Variar de alimentos é uma regra importante para manter uma alimentação saudável. Por isso também devemos consumir pães variados, sejam de um único cereal ou de mistura de vários, integrais, polvilhados com sementes, pão “do coração”, “da saúde” ou pão com nozes, etc.
O pão é muito mais bem digerido se estiver bem cozido, com a côdea acastanhada e com massa ligeiramente arejada por bolhas pequenas. Mal cozido provoca flatulência.
Dos diversos tipos de pães existentes podem-se destacar:
É a vulgar carcaça ou papo-seco. É fabricado a partir de farinha de trigo muito peneirada, que contém apenas o endosperma do grão (a parte interior do grão) e daí o seu aspecto branco. Na refinação da farinha dá-se um a perda de vitamina B e ferro e perde-se por isso parte do seu valor nutritivo (fibra, vitaminas e sais minerais). É, no entanto, um pão de fácil digestão.
É fabricado com uma mistura de farinha integral e farinha refinada ou ainda, a partir da mistura de farinhas de vários tipos de cereais, com diferente grau de refinação. Assim, o seu valor nutricional depende do tipo de mistura usado. É um pão com maior teor de nutrientes e de boa digestibilidade.
Alguns exemplos deste tipo são o pão saloio, caseiro ou pão da saúde. Este último, é de côdea fina e estaladiça e com pouco sal, o seu nome faz juz aos seus benefícios, pois é equilibrado nutricionalmente. Contribui para a prevenção de doenças do aparelho digestivo e circulatório e ainda na prevenção da arteriosclerose diabetes.
É fabricado a partir da farinha integral que contém o farelo (isto é, a casca), o endosperma e o gérmen (a parte interior mais pequena do grão). O seu valor nutricional depende do tipo de farinha utilizada.
Devido ao seu elevado teor em fibras (4 vezes mais do que o pão branco), contribui para o bom funcionamento dos intestinos. Permite também uma absorção mais lenta dos nutrientes, ajuda a regular os níveis de açúcar no sangue e possui alguns antioxidantes protectores que ajudam a prevenir algumas doenças crónicas relacionadas com o envelhecimento. No entanto, como é de digestão mais difícil que o pão branco, não é recomendado a quem sofra de irritações do estômago ou outras perturbações digestivas.
No entanto, é preciso ter em atenção que a maior parte das vezes atribui-se, mesmo que erradamente, o nome de pão integral ao pão feito apenas de farinha branca e farelo. Quando na verdade, o pão integral é aquele que é feito de farinha proveniente do grão inteiro.
É feito com ou sem mistura de farinhas de vários cereais e pode- lhe ser adicionado gérmen de trigo, sementes comestíveis (linhaça e girassol), passas, nozes, leite, gorduras ou ovos. O pão também recebe esta designação quando é fabricado com farinhas enriquecidas ou outros ingredientes que aumentem o seu valor nutritivo, ou, ainda, quando não contém sal.
Um exemplo de pão especial é o Prokorn. Um pão escuro, com baixas calorias, feito de trigo com cereais e sementes, rico em cálcio, ferro e fibras. A origem deste pão, é produto de um trabalho efectuado por uma equipa de médicos holandeses com preocupações na procura de um pão cada vez mais benéfico.
Fonte: www.centrovegetariano.org
A história do pão pode ser citada por mais de 6 milênios. Alguns historiadores mencionam que é provável que este tenha sido desenvolvido de uma massa rudimentar chamada GRUEL.
Nos primórdios da Idade da Pedra, o GRUEL já era conhecido, sendo feito com grãos triturados ou moídos com água ou leite por todas as civilizações. A partir do GRUEL, foi desenvolvido pão chato que era seco pelo ar e cozidos em pedras quentes.
No final da Idade da Pedra, o pão chato tinha o formato de disco e estes pães eram geralmente consumidos a quente, ou eram secados e armazenados. Todos os tipos de grãos podiam ser utilizados no preparo do GRUEL, mas a escolha destes grãos foi se aprimorando. Por este motivo, o pão chato foi introduzido lentamente, em localidades diferentes.

Outros tipos de grãos foram utilizados, como a cevada e o selecionamento dos grãos foram aprimorando-se. Hoje o trigo é cultivado no mundo inteiro para este propósito e o centeio também é cultivado, para produção de pães, na Europa Central e Oriental.
Trigo e centeio são também chamados de grãos de pão devido à suas aplicações adequadas à produção de produtos de panificação.
A produção de pão pressupõe o desenvolvimento de fornos e a descoberta da fermentação. Desde 1750 A.C. Existiam profissionais de panificação no Egito. Eles promoviam o crescimento de massas de trigo com o uso de levedo de cerveja e algum crescimento químico.
Em 100 A.C. o pão de massa fermentada era conhecido em grande parte do mundo. Os gregos desenvolveram a arte da panificação posteriormente, e especialmente os projetos de fornos. Padeiros gregos trouxeram a arte de panificar pães e bolos para Roma.
A partir do século XVIII, a introdução da produção industrial de levedura de panificação, foi decisiva para a tecnologia da panificação e este desenvolvimento permitiu a produção do pão como nós conhecemos atualmente. As típicas propriedades dos pães, suas formas, aparência, textura e sabor, foram originalmente produzidos manualmente e em conformidade com a qualidade dos grãos disponíveis.
Apesar de todo o desenvolvimento da panificação, 60% da população mundial (dados de 1983) ainda consomem o GRUEL e o Pão Chato.

O fermento é o elemento básico no processo de fermentação de massas. O fermento, é um microorganismo de célula única, está vivo e tem as mesmas funções de qualquer ser vivo, respira, se alimenta e excreta, como exemplo. A reprodução é através da decomposição da ação de microorganismos, dos fungos. Esta decomposição é fermentação. Na massa estes microorganismos atuam transformando estruturas complexas em estruturas mais simples.
A trajetória da Fleischmann começa em 1865, quando o austríaco Carl Fleischmann vai aos Estados Unidos participar do casamento da sua irmã. Impressionado com a baixa qualidade do pão norte-americano, ele funda, três anos depois, a primeira fábrica de fermento manufaturado do país.
A iniciativa cruza fronteiras no século XX. Em 1931, Getúlio Vargas autoriza a instalação no Brasil de uma empresa de alimentos associada da Fleischmann, a norte-americana Standard Brands.
Nos anos seguintes, a indústria de panificação inicia
um processo de evolução motivado pela inauguração
da
fábrica de fermento biológico fresco da Fleischmann, em Petrópolis,
no Rio de Janeiro, em 1932.
Outra unidade fabril foi inaugurada em 1954, desta vez em Jundiaí,
São Paulo, para suprir as necessidades do mercado, que passou a conhecer
as vantagens da utilização de fermentos selecionados.
Paralela às suas atividades, a Fleischmann também investiu na área educacional.
Especialistas na fabricação de fermentos visitaram o Brasil com freqüência para ensinar os segredos da panificação. Surgiu assim, em 1948, a Escola Fleischmann de Panificação.
Assim, a Fleischmann assumiu um papel importante na formação de profissionais e na abertura de novos estabelecimentos da área de panificação no Brasil.
A história da Fleischmann no Brasil é marcada por iniciativas como essa, que marcaram definitivamente a sua presença no País.
1931 - Getúlio Vargas assina o Decreto Lei autorizando o funcionamento da Standard Brands no Brasil.
1932 - Inauguração da primeira fábrica de fermento biológico no Brasil, em Petrópolis, RJ.
1961 - Lançamento do Fermento Biológico Fresco Fleischmann para o consumidor final.
1968 - Surge no mercado o Fermento Biológico Seco Fleischmann.
1995 - Chega ao mercado mais um produto, o Fermento Biológico Instantâneo Fleischmann, além da modernização da linha de Aditivos e Misturas pré-preparadas.
1999 - A tradicional logomarca da Fleischmann passa por reformulações e torna-se mais moderna. Nesse ano, a fábrica de fermento biológico fresco de Jundiaí ganha a Certificação de Qualidade ISO 9002.
2001 - Comemoração dos 70 anos da Fleischmann no Brasil. Para lembrar a data, o personagem Paderito passa por uma evolução e assume os traços que carrega hoje. Também é lançado o serviço 0800 Fale com Fleischmann.
O pioneirismo faz da Fleischmann parte da história da indústria de panificação brasileira.
Fonte: www.limerppan.com.br