posteriormente veio a ter outras utilidades, como, por exemplo, servir de arma e instrumento de defesa.

Algumas escolas usavam bombas de gás para facilitar suas fugas. Shakens (ou shurikens), as famosas "estrelinhas ninja", também eram utilizadas largamente. O Shinobi Shozoku, ou uniforme ninja, tinha por função camuflar o ninja no ambiente, de modo a facilitar a sua "invisibilidade". Assim sendo, na maioria das vezes ele era totalmente preto, pois os ninjas costumavam trabalhar à noite.

Um fato curioso é que também havia mulheres entre os ninjas. Entre outras vantagens características delas, as ninjas usavam a sedução no trabalho. Seduzindo homens de alto poder político elas conseguiam ainda com mais facilidade as informações secretas de que precisavam.

A arte dos ninjas é denominada Ninjutsu.

O Ninjutsu é talvez a mais complexa e completa de todas as artes marciais, pois possui vários ramos e técnicas específicas para determinadas situações, o que o torna muito difícil de se definir. São 9 as tradicionais escolas do Ninjutsu. Cada escola tem as suas peculiaridades e preferências por determinados estudos. Entre as inúmeras técnicas do Ninjutsu, estão: a arte da invisibilidade, luta desarmada e armada (envolvendo o manejo de espada, bastão, lança, armas com corrente e outras mais exóticas), pressão de pontos vitais (o que podia levar o adversário a dores insuportáveis ou até mesmo à morte), técnicas especiais de fuga, métodos de caminhar silenciosamente, escalada de obstáculos, luta dentro d'água, envenenamento, hipnose, treinamento de flexibilidade das juntas (o que facilitava fugas de amarras) e, finalmente, a arte dos disfarces, que envolvia também técnicas de dramatização, o que possibilitava o ninja se passar por outras pessoas.

Desde a primeira aparição ninja no séc. VI até a era Meiji, no séc. XIX, a utilização desses agentes como espiões foi aos poucos perdendo o sentido. Isso ocorreu principalmente com o fim das guerras inter-feudais no Japão e, posteriormente, com o avanço da tecnologia nas armas de fogo.

O tema ninja ainda é temática constante na indústria do entretenimento japonês, sendo explorado nos games, mangás e desenhos animados. Com certeza o que mais fascina o ocidental nesses formidáveis guerreiros é o mistério que os cerca.

Fonte: www.tees.ne.jp

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Quem foram os ninjas?

Foram os criadores de uma arte marcial japonesa conhecida como ninjutsu. "Trata-se de um conjunto de táticas de espionagem e assassinato, praticadas por guerreiros mascarados, especialistas em truques fraudulentos", diz o historiador Masanori Fukushima, da Universidade Takushoku, no Japão. Não se sabe onde termina a história e começa a lenda, pois, por ser uma técnica de espiões, o ninjutsu era secreto e transmitido apenas oralmente. Acredita-se que tenha surgido no reinado do imperador Shotoku (718-770) e se difundido por todo o Japão durante o período conhecido como Sengoku (1467-1568). O país passava por diversas guerras civis e as técnicas ninja começaram a ser adotadas por famílias que habitavam as montanhas no centro da ilha de Honshu, a maior do Japão. Quando necessário, as famílias se uniam para combater inimigos comuns.

Os ninjas praticamente desapareceram durante o período Edo (1603 a 1868), quando acabaram as guerras internas. Nessa época, as famílias ninja foram repudiadas pela sociedade feudal vigente, submetidas a taxas de impostos exorbitantes e à perseguição. Apesar disso, o ninjutsu continuou a existir, mais secreto ainda. Os principais inimigos dos ninjas eram os samurais, que ajudavam a manter o poder dos senhores feudais.

No período seguinte da história do Japão, iniciado com o império de Meiji, em 1868, tanto os samurais quanto os ninjas foram proibidos de usar armas. O objetivo de Meiji era integrar o país à era moderna e a0 resto do mundo. No início do século 20, porém, os ninjas voltaram a ser usados como espiões, durante a ocupação da Manchúria, na China, pelo Japão.

Truques furtivos e ataques letais

Conheça as principais técnicas ninjutsu para atacar e se esconder:

Mokuton quer dizer "uso da árvore". O ninja se esconde atrás de troncos ou agita galhos para desviar a atenção do oponente

Suiton é o "uso da água". O guerreiro pode ficar várias horas submerso, respirando por finos tubos de bambu, ou distrair o inimigo com o ruído da água

Doton, ou "uso do solo e das pedras". Formações rochosas ou buracos no solo são usados para se esconder

As roupas escuras, para não se fazer notar, fizeram os ninjas ficarem conhecidos como "guerreiros das sombras"

Kinton é o "uso do metal", para ofuscar a visão do inimigo refletindo luzes brilhantes ou distraí-lo com ruídos

Katon, ou "uso do fogo". A atenção do oponente é desviada por meio de truques pirotécnicos ou fumaça de pólvora

O combate corpo a corpo é chamado pelos ninjas de jutaijutsu. Na hora de atacar, procuram sempre desarmar o inimigo

Durante a luta, o objetivo é acertar os pontos vitais ou arrebentar os ossos dos adversários

Arsenal afiado

As técnicas de combate ninja se valem de um variado estoque de armas das mais temíveis:

A espada

Era a arma mais valorizada no combate. O fato de as técnicas ninjas serem desconhecidaspelos samurais, também lhes dava vantagem

Kusari-gama

Originalmente desenvolvida por fazendeiros, tanto para arar a terra quanto para defesa pessoal. Foi usada num primeiro momento pelos samurais e, depois, adotada pelos ninjas

Kusari-fundo

Correntes usadas para deter a espada do oponente - e também para estrangulá-lo

Shuko

Munhequeira com garras afiadas para deter golpes de espada, mas também úteis em escaladas

Kyoketsu-shogei

Corrente com punhal e gancho nas extremidades, para desarmar ou atingir os adversários à distância.

Shuriken

Estrelas de metal pontiagudas, lançadas à distância, para matar atingindo os órgãos vitais

No período seguinte da história do Japão, iniciado com o império de Meiji, em 1868, tanto os samurais quanto os ninjas foram proibidos de usar armas. O objetivo de Meiji era integrar o país à era moderna e a0 resto do mundo. No início do século 20, porém, os ninjas voltaram a ser usados como espiões, durante a ocupação da Manchúria, na China, pelo Japão

Fonte: super.abril.uol.com.br

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